Antônio Delfim Netto completou 80 anos de idade no último dia 1º de maio. Nasceu em São Paulo, no bairro industrial de Cambuci, no ano de 1928.
Figura controversa, é alvo de críticas de uns e elogios de outros. Quem está com a razão? Citemos o escritor argentino Jorge Luís Borges, de seus Fragmentos de um Evangelho Apócrifo: “Infeliz aquele que insiste em ter razão, pois todos a tem, ou ninguém a tem.”
Falerei em termos paradoxais, de política e economia, pois é assim que compreendo alguns momentos da carreira desse economista e político. Não me seria possível falar de outra maneira.
Depois de formado em Economia na USP (1952), paralelamente a sua carreira catedrática (Delfim tornou-se professor da USP em 1963), atuou como consultor no setor privado e público.
Em 1966 foi secretário da fazenda do então governador de São Paulo, Laudo Natel (da Arena), e, no ano seguinte, foi nomeado Ministro da Fazenda de Costa e Silva.
Depois de um primeiro momento de ajustes fiscais empreendidos pelo durante o regime militar, e, com a nomeação de Delfim como Ministro, inicia-se um período de crescimento que ficou conhecido como “Milagre Econômico”.
O ajuste advinha de uma reformulação da política econômica herdada de Juscelino Kubitschek, e mantida relativamente durante o governo de João Goulart. Era o chamado Plano de Metas (que ficou popularmente conhecido como um programa para “crescer ciquenta anos em cinco”).
Inspirado no pensamento cepalino, o Plano de Metas tinha o obetivo de incentivar o crescimento de uma indústria de base, direcionando-se para 4 setores principais: indústrias de base, energia, transporte e alimentação.
Acontece que, pararelamente à “modernização” da indústria de base, indústrias multinacionais entraram no país para produção de bens de consumo, desenvolvendo razoavelmente alguns centros urbanos.
Isso aumentou, por sua vez, o êxodo rural (que o campo não se desenvolvia em conformidade com os centros urbanos, nem muito menos foram implementadas umas série de reformas – como a agrária). O Plano de Metas ampliou também o endividamento internacional com o crescente número de empréstimos que eram feitos para sua manutenção, e também certa dependência tecnológica.
mantido em alguns princípios durante os governos Jânio Quadros e João Goulart, o Plano foi gerando de forma crescente uma inflação de demanda.
Além da virada política dada pelo golpe militar, seguiu em paralelo uma virada na política econômica brasileira durante o primeiro governo militar, de Castelo Branco.
Durante seu governo, foi criado o chamado Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG). O intuito primordial desse programa era o duplo: combate à inflação e implementação de algumas reformas. Com isto, a política econômica pretendia equacionar o crescimento de uma pequena indústria de base (siderurgia, energia, petroquímica), evitando um super aumento das importações de matérias-primas básicas, consumida vorazmente pela indústria que que crescia.
Em seguida a esse primeiro período (de maior ajuste que de crescimento propriamente dito), irá começar um segundo momento econômico do regime militar, a partir de 1967.
Esse segundo momento, acontecerá paralelo ao aumento da supressão de liberdades políticas e de expressão – legitimadas (com apoio direto ou com o siêncio) pelas classes médias, e por instituições como a Tradição Família Propriedade (a TFP, vinculada à Igreja Católica) e também pela OAB-Brasil.
Daqui há pouco irei postar um texto sobre esse segundo momento da política econômica do regime militar, que ficou conhecido como “Milagre Econômico”, no qual o Brasil cresceu em uma média acima dos 10% ao ano, e que foi coordenado pelo economista Delfim Netto.




[...] do mundo das letras nascidas naquele tradicional bairro paulistano. Um exemplo? Recebam: Antônio Delfim Netto, sim, ele mesmo, o homem, o gordo, o mito, o [...]
Só fizeram deixar o Brasil mais endividado, mesmo ele crescendo economicamente, ( com capital estrangeiro), não valeu a pena esse esforço por ambas partes. Beijoooooooosssss!!!