A bancada ruralista deve ser expulsa de Brasília

mar 26, 2010 by     31 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Ronaldo Caiado

Por Robson Fernando
para o Acerto de Contas

Uma vez declarei que tinha medo de Marina Silva por comportamentos dúbios de um passado então recente relativos a suas crenças religiosas. Depois de vê-la esclarecê-los, o medo acabou e passei a confiar nela como a melhor candidata à presidência de 2010. Entretanto, um outro temor faz-se forte: o de que a bancada ruralista do Congresso realmente cresça, talvez o dobro, e agigante seu já terrível poder político, tal como prometeu.

Quem participa de movimentos sociais e ambientalistas, mora em comunidades tradicionais, defende os animais, milita pela reforma agrária, é ameaçado por jagunços de grandes latifundiários, entre tantos outros tipos de pessoas, não só entende esse medo como também o manifesta. E dessa vez, ao contrário do caso de Marina, não há nada que aplaque a nossa apreensão diante dos possíveis êxito e expansão dessa bancada que definitivamente não visa o melhor para o Brasil, fora o nosso próprio voto.

Uma das parcelas mais conservadoras do Congresso e representante política dos latifundiários do agronegócio, sua vitória ameaçará muitas causas de bem comum pelas quais se luta há décadas: reforma agrária, ambientalismo, direitos animais, paz no campo, ética trabalhista (combate à exploração semiescrava no meio rural), justiça social…

***

Para amplificar este alerta à população, me vejo na necessidade de descrever os quatro mais significativos problemas que a vitória planejada dos ruralistas piorará (a ordem dos problemas não é um ranking de importância): o meio ambiente, a exploração animal, a reforma agrária e conflitos de campo e a exploração trabalhista.

a) Prejuízos ambientais: A referida bancada não dá a mínima para os problemas ambientais pelos quais o Brasil e o mundo passam – muito pelo contrário, sempre lutou para piorá-los ainda mais. Hoje já lutam para abrandar o Código Florestal, aumentar o desmatamento legalizado da Amazônia e reduzir praticamente à impotência uma das legislações ambientais federais mais fortes do planeta.

Com sua expansão, correremos alto risco de ver o avanço da preocupação ambiental dentro do governo estagnar, leis ambientais novas – aquelas que contrariarem os escusos interesses do agronegócio – serem barradas e as existentes serem atrofiadas ou encolhidas e num futuro próximo a Amazônia, o Cerrado e outros biomas serem confinados aos livros de geografia e biologia do passado e a fauna que lhes pertencem, aos zoológicos e criadouros autorizados.

Acrescentem-se nesse aspecto também os assassinatos de ambientalistas. Chico Mendes, Dorothy Stang e diversas outras personalidades menos conhecidas não me deixam mentir. Os latifundiários passam por cima de ecossistemas, comunidades tradicionais e povoados indígenas mesmo que isso implique também matar quem luta ativamente em oposição a tal atitude.

b) Recrudescimento da exploração animal: Os pecuaristas e os grandes fazendeiros de forragem animal (soja, milho e outros) poderão viver momentos de glória, ainda melhores que o atual, com um congresso mais ruralista aprovando tudo o que puder para beneficiar a pecuária de grandes proporções – como consequência, ainda mais animais serão explorados e mortos pelo setor. E os rodeios e vaquejadas, cujos senhores são em sua maioria esses grandes donos de gados, ganharão muito com a expansão de suas perniciosas atividades.

A legislação de proteção animal, tão rarefeita hoje no Brasil, poderá não só parar no tempo, como até retroceder, caso a bancada cresça o bastante para influenciar os legisladores a aprovarem o Projeto de Lei 4548/1998, que pretende retirar da proteção da Lei de Crimes Ambientais os animais domésticos e rurais. Mais leis a favor de rodeios e vaquejadas poderão ser fomentadas e aprovadas, para o maior sofrimento dos bois e cavalos.

A luta pelos direitos animais será prejudicada e encontrará um obstáculo ainda maior para crescer, ser levada a sério e se consolidar, com uma bancada que vive de explorar e matar animais rurais muito mais forte e disposta a não deixar passar qualquer lei de abolicionismo animal e alimentar a alienação ética dos brasileiros (leia-se comer carne, leite e ovos sem peso na consciência, admirar rodeios e vaquejadas, gostar de usar couro, zombar do vegetarianismo e do veganismo etc.).

c) Impedimento da reforma agrária e violência no campo: Como estamos falando de barões do agronegócio, grandes pecuaristas, latifundiários adeptos da monocultura de larga escala, a reforma agrária é algo demoníaco para sua bancada política. É um pesadelo para os ruralistas a possibilidade, hoje ainda utópica, de redistribuição de terras, uma vez que seu negócio seria frontalmente ameaçado – compreenda-se que os altíssimos e recordistas lucros do agronegócio só são possíveis porque o Brasil sofre com uma extrema concentração fundiária e, por isso, este é um setor econômico, socialmente falando, altamente parasitário que vive graças à exclusão social.

Assim sendo, não é de surpreender que a bancada ruralista lute com todas as forças, através de seus influentes lobby e alianças, para desencorajar e bloquear qualquer proposta política que vise uma justa redistribuição de terras, além de promover, através da mídia, a satanização e desmoralização de movimentos sociais que lutam pelo direito à terra. Pelos erros de uma organização, todas as demais terminam sendo taxadas de baderneiras e tratadas como uma patologia rural.

Acrescentando sua luta contra a reforma agrária, os grandes donos de terras também promovem repressão direta contra movimentos sociais que reivindicam justiça na distribuição fundiária no Brasil e lideranças indígenas que resistem à ocupação ilegal de suas terras ancestrais, através de jagunços e, muitas vezes, da invocação da polícia, cujos soldados, obrigados a se restringir a cumprir ordens de seus superiores, terminam advogando em favor dos ruralistas e reprimindo aqueles que invadiram determinada terra, mesmo quando esta é improdutiva. Desses conflitos repressivos, saem diversas mortes e prisões arbitrárias, divulgadas ou não pela imprensa.

Veja-se também a forte investida da bancada para barrar o Plano Nacional de Direitos Humanos, o qual pretende favorecer a negociação entre movimentos sociais e fazendeiros em detrimento da repressão deliberada, sob o pretexto da “violação do direito à propriedade privada”. Com o dobro do poder tal como anunciou como pretensão, é previsível que a reforma agrária seja impedida a todo custo, a violência no campo piore e essa oposição ao plano de direitos humanos se torne ainda mais poderosa.

d) Exploração trabalhista: há muitos trabalhadores submetidos a regimes de escravidão ou semiescravidão em muitos latifúndios. A bancada ruralista, em vez de visar a justiça e a ética em suas próprias propriedades, mune-se da capacidade de resistir até mesmo contra projetos de lei de combate ao trabalho escravo, votando contra eles e perpetuando a impunidade no campo. Parece tê-lo abraçado como herança das grandes fazendas das épocas colonial e imperial. É de se observar que o pretendido crescimento eleitoral dessa turma irá dificultar ainda mais iniciativas de combate à exploração degradante de trabalho braçal no meio rural brasileiro.

***

Há muitas razões pelas quais o pretendido crescimento da bancada ruralista é algo a ser temido e contra o qual devemos nos posicionar. Essa turma nos poderes Executivo e Legislativo representa não tudo, mas muito do que não presta para o Brasil. Como povo com o dever de decidir nas urnas seu próprio futuro, devemos mostrar com nosso voto que não queremos no poder mais ninguém que a ela pertença em Brasília.

Não deixemos nos enganar pela manipulação demagógica que os muitos candidatos ruralistas promoverão durante a campanha eleitoral. Não nos iludamos com aqueles que posarão de santos supostamente em defesa dos seus estados. Vamos, em vez de dobrar seu poder, expulsá-los de Brasília e das assembleias legislativas e palácios de governo de cada uma das unidades da federação. Isso abrirá o caminho para um país mais justo e respeitoso para com o meio ambiente, os animais e as pessoas que querem apenas um pedaço de terra para plantar e viver com dignidade.

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Saiba o que a bancada ruralista vem fazendo com o Brasil, nesta coletânea de links de notícias dos últimos anos

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* Robson Fernando é graduando em Ciências Sociais pela UFPE e dono do blog Arauto da Consciência

31 Comentários + Add Comentário

  • Concordo, Robson.

    A proposito, quem são os nossos ruralistas? Temos deputados dessa vergonhosa bancada?

    Para mim as piores e mais perigosas bancadas são:

    1) A bancada de Daniel Dantas, a qual Raul Jungmann faz parte;
    2) A bancada dos Evangélicos: enganação, mentira e demagogia.
    3) A bancada dos ruralistas: os latifundiários, contratantes de jagunços e coisas piores.
    4) E por fim, a bancada dos milicos. A de Jair Bolsonaro. Além de covardes, são uns demagogos.

    O AC poderia fazer uma enquete: quem é o nosso pior parlamentar no congresso, eu ficaria com muita dúvida, pois são quase todos péssimos.

    • Carlos,

      Quanto a bancada dos milicos ela é ridicula, pior ainda quando se estende para as Assembleias Legislativas Estaduais e Câmaras dos Vereadores dos milhares de municipios Brasileiros.

      Já em relação a enquete, só pode ser um “pior” ou poderemos escolher mais de um?

      Abs.

    • Carlos, você sabia que até o “queridão” Jarbas Vasconcelos é da bancada ruralista?

    • Pois é, Caio, essas bancadas se formam, inclusive, devido ao coeficiente eleitoral. Devemos ficar ligados para não votar nesses caras indiretamente.

      É verdade, Robson, já havia percebido o alinhamento de Jarbas Vasconcelos com os latifundiários. No entanto, é mais visível e vergonhoso o linhamente deste senador com os oligarcas da nossa grande mídia (Veja, Globo e jornalões).

      Os nossos senadores são uma vergonha, a exceção de Marco Maciel que, pelo menos, é um cavalheiro.

      • É, Carlos, “cavalheiro”, que seja, mas um omisso.
        Há décadas no poder JAMAIS foi a tribuna, páginas amarelas de Veja ou o meio de comunicação que for para dizer com todas as letras o que pensa sobre as safadezas que vê e sobre o que viu (e omitiu), principalmente quando esteve no poder no tempo da ditadura, tempo este que alavancou sua carreira política.

  • Assiono em baixo. É triste ver o Brasil comemorar essa os números da balança comercial sem considerar essa configuração agrária grave. E assim continuamos a exportar produto com baixo valor agregado, que concentra terra e renda, e que destrói o meio ambiente.

    Indico a quem puder utilizar uma semaninha das suas próximas férias a visitar as fronteiras agrícolas do país ou mesmo as áreas de tensão entre o agrnegócio e a agricultura familiar. Só vendo pra se ter noção como essa gente é inescrupulosa, acha que o dinheiro compra tudo, e que progresso é um mar de soja.

    Pena a sociedade não ter oportunidade de refletir isso, já que nossa mídia hegemônica é toda ruralista, vide os pés de laranja!

  • Cambalache? Tudo é igual: Dilma ou Serra?

    BLOG DO EMIR – Postado em 26/03/2010

    A candidatura da Marina, as do Psol, do PSTU, do PCB e outras eventuais do mesmo campo, têm algo em comum: tentar caracterizar que o PT e o PSDB seriam variações da mesma alternativa. Daí deduzem a necessidade de outra candidatura, buscando romper o que consideram uma falsa alternativa. Daí também, implicitamente, a posição de abstenção ou voto em um segundo turno em que se enfrentassem Dilma a Serra.

    Essa tentativa de igualização das duas candidaturas é essencial para que se tente aparecer como superação do que seria uma falsa dualidade e aponta, entre outras coisas, para um voto branco em um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, de forma coerente com essa análise. Foi o que aconteceu no segundo turno entre Lula e Alckmin.

    Para nos darmos conta do absurdo dessa posição, basta fazer o exercício de imaginar o que teria sido do Brasil com quatro anos de mandato de Alckmin no lugar de Lula – incluindo o enfrentamento da crise internacional. Não se conhece nenhum balanço autocrítico dos setores de esquerda, o que supõe que a mantêm, agora com o agregado de Marina, que em 2006, ainda ministra do governo, fez campanha ativamente, no primeiro e no segundo turno, o que faz pensar que quando ocupava aquele cargo, sua posição era uma, quanto teve que deixar o governo, mudou de avaliacao sobre o governo Lula e também sobre o caráter do bloco tucano-demista, haja vista suas fraternais relações com estes atualmente. (Fazendo temer até mesmo que os apóie, expressa ou veladamente no segundo turno.)

    A incompreensão das diferenças entre as candidaturas da Dilma e do Serra decorre da incompreensão da realidade brasileira atual, o que permite esse e outros equívocos. Considerar que o bloco tucano-demista é similar ao bloco governista e que um governo da Dilma ou do Serra seriam similares para o Brasil corresponde a não dar valor à política internacional do governo atual, às políticas sociais, ao papel do Estado, à inserção internacional do Brasil – entre outros tantos temas.

    Quem não sabe localizar onde está a direita, corre o grave risco de se aliar a ela. Um aliado moderado – um governo de centro-esquerda – é radicalmente diferente de um inimigo. Ao contrário da avaliação dos setores radicais que deixaram o PT, o governo mudou e mudou para melhor, desde que Dilma Rousseff substituiu Palocci como ministro coordenador do governo. Quem acreditou que o governo estava em disputa e que era possível um resgate seu pela esquerda, acertou, enquanto que os que tiveram uma avaliação puramente moral, acreditando que o governo tinha “mordido a maçã” do pecado da traição, caminhando para ser cada vez pior, erraram, se isolaram e desapareceram do campo político, lutando agora apenas por uma sobrevivência mínima no plano parlamentar.

    Considerar que um governo da Dilma ou do Serra seriam a mesma coisa – assim como consideraram que o Brasil com Lula, nestes quatro anos, é o mesmo que teria sido com 4 anos de governo de Alckmin – é não valorizar o que significa a prioridade da integração regional e das alianças com o Sul do mundo, em contraste com os Tratados de Livre Comércio – a que o governo de FHC levava o Brasil – e com as alianças prioritárias com os países do centro do capitalismo, objetivo dos tucanos.

    É não levar em conta as diferenças de enfrentamento da crise do governo FHC – de que Serra foi ministro nos dois mandatos – e a forma de enfrentá-la do governo Lula, com um papel ativo do Estado, com a diminuição e não o aumento da taxa de juros, com os aumentos salariais acima da inflação, com a rápida recuperação do nível do emprego, com a manutenção das políticas sociais.

    É não considerar as diferenças substanciais entre o Banco do Brasil comprar a Nossa Caixa, mantendo-a como banco público, evitando que um banco paulista mais fosse privatizado pelos tucanos – o Banespa foi vendido a um banco espanhol e a Nossa Caixa teria destino similar, não fosse o atuação do BB.

    Esses e outros aspectos ajudam a diferenciar e a projetar governos muito distintos no futuro – veja-se a equipe econômica do Serra, para se ter idéia, além dos ministérios que entregaria para o DEM.

    Quando uma força de esquerda se equivoca sobre a polarização do campo político, querendo desconhecê-la, conforme seus desejos subjetivos, se torna intranscendente, não acumula capacidade de intervenção política. E, pior, a ação que logra obter, pode perfeitamente favorecer a direita, seja de forma explícita ou implícita.

    A incapacidade de compreender a polarização política no Brasil de hoje entre dois blocos de forças claramente diferenciados inviabiliza uma política de construção de uma frente ampla de esquerda, com o sectarismo fazendo com que nem sequer entre si os grupos mais radicais da esquerda consigam coligar-se.

    Publicado em: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=435

  • Robson
    É um equívoco pensar que a democracia melhoraria com a inexistência dos ruralistas.
    A existência deles é parte da democracia, e todos devem estar representados no Congresso Nacional. Pode-se não gostar, mas devemos respeitá-los.
    A democracia é assim. No contrário seria tirania.

    • Eu não falei que a democracia seria melhor sem ruralistas, mas sim que a bancada que temos deve ser tirada pela força do voto, por ter representado tantos interesses escusos, maléficos e antissociais.

    • Ou seja, reprovar e retirar a bancada ruralista do poder por meio estritamente democrático (o voto).

    • Equívoco é pensar que os ruralistas podem fazer o querem dentro do Congresso. Equívoco é deixar que assassinos decidam os rumos da nação. Equívoco é pensar em ruralistas no poder sem a contrapartida dos ambietalistas é democrático. Equívoco é deixar ruralistas literalmente “eliminar” quem pensa de forma mais justa e social.

      Se não me falha a memória o tirano é amado pelo povo. Oprime e agrada.

  • Robson,

    Você viu a nota que saiu na coluna de meio ambiente do JC?
    Está em tramitação um PL para aprovar o desmatamento de 1.076 ha no entorno do porto de Suape, incluindo 893,4 ha de mangue, 17,03 ha de mata atlântica e 166,06 ha de restinga.

    http://jc3.uol.com.br/blogs/blogcma/canais/noticias/2010/03/26/projeto_de_lei_em_tramitacao_na_assembleia_preve_desmatamento_de_1076_hectares_de_vegetacao_nativa_66962.php

  • A bancada dos evangélicos representada pela Universal, seria também democrática?
    O uso da religião para conquistar espaço na política para tirar proveito políticos dela, não me parece ser democrático.

    • Antonio, na minha opinião é democrático, mas não honesto. Ou seja, é uma espécie furto. Os pastores furtam a cidadania, o livre arbitrio e a liberdade de pensamento dos fiés.

      Mas eles dão algo em troca. Ou, pelo menos, dizem que dão. Sabe o que eles dão? Superioridade Espiritual. Eles dizem aos fiés que eles são os escolhidos, são os salvos, são melhores que o resto da sociedade.

      Isso para mim, é uma técnica Nazi-Facista de dominação.
      Robson, tu bem que poderia fazer um estudo sobre isso…

      • Um estudo sobre isso demandaria bastante tempo e dedicação, não é um assunto que se possa fazer um artigo feito o da bancada ruralista, mas sim no mínimo um artigo científico sofisticado.

  • E percebam que temos 2 grandes emissoras que defendem as duas piores frentes existentes neste país.

    De um lado a Rede Record que é o meio de comunicação mais forte da Bancada Evangélica.

    De outro lado a Bandeirantes que defende com unhas e dentes naquele programa que tem joemir betring (não sei escrever), um gordin feio, um cabra com a voz rouca etc etc etc. Todo santo jornal da band tem trazido o “sofrimento” dos ruralistas que estão sendo tratados como bandidos, quando o que eles, coitadinhos, só querem produzir alimentos para ajudar o desenvolvimento do país ¬¬.

    Viva o SBT a emissora mais feliz do Brasil :D

    • O dono do SBT defende a legalização dos cassinos!
      Sou contra a jogatina, ela denigre a família brasileira! Ainda que crie “empregos”! Empregos sujos! Contravenção! A jogatina é uma droga pior que crack, maconha, cocaína, álccol e tabaco! Sem qerer ser moralista ou defender TV alguma!

  • É meio off-topic (não quero comentar sobre o tópico, Robson como de costume indo além de emitir suas opiniões e dizendo como todos devem viver suas vidas), mas não pude deixar de passar adiante a dica:

    http://www.bovap.com.br

    Uma bolsa de valores políticos virtual: você investe dinheiro virtual nos políticos que acredita e vai recebendo dividendos caso o político corresponda às expectativas. No caso, o propósito dos organizadores é montar um ranking do “capital político” dos nossos representantes.

    • Seria bom você explicar como este meu artigo está “dizendo como todos devem viver suas vidas”.

    • Não intencionei ser rude em “seria bom você explicar…”, mas pareceu grosseiro, peço desculpa.

      Mas ainda assim eu queria saber por que você crê que eu quero ditar como as pessoas devem viver. Recomendar voto favorável ou contrário é parte da democracia, mas você confundiu isso com uma persuasão autoritária.

  • O maniqueismo não eh uma concepcao racional, logica, cientifica. Muito me admira que um academico lance mao dessa postura pre-iluminista de dividir o mundo entre bons e maus, para defender suas teses e arrebanhar proselitos. O uso abusivo, engaador, de um esquema de pensamento ilogico, irracional, quase religioso de fazer politica eh, afinal de contas, a marca caracteristica da nossa esquerdinha. O fascismo trilhou o mesmo caminho…

  • Bancada boa é aquela do mensalão, da dança da pizza, da Petrobrás e outras. Ou seja, boa mesmo é a bancada petista. só tem menino bom.

    • uma coisa não exclui a outra.

  • Se não houvesse a bancada ruralista o que seria do campo e do direito a propriedade ? O mst,movimento clandestino tomaria destruiria todas as propriedades de forma mais rápida. Não concordo com o sociólogo, pois tem o pensamento igual a tantos outros que sao formados em ciências sociais na ufpe. Quero dizer q sua opinião eh a mais dogmática possível e certamente não mudara nem mesmo aceitara criticas pois eu acho q seu campo de visão esta muito longe da pratica,ou seja, seu pensamento êh baseado apenas na visão doutrinaria dos velhos livros que Sao lidos por quem cursa ciência sociais. Seria interessante para sua formação buscar os aspectos práticos de tudo que vc colocou no seu texto para só então concluir q há equívocos no seu pensamento. Vc sabe pq não se faz reforma agraria no Brasil ? Vc sabe como funciona o processo para desapropriacao de terra ? Sabe o que se passa dentro do INCRA ? Me diga o pq do mst continuar na ilegalidade ? E o direito a propriedade ? Não querendo acabar com uma categoria de políticos que tudo se resolve. Êh preciso estar aberto a todos os tipos de opinião e não radicalizar.

  • Fiquei curioso depois que li o comentário acima. Queria saber do autor do artigo se você ê contra ou a favor do MST ?

  • Ridículo o ponto de vista do autor. Como se tudo que não prestasse na poilitica fosse resumido a classe dos ruralistas. E os Petistas Jose Dirceu, genuíno, o do dinheiro da cueca e o Antonio paloce e prof luizinho, e tantos outros envolvidos em escadalos, etc ? Só pq não Sao da bancada ruralista Sao bonzinhos ? Pesquisa aí e faz outro artigo do com os petistas acusados pelo ministério publico de crimes e pede também pra o povo pensar e bota medo que se eles forem eleitos vai ser o fim do mundo e o brasil nao vai pra frente. Queria saber se você ê filiado a algum partido político e qual ê ?

    • Você tem alguma dúvida?

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).