A didática da tia enrolona

set 12, 2009 by     33 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

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Por Amanda Costa
para o Acerto de Contas

Desde que Pierre escreveu um post sobre os professores enrolões, que adoram passar seminários para os alunos darem aula no lugar do mestre, fiquei com vontade de fazer esse post para tratar de dois mitos que comumente acabam por mesclar-se em meio a esses debates sobre didática.

O primeiro mito é o de que professor moderno não dá aula expositiva e o segundo é o mito de que o seminário dispensa a atuação do professor. Duas tolices que não encontram amparo em nenhuma publicação séria sobre a didática, mas são dogmas da “Didática Antipedagógica da Professora Enrolona”.

Para ser uma boa professora enrolona, o primeiro mandamento a ser seguido é o de recusar-se a dar aula expositiva, essa coisa chata, cansativa, enfadonha e fora de moda. Aula expositiva requer domínio de conteúdo, competência na oralidade, competência no gerenciamento do tempo pedagógico, habilidade na utilização de recursos escritos (a boa e velha lousa ou transparências/slides com textos, gráficos, tabelas etc.) e outros recursos visuais.

Ora! É trabalho demais! A enrolona, moderna toda, não trabalha: faz os outros trabalharem por ela. Assim, aula expositiva está fora de cogitação. E, como argumento fundamental para justificar sua não-atuação em sala, recorre à falácia de que ninguém ensina ninguém, o aluno só aprende de verdade sozinho e com seus colegas. É mesmo muito fácil distorcer avanços na teoria pedagógica para satisfazer a preguiça e ocultar a incompetência. É verdade que o papel ativo do aluno é ponto central nas didáticas contemporâneas, mas isso não significa varrer o professor da sala de aula. Em contexto educacional, o aluno só é ativo quando o professor lhe proporciona situações didáticas que lhe permitam ser ativo. Dizer “virem-se” não é uma situação didática, é uma situação de abandono didático. Se o professor abandona o processo de ensino, o aluno abandona o processo de aprendizagem. ‘Cabou-se.

Mas a enrolona vai contra-argumentar “nas aulas expositivas o aluno não pode ser ativo, pois quem expõe é o professor”. Quem expõe é o professor, mas o aluno participará se o professor permitir que ele pergunte, faça ponderações, e se ele for questionado sobre o tema que está sendo exposto. Diálogo é uma coisa muito antiga, do tempo das cavernas, não há criatura humana que o desconheça. Estabelecer o diálogo em sala de aula é uma estratégia pedagógica que enriquece a aula expositiva. Aquela exposição “monologada”, na qual o professor é o detentor absoluto do saber, está, de fato, superada. Aliás, fazer monólogo em sala de aula é ser tão enrolão quanto não dar aula expositiva jamais. Com tanto acesso fácil à informação, não faz sentido o professor achar que seus monólogos são a única fonte do saber na face da Terra. E é justamente por ter tanto acesso à informação que o aluno precisa da intervenção pedagógica do professor para que aprenda a reter o que é relevante, pertinente e de boa qualidade, num diálogo qualificado e proveitoso, sob a orientação didática do competente professor.

E porque frisar qualificado e proveitoso? Porque a enrolona, esperta toda, adora deixar os alunos abrirem o falador em sala e terem verborragias recorrentes para que ela não precise dar aulas. Segundo o manual antipedagógico da professora enrolona, tudo é motivo para os alunos contarem causos, falarem da novela, do Fantástico, do BBB e, na falta total de assunto, contar receita de bolo. Vale tudo e a boa enrolona precisa saber dar o fio da meada logo nos primeiros minutos de aula para os alunos desenrolarem o novelo durante as duas horas seguintes.

Mas e o seminário? Reza a cartilha da enrolona que o seminário é tudo quando se trata de didática moderna: o aluno pesquisa, mergulha no assunto, desenvolve o tema e termina a cadeira com o conhecimento na ponta da língua. De fato, o seminário pode ser uma excelente ferramenta para desenvolver tudo isso. Mas o que os professores seminaristas mais fazem nas universidades (e isso por pura falta de formação didática misturada à preguiça e esperteza) é: vire-se, aluno!

Seminário não é mandar o aluno se virar para ensinar o programa do curso no lugar do professor, mas costuma-se pensar que seminário é isso. Ora, o seminário, ainda mais do que a aula expositiva, exige atuação constante do professor. Ao longo da preparação dos seminários, é o professor quem:

Indica a bibliografia básica para os estudos; Introduz os alunos aos temas; Orienta os grupos na pesquisa adicional; Esclarece todas as dúvidas durante o estudo dos grupos; Acompanha os grupos na sistematização do conteúdo estudado; Revisa o material preparado pelo grupo antes da exposição, incluindo o material escrito que será distribuído para toda a turma

É quase uma orientação de TCC, pois exige acompanhamento e intervenção pedagógica constante, até o produto final. Mas é claro que isso não consta no manual didático da enrolona. A tia enrolona se vale da ignorância dos alunos sobre didática e fica na moita, só na encolha, ganhando seu dinheirinho à custa do trabalho desorientado de seus pupilos. A única coisa que a tia enrolona ensina de fato, e isso ninguém pode negar, é a receita da malandragem em contexto escolar: eu finjo que ensino, tu finges que aprende e, no final, todo mundo é aprovado e eu embolso a minha grana. Para o aluno enrolão (esse também existe), a tia enrolona é a professora perfeita. Mas tomem cuidado, pupilos desavisados, pois existe tia que além de enrolona é traíra: embolsa o salário sem ensinar nada e, ainda por cima, reprova o aluno! Aliás, esse é mais um mandamento que consta da “Didática Antipedagógica da Professora Enrolona”: o bom professor reprova pelo menos 25% da turma!

Amanda Costa é designer educacional e graduanda em Pedagogia pela UFPE

ps: Quem quiser um excelente estudo sobre aplicação de técnicas de ensino (o que inclui o seminário e a aula expositiva), sugiro o livro “Técnicas de Ensino: Por que Não?”, organizado por Ilma Passos Alencastro e publicado pela Papirus. Esse livro é oposto da “Didática Antipedagógica da Professora Enrolona”.

33 Comentários + Add Comentário

  • Cara Amanda,
    Lendo seu artigo viajei no tempo, vi o quanto de hora/aula perdi com professor enrolão na graduação, na UFPE
    Mas o pior estava por vir na pós-graduação que fiz lá na … deixa prá lá, mas não foi na UFPE não.
    Bibliografia para estudo? Programa de disciplina? Fornecimento prévio de material (textos) para leitura? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Em metade das disciplinas isto não houve. Sinto-me lezado em ter pago um curso que me agregou muito pouco, ou quase nada, senão pela rede de companheiros de classe com quem mantenho amizade até hoje.

    • Yep!

      • Quer vender livro da miguinha. Quanto e o percentual% do baculê.

  • É incrível como 80% dos professores que tive até hoje estão encaixados nesse perfil!
    O último parágrafo então só lembrou-me de %$#$! O que aquela desagradável figura faz dando aula? Ele não só parece detestar o ato, como desprezar todos os aluno. Certa vez tentei tirar uma dúvida com ele sobre a aula que acabara de terminar. Disse-me que estudaria sobre meu questionamento, pois não sabia a resposta. Aula seguinte pergunto novamente e… 3 períodos depois nada da resposta
    $%%¨% então? 3 seminários para apresentar até o fim do período, o que totaliza, juntando todos os grupos, aproximadamente 80% das aulas.
    Devo confessar que só me mantenho no curso por ter uns poucos professores REALMENTE dedicados como Débora, Mônica, Conceição e Pierre (que apesar de abusadinho, faz o serviço dele impecavelmente).

  • Um professor meu da UPE passou o semestre inteiro de aula pra a gente ministrar. Pegou os assuntos do currículo, dividiu, distribuiu e, quando chegava pra dar aula (na verdade, ele chegava mesmo era pra assistir), ele ficava lá sentado assistindo e mais nada.

    Em suma: tempo perdido e o pior exemplo que eu tenho de professor.

    • Só pra constar, Amanda. Muito bom o seu artigo. Parabéns. A leitura do livro recomendado eu fiz e também recomendo.

  • De professores iguais aos mencionados aqui, a UPE e a Unicap estão repletas desde tempos imemoriais até hoje em dia, principalmente nos cursos de pós-graduação. No Brasil, ou particularmente aqui em Pernambuco, já que a discussão envolve este estado, os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem. Ou seja, brinca-se de educação. E essa pretensa “didática” de passar aulas e seminários para os alunos se virarem enquanto eles, os tais professores espertinhos, posam de “sabe-tudo” com seus narizes arrebitados enquanto assistem a tudo de camarote, livrando-se de trabalhar, é pura malandragem mesmo e precisa de um basta. Aliás, não é sem motivos que temos a realidade que bem conhecemos. E entra governo, sai governo, entra ministro da educação, sai ministro, entra secretário, sai secretário, e tudo continua na mesma queda livre em direção ao buraco!

    • E olhe que tem aluno que domina a matéria melhor que o professor!

      • Alexsandro,

        É verdade. Mas que isso não justifique o professor enrolão!

  • Esse texto está ótimo. Seria bom se fosse leitura obrigatória pra todos os professores e pros próprios alunos para chamar à realidade aqueles que pensam que o seminário é tudo de bom. O importante é aprender mesmo e a interação de seminários e aulas expositivas é o melhor.

    Agora que estou pagando prática cível está sendo ótimo ter um professor que dá aula expositiva e depois o vira-te. Pq ele mostra, indica, aponta e induz, agora cabe aos alunos pesquisarem o seu jeito de aprender a fazer a peça. Nessa aula esta didática pra mim está sendo fundamental.

    Em outra aulas expositivas em que o professor responde o aluno com respeito acaba virando uma aula/seminário pq dá vontade de estudar a matéria pra chegar e poder ter o professor pra complementar e até pra discutir certos pontos interessantes e intrigantes, acaba sendo proveitoso pra ambos.

    • Laccosta, obrigada.
      Tudo que se faz com equlíbrio, dá bons resultados. Planejar e diversificar a intervenção pedagógica resulta, de fato, em estímulo para o aluno.

  • Parabéns amada, mais uma vez, muito bom o seu texto.
    é incrível como esse tipo de professor existe e ainda faz escola, parece que todo professor quer ser moderno e descolado… Ou seja, se preocupar menos com o que ensina e com quem aprende… Esse é o grande futuro da educação…
    Na faculdade onde estudo a sala de aula tem 79 pessoas. Foi feito um seminário com grupos de no Maximo seis pessoas. Formaram-se 10 grupos de 6, 3 de cinco e um de quatro. Cada grupo com 50 minutos para apresentar, cada aula com 140min de duração… Contando o tempo de preparação do grupo, atraso do professor (esses pestes sabem do tempo apertado e ainda chegam atrasados) e demora dos integrantes do grupo, o grupo apresentava mesmo 30 minutos. Para a grande maioria ótimo, para mim péssimo… Fiquei com aproximadamente 7 minutos para falar algo que achava tão primoroso… Quando acabei fiquei com a sensação de ter enganado mais que outra coisa… Um amigo meu se empolgou no assunto e o professor teve que mandar parar para dar tempo do povo falar, ele foi argumentar que eram 50 minutos para o grupo e que o grupo só tinha falado 20(aprox.) e que só faltava um falar (eu) e o professor disse que tinha que ver o prazo apertado que existia e talz… O coitado saiu e nem terminou o assunto… Ou seja, sete aulas (no mínimo) para o aluno não conseguir nem terminar o que pesquisou… Claro que teve gente que adorou… Outros tem medo de falar na frente da sala… Mas, eu me senti muito lesado, alem de perder varias aulas, pois a grande maioria dos trabalhos eram no “copia e cola” da wik, os bons trabalhos eram interrompidos e você não aprendia nada mesmo nesse seminário… É… E parece que esse é um grande mau dessa faculdade… La vem mais um monte desses esse período…

    • Artur, Obrigada.
      Que desastre, hein? Eu fico muito frustrada quando acontece comigo na graduação. Às vezes a gente se matricula em uma cadeira com tantas expectativas, aí vem um professor enrolão e a gente tem preguiça até de sair de casa.

  • Desculpe-me, mas estou tão feliz que não posso ficar calado; qual é o time que tem a defesa mais vazada do campeonato (44 gols sofridos); qual é o time que tem o maior número de derrotas (14 lapadas) e qual é o time que tem o maior saldo de gols contra (só fez 30 e sofreu 44 negativos), enhem. qual é? É a coisa… que felicidade…

    • auhauhauah

  • Na Politécnica de PE tinha um professor do curso de Eng. Mecânica que somente aparecia no primeiro dia de aula. Passava 2 “trabalhos” para o semestre. A disciplina era Estruturas Metálicas, ou seja deveria ser levada mais a sério.Resultado: Vários colegas que foram aprovados sem terem visto o professor uma única vez e sem saber absolutamente nada.

  • O texto levanta problemas relevantes e aborda com sagacidade algo que já foi comentado por aqui: a velha mania de se achar que tudo o que vem da tradição é ruim e que, para ser atual e sintonizado com as novas “modas” pedagógicas, é preciso inovar na participação dos alunos, abolindo “excrescências” como as aulas expositivas, em que “o Professor fala e os alunos ouvem, sem interação”.

    Longe de mim, como docente por paixão e por profissão que sou, negar a importância de novos métodos e mesmo de novos recursos tecnológicos para melhorar o aprendizado; eu mesmo faço uso deles, assim como na pós-graduação, os seminários são parte integrante das disciplinas que leciono. Contudo, estão longe de ser panaceia para todos os males e a aula expositiva ainda é um recurso valiosíssimo de aprendizado, principalmente na graduação.

    O ideal é que o Professor possa estabelecer, a depender, é claro, da disciplina e dos conteúdos a serem abordados, um relativo equilíbrio entre as exposições por ele feitas e as participações dos alunos. Não sou contra os seminários, mas é como Amanda disse: eles devem ser uma atividade auxiliar no aprendizado e não se substituir ao docente, assim como este possui um importante papel na orientação didático-pedagógica prévia dos seminários. Não dá para ser na base do “se virem”, como alguns colegas lamentavelmente fazem.

    De minha parte, e considerando minha experiência pessoal, assim como as disciplinas que leciono, não faço seminários na graduação: prefiro as aulas expositivas com amplo espaço para perguntas e debates.

    Não se pode, como muitos fazem crer, achar que aula expositiva equivale a um monólogo. A aula expositiva, se o docente dá espaço para perguntas e observações dos alunos, pode ser um momento extremamente enriquecedor.

    As turmas da FDR/UFPE (onde leciono) têm normalmente mais de 30 alunos, o que, considerando a carga horária, fica um tanto complicado realizar seminários sem perdermos o fio da meada quanto aos assuntos do programa. Prefiro passar pesquisas em grupo e eles me entregarem o resultado das mesmas como forma de auxiliar na composição da nota, aliado às avaliações escritas individuais.

    Já na pós stricto sensu (mestrado/doutorado), como a quantidade de alunos é bem menor (atualmente há 9 alunos matriculados em minha disciplina – e há disciplinas com ainda menos alunos), além de termos na mesma pessoas que já passaram obrigatoriamente pela graduação, faço a opção por diminuir as aulas expositivas e abrir bastante espaço para debates de textos temáticos e seminários. Estes terminam por ser um bom modo de avaliar o empenho e o estudo dos pós-graduandos, o que na graduação não se dá da mesma forma.

    Por isso que, por mais que me chamem de antiquado ou sem sintonia com as “revoluções didático-pedagógicas” contemporâneas, na graduação, não abro mão da aula expositiva como ferramenta fundamental no aprendizado do alunado.

    • Só complementando: a última observação do texto, referente à “tia enrolona” (professor bom tem que reprovar pelo menos 25% da turma) é, para mim, um atestado de fracasso do próprio docente. Claro que há turmas muito ruins em certas faculdades e o docente pode reprovar até mais do que isso. Todavia, isso não pode ser um critério apriorístico.

      Para mim, é o contrário: o ideal é que todos os meus alunos sejam aprovados, desde que, é claro, alcancem o nível mínimo necessário para seguir adiante. Nem sempre isso ocorre, mas meus esforços são nessa direção.

      Fico muito entristecido quando sou levado a reprovar um aluno, embora o faça se este não fizer a parte dele no empenho pela aprovação.

      • Bruno, obrigada.

        De fato, tem professor que se orgulha de reprovar. É o mesmo que um médico ter orgulho de matar os pacientes.

        Ora, o papel do professor é garantir a aprendizagem do aluno, como o médico deve garantir o bem-estar do paciente. Mas tem professor que acredita que o aluno já tem que chegar sabendo tudo, e ele, professor, vai apenas selecionar os que sabem e reprovar os que não sabem.

  • Um caso prático nesta semana que se passou na UFPE em que os alunos estão mais “avançados” do que o professor sobre o ponto de vista da ética:

    os alunos da turma 124 de Medicina da UFPE se recusaram a assistir uma aula/experimento com um cachorro na disciplina Bases da Técnica Cirúrgica e da Anestesia (BTCA).

    Fizeram abaixo assinado, levaram uma carta de protesto e o professor Luiz Gonzaga reconheceu o pleito e acabou cancelando a aula.

  • Todos (ou quase todos) brasileiros estão encaixados neste perfil em outros setores, tais como, industria, comércio, governos, etc, etc, .
    Alguns professores infelizmente, apenas seguem estes mesmos contigentes fazendo assim, parte no time dos enrolões da vida.

  • Amanda, acredito que o enrolão é encontrado facilmente nas faculdades. A “tia” enrolona acredito que exista, mais é em menor número. Agora a quantidade de enrolões nas universidades são muitos, lembro de todos e vejo que se apresenta em grande número, como nos depoimentos acima. Se a tia enrolar, cai fora, sem dúvidas e não vai muito longe. O aluno do ensino infantil, em geral, não tem capacidade para detectar a tia enrolona, até por que seminários em ensino infantil não é comum como na universidade. Na universidade isso não ocorre. Em vez de “A didática da tia enrolona”, sugiro para a próxima, “A didática do professor enrolão”, considero que seria melhor. Com todo respeito ao teu texto que está excelente, coerente, feito com muito esmero, com competência. Gostei! Parabéns!

    • mar,

      Obrigada pela sugestão.

      De fato, fiquei em dúvida. Será que eles vão achar que estou falando só das professoras?

      Mas estou me referindo aos docentes de ambos os gêneros e níveis de ensino. Afinal, quando se fala “professor” (no masculino) subentende-se que as mulheres estão incluídas. Por que eu não posso falar “tia” e os leitores subentenderem que os tios também então incluídos? ;) Eu tenho um pezinho no feminismo!

  • Interessante é estudar na UFPE.

    A maior universidade do Norte/Nordeste, na graduação de administração, em minha época, tinha em sua composição professor substituto vs professor de outras modalidades, uma relação de 47%. Isto significa praticamente que para cada um docente adjunto e etc… tinha um substituto. Nada contra o prof. substituto, porém ele é professor aprendiz, não raro possuir quase a mesma idade do aluno, o que é um agravante. Neste caso há: ausência de didática, de postura, de conhecimento, de experiência, de vivência, de oralidades e etc, para a maioria. Isto quer dizer que, na conclusão, das 45 disciplinas cursadas na graduação de adminstração da UFPE, apenas uns 20% fazem valer o curso, dentre outros motivos, pelo supracitado.

    E porque então a UFPE é a melhor afinal?

    Principalmente pelos seus alunos que submetem-se a um processo rigoroso de seleção e por ser uma grande centro de construção de conhecimento, via pesquisa.

    • José, é verdade. A excelência de muitas universidade, especialmente as federais, vem de seus alunos que já chegam lá com escolarização acima da média.

      • Porra tu é muito contraditória… Leia-se primeiro antes de comentar.

  • Termino minha graduação do curso de Biblioteconomia em que já no primeiro período conheci o “monstro” seminário. Lembro que meu grupo ficou extremamente confuso e gente teve que caçar várias referências que NÃO FORAM PASSADAS para nós, apenas o tema.
    O curso todinho foi assim, pura enrolação em seminários que eu denomino como “professor que não quer dar aula”.
    A única coisa útil dos seminários para mim foi aprender a falar em público (mesmo tendo aquele friozinho na barriga e me tremer toda).
    Ah, e sem falar que talvez eu tenha aprendido mais preparando o seminário que apresentando (fora isso, é muito chatooooooooooooo assistir apresentações de seminário, argh).

  • E também tinha aquela historinha de tirar cópia de texto, ler e debater em sala de aula, em que praticamente os alunos é que estavam dando aula. Já a “tia” enrolona? Bom, ela “fingia” ser a mediadora, fazendo perguntas chatas do tipo: “mas na sua opinião…”, “o que vc entendeu com isso?…”
    Essa mesma “tia” ainda teve a cara de pau, numa prova minha altamente discursiva, dizer que eu não havia estudado porque eu escrevi pouco!!! Minha nota: 2,5!!!
    Detalhe: ela passou vários textos para ler, e acreditem, eu li sim e comentei O QUE EU ENTENDI DAS IDEIAS DOS AUTORES e não o que ela queria que fosse dito. E como escrevi pouco (claro, eu odeio enrolação. Se não sei, eu digo NÃO SEI, já fiz isso com outra “tia” que teve a audácia de dizer “não vou repetir a prova”. Eu disse: “ótimo, então me coloque na final, pq não vou responder o que EU NÃO SEI”), ela ainda veio comentar o resultado das provas em sala de aula (constrangimento. Odeio prof. que faz isso. Dê a nota para o aluno INDIVIDUALMENTE, e não fazer esse tipo de humilhação, que a gente sabe muito bem que existe competição “do nerd da turma”) e dizer PARA TODO MUNDO OUVIR: “VOCÊ NÃO ESTOU O CONTEÚDO, POR ISSO, SUA NOTA FOI 2,5! ¬¬

    • Correção: *em que praticamente SÃO os alunos que estavam dando aula.

      Desculpem o erro de concordância! :S

  • Eu até concordo com a autora – mas nos dias de hoje, professor cabal, bom mesmo não existe. A maioria deles (e põe maioria nisso) foi definhando profissional, mental, física e pessoalmente juntamente com a Educação no Brasil. Exatamente isso – nossa Educação está fraca, abalada, desmoralizada profissional, mental e didaticamente. Como já disse, é preciso uma mudança radical mesmo, dos 8 aos 80, da água pro vinho, caso contrário, definharemos cada vez mais. Enfim, os que menos tem culpa são as escolas e os professores abandonados ao ‘Deus dará’. Com a palavra, Sarney, Lula & Cia.

  • Adorei seu artigo, vou usa-lo como ferramenta para enriquecer meu seminário e ainda criticar os professores enrolões!!! kkk
    A propósito meu tema é sobre aula expositiva e adivinha qual é a fonte bibliográfica principal? O livro ”Técnicas de Ensino: Por que Não?” indicado também por você. Ameii!!!

  • Olá, boa noite todos bem? Se os pais são leitores, diante dos seus filhos, levamos as bibliotecas, comentam sobre os autores e tudo sobre os livros, as crianças passam a gostar e interessar, sobre leituras.
    De outras formas, sem chances. Eu particularmente fui criança de familiares sem leitores.
    Atenciosamente.
    Aguardo.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).