ufpe
A decisão sobre a eleição para a Coordenação do Curso

Na semana passada escrevi um post falando da difícil decisão que precisaria tomar sobre a eleição para Coordenador do Curso de Administração da UFPE. Como muitos sabem, estou na função há quase 2 anos, e havia chegado a hora de decidir se tentaria me reeleger ou buscar outros desafios.

Antes de tudo gostaria de dizer que realmente fiquei sensibilizado com as demonstrações de apoio dos alunos, tanto no post que escrevi, como também pelos corredores do CCSA da UFPE. Além disso, recebi diversos pedidos de alguns colegas professores para que continuasse à frente do curso.

Durante muito tempo uma parte da comunidade acadêmica considerou como uma atividade menos importante as coordenações de graduação, o que é um completo absurdo. Para mim ser responsável por um curso com 1300 alunos e 50 professores sempre foi uma honra. Interferir positivamente na vida de tantos jovens é um motivo de orgulho para mim.

Particularmente para mim a decisão ficou mais difícil porque gosto muito desta minha tarefa, e porque não consigo fazer algo sem envolvimento completo. Apesar de todas as minhas atividades, sempre faço questão de receber os alunos, de conversar individualmente com cada um deles, e isso toma um tempo absurdo apesar da enorme recompensa que é a convivência com eles.

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caso bancoop
Irado com a ‘Veja’ e o ‘Estadão’, PT irá à Justiça

Hoje foi o dia em que o Partido dos Trabalhadores se indignou contra o PIG (Partido da Imprensa Golpista). Depois de se inflar contra a matéria de Veja desta semana (requentando o caso Bancoop), a pegada de ar mesmo se deu hoje, contra um editorial do jornal O Estado de S.Paulo, intitulado “O partido da bandidagem”.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, em nota, disse que acionará a Justiça contra os ataques.

O caso Bancoop vem se arrastando há anos, e ressurge sempre que a imprensa acha necessário. De tão batido, o “escândalo da Bancoop” tem até verbete na wikipédia.

O verbete diz que o “Escândalo da Bancoop foi o nome dado pela mídia brasileira ao suposto uso da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) para beneficiar o caixa do Partido dos Trabalhadores (PT) nos anos de 2004 e 2005.”

Abaixo, seguem o texto do Estadão e a nota oficial do PT.

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Fora do prazo?
Serra ignora conselho de Jarbas e só assume candidatura no final do mês

Meyriele (a miss PMDB-PE), Serra, Jarbas e Tony Gel

Não adiantou de nada o pito que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) passou no governador José Serra (PSDB-SP). O tucano só vai assumir-se candidato oficialmente no final do mês. Jarbas cobrou urgência a Serra, em entrevista a O Globo, domingo passado. Hoje, um baba-ovo de plantão de Serra, o deputado José Aníbal (PSDB-SP), falou que o lançamento será apenas no final do mês, entre 20 e 30 de março.

Jarbas apertou o sinal de alerta depois que as últimas pesquisas apontaram que a ministra petista Dilma Roussef (Casa Civil) avançou muito e está a apenas cinco pontos de Serra nas intenções de votos. O senador pernambucano admitiu a fragilidade da campanha de oposição e as graves consequências caso Dilma tome a dianteira nas próximas pesquisas.

Ele tem toda razão. Política no Brasil é feita de cima para baixo. Definido o candidato a presidente é que os palanques estaduais começam a ser formados. E, só a partir daí, os prefeitos passam a definir os apoios.

Por princípio, prefeito de interior é governista (independente de quem esteja no governo). Pois, além de completa ausência de posicionamento ideológico da esmagadora maioria, o pacto federativo brasileiro transformou as prefeituras em eternos pedintes dos governos estaduais e do federal.

Ou seja, quanto mais Dilma sobe nas pesquisas, mais ela sobe na bolsa de apostas dos rincões, mais prefeitos passam a apoiá-la e mais ela subirá nas próximas pesquisas.

Por outro lado, Serra teme o impacto negativo de largar o governo paulista antecipadamente. Ele largou a prefeitura de SP no meio do mandato, em 2006, para ser candidato a governador. Os adversário usaram isso na campanha, e ele Chegou a assinar uma carta dizendo que iria até o fim da gestão estadual. Mentiu, claro.

O medo de Serra é que a nova renúncia, mesmo que a apenas alguns meses do fim do mandato, possa desagradar de alguma forma o eleitorado paulista, sua principal base. Ele tenta, pelo menos, amenizar o impacto negativo que as chuvas recentes fizeram na avaliação de sua administração – antes do prazo final de desincompatibilização, no início de abril.

Mas, entre o eleitorado paulista e os conselhos de Jarbas, Serra fica com o primeiro. Óbvio.

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comentário que vale um post
O velho bacharelismo brasileiro


por Pablo Holmes*
Comentário ao post “Faça alguém famoso por uma tarde”

Venho do direito. E acho que há mudanças, gente nova que já cresceu em um Brasil um pouco diferente. Ainda assim, mesmo na minha geração, é possível encontrar muitos de uma espécie extremamente curiosa: o homo juridicus respectabilis.

Este ser estranho acha realmente que o diploma de bacharel em direito lhe dá poderes mágicos. Acredita que o fato de ter estudado direito lhe dá, de alguma forma, um quê a mais que todas as outras pessoas que rastejam por esse mundo condenado, em suma: curiosamente, mais direitos. É estranho, mas não é incomum.

Os membros dessa espécie exigem ser chamados de doutor, sobretudo quando são aprovados nesses concursos públicos em que ganham fortunas para fazer algo que usa apenas 50% do seu cérebro e, não raro, 30% do seu tempo. Têm certeza de que a investidura em um cargo público privativo de bacharéis em direito lhe garante um status quase nobiliárquico.

Ele se impõe na família, no condomínio onde mora, no restaurante que frequenta. Todos sabem exatamente o que faz, de onde vem, com quem ele trabalha. Não raro sabem exatamente quanto ganha. Ele faz questão de envolver a si mesmo numa aura que as pessoas comuns, as que não pertencem à espécie, tendem a ter a sensação de que se trata de pessoas altamente especiais.

No mais das vezes se ocupam também sobremaneira do modo de falar. Além de poderosos querem parecer inteligentes, afinal de contas, são: os bacharéis!

Usam palavras bonitas, em ocasiões peculiares. Aliás, palavras que julgam bonitas, mas que não passam de um mal gosto disfarçado de erudição. Algo que caiu de moda há no mínimo 20 anos.

A verdade mesmo é que, não raro, o último livro que leram foi algo como “Quando Nietzsche chorou” ou “O menino do pijama listrado”.

E o que parece é que esse fenômeno existe porque uma porção de gente vai aos bancos escolares das faculdades de direito atraídos pela perspectiva de status, muito menos por qualquer encanto pela profissão.

Esse é o velho bacharelismo brasileiro.

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* Pablo Holmes vive em Berlin, é Bacharel e mestre em direito pela UFPE e doutorando em sociologia pela Universität Flensburg.

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debatendo a economia e a política em alto nível
Ciclo de Debates já tem nomes confirmados

marina marcelino armando

O 2o. Ciclo de Debates Acerto de Contas já tem duas datas e três nomes confirmados para o fim de março de 2010. Este ano decidimos reforçar mais a área de economia, com nomes representativos da economia pernambucana.

Já tínhamos anunciado anteriormente a participação da Senadora Marina Silva, no dia 30 de março, e hoje confirmamos mais dois nomes e a data.

No dia 29 de março vamos ter o debate sobre a nova perspectiva para a economia pernambucana, com a participação do presidente da CNI, o deputado Armando Monteiro Neto, e também com Marcelino Guedes, presidente da Refinaria Abreu e Lima, que é disparado o maior investimento já realizado aqui no Estado.

A programação até agora é a seguinte:
- Dia 29 de março: Armando Monteiro, presidente da CNI
Marcelino Guedes, presidente da Refinaria
Local: Auditório do CCSA/UFPE, às 19 horas

– Dia 30 de março: Marina Silva, Senadora do PV
Local: Auditório do CCSA/UFPE, às 19 horas

Ainda não está descartado um terceiro dia, mas só quando confirmarmos os nomes.

Nós iremos avisar quando as inscrições começarem. Serão gratuitas, e deverão ser feitas aqui pelo blog.

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* Post publicado originalmente às 00h38 de hoje.

clipagem
Noticiário nacional – 09/03/10

Folha de S.Paulo

• Na reta final, Serra e Dilma lançam até obra inacabada

• Site de apoio a Dilma está em nome de mulher, mas ela diz que é um “engano”

• PT pagará salário para Dilma em campanha

• Ciro afirma não ter aliado problemático

• À revelia, Arruda é notificado sobre abertura de processo

• Deputados de comissões são alvo no STF (matéria anexada: outro lado – Políticos dizem que problemas não atrapalham)

•  De mulher pra mulher (Coluna Painel)

• Honduras: Militantes contra golpe ainda são retaliados, diz OEA

Estadão


• Promotor calcula em R$ 100 milhões desvio em cooperativa ligada ao PT

• Partido busca ”executivo” para campanha

• PSDB prepara evento para Serra anunciar candidatura em 2 semanas

• Ciro diz que quer Planalto, mas foca SP

• Projetos de cunho eleitoral têm preferência na Câmara

clipagem
Noticiário local – 09/03/10

Diario de Pernambuco


• À espera de um telefonema

• Tucanos ampliam pressão

• A gestação do jeitinho

• Sem inimigos no estado

• PT municipal: Em busca de um acordo

• Está por um fio (Diario Político)

Jornal do Commercio


• Remédio ficará mais caro ainda este mês

• Cesta básica do Recife tem o maior reajuste

• Retaliação vai pesar no bolso

• Governo prepara nova lista

• Medidas desapontam os EUA

• PSDB prepara evento para anunciar Serra

• Guerra inclui filha na disputa à Câmara

• Costa quer ser ouvido na briga PT x PT

• Trabalho de Hércules (Coluna Pinga Fogo)

Folha de Pernambuco


• Ferro: queimar etapas é um erro

• Joaquim aponta caminhos que reelegerão Eduardo

a vez do defensor carvalho
Faça alguém famoso por uma tarde

andy-warhol2

Andy Warhol tem uma conhecida frase, onde dizia que no futuro todos seriam famosos por 15 minutos.

Hoje o blog cumpriu sua função no mundo, e tirou do anonimato o Sr. Leonardo Alexandre A. de Carvalho, da Defensoria Pública de Pernambuco. Fizemos um anônimo famoso por uma tarde inteira. O Sr. Carvalho recebeu mais visitas em seu post do que provavelmente tem de amigos no Orkut.

Falando em nome da Defensoria, pelo menos assim que se assume, resolveu pedir a retratação do blog em artigo enviado pelo leitor João Aguiar, sobre o fato da Defensoria Pública supostamente não ter defendido os concursados do metrô.

Pelo que entendi, a Defensoria Pública já tinha entrado com ação, e João não tinha esta informação quando escreveu o seu artigo. Bastava a Defensoria ter dito oficialmente ao blog, que este publicaria e ainda daria crédito por ter prestado este serviço.

Mas não…chegou uma ameaça de um cidadão que ainda não sei se fala oficialmente pela Defensoria Pública, ou se apenas se trata de um servidor em momento de aloprância, se achando no direito de falar por todo um órgão. Seria como se um professor da UFPE resolvesse apoiar Katia Telles para Governador, e colocasse que a Universidade estaria com ela para o Governo.

A este cidadão gostaria apenas que soubesse que os artigos são de inteira responsabilidade de quem escreve, e mesmo assim o artigo não tinha absolutamente nada demais. Nada ali ofendia a honra de ninguém. Inclusive o blog resolveu publicar a resposta na integra por cortesia, dando o mesmo espaço que João Aguiar teve para colocar seu questionamento, que diga-se de passagem, é absolutamente legítimo, já que o salário do Sr. Carvalho é pago com o dinheiro dos meus impostos. Se acha ruim ser cobrado que vá procurar outro emprego.

Essa resposta na íntegra foi inclusive um privilégio do Carvalho, já que isso aqui não é um jornal ou empresa de comunicação, mas um blog feito por centenas de pessoas que aqui escrevem, além dos editores. Não somos obrigados a publicar resposta nenhuma. O defensor poderia até fazer o seu blog, como por exemplo www.édocarvalho.blogspot.com

O Sr. Carvalho deve achar que inibe o Acerto de Contas com sua ameaça patética.

Poderia o Sr. Carvalho gastar seu tempo e seu valioso tutano trabalhando em prol dos pobres que precisam de atendimento jurídico, ao invés de confabular possíveis ações judiciais contra os outros, principalmente em relação ao Acerto de Contas, que sempre reconheceu as adversidades pelas quais passa a instituição, que é essencial para a democracia e a justiça, e infelizmente em Pernambuco não vem recebendo a atenção devida.

Amanhã estarei enviando questionamento oficial a Defensoria Pública e a Corregedoria da própria defensoria perguntando se o Sr. Carvalho fala em nome do órgão, ou apenas foi uma utilização indevida da entidade. Queremos saber se este comportamento intimidatório é apenas algo individual, ou se é o pensamento oficial da instituição.

Mas estou feliz, pois demos uma tarde de fama ao bacharel Carvalho.

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PS: antes de me processar, saiba que aloprância vem de aloprado, que dentre outras coisas quer dizer grosseiro. E patético é algo sem fundamento, triste.

direito de resposta
Defensoria Pública responde leitor do blog

No dia 20 de fevereiro deste ano, foi publicado aqui aqui no blog um texto do leitor João Aguiar, sobre o caso do concurso CBTU/Metrorec. O texto pode ser acessado clicando aqui. Sobre o assunto, a Defensoria Pública enviou uma resposta ao blog.

Logo abaixo.

DIREITO DE RESPOSTA DA DEFENSORIA PÚBLICA RELATIVA AO ARTIGO: “QUEM NOS DEFENDE DOS DEFENSORES?”

Sabe-se que o artigo 220 da Constituição Federal de 1988 afirma que a manifestação do pensamento e o direito à informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. Da mesma forma, o inciso XIV, artigo 5º da CF/88, assegura a todos o acesso à informação.

Ocorre que o exercício do direito de comunicação e informação deve ser feito com responsabilidade pelos profissionais que exercem tal função, sendo certo que a própria Constituição Federal impõe limites ao direito de informação e expressão do pensamento, quando forem utilizados de forma excessiva e desarrazoada.

Registre-se, ainda, que qualquer denúncia deve ser devidamente fundamentada, baseada em provas, sob pena de violar o artigo 5º , inciso V da Constituição Federal, que  assegura o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.

Leia texto completo

artigo
Lições da Biologia

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Por Amanda Costa
para o Acerto de Contas

Ao contrário do que acontece entre os humanos, os demais mamíferos parecem preferir que as fêmeas comandem suas sociedades e/ou sejam responsáveis pelo gerenciamento de grande parte da dinâmica social.

Um dos casos mais emblemáticos é o dos elefantes. As famílias de elefantes são formadas por fêmeas aparentadas, guiadas por uma matriarca, a fêmea mais velha. Nessas famílias, os machos só são aceitos durante a infância, pois ao completarem uns 13 anos precisam deixar o grupo e passam a viver como solteirões solitários ou em pequenos grupos de machos errantes. A reaproximação só se dá uma vez ao ano para garantir a reprodução.

Após o acasalamento, as fêmeas mandam o macho pegar o beco e só dar as caras novamente no ano que vem. Assim, elas podem voltar a sua vidinha de pastar, parir e cuidar da prole, sem dar satisfação a macho algum.

Essas fêmeas que independem de machos para obter o “pão de cada dia”, e que se apóiam mutuamente para superar adversidades e garantir a continuidade da espécie, se repetem em diversos grupos animais.

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