A aprovação das cotas e as várias faces do racismo dissimulado

ago 15, 2012 by     134 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Por Anderson Rodrigo
para o Acerto de Contas

No dia 8 de agosto o Senado Federal realizou uma sessão histórica que aprovou a instituição obrigatória do sistema de cotas em todas as instituições federais de ensino superior, além de institutos federais de ensino técnico de nível médio.

O que diz a nova lei

De acordo com o texto aprovado e que segue para sanção presidencial, as universidades e institutos, federais, terão que reservar 50% do total de vagas por curso e por turno para estudantes que tenham cursado todo o Ensino Médio em escolas públicas. Destes 50%, um percentual deverá ser destinado para negros e indígenas, de acordo com a proporção destes na população de cada estado, segundo os dados do último Censo. Tudo isto a ser aplicado em até 4 anos, período que as universidades terão para fazer a transição.

A partir de 2013 as universidades já deverão aplicar pelo menos 25% do sistema de cotas, ou seja, reservar 12,5% do total de vagas para estudantes de escolas públicas, tendo até 2016 para chegar aos 50% previstos na lei.

Também de acordo com a lei, pelo menos 50% das vagas destinadas aos estudantes de escolas públicas serão destinadas a estudantes com renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo (933 reais atualmente). O texto aprovado também determina que após 10 anos da aplicação do sistema de cotas , ele deverá ser revisado.

Um debate antigo

A aprovação do sistema de cotas sociais e raciais pelo Congresso Nacional é uma importante vitória do movimento negro que há décadas vem defendendo esta bandeira, principalmente a partir de 1999, quando o primeiro projeto de lei tratando do assunto chegou ao Congresso Nacional.

A pressão do movimento negro ao longo de todos estes anos garantiu que algumas universidades hoje já adotem sistemas de cotas e outras ações afirmativas. Em todos estes anos, o movimento negro travou o debate ideológico na sociedade acerca do racismo e de como ele se expressa na educação brasileira e foi capaz de constituir alianças com outros movimentos que defendiam as cotas sociais, até chegarmos ao texto da lei aprovada que combina os dois tipos de cotas.

Durante todo este tempo de tramitação da lei, o movimento negro conseguiu vitórias importantes no campo ideológico. Primeiramente, conseguiu fazer com o que o tema do racismo, que fora por muito tempo ignorado, virasse pauta das principais discussões acadêmicas nos últimos anos e até mesmo de discussões na Mídia impressa e televisiva. Segundo, conseguiu denunciar para toda a sociedade brasileira a enorme desigualdade com que negros e brancos têm acesso aos níveis de Ensino no país, principalmente o Superior.

O mito da democracia racial frente à realidade racista da Educação

O debate em torno das cotas raciais conseguiu revelar um país extremamente racista que até então considerava a ele próprio uma democracia racial. A teoria mítica e racista da “democracia racial” se mostrou completamente absurda quando contraposta a dados como os da PNAD 2008 que revelaram que 13,6% dos negros são analfabetos, contra 6,2% dos brancos. Ou ainda os dados que revelam diferenças entre o acesso de brancos e negros em todos os níveis de ensino.  Enquanto 20,7% das crianças brancas de 0 a 3 anos frequentam creches, apenas 15,5% das crianças negras o fazem. Enquanto 98.4% dos brancos de 7 a 14 anos frequentam algum tipo de ensino, entre os negros o número é de 97,7%. Dos 15 aos 17, a diferença já aumenta para 86,6% dos brancos contra 82,3% dos negros. Enquanto a população branca estuda em média 8,3 anos, a população negra estuda em média 6,5 anos.

Mas é no Ensino Superior onde estão os dados mais chocantes e mais reveladores do racismo brasileiro na educação.

Enquanto 35,8% dos jovens brancos de 18 a 24 anos frequentam o ensino superior, apenas 16,4% dos negros na mesma faixa etária estão nestas instituições.

O cruzamento destes dados revelam ao menos duas coisas: 1) existe uma grande disparidade no acesso à Educação entre negros e brancos; 2) além da disparidade observada em todos os níveis, existe no Ensino Superior uma barreira ainda maior para o acesso de negras e negros a este nível de ensino.

Cotas sociais X Cotas raciais

A defesa da necessidade de cotas raciais pauta-se no entendimento de que estas desigualdades não são naturais, mas fruto do racismo que está arraigado na sociedade brasileira e de que este racismo se reproduz em todos os aspectos de nossa vida social e também (ou principalmente) na educação: nas escolas e dentro das salas de aula. Portanto, o simples estabelecimento de cotas sociais é insuficiente para combater a disparidade no acesso entre negros e brancos ao Ensino Superior.

Nos últimos anos, os conservadores e racistas que nunca admitiram a existência de qualquer tipo dessas cotas, passaram a defender exclusivamente a ideia de aplicação de cotas sociais. Para além do oportunismo destas pessoas, este “recuo” foi sintomático da vitória ideológica do movimento negro neste debate. Percebendo a impossibilidade de continuar combatendo qualquer tipo de cotas, estes setores adotaram a tática do “mal menor”. Aceitam hipocritamente o estabelecimento de cotas sociais, para não terem que aceitar aquilo que é mais importante para eles evitar: o ingresso de negras e negros nas universidades.

Esta tática de contrapor cotas sociais a cotas raciais, como se elas fossem excludentes foi a tônica do debate feito pelos conservadores nos últimos anos.

A falsa defesa da autonomia universitária

Agora, diante da aprovação no Congresso Nacional do sistema de cotas, parte destes conservadores lança desesperadamente sua última cartada no argumento de que a lei aprovada feriria a autonomia universitária.

É preciso lembrar que a lei aprovada no Congresso ainda precisa ser submetida à sanção da presidenta Dilma para se transformar de fato em lei. E é justamente, a esta última chance que se agarram os conservadores de todo tipo.

O objetivo é evidente: pressionar a presidenta para que ela vete total ou parcialmente o projeto.

A estratégia para pressionar o veto presidencial segue duas táticas paralelas que se complementam. Uma delas é defendida pelos conservadores mais “desavergonhados” que utilizam os velhos argumentos de sempre para combater as cotas. A outra é usada por conservadores mais “enrustidos” que tentam se travestir de um argumento pretensamente progressista, como a autonomia universitária, para impedir a sanção presidencial.

Na linha de frente deste segundo grupo estão a SBPC(Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que lançou nota contra aprovação da lei e a ANDIFES(Associação dos reitores das IFES) que também se posicionou contrária à lei.

Nas palavras da pró-reitora da UFPE, Ana Cabral, a lei é “preocupante” por “tolher a autonomia universitária”. O reitor da UFF, Roberto Salles, classificou a medida como uma “intromissão indevida”.

É interessante estes dirigentes universitários só se preocupem com a autonomia universitária quando se trata de aplicar ações afirmativas na universidade. Quando eles mesmos são responsáveis por ferir a autonomia universitária quando realizam convênios com empresas privadas que passam a atuar livremente dentro das universidades públicas, utilizando-se de recursos públicos para seu próprio benefício.

Ao que parece, a influência de interesses privados na universidade PÚBLICA é menos preocupante para estes reitores e pró-reitores que a decisão do Congresso Nacional, que por mais questionamentos que possa e mereça receber, é uma instituição pública.

Diante disso, precisamos perguntar a estes dirigentes das universidades, qual a autonomia universitária defendida por eles? Autonomia diante da sociedade, que financia a universidade e é a verdadeira “dona” dela ou autonomia diante de interesses privados?

A autonomia universitária defendida historicamente pelo movimento social de educação preconiza autonomia diante dos interesses de governos ou de grupos privados.

Esta autonomia é condição necessária para que a universidade desempenhe seu papel como instituição pública e não partidária do governo de plantão ou de grupos econômicos. Porém, esta autonomia não pode se confundir com soberania ou independência da universidade em relação à sociedade, sob pena de cair no mesmo erro, e a universidade se tornar refém dos interesses de grupos minoritários na sociedade.

A comunidade universitária por mais heterogênia que seja, é um grupo pequeno que não representa a diversidade social existente. A própria necessidade de cotas demonstra isto. Ora, diferente do que alguns, por ingenuidade ou cretinismo, possam pensar, a universidade não pertence à comunidade universitária e sim ao conjunto da sociedade. Portanto, a sociedade não só pode, como deve intervir na universidade. O Congresso Nacional, por mais críticas que se possa fazer a ele, é um dos instrumentos que a sociedade brasileira possui para isso. E sua “intromissão” nesse caso, apesar de tardia, é mais do que devida.

Além do mais, cabe lembrar que as universidades federais brasileiras nada ou pouco têm de democráticas. Suas principais decisões são tomadas por conselhos que representam principalmente os interesses de grupos minoritários na própria comunidade universitária.

Uma universidade elitista como a nossa é incapaz de mudar a si mesma. A defesa da autonomia universitária nesse caso, longe de ser um argumento progressista, é mais um ataque conservador, que se soma a tantos outros daqueles que tentam de todas as formas perpetuar as desigualdades raciais em nossa sociedade.

Afinal de contas, elas continuam existindo, porque beneficiam uma elite que é incapaz de abrir mão de qualquer de seus privilégios. E o acesso à universidade é um dos mais importantes deles.

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Anderson Rodrigo é Estudante de História da UFPE e militante do Fórum de Juventude Negra de Pernambuco

 

134 Comentários + Add Comentário

  • Parabens Anderson e Acerto de Contas. Excelente artigo. Já compartilhei.

    • Como faço para participar do do Fórum de Juventude Negra de Pernambuco?

    • Artigo parte de falsas premissas, impregnadas ideologicamente.

      A verdadeira premissa sobre o assunto é que todos são iguais, nem piores, nem melhores e qualquer discriminação deve ser combatida e não promovida.

      Não existem gerações credoras ou devedoras, nem homens mais valiosos do que outros.

      Será que nos dados apresentados foram consideradas as diferenças regionais, onde os estados mais pobres são os que têm piores índices educacionais e a maior população miscigenada?

      Qualquer discriminação é odiosa, seja a discriminação de um negro pobre, que já é crime inafiançável e imprescritível, seja a discriminação de um branco pobre, que é considerado “política afirmativa”.

      O artigo é tão democrático que já parte de pressuposto de que qualquer pessoa favorável a cotas exclusivamente sociais são “conservadores e racistas”, imaginem as que são contrárias a quaisquer cotas?

      O autor assina como Estudante de História e militante. O problema é o tipo história lecionada em nossas escolas e universidades e os tipos de movimentos instalados nestes locais.

  • É, mais um que acha que ninguém pode ter argumentos legítimos contra as cotas… se você é contra, já é logo rotulado de reacionário ou racista. Difícil haver debate assim.

    • Ah, ah, ah.

      Perfeito, Propagandalf.

      Sem contar que gostaria que alguém me explicasse como um sistema de cotas de 50% vai ajudar… é um escárnio, um prêmio para toda péssima educação pública pública pré-universitária.

      Se fossem 20% ou, absurdos já, mas discutíveis, 30%, eu ainda tentaria entender. Mas metade das vagas nas universidades? Acabaram-se as universidades brasileiras, terão o mesmo (triste) destino da educação básica e ensino médio no país, ou seja, a desgraça total.

      Educação pública pré-universidade fraquíssima ninguém vai resolver, mas vão bostar, digo, botar alunos despreparados (mais que o já se faz) nas universidades!

      Mas, ao dizer isso, sou racista, aliás, um termo que a maioria dos movimentos negros repudiavam (quem tem raça é cachorro, somos todos humanos, ouvi muito isso anteriormente à descoberta de que “ser negro” pode gerar dividendos).

      Pior: o que se está fazendo até nas escolas particulares (imagine nas escolinhas públicas) é um absurdo, tenho que efetivamente a estupidez tomou o poder na Educação.

      Então, recolho-me à insignificância e pronto.

    • Perfeito. E o pior é saber que a “intelectualidade” nacional tá impregnada de gente com esse tipo de “argumento” : “Ou concorda comigo ou é reacionário, conservador, racista, nazista e etc”.
      Se depender desses, estamos fudidos. Ainda bem que chegaram ao poder depois que o socialismo caiu.

    • Exato! Se é assim, não vale a pena debater.

    • Para os alunos de escola pública é muito bom, para alunos do são luiz, santa maria, motivo e todas as escolas privadas é muito ruim!

      • Porque nao fazem um faculdade de ótimo nível e continuam pagando a mesma mensalidade das escolas particulares?

  • Acesso à universidade NÃO é privilégio, é MÉRITO INTELECTUAL.
    Por isso, sinceramente, estou iniciando uma campanha de modo a exigir, EXIGIR, que professores reprovem sistematicamente TODO E QUALQUER aluno (COTISTA OU NÃO) que não apresente condições acadêmicas justificadoreas do grau e do diploma.
    De outro modo, aqueles que quiserem se submeter a um cirurgião incompetente, a um engenheiro despreparado e outras coisas do gênero, que o façam. De resto, prefiro optar sempre pelo que possa haver de melhor, coisa que as cotas NUNCA PROPORCIONARÃO.
    Tenho dito.
    A propósito, vejam no Facebook: “Cotas: entra quem quer; sai quem pode.”

  • Parabéns, acabaram de criar no Brasil aquilo que tanto o Nelson Mandela lutou para acabar, criaram a segregação racial brasileira.

    • O problema, meu caro, é que enquanto o mundo todo anda pra frente essa joça de país tupiniquim só faz cagada.

  • Concordo inicialmente com o sistema de cotas pela renda, como uma medida paliativa e que tem que ser revista periodicamente. Discordo das cotas raciais. Questiono como seria a seleção através do sistema de cotas raciais. Os descendentes de negros, que possuem a pele branca, também teriam direito a cota para entrar numa instituição? Seria montando comissões para analisar as características do candidato, para ver se tem características raciais da cota em que o mesmo está se submetendo?
    Discordo do autor quando chama de racista e conservador pessoas e instituições que se colocam contra as cotas. Lembro que há representantes de movimentos negros que também se colocam contra. A SBPC que é uma entidade responsável por muitos avanços não pode ser enquadrada na condição de conservadora. Acho que o autor desconhece a história dessa instituição, infelizmente.

    • Resposta que encerra o debate e sepulta o artigo.

    • No meu caso,

      sou bisneto de escravo alforriado, minha vó era negra analfabeta e empregada doméstica, minha mãe é mestiça e casou-se com um “meio” branco, resultado, para os padrões brasileiros sou branco, não tenho direito as cotas.

      Já que temos um futuro historiador, vamos aos fatos:

      Os escravos que aqui chegaram, foram vendidos pela aristocracia africana aos portugueses.

      Meus ascendentes foram vendidos como escravos e hoje eu não tenho direito a cota, mas se existir algum descendente dessas pessoas que venderam meus bisavós e se ainda tiverem uma alta concentração de melanina no tecido epitelial, terão direito a cota.

      Isso é Justiça Social ?

  • Cara, voce se perdeu ao rotular quem é contra as cotas sociais/raciais de “conservadores e racistas”..

  • Complementando o que o Flávio Rodrigues comentou, a universidade pública não é privilégio e nem benefício social, é MÉRITO.

    Um aluno cotista que venha de um ensino básico ruim não tem condições mínimas de sobreviver na universidade, pelo menos na UFPE.

    Imagina se um cotista da rede pública que não saiba nem fatorar um polinômio passa em alguma engenharia? Ele seria jubilado no terceiro período por persistência de reprovação em Cálculo 1.

    Já acho o vestibular ENEM/Covest do jeito que está fraco demais, imagina com cotas!

    Pelo menos o jubilamento teve alguma utilidade. Vai servir de seleção eliminatória nas engenharias. E vão ser muitas, muitas cabeças a serem cortadas.

    Se algum cotista ainda querer disputar engenharia, só dou um conselho: peguem o Matemática e Realidade do Iezzi e o Fundamentos de Matemática Elementar do mesmo autor e resolvam pelo menos umas 10 vezes seguidar, do início ao fim. Ou se preparem para passar e serem jubilados.

    • Esses livros do Iezzi são até fáceis diante dos livros que são usados em países realmente desenvolvidos.

      No Japão, a turma de ensino médio já estuda com livros de matemáticos americanos e alemães que são usados em faculdades.

      Do jeito que as coisas vão aqui pelo Brasil daqui a pouco o governo adota cartilha do ABC para o ensino médio e faculdade.

      Garanto que muitos dos alunos do ensino médio brasileiro das melhores escolas particulares não conseguem resolver nem cinco questões de um livro de Iezzi.

  • Péssimo artigo. Racista e preconceituoso. Nesse sentido então o COI é racista. 3 negros nas 3 primeiras posições em várias provas do atletismo. “Que absurdo”

  • eu so alunu di iscola pubrica e vo fase injearia

    mi diçeraun ki tia diuma vai mi da uma vaga na univeçidadi federau

    au au au ja so federau!!!!!!!!!!

    • “Preparem as suas almas, porque os seus corpos já nos pertencem, eu declaro aberto o enésimo ciclo básico de formação dos cursos Engenharias/CTG.” (Professores da Área II no dia da 1º Exercício Escolar de Cálculo 1)

      • Quem se vangloria por fazer um curso “difícil”, e tenta mostrar essa dificuldade com base no que acontece na Área II, na boa, é um burro.
        Aquilo nunca foi difícil. E nunca será.
        Mas é pra quem pode.
        E vi muito desse “poder” em alunos que vieram de escola pública e com um desempenho ruim no vestibular, mas que, com uma boa dose de aulas boas, estrutura adequada e livros disponíveis, se graduaram e hj são bons engenheiros.

        • Pode sim, depois de 10 anos de curso.

        • Bem, os exemplos aos quais me referi se graduaram em 5 anos, 5 e meio no máximo. E não foi em qualquer engenharia. Se vc continua com sua ideia fixa, apesar de parecer não ter experiência suficiente para sustentar que esses alunos irão se graduar após 10 anos, não posso fazer nada. Parabéns pra vc. E vá estudar essa matéria “super difícil”, que é Cálculo 1, que vc ganha mais.

  • Um equívoco achar que essa política de cotas vai resolver o problema da educação brasileira ou favorecer a igualdade social. Por que não se discute, por exemplo, o modelo de acesso ao Colégio de Aplicação da UFPE, tido como o melhor do país segundo o IDEB 2011? A segregação começa muito antes do vestibular para o ensino superior. Além disso, a questão não é apenas garantir o acesso ao ensino superior, mas também a permanência dos estudantes. O curso de Direito e o de Medicina, por exemplo, têm custo alto e até que ponto a universidade pode/vai contribuir para assistir os alunos desses cursos. Isso sem falar no desempenho acadêmico.

  • Falar em Negros em um país com 80% de miscigenação é brincadeira!

    É muito coitadismo para tão pouco texto!

    Nos EUA o critério para definir quem é branco e não branco é baseado na descendência e não o simples acaso de um espermatozoide e um óvulo que tem milhares de probabilidade para se ter uma característica de negro! Aqui, como já aconteceu, quem vai definir quem é negro ou não? Dois irmão na Unb, um foi aceito pelas cotas e outro não! O critério de cotas raciais é muito frágil e ainda mais em país miscigenado!

    É muito perceptível a influência de Marx e a eterna luta entre Burguês X Proletariado, discurso mais atrasado que só sobrevive na América Latina!

    E a baixa classe média onde fica, aqueles que suam para pagar uma prestação de R$ 200,00 para o filho ter uma educação um pouco melhor, onde vão ficar? E aqueles país que gastam mais de metade de seu salário com educação de seus filhos onde vão ficar?

    O modelo de cotas é muito mais excludente do que se não houvesse cotas, pais que se sacrificaram durantes anos para pagar um bom estudo, vão se sacrificar mais ainda para pagar faculdades particulares!

    O tiro vai sair pela culatra, em um futuro próximo as faculdades particulares vão começar a captar os melhores professores e pesquisadores das universidades públicas, pagando melhores salários e condições e proporcionar um ensino de qualidade superior ao das universidades públicas e irá começar a se esvaziar as universidades públicas culminando em seu sucateamento!

    Esse mimimi é cansativo, as pessoas devem vencer na vida por mérito, isso é o que acontece em todo mundo! Sem esse de erro histórico de escravidão, afinal uma mínima parcela da população é descendente “puro” de nossos colonizadores e a grande parte da população é derivada do cruzamento de índio, negro e branco, provando que através de suas descendências os negros já chegaram a universidade e conseguiram muitas outras conquistas por seu mérito!

    Outro aspecto negativo das cotas é que não vão beneficiar quem precisa, primeiro que 25% será para os negros ricos, os pobres vão continuar na mesma e 25% irá para escolas públicas de melhores desempenho como Militar, o da PM, da UPE, aplicação e Liceu, fora as maracutaias de pais matriculando filhos em escolas públicas e particulares ao mesmo tempo! No fim quem precisa realmente, não vai usufruir das cotas e a educação continuará ruim do mesmo jeito!

    Que se tenha que lutar é pelo ensino básico de qualidade e não por critérios controversos e falhos!

    • Excepcionalmente, acho oportuno defender o velho Marx. Certamente ele estaria girando no túmulo dele, se ele soubesse que hoje em dia se faz alguma coisa rotulada como política social com base no conceito ultra superado de raça.

  • Acho muito engraçado esses comentários anti-cotas. Eu passei para Medicina na UFMA através da cotas. Não vejo como facilidade, vejo como um catalizador – se não fossem as cotas, talvez demorasse um pouco mais para ser aprovada. Aliás, passei para Medicina na UEMA também, no mesmo ano, sem a necessidade de cotas. Passei em muitos outros vestibulares, com nível de concorrência razoável, sem precisar das cotas. Quem é contra as cotas acha que o pior estudante da escola pública será aprovado. Pelo contrário, só passarão os melhores, os mais dedicados. E aos que pensam que os alunos de escola pública são a escória do Ensino Superior, que não acompanharam o ritmo de estudos, digo-vos: na minha turma de Medicina os alunos de escola pública têm desempenho igual ou superior daqueles oriundos de escola particular.

    • Você está olhando apenas para uma amostra, a que fica do seu lado.

      Olhe, em sua maioria, o que está acontecendo com os alunos que ingressam no ensino superior brasileiro, e esta tendência só tende a piorar com as cotas.
      E não é individualismo, isto é pelo motivo das cotas serem um atraso para o país.
      “O Brasil nunca deixará de ser o país do amanhã.”

      Se você tem condições e teve o mérito de ser aprovada em um vestibular sem cotas, parabéns! Mérito seu! Agora a maioria dos que passam pelas cotas tem desempenho inferior aos “não-cotistas”, e dependem do estado-babá para poder conseguir uma vaga.

    • Toda regra tem sua exceção, mas estes alunos de escola pública dedicados poderiam passar muito bem sem cotas.

      Eu passei na UFPE sem cotas, e mesmo tendo estudado em um bom colégio, problemas na minha adolescência impediram que eu aproveitasse aquele tempo para estudar e aprender alguma coisa. Quase tudo que aprendi para passar no vestibular foi fruto de estudo caseiro, me debruçando sobre livros com lápis e papel na mão, sem cursinho, sem professor sem nada pago além dos livros e papelaria. E qualquer aluno da rede pública pode bem fazer o que eu fiz sem gastar muito dinheiro.

      E melhor que isso, hoje vejo o quanto fazer este estudo prévio foi importante. O básico de engenharia exige muitas noções de matemática, química e física dos ensinos fundamental e médio, e é impossível sobreviver lá sem saber fatoração, determinantes ou escalonamento por exemplo. O temor é que as cotas irão fazer os futuros ingressantes relaxar e pensar que não é necessário estudar o conteúdo do ensino básico para ter condições mínimas de enfrentar as disciplinas da universidade, sobretudo nos cursos que exigem mais estes conhecimentos prévios, como é o caso de exatas. Não é uma questão de justiça social, mas de preparo para enfrentar um desafio muito duro ao estudante comum de ensino médio.

      Tenho muitos colegas que saíram da rede pública, mas que devido ao desafio imposto pelo vestibular puderam entrar com um preparo razoável para sobreviver no curso. E ainda assim, não foi fácil. É preciso que os futuros cotistas entendam isso e se preparem para o pós-vestibular também, e não somente para o certame. O vestibular é a última prova fácil que você faz na sua vida.

    • Ela está falando do Maranhão, gente. Aí não vale, né?

      Pode cre, e falo como gestor, para o mercado de trabalho, seu diploma do Maranhão vale tanto quanto um de Medicina em cuba.

      • Digo, crer.

      • Cidadão Consciente ou Preconceituoso? Sei não… Vai fazer Med em Cuba e venha comparar os diplomas.

  • Sabem o que é incoerência? Dizer que é contra o racismo e ser a favor das cotas!

    Em 2001~2002 o percentual de universitários com alfabetização plena era de 76%, o que já não é muito bom, e em 2011 passou para 62%. Ou seja, medidas anti-meritocráticas como esta são um desinvestimento. Geram atraso no desenvolvimento. E olhe que já estão pensando em cotas para emprego! Você iria adorar, não é Anderson?

    Cada pessoa tem que vencer por seus próprios méritos

    http://www.youtube.com/watch?v=zoBpHaayomc

    • Por isso há fuga de cérebros do Brasil: Aqui, não é valorizado o inteligente, não é valorizado quem corre atrás, luta, e vence, é valorizado o “coitadinho” que precisa de ajuda.

      As pessoas devem se orgulhar de seu esforço, de seu intelecto, não de ter mais ou menos melanina que os outros.

      • Perfeito. Concordo 100%.

        O coitadismo eleitoreiro ainda vai acabar com esse país.

        Tudo por causa desses políticos malandros que só pensam em voto e estão pouco se lixando para o desenvolvimento real do país.

      • Perfeito. Concordo 100%. [2]

        • Concordo (3).

        • concordo (4).

          Texto simplesmente odioso. Não há debate quando quem é contra o autor já é logo taxado de racista, preconceituoso, nazista, etc…

        • Perfeito. Concordo 100%. [5]

  • Esse negócio de cota vai virar a maior zona, como tudo nesse país.

    Se a cota for racial, vai ter gente branca, loira e do olho azul dizendo que é descendente de escravos, já que NINGUÉM conseguiu até hoje estabelecer um critério minimamente sério pra definir o que é ser negro no Brasil.

    Se a cota for social, é só matricular o filho de manhã na escola pública e de tarde coloca no melhor cursinho da cidade.

    No Brasil, como sempre, há um jeito de se burlar o sistema.

  • Ao ler este artigo, penso que o anseio de uma parcela da população por acesso à educação e suas lutas só mascaram o verdadeiro problema do acesso à educação, que é o vestibular. Sistema de seleção esse que é mantido por pressão, principalmente, do Objetivo e COC, duas instituiçóes de ensino que movimentam bilhões por ano, e que tem grande representatividade no Congresso. Acreditar que as cotas diminuirão o grau de qualidade do ensino é relativo, pois, a carga cultural e histórica desses alunos contribui muito para o universo acadêmico, porém, concordo que as cotas raciais trarão sim segregação. O racismo existente no país não é por cor, mas sim por condição social, mas como a grande maioria do pobres são negros, o preconceito acaba caindo sobre estes. Preconceito racial aconteceu nos Estados Unidos, por exemplo. Os brancos têm acesso infinitamente maior do que os negros, porém, as cotas só aumentariam ainda mais a legitimidade do vestibular, esse sim é que deveria ser a pauta do problema. Mas é muito mais fácil lutar contra a classe média do que eliminar um sistema de seleção educacional que gera bilhões.

    • O certo é ter uma educação pública básica de qualidade.

      Assim, não precisaríamos de cotas, e todos, independente de brancos, negros, índios ou pobres teriam as mesmas condições para ser selecionado ao ensino superior, por mérito.

      Mas em um país onde enriquecer bancos é mais importante que investir em educação, o governo irá sempre preferir medidas paliativas, eleitoreiras e baratas, que mais atrapalham do que ajudam a resolver a questão. Ainda mais um desgoverno do PT.

      E viva a mediocridade!

      • “O certo é ter uma educação pública básica de qualidade.” [2]

  • Será que vai ter cota pra piriguete também?

    • É uma questão de tempo.

  • Quando entrarem na faculdade vão ouvir: NUNCA SERÃO!

  • Sempre vejo algumas pessoas falando que os “playboys” estão tristes por causa da cota, hahaha… Eles estão é felizes! Agora que as federais vão ser desvalorizadas no mercado de trabalho as pessoas com diploma em universidades particulares vão ser mais procuradas. E quem se fode com isso? Os classe média baixa que suam para dar 150 reais em uma escola particular com os dois pais trabalhando duro pra conseguir pagar.

    • Pelo menos em engenharia o nível não vai baixar… a Área II e o jubilamento não vão deixar.

      Só tô vendo fulano chorando por que reprovou a terceira vez em Álgebra Linear e não sabe nem o que é escalonamento.

  • Olá Anderson.

    Parabéns pelo texto! A única coisa que acrescentaria é a informação que em abril o STF julgou por unanimidade as cotas como constitucionais. A luta do MN é legítima!

    Abraços!

    • O que não é interessante é um sujeito que não sabe nem o conceito de mol passar para engenharia química por exemplo.

      • Alexandre, vc está se achando demais, não acha? Engenharia não é
        tudo isso! Qualquer um com uma boa educação termina essa
        curso sem maiores problemas.
        Você deve se um dos que vive passando com 5 na final
        e por isso acha o curso difícil.

        • E tu não deve conhecer a Área II-UFPE e as taxas homéricas de reprovação de lá.

        • Esse Hei alguma coisa não deve nem saber um que é um MOL para fazer um comentário desses… ahaha

      • hahahaha…
        Fui aluno da área ii, meu caro.
        E não fiquei penando como os alunos que vc cita.
        E olha que tive professores difíceis como Serginho Santa Cruz,
        Joaquim Tavares, Liliana, Paulo Santiago e muitos outros.
        E sem contar que o DMAT hoje não é o mesmo
        de 5 anos atrás. A área ii vive cheia de professores
        substitutos (sem desmerecê-los, claro) resolvendo os exercícios resolvidos do
        Stewart e do Boldrini.
        :)

  • Tem problema, não. O governo vai te sustentar a vida toda, da maternidade à aposentadoria.

    Na escola, tem a aprovação automática.

    Na faculdade, tem a cota.

    Depois tem concurso público pra virar marajá e não trabalhar. Pode até ter cota em concurso também, por que aí coloca logo todo mundo pra grande mãe Estado tomar conta e dar de mamar. Super salários, mordomias intermináveis, três meses de férias, viagens internacionais espetaculares, e o melhor de tudo, a festa toda paga pelos cofres públicos.

    Se virar traficante, maconheiro, assaltante ou piriguete, o governo te ajuda e ainda terás o apoio da sociedade. Ainda tem o apoio dos direitos humanos, que sempre acobertam a bandidagem.

    Pra quem for preso, tem a bolsa-presidiário.

    Enfim, no Brasil, pode malandrar e badernar à vontade, o Estado nunca te abandona.

  • Parabéns, Anderson, pelo ótimo texto. Só é uma pena que a maioria dos leitores… sei não.

    Estão faltando noções de Sociologia das Relações Raciais no Brasil pra uma renca de gente por aqui.

    • Ao invés de cotas, por que não defendermos que negros e pobres tenham educação básica de qualidade, como os brancos e ricos que vocês rotulam?

      Universidade não é privilégio nem benefício social, é um lugar onde se estudam assuntos que dependem de outros conhecimentos adquiridos no ensino básico. Instituir cotas só vai aumentar a evasão, a retenção e a taxa de fracasso acadêmico. É impossível, por exemplo, tirar um 3 que seja numa prova de álgebra linear sem saber escalonar. Ou fazer uma questão de limites em cálculo sem saber fatoração. O que tá faltando é um pouco de noção sobre como é um curso superior, sobretudo em alguma áreas totalmente dependentes do ensino fundamental e médio, para quem defende isso.

    • Sociologia melhora a qualidade dos grãos? Constrói prédios? Cura doentes? Produz tablets? Extrai petróleo? Estados Unidos, Japão, Alemanha, Inglaterra estão no topo do mundo hoje por investirem pesado em Sociologia? China e Coréia do Sul ultrapassaram os indicadores econômicos e sociais do Brasil da década de 1970 graças a Sociologia?… Não!

      O que melhora a qualidade de vida dos cidadãos é o investimento pesado em educação… básica! Ou seja, Português, Matemática, Química, Física e Biologia! De preferência em período integral! Faça isso, e pouco vai importar se a pessoa for branca, negra ou cafuza. O mérito não discrimina ninguém. A medalha de ouro da Daiane dos Santos tem o mesmo valor da do Robert Scheidt. Você não verá nenhum cientista discriminar Neil DeGrasse Tyson por ele ser da cor negra. As cotas ~raciais~ (quem tem raça é cachorro) só produzirão analfabetos funcionais de 3o Grau.

      Menos ideologia e mais meritocracia! Menos ilê aiyê e mais equações do 2o grau!

  • Instituir cotas é negligenciar a causa do problema que é a educaçao basica de qualidade. Vamos pensar na raiz do problema, pessoal!

    Como fazer uma reviravolta na educaçao basica demora mais que 4 anos e nao da votos, vamos socar todos os coitadinhos na universidade, mesmo sem preparaçao pro curso, que a eleiçao ta garantida!

    PelamordeDeus! Nao é possivel que exista algum cérebro que funcione e concorde com isso!!

  • Anderson,

    O texto escrito por você é de muita sabedoria e nos faz refletir de maneira profunda sobre a situação do preconceito e do racismo no Brasil. No entanto, a sua opinião pessoal transborda no texto, o que impede que você considere as consequências da aprovação de tais cotas nas universidades federais. Na realidade, é um fato que a educação no ensino fundamental e médio , no âmbito PÚBLICO, deixam a desejar em muito, de modo que é recorrente pesquisas que constatam semi-analfabetos saindo da escola , entre outros. Portanto, auxiliar tais alunos, reservando vagas aos mesmos nas universidades públicas, acarretará em um aumento significativo nos gastos com tais instituições( já que esses alunos não terão capacidade de sobreviver ao bombardeio acadêmico, sendo reprovados por vezes); além de que , em minha opinião , não resolveria em nada essas desigualdades, já que não conseguindo perpetuar-se no curso, esses seriam jubilados das universidades .

    Portanto, o que o sistema educacional brasileiro precisa para a diminuição da desigualdade na educação de brancos e negros, e pobres e ricos, jamais seriam de cotas para a inserção dos menos privilegiados nas universidades. A solução seria a reforma do precário ensino básico para que os alunos tenham mérito para ingresso no ensino superior público, formando profissionais qualificados e capazes de exercer sua função na sociedade. Não adianta tentar cortar o mau pela cabeça, mas sim pela sua raiz ( o ensino básico precário), o que seria a única solução para a diminuição da desigualdade no ensino.

    • Não, o texto do Anderson não contém sabedoria nenhuma, a não ser que sabedoria seria redefinida. O texto é profundamente tendencioso e lança acusações à toa para todos os lados.

  • Maconheiro volta para sala de aula favor, e para de tentar colocar essas ideologias absurdas sobre o que tu acha da vida ou da universidade.

  • Ensino básico de qualidade. Este é a única medida para acabar com o racismo e a desigualdade social.

    O MN, ao invés de lutar por cotas, deveria cobrar do governo que melhore o nível das escolas básicas, para que as crianças negras de origem pobre possam estudar de igual para igual com os brancos ricos de colégio particular e cursinho. Aí elas entrariam na universidade por mérito e esforço, e com condições e ferramental de conhecimentos necessários para fazer um curso superior de desempenho igual ou superior às elites que eles rotulam. Isto sim, ajudaria e muito a resolver o problema das desigualdades raciais e sociais.

    Mas do jeito que está sendo feito, o máximo que vamos produzir é uma enxurrada de jubilados. Universidade não é brincadeira. Para sobreviver tem que ter base, e base só se adquire com educação fundamental e média de qualidade.

    E pode ter certeza que o cotista ser jubilado da universidade não vai ajudar em nada a combater o preconceito, pelo contrário.

  • Eu só quero saber um país que foi pra frente com cotas, a resposta nenhum porque simplesmente é uma medida isolada, o que adianta se não houver uma politica na educação básica. Esse texto é igualzinho aos da criticada veja, cheio de opinião pessoal, Dar 50% das vagas de algo público para certas pessoas é o certo? é esse o país que queremos, onde o governo tem que dar tudo, tudo mesmo, as pessoas não querem ser auto-suficientes, quem passa em medicina na UFPE estuda muito, seja de escola pública ou privada, mas é isso ai vamos ter um governo que interfere em tudo e apoia a mediocridade. Tudo bem 20 % você não sente muito mas metade das vagas, assim eu também apoio que o enem seja base para todas as universidades, vamos dar chance as todos os alunos de escola pública as todas a federais, mas duvido que o autor seja a favor de acabar com o vestibular da ufpe e aceitar apenas o Enem dando chances a todos os alunos do país.
    Viva a mediocridade, viva o Brasil.

  • Estão achando muito? Ainda não viram nada do estrago que essa gente pode fazer. Vejam a declaração do conhecido ativista do “gaysismo” Luis Mott, presidente do Grupo Gay da Bahia:

    “Considero que nada justifica que as cotas sejam apenas para índios e pobres e negros sendo que outras minorias sociais, como obesos e albinos e homossexuais, que sofrem igual discriminação, sejam discriminados em políticas afirmativas. Quanto à dificuldade de estabelecer quem é gay ou lésbica – travesti é fácil – é a mesma questão dos negros. Auto-identificação é suficiente para que a pessoa seja beneficiada. ”

    Vem mais por aí…………

  • Só digo o seguinte, a tendência é piorar. Daqui a pouco vão defender que Universidade Pública é apenas para as minorias, para quem não tem dinheiro, que as cotas na verdade deveriam ser de 100% e quem tem a minima condição financeira, deve ir para uma particular. ÉÉÉÉ, sei que estou exagerando, mas do Brasil, eu espero é mais nada! Tudo é possível.

  • Bom, eu acho que já que as cotas foram sacramentadas mesmo e não há mais o que fazer, a única solução para salvar a universidade de ingressantes sem base será instituir o ponto de corte por disciplina no vestibular, como é feito nos concursos militares.

    Estabelece-se uma nota mínima, por exemplo 5, que se não for atingida em cada prova em particular (por exemplo, tirar 4,9 ou menos em matemática, independente do resto) o candidato seja eliminado. Isso evitará que gente despreparada entre na universidade e cause problemas como reprovação em massa, retenção e necessidade de jubilamento.

    Vamos ver se o conselho universitário da UFPE (que não é muito dotado de inteligência) pelo menos consiga chegar a esta medida, que será de grande valia para manter o nível da universidade.

    • Com a mentalidade instituída, não vão jubilar ninguém. Vão dizer que é ato racista, elitista, reacionário e etc.

      • Exceto aqueles que entraram por mérito e não tem um argumento de “injustiçado pela sociedade” para apresentar como defesa.

  • Esse é com certeza um assunto complicado e controverso, até porque envolve questões bem mais profundas do que apenas ensino, mas sim problemas que vem desde o fim da escravidão negra no Brasil.
    Como professor universitário sou contra as cotas raciais e exponho minhas razões:
    1) Não é correto falar em “raça negra”, assim como é incorreto falar em “raça branca”. A única raça existente é a HUMANA. Raça existe para cães, que foram reproduzidos naturalmente ou artificialmente para gerarem descendentes com uma determinada característica especial. Defensores de raça interessantemente não falam em “raça amarela”para os asiáticos, nem em “raça vermelha” para os índios. Deveria-se ter cotas para eles também?
    2) Mesmo que se sustente a idéia de uma raça negra, ou branca, vereremos que em um país como o Brasil praticamente quase todos, ou imensa maioria da população tem alguma gota de sangue negro, índio e europeu. Aí reside o problema: QUEM É NEGRO? QUEM É PARDO? QUEM É BRANCO? Qual o critério para identificar? Se olharem o fenótipo (aparência física) muitas pessoas filhas de um pai negro com mãe branca podem herdar as principais características da mãe, como cabelos lisos, pele clara, assim como seus irmãos podem ter aparências mais associadas com a raça negra, como pele escura, cabelos enrolados, etc.
    3) Qual o critério de dizer quem pode ou não entrar na cota? Se o critério for auto-identificação, infelizmente podemos acreditar que muita gente irá usar de má-fé para burlar as cotas. Se temos pessoas que pagam milhares de reais para trapacearem no vestibular de Medicina, por exemplo, porque não esperar que essas pessoas afirmem ter uma descendência que não tem? Quem irá julgar se o mérito existe ou não? Basta lembrar que um povo mal-educado como o brasileiro, que não respeita fila, não respeita vaga para idoso ou deficiente, não respeita assento de önibus para grávida, que não quer saber de DEVER, mas sim de seus DIREITOS, usar de argumentos falsos para seu benefício próprio não parece ser muito difícil. Nem consciência pesada vão ter…
    4) Já verifica-se no ensino superior a imensa diminuição do nível acadêmico dos alunos. Não é raro encontrarmos alunos que não sabem escrever direito, não conseguem ler e interpretar textos, tem péssima escrita, com diversos erros ortográficos. Isso é produto de uma educação de nível médio falha. O problema está tanto na escola pública quanto na particular. Só que é sabido que a educação particular, em sua maioria, ainda consegue ser melhor do que a pública, com algumas exceções lógico. O GOVERNO TENTA RESOLVER UM PROBLEMA ATIRANDO NA DIREÇÃO ERRADA. Ao invés de melhorar o nível da escola pública para que o aluno tenha condições iguais de competir, resolve mexer no produto final, afinal de contas é mais fácil. EMPURRA-SE O PROBLEMA COM A BARRIGA, COMO É COMUM NO SETOR PÚBLICO. Deixo aqui a pergunta: SE TIVÉSSEMOS UM ENSINO MÉDIO PÚBLICO DE QUALIDADE, QUAL PAI SERIA MASOQUISTA O SUFICIENTE PARA PAGAR ESCOLA PARTICULAR? SE O ESTADO CUMPRISSE COM SUAS OBRIGAÇÕES DE SAÚDE, ENSINO E SEGURANÇA, PORQUE GASTARÍAMOS NOSSO SUADO DINHEIRO COM ESSAS PRIORIDADES?
    5) Por último, é sempre bom lembrar que entrar na universidade não resolve o problema. Temos cursos que são caros, como por exemplo, Odontologia, onde o aluno tem gastos expressivos com material, intrumental, livros, xerox, etc. Mesmo em outras áreas estudar significa transporte público, alimentação, material, moradia etc. SE O GOVERNO NÃO BANCA (COMO OCORRE ATUALMENTE), O ALUNO PRECISA BANCAR. Como procederão os alunos que não tiverem condições de arcar com os custos? SERÁ QUE O GOVERNO, QUE DEIXA FALTAR PAPEL HIGIÊNICO, VAI DAR CONDIÇÕES PARA CADA UM QUE NÃO PUDER ARCAR COM OS CUSTOS DA UNIVERSIDADE? Ou será que realmente as pessoas acreditam que Universidade Pública é “de graça”?
    6) Me desculpem os que não concordam, mas infelizmente muitas vezes a vida é cheia de injustiças. Cabe a cada um cair em campo e fazer a sua parte, pois infelimente, o método MENOS INJUSTO ainda se chama MERITOCRACIA.

    Antes que seja chamado de fascista, rascista ou algo semelhante, vou expor a minha própria situação. Sou formado em escola particular, por muito sacrifício dos meus pais. Meu pai foi retirante nordestino que fez a vida em São Paulo, ainda quando isso era possível. Não estudou mais do que o segundo grau, mas fez todos os sacrifícios para que os filhos estudassem em escolas boas, pensando no futuro. Crescemos sem luxos, mas fizemos curso de inglês, informática, português. Formou os 3 filhos em universidades públicas, também com muito sacrifício. Sua herança maior foi a educação que nos deu. Fiz mestrado e doutorado em instituição pública. Hoje sou professor, também em instituição pública, e devolvo à sociedade pelo meu trabalho o investimento que foi feito, não somente pelo poder público (como deveria ser obrigação do estado), mas também por meus pais.
    E por ser membro dessa engrenagem venho aqui defender que a cota social ainda é a menos injusta, pois a cota racial é discriminatória com o branco pobre, com o descendente de asiático pobre. Nessa última classe, os descendentes de japoneses, chineses e coreanos podemos ver o quanto o esforço pode levar ao sucesso. Vejam no CENSO qual é a proporção de amarelos na população brasileira, e depois vejam a proporção deles dentro de uma universidade de ponta como a USP. Conseguem seu espaço com esforço e dedicação, e NUNCA precisaram de cota para isso.

    Não quero dizer que com as cotas isso irá melhorar ou piora, mas só pra dar um epqueno exemplo, aproveitando o espírito olímpico: QUAL A MELHOR FORMA DE ENSINAR UM SALTADOR COM VARAS? TREINANDO-O PARA QUE POSSA SUPERAR O SARRAFO QUANTO MAIS ALTO ELE FOR? OU DIMINUINDO CADA VEZ MAIS A ALTURA DO SARRAFO?

    • Muito bom texto! Concordo 100%

  • E se for branco e pobre? Vai ter de disputar os 50% restantes? Quando é que esse indivíduo vai ter acesso à Universidade Pública?

  • Esse texto do Anderson fala, fala, fala mas não tem um argumento que justifique as cotas da forma que foram aprovadas. Ele diz que o movimento negro “conseguiu denunciar para toda a sociedade brasileira a enorme desigualdade com que negros e brancos têm acesso aos níveis de Ensino no país, principalmente o Superior.” Mas ele, convenientemente, “esquece” de citar a causa do problema: A mediocridade do ensino público. Por que o “movimento negro” não exige um ensino público de qualidade para TODOS uma vez que ele se diz um movimento “NÃO ” racista ? A partir do momento que tal movimento defende uma cota baseada na raça, ele assina o atestado de que é um movimento racista.

    Depois ele diz : “Mas é no Ensino Superior onde estão os dados mais chocantes e mais reveladores do racismo brasileiro na educação”. Pois é, mais uma vez omite a causa e quer justificar sua ideologia baseado no efeito. Será que não é por que se a educação básica fosse boa não teria que sentar a bunda e ralar para aprender ???

    Vem mais : “Nos últimos anos, os conservadores e racistas que nunca admitiram a existência de qualquer tipo dessas cotas, passaram a defender exclusivamente a ideia de aplicação de cotas sociais. Para além do oportunismo destas pessoas, este “recuo” foi sintomático da vitória ideológica do movimento negro neste debate. Percebendo a impossibilidade de continuar combatendo qualquer tipo de cotas, estes setores adotaram a tática do “mal menor”. Aceitam hipocritamente o estabelecimento de cotas sociais, para não terem que aceitar aquilo que é mais importante para eles evitar: o ingresso de negras e negros nas universidades.”.
    De que bibliografia ele tirou que aqueles que não aceitam cotas são racistas ??? Será é que difícil pro nobre historiador militante entender que muitos são contra as cotas por entenderem que elas não atuam na causa ??? Além disso, o branco pobre e de escola pública tem culpa da escravidão dos negros ??? Sem contar o seguinte : Por que o nobre historiador militante omite (mais uma vez) o fato de que negros escravizaram outros negros e os vendiam aos portugueses ?? Por que ele não manda a fatura TAMBÉM pros descendentes desses negros que escravizavam outros ???

    Esse eu não entendi : “É interessante estes dirigentes universitários só se preocupem com a autonomia universitária quando se trata de aplicar ações afirmativas na universidade. Quando eles mesmos são responsáveis por ferir a autonomia universitária quando realizam convênios com empresas privadas que passam a atuar livremente dentro das universidades públicas, utilizando-se de recursos públicos para seu próprio benefício.” Ele fala que as cotas não ferem a autonomia universitária. Logo depois, fala dos convênios deixando a entender que esses ferem a tal autonomia. Beleza. então implicitamente ele diz que as cotas ferem tal autonomia e justifica com os convênios. Ou estou enganado ???

    Essa foi demais : “Esta autonomia é condição necessária para que a universidade desempenhe seu papel como instituição pública e não partidária do governo de plantão ou de grupos econômicos. Porém, esta autonomia não pode se confundir com soberania ou independência da universidade em relação à sociedade, sob pena de cair no mesmo erro, e a universidade se tornar refém dos interesses de grupos minoritários na sociedade”.
    Se a universidade deve exercer seu papel como instituição pública, como pode ela ficar refém de um movimento minoritário (o tal movimento negro)??? Digo que é um movimento minoritário porque somos um país miscigenado, logo, como vamos incluir nas cotas raciais quem é negro “puro” ???
    Ou vai ser baseado no achismo ?? Algum selecionador chega e diz : “Eu acho que fulano é negro puro e vai na cota de raça, já aquele tem cara de negro miscigenado e vai na cota social ??? Vai ser assim ?? Mostra como o Brasil roda em círculos e não resolve nem a sarna e caganeira de seu povo.

    “Afinal de contas, elas continuam existindo, porque beneficiam uma elite que é incapaz de abrir mão de qualquer de seus privilégios. E o acesso à universidade é um dos mais importantes deles.”
    Aqui deixa clara a mentalidade do historiador articulista. Ele é daqueles que acreditam que o mundo é divido entre EXCLUSIVAMENTE malzinhos e EXCLUSIVAMENTE bonzinhos. Triste ver um futuro historiador com uma visão tão restrita. Realmente é algo muito sério financiarmos, como sociedade , a formação de pessoas que acreditam que fazer historia e classificar tudo e a todos entre bonzinhos e malzinhos. Por isso, ele acha que todo negro e bonzinho e todo branco é malzinho. Que todo rico é malzinho e todo pobre é bonzinho. Assim como grande parte das “cabeças pensantes” de nossas universidades. Não sei se por esperteza ou por inocência ele colocou esse trecho no fim do texto, pois, se estivesse no início, já daria náuseas e talvez inviabilizasse a diarreia mental que fomos obrigados a ler neste artigo???

    Deixo a pergunta : Será que financiamos universidade pública para , ao invés de formarmos mentes pensantes, formarmos meros classificadores de coisas e pessoas como boazinha ou malzinhas ???

    • “anda em círculos”

    • Boa a resposta. Mais uma que desconstruiu os argumentos malfadados do autor e sepultou o artigo. No mundo onde esse Anderson vive, no dia da pré-matrícula dos feras da federal, existe um funcionário da universidade na porta com o intuito de verificar a cor da pele das pessoas, com o único intuito de barrar os negros. E ele está ali em nome dos “interesses de uma elite que é incapaz de abrir mão de qualquer de seus privilégios”.

      Mas nós, que vivemos no mundo real, sabemos que o negro muitas vezes não está lá na sala de pré-matrícula por vir de uma origem humilde, não ter acesso a uma educação pública de qualidade por falta de uma política séria do governo na área, não ter dinheiro para bancar um cursinho ou colégio particular e nem a assistência de alguém para indicar um caminho para estudar por conta própria. E a melhor maneira de se combater esse problema é dando educação básica de qualidade, que faça com que os mais pobres tenham condições de ingressar por mérito na universidade. Assim fazendo, ele não apenas terá mérito por entrar, mas principalmente conhecimento para sobreviver ao ambiente acadêmico. Somente assim iremos ter uma sociedade mais justa e igualitária, o que essa gente tanto afirma lutar. E não existe e nem existirá nenhuma elite querendo barrar quem entra por mérito na universidade, seja ele negro, branco, vermelho, amarelo, alienígena, cachorro, gato ou o que seja.

  • Quero começar dizendo que a universidade pública brasileira não deve ser um privilégio, nem meritocracia pessoal. A universidade pública deve ser um direito de todos e todas nós. E não é possível mais sustentar uma universidade que é branca!
    Não precisamos recorrer a censos do IBGE (pois imagino que isso seja muito dificil pra alguns). Bata olharmos as nossas universidades e quem está nas salas de aulas e corredores. Democratizar o ingresso no ensino público superior é algo pra ontem! Estamos falando de uma população que é em sua maioria negra e que esta mesma população negra é minoria na universidade. Estamos falando de um país que foi o último do MUNDO A ABOLIR A ESCRAVIDÃO, estamos falando de uma nação em que suas favelas são negras. São as mulheres negras as maiores vítimas da violência doméstica, da exploração sexual e do tráfico de mulheres. Estamos falando de uma sociedade que a juventude negra é exterminada e relegada apenas a marginalização. Que as portas do mercado de trabalho se fecham pela simples cor da pele! Qual é a cor do trabalho doméstico? E como a população negra é retratada na mídia? Não sejamos ingenuos a brandar que não existe racismo no Brasil! Não vamos dizer que o nosso querido país vive apenas um problema estrutural de classe, ou seja POBREZA estrutural apenas. Vivenciamos uma sociedade que o racismo também é um problema estrutural. Vamos pensar quantos negros e negras temos em cargos de grande importãncia. Vamos pensar quantos negros e negras dirigentes políticos temos. Vamos pensar quantos juízes, desembargadores, promotores negros temos. E já sei até o que alguns vão dizer: ah é uma questão de meritocraica, nada a ver com a cor da pele! Eles estudaram e estão lá, simplesmente. Obviamente não tem nada a ver com a divida história que a tão aclamada e venerada e FALSA democracia racial brasileira tem com os negros e negras.
    A nossas sociedade atual não é algo dado, gente. O racismo está arraigado na formação social brasileira como um forte resquício da escravidão.
    As cotas raciais não são necessarias apenas para os números do censo. A presença de estudantes negros e negras é crucial para darmos a universidade a verdadeira cara da população brasileira. E dizer que todas e todos nós temos o direito ao ensino superior.
    Parabéns, Anderson, pelo ótimo texto!

    • Ah tá. Então por justiça social qualquer minoria étnica, independente se a pessoa estudou e está preparada, tem o direito de ocupar uma vaga na universidade.

      Você tá achando que universidade é brincadeira? Que ingressar é apenas obter status social? Ser mais importante?

      Universidade é lugar de estudar assuntos que dependem de conhecimentos do ensino básico. Não é algo que se entra apenas para ser o “poderoso”, o “dotô”. É um lugar onde se inicia uma carreira acadêmica, onde se formam pesquisadores e tomadores de decisões. Onde se forma pessoas que terão imensa responsabilidade ao gerir centenas ou milhares de pessoas.

      O problema é que no Brasil se pensa que universidade só serve para ser o maioral, o “fuderoso”, o chefão, o superior. Não interessa aprender, interessa é ter diploma. As pessoas não se dão conta que certas posições no mercado de trabalho, no governo ou na academia exigem grande preparo e responsabilidade. E preparo vem em etapas, sendo a primeira o ensino básico. As etapas não podem ser omitidas. Eu não posso começar uma carreira no nível 2 se não passei no nível 1. Então, um estudante não pode ingressar na universidade se não sabe resolver problemas do ensino médio.

      Se você defende igualdade, lute pela educação básica. Ela sim, é que vai democratizar a educação e resolver desigualdades sociais e raciais. A universidade é de todos, mas para entrar nela tem de ter o preparo necessário. Socar centenas de alunos no ensino superior para serem jubilados 3 semestres depois por falta de base escolar só vai piorar o quadro de preconceito que temos nesse país.

      • Concordo, não mudo uma vírgula.

        E isso é culpa da burguesia que se instalou no poder, e dos “socialistas” que atualmente estão no poder, e que disseram que iam mudar esse país.

    • Nathalia, a universidade é branca pq o ensino publico não tem qualidade ! A prova de física III da UFPE era considerada a mais difícil do pais na minha época(1993), todas as questões eram inéditas, mais dificil que a prova do ITA.

      Qual a perfomance do aluno da rede publica numa prova dessa ? só pode ser zero a nota.

    • E quem é branco ou negro em um pais miscigenado como o Brasil ???? Acabem com essa palhaçada, ja! P

  • O autor tenta desqualificar seus opositores de ideias em todo o texto.
    Pra que contra-argumentar de forma cívica? O negócio é recorrer à clássica falácia ad hominem…

    E o apuro com as estatísticas? “Enquanto 98.4% dos brancos de 7 a 14 anos frequentam algum tipo de ensino, entre os negros o número é de 97,7%” Tocante e dramático.

    Tá mais negócio vir aqui ler do que tentar rir com o Zorra!

  • http://alexcastro.com.br/o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas

    O Peso da História: A Escravidão e as Cotas

    A História ainda é uma bola de ferro que os descendentes dos escravos arrastam pelos tornozelos. Os efeitos nocivos da escravidão continuam afetando os bisnetos de suas vítimas diretas.

    Eu (n.1974) cursei o ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho, o médio na Escola Americana do Rio de Janeiro e, depois, História no IFCS/UFRJ (’99) porque meu pai cresceu em Botafogo, fez o ensino médio no Colégio Andrews e se formou bacharel em Economia (’70) pela mesma UFRJ.

    Meu pai (n.1946) estudou na UFRJ porque meu avô estudou engenharia no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atual Universidade Federal de Itajubá (’38) e trabalhou durante muitos anos para a Chesf (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco), inclusive nas obras do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso.

    Meu avô (n.1909) foi engenheiro porque meu bisavô (n.1876) saiu do Mato Grosso (onde seu pai, veterano do Paraguai, estava servindo desde a guerra) pra estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde foi comandante-aluno de 1897, depois formando-se engenheiro militar, participando do episódio dos 18 de Forte e reformando-se coronel.

    Em 1888, com 12 anos de idade, meu bisavô estudava na capital do Império, em um dos melhores colégios públicos do país, com bolsa integral, soldo e emprego garantido após a formatura.

    Se, ao invés disso, nesse mesmo ano, ele tivesse sido libertado (leia-se posto pra fora de casa) com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?

    Sem esse capital socio-econômico e cultural acumulado pelo meu bisavô em 1888 (para não irmos mais longe), onde teria ido parar a cadeia de acontecimentos que desembocou na minha vida? Estaria eu, nesse momento, sadio e medindo 1,80m, cursando um doutorado em Nova Orleans e escrevendo essas linhas? Dentre minhas realizações, quantas são exclusivamente por mérito meu e quantas são consequência direta da vida privilegiada que eu e meus antepassados levamos? Que tipo de dívida EU tenho com as pessoas que não tiveram tanta sorte? Será ético simplesmente dizer “sorte minha, azar deles, e foda-se, hoje já nivelou tudo e no vestibular todos têm chances iguais”?

    Dado que os efeitos nocivos da escravidão ainda se fazem sentir na pele dos descendentes das vítimas, não é tarde demais para serem indenizados pelo Estado.

    E as cotas são um bom começo.

    * * *

    *Riqueza [wealth] é um indicador mais importante de desigualdade racial do que renda pois, ao ser transmitida de uma geração a outra, acaba reproduzindo injustiças históricas ao longo do tempo. Por exemplo, nos Estados Unidos hoje, enquanto a renda dos negros é 75% da dos brancos, sua riqueza líquida é de somente 18%. (Telles, 116, Mills, 37-38)

    • Vá lá no CTG-UFPE e tu vai encontrar um monte de gente que é filho de agricultor pobre lascado do interior estudando engenharia mecânica, civil, eletrônica, cartográfica, de minas, etc. que vão desconstruir essa sua teoria. Tinha uns lá que até vendiam quebra-queixo para poder se custear, por que a família era pobre e não podia mandar dinheiro, e eles estava esperando a burocracia da bolsa de permanência na UFPE.

      Eu mesmo sou filho de sargento do exército e tô lá.

      Quem se dedica entra, independente de classe social. Biblioteca pública está aí para todo mundo, e tem muito livro bom a preço acessível lá no sebo. É só correr atrás.

  • Acho interessante quando tratam os negros de coitadinhos.

    Os caras dominam o mundo e ainda vem com essa história de cota racial. Obama, fala aí meu caro, dá tua opinião.

    • Acho interessante quando tratam os judeus como coitadinhos.

      Os caras dominam o mundo e ainda vem com essa história de sionismo. Banqueiros, falem aí meus caros, deêm a tua opinião….

      • Tião, conhece a Oprah ?
        E o recordista dos 100m rasos ?
        E o Joaquim Barbosa ? sei, deve ter entrado na universidade através de cota.

        • Johnny, conhece a Rosa ?
          E o recordista em acordar cedo e dormir tarde, Antonio ?
          E o José Maria ?

          Todos eles estudaram em escolas públicas, sofreram com greves e muitos trabalham e
          estudam.

          Ao prestarem o vestibular, eles não passaram por causa de apenas 2 pontos em quimica e
          3 pontos em inglês.

          O vestibular deles foi para direito.

          Sabe aquela greve ?

          Pois é…prejudicou em muito o semestre deles!

          Apesar disso, você está convicto que esses 5 pontos, em matérias que não fazem parte do
          curriculo, do curso que eles queriam estudar, torna-os pessoas incapazes.

          Não.

          Você está errado!

          Eles tem que ter PRIORIDADE ao esudo gratuito nas universidades PÚBLICAS.

          Os alunos que tiveram o mesmo desempenho, ou foram APENAS ligeiramente superirores
          e PODEM pagar uma faculdade privada, o façam !!!

          Se você teve sorte em nascer em uma família abastada, a Rosa, o Anotnio e o Jose Maria,
          tiveram a sorte de AGORA, terem um governo que olha por eles.

          Tanto você, quanto eles, tem a MESMA capacidade intelectual de aprendizado.

          Estamos apenas…igualando as oportunidades.

          Quando você sair da falculdade paga e eles da universidade pública, o mercado dirá que é
          o melhor.

          E lembre-se…a cota é de acesso e não de diploma !!!

        • Cota = Pessoas preguiçosas pedindo ajuda do estado-babá para superar quem se dedica.

  • Já “sepultaram” o artigo. Já decretaram a “morte” do ensino público federal. Já profetizaram a bancarrota do Brasil. Todos esses sentidos são legítimos numa democracia. Mesmo numa ditadura seriam possíveis, ainda que tentassem proibir dizê-los. Simplesmente porque nenhum discurso diz tudo sobre os sentidos dos diversos aspectos da vida. Não há aqui discurso verdadeiro ou discurso falso. O que há são discursos que indicam o lugar ideológico de quem fala e, gostem de Marx ou não, sugerem as lutas sociais, as relações de poder de uma sociedade hierarquizada em muitos sentidos, não apenas o de classe. Minha posição, aquela que não é a verdade (apenas uma posição conforme meus credos e valores), assenta-se na ideia de que as desigualdades são socialmente construídas. Não creio que negro nasceu burro e brando sabido para que haja tanta disparidade nas estatísticas de acesso ao ensino superior. Não haverá nunca uma correção dessas distorções que agrade a todos, porque o humano se constitui de valores heterogêneos e o lugar de onde cada um falar será sempre marcado por suas ideologias. Não vejo o momento atual (chamado de “socialismo”, “coitadismo”) como a degradação da sociedade brasileira, como não o era quando outros governos deixavam a universidade ser o reduto da minoria privilegiada (momento chamado “elitismo”). São forças sociais que disputam demandas específicas conforme suas inclinações político-ideológicas. Há quem compreende esse momento como vitória progressiva da democracia e há algum sentido nisso. Há quem pense estar vivendo um retrocesso e também há certo sentido nisso. Assumamos nossas posições sem a ingenuidade de sermos o dono da verdade.

    • Pois eu continuo achando que universidade não é privilégio, é acesso a carreiras de muita responsabilidade que exigem alto nível de qualificação. E que, dependendo da área, para sobreviver ao ambiente acadêmico é necessário muito preparo vindo do ensino básico. O máximo que essa medida vai produzir é um enorme contingente de fracassados com o jubilamento, por falta de base. Estamos resolvendo um problema criando outro.

      Melhorem a educação pública, que aí vamos resolver as diferenças sociais e raciais de nosso país de verdade.

  • Estudei em escola pública e quando fiz meu primeiro vestibular me assustei com a prova, pois abordou muito assunto que eu sequer tinha visto ! fiz um curso intensivo no Especial de 6 meses e quimica com Terto, e vi onde estava a diferença, claro, na qualidade do ensino e nível dos professores. Consegui passar no vestibular ao final do intensivo.

    Melhorem a qualidade do ensino fundamental e médio e vão ver a mudança.

  • Pessoal, acordem, digo o que estou vendo.

    A filha da empregada aqui de casa tem 6 anos, estuda em escola pública, passa o dia aqui em casa, pergunto o que aprende na escola e me diz que não aprende nada !! minha mãe que está alfabetizando ela !

    Tem uma escola publica em Rio Doce, na av Nápoles, Escola Estadual Jeronimo Albuquerque, que o apelido é “MACONHÃO” !!! Alguem aqui sabia disso ? como acham que deve ser a qualidade do ensino ?

  • Pronto, lascou de vez. Institucionalizaram o racismo.

    Em vez de investir em educação básica,

    - Formação, qualificação, avaliação da produtividade e remuneração justa para todos os docentes;
    - Construção de novas escolas e reforma das atuais;
    - Fim da aprovação automática e retorno da autoridade do professor (poder tomar prova, dar zero, expulsar da sala
    - Teste vocacional e orientação profissional a partir do Ensino Médio;

    Querem porque querem colocar os negros e pobres para dentro da universidade somente porque são negros e pobres.

    O vestibular não é o melhor meio de seleção, mas pelo menos é um critério objetivo. Sai-se melhor quem melhor se preparou, quem raciocinou, estudou, resolveu problemas.

    Agora, está se acabando a última gotinha de meritocracia que ainda tínhamos. Daqui a 16 anos, meu filho, branco e de classe média, vai me perguntar qual é o sentido de estudar, se esforçar e trabalhar duro, se ele tirar 8.5 no vestibular e ficar de fora enquanto o coleguinha preto e pobre tirar 5.5 e entrar SÓ PORQUE É PRETO E POBRE.

    “Ah, mas até lá o sistema de cotas terá sido ‘revisado’ ou extinto”. Aham, senta lá, Cláudia.

  • Então, eu sou estudante de mestrado da UFPE. Sei muito bem, meu caro, que a universidade não é brincadeira. Tanto que a minha pesquisa tem um profundo comprometimento social, diferentemente de muitas pesquisas que só existe pra inflar o ego dos pesquisadores e/ou voltadas pra melhoria na vida de poucos, com nenhum compromisso social. Esse é o perfil do que tá sendo produzido como ciencia na universidade.
    Interessante é o preconceito que transborda desses comentarios e a falta total de criticidade. Esses comentários são o retrato claro e objetivo de que o vestibular não aprova (de forma alguma) pessoas críticas e capacitadas. Obviamente, quem apoia as cotas não está dizendo que não temos um problema na educação básica, Claro que temos! Mas isso nao quer dizer que uma pessoa que estudou em colégico particular e tenha ingressado na universidade seja capaz de se tornar um profissional. Acho que a universidade tá cheia de gente imbecil que eu nem sei como conseguiu escrever a redação.
    Mas, o nosso problema não é esse, nosso problema é mais profundo, perpassa pobreza, racismo e o baixo nivel de consciencia política da nossa população como um todo.
    Fico muito triste ao ver um problema tão sério sendo discutido desse jeito por jovens universitários.
    Dizer que os negros se fazem de coitadinhos? É sério isso? Tocar a discussão dessa forma? Tenho certeza que muitos de vcs nunca pararam pra pensar a questao racial do Brasil. Tipico de quem tem uma cabeça condicionada para a educação decoreba… ser inteligente não é apenas decorar numeros e formulas e nomes de rocha!´É pensar criticamente. Fica a dica!

    • Nathália, eu sou estudante de engenharia, e sei pela minha experiência que é impossível sobreviver em um curso de exatas sem dominar os ensinos fundamental e médio. Eu saí de uma boa escola (Colégio Militar) e tive uma formação acima da média no ensino médio. Me ensinaram coisas lá como produtos notáveis, fatoração de polinômios, escalonamento, matrizes, determinantes, trigonometria, funções, etc. de forma razoável. Ainda assim, fui duramente massacrado nos primeiros semestres (e ainda fui melhor que a maioria que entra na Área II). Vi que Cálculo 1 sem fatoração de polinômios não existe, Álgebra Linear sem escalonamento e determinantes é suicídio. E existe muito mais dependências do ensino básico em um curso assim.

      E ainda assim me considero, com base em comparação de notas e número reprovações com meus colegas, um aluno acima da média na Área II.

      Agora imagine você o que vai acontecer com o sujeito que, faz o vestibular, enrola no ENEM e tira uma boa nota (por que o ENEM não avalia nada, é uma prova ridícula de fácil e qualquer imbecil, sem ser um aluno dedicado, pode pelo menos tirar acima de 600) e quando chega na segunda fase da Covest do grupo 3, que é onde o bicho aperta, chuta toda a prova e acerta o suficiente para não zerar (isso acontece e essa gente passa, por incrível que pareça). Aí esse sujeito entra em engenharia sem nunca ter visto nem fazer ideia do que é os assuntos do ensino médio que citei no início do comentário. O sujeito não sabe o que é um mol, não sabe operar as fórmulas de cinemática de física (pode até saber decorado, mas não sabe o que significa nem como se relacionam as grandezas), não sabe o que é seno, cosseno e tangente (no máximo pensa que são coisas inventadas por um professor chato que queria estender a aula pelo horário do recreio) e vai pagar sabe o que logo de cara? cálculo 1, física 1, geometria analítica e introdução ao desenho (o sujeito não sabe nem o que é um compasso ou como se faz um 90º com os esquadros) NA ÁREA II! É suicídio total!

      Entendo toda a questão histórica envolvida nas cotas, mas para mim estão dando a estes grupos um presente de grego. Eles poderão entrar na universidade devido às facilidades, mas tenho certeza que se não tiver feito um bom estudo de base desde o 6º ano do fundamental até o 3º do médio não vão resistir nem ao fim do primeiro período. E não acho que é dessa maneira que vamos resolver o problema das injustiças sociais históricas no Brasil.

      Se acha que o que eu digo é exagero, lhe convido a qualquer dia desses, quando o próximo semestre começar, visitar a Área II, lá do lado do CCEN, e ouvir o que os alunos que estão lá tem a dizer. Assista também algumas aulinhas, e você vai compreender perfeitamente o que me fez chegar a estas conclusões.

      Só o ensino público de base (fundamental e médio) de qualidade vai resolver de forma consistente todas essas injustiças históricas que temos no nosso país.

      • Está na hora de mudar o discurso, Alexandre.
        E a educação básica não começa no 6° ano.
        Eu concordo contigo que o sistema de cotas não vai
        resolver o problema, mas esse argumento de que
        o curso de engenharia é difícil não faz o menor sentido.

        • Já que tu é da Área II das duas uma, ou tu veio com uma base muito boa ou tu levou um fatorial de anos p/ se formar. Ou é exceção a regra.

          Mas a maioria pena lá e tu sabe disso. Não é a toda que o CTG tem mais de 500 jubiláveis.

          Tu também deve saber das taxas de reprovação de Santa Cruz, Fernando Souza, Borelli e outros.

          Metade do curso de geologia, por exemplo, tá com a cabeça na guilhotina.

          E a perspectiva dos alunos que vão entrar por cotas num lugar como aquele não é das melhores. Ou tu conseguiu passar em cálculo sem saber fatorar uma fração algébrica para cancelar o denominador que tende a zero e tirar o limite? A maioria dos cotistas não sabe nem o que é fatoração, vão voar quando ver isso.

  • Ao criar cotas e demais “políticas de ação afirmativa” tomando como critério exclusivamente a cor da pele, o Estado está jogando na sua cara:

    sim, você é inferior porque nasceu negro. Por esse motivo, não me importa se você estudou, não me importa que a sua educação básica (que eu mesmo devo fornecer) seja uma porcaria, não me importa se não existem condições de você crescer longe da violência e da pobreza, você vai entrar na universidade e competir de igual para igual com pessoas (de qualquer cor) que estudaram e se prepararam, somente porque eu sou bonzinho e vou te abrir essa porta que, do contrário, você jamais teria condições de atravessar sozinho, pelo fato de que você nasceu negro e, portanto, é um ser inferior que precisa da minha ajuda

  • Ver os comentários de Peter Schröder me lembro do nazismo. Como bom alemão ele sabe o que é isso, se apoia nisso e não muda sua visão racista, sexista, machista, nazista. lamentável

  • Pelo andar da carruagem, só falta agora uma lei para punir por racismo se algum professor chegar a reprovar um aluno cotista na sua disciplina. O MN já deve estar lutando por isso. Aprovação automática para cotistas nas universidades. Assim poderão ganhar o diploma sem estudar.

    E se a OAB reprovar um cotista no exame da ordem, também será acusada de racismo.

    Não quero nem ver onde esse país vai parar.

    • Que absurdo! Ninguém está sequer sonhando com isso.

  • Eu não me preocupo nem um pouco com isso, pois o mercado regula tudo.
    Um cotista, no futuro, sempre será um cotista, podem acreditar nisso.
    Empregos inferiores, remunerações idem.
    Não estarão à frente dos projetos importantes, inovadores, empreendedores.
    A menos que tenham competência.
    Simples assim, pois, na locomotiva do país (os empresários), esse governo de merda não manda.

    • O problema é que em outro país isto é verdade.

      Mas aqui, se um empregador negar emprego ao cotista por razões de mercado, leva processo por racismo. Vai pra cadeia e ainda paga uma indenização gorda ao cotista. E não adianta argumentar que a razão foi de mercado, o Estado nunca dá chance de defesa quando a acusação é de racismo ou homofobia.

      Se no trabalho negar promoção por razões de mérito, é racismo também.

      Se o cotista faltar ao trabalho e tu como patrão der justa causa, também será racismo.

      Enfim, qualquer cobrança mínima no sentido de se ter responsabilidade/produtividade/mérito sempre será encarado como comportamento de uma elite racista que “incapaz de abrir mão de qualquer de seus privilégios”. Quero salientar que não estou sendo preconceituoso. Existem muitos negros, pardos, índios e de outras minorias étnicas que fazem por merecer, batalham duro e não lançam mão do coitadismo para ter sucesso. Alguém até postou um vídeo aqui nos comentários de um economista negro dos EUA que mostrou que para ganhar na vida é preciso lutar e não se fazer de coitado. Por mim, qualquer um que mostre que tem preparo e dedicação ao que faz, independente de cor ou origem social, merece um lugar de destaque na sociedade. O que sou contra é que algumas pessoas, que são minorias até entre as minorias, queiram transformar sua condição de minoria em prerrogativa social. É necessário esclarecer que igualdade racial significa a ausência de todo tipo de prerrogativa ou privilégio devido a cor da pele, tanto de brancos quanto de negros e índios. Todos devem ter os mesmos direitos, as mesmas responsabilidades e as mesmas exigências e condições para inserção no mercado de trabalho. Sou contra a discriminação, mas também sou contra o privilégio e a prerrogativa. Só assim podemos ter um país mais justo.

  • Atenção a ADURGS esta enviando e-mails ameaçando os docentes que entraram em greve, principalmente da educação, letras, matemática e do colégio Aplicação da UFRGS, todos sabem que foi acordo arranjado entre o reitor e ADURGS.

  • Raras vezes vi tanto preconceito como nesses comentários anti-cotas.

    Ipea: cotistas têm melhores notas em universidades
    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI2907127-EI306,00-Ipea+cotistas+tem+melhores+notas+em+universidades.html

    Desempenho de cotistas fica acima da média
    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,desempenho-de-cotistas-fica-acima-da-media,582324,0.htm

    • “A Unicamp, ao avaliar o desempenho dos alunos no ano de 2005, constatou que a média dos cotistas foi melhor que a dos demais colegas em 31 dos 56 cursos. Entre os cursos que os cotistas se destacaram estava o de Medicina, um dos mais concorridos – a média dos que vieram de escola pública ficou em 7,9; a dos demais foi de 7,6.

      A mesma comparação, feita um ano depois, aumentou a vantagem: os egressos de escolas pública tiveram média melhor em 34 cursos. A principal dificuldade do grupo estava em disciplinas que envolvem matemática.

      Engenharia é f***!

      • O que interessa nesse caso, Alexandre, é que está provado que os alunos cotistas não são piores do que os não-cotistas. Isso derruba completa e categoricamente os argumentos do tipo “não podemos deixar semi-analfabetos entrar nas universidades”.

    • A Unicamp não excluiu Mercadante do seu programa de mestrado e doutorado, como dito em outro artigo aqui do blog…
      O Ideb mostra escolas públicas como as melhores escolas do Brasil..

      Nada mais me impressiona nestes números manipulados pelo governo.

  • Esqueçam a questão racial e foque na questão social. A maioria esmagadora dos pobres são negros. Sendo assim, qual o problema do negro e branco pobre pobre cursarem um curso superior via cotas? Sou negro, estudei em federal e atualmente faço doutorado na UFRJ e se fosse pra eu entrar na universidade via cota acharia justo. O que não dá é deixar os pobres a margem do sistema, disse pobre – pois os negros se enquadram nessa categoria.

    • Sim, e o que fazer com aqueles cotistas que passarem nos cursos que dependem do ensino médio, como é o caso de exatas?

      Vamos empurrar as deficiências de base deles para a universidade?

      Vamos colocar numa sala de aula de cálculo 1 um aluno que não sabe fatorar e não sabe o que é seno?

      No que você acha que isso vai dar?

      • Se o cotista não aprender, assim como o não-cotista, deve ser reprovado. É simples.

        De uma vez por todas: as cotas são para ENTRAR na universidade. Não pra ser aprovado, não pra obter o diploma. A partir do momento em que entra, o cotista é um aluno como outro qualquer. E não deve, claro, ter nenhuma facilidade no curso.

        E como eu mostrei nos links acima, não é um aluno pior do que os outros.

        • Só gostaria de lembrar que o REUNI trouxe o jubilamento para a maioria das universidades federais, incluindo a UFPE.

          É certo criar um modelo de universidade onde o aluno sem base pode entrar apenas para ser jubilado.

          Os artigos que você mostrou mostraram que os cotistas tem dificuldade em matemática. E isto não se deve a serem piores do que os não-cotistas, mas pelo fato de, na maioria das vezes, não terem o preparo adequado vindo do ensino médio.

          Os cursos de exatas exigem muita bagagem do ensino básico. Não tem como você sobreviver lá sem saber os assuntos que são abordados na escola. Já citei aqui vários exemplos de pendências do básico que são responsáveis pelo fracasso da maioria dos estudantes de exatas, tais como fatoração, trigonometria, funções, determinantes, sistemas lineares, etc. Não sou preconceituoso, mas realista. Não os considero piores, mas acredito que eles devam se debruçar em cima dos livros de matemática, química e física com papel e lápis na mão e resolver suas pendências de conhecimento antes de entrarem em um curso de exatas. Ou serão candidatos certos ao jubilamento.

          As cotas podem até dar certo em cursos de humanas, onde pouco se exige do ensino fundamental e médio para levar o curso adiante. Mas em exatas, é impraticável. E numa universidade onde há várias áreas de conhecimento tem de se pensar em todas as facetas de todos os cursos antes de se tomar uma decisão dessas.

          Como as cotas são prego batido e ponta virada, acho que a única coisa que pode evitar o jubilamento em massa nas exatas é instituir uma nota mínima eliminatória na segunda fase do vestibular, para evitar que aqueles que “só não zeram a prova” de química, física e matemática do grupo 3 possam passar. Isso vai fazer os cotistas estudarem pelo menos para se livrar do ponto de corte, e aí entraram um pouco mais preparados para o cataclisma acadêmico que irão enfrentar.

        • Correção:

          “É certo criar um modelo de universidade onde o aluno sem base pode entrar apenas para ser jubilado?”

        • Alexandre, os cotistas aprovados serão os melhores das escolas públicas. Não serão “burros” que não sabem nem somar um mais um.

          Sem dúvida terão mais dificuldades em Matemática, mas não venha a priori dizer que haverá “jubilamento em massa” ou coisa parecida.

          As cotas existem há dez anos. E os estudos disponíveis mostram que eles não são piores do que os não-cotistas.

        • Fábio, você realmente acha que é de graça que este estudante está na universidade “pública” (pública está deixando de ser “do povo” e passando a ser “dos governantes”)?

          Não existe almoço grátis!
          O dinheiro para custear os estudos deste aluno sai do meu bolso, e do seu também.

          Sabemos que esta medida DE MANEIRA GERAL reduz a qualidade dos estudantes universitários.
          Se um estudante reprova é dinheiro jogado NO LIXO. No caso do estudante de universidade pública, é o MEU DINHEIRO jogado no lixo.

          Você aprova uma medida que DE MANEIRA GERAL joga dinheiro no lixo?
          Isto é papo para outro debate, mas todas as medidas populistas são um descaso com o dinheiro dos meus impostos, servem para nada mais que superfaturamento e sobrepreço.

        • Não estou nem aí para a qualidade dos engenheiros que saem da universidade, não estou nem aí para os alunos que só fazem reprovar e também não estão nem aí, desde que este descaso seja custeado com o dinheiro deles, não com o meu.

  • Estudantes brancos, ou estudantes de escolas particulares, não são a causa do problema.
    http://www.youtube.com/watch?v=c-0cJpgc31o&feature=related
    http://www.youtube.com/watch?v=xHvZYFVeKbk&feature=related

    • Milton Friedman era um ultraliberal. Nesse vídeo ele se diz contra o salário mínimo, contra o Estado de Bem Estar Social e não cita nenhuma vez as palavras “escravidão” e “racismo” quando admite que os negros são mais pobres.

      • E daí esquerdopata?

      • É exatamente o que estou tentando fazer:
        Esqueça rótulos, esqueça o que diz a mídia, esqueça o que diz o governo populista.
        Agora assista o vídeo, e pense “faz sentido?”.

        Não sei se reparou, ele não se diz contra o salário mínimo simplesmente para dizer que as pessoas devem ganhar menos, ele se diz contra por causa do salário mínimo ter sido um “remendo” para um problema maior causado pelo governo, a falta de educação. (Se aplica totalmente ao tema “cotas”)

        Você concorda que há pessoas menos favorecidas na sociedade, mas você concorda ou descorda que a culpada é a minha vizinha de 3 anos branca e de classe média? Você realmente foi atrás da CAUSA do PROBLEMA? As cotas atuam na causa do problema?
        Minha opinião: as cotas são um remendo muito mal feito em uma das últimas consequências. E, como não existe almoço grátis, é só mais dinheiro jogado no lixo, MEU dinheiro e SEU dinheiro, além de uma medida anti-prosperidade.

      • Ainda sobre o salário mínimo:
        Ele se diz contra pelo fato de, além do governo, sem ele, já impedir que as pessoas ganhem um salário decente, ainda o criam, impedindo mais uma vez que as pessoas prosperem.

    • Excelente!

  • Artigo completamente tendencioso. Eu realmente esperava ler um texto mais abrangente e imparcial.

    O que eu penso sobre as cotas, li aqui mesmo nesse blog, há alguns meses: “o governo está tentando resolver por cima quando devia resolver por baixo os problemas da educação brasileira”.
    É isso.
    Querendo ou não, as cotas incentivam o país a deixar as coisas como estão.

  • Artigo muito ruim.
    E a ilustração com diversos animais diferentes sendo ordenados a subir a árvore foi pior ainda, não cabe nem um pouco no tema.

  • É incrível como humana é fechada. Segundo muitos, o sistema de cotas raciais é um retrocesso, pois , a grosso modo, a faculdade é para quem pode”. Assim, parece que se o negro será o agente causador da decadência do ensino superior, já que é um elemento prejudicado
    Apesar do grande equívoco, acalmem-se senhores! Os negros que ingressarem terão que passar pela nota de corte. Esta pode ser até menor que a considerada padrão, mas podemos ter certeza que o negro ignorante não estará na faculdade. Isso será mais uma política do mudar para permanecer o mesmo.

  • Esse Anderson é quem deveria ser chamado de racista. Cara, eu sou branco, sou pobre e não tenho culpa nenhuma se os negros se fuderam. Pra começar, os próprios negros foram os responsáveis por escravizar outros negros após estes perderam batalhas tribais na África. Você que se diz um estudante de História deveria saber muito bem disso. Mas a questão que me interessa não é essa. Um erro não justifica outro. Por isso, penso que pessoas pobres e “brancas” não podem nem devem ser penalizadas por conta do passado da civilização. Esses negros são de uma arrogância enorme. Querem ganhar tudo no grito. Se vocês se acham tão afro assim, e tão pouco brasileiros, porque não vão morar no continente africano? Acordem! Não criem divisões raciais no Brasil. É claro que existe diferenças sociais relacionadas a cor. Mas, que culpa tem as pessoas brancas que são pobres, em relação a todos os problemas dessa população que se intitula “afrodescendente”?

    • Só concluindo. Antes que alguém mal intencionado possa me acusar de ser racismo, reitero que sou totalmente contra qualquer tipo de discriminação e racismo. Não tenho nada contra negro nem qualquer outra etnia. Eu só estou defendendo uma ideia que não me prejudique. Eu nasci branco e nem por isso me sinto superior, nem inferior. Sou apenas um ser humano que quer vencer na vida assim como qualquer outro. Por isso, sou contra as cotas exclusivamente para negros. Penso ser as cotas sociais o suficiente para resolver quaisquer disparidades na sociedade.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).