A mulher, a criança e a cachorra

dez 19, 2011 by     59 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

por Gustavo Holanda
para o Acerto de Contas

O Brasil ficou perplexo diante do vídeo em que uma enfermeira sevicia uma cachorrinha Yorkshire até a morte. O crime foi praticado na presença de sua filha, uma criança de pouca idade. As cenas são chocantes e provocaram indignação generalizada nas redes sociais.

Como pode uma pessoa cometer um ato abominável como aquele e, pior, fazê-lo na presença de uma filha pequena? Os traumas psicológicos são uma certeza incontestável, sem falar nas conseqüências sociais de sua péssima formação moral e ética. Num ambiente familiar em que a mãe maltrata com chutes o animal doméstico, inferior por sua natureza, não se pode esperar um comportamento de respeito do indivíduo adulto.

Talvez isso explique, em parte, a existência de tantos adultos que incapazes de entender, compreender e respeitar o próximo, as diferenças e o direito de cada um.

A indignação é ainda maior quando se observa a leniência da legislação brasileira quanto aos crimes ambientais. Na prática, a impunidade é quase certa e a vida do pobre animal será “compensada” com algumas cestas-básicas.

Mas, o que esperar de um Direito Penal que sequer consegue proteger a vida humana? Basta comparar a discrepância injustificável entre as penas para o homicídio culposo e qualquer outra prevista para os crimes contra o patrimônio fixadas no Código Penal Brasileiro. A pena-base para o homicídio é de detenção (mais branda) de 1 a 3 anos, ao passo que a pena-base para o furto simples, crime no qual não há violência contra a pessoa, é de reclusão (mais severa) de 1 a 4 anos e multa.

A análise das penas leva à conclusão de que para nossa ultrapassada legislação penal, é menos grave o homicídio culposo do que o furto simples! Nesse cenário, coitada da vida de uma pobre cachorrinha…

Além de tudo isso, a impunidade é a pior das mazelas. Nas sábias e ainda atuais palavras de Ruy Barbosa, “é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação”.

Crianças são maltratadas, pessoas são atropeladas por indivíduos embriagados, o dinheiro público é vilipendiado dia e noite, o gay é espancado, a mulher é violentada pelo marido e nada acontece… E quando acontece, é muito pouco. As pessoas parecem estar esgotadas de ver mais, e sempre mais, do mesmo. Já são freqüentes os casos em que a própria população quer fazer a (in)justiça de Talião, pois não acredita no aparelho repressor do Estado. É lamentável.

É hora de refletirmos, cidadãos e autoridades públicas. Uma Nação que se pretenda grandiosa, não se constrói sobre episódios inacabados em que prevalece a injustiça e a brandura com os criminosos.

59 Comentários + Add Comentário

  • Este artigo me faz lembrar a apologia a barbárie e também a diversos crimes hediondos cometidos nesse brasil afora, para lembrar cito aquele fato criminoso do menino João Hélio que foi arrastado por bandidos.
    O que falta para o fim do mundo? Sinceramente não sei, mas que alguma coisa precisa ser feita e urgente.

    • Tá chegando fim de ano, festa, cachaça. Depois carnaval, 12º edição do BBB, futebol, carga tributária, violência, ministros e ONGs, corrupção etc etc, toda a esculhambação de novo.

      Pelo jeito, ano que vem tem muito mais.

  • É bom lembrar que há muita gente pior que essa mulher aí do vídeo, pior mesmo…

    • Pois é!!!
      Sou criador de cães a décadas. Adoro cachorros.
      Mas, infelizmente conheço muita gente, se é que assim podemos chamar, que “descartou” o cãozinho só porque o animal ficou “velho”, dando trabalho e despesa.
      Simplesmente abandonou o animal na rua.
      Essa desafortunada, apenas externou sua “verve” assassina.
      Se alguem acredita em espiritualidade, pode ter certeza, essa infeliz ainda vai prestar contas dos seus atos.

      • Acredito muito nisso.

        • ACHEI UM CRIME BRUTAL.TENHO QUATRO CACHORRINHAS FEMEAS QUE SÃO TRATADAS COM REGALIAS DE UMA CRIANÇA DE COLO.PERDI UMA DE QUASE SEIS ANOS,E FUI PARAR NO HOSPITAL,CHORO ATÉ HOJE A MORTE DELA.TENTAMOS TODOS OS RECURSOS,MAS ELA SE FOI.PARA ESTA ENFERMEIRA,10 ANOS DE GRADE É POUCO.OU MELHOR:COLOCAR NUM PAREDÃO E DEIXAR A POPULAÇAO TIRAR DELA PEDACINHOS E CHUTAR COMO ELA FEZ COM UM INDEFESO ANIMAL.PENA DE MORTE PRA VAGABUNDA.

  • Sinceramente, Pierre e Marco, no que agrega um post como este aqui no Acerto de Contas?

    Não que tudo no mundo sejam flores, mas já basta o que já se falou por aí sobre este episódio.

    • Você acha mesmo que já basta?
      Parece ser tão fácil esquecer não é? Como tantos outros crimes cometidos por aí…

      A banalização da violência começam assim, com a quase total certeza da impunidade e também com esse sentimento de “deixa pra lá” ou “chega, basta, não quero ouvir falar sobre isso”.

      Mas eu entendo o sentimento negativo. Como pensar de outra forma com tanta injustiças cometidas a todo e qualquer instante? É lamentável, é triste, nós ficamos engessados, reclamos e ninguém escuta, denunciamos e nada muda…Mas acredito, ainda, que não devemos perder a esperança no povo, porque nas nossas leis…não há mais o que falar.

      • Meu amigo, tudo se banalizou no Brasil! Quem tem animal em casa sabe com é doloroso ver essas cenas. Tenho um cachorro Yorkshire e minha mãe está chocada pela crueldade. Cardinot e outros contribuem para essa banalização!
        Não estou discordando do Dalto, mas a internet é de utilidade pública e devemos usá-la para benefício geral, evitando que outros casos ocorram!

    • Talvez pra não perdermos nunca a capacidade de indignação, né?
      Parece que a intenção maior nem foi falar do caso da cachorra, mas sobre o que está acontecendo no Brasil e as consequencias da omissão generalizada, da impunidade e da injustiça.

    • Brutalidade, se ela nao respeita um animal que ela escolheu para ter, imagina o que ela poder fazer no futuro, e nao adianta alegar depressao ou stress, gostaria de saber onde ela trabalha, para boicotar tudo que ela vier a fazer!

    • Não basta não. Aqui no BRasil, tudo se esquece e bem rapidinho. É por isso que a coisa está do jeito que está. Quanto mais se falar, se protestar, se reivindicar melhor; talvez algo mude pra melhor. Não entendo por que vc, Dalto Pessoa, queira encerrar esse assunto. Se fosse com seu animal, ou com uma pessoa da sua família, vc com certeza pensaria diferente! A vida de um animal, em especial um cachorro daquele porte, deverria ter o mesmo valor que a vida de uma pessoa. Deve ser preservada e respeitada. Pense nisso e não fale (escreva) bobagem.

  • “A indignação é ainda maior quando se observa a leniência da legislação brasileira quanto aos crimes ambientais. Na prática, a impunidade é quase certa e a vida do pobre animal será “compensada” com algumas cestas-básicas.”

    Você acha que ela deveria ir para cadeia pelo que fez ao cachorro??

    Penso que seria uma boa punição obrigá-la a doar R$ 500,00/mês, por um ou dois ano, para alguma ONG que cuide de cachorros. Pelo menos na próxima vez, ela pensará duas vezes, antes de espancar algum cachorro ou não permitirá que filmem as agressões.

    • Entao se nao houver filmagem, ela ou outros poderao continuar fazendo algo assim?

      • João Paulo, todos os dias ocorrem vários crimes semelhantes, seja com animais ou com pessoas, mas, aqueles que são filmados, chamam a atenção da mídia e das redes sociais, e acabam sendo punidos.

        Eu disse que ela sendo punida, pensará duas vezes em cometar outro crime ou, caso a punição não tenha atingido seu objetivo, não permitirá que filmem a agressão – eu achava que ela sabia que estava sendo filmada.

        O fato é que, embora a atitude dela seja reprovável, não penso que a melhor punição seja colocá-la na cadeia; melhor uma pena pecuniária, proporcional a sua capacidade de pagamento, ajudando a salvar outros animais, e uma prestação de serviço, numa ONG que cuida de animais.

    • Sim poderão, esse não foi caso isolado e fazem isso até com crianças, ou você não sabia?
      No caso de uma crianá, obviamente, é crime.

      Nem sei se é prevista pena de prisão para um caso desses.

      • Também sou a favor da punição pecuniária…

        • Já que não se tem castigos físicos nesse país…

    • Quanto vale uma vida???? Seja de um animal irracional, seja a nossa, animais “auto-intitulados” racionais????

      • O filé mignon está a uns R$30,00 a R$40 o kg…

        • ainda bem que é pra satisfazer uma necessidade primária e vital. Alimentar-se é algo natural de qualquer ser vivo.

          Já o que esse ser inominável fez…..

  • Seria bom que os jornais fizessem uma visitinha surpresa nos CVAs das Prefeituras da RMR para ver como os animais estão sendo tratados. Começando pelo do Recife/Olinda lá em Peixinhos.

    • Bem lembrado!

  • ” Penso que seria uma boa punição obrigá-la a doar R$ 500,00/mês, por um ou dois ano, para alguma ONG que cuide de cachorros…”

    Concordo em gênero, número e grau(apenas corrigiria o valor, +/- uns R$ 2.000,00/mês tava de bom tamanho).
    Quem mata seres humanos não está ficando preso, imagina se uma desequilibrada que maltrata um animal vai ficar. O melhor castigo é mexer nos bolsos do casal(que deve ser abonado) e usar essa grana para salvar/ajudar outros animais que sofrem por falta de cuidados, a morte da cadelinha pelo menos serviria para ajudar outros animais.

  • Engraçado que ninguém fala sobre a pessoa que filmou… por que não tentou fazer com que a mulher parasse a agressão ao cachorrinho? Talvez ela voltasse a fazer o mesmo, mas até lá a polícia se encarregaria do fato…

    • pensei a mesma coisa quando assisti às cenas. :( .

      Participação por omissão??? penso que seria o caso.

      • Permitam-me dizer que não avalio como sendo uma omissão pela parte do cinegrafista.

        O cinegrafista pode alegar que não se intrometeu na agressão para registrar o flagrante em vídeo, já que ele estava com a câmera na mão e teve a oportunidade.

        Se a mulher tivesse percebido a presença de alguém filmando, ela certamente se intimidaria. E, nesse caso, para conseguir outro flagrante novamente seria mais dificil pois a mulher já estaria mais atenta.

        Atualmente esses recursos tecnológicos vem ajudando muito nas instruções probatórias pois facilitam, e muito, a prova.

        • deixar de impedir um crime, sob pretexto de registrá-lo pra fins probatórios???????????????????????????????????????????????????????????????????

        • Carlos, só os policiais estão obrigados a agir, em casos de crimes.

          Deixar de impedir um crime, sob pretexto de registrá-lo, é menos reprovável que deixar o crime acontecer, apenas, porque não quis se meter. A maioria da população já presenciou algum crime, no entanto, ficou apenas olhando e não há punição alguma por isso, exceto se fossem policiais ou se tivesse ficado na posição de garantidor e tivesse se omitido, neste caso, responde pelo resultado.

          A pessoa que filmou não impediu o crime, mas, pelo menos, colocou o caso na mídia, o que aumenta a possibilidade de uma punição. Se não fosse o vídeo, estaríamos comentando outras coisas.

        • As autoridades policiais DEVEM, e qualquer cidadão PODE intervir quando alguém puser em risco a coletividade (em sentido amplo).

          Enfim, o caso concreto aceita várias interpretações. Mas o fato é que ele poderia ter evitado o pior.

          Falo isso porque eu próprio não aguentaria ficar filmando aquilo sem fazer nada.

          Quem assitiu ao vídeo e teve aquela vontade súbita de ter estad lá naquela hora, sabe do que estou falando.

          Enfim, ele não deu causa, nem começou o ato de execução, mas, ninguém pode olvidar que sua ação poderia interromper o ato criminoso e evitarn seu resultado. Logo, podendo evitar o resultado e não o fazendo, mesmo sem sua vida estar em risco, pra mim é dolo por omissão.

        • Carrilho, honestamente, não consigo ver omissão nessa história.

          A pessoa que está filmando não estava no dever de intervir.

          Cansei de ver assaltos e arrastões no centro da cidade e certa vez, em Olinda, fiquei no meio de um fogo cruzado entre policiais e bandidos. Vi a hora de uma bala perdida daquelas me encontrar e, não vou mentir, a primeira coisa que faço nessas situações é me esconder atrás de um muro pra evitar ser alvejado por uma bala perdida. Não sou maluco de me arriscar e nem tenho o dever de fazê-lo. Graças a Deus não sou policial e, portanto, não tenho a obrigação de sair pela cidade reprimindo crimes e dando uma de Superman. O braço armado do Estado está aí pra isso. Se não cumpre seu DEVER é outro problema.

          Quando você fala que “eu próprio não aguentaria ficar filmando aquilo sem fazer nada” é um ponto de vista subjetivo seu. O sangue lhe sobe à cabeça em situações como essas (o que é natural) e você fica com vontade de fazer alguma coisa. Isso acontece com a maioria dos que tem coração, inclusive comigo. Deu sim vontade de entrar ali, salvar o cão e ainda dar um chute bem dado na cara da mulher. Mas ao meu ver, é impraticável tentar enquadrar a conduta da pessoa que filmou como uma omissão dolosa.

          Dolo por omissão seria a omissão de um dever moral de agir, ou seja, deixar de fazer algo que DEVERIA.

          A pessoa que filmou não tinha a obrigação de intervir. Se ela o fizesse, na minha opinião, poderia ser interpretado como um genuíno ato de altruismo, apenas.

          Para o dicionário Houaiss, altruísmo consiste na “tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro (…) evitando-se assim a ação antagônica dos instintos naturais do egoísmo”.

          Ou seja, toda e qualquer ação que a pessoa fizesse no sentido de estancar a violência contra o animal seria puramente um ato de bondade, de consideração ao próximo, no caso, o animal, mas nunca uma obrigação ou dever, o que afasta, portanto, a idéia de dolo. Eu vejo a pessoa que filmou como um expectador passivo, distante e alheio ao acontecimento que, por obra do acaso, estava ali no momento do ocorrido. Pura coincidência. E essa coincidência não cria para o expectador uma obrigação de proteger ninguém que seja.

          Dolo por omissão é, e. g., o clássico caso da mãe que se abstém de amamentar sua prole. A relação mãe-filho não é coincidência ou acaso. Aí sim, existe um claro liame objetivo entre a mãe e o rebento que gera o DEVER para a mãe de prover a subsistência do filho, afinal ela é a provedora imediata e primária, o que impõe a ela a OBRIGAÇÃO e não a mera boa vontade.

          É assim que entendo toda essa situação.

        • Moacyr, estás perfeito quanto ao exemplo de dolo por omissão.

          Quanto à questão de fazer algo, falei que era subjetivo. cad um tem uma forma de agir.

          Só discordo no que atine ao exemplo dado das ladeiras de Olinda, tiroteio e coisas do tipo. Isso, pois, ali estariam presentes circunstâncias que trariam risco à sua vida.

          No caso do video, a priori, não havia risco ao “cinegrafista”.

          Aceitando meu erro, posto aqui o artigo do código penal que aduz à não ocorrência de omissão por parte do cinegrafista:

          Art. 13 – O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido

          § 2º – A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:

          a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;

          b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;

          c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.

          Logo, como ele não tinha obrigação legal de vigilância, proteção etc, não assumiu responsabilidade de impedir o resultado, nem o comportamente anterior criou o risco da ocorrência do resultado, ele não pode ser responsabilizado por uma possível omissão.

          Tudo estaria, portanto, dentro da esfera da moral, da ética, alheio, portanto, ao direito penal.

          Abçs.

      • Fala sério. Quem filmou é possivelmente um(a) empregado(a). Se a patroa trata um cachorra cara assim, imagina como deve tratar a empregada?

        Antes os patrões filmavam as besteiras dos empregados, mas hoje, com celular vendido em 80x, os empregados poderão retratar a verdade também…

        Ainda bem que minha empregada me adora!!

        • Se informe melhor meu caro. Você está especulando sobre quem gravou o vídeo, e não foi empregada nenhuma. Foi uma vizinha do edifício onde a bandida mora. Se atualize…

        • Jó, foi alguém de pele escura que estava lavando o chão. Quem pode ser? Estamos no Brasil, meu caro. Observe melhor!!!

        • Olha Carlos, novamente vou te pedir para se atualizar e prestar mais atenção ao que você diz aqui neste espaço.

          Segue a notícia mostrando quem realmente GRAVOU o fatídico vídeo, e após você assistir ao tal vídeo me responde se quem realmente fez esta gravação foi a empregada dela. E aproveita para rever seus conceitos sobre “cor da pele” e ou classe social. Afinal todo e qualquer trabalhador honesto pode e tem direito de comprar celular em “80x” como você gosta de citar. Seja celular ou qualquer outra coisa. E inclusive o filho(a) de sua empregada também tem esse direito e até de fazer a mesma faculdade que teu(s) filhos(as), caso os tenha. Pois bem, pensa melhor e não deixe de assistir ao a reprodução do vídeo que segue logo abaixo.

          Segue o link:
          http://noticias.r7.com/videos/vizinha-que-gravou-mulher-agredindo-cachorro-fala-com-o-domingo-espetacular/idmedia/4eee815b3d143b5f4d40d72e.html

        • vc escreveu mesmo isso que eu li, Carlos???!!!

          Certamente não estava falando sério.

        • Muito revelador…

        • Jó e Carrilho, o que vale mais palavras ou imagens? A pessoa que fez o vídeo estava, com certeza, na área de serviço. Aparentemente a trabalho.

          Sobre a distribuição do trabalho aqui no Brasil, INFELIZMENTE, a pobreza no Brasil tem cor. INFELIZMENTE a maioria da empregadas domésticas são negras. Isso é uma constatação, jamais minha vontade.

          Portanto, em função de tudo isso, eu disse: POSSIVELMENTE trata-se de uma empregada doméstica.

          Vale mais ver o mundo com nossos próprios olhos do que acreditar no pedaço de papel. Não vamos fingir que somos um país sério…

        • Carlos, pela última vez…ASSISTA ao vídeo que segue no link que postei. Ele diz exatamente de quem se trata a fiel testemunha desse crime que é então vizinha da assassina de cães e trata-se de uma dona de uma salão de beleza e também suas filhas.

          Ou o senhor na insistência de sua falta de informação e má vontade para os fatos vai continuar insistindo que era a “empregada” da dita cuja? Ou pior, vai estereotipar o fato da testemunha ser “parda” ou “negra” e isso por si só já determina a sua condição de empregada doméstica?
          Faça um favor um favor e deixe seu preconceito de lado e tente ao menos moderar as seus pensamentos ou por favor, simplesmente assistir ao vídeo e assim ficar melhor informado antes de vir aqui neste espaço conversar (digitar) besteiras, inveja e preconceito.

          Só pra constar, segue o link mais uma vez:

          http://noticias.r7.com/videos/vizinha-que-gravou-mulher-agredindo-cachorro-fala-com-o-domingo-espetacular/idmedia/4eee815b3d143b5f4d40d72e.html

        • Tudo bem, Jó. Vou assistir, mas não sou preconceituoso. Simplesmente faço constatações do mundo real.

          Não pudemos fingir que somos um país sem racismo. Nós AINDA deixamos nossos compatriotas negros e pardos em situação de inferioridade, por inúmeros fatores.

          Obrigado pela paciência. Se você estiver certo, irei reconhecer.

          Abraço.

        • Trata-se de um prédio, creio eu, de apenas térreo e primeiro andar.

          Normalmente, esses prédios possuem um vão central e esse vão é acessado normalmente pela área de serviço.

          Eis o motivo pelo qual o video foi feito de lá.

          Enfim, somos um país racista, sim. Mas um país só é racista porque seu povo o é. E, no caso, você mostrou o por que de sermos um país racista.

          Conclusões precipitadas demais até.

        • Negativo, Carrilho, não se aproveita de situação para colar em mim a pecha de racista. Não o sou.

          E mais, não sou hipócrita para não reconhecer que somos um país cuja ALOCAÇÃO do trabalho braçal e intelectual se dá de forma racista.

          É isso.

        • CONCORDO! QUEM FILMOU É MAIS NOJENTO E ASSASSINO DO QUE ELA.QUE SANGUE É ESSE QUE CORRE NA VEIA DE QUEM FILMOU?DOIS OU DUAS PESSOAS MONSTRUOSAS.GOSTARIA DE PODER FAZER O MESMO COM VOCES,PARA QUE SENTISSEM NA PELE O QUE AQUELE ANINMALZINHO INDEFESO SENTIU!CADEIA PRA ESSA ASSASSINA.LOUCA,DESCONTROLADA.MORTE PRA VOCE SUA MANIACA!

        • não quero colocar pecha alguma. Mas esse papo de não ser hipócrita não cola. Não sou hipócrita, mas tb não tenho essas conclusões precipitadas.

          A grande parte dos empregados braçais é formado por negros, favelados e nordestinos???? SIM, é.

          Mas daí a ver um braço “moreno”, “negro” ou sei lá o que, e inferir disso a conclusão de que se trata de empregado doméstico ou coisa parecida????

          Não é racista??? então deixe de ser.

        • Muito, muito revelador…

  • Essa mulher deveria ser colocada em um quarto escuro, para tomar um Btibul raivoso. Queria vê ela lidar com cães!…

  • Matar e torturar seres humanos é MUITO pior que fazer o mesmo com animais, por mais que seja atitude igualmente deplorável e infelizmente eu vejo que, em muitos casos, há mais comoção contra o segundo que o primeiro. Felizmente a maioria dos que sigo não são assim, são ferrenhos defensores da criminalização da homofobia, mas tem cada absurdo que se vê por aí…

    Meu questionamento vai contra MUIT@S que, infelizmente, vi ter muito mais empenho e revolta contra a morte de um cachorro – que deixo claro, acho absolutamente criminoso e deplorável – do que contra crimes homofóbicos.

    Só esse ano mais de 235 gays, lésbicas, travestis e afins foram ASSASSINAD@S e eu não vejo a mesma repercussão, aliás, não vejo nem 10% da repercussão. Agora, por mais deplorávle que eu ache qualquer tipo de violência contra animais, acho MUITO pior a violência contra outros seres humanos. Sim, eu coloco gradações. Sou contra todo tipo de violência contra gente ou animal, mas contra gente é mt mais grave. Não acho aceitável que haja mais revolta por um cão que por uma criança, simples.

    http://www.tsavkko.com.br/2011/12/quando-morre-um-cao-miseria-humana-nao.html

    • 235/50.000=0,470%

      Não sabia que a taxa de homossexualismo na população era só de 0,5%…

    • Raphael,
      As pessoas só se importam qdo a violência é contra alguém que eles gostam. Qdo é contra um torcedor de outro time, um estrangeiro de um país não apreciado (como é frequente em relação aos argentinos), alguém com outra opção religiosa ou sexual ou mesmo contra um animal “menos fofinho” ninguém dá a mínima. O que essa mulher fez foi muito parecido com o que acontece diariamente, com diversas vítimas (minorias, crianças, mulheres, idosos, bois, galinhas, etc.). O que a sociedade precisa entender que o ato de violência é condenável por si só, independente de quem é a vítima. Devemos ser contra a prática da violência em todas as suas expressões, e não ficar medindo quem vale mais ou menos.

  • essa mulher deveria morrer chutada igual ela fez com o cachorrinho isso nao pode ser chamada de ser humano nunca uma monstra nao tem nem exemplos para dar a filha muito menos viver em convivio social.ela tem que pagar por isso ela tem que ser punida so quero ver se o brasil vai ser omisso a um caso desse…deve ser punida deve ser presa por muito tempo uma bruxa !!

  • bruxa e pouco para uma pessoa dessa isso nao pode ser chamada nem de pessoa ela da sorte que o brasil e um pais sem lei se fosse olho por olho ela ia ver o que aconteceria com ela …odeio vc imagina so com que amor vc exercia a profissao de enfermeira com idosos ou criancas.quero justiça para essa bruxa podre ,JUSTIÇA….

  • Pronto, começaram os comentários das patricinhas tresloucadas…

  • http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,dei-palmadas-diz-acusada-de-matar-yorkshire-espancada-em-goias,813541,0.htm

    Rubens Santos – especial para O Estado de S.Paulo

    GOIÂNIA – A enfermeira Camilla Correa Alves de Moura Araújo dos Santos, de 22 anos, acusada de espancar até a morte um cachorro da raça yorkshire, prestou depoimento nesta terça-feira, 20, e disse que deu “palmadas” na cadela Lana por ter ficado “chateada com a bagunça” que ela fez em casa, enquanto a família almoçava fora.

    “Eu agi daquela forma mas não tinha noção do que isso causaria”, justificou a enfermeira para o delegado Carlos Firmino Dantas, no 1º DP de Formosa, a 275 quilômetros de Goiânia, acompanhada de dois advogados. “Não fiz (espancamento) por raiva nem por estar nervosa”, disse. “Fiz assim como se fosse uma coisa normal”. Camilla diz não se lembrar de ter lançado a cadelinha sobre o piso da área de serviço.

    Ela não esclareceu, porém, como o animal foi parar no pátio do prédio, onde foi encontrado pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Segundo Camilla, a cadela desceu sozinha até o gramado e o marido, um médico do Programa de Saúde da Família, teria levado a yorkshire de volta ao apartamento e sumido com o corpo dela no dia seguinte.

    Moradora recente da cidade, Camilla diz que já teve problemas com a vizinha do apartamento superior – responsável pelo vídeo que mostra a cadela sendo espancada. “Eles (vizinhos) faziam barulho e lançavam lixo na área de serviço do apartamento”, afirmou.

    O depoimento demorou cerca de uma hora e Camilla chorou quando falou da filha de 1 ano e meio, que presenciou o espancamento do animal. A criança será avaliada por psicólogos nos próximos dias e o resultado poderá acabar na perda da guarda. A enfermeira saiu escoltada por policiais da delegacia.

    O delegado pretende ouvir, agora, o bombeiro e os três PMs que estiveram no local, assim como o marido de Camilla. Firmino quer saber onde está o corpo da yorkshire para estabelecer, através da autópsia, as causas da morte.

    Multa. Após o depoimento, Camilla foi multada em R$ 3 mil por crime ambiental. De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), ela terá 20 dias para apresentar defesa. A multa é administrativa e baseada no artigo 32 da lei 9.605, e artigo 29 do Decreto 6514/2008.

    • E ainda por cima é como a maioria dos assassinos, SONSA.

  • eu acho muito errado o que ela, fez eu amo animal quando eu crescer vou ser veterinaria se eu vi-se ela eu faziar igual o que ela fez com a cachorra ainda mais pior ela é Uma INDIOTA

  • montra, que Deus tenha misericordia de voce camila . tenha certeza que a justiçs de Deus vai lhe alcançar, sabe porque? porque Deus é amor mas também é justiça, creio que a justiça do homem também vai lhe alcançar, voce já jamais terá paz, um dia voce vai morrer disso voce tem certeza so não sabe de que, ai a Lana vai molhar a patinha dela na agua para colocar em sua lingua e aliviar um pouco a sede que voce vai ta sentindo no fogo do inferno.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).