A inglória peleja do demônio da telinha contra o carnaval de rua

fev 18, 2010 by     32 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

carnaval de rua

Por Inácio França

Não tem jeito, a TV brasileira foi derrotada mais uma vez pelo carnaval de rua de Pernambuco. E, mais uma vez, a derrota foi feia, goleada de verdade, seis ou sete gols de diferença no Recife. Em Olinda, o resultado foi ainda mais dilatado, pior do que Hungria e El Salvador na Copa de 82, sem direito a gol de honra. Ainda bem.

Como integrante da primeira equipe de governo de Luciana Santos em Olinda, no início desta década que ora se acaba, fui testemunha dos esforços dos executivos da Rede Globo Nordeste para transformar o carnaval de Olinda em um produto midiático, televisivo. O esforço para criar outra estética e outra ética. Afinal, a imagem da multidão se arrastando pelas ladeiras é suja e repetitiva demais para o padrão asséptico, pasteurizado e sem graça da TV brasileira. O carnaval de Olinda é um fato, um acontecimento sem dúvida nenhuma, jamais um produto.

Os executivos fracassaram, esbarraram na saudável teimosia da prefeita comunista e dos carnavalescos tradicionalistas. A Globo já desistiu. Pelo menos, por enquanto.

Sua programação se refugiou numa casa refrigerada e com cenário organizadinho, réplica do próprio estúdio. Tudo sob controle dos seus bons profissionais. A multidão incontrolável, com piadinhas sacanas a toda hora e fantasias inexplicáveis varando a tela limpa da tevê, é um pouco demais para a maior emissora da América Latina aceitar.

A tal Casa do Carnaval é uma metáfora perfeita do papel das Organizações Globo na sociedade brasileira. A Casa é uma ilha da fantasia, um mundo à parte, sem os micróbios da criatividade alheia e do imprevisto. Na bolha, a equipe global tenta reconstruir o mundo à sua imagem e semelhança. O problema é o que o carnaval come solto lá fora, desmentindo a todo momento sua grade de programação. Mais ou menos como a popularidade do presidente Lula, resultado de suas políticas públicas, que contrariam as tentativas do Jornal Nacional de reconstruir o país. Fracassam ambos, o JN e a bolha carnavalesca.

Agora, é a pobre Band que tenta encontrar o caminho da vitória onde a Globo foi derrotada. A vaca da emissora paulistana também está indo para o brejo sem escalas. A motivação dos bandeirantes é outra: acertadamente, o Governo de Pernambuco está investindo na emissora uma nota para garantir a transmissão ao vivo e visibilidade para o carnaval pernambucano.

A motivação é diferente, mas o desafio é o mesmo: embalar o carnaval de rua em produto. Dá até pena.

Este ano puxei o freio de mão na folia. Pulei, mas não exagerei coisa de quem passou dos 40 e fica com os pés doendo. Daí, deu para assistir um pouco de carnaval televisivo, na Band inclusive. O resultado é uma coisa sem graça. Os shows do Marco Zero são uma concessão, algo mais próximo daquilo que as TVs estão acostumadas a colocar no ar. Mas a emissora não passa nem perto da realidade das ruas do bairro, com blocos e mais blocos diferentes desfilando a toda hora, pessoas se divertindo, crianças brincando.

A Band é salva por um repórter inteligente que, ao menos aparentemente, respeita seus entrevistados. O desempenho dos demais é constrangedor, visivelmente não conseguem compreender as diferenças de sotaque e de cultura. A atitude desse pessoal é similar a dos colonizadores britânicos, dispostos a capturar seres exóticos para mostrar a Rainha Vitória. A realeza aqui é a egoísta, alienada e provinciana classe média paulistana, uma turma que conheço dos meus anos em Sampa. Gente que lê Veja e acha uma grande coisa.

Aposto que, sem a grana do Governo do Estado, a Band já teria abandonado sua aventura olindense com o rabo entre as pernas.

Pelo andar da carruagem, os produtores de TV ainda vão passar anos repetindo o mantra de que “o carnaval de Olinda é muito diferente, muito criativo, mas não rende imagens” e “não é bom para a TV”. Significa que não será embalado para produto. O mais curioso é que há uma contradição nisso: um evento de massa indigesto para um meio de comunicação de massa.

O motivo da minha satisfação é que, quando a TV transforma alguma coisa feita pelo povo em mercadoria, transforma tudo que está ao redor. Para servir com ilustração, vou contar uma historinha que escutei na terça-feira de carnaval da boca do meu amigo Edson, carioca de Marechal Hermes e portelense. Edson e sua mulher Ivete, passista da Salgueiro na juventude. O casal não suporta mais o desfile das escolas de samba e decidiram conhecer o carnaval de Olinda.

Edson contou o que sabe e o que já ouviu falar dos bastidores da escolha de um samba-enredo no Rio. É uma coisa grotesca, que nada tem a ver com arte ou folia e sim com corrupção. Para ter o direito de colocar seu samba para concorrer, só isso, um compositor precisa gastar quase R$ 100 mil, grana para comprar dezenas de mesas na quadra da escola nos dias do concurso, para molhar a mão dos músicos e evitar que a bateria atravesse seu samba, comprar jurados.

Quem não tem o dinheiro, arruma patrocinadores que exigem a inclusão do nome de um filho, sobrinho ou do próprio diretor da empresa como parceiro na autoria do samba. Em algumas escolas, o presidente exige que o vencedor pague metade dos direitos autorais que a gravadora Som Livre repassa para a Liga das Escolas de Samba.

Na opinião de Edson, o dinheiro da TV transformou tudo e todos em mercadoria. Em Olinda e no Recife, ainda não conseguiram.

E acho é pouco.

32 Comentários + Add Comentário

  • Vamos ver, né. Espero que realmente não precisem se curvar. Já basta no futebol, onde o Sport já se curvou à máfia do CB-13 para sobreviver!

    • Mais uma da série “Bye-Bye Serra 2010″!!!!

      O Ibope mostra Dilma subindo oito pontos. E Serra caindo dois.

      Bye, bye….

  • Passei, pela primeira vez, o carnaval na Bahia. Constatei que o Carnaval baiano não é só o mostrado nacionalmente pela TV. Nas cercanias do Pelourinho há muitos blocos e muito carnaval espontaneo. Representando as culturas popular e baiana. O carnaval do circuito de Campo Grande é do povão, e o circuito Barra/Ondina dos turistas, porém o povo vai – principalmente quando o fenônemo Chiclete com Banana tá na área. É algo indiscrtível a interação do Chiclete, principalmente com o povão. Presenciei de um bom camarote, e fui a avenidade.
    Agora, nosso carnaval é diferente dos outros no tocante a manifestação pupular. É lindo. Pude constatar isso pela cobertura da Tv Bandeirante. São carnavais distintos, porém grandiosos nas suas estéticas e manifestações populares.
    Ao retornar, hoje, minha tristeza. Ler nos jornais o número de onibus danificados. Lá em Salvador não há disso. Será um problema cultural(mórbido) nosso ou uma tremenda falta de educação do nosso povo.

    • Será que o baiano não danifica mesmo os ônibus? Duvido muito.

      • Danifica, sim. Só q em proporção menor do q os galerosos-membros de T.O.’s q infestam Recife às quartas, sábados e domingos.
        O interessante é q, durante a vigência do carlismo na Bahia, os índices de violência eram escamoteados pela mídia. Já agora…

    • Guilherme… Até que enfim concordamos em um ponto.

      Gostou do Chiclete, né? O Chiclete com Banana é único na avenida, é a voz do povo!

      Muita gente acha que não, muita gente critica e tal…

      Mas, quem conhecer o Chiclete no Carnaval de Salvador vai ver o que é uma banda puxar uma quantidade incontável de gente…

      Como diz a música, é um verdadeiro enxame, chame chame gente que a gente se completa enchendo de alegria a praça e o poeta…

      • ZZZZZZZZZZZZZZ

  • É isso mesmo.

    Com a internet, muita coisa vai mudar.
    Tem muito conteúdo sendo produzido pelas massas, como sempre houve, mas com a internet (youtube, blogs, Orkut e etc) o conteúdo pode ser produzido e entubado (youtube).

    Hoje em dia, todo mundo tem um celular com camêra. As emissoras de TV não têm mais o monopólio de filmar, editar e divulgar…

    Tudo tende a ser pulverizado, em outras palavras, democratizado.

  • O comentário mais sóbrio que já vi sobre o Carnaval e a tentativa de descaracterização dos hábitos locais.

    O chato do Datena disse durante a cobertura de Parintins: “O coisa chata”. A festa não é chata mas foi descaracterizada. Quando se tira uma manifestação popular do povo, tende a ficar chato e sem graça mesmo.

    Tem mais, sei que a cerveja que patrocinou o carnaval de Olinda 2010 tem todo o direito de divulgar a marca, mas achei que faltou na Cidade Alta mais ornamentação de carnaval. Podia-se ver nos arredores e na prefeitura, mas ruas (sitio histórico) o patrocínio poluiu visualmente o carnaval.

    Mas em fim, nem tudo é perfeito.

    No Twitter: @xikoparaiba (http://twitter.com/XikoParaiba)

  • Ótimo artigo, Inácio.

    Os canais de televisão, principalmente a Globo, não estão acostumada a ter que se adaptar a um determinado evento ou acontecimento para transmiti-lo. Normalmente, isso acontece de forma invertida. Vamos a alguns exemplos:

    As escolas de samba são um exemplo clássico de produto pronto. Entretanto, perdem cada vez mais espaço (não em transmissão, claro!) para o carnaval de rua que vem crescendo exponencialmente no Rio a cada ano. As famílias cariocas brincam na rua. Turistas e o pessoal das escolas, vão para o Sambódromo brincar o “carnaval carioca da Globo”.

    O carnaval baiano não se adaptou às TVs, pois o que é mostrado é de fato um produto pronto (e bem produzido por sinal). O carnaval de lá é mamão com açúcar para uma transmissão televisiva.

    O Festival de Parintins é o perfeito produto para transmissão. As coisas acontecem em um único lugar (tipo arena) e só existem duas atrações. A Band não foi boba em começar a veicular esta festa.

    O nosso carnaval, o pernambucano, será difícil de “domar”. Eles terão que se adaptar ao que se tem aqui e ao formato daqui. Independente de governo ou partido, isso deve ser mantido. Nosso carnaval nunca foi e nunca será, em minha opinião, um produto que se venda ou que seja pasteurizado, embalado. Não precisamos de televisão para tornar o nosso carnaval grandioso. Eles que se rendam a nós

    • * não estão acostumados

  • Não é uma questão de briga regional ou política. São estruturas diferentes.
    As TVs, em geral, conseguem manipular o carnaval do Rio e até de Salvador (em partes), o futebol brasileiro e muitos outros eventos de massa quando a estrutura é hierarquizada e quem faz o show pertence a estrutura. Eles chegam e compram a cabeça dessa hierarquia e transformam o restante em produto midiático.
    Nas escolas de samba, transformaram o formato, a organização, etc até se tornar nessa coisa chata e tosca pra gringo ver.
    No futebol, alteraram os horários, tiraram o público, etc.
    O que é diferente nesses dois casos é que, quem faz realmente o espetáculo (escolas de samba e times de futebol) está diretamente subordinado a quem está no topo da hierarquia, sendo manipulados por tabela.
    No carnaval daqui é diferente porque o espetáculo é feito pelo povo, que não está subordinado a ninguém (pelo menos diretamente). Não dá pra dar um script para cada pessoa. E se forem tentadas quaisquer formas de manipulação, o povo deixa de ‘fazer sua parte’ e todo o espetáculo sucumbe.
    Por outro lado, é mais difícil para nós vendermos o nosso carnaval. Não temos uma única imagem, lugar, horário que possamos registrar e fazer uma propaganda, botar em um site, etc. É o mesmo problema de embalar pra vender que as emissoras enfrentam.
    No mais, o artigo peca por fazer disso uma briga entre emissoras e o nosso povo e por ser preconceituoso quanto a paulistanos. Acho que temos é que pensar em formas de vender o nosso carnaval e fazê-lo crescer sem alterar a sua essência. Trazer a mídia para o nosso lado traz mais força para o nosso carnaval e a nossa cultura.

    Por fim, gostei do: “Gente que lê Veja e acha uma grande coisa.” Isto vale não só para os paulistanos.

    • Concordo, conheço muitos pernambucanos que leem Veja e acham uma grande coisa.

      • Também conheço muitos que lêem Carta Capital e acham grande coisa. Sejamos justos.

        • Conheço também uns que não lêem nada e se acham grande coisa.

  • “tan,tan,tan… o melhor carnaval está na tv jornal…”
    O texto é in. Rteressante. Realmente o nosso carnaval é muito difícil de se industrializar, mas ninguém aqui comentou a abordagem da SBT, com seus jornalistas e comediantes posicionados no meio da população, entrevistando os passantes e mostrando os blocos e nossa cultura.
    Contudo, imagino que a exibição era apenas local, não comercializa as imagens em nível nacional e, assim, também não faz propaganda.

    • Corrigindo o erro de digitação: “O texo é interessante.”

      • hehehe, o problema de fazer várias coisas ao mesmo tempo…”O texto é interessante.”

  • unato ao pessoal do SBT da Tv Jornal, estão de parabéns, principalmente a Cinderela e demais reporteres comediantes, até o Vilela que é tímido faz a sua parte., só que esse ano, passaram pouco tempotransmitindo ao vivo, diferentemente de anos anteriores.
    Não devemos esquecer da TV Nova que transmitiu muito bem , só pecou pelo tamanho da faixa grande e quase no meio da tela, terminei passando um e-mail reclamendo, mas não adiantou e enm responderam.
    A TVU e a TVPE também estiveram presentes.
    A TVtribuna foi uma decepção.
    Carnaval é isso , irreverência , criatividade e improvisação, cuja técnica é feito o drible no futebol, quem sabe, sabe e já nasce sabendo! kkkkkk!
    E o povo, ninguém segura, não se aprisiona a imaginação.

  • Leia-se “Quanto ao pessoal do SBT…”

  • Excelente texto. Infelizmente houve a péssima notícia do aumento no número de ônibus depredados. :(
    Aí tb já é uma questão de educação e consciência de alguns pernambucanos, poi isso não é exclusividade do carnaval.

  • Não se aprisiona a imaginação e a criatividade. Eis o trunfo de nós pernambucanos. Não precisamos vender imagem do carnaval. Eles fazem por sí só. “Dexa queto”, tá bom do jeito que é.

  • Só consigo rir aos montes, quando que passa algo pela TV, realmente só pela Jornal. Estão lá tirando onda, presente corpo a corpo.

  • Excelente texto, mas encontrei nele um problema comum em textos que falam da mídia. Claro que existe o problema da transformação em produto de eventos espôtaneamente construídos.. mas vale lembrar que a transmissão do nosso carnaval é positiva, muito positiva. Primeiro porque dificilmente conseguirão “embalar” pra venda o carnaval de Olinda e Recife; a criatividade que aflora de cada folião que cria suas fantasias e satirisa a vida não tem como (ou pelos menos não consigo imaginar como) ser traduzida em receitas e copiadas para venda. Segundo poque espalhar imagens do nosso carnaval mundo a fora só ajuda a trazer cada vez mais e mais turistas pra cá, o que sem dúvida nenhuma, é muito posotivo. E mais, levar as imagens para o próprio estado é uma questão emergencial. Fico impressionadamente triste quando vejo pernambucanos dizerem que o nosso carnaval não presta, e a maioria deles não conhece, nunca vivenciou Olinda e Recife. Estou do lado da mídia, mas daquela que mostra a realidade, não da que inventa produtos. E viva o carnaval. Só faltam 379 dias para o de 2011!:D

  • - Muito difícil caber o nosso formato de carnaval em algo que preste na televisão

    - A Band é ridícula na transmissão

    - A TVU, coitada, com aquela qualidade de som e de imagem…

    - Da Globo, acho espetacular a Casa do Carnaval – mas verdadeiramente não é nosso carnaval

    - A TV Jornal deveria investir mais na greia que é Cinderela e seus “comparsas”

    - Pior de tudo é que os trechos são os mesmos para todos os carnavais, de todos os lugares “folião ainda tem energia”, “o carnaval não para”, “esse pessoal não quer nem saber de trabalho”, “a criatividade do folião”, “muito samba/frevo no pé”, etc.

    - De inovação mesmo, só me lembro de Cinderela e Otávio Mesquita, há 20 anos, quando transmitia o baile gay, entrando até nos banheiros.

    AH, SIM, A PCR está privilegiando que os blocos passem pelo Marco Zero mais que eles desfilem pelas ruas. Quanta sabedoria…

  • Olha, o que salvou o carnaval televisivo fora as olimpíadas de inverno (ta, não tão legais assim…) a transmissão da globo e da Band são horríveis, o próprio Alceu não agüentou mais aquela chatisse-pronta e quase da um piti ao vivo…
    Sem duvida “industrializar” o carnaval pernambucano é muito difícil, parece que só a TV jornal chegou perto do uma boa cobertura e, francamente, a TV PE com aqueles reportes não dá, claro que a qualidade de som e imagem atrapalha, mas o Roger de Renor já deveria ter ido faz muito tempo para o mesmo local que JPLS, Raul Jungmann e outros “grandes nomes da cultura e da política” pernambucana estão indo…
    Um dos momentos mais legais e que mostra bem que a globo vem falhando (graças á Deus) em industrializar a cultura pernambucana foi à tarde do Diogo Nogueira. Grande musico e com bom repertorio, sofreu quando a Globo tentou inovar e levá-lo para o meio da galera para cantar… Foi um festival de falha da equipe da Globo… Fora o ótimo Piti de Alceu!!!! Uahuahuahauha

  • Texto Fantástico!!!
    É isso aí.
    Nosso carnaval é feito por nós e para nós!!
    Carnaval competição é para os outros.
    Texto espetacular.

  • O post acima é perfeito. O nosso carnaval é para ser vivido e não para ser assistido.

    Vale lembrar as tentativas de um dos únicos jornalistas que se salvam na rede globo. Francisco José fez algumas chamadas em rede nacional (inlcuindo no fantástico) mostrando o carnaval do recife antigo, sempre exaltando a ausências dos cordões de isolamento, a manifestação democrática da cultura pernambucana, e a pluralidade da nossa festa. Logicamente, não se compara ao espaço dado ao ”carnaval” Paulista e Carioca.

  • Texto de intelequitual zisquerdista é sempre atual, válido, lúcido e inserido no contexto.

    Adoro!

  • Bom post Inácio.
    Eu só não consigo entender este ódio todo que vocês têm contra a “famigerada” classe média! Só mesmo no Brasil-sil-sil ser classe média é uma coisa da qual se envergonhar. Qualquer país/sociedade é dividida em pelo menos três categorias: ricos, classe média e pobres. Isto é fato! Em qualquer país desenvolvido, você encontra a maior parte da população na tal classe média. Nos países subdesenvolvidos, assim como o nosso Brasil-sil-sil, as outras duas classes são maiores que a classe média.
    Você quer o que? Um país todo de pobres? Mude-se para Cuba! Se bem que, sendo comunista, você pode se tornar amigo de Fidel e integrar-se na nobreza daquela ilha das maravilhas!

  • transmissão ao vivo?

    Ainda bem que não beijei nas ladeiras de olinda

    ushaushaushuashuah

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).