A Epifania do menino Luiz Antônio

mai 31, 2013 by     174 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Por Guilherme Carvalho
para o Acerto de Contas 

Às vezes temos a impressão de que as crianças são menos: menos capazes, menos inteligentes, menos maduras. Mas às vezes a coerência e raciocínio lógico de uma criança podem dar um banho e deixar os adultos a se perguntar: “E não é que o que essa criança propõe faz sentido, afinal?!”

Em dois dias, mais de 600 mil pessoas assistiram um vídeo no Youtube que mostra um garotinho diante de um prato de nhoque com polvo argumentando com sua mãe que ele não pretende comer o polvo ou qualquer outro animal.

O garoto nem sabe articular as palavras corretamente ainda, mas já sabe raciocinar de maneira lógica e constatar que ele, decididamente, não quer que os animais morram para que ele possa comê-los. “Eu não gosto quando eles morre, eu gosto quando eles fica em pé”, diz Luiz Antonio.

Luiz Antonio convenceu sua mãe de algo que a grande maioria das crianças enfrenta: a rejeição à ideia de comer “a vaquinha”, “o porquinho”, “a galinha”. Os pais, pensando estar contribuindo para o bem da criança, freqüentemente recorrem a mentiras ou argumentos fracos que ofendem a inteligência da criança, como dizer: “Mas meu filho, não é aquela galinha que você viu; é outra. Essa não tem problema comer, não se preocupe”.

Esse tipo de postura dos pais só contribui para a dessensibilização da criança, obstruindo o desenvolvimento de um senso ético e de valores que é coerente com o que os próprios pais ensinam em outras circunstâncias (quando por exemplo rejeitam agressões a animais de estimação). A criança, afinal, está aprendendo sobre o amor e a compaixão. Como podemos ordenar a criança para que ela bloqueie sentimentos tão nobres e tamanho exercício de coerência no momento de se alimentar? Não faz sentido.

Se, em algum momento do passado, havia a preocupação de que a carne era necessária para o bom desenvolvimento e boa saúde da criança, hoje já não há mais essa dúvida. Embora parte dos nutricionistas e médicos continuem a repetir que “precisa de carne, ou no mínimo laticínios e ovos”, aqueles profissionais que estão efetivamente envolvidos em pesquisa e acessando literatura científica já sabem há muito tempo que este não é o caso. O parecer do Conselho Regional de Nutrição 3ª Região (SP/MS) sobre dietas vegetarianas é uma evidência recente disso.

Portanto, em pleno 2013, já é tempo de parar de enganar nossas crianças e abafar seu sentimento de compaixão quando demonstram inclinação para não comer animais. Respeitemos, e valorizemos, essa postura altruísta e compassiva. Ter um filho vegetariano não é um problema, e hoje há ampla literatura científica garantindo os potenciais benefícios desta opção à saúde.

O vídeo de Luiz Antonio tem deixado muita gente emocionada — e esperançosa.

174 Comentários + Add Comentário

  • esses ecochatos realmente enchem o saco !!

    • É isso aí!

      Quando umas pessoas me diziam que comer frango, veado ou piranha era legal, moderno, fazia bem à saúde, etcetcetcetc eu sempre me neguei a fazer isso e tive a sorte de ter a vontade respeitada.

      O cara comer o que não gosta e não quer é uma violência terrível.

      E ser obrigado a dizer que é bom ou ser proibido de dizer que discorda e acha uma porcaria, é outra violência que tem gerado o patrulhamento ideológico, reprovações da mídia e até punições.

      Billau nisso!!!

      —————————–

      Desculpe-me o autor do post que deveria ter a idéia comentada em alto nível, mesmo que discordando delas mas o texto poderia ser melhor e hoje é sexta-feira, já acabou o expediente e vale desopilar.

      Pierre, na semana que vem, no mesmo dia e horário, se possível, poste algo mais leve e divertido e o sério a gente cuida nos outros dias.

      Mas é apenas uma sugestão e não uma tentativa de imposição.

      • Eu também… nunca quis comer frango ou viado. Mas piranha, eu até que gosto! ;)

    • FIlipe é mais um que joga o lixo na rua e contribui para que você, amigo frequentador deste blog, fique preso no alagamento em dias de chuva no Recife.

    • Curioso o parecer indicado no texto. Ele diz:

      “A dieta vegetariana estrita (vegana) não apresenta fontes nutricionais de vitamina B12, que deve
      ser fornecida por meio de alimentos fortificados ou suplementos. Os elementos que exigem maior
      atenção na alimentação do ovolactovegetariano são: ferro, zinco e ômega-3. Na dieta vegetariana estrita deve haver atenção, além de vitamina B12, para cálcio e proteína.”

      Ora, se precisa de suplementação, é porque não é uma boa dieta!

      • Não sou vegetariana, mas fico impressionada com as ignorâcias que li nos comentários. Matar pode mas virar vegano é o fim do mundo. Se um dia virar vegetariana ou vegana terei orgulho de falar pois será melhor pra minha saúde, pros animais (se informem melhor sobre o sofrimento e ficarão enojados) e pro mundo, pois a agropecuária está acabando com o mundo aos poucos. Conheço muitos que são veganos e única suplementação que precisam às vezes é a Vitamina B12, que é produzida pro bactérias que os animais adquirem ao consumir água e alimentos não-esterilizados, ciscar o chão, lamber o corpo, etc, Como se corta o consumo de carnes não se ingere mais essas bactérias, o que é ótimo, pois com isso, deixamos de consumir também as bactérias que podem causar doenças. O resto ele menciona pra ter atenção. Você tem que substituir o cálcio do leite por exemplo, por uma couve, um brócolis, um leite se soja.O que não pode é cortar uma coisa e comer só arrroz e feijão. Meus amigos veganos e vegetarianos estão bem melhor que outros amigos que não são pois estes comem fast-food direto e acham que tão super bem…

        • Ah, e antes que perguntem porque ainda não sou nenhuma das 2 opções então, é porque ainda estou reduzindo o consumo até conseguir eliminar, mas pretendo em tornar em breve.

    • Vejo o vegetarianismo como uma forma de protesto contra as atrocidades e os absurdos que acontecem nos abates desses animais, e não só pelo fato de comer a carne em si. Acho que antes de julgar e apontar o dedo, a gente deve conhecer os motivos. E mesmo que não concorde, respeitar. Respeito é bom e todo mundo gosta, todos têm direito de fazer as escolhas que bem entenderem e pronto!!!!
      http://www.youtube.com/watch?v=WvifzYkUfpI

      Ecochato é um termo que se refere a ambientalistas extremistas, não generalizem. Se preocupar com causas ambientais é uma questão de justiça, justiça com as próximas gerações (com nossos netos e bisnestos!!!!!) e com TODAS as formas de VIDA.

      Não estamos sozinhos nesse planeta, nós COEXISTISMOS, dependemos inteiramente de seus recursos e serviços, serviços que são realizados por esses outros seres vivos que vocês julgam inferiores. 70% do oxigênio que você respira vem de algas no oceano, seu alimento, seu combustível, fármacos, TUDO vem da natureza. Cada espécie tem seu lugar e todas se equilibram, a única coisa que nos difere das outras é a capacidade intelectual. Capacidade essa que parece faltar na maioria dos comentários aqui, infelizmente.
      >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> http://www.youtube.com/watch?v=ZcAI1aOAp2A

  • Falta de umas boas palmadas…

    • Esse deve ter apanhado muito e sido molestado na infancia comentar uma estupidez dessa.

      • Parabéns pegou ar…

        http://bit.ly/1aJtFQD

      • Hauhauhauhauhau! Cuidado com o Totalitarismo de Alface, cabra!

    • Menino que nunca apanhou ou passou fome, dá nisso! Come a porra do polvo muleque!!!!

  • Seria ótimo respeitar também a vontade, a coerência e o raciocínio lógico da criança quando ela não quer comer verdura nem tomar sopa….

    • Essa humilhou.

      • Ou quando só quer comer biscoito recheado e salgadinho…

        • KKKKK. Esse argumento é irrefutável. Também deve ser respeitada a criança que não quer
          tomar banho, não quer fazer o dever de casa… Se o pedido for feito com lógica… a criança pode tudo.. afinal, ela sabe muito bem o que quer da vida!

        • Mas só a título de curiosidade, como uma criança argumentaria de maneira lógica e convincente a ponto de persuadir um adulto de que não deve tomar sopa, por exemplo?
          É mais fácil ela fazer isso em relação aos animais, não?

        • Economizar água, proteger os recursos naturais, ganhar mais resistência contra bactérias… Motivos pra não tomar banho todos os dias existem…

        • “Eu tenho o direito de não ser obrigado a comer coisas que eu odeio. Eu odeio verdura e sopa. Portanto, tenho o direito de não ser obrigado a comer verdura e sopa”.

  • Um bilhão de pessoas com fome no mundo e tem gente fazendo proselitismo para o vegetarianismo!
    Os motivos: “como podemos comer um animal morto”, ou “nosso corpo não digere carne”…
    Será que essas pessoas têm a mesma sensibilidade com os 50 000 que morrem violentamente por ano no Brasil?
    Ou acham, como muitos, que os direitos dos animais são maiores e melhores que os direitos humanos?

    • Você sabia que produzir grãos e vegetais é mais barato que produzir carne?
      Só este fato quebra todo o seu argumento.

    • viaje não. não tente matar um argumento com outros inúteis. o que há de contraditório entre o “proselitismo pró-vegetariano” e a fome? aprenda dois dedinhos sobre produção de alimentos que você verá o argumento furado. e claro que os vegetarianos valorizam a vida humana. e não, também não consideram os direitos dos animais melhores ou mais importantes que os direitos humanos – possuem a mesma importância.
      não é preciso ser vegetariano pra entender que seu argumento é idiota.

  • Robson na versão miniatura.

  • Os comentários até agora estão 10 vezes melhor que o texto. To rindo muito. uahuahuahuahuahuah

  • Antigamente agente olhava para esse pirraiá e dizia “Hum desconfio…”

    • …Pois é Bruno, diziam logo: “Nunca me enganou”…hoje vai dizer alguma coisa.

    • antigamente?

  • Aposto que no dia seguinte o pirralho encheu a cara de nuggets!!!

  • O pirralho tá no caminho certo.

    Só falta agora ser um analfabeto vagabundo dependente de bolsa-esmola, meter o pau na igreja católica, defender a gazelagem, ser noiado e tá pronto pra se candidatar a presidente do Brasil, com certeza ganha no primeiro turno.

    Mas ele tem muito tempo pra isso. Por enquanto vá treinando com esse negócio de veganismo.

    • Qué isso, rapaz! Olha o ódio!

    • Pierre, esse tipo de comentário é a cara do seu público reacionário, estilo “comentarista de portal de notícias”.

      Eu não sei você, Pierre, mas eu teria muita vergonha de que meu blog fosse majoritariamente lido por um público desses.

      E olha que eu gosto do blog, mas alguma culpa você deve ter, hein, Pierre. =P

      • Eu ficaria com vergonha se o blog não fosse lido.
        Todos tem direito à opinião, mesmo que não concorde.
        E abro espaço para idéias divergentes.
        Ouvir os outros, além das nossas opiniões, faz bem.

        • Fatality!

      • A única culpa dele abrir espaço pros ecochatos nos fazerem rir…

        • *é abrir

      • O que deveria ter vergonha é a de partir para a adjetivação rasteira em vez da argumentação embasada. O público leitor que você abomina geralmente expõe os argumentos e a maioria dos que pensam o contrário em vez de refutá-los, partem para o ad hominem. Quanto orgulho não é??

      • K.O.!

  • Vamos ver o que ele diz sobre um McLanche Feliz :(

  • COMO FICARÁ MEU SUSHI SEM SALMÃO???!!! :XXX

  • o que vejo nos comentários não passa de hipocrisia e alienação!
    pessoas que não sabem pensar e sim copiar ideias, pq mudar da trabalho e o que ta ali prontinho é so seguir neh! por isso que o Brasil é um país estagnado, aliás o mundo está estagnado… “eu vejo o futuro repetir o passado eu vejo um museu de grandes novidades”

    • Gislaine, querida, copiar ideias é escrever sem pensar antes e despejar clichês, como você fez. Quer argumentos? Vamos lá:

      1) Se você quer discutir a questão de que o vegetariano/vegano é bom porque deixa de comer a “vaquinha” para comer “a plantinha”, é bom esclarecer o ponto de partida da discussão: qual é o bem defendido, a vida? Ou simplesmente porque é triste comer algo que estava se mexendo? Ou porque mais saudável? Ou porque é mais barato? Ou é na base do “me respeite”?

      2) Se a decisão parte da defesa dos seres vivos, vamos começar deixando claro que plantas e animais são vivos do mesmo jeito. Lembra quando a gente aprendeu taxonomia na escola e a professora mostrou como classificar os seres vivos até chegar em gêneros e espécies? Lê aqui, ó, tem até diagrama se for difícil: http://pt.wikipedia.org/wiki/Taxonomia_de_Lineu Enfim, se for pela defesa da vida, já ficou claro que comer vegetais é comer seres vivos também, né?!

      3) Se for peninha dos outros seres que se movem, lembre-se que, ao consumir vegetais, você está contribuindo com o desmatamento e prejudicando um monte de animais, já que a vegetação nativa costuma ser dizimada para a implantação e ampliação de cultuas especializadas. É bom lembrar que na natureza é tão comum seres vivos se alimentarem uns dos outros que existem até PLANTAS CARNÍVORAS!! Por que não vão lá conscientizar a plantinha para ela não comer o “insetinho” e até o “passarinho” que só pousou lá porque é vegetariano e “pimba!”, foi comido pelo vegetal??

      4) Se é questão de ser saudável, estritamente, uma dieta balanceada resolve. E mesmo vegetarianos podem desequilíbrios nutricionais. O que deixa o corpo saudável é mesclar uma alimentação equilibrada com exercícios regulares.

      5) Quanto ao preço, concordo plenamente: no geral, vegetais são bem mais baratos do que carne, peixe e frango.

      6) Se for na base do “me respeite”, a discussão acaba antes de começar: se você quer economizar na carne e no frango e só comer vegetais a vida inteira, realmente a escolha é sua. Mas se for apelar para o resto dos argumentos listados acima, para patrulhar a escolha dos outros, respeite nossa inteligência e fique caladinha comendo sua cenoura.

      • Esses esquerdistas/ecochatos não sabem argumentar, dói! Se for contrário as opiniões deles, enlouquecem! Não demonstram o porquê de estarem certos e sim ofendem, na tentativa descontruir os “adversários”. Cambada de hipócrita!

      • Mileta Wins! Flawless Victory!

      • Mt bom Mileta. Concordo. E digo mais, conheço Vegetarianos q tiveram sérios problemas por n ingerir carne. E tiveram q voltar a ingerir carne.

  • É muito babaca pra pouco post.

  • Receita de Polvo

    http://bit.ly/1aJoos7

  • Engraçado que boa parte das pessoas que são contra que se mate polvos para servir de alimento são a favor do aborto livre como direito humano.

    • Pois é…

    • ki porraaaaada!

      pior é que é verdade

    • Que o diga Robson Fernando.

    • Isso ninguém refuta:

      A normalidade de se extrair uma criança do ventre materno por aspiração ser mais humano que comer um bife!

  • Diálogo pai-filho em 1980:

    Filho: – Pai, que gata essa atriz da televisão!!!!!!!

    Pai: – Também acho filho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    - Diálogo pai-filho em 2013:

    Filho: – Pai, que gato esse galã da novela das oito!!!!!!!!!!!

    Pai: – Também acho filho!!!!!!!!!!!!!

  • Bela sacada do pirraia pra não comer o polvo, enganou a mãe direitinho. Amanhã será: – “Meu filho come a cebola, só um pouquinho”. filho – ” ceboia mamãe, não vou comer pq quem cortou a ceboia chorou muito para que eu pudesse comer, me sinto culpado, triste!”

  • É a maior besteira esse negócio de proteção aos animais quando tratado em relação a alimentação humana (a preservação da fauna e flora para evitar a extinção é outra coisa). Tais animais sempre fizeram parte na nossa dieta da mesma forma que uma zebra faz parte da dieta de um leão. O nome desse negócio é cadeia alimentar. Sempre foi e sempre será e é assim que caminha a humanidade.

    E outra, se vamos abolir a alimentação de seres vivos por conta da preservação devemos incluir sim as plantas pois elas também são serem vivos. Ou é mais humano matar uma planta simplesmente pq ela não pode gritar?!

  • Os vegetais não são seres vivos também? Por que não sentem compaixão pelas alfaces, tomates, xuxus? Aí dizem alguns: mas eu só como os frutos que os vegetais naturalmente dispensam. Mas ocorre que os vegetais só dispensam frutos com objetivo de reprodução e comê-los é uma violência contra a natureza destes nossos queridos amigos viventes. A solução então é viver de ar e raios de sol. Só na base da fotossíntese.

    • Ouvi isso uma vez:

      – Quem não sabe a diferença entre um vegetal e um animal, também não deve saber a diferença entre a própria mãe e uma vaca.

      • Pegando um gancho do cara que comentou que boa parte dos vegetarianos são a favor do aborto livre… Quem tem pena de uma vaca que virou bife e não tem pena de um feto que virou lixo deve dar mais valor a uma vaca que a própria filha.

        • Que viagem. Soltou um argumento qualquer, baseado em nada, nenhuma fonte nunca apontou isso. Sabe como isso se chama? Falácia

        • A porcentagem eu não sei… porém

          http://bit.ly/11emquz

    • Dá até preguiça de responder a esse tipo de argumento, mas vamos lá.

      Plantas possuem uma sensibilidade bioquímica que faz com que elas tenham duas capacidades fundamentais à sobrevivência dos vegetais: capacidade de regeneração após um dano e capacidade de crescer de forma adequada (em geral é em direção ao sol e aprofundando raízes).

      Os mamíferos, aves e moluscos, por sua vez, possuem sistema nervoso central e córtex frontal. Devido a esse aparelho complexo, têm capacidade de sentir dor, alegria, medo e prazer. Além de tudo isso, possuem consciência. O que mais tem é estudo científico sobre isso e você pode se aprofundar no assunto, mas se estiver com pressa tem uma matéria curtinha aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/quase-humanos

      É por isso que arrancar uma cenoura da terra nunca será o mesmo que degolar uma galinha. Isso sem falar na maneira como esses animais são criados.

      • Ostra tem córtex frontal e sistema nervoso central? É isso?

        Dá pra ensinar uns truques a uma ostra?

        • Completando: é pra eu me compadecer das ostras? Esses bichos tão interativos e humanos? Sururu nunca mais?

      • Lena, sou leigo no assunto, mas até onde meu limitado conhecimento me permite argumentar/questionar, já encontrei textos que refutam essa ideia de que plantas não sentem dor.
        Não sei explicar como ou se isso seria possível, mas o fato é que existem os que defendem isso e parecem ser pessoas sérias. Há um estudo, por exemplo, que faz uma correlação entre o desenvolvimento delas com diferentes tipos de música e, de algum modo, isso também é associado a uma suposta capacidade de sentir dor.
        O que você acha?

        • Faz o teste com uma cenoura…

        • Onde estão as evidências?
          Posta aqui as publicações científicas que apontam que vegetais são sencientes, que ai começamos a debater.

    • É verdade, Fernando. Afinal de contas, se comer a plantinha, ela chora! hahahaha

  • De acordo com as mais modernas teorias do estudo comportamental, a criança tem que fazer o que quiser, os pais tem a obrigação de respeitar os filhos.

    Se seu filho quiser fumar crack, deixe.

    Se seu filho quiser roubar, deixe.

    Se seu filho quiser estuprar, deixe.

    Se seu filho quiser matar, deixe.

    Se seu filho quiser largar a escola e entrar para a marginalidade, deixe.

    Se seu filho quiser ser analfabeto e vagabundo, deixe.

    Se seu filho não quiser se alimentar, deixe.

    Se seu filho quiser tocar fogo na casa, deixe.

    Se seu filho quiser dar a bunda para os namorados na sua cama, deixe.

    Se seu filho quiser roubar você e torrar todo o seu patrimônio, deixe.

    Se seu filho chamar você de otário e der um murro na sua cara, deixe.

    Se sua filha virar lésbica e fizer orgia com várias amiguinhas do baile funk na sua cama, deixe.

    Se sua filha quiser virar put@, ir pro cabaré, ir para o BBB, fazer filme pornô ao invés de estudar pra completar o ensino fundamental, deixe.

    Se sua filha quiser virar mulher de traficante ou de DJ de baile funk (ou dos dois ao mesmo tempo) e ser dançarina desses bailes, deixe.

    É isso aí pessoal, estamos em 2013, temos que aprender a respeitar a vontade dos filhos. O importante é ser moderno e estar na moda.

  • É possível que saísse uma melhor defesa do ~ vegetarianismo político ~, se o pirralho se propusesse a escrever um texto…

  • Quanto comentário idiota!! Quanta distorção do que foi dito!!

    • Incrível a quantidade de comentários idiotas.

      • Galera, normal, o Acerto de Contas é assim mesmo, sempre foi assim, são as crias do Pierre, sempre repugnantes.

  • Eu também prefiro as plantas quando elas estão de pé e não deitadas, em cima de um prato.

  • Antigamente uma criança se destacava por que conseguia resolver um problema complexo de matemática que só um professor de matemática resolvia.

    Hoje, a criança se destaca por que faz birra com comida e os pais acham lindo.

    No ritmo que vai, daqui a uns 10 anos o menino vai se destacar por que conseguiu fumar um cigarro de maconha inteiro.

    Estamos no caminho certo mesmo.

  • O meu irmão qdo criança, mastigava a carne e não conseguia engolir, enganava minha mãe e dava a carne pro cachorro. Até que ele pediu para minha mãe não por mais carne em seu prato, ele simplesmente não tolerava e não come até hoje, já com 40 anos.
    A minha filha já tinha problema com peixes, mas desde bebe ela se alimenta bem, pequena ela comia saladas, beterraba, até jiló, minha mãe fazia e só elas comiam, eu mesmo não tolerava. Mas peixe ela não gostava nem do cheiro. Eu nunca obriguei. Hoje ela já come um pouquinho de camarão ou um pedacinho de peixe se for frito, ela já tem 16 anos.
    Crianças tem dessas coisas, as vezes não gostam, as vezes não querem, as vezes é manha … nós enquanto adultos temos que saber entender e orientar no que for preciso.
    Agora esse foi o pedido mais doce que já vi … eu tambem não o obrigaria a comer o polvo.

  • Que mania dos pessoal filmar tudo. Até no pirraia comendo, tem uma cam.
    Os pais devem tá super orgulhosos. Não do pirraia, mas da quantidade de joinhas no youtube.
    Ô povo noiado!

  • Tudo é uma questão de meio termo. É como dizia o brocardo romano: a virtude está no meio.

    Com criança tem que haver um pouco de disciplina mesmo, por que se liberar geral, eles não querem nem ir pra escola, só passar o dia jogando no computador e comendo Doritos com Coca- cola e chocolate, aí não dá, os pais tem que saber a hora de intervir com um certo rigor pra o negócio não virar bagunça.

    Eu acho que todo mundo aqui brincou muito quando era pequeno mas os pais colocavam limites, havia a hora de ir para a rua brincar, de estudar, de comer, de de ir pra casa dormir etc. Ser uma criança feliz não significa deixar a criança fazer o que quiser, essa liberdade sem limites pode dar uma ideia errada de mundo à criança.

  • bichinha das plantas

    • kkkkk

  • É possível viver bem e não ter nenhuma doença/fraqueza, sem carne. Mas, não é uma dieta “barata”. Não dá pra competir, tudo que é mais natural é mais CARO:

    Arroz integral x Arroz comum
    Suco x Refrigerante
    Soja, Castanha x Carne
    Frutas X Lanches (biscoito…)

    É lamentável ver a “veganofobia” aqui, um espaço onde sempre se cultua o livre pensamento. É uma pena mas, quando for tarde demais, muitos vão querer entrar em dietas… Não é triste ver alguém com 49 anos morrendo como o Marcio Ribeiro, de complicações cardíacas?

    De onde vem o câncer e tantas doenças que os médicos não conseguem demonstrar a origem? Não estaria na alimentação?

    Vocês acham que se uma pesquisa, por exemplo, que dissesse que 5% das pessoas que bebem Coca-Cola semanalmente teriam câncer em 10 anos, teria alguma repercussão na mídia?

    Os prejuízos financeiro que se teriam se as pessoas fossem alertadas e deixassem de consumir determinados alimentos e suas consequências na geração de empregos, investimentos em marketing… são incalculáveis!

    Como diz a canção, “Imagine all the people” sem precisar ir a médicos, tomar remédios (em excesso), pagando menos imposto ( já que não se gastaria tanto com o SUS), sem precisar faltar ao trabalho…

    Mas a regra capitalista (levada ao extremo) é bem simples: faça tudo que for possível para conseguir dinheiro, depois gaste tudo que conseguiu com sua saúde. No final, tudo que vc conseguiu volta pro sistema.

  • Não vou gastar meu tempo refutando cada um dos argumentos, pseudoargumentos e esperneios colocados nos comentários.

    Só gostaria que as pessoas que veem a beleza e o valor da epifania de Luiz Antonio também se manifestassem nos comments, e não apenas os trolls reacionários que acham que “Sempre foi e sempre será e é assim que caminha a humanidade” (essa frase citada acima pelo Ivo poderia ser usada para defender as maiores barbáries da história).

    No mais, é isso aí. A fé está nas crianças e nos mais jovens mesmo, que não têm a cabeça tão fechada e – veja que brilhantes – não fingem ignorar as diferenças fundamentais entre uma planta e um bicho.

    • Guilherme, não desanime! A idéia foi boa mas veio na hora errada e isso deve ter te ensinado a ver a importância da ciência do marqueting. Embora não tenha tido problemas com a balança, sou diabética e tenho pressão alta e parte dessas duas desgraças decorreu de desatenção ou impossibilidade na escolha dos alimentos. Mas realmente sai caro fazer dieta e ser natureba e uma conferida nos preços da Mundo Verde comprova isso. Além do quê, insulina de primeira está muito cara. Recomendo atenção para isso a todos os leitores pois existem ações preventivas e tem gente que diz que a vida de um diabético pode ser legal mas, na verdade, é uma droga!

    • Vamos lá Guilherme, não sei o que você entende por indução lógica, mas achar que o fato de eu usar o termo “assim caminha a humanidade” em relação da dieta básica do homo sapiens ser composta por carne e que isso não é algo errado, do ponto de vista ético, significa que eu seja reacionário isso sim é coisa de troll.

      Eu não acho que ser vegetariano é algo bom ou ruim, melhor ou pior do que quem não é. Cada um tem seus gostos. Se a pessoa prefere se alimentar apenas de vegetais está em todo seu direito. E também concordo que há vários benefícios neste tipo de alimentação.

      O que eu quis dizer, e não sei se você foi capaz de compreender, é que ser vegetariano simplesmente pela questão de preservação é no mínimo hipocrisia. O que difere uma planta de um animal? São todos seres vivos e todos, em tese, deveriam ser igualmente preservados.

      Que há diferenças entre animais e vegetais isso é óbvio, mas gostaria apenas que você me listasse os pontos, na sua opinião, que fazem a fauna mais importante que a flora para o nosso Bioma.

      O engraçado de pessoas que tem a mente pseudoabertas é achar que todo argumento que não segue sua mesma linha é coisa de gente troll, mente fechada ou reacionária.

      • Ivo, deita na BR vei . Primeiro q tu n faz a menor ideia do que seja um troll. Depois que o argumento tradicionalista do “sempre foi assim” é um geiser de merda mole que vai daqui até a estratosfera, né meu querido? Puta merda, vai defender a escravidao e o machismo assim tambem?

        • Outro que não sabe o significado da palavra Indução Lógica. Cara, por favor, me diga porque o fato de eu ter usado o termo para um contexto específico (biologia humana) faz com que eu tenha mesma opinião para todos os contextos?

          Eu me referi a esse contexto específico e apenas a ele. Eu não me lembro de ter visto em qualquer um dos demais posts qualquer referência a outros temas.

      • “O que difere uma planta de um animal? São todos seres vivos e todos, em tese, deveriam ser igualmente preservados.”

        Ah, cara, esse ponto já foi explicado e re-explicado alguns milhões de vezes internet afora. Procurar aí no google. Dica: “senciência”.

  • Aproveitando a onda do politicamente correto, tem esse vídeo que é bem engraçado:

    http://www.youtube.com/watch?v=307Dnx_UHMM

    • kkkkk

  • Agora que vi que o vídeo não está lá.
    É preciso assistir o vídeo para entender a ideia…
    Link: http://www.youtube.com/watch?v=NX4O6smZrLE

  • eu acho q a mae do menino deveria falar que a questao de comer a carne dos “animalzinhos” nao tem haver com insensibilidade ou falta de amor. é simplesmente pelo fato que isso é da natureza humana, de que devemos comer carne para adquirir as substancias que precisamos para sobreviver. qd vc mata um animal para comer, vc nao está sendo cruel. vc seria cruel se vc estivesse matando o animal por um motivo futil, ou por diversão. deveria ser ensinado para ele tb que as “plantinhas” tb morrem, do mesmo jeito q os animais. a diferença é que vc percebe o sofrimento de um e do outro nao.
    eu tentaria fazer o menino comer carne. agora se ele nao continuasse gostando, eu respeitaria e o ajudaria. agora q seja porque ele realmente nao goste de carne, nao ache gostoso e nao pq eles simplesmente morrem pq isso nao é justificativa

    • Matheus, você descreveu exatamente a minha opinião.

  • O texto é bem ruim, mas infinitamente pior são os comentários imbecis.
    Cara, é espantoso como um blog tão bom (que, como qualquer outro, dá suas escorregadas) seja poluído com comentários tão idiotas.

    • Oh, em busca do mundo perfeito…

      Textos lixo são tratados com comentários lixo… e olhe que o pessoal aqui é até bem humorado…

    • Eu penso diferente, a graça está justamente nos comentários.

  • É uma esperança, mesmo! Principalmente,em meio a tanta gente insensível e imbecil!

  • Parabens pelo artigo Guilherm.Essa e uma crianca indigo.

  • Parabéns e obrigado, Guilherme, por esse artigo. E também meus infinitos parabéns ao menininho, por ter mais cérebro e coração do que essa nojeirada que caga comentários reaças por aqui.

    • Comerei hoje sem dó nem piedade uma bela maminha em sua homenagem!

      A noite vou traçar uns caranguejos… codornas e, quem sabe, um belo bife de vitela!

      • Boa, eu usava esses argumentos quanto tinha 13 anos e queria irritar alguem que também tinha 13 anos.

        • Estou evoluído! Tenho apenas 11!

          Hehehe obrigado por me mostrar que sou uma pessoa a frente do meu tempo!

    • Refutação que é bom nada.

      • Refutar o que?

        Gosto de comer carne sangrando, na brasa… comer costeletas e pobres vaquinhas sofridas! Gosto de comer uma bela peça de contrafilé oriunda de um pobre ruminante!

        O que há para refutar nesse texto?

        A pessoa é livre para dar o cuh, mas não é para comer uma maminha?

        • É cada coisa. Agora o cara tem que justificar o motivo de comer carne! O “É bom!” não basta?. Eu também Demetrius, quando posso me reúno com meus amigos e vou comer uma bela maminha ou picanha.

  • Muito bom! Uma pena que diante de cenas assim pessoas como essas que estão aqui comentando passem por cima do raciocínio e dos sentimentos das crianças e tentam ao máximo convencê-las de que comer carne é necessário ou natural.

    A alimentação humana é culturalmente estabelecida, como fica óbvio para qualquer pessoa que observe as diferenças gritantes de um país para o outro. Comer ou não comer carne não é uma questão de natureza, mas de escolha.

    Galinhas, porcos, polvos, bois e afins não podem ser comparados a plantas pelo simples fato de que os vegetais não possuem sistema nervoso, o aparato necessário para sentir dor e medo, como acontece com os animais que são diariamente torturados e mortos para alimentar pessoas.

    Antes de desconsiderar o que as crianças sentem e desdenhar do que os vegetarianos argumentam, experimentem pensar um pouco no assunto. Refletir a respeito não vai machucar ninguém.

    • As plantas também reagem a certos estímulos de agressões ou ameaças.

      Todo elemento dotado de vida reage de alguma forma a ameaças externas, simplesmente por que a “lógica” da vida é permanecer viva. Até as mais elementares e prosaicas bactérias desenvolvem as mais inteligentes e dinâmicas mutações a antibióticos super potentes. Toda forma de vida sempre “lutará” para permanecer viva e se adaptar às modificações ameaçadoras do meio (Darwin, dedicou a vida a explicar isso).

      Existem bactérias que habitam o planeta há muitos milênios e só conseguiram tal façanha por que foram inteligentes o suficiente para conseguir sobreviver e se multiplicar. O código de sustentação da vida pode ser brevemente explicado pela fórmula: concepção, adaptação/mutação, sobrevivência ao meio e multiplicação.

      Dentro dessa perspectiva, seria tão criminoso comer carne de boi ou uma planta, você estaria atentando do mesmo jeito contra a vida arquitetada por esse ser magnificamente superior chamado natureza.

      De forma bem simplificada, é possível dizer que um boi, um ser humano e uma planta tem o mesmo objetivo nesse planeta: sobreviver (via adaptação) e se multiplicar. Essa é a razão-máter de qualquer elemento vivo no universo. A existencialidade do ser vivo se resume primordialmente a sustentar a vida. A marcha da própria natureza segue na direção da manutenção e expansão ininterrupta da vida, desde que a matéria brotou do nada na explosão do Big Bang há 14 bilhões de anos.

    • Esse argumento de que planta não sente dor constitui uma imbecilidade bem maior do que aquelas que vocês enxergam nas postagens “reaças”. Postagens estas que que desagradam a turma do politicamente correto pelo simples fato deles não conseguirem argumentar contra de uma maneira decente.

      • Todo ser vivo é adaptado para sobreviver de acordo com suas necessidades e seu ambiente. O sistema nervoso central é fruto do processo evolutivo e existe em alguns seres que precisam dele para sobreviver. Esses seres são os mamíferos, as aves e os moluscos.

        Os insetos, bactérias, plantas e outros seres sobrevivem sem esse mecanismo, por isso não possuem o aparato necessário para sentir.

        É super simples, só não entende quem não quer.

        • Lena, uma simples ameba se afasta de um estímulo negativo na tentativa de sobreviver.

  • A quantidade de comentários estúpidos aqui é de assustar. Não sei se mais por saber da existência concreta de mentes tão tacanhas ou por ter pena da burrice alheia. Há nesses comentários problemas básicos de lógica e compreensão. Fico chocada e envergonhada.
    Mas que lindo o menino, um sopro de sensibilidade. Se pudéssemos olhar com esse frescor pra muitas questões já normatizadas que nos envolvem seria maravilhoso.

  • Nossa, quantas pessoas reacionárias e cheias de ódio no coração (apesar de disfarçado). só melhorem, galera (:

    muita vergonha alheia de ler esses comentários.

  • Porra, esses posts de politicamente correto é um chute no ovo, é pior que tá na cadeira do dentista.

    Cadê os posts da telexfree pra animar e dar uma sacudida na galera?

  • seje um açossiado telesfri

    na telesfri o çuçeçu istá ao çeu aucançi.

  • Pai: “Maria, o junior apareceu com um tablet. Nem temos como comprar um para ele”.
    Mãe: “João, vou falar com ele”
    Minutos depois……….
    Mãe : “Olhe João, ele disse que pegou de um menino rico da sala dele. Disse que estava fazendo justiça social contra a burguesia exploradora. Raciocínio muito lógico para um menino de 4 anos.”
    Pai : “Ah,tá. então sendo assim fico feliz. É gratificante ver uma criança de 4 anos com tal sensibilidade para a causa social”.

    Ridículo, não ? Pois é. Mas está aí a essência do texto acima. Até simpatizo com a causa vegan, ciclística e naturalística o problema é essa ânsia de posarem como salvadores do mundo, mentes evoluídas contra ogros malvados e etc.

    • Pois é, essa é a filosofia do bolsa-família: tirar de quem trabalha (sociedade malvada) e dar aos pobres coitados (dentre os quais muitos são cachaceiros e noiados).

      Depois do PT virou moda esse negócio de justificar vagabundagem, esmola, demagogia e assistencialismo barato jogando a culpa na classe média opressora e malvada.

      Você é bonzinho desde que faça parte dos coitados dependentes das esmolas do governo e vote na turma de vermelho (que finge que é pobre mas tem apartamento triplex nas áreas mais caras e exclusivas de Nova York e Paris).

  • Nossa Júlia pura verdade! Ao garoto Luiz só tenho a agradecer por nos fazer reviver a essência da pureza. Aos amigos comentaristas segue a mensagem que disparo ao meu filho mais velho… Não se troque com uma criança de 3 anos.

  • 14/01/2013

    Lágrimas por um panda

    Em 500 anos, não seremos lembrados como a geração do iPad, porque ele será mais parecido com a idade da pedra do que com o que existirá em termos de tecnologia.

    Seremos lembrados como a era da vulnerabilidade e do sentimentalismo barato. Somos uma cultura de frouxos viciados em conforto, que se lambem o tempo todo e culpam os outros por tudo.

    Proponho a leitura de dois livros que ainda não têm tradução para o português (até onde sei), infelizmente. O primeiro, já antigo, de 2004, do sociólogo inglês Frank Furedi, “Therapy Culture: Cultivating Vulnerability in an Uncertain Age” (cultura da terapia: cultivando a vulnerabilidade numa era incerta), ed. Routledge, London.

    O segundo, de 2011, do psiquiatra inglês (já falei dele nesta coluna e vou repetir mil vezes até alguma editora se tocar e publicá-lo no Brasil) Theodore Dalrymple, “Spoilt Rotten: The Toxic Cult of Sentimentality” (podre de mimado: o culto tóxico do sentimentalismo), da Gibson Square, London.

    Furedi é um egresso da formação frankfurtiana, portanto, de esquerda, mas com forte influência do trabalho do historiador americano Christopher Lasch, um dos desbravadores da categoria de narcisismo como matriz da alma contemporânea.

    Dalrymple, psiquiatra de cadeias e hospitais dos pobres ingleses, que atuou anos na África, identificado com o pensamento conservador anglo-saxão, explode muitas das soluções da psicologia social foucaultiana a partir de sua experiência clínica: as pessoas não são vítimas de sistema nenhum, e o serviço público, quando institucionaliza esta crença idiota no “sistema”, faz das pessoas retardados morais.

    Já é hora de ultrapassarmos a barreira da ignorância alimentada pela esquerda brasileira, que gosta de identificar o pensamento conservador anglo-saxão com fascismos racistas, religiosos e sexistas. Pura má-fé deles. Estão morrendo de medo de quem não tem mais medo deles. Risadas?

    A marca do pensamento conservador anglo-saxão é seu empirismo cético contrário às especulações que marcam a crítica social francesa e alemã do século 20. Como diz a historiadora conservadora americana Gertrude Himmelfarb, “a realidade não parece encorajar especulações”.

    Esquerda e direita podem, sim, dialogar quando não está em questão “propor” mundos ideais, mas sim identificar nossas misérias
    contemporâneas.

    Mas o que vem a ser a cultura da terapia e seu culto da vulnerabilidade (Furedi)? Trata-se da contaminação da cultura pela ideia de que todos temos problemas e devemos confessá-los publicamente, e, por isso mesmo, somos vítimas eternas.

    Ninguém é, de fato, responsável pelos males que faz, mas sim vítima de “problemas psicológicos ou sociais”. Vejamos dois exemplos dados por Furedi em seu livro.

    O primeiro se dá no Reino Unido. Empregado negro acusa patrão de racismo. Abre um processo. Apesar de outros empregados afirmarem nunca terem visto atitudes racistas no patrão, ele é condenado sob a alegação de que, se o empregado negro se sentiu constrangido, é o bastante, porque somos racistas inconscientemente, porque o “inconsciente é ideológico”, como numa espécie de doença psicossocial. Hilário, não?

    O segundo caso se dá nos EUA. Um bebê é encontrado morto na casa dos pais pela avó materna. A mãe, que estava num bar bebendo com o pai da criança no momento, quando julgada, argumenta que não tinha sido criada pela mãe com o afeto correto, por isso não tinha aprendido a ser mãe. Ridículo?

    E o que vem a ser o culto do sentimentalismo barato (Dalrymple)? Entre vários sintomas, um dos mais fortes se sente na educação.

    Toda criança é linda, boa e pode amar seus colegas. Hoje em dia, todo mundo tem problema. Um dia, será proibido reprovar um aluno sob pena de que você está sendo insensível para com seus limites psicológicos ou sociais.

    Outro sintoma é a obrigação das pessoas mostrarem que “care” (se importam) com alguma coisa. Se você colocar a foto de uma criança africana pobre no “Face”, você come (quase) todo mundo.

    Chore por um panda e defenda o aborto de crianças. Você será top na balada.

    Luiz Felipe Pondé

    http://bit.ly/10FMYcs

  • 17/12/2012

    Branca de Neve azeda

    Fazer a cabeça das crianças sempre foi um dos pratos prediletos do fascismo. Agora, nem a Branca de Neve escapa, coitada, do ódio dos fascistas. O conjunto de “estudos” que se dedica a fazer a cabeça das crianças é parte do que podemos chamar de “oppression studies”.

    Você não sabe o que é?

    “Oppression studies” é uma expressão usada pelo jornalista americano Billy O’Reilly, da Fox News, para se referir às “ciências humanas engajadas no controle das mentes”. Explico.

    Reprovou um aluno? Opressão. É preguiçoso? Não, a sociedade te oprimiu e fez você ficar assim. Um ladrão te assaltou? Ele é o oprimido, você o opressor. Aliás, sobre isso, vale dizer que, com a violência em São Paulo, devemos reescrever a famosa frase do Che: “Hay que enfiar la faca en la cavera, pero sin perder la ternura jamás”.

    A frase dele, assinatura de camisetas revolucionárias, é: “Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”. Essa camiseta é a verdadeira arma contra gente como ele. Os americanos deveriam afogar o Irã em Coca-Colas, Big Macs e pílulas anticoncepcionais para as iranianas transarem adoidado com seus amantes.

    Convidou uma colega de trabalho para jantar? Opressão! Você é um opressor por excelência, deveria ter vergonha disso. Não é um amante espiritual do Obama? Opressor! Come picanha? Opressor! Não acha que a África é pobre por culpa sua? Opressor! Suspeita de que o sistema de cotas vai destruir a universidade pública criando um novo espaço de corrupção via reserva tribal de mercado e compra de diplomas de escolas públicas? Se você suspeita disso, é um opressor! Acha que uma pessoa deve ser julgada pelos seus méritos e não pelo que o tataravô do vizinho fez? Opressor! Anda de carro? Opressor! Ganhou dinheiro porque trabalha mais do que os outros? Opressor!

    Os “oppression studies” sonham em fazer leis. Por exemplo, recentemente, um comitê de gênero (isto é, o povo que diz que sexo não existe e que tudo é uma “construção social”, claro, opressora) desses países em que o “mundo é perfeito” teve uma nova ideia.

    Esses caras (ou seriam car@s?) querem proibir qualquer propaganda ou programação infantil que reproduza imagens de mulher sendo mulher e homem sendo homem. Não entendeu? É meio confuso mesmo. Vamos lá.

    Imagine uma propaganda na qual existe uma família. Segundo os especialistas em “oppression studies”, para a marca não ser opressora, a família não pode ser heterossexual, porque se assim o for, o “espelho social” (a imagem que a mídia reproduz de algo) fará os não heterossexuais se sentirem oprimidos.

    O problema aqui não é que as pessoas devem ser isso ou aquilo (melhor esclarecer, se não eu viro objeto de estudo dos “oppression studies”), mas sim por qual razão esses cem car@s (não são muito mais do que isso), que não têm o que fazer na vida a não ser se meter na vida, na família e na escola dos outros, têm o direito de dizer o que meus filhos ou os seus devem ver na TV? Até quando vamos aturar essa invasão da vida alheia em nome dos “oppression studies”?

    Contos de fadas como Branca de Neve, Cinderela e Gata Borralheira são grandes objetos de atenção dos “oppression studies”. Claro, as três são oprimidas, por isso gostam dos príncipes. Se fossem livres, a Branca de Neve pegaria a Cinderela. Humm… não seria uma má ideia….

    Veja o lixo que ficou a releitura da Branca de Neve no filme que tem a atriz da série “Crepúsculo”, a bela Kristen Stewart, como a Branca de Neve. Coitada…

    A coitada tem que terminar sozinha para sustentar sua posição de rainha “empoderada”, apesar de amar o caçador (passo essencial para libertar nossa heroína da opressão de amar alguém da nobreza, o que seria ainda mais opressor).

    Os “oppression studies”, na sua face feminista, revelam aqui o ridículo de sua intenção: fazer de toda mulher uma mulher sem homem porque ela mesma é o homem. Todo mundo sabe que isto é a prova mais banal da chamada inveja do falo da qual falam os freudianos. Fizeram da pobre Branca de Neve uma futura rainha velha e sem homem. Ficará azeda como todas que envelhecem assim.

    Luiz Felipe Pondé

    http://bit.ly/10FNuaA

  • 12/11/2012

    Os ungidos

    Pelo amor de Deus, não confie em intelectuais pedindo emprego em órgãos executivos. Não estou enterrando meu próprio time, estou apenas dizendo onde devemos jogar.

    A função do intelectual é ler, escrever, dar aula, orientar pesquisas, participar do debate público, mas não assumir funções executivas porque somos obcecados por nossas visões de mundo, corretas ou não, somos monstruosamente vaidosos e pouco democráticos, pelo contrário, adoramos o poder, e nos achamos superiores moralmente.

    Qualquer um sabe o escândalo de como os intelectuais compactuaram com todo tipo de violência (criadora ou não… risadas?) desde o século 18.
    O último lugar onde se deve olhar quando buscarmos líderes é um departamento de humanidades.

    As ciências duras geram produtos técnicos, testáveis e que quando erram são mais facilmente identificáveis. E se nem sempre o são, a causa é aquilo que o epistemólogo Imre Lakatos chamava de conteúdos exteriores ao “rational belt”, ou cinturão racional, ou seja, componentes exteriores ao próprio método científico, como fatores políticos, econômicos, morais, psicológicos.

    Nas ciências humanas se pode dizer tudo, porque nada é testável, e normalmente quando se erra, se inventa alguma hipótese “ad hoc” (basicamente, neste caso, desculpas chiques) para justificar.

    Tanto no marxismo quanto no cristianismo, hipóteses “ad hoc” funcionam porque ambas são especulações e nada mais. No cristianismo se diz “a igreja traiu Cristo”, no marxismo se diz “a União Soviética traiu a causa da liberdade”.

    Quando um de nós assume cargos de gestão, começa a inviabilizar qualquer iniciativa que não reze na cartilha de suas teorias salvacionistas.

    Torquemada, o grande inquisidor espanhol do século 15, patrono dos intelectuais em ministérios ou secretarias, se sentia moralmente superior queimando hereges.

    Concordo com isso tudo que escrevi acima, mas esta crítica não é minha. Ela está na obra de um intelectual americano negro quase desconhecido no Brasil. Friso que ele é negro porque quase todo mundo, devido a nossa atávica ignorância com relação ao pensamento norte-americano que não seja o blá-blá-blá do Partido Democrata e da “new left”, pensa que conservador americano em política é sempre branco babão e estúpido.

    A razão desta ignorância é porque nossos alunos só podem ler o que achamos que está certo, e sonegamos o resto.

    Thomas Sowell é praticamente desconhecido entre nós, apesar de termos a excelente tradução de sua obra capital “Intelectuais e Sociedade”, pela É Realizações.

    “Ungidos”, título da coluna de hoje, é um termo usado por Thomas Sowell no seu “The Vision of The Anointed, Self-Congratulation as Basis for Social Policy”, Basic Books, 1995 (a visão do ungido, autocongratulação como base para política social). Esta obra é uma excelente “entrada” para conhecer seu pensamento. Uma das vantagens é que ela é bem menor e menos complexa do que “Intelectuais e Sociedade”.

    Nela, Sowell mostra como esta classe de ungidos (a esquerda que tem formado a maior parte das políticas públicas nos EUA e Ocidente em geral) falou besteiras nos últimos anos, principalmente em três áreas: 1. “Guerra à pobreza” (suas ideias apenas pioraram a miséria), 2. “Educação sexual” (destruíram a família, os laços afetivos e a relação entre homens e mulheres) e 3. “Justiça e combate ao crime” (criaram um blá-blá-blá que o criminoso é criminoso porque é vítima da sociedade e, portanto, se você é assaltado, a culpa é sua, e não dele, o que só piorou muito a segurança pública).

    O padrão de funcionamento deles é basicamente dizer/fazer o seguinte: 1. Catástrofes vão acontecer e não percebemos, só eles. 2. Ação urgente necessária que só eles sabem qual é. 3. Necessidade de medidas drásticas, criadas por eles, uma minoria ungida e mimada, para uma maioria ignorante. 4. Desprezo por todo argumento contrário, acusado de ser coisa de gente malvada, desinformada, irresponsável e motivada por interesses duvidosos (eles, claro, são movidos pela pureza de coração).

    Você reconheceu o padrão?

    Luiz Felipe Pondé

    http://bit.ly/10FOwmN

  • 10/12/2012

    Seis passos para felicidade

    Recentemente soube que alguns países querem endurecer ainda mais as leis antifumo: não pode fumar no carro, para fumar tem que ter uma carteirinha, quem nasceu a partir do ano 2000 não pode comprar tabaco. Esperamos, com a boca escancarada e cheia de dentes, a morte chegar. Mas, bem saudáveis. Hoje em dia, Raul Seixas vomitaria na plateia.

    A “qualidade de vida” é uma das novas formas de puritanismo, sendo o feminismo uma outra (o feminismo é a nova repressão da sexualidade).

    A felicidade e o bem-estar são as chaves da vida contemporânea. Vale tudo para ser feliz.

    Qualquer discussão moral é pura afetação ética. Uma época dominada pela felicidade é uma época boba. Mas não estou sozinho nesta sensação: Aldous Huxley, escritor inglês, pensava a mesma coisa.

    Quando olhamos para a história da ética, vemos que o utilitarismo inglês é o modo dominante da vida contemporânea. Para mim, pessoa um tanto desconfiada de quem passa a vida querendo ser feliz, isso tudo parece “limpinho” como um hospital. Jeremy Bentham (1748-1832), pai do utilitarismo, chegou mesmo a pensar num cálculo utilitário para otimizar a felicidade.

    O principio utilitário afirma que o homem foge da dor e busca o prazer (o bem-estar). Logo, devemos fazer uma sociedade que vise produzir em larga escala a felicidade, o prazer e o bem-estar. E chegamos ao nosso mundo de gente que sonha em ficar com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar, mas com saúde. A vida e a sociedade dominadas pela busca do bem-estar parecem tornar o homem menos homem.

    O cálculo utilitário tem seis passos: 1. Intensidade: o prazer dever ser o mais intenso possível. 2. Duração: o prazer deve durar o máximo de tempo possível. 3. Certeza: cuidado para não produzir um prazer que não é o que você deseja com aquele ato. 4. “Remoticidade” (remoteness): o prazer deve causar efeito imediato ou o mais rápido possível. 5. Fecundidade: o prazer A deve gerar o prazer A1, o A2 e assim por diante. 6. Pureza: cuidado para não gerar desprazer ao invés de prazer.

    Será que você já não põe isso mais ou menos em prática do seu dia a dia? Mas, dirão alguns, Bentham era um controlador, porque ele sempre pensava em termos de um centro (expert) controlando a periferia (as pessoas comuns).

    Bentham ficará conhecido como o utilitarista antidemocrático, sendo John Stuart Mill (1806-1873) o utilitarista democrático. De acordo com este, maior representante da segunda geração de utilitaristas, a sociedade (os indivíduos) deve livremente buscar esse prazer.

    Mas o que percebemos é que, ainda que Mill falasse muito em liberdade e contra o abuso de poder (cara simpático para a moçada que gosta de falar coisa bonitinha, tipo Obama), não adianta acusar o “centro do poder” de controlador, porque são as próprias pessoas que querem os seis passos para a felicidade de Bentham.

    Isso cria o efeito de esmagamento típico do puritanismo de massa em que vivemos: saúde e felicidade. Fizéssemos um plebiscito, quase todo mundo escolheria uma gaiola feliz.

    “Comunidade, identidade, estabilidade.” O bem é sempre para todos, a identidade é o que nos une, a vida deve ser estável. Slogan que venderia bem no mundo para o qual seguimos a passos largos com esse utilitarismo social em que vivemos, com um controle cada vez maior dos gestos, do pensamento e dos hábitos em nome da “comunidade, identidade, estabilidade”.

    Esse era o slogan do mundo perfeito que Huxley criticou em seu “Admirável Mundo Novo” (1932), mas podia ser o de qualquer um dos proponentes bonitinhos do controle político da vida em nome do bem.

    Louis Pojman, professor de filosofia da Academia Militar de West Point (EUA), chama isso de “tragédia da liberdade”.

    Toda liberdade pressupõe riscos, e toda sociedade pautada pela felicidade social não suporta a liberdade. Estamos caminhando a passos largos para uma dessas.

    Toda a cultura intelectual está infestada de amor à felicidade social e de ódio ao indivíduo. O pesadelo totalitário não passou. Agora ele vem sob o disfarce da opinião pública e da vontade coletiva.

    Luiz Felipe Pondé

    http://bit.ly/10FOL1e

  • 03/09/2012

    Marketing social

    1. Ser gay está na moda. 2. Ter filha solteira é legal. Mulher não precisa de homem. 3. Não dou valor a dinheiro. 4. Não tenho preconceito. 5. Os homens hoje lidam bem com mulheres que ganham mais do que eles. 6. Minha tia é muito bem resolvida. 7. Vivemos uma crise de valores. Meus valores não são materiais. 8. Existem pessoas que não se vendem. 9. Meu pai me ensinou a ser digno. 10. Não tenho religião, tenho espiritualidade.

    Eis alguns exemplos de papo-furado contemporâneo. Trata-se de marketing social. Filho do politicamente correto, grande exercício de lixo cultural.

    O marketing social vende mentiras como verdades porque serve a agendas ideológicas de quem as produz. As outras pessoas apenas as repetem para aliviar seus fracassos pessoais ou para vender uma boa imagem social de si mesmas.

    Como sempre, a mentira rege o mundo. Não somos mais pecadores, mas continuamos mentirosos. Eliminou-se da agenda moral a consciência do mal como parte de nós mesmos, ficou apenas o hábito contumaz da mentira.

    Eis dez teses contra o marketing social:

    1. Ser gay não está na moda. A maioria esmagadora do mundo é indiferente ao tema. Isso não significa nada “contra”. Se não fosse o fato de grande parte das pessoas que trabalha com cultura (mídia, arte, universidade) ser gay, ninguém daria bola para o assunto. A própria “teoria de gênero” que afirma que você pode ser sexualmente o que quiser é uma invenção de militantes gays e feministas.

    Além, é claro, da grana que grande parte da população gay tem por ser constituída de profissionais altamente qualificados que não têm filhos, até “ontem”. Agora, ficarão pobres como os héteros.

    2. Mãe solteira é péssimo. E, sim, mulher precisa de homem. Sem homem, a maioria revira no vazio da cama. E vice-versa. Mãe solteira é opção para quem não tem mais opção afetiva ou é coisa de gente altamente narcisista. E para a criança é péssimo. Gente que abraça o marketing social, além de mentirosa, é muito egoísta. O mundo inteligentinho está cheio de gente ressentida que prega essa bobagem.

    3. Todo mundo dá valor a dinheiro, principalmente quando não tem. Quem mais diz que não dá valor a dinheiro, é justamente quem mais dá. Dizer “não dou valor a dinheiro” prepara o terreno para se pedir dinheiro emprestado ou justificar dívidas não pagas.

    4. Todo mundo tem preconceito. Quem diz que não tem, normalmente acha meninas virgens doentes, mulheres que cuidam dos filhos umas idiotas, religiosos burros, os EUA uma nação do mal e Obama um santo. A maioria continua tendo preconceito contra gay, mulher que transa muito e homem chorão. Eu, por exemplo, tenho preconceito contra gente bem resolvida e que diz que não tem preconceito.

    5. Nenhum homem lida bem com mulheres que ganham mais do que ele. A menos que ele tenha problema de caráter. É sempre um sofrimento que se enfrenta dia a dia, sonhando com seu fim. Nem as mulheres bem-sucedidas lidam bem com homens fracassados. Muitas “rezam” para que seus maridos falidos ganhem mais ou, pelo menos, o mesmo que elas.

    6. Ninguém é bem resolvido, somente os mentirosos, principalmente tias solitárias que fingem ser donas de seus afetos.

    7. Valores são sempre materiais, ligados a poder, patrimônio, sucesso, reconhecimento. Não existe “crise de valores” porque nunca existiram valores sólidos, a moral pública sempre foi fundada na hipocrisia e na superficialidade de julgamento do comportamento alheio.

    8. Todo mundo tem um preço, sempre menor do que se imagina. Às vezes as pessoas se vendem por muito menos do que dinheiro, se vendem por afetos baratos, promessas falsas e deuses vagabundos.

    9. Aprende-se muito pouco com os pais, na maior parte do tempo, o que nos define é o temperamento e as circunstâncias da vida. Aristóteles mesmo dizia que ética é uma ciência imprecisa dominada pela contingência. Quem elogia demais os pais, está ocultando suas vergonhas.

    10. Esse negócio de “espiritualidade” é religião sem compromisso. Produto de butique. Pessoas “espiritualizadas” são normalmente as piores e mais indiferentes.

    Luiz Felipe Pondé

    http://bit.ly/10FPsYv

    • Pernambucano!! q orgulho da terrinha!

  • Isso é frescura de filho de rico!

    Queria ver se esse pirraia acordasse pela manhã e só tivesse cuscuz com margarina!

    Se você é um PNC que só quer comer brócolis, vá comer seus talos na PQP! Mas não me encha o saco por eu comer o que quero!

    Tudo o que é “cool’ eu abomino! Bando de satanás do KCT!

    Só um retardado mental pra achar que andar de bicicleta aos domingos, comer mato e ser ateu vai fazer um mundo melhor!

    • Isso é verdade, se fosse filho de favelado devorava o polvo em poucos segundos.

      Filho de classe média passa 2 horas olhando para o prato, fazendo beiçinho, charminho, e tem pai que acha lindo e ainda tira foto da cara de enjoado do menino pra colocar no facebook.

      Filho de pobre não tem tempo de ficar filosofando à mesa.

      Filho de classe média quer bancar o “cool” e come pensando em quantas árvores morrem enquanto ele come.

      É muita palhaçada pro meu gosto.

      • Eu fico pensando o que os empedernidos defensores dos animais, pessoas incapazes de atentar contra a vida de qualquer ser vivo ( tirando as plantas, no caso delas eles colocam na cabeça que elas não sentem dor e tudo certo), que pregam o respeito ao mesmo tempo que desrespeita os pensamentos contrários, fazem quando estão tentando dormir e as muriçocas não deixam. Será que eles lembram que elas são seres vivos e para não matá-las, deixam que elas continuem perturbando o seu sono e sugando o seu sangue??

        • Celso, eu queria ver era alguém negar o tratamento com antibiótico pra filho com meningite. Afinal, as bactérias também são seres vivos, não ?

      • Dá um McLanche Feliz para um moleque desse pra ver se ele não come o boi, a vaca, o bezerro… come até os abortos das vacas paridas!

    • Tenho uma amiga pediatra que atende pelo SUS e em plano de saúde. Ela disse que filho de pobre é muito melhor para examinar, pois em geral é uma criança que não tem frescura. Já no serviço privado ela diz que é a maior frescura pro moleque ser examinado chegando ao cúmulo de mães ficaram implorando para bebezinhos de 9-10 anos deixarem o exame ser realizado. Muito fricote, mesmo!!

    • É por aí….

    • É por aí….. Se esse fdp passasse fome, não ia dar tempo nem da mae dele colocar o prato na mesa…

  • Fosse meu filho eu dava uma surra de revista Carta Capital dobrada

  • Eu acho incrível uma coisa…

    Hoje você é livre para ser penetrado por outro homem pelas vias cagatórias, vulgo tripa gaiteira, e todo mundo acha isso o máximo! Beleza…

    Agora se eu comer uma ripa de costela, eu sou um amaldiçoado dos infernos!

    Já que você quer dar o cuh, me deixe comer carne! Não se meta nos meu interesses e eu não vou me meter nos seus!

    • Um dos melhores comentário de todos os tempos…

      kkkkkkkkkkkkkk

      • *comentários

    • É tudo uma questão de moda.

      A moda agora é cobra com cobra e aranha com aranha.

    • Gênio!

    • o que uma coisa tem a ver com a outra, criatura????

  • Carne ou não carne, na minha casa tem uma só regra: meu filho come O QUE EU BOTAR NA MESA, comprado com O DINHEIRO DO MEU TRABALHO, period.

    Exceção feita aos frutos do mar, porque eu não gosto deles. O sabor não me agrada. Entrementes, ainda assim eu jamais impediria meu filho de experimentar um peixe ou uma ostra em algum restaurante, se ele quisesse.

  • Se for no sentido de estimular a compaixão e outros sentimentos nobres, otimo.
    se for mais um discurso pró vegetariano..blá, blá blá
    Então eu tb posso dizer que o pobre do pé de alface morreu para satisfazer um vegetariano.

  • Chipanzes são onívoros, bonobos são onívoros, Gorilas são onívoros e demais parentes nossos… Será que somos as ovelhas negras da família? Acho que não, o que acho é que as pessoas têm grande capacidade de transformar qualquer coisa em religião até mesmo a alimentação. Verganismo o “religare” com a grande abóbora…Adoradores da batata cósmica…Os adéptos do coco sagrado…A comunhão com a cenoura consoladora destruidora de pregas…

  • O ser humano é naturalmente onívoro. Sempre foi. Quem não quer comer carne exerce seu direito de escolha. Mas essa militância é muito irritante. Comer carne não tem NADA a ver com ser reacionário.

    • Para esses militantes, tem a ver com ser insensível e assassino, eu acho… Como meus pais sempre deixaram bem claro que carne=animal e eu sempre soube quem muitos animais se alimentam de outros animais (e que isso é natural), nunca tive essa crise moral pós-16 ao finalmente “descobrir” na aula de ciências que os animais sofrem, não.

  • [...] pede que o filho coma apenas o arroz e as batatas. Escrevendo para o blog Acerto de Contas, Guilherme Carvalho espera que outros pais comecem a respeitar a sensibilidade dos filhos, deixando de recorrer a [...]

  • [...] moved to tears, asks her son to eat just the rice and potatoes. Writing for Acerto de Contas blog, Guilherme Carvalho hopes that other parents start to respect the sensitivity of their children, and stop resorting to [...]

  • Vou comer aqui o meu chambaril e só quero quem vai impedir. Seus ecochatos!!!

  • Que tal um petisco?

    http://bit.ly/11xFTGi

  • Moradores do Piauí comem rato-rabudo para matar fome na seca

    http://bit.ly/11xGkk5

  • [...] moved to tears, asks her son to eat just the rice and potatoes. Writing for Acerto de Contas blog, Guilherme Carvalho hoped that other parents start to respect the sensitivity of their children, and stop resorting to [...]

  • Serei breve:

    1. Os “totalitaristas do alface” que me perdoem, mas não existe felicidade sem CARNE VERMELHA, açúcar, gordura e álcool;

    2. Acompanho o blog há um tempo e tenho percebido uma queda drástica na qualidade dos textos aqui publicados. E não é por que não concorde com os mesmos, mas sim por serem mal escritos, sem fundamento, sem conteúdo. Artigos de cunho panfletário escritos por membros das ondas contestadoras do momento (feministas de boutique, veganos endinheirados, ciclistas de luxo) que, ao invés de proporem debates relevantes sobre temas fundamentais aos nossos tempos, buscam apenas a polêmica sensacionalista e o maior número possível “curtidas” e “compartilhamentos”. A razão é óbvia: quanto maior o número de acessos e comentários, mais grana entra no bolso dos editores. São negócios. Uma pena que o Acerto de Contas tenha se resignado a isso. Não voltarei mais por aqui.

    • Concordo em parte com o ponto 2, mas o problema não está restrito a este blog.

      Em todo canto hoje as pessoas só falam de ciclismo, veganismo, gayzismo, feminismo, ambientalismo, são os temas da moda onde sobeja mediocridade, superficialismo, futilidade e falta conteúdo, substância, profundidade e análise. Tudo fica restrito ao panfletarismo formal e à politização (às vezes até à partidarização). Esses assuntos viraram pautas fáceis, sobre os quais todo mundo parece ter uma opinião formada. Virou “cult” ter e emitir uma opinião sobre esses temas. Todo mundo agora quer bancar o “descolado” dissertando sobre as causas gays ou sobre o boi condenado ao abate.

      Acredito que Pierre pouco possa fazer em relação à isso, já que o blog não está imune aos modismos temáticos e editoriais que circulam por aí. Pelo que eu vejo, o blog procura prezar pela pluralidade, variedade e ecletismo na postagem dos artigos, e as pessoas se sentem à vontade para discorrer desde coitadismos da moda até denúncias de abusos em estabelecimentos comerciais.

      Não acredito que a idéia de Pierre seja limitar o escopo editorial do blog a assuntos específicos, mas manter a proposta de generalidades e diversidade de assuntos.

  • [...] moved to tears, asks her son to eat just the rice and potatoes. Writing for Acerto de Contas blog, Guilherme Carvalho hoped that other parents start to respect the sensitivity of their children, and stop resorting to [...]

  • “Esse tipo de postura dos pais só contribui para a dessensibilização da criança, obstruindo o desenvolvimento de um senso ético e de valores…”

    Ou seja, quem come carne não tem ética nem valores… Brilhante!!

  • Pierre o único “socialista”produtor de “reacionários”. Sobrou prá ti… kkk
    Os artigos mequetrefes, os comentários hilários. Diversão garantida.

  • [...] Antonioa, uplakana, kaže sinu da jede samo pirinač i krompir. Pišući za Acerto de Contas blog, Guilherme Carvalho se nada da će i drugi roditelji da počnu da poštuju osećanja svoje dece, i da će prestati da [...]

  • Armaria, não pode mais nem comer frutos do mar :P

  • O vídeo mostra como as crianças já estão mal influenciadas. Bobagem completa! Menino tem que comer carne e deixar desse sentimentalismo que logo depois vira hipocrisia.

  • esse texto é comédia pura.

  • O mais chato não é o cara ser vegetariano, até porque, por mim ele pode comer até bosta se assim preferir.

    O mais chato é ele querer impor o estilo de vida deles aos outros!

    E o mais incrível é que estas mesmas pessoas, na maioria das vezes são gayzistas também! Ou seja, eu não posso defender meu ponto de vista hétero, pois estaria sendo preconceituoso, mas eles podem defender seus pontos de vistas vegetariano e me acanalhar por eu não ser!

    Eu estou fazendo uma listinha de tudo o que tenho que ser até 2014:

    1 – Vegetariano;
    2 – Gay;
    3 – Pró Aborto;
    4 – Feminista;
    5 – Bicicleteiro;
    6 – Ateu;
    7 – Acoitador de Bandido;
    8 – Socialista;
    9 – Frequentador do OutBack;
    10 – Não frequentador de Shopping…

    E agora? Vale lembrar que estamos numa sociedade livre, conquanto que seja obrigatoriamente tudo isso acima!

    • 8 conflitou com 9, que conflitaram conflitaram com 10…

      • Na cabeça deles tudo pode!

        • Pelo menos no outback voce come cebola e não mata a vaquinha.

  • E comer que é bom nada… Esse Luiz Antonio tem é jeito pra politico… kkkkkkkkkkk

  • Esses comentarios são divertidos mesmo.

    Quando entrei na universidade tentei ser um cara inteligente, tentei “pensar fora da caixa”, ter uma visão mais aguçada do mundo, Mais plural.

    Entrei no movimento estudantil e conheci a tribo dos “revolucionários”… descobri que maioria dos “oprimidos”, sai opressores E preconceituosos, o convencional é idiota, errado e danoso na cabeça deles.

  • Cada um come o que quer. Essa criança tem o direito de não comer. Quando crescer, ela decide se continua ou não.

    Talvez seja necessário utilizar-se de suplementos alimentares, mas isso não significa que ela estará prejudicada por causa disso.

  • [...] filmu, matka Luiza Antonio, wzruszona do łez, prosi synka aby zjadł tylko ryż i ziemniaki. Guilherme Carvalho, pisząc dla bloga Acerto de Contas, wyraził nadzieję, że inni rodzice zaczną szanować [...]

  • Creio que o problema foi a mãe ter contato ao garoto que se tratava de um animal, eu tenho uma filhinha pequena também e ela, igual a mim, adora uma carne, desde um ano de idade que ela come com prazer qualquer tipo de carne que colocamos em seu prato, ora ela nunca soube que aquilo era um pedaço de uma vaquinha e nem perguntou do que era feita. se perguntasse eu não contaria pra manter a inocência da criança que ainda não tem noção que DEVEMOS matar para comer.

  • [...] Luiz Antonio tany amin'ny faran'ilay lahatsary, sady latsa-dranomaso. Nanantena i Guilherme Carvalho, manoratra ho an'ny bilaogy Acerto de Contas, fa hanomboka hanaja ny fahatongavan-tsain'ny [...]

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).