A verdade sobre a demolição do Caiçara

set 30, 2013 by     66 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Por Belize Câmara
para o Acerto de Contas

A demolição (ainda que parcial) do Edf. Caiçara, situado na Av. Boa Viagem, sensibilizou grande parte dos recifenses, principalmente porque o imóvel representa um remanescente simbólico de resistência frente à política de (des)planejamento urbano do município e desprestígio à preservação do patrimônio histórico, bem assim à especulação imobiliária selvagem que tomou conta do bairro e de todo o Recife. Para a completa compreensão do episódio, alguns esclarecimentos iniciais são imprescindíveis.

Em primeiro lugar, no Brasil e no mundo inteiro, a propriedade não é um direito absoluto e, diferentemente do que muitos pensam e propagam por aí, o proprietário de um imóvel não pode fazer dele o que bem lhe aprouver, nem destruí-lo, se sua preservação interessa ao patrimônio histórico-cultural de uma determinada coletividade.

Em segundo lugar, a proteção do patrimônio histórico-cultural de uma cidade não significa necessariamente que ela tenha que permanecer intocável e que nada possa ser demolido para dar lugar ao novo. Significa, isto sim, a necessidade de serem preservados certos bens que estão ligados à sua memória afetiva, por retratarem a essência de uma forma de viver da comunidade vigorante em determinada época. Por isso não é necessário que o bem seja belo e suntuoso e nem que seja “antigo”, pois todas as épocas possuem sua relevância e diferencial. Por outro lado, quanto maior a escassez do bem, principalmente no contexto em que ele está inserido, maior a sua relevância.

Em terceiro lugar, a Constituição Federal estabelece que o tombamento é apenas UMA das formas de proteção do patrimônio cultural brasileiro, existindo OUTRAS formas de acautelamento e preservação (art. 216, § 1º). Daí porque a União, os Estados, os Municípios, o Ministério Público e a própria sociedade devem agir para prevenir e recuperar os danos ao patrimônio histórico-cultural INDEPENDENTEMENTE de serem os bens tombados ou não.

Em quarto lugar, só existe “tombamento” (com essa expressão e efeitos legais específicos) a nível estadual (feito pela Fundarpe/PE) e federal (feito pelo IPHAN). Não existe tombamento na esfera municipal.

Esclarecidas essas premissas, vamos aos fatos, que são de interesse público e estão contidos em processo não sigiloso. No dia 04/05/12, quando ainda no exercício da Promotoria do Meio Ambiente de Recife, sem receber qualquer expediente escrito e formal, mas por tomar conhecimento de danos e ameaça de demolição ao Edifício Caiçara, por meio do Facebook, notadamente através da página Salve o Caiçara”, decidi instaurar procedimento de investigação para apurar os fatos.

Passados dez dias, tomei conhecimento de duas informações: a existência de alvará de demolição do imóvel concedido em 2011 pela Prefeitura do Recife à empresa Rio Ave e a abertura de processo de tombamento pela Fundarpe, por provocação da sociedade civil. Em razão disso, achei por bem expedir a Recomendação nº. 08/12, dirigida à construtora, à própria Fundarpe e ao Município do Recife, reforçando a cada um deles, em seus respectivos âmbitos de atribuição, suas obrigações de proteção quanto ao imóvel cujo tombamento se encontrava “pendente”, destacando o dever de não demoli-lo.

Pois bem. Enquanto a Fundarpe analisava o tombamento, a empresa Rio Ave manifestou-se no processo e acatou a Recomendação nº. 08/012 para não demolir o imóvel. Uma vistoria da Fundarpe/PE, a pedido do próprio MPPE, até constatou providências destinadas à sua conservação.

Mas na sequência meu receio se concretizou: a Fundarpe/PE, em tempo recorde – num processo que em geral dura anos – indeferiu (rejeitou) o tombamento do Caiçara.

Embora eu discordasse da Fundarpe/PE, precisava de elementos técnicos para ir de encontro ao posicionamento do órgão. A dificuldade é que, nessa tarefa, o Promotor de Justiça não é arquiteto, urbanista, historiador, arqueólogo. Ele se vale do subsídio desses e de outros profissionais, geralmente oriundos de órgãos públicos, para operar o Direito em favor da sociedade.

Já suspeitando que a Fundarpe/PE pudesse rejeitar o tombamento do Caiçara e imaginando um plano “B” para a situação, requisitei ao Município do Recife, através da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DPPC), a realização de estudo sobre o valor histórico-cultural do imóvel.

Como leitor atento, você pode estar imaginando: “mas não existe tombamento municipal”!! Ora, mas também como dito acima, o tombamento não é a única forma de proteção dos bens históricos!! E aí estava a luz no fim do túnel: a transformação do Caiçara, pelo Município, em “Imóvel Especial de Preservação” (IEP), o que não é propriamente tombamento, mas tem um efeito parecido, qual seja, a preservação do imóvel.

Mas o que é um IEP? A Lei Municipal nº. 16.284/97 define os IEPs como sendo aqueles que constituem exemplares isolados de arquitetura significativa para o patrimônio histórico, artístico e/ou cultural da cidade do Recife”. A lei traz um anexo com os imóveis assim considerados e, como alguns exemplos, podemos citar: o Conservatório Pernambucano de Música, o Hotel Central na Av. Manoel Borba, o Hospital da Polícia Militar, o Hospital Geral do Recife, os prédios da URB e da EMLURB, vários imóveis na Praça de Casa Forte, o Buffet Arcádia, o Clube Internacional do Recife, o Clube Náutico Capibaribe, o “Castelinho”, dentre outros. Entre eles, pasmem: estão os Edifícios Califórnia e Acaiaca!! Lamentavelmente, ficou de fora da listagem o Edifício Caiçara…

Pois bem. E o que disse o parecer da DPPC (órgão do município), requisitado pelo Ministério Público?? Feliz e, ao nosso ver, acertadamente, concluiu que o Caiçara possuía valor histórico-cultural, reconhecendo a sua importância para a memória da cidade e a necessidade de sua preservação!! Não tenho acesso a esse parecer porque não estou mais na Promotoria do Meio Ambiente do Recife, mas ele está lá no inquérito civil sobre o assunto. Ao vê-lo, ingenuamente pensei: “o Caiçara está salvo, mas o MPPE vai dar um empurrãozinho”.

Foi daí que, em 24/10/12, expedi a Recomendação nº. 19/2012, no sentido de que o Município do Recife transformasse o Edf. Caiçara em IEP, usando como argumentos as razões apresentadas pelo seu próprio órgão de proteção do patrimônio cultural (DPPC), isto é, que o imóvel: a) seguiu uma tendência construtiva que se manifestava em Boa Viagem, com suas casas de veraneio e ocupação territorial esparsa; b) foi construído em 1942, constituindo um exemplar raro de edificação neocolonial com referências hispânicas, remetendo, também e principalmente, à memória afetiva do bairro; c) é um dos poucos remanescentes da origem do bairro de Boa Viagem, ressaltando-se que, com o crescimento da área, as antigas casas e residências e edifícios menores foram dando lugar a construções cada vez mais verticalizadas, que foram transformando a paisagem local e mudando a feição do bairro, de origem balneária; d) evidencia a evolução histórica do Bairro de Boa Viagem, revelando um modus vivendi do início da década de 40, quando o bairro ainda mantinha uma feição bastante diferenciada, com gabaritos baixos e densidade territorial e populacional bastante reduzidas, memória esta que não deve ser apagada;  e) tem recebido apelos e manifestações da população em geral favoráveis à sua preservação, revelando uma relação de identidade e apego, o que deve ser considerado, tendo em vista que a sociedade é a grande responsável pela construção da identidade do lugar; f) atende aos requisitos de classificação para Imóvel Especial de Preservação (IEP), nos termos da Lei Municipal nº. 16.284/97, em face de suas comprovadas características e de sua importância para a história e cultura locais”.

Expirado o prazo da Recomendação, o Município não respondeu se acatava ou não os seus termos. À época em que estava reiterando os ofícios em busca da resposta por parte do Município, fui dispensada das atribuições junto à Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (01/03/2013), não tendo obtido mais quaisquer notícias acerca da investigação, a não ser agora com o ataque desferido ao imóvel.

O mais triste é que, exatamente no momento do meu afastamento, estava com uma ação judicial praticamente pronta (disponível a quem se interessar), destinada a compelir o Município a transformar o Clube Líbano e o Edf. Caiçara em Imóveis Especiais de Preservação (IEP), evitando, assim, suas demolições e procurando agir de forma preventiva, sempre preferível a uma atuação meramente repressiva (tardia e intempestiva), que muitas vezes não traz o bem de volta nem o recompõe ao seu estado original. Lamentavelmente, por motivos alheios à minha vontade, não foi possível concluir a meta planejada.

Dito tudo isso, gostaria de registrar que, embora não tenha restado dúvidas de que a Construtora Rio Ave agiu ilegalmente ao demolir o imóvel sem aguardar a conclusão definitiva do processo de tombamento estadual, o fato é que o Poder Público Municipal contribuiu decisivamente para a causação do dano ao patrimônio histórico-cultural, à medida em que se omitiu na adoção das providências necessárias e urgentes para a transformação do Caiçara em IEP.

Ah, mas existem os trâmites burocráticos… Estes são sempre uma ótima desculpa. Ora, o parecer do próprio órgão de proteção cultural do Município reconhecendo o valor histórico do bem e dizendo que ele preenche os requisitos para ser IEP, bem como a subsequente Recomendação nº. 19/12 do MPPE, visando a transformá-lo em IEP, remontam há quase um ano da demolição. À vista deles, é óbvio que o Município do Recife teve tempo hábil de transformar o imóvel em IEP e, mais que isso, deveria ter imediatamente determinado a “cassação” do alvará de demolição concedido à Rio Ave (e não apenas a sua suspensão como fizeram). Assinale a alternativa correta: incompetência, lapso, falta de vontade política, má fé. Em qualquer das três hipóteses, configurada está a responsabilidade do Município.

Ao imputar a ilegalidade da demolição apenas à Construtora Rio Ave, o Município do Recife quer fazer crer que não possui responsabilidade pelo evento, quando, a depender dele, a demolição seria apenas uma questão de tempo e o prejuízo à memória da cidade teria se efetivado de qualquer maneira, pois não cassou o alvará de demolição que se encontrava como arma nas mãos da construtora. Em outras palavras, o argumento meramente burocrático – de que a empresa demoliu sem esperar a conclusão do processo de tombamento – não esconde a inércia do Município na transformação do imóvel em IEP diante de parecer conclusivo nesse sentido, oriundo de órgão integrante de sua própria estrutura. Por isso, em qualquer ação que vise à responsabilidade pelos danos causados, o Município deverá figurar necessariamente no pólo passivo como parte demandada.

Já em relação à Fundarpe/PE, podemos até discordar e criticar o seu posicionamento, bem assim constatar que esperávamos mais do órgão e que ele frustrou nossas expectativas ao não tombar o Caiçara, mas o fato é que, diferentemente do Município, o órgão estadual se pronunciou em desfavor do tombamento e concluiu que não havia interesse do Estado na preservação do bem. Mas o que pouca gente sabe é que a mesma Fundarpe/PE disse que deveria haver preservação a nível municipal. Assim, salvo comprovada insubsistência técnica de seu parecer ou má fé dos seus representantes, a única responsabilidade da Fundarpe/PE poderia recair, em tese, na deficiência de vigilância do bem enquanto o processo não foi definitivamente concluído.

A essa altura do campeonato, uma frase ecoa: “queremos o Caiçara de volta”. As únicas saídas para isso no momento são: o Estado voltar atrás e tombar o imóvel, o Município fazer a tarefa de casa atrasada e transformá-lo em IEP, o MPPE ou a sociedade promoverem ação judicial para obter o tombamento ou a transformação em IEP de maneira compulsória. Tudo isso, claro, sem prejuízo da reconstrução da parte destruída e recuperação dos danos já causados.

Todo esse episódio, porém, deve servir de alerta para algo maior e mais grave: a acelerada perda de elementos de identidade e memória do Recife, cujo verdadeiro urbanista vem sendo o capital. De fato, vários imóveis da cidade, embora não antigos e suntuosos, dão a noção de como era o modo de viver da cidade em várias épocas e, pela singularidade de suas arquiteturas e seus estilos, merecem ser preservados, seja por tombamento ou por outras formas de proteção, a fim de que uma parcela importante da história não seja apagada.

Foi com essa ideia que, quando em exercício na Promotoria do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico do Recife, instauramos procedimento destinado a aumentar, junto ao Município, a listagem dos IEPs (Imóveis Especiais de Preservação). Depois da minha dispensa, porém, não tenho conhecimento a quantas anda o procedimento.

A queda do Caiçara é um sinal para os que querem enxergar. Um sinal para que os recifenses valorizem o seu patrimônio enquanto ele ainda está de pé, e não apenas quando transformado em ruínas. Um sinal para a tomada de atitudes concretas.

A pressão social, juntamente com a atuação tempestiva de órgãos como o Ministério Público (mesmo com apenas dois promotores responsáveis pelo assunto em todo o Recife), são armas poderosas para combater a negligência na tutela do patrimônio ambiental, histórico e cultural por parte do Poder Público, cuja rotina é sucumbir ao poder das construtoras, grande responsável pelo financiamento das campanhas eleitorais.

Não sabemos ao certo a cidade que queremos. Todos temos diferentes aspirações. Mas decerto devemos saber a cidade que NÃO queremos: uma cidade fria, sem identidade, sem conexão com o passado e suas origens. Porque povo sem memória é povo sem história. E povo sem história é povo sem alma.

66 Comentários + Add Comentário

  • #casacomigobelize

    • Excelente esclarecimentos, consistente tecnicamente, descrito com leveza e com firmeza de argumentos, ético ao citar as responsabilidades de cada ator envolvido, sociologicamente magnifico ao citar a importância e o papel que se espera da sociedade nesse episódio, contemporâneo ao remeter a memória histórica enquanto peça fundamental de identidade territorial de um povo, texto lindo, leve, bom de ler por facilitar a reflexão, dito com elegância por uma gramática que somente grandes DAMAS da literatura são capazes de fazê-lo. Peço-lhe licença para compartilhar!

  • #voltabelize

  • Desculpe a franqueza, cara Belize, mas me pareceu muito oportunista de sua parte vir expor este texto aqui, agora.
    Como SERVIDORA PÚBLICA que és, acho que tu deveria ter sido mais clara e direta, ao invés de usar uma forte carga de insinuações quando diz “Mas na sequência meu receio se concretizou: a Fundarpe/PE, em tempo recorde – num processo que em geral dura anos – indeferiu (rejeitou) o tombamento do Caiçara.”…
    Houve alguma irregularidade?
    Má- fé??
    Privilégios???

    Perdei-me se estiver errado, é que às vezes tenho um pouco de dificuldade em perceber verdades em meio a tantas mentiras e jogos de interesse que permeiam nossa cidade…

    • Ô, Joá, lê tudo.

      • ô, Camila, li até “E povo sem história é povo sem alma”. Tem mais, é?

        • kkkkkkkkk Vai ver ela só leu/entendeu os trechos que botaram no feicibuqui …

    • Parabéns pela coragem de expor a sua opinião profissional, cuidado para Fenelon, não lhe transferir de novo, acho que não, voce está no seu lugar de origem!

      Rio ave manda muito ou tem muita influencia, dono de construtora que sempre dominou os prefeitos, vide os projetos que sempre na minha opinião extrapolaram o potencial construtivo dos terrenos( vide o empresarial da domingos ferreira)! Se estiver errado…, inclusive os empresarias da ilha do leite, acho que foram aprovados com garagens insuficientes!
      Fora o hospital portugues, que é presidente e muito influente Sr Alberto! Portugueses que ficaram ricos e não respeitam o Estado! Abuso de poder, passar por cima do governador, MPPE, e a fundarpe! conseguiram mandar fechar os quiosques até as 22hs! Única avenida de turismo que não tem turismo a noite do nordeste!

  • Estas histórias se repetem todos os dias no Brasil, vale mas apenas para os grandes TRUSTES FINANCEIROS ter seus arranhaceus, que sentarão em pilhas de Reais do que, a excencia de uma preservação historica da qual tivemos o inicio de uma vida cultural. Mesmo se estivesse uma preservação municipal acarretaria, no mesmo final. Para mim todos são parceiros insensives, como diz um velho jargão
    ” PARA DE GANHAR UMA GUERRA, MORRE MIL ” enquanto existir leis, vulneráveis o nosso Estado, e nosso País jamais chegará ao topo da responsabilidade e honestidade.

  • Belize, é verdade que o Clube Libano é o próximo a vir abaixo?

  • E Brasilia Teimosa? Vai virar condominio de luxo?

    • E porque não,Imagina como mudaria a vida dos que ali moram ,basta planejar verticalizar e dar emprego e oportunidade para os que estão ali .Temos que ter confiança e acreditar no futuro melhor que só vira com o desenvolvimento.

  • Nem li!

    • Nem li![2]
      Falta síntese e objetividade.

    • Nem li! [3]

      É muito blá-blá-blá pra nada.

    • Eu li. Tive a sorte de ter sido alfabetizado e desenvolvido meu senso crítico para entender que problemas complexos, como tal, não podem ser explicados numa “Twittada”.

    • Só alguém com QI abaixo de zero diz que leu um texto prolixo e difuso desses se gabando. O analfabetismo intelectual é uma desgraça.

      • Analfabetismo funcional É FODA!!!!!!!!!!

        • Meu caro, o analfabetismo intelectual é que impera no Brasil. Você e muitos outros demonstram isso…

    • Mas se fosse no feicibuqui iria ler e curtir, né?
      Os pessoal indoida com texto maomeno grande.

  • E aos poucos a cultura se vai…

  • Li tudo cara Belize e como todo cidadão Recifense, estou muito desapontado com a falta de atenção e cuidado com os nossos prédios históricos. Me pergunto se o centro da cidade com seus prédios históricos correm risco também de virarem somente fotografia. É um absurdo o que fazem com nossa cidade, permitindo que se construa a beira-mar edifícios de 30 andares, que acabam com nossa cidade, mas isso é um outro problema que simplesmente é ignorado.

  • gente, para alguns de vocês recomendo um blog muito bacããna:
    batidasalvetodos
    é ótimo!
    lá tem textos claros, lúcidos, bem escritos, engajados e bem elucidativos sobre cidadania e poder público!
    se joguem!

    • O mesmo que defende o projeto do cais José estilista, o dito “Novo Recife”, e manda as pessoas morarem em aldeia para terem alguma qualidade de vida?
      O mesmo que chama qualquer pessoa, que tenha coragem de ir contra os interesses da Moura Dubeux( patrão da colunista), de ativista de boutique? Incluindo aí, a promotora Belize no meio?

  • Que vergonha dessa Fundarpe que não foi a favor do tombamento…
    Que vergonha desse prefeitinho que não faz porr* nenhuma e ainda aumenta o ITBI em 50%. Tá achando pouco sermos o povo que mais paga impostos no mundo?

    Cansei, vou embora dessa fossa de intelectóides chamada Recife.
    De longe ouvirei a notícia de que Belize Câmara foi eleita para algum mandato político.
    Quem viver, verá.

  • Enquanto isto o prédio do Diário de Pernambuco está caindo aos pedaços e não vejo atuação do pessoal de preservação histórica e urbanismo. Ou será que não há historia ali?

  • Acho que a Belize seria uma governadora excelente. ;) #FicaDica

  • O Rei continua nu.

  • Uma pena que a promotora utilize toda sua inteligência num tema tão subjetivo, qual seja o tombamento de edifícios, com tão poucos resultados na qualidade de vida das pessoas. Acho lamentável que a senhora e seu grupo queiram impor seus gostos arquitetônicos e valores individuais. Sim, porque, pra mim, isso é apenas uma questão de gosto e imposição de valores que você julga relevante. Da mesma forma que eu acho o Caiçara horrível e não nutro nenhum afeto pelo mesmo, muitas outras pessoas que não tem nenhuma ligação com essas construtoras compartilham desse mesmo sentimento e preferiam um prédio moderno no lugar. Você deveria ter mais sensibilidade para perceber que história e tradição são valores subjetivos e individuais. E como tais, têm mais ou menos relevância para umas pessoas do que para outras. Outras, como eu, preferem modernidade e pragmatismo. Não é você ou a justiça quem deve definir que valores são mais importantes. Nós também temos direito de ver nosso gosto e nossos valores considerados. Você deveria pensar em nós também.

    • Quem compartilha dos seus gostos por edifícios modernos, João Andrade, de forma bem pragmática, deve optar por querer demolir edifícios menos modernos (10 anos de idade, está bom?) para erguer outro mais moderno em cima!!! Os poucos antiquados, “feios”, “sujos”, por favor, permita que façam parte da cota de gosto da minoria, que pensa numa cidade mais plural e com mais histórias para contar!

      • Prezado, Senna. Não vejo problema na sua teoria. Se quer saber, de fato não vejo problema em demolir um prédio de 10 anos atrás, para construir outro no lugar, mais bonito ou mais funcional. Agora, minha vez de lhe inquirir: você preferia estar a andar em vias de paralelepípedos sob o pretexto de preservação da história da pavimentação urbana?

        • Certamente, algumas ruas assim estão preservadas justamente para guardar a lembrança de como eram as vias antes da pavimentação. Da mesma forma, trilhos de bondes ainda estão fincados para mostrar como era o passado do transporte público. Igualmente, prédios característicos de determinada época devem ser mantidos para guardar uma parte da memória arquitetônica da cidade. Reafirmo, caro João Andrade, que não nego o novo, sou contra a negação do velho! Uma cidade moderna, como te agrada, pode estar em constante construção, porém sem deixar de respeitar seu passado.
          E veja o quão perverso é o reflexo do “novismo” em toda a nossa sociedade de consumo: idosos perdem o valor (ao menos se as pensões não são importantes para a família), relacionamentos descartados ao menor sinal de fadiga e toneladas de lixo produzidas com a obsolescência programada…. São só reflexões, prezado João, que faço e que gostaria, humildemente, compartilhar com você.

  • De toda essa discussão em torno da demolição do edifício Caiçara, o que fica de bom é uma possível maior preocupação com a história da Arquitetura na cidade de Recife, apesar de concordar com a Fundarpe, de que o imóvel não tem o valor arquitetônico, histórico e cultural suficiente para receber o tombamento.
    Quanto a alternativa de transformá-lo em Imóvel Especial de Preservação, um caminho interessante a se adotar para diversos imóveis, mas que não tem o rigor do tombamento, mas que o protege e preserva do mesmo modo.
    No entanto, em todo esse episódio, onde a promotora “questiona, em tom jocoso” se o DPPC foi incompetente, se não teve vontade política, na verdade, todo o Estado, Município, Ministério Público, foram intempestivos, todo esse processo deveria ocorrer antes, não aprenderam com processos como o do Cais José Estelita, onde a atuante promotora interviu.
    No Cais José Estelita, a Prefeitura do Recife tendo uma área como aquela, de grande valor para a cidade, de grande impacto no planejamento urbano municipal, deveria ter criado um projeto dentro do plano diretor para aquele terreno, antecipando-se ao interesse da iniciativa privada, tanto naquele caso, quanto no atual, está se correndo atrás dos “prejuízos”.

    Concordo que o Urbanista do Recife hoje é o Capital, isso é um fato, mas a construtora quando negociou o imóvel, quando elaborou o projeto, quando deu entrada no alvará de demolição na Prefeitura, até quando recebeu o alvará de demolição, convenhamos, não havia nenhum processo de tombamento, nenhum processo de transformação do referido edifício em IEP-Imóvel Especial de Preservação, então, apesar demonizarmos as construtoras quando o assunto é preservação do Patrimônio Histórico e Cultural, nesse caso em especial, a construtora está mais para vítima do que culpada, uma vez que todas as entidades que poderiam tomar alguma atitude para preservar o imóvel, foram intempestivas. Se o imóvel deve ser tombado ou não, isso é outra discussão, são os valores que ele representa para a sociedade como um todo, não apenas para um grupo que pode acreditar que ele tenha valor histórico e cultural, não pode ser subjetivo.

    A realidade é que, para evitar que isso se repita, e deve se repetir, os órgãos e entidades que são responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural da cidade e do Estado, devem ser ágeis, devem ter um plano de trabalho para mapear todos os imóveis de importância histórica, artística e cultural, dando entrada em seu processo de preservação, de forma cautelar. Uma vez que a iniciativa privada tem muito mais agilidade e recursos, e não tem nenhum compromisso com a cidade, senão com o capital, o que é muito triste, pois hoje não se produz mais patrimônios, mas apenas edificações.

    O que fica aqui é mais uma lição, assim como no caso do Cais José Estelita: o poder público tem de ser mais eficiente, mais criativo, de modo que a cidade possa preservar sua memória, respeitando, evidentemente, a competência dos órgãos responsáveis. Uma vez que a iniciativa privada é muito voraz e seu único interesse é o lucro.

    A sociedade do Recife é a grande culpada de não termos uma memória, de sermos incompetentes de criarmos imóveis com valores artísticos e culturais, que se tornariam num futuro patrimônio histórico. Qualquer imóvel hoje que seja colocado a venda, em valores que variam de 500 mil a alguns milhões de reais, são comprados sem se questionar seus valores arquitetônicos, seus impactos ambientais, seu constextualismo histórico e como o ambiente no qual foi inserido, questiona-se apenas o seu financiamento ou qual o desconto que se pode obter.

    A não se faz história apenas preservando a memória, mas também se criando patrimônio, hoje, somos uma sociedade sem valores, históricos, artísticos e culturais, é triste.

    • “nesse caso em especial, a construtora está mais para vítima do que culpada, uma vez que todas as entidades que poderiam tomar alguma atitude para preservar o imóvel, foram intempestivas. Se o imóvel deve ser tombado ou não, isso é outra discussão, são os valores que ele representa para a sociedade como um todo, não apenas para um grupo que pode acreditar que ele tenha valor histórico e cultural, não pode ser subjetivo” Perfeito, Robson!

  • O Edf. Holiday não é IEP?

  • Questiono aos defensores do Caiçara: por que esse imóvel deve ser preservado ou tombado? Qual o valor histórico que ele tem? O que é valor histórico, afinal? Pra mim valor histórico teria por exemplo algo que tenha sido palco de algum fato histórico relevante. Esse imóvel é nada mais do que um residencial da década de 40. De relevante, apenas a arquitetura da época. Mas quão relevante é isso? Pra você muito. Pra mim pouco. Ou seja, algo totalmente subjetivo. Então porque preterir meu peso em favor do seu? É justo isso? Uma coisa por exemplo é preservar os prédios do Marco Zero, a Torre Malakoff, a sinagoga Kahal Zur, entre outros, que, de fato, foram personagens ativos da história. Não esse prédio, de gosto duvidoso, apenas por ser antigo. Infelizmente, quando de sua construção, o Recife não foi planejado. O que acarretou numa falta de espaço. Não temos espaço por exemplo para vias mais largas. Qual a solução? Refazer esse estrutura defasada, estrangulada e saturada. Mas, para isso, as vezes, temos que desapropriar e demolir imóveis. Infelizmente, no entanto, essa onda de tombamentos vai de encontro a solução que a cidade mais precisa.

    • Um dos melhores motivos para se preservar o Caiçaras é que, meu caro, o Recife, coitado, não tem mais espaço pra construir nada. Não precisa construir mais nada. Boa Viagem de bucólico bairro de Praia virou uma babilônia selvagem e feia onde da Navegantes pra trás tudo é horrivel, desagradável, entupido de gente, esgoto estourado, carro em todo canto, incluindo calçadas, e sua modernidade querida acaba na fachada dos prédios modernos. Se vc quiser comprar pão, vá de carro, comprar fruta, vá de carro e se quiser andar a pé vá pro Shopping, por que na rua você vai ser assaltado, atropelado ou levar um choque fatal ao passar por um foi desencapado. Sem falar que não tem calçadas. Então quando eu vejo, ou melhor, via o Caiçaras eu pensava num tempo em que Recife era a cidade mais arborizada do Brasil, onde tinha sol na Praia de Boa Viagem até as cinco da tarde, onde os esgotos não explodiam por estarem sobrecarregados. É uma necessidade de poder gostar de Minha cidade e conseguir reconhecer os bairros como lugares onde as pessoas são mais importantes que os carros, onde a Rio Ave não torne a vida dos habitantes do Caiçaras tão difícil que todo mundoacabe se mudando pea eles poder em destruir. Dá pra entender?

  • muitos dos moradores do caiçara e de outras residencias de outros casos parecidos estavam com seus imóveis em ruínas, precisando gastar 2, 3 vezes o valor do mesmo para deixa- lo habitável.
    muitos deles em condições financeiras muito ruins,
    ninguem se preocupava com eles, nenhum orgão.nenhuma pessoa que agora protesta!
    então vem uma construtora e oferece 3, 4 apartamentos de luxo ou o mesmo valor em dinheiro , aí é claro que vão vender para sair das dificuldades de moradia decente e de dinheiro!
    questionar direito de propriedade é fácil! muitos dos que protestam moram em prédios que foram construidos em cima de casas derrubadas!
    PESQUISEM que tem muito gente morando em casarão antigo corrrendo o risco de desabar e seus moradores morrerem ! quem vai proteger? quem vai pagar suas dividas?os protestantes vão fazer o que para ajuda -los! só irão aparecer se por ventura aparecer alguma construtora para comprar!

  • Parabéns, Belize. Quem sabe um dia o povo valorize a história e o espaço urbano como um todo, entendendo que isso é qualidade de vida, fonte de renda com o turismo, etc. Enfim…

    • Ô entendido, por que você não compra o prédio e faz dele uma fonte de renda ?

  • Quanta hipocrisia, eim? Garanto que 80% dos que são contra a demolição não sabiam que prédio é esse até semana passada.
    Não passa de um prédio NORMAL. Deve ser protegido só pelo fato de ser antigo? O Caiçara foi construído na década de 40, 70 anos atrás. Quer dizer então que se uma casa foi construída em 2010, não poderá ser demolida em 2080? Porque é… antiga? Façam-me um favor.
    Convido os pseudointelectuais aqui presentes, muito provavelmente moradores de locais que, um dia, foram casas ou prédios ”históricos”, a deixarem um pouco o egoísmo de lado e se lembrarem da oportunidade de mudança de vida que isto vai representar para os atuais proprietários do Edf. Caiçara.
    No meio de tanta falácia superficial de ”patrimônio histórico”, acho que esqueceram-se dos pobres moradores não é?

    • Concordo com o Robson quando toca no ponto da ausencia dos poderes públicos, só não sou inocente a ponto de pensar que é só coincidência, pois favorece o livre assédio das construtoras. E alguém pesar a inclusão de um edificio por ele não ter 100 anos, é no mínimo desconhecer que a edificação reflete exatamente a ocupação daquela área do litoral para fins de veraneio (leia-se Rita de Cássia Guedes) Aliás, o Caiçara, pelas suas caracteristicas, traduz o próprio momento de transição para a ocupação residencial, algo que na época chamou-se de “metropolização” (Leia-se Manoel Correia de Andrade, Lacerda de Melo). Mais um ponto para refletir sobre o que o predio referenciava aos habitantes atuais do Recife. Mas o problema de descontextualização que se observa em algumas intervenções, principalmente de qualificação histórica, tem a ver com o fato apontado por Jan Bitoun: o capital não se interessa em renovar. O importante é o lucro de hoje. O passado… bota abaixo.
      PS: se autoridades viessem prestar contas de suas atitudes/atividades como a Dra. Belize fez neste texto, não teríamos tantos omissos se escondendo atrás de responsabilidades passadas para a frente, como fez a Fundarpe.

  • Parabéns, Belize. Quem sabe um dia o povo valorize a história e o espaço urbano como um todo, entendendo que isso é qualidade de vida, fonte de renda com o turismo, etc. Enfim… (2)

  • O que esperar de um Estado que tem um presidente de Assembléia Legislativa que consegue censurar por 4 dias os meios de comunicação social ? Ou de um estado que tem como procurador geral do Ministério Público um antigo prefeito de Igarassu pelo PSB ? Ou de um Estado que paga R$ 1.500,00 de salário a um professor e este mesmo Estado permite que sua assembléia Legislativa abra uma concurso para nível médio pagando salário de R$ 4.700,00.
    É este o modelo de governança que pretende ser implantado em todo o Brasil ???? Vade retro.

  • Parabéns Belize, você tem coragem, inteligência, competência e não baixa a cabeça para os coronéis modernos. Texto está magnífico, não tiraria uma vírgula.

    • Os caras são coronéis porque eles compram o terreno, constroem gaiolas, vendem cada uma a pelo menos um milhão( absurdo para uma cidade bosta como Recife) e os otários se endividam por 50 anos para pagá-las.

  • … “Imóvel que representa a memória e cultura da cidade”.
    De todos os moradores de Recife:
    99% nunca ouviram falar deste edifício, a não ser neste momento.
    99,99% nunca estiverem nem aí para qualquer tipo de valor cultural que esse prédio possa representar.

    Se “valor cultural” representar um prédio velho, mofado e abandonado, enfeiando ainda mais a orla da cidade, eu prefiro o desenvolvimento de Recife, com as construtoras.

  • A torre Malakof iria ser demolida em 1930. A casa navio, que foi cartão postal do Recife, só está na memória de quem a presenciou. O Caiçara deverá ser um espaço de arte e cultura com salas de cinema, café, galeria e teatro como a Casa de Cultura Laura Alvim na Av. Vieira Souto em Ipanema, onde gera um fluxo de comunicação integrada. O Cais José Estelita tem um valor inenarrável diante do fato de que a malha ferroviária de Pernambuco era a segunda maior do país ( até que com o advento das companhias de ônibus) foi suprimida pelo ” progresso”. Deveria também ter seus armazéns preservados e transformados em núcleos de arte , tecnologia e cultura e o terreno um grande parque arborizado para usufruto da população como um todo.
    Parabéns pela sua atuação Belize Câmara, o Recife precisa de você por perto, protegendo a nossa cidade.
    Excelente e preciso o seu texto.

    • Compre e faça isso. O que não dá é querer posar de bonzinho com chapéu alheio!

    • Filha, você mora em Recife?

      Transformar os galpões do Estelita em núcleo de arte e cultura? Parque arborizado para usufruto?

      Meu Deus… a praça 13 de Maio que é no centro da cidade, a maconha e a promiscuidade come solta! Imagine ali do Cais que é vizinho do Coque?

      O único parque que a população “consciente” do Recife frequente é a Jaqueira, e porque lá só entra rico!

      Porque eu não vejo ninguém visitando o “grande parque arborizado” do Complexo de Salgadinho?

      Tem gente que vive de projeção! Santa Maria Mãe de Deus!!!

      • Vai ver o interesse dela seja que a maconha e a promiscuidade comam solta mesmo. Deve ser uma dessas “cabeças” que sonham morar num misto de Cuba com Amsterdam.

    • Daniella, sou até tendencioso a concordar com você, agora responda-me a uma pergunta: só descobriram os valores do edifício Caiçara e do Cais José Estelita após a inciativa privada adquiri-los?
      Esse é o principal ponto, apesar de discordar do valor histórico, artístico e cultural do edifício Caiçara, creio que se realmente ele tivesse um valor para ser tombado, isso teria de ocorrer antes, não para tapar o sol com a peneira como se está fazendo hoje. No caso do Cais José Estelita, vamos a situação, e olhe que estou longe de defender as construtoras, acho que são um grande mal hoje para a urbanização e a qualidade de vida na cidade do Recife. Voltando ao José Estelita, a empresa que vai fazer um investimento daquele vulto para adquirir um imóvel do porte do cais, faz prospecções baseada na legislação de uso do solo local, no código de edificações, no plano diretor da cidade, diga-me, havia algum direcionamento em algum desses instrumentos que orientasse a construtora que adquiriu aquele terreno para um uso diferenciado para aquela área?
      Resposta: NÃO, não havia nada, mas se perguntar se deveria haver, é lógico, ali é uma área de grande importância urbanística e paisagística para a cidade, com uma vista privilegiada, e que poderia ou poderá promover o desenvolvimento hectares e hectares de áreas vizinhas, essas áreas em outros países tem um tratamento diferenciado, com usos específicos, com projetos urbanísticos que a integram a toda a cidade, valorizando não apenas os imóveis que ali se implantariam, mas toda a redondeza.
      Mas, infelizmente, nossa prefeitura não tem a maturidade suficiente para pensar dessa forma, então continuaremos vendo prédios que deveriam ser tombados sendo demolidos e prédios sem valor histórico algum sendo defendidos para serem tombados.

    • Botar o dedo nas coisa s dos outros é uma delícia, mas na minha casa milionária em área nobre que possui até praia “particular” (hã?) ninguém toca!

    • Botar o dedo nas coisa s dos outros é uma delícia, mas na minha casa milionária em área nobre que possui até praia “particular” (hã?) ninguém toca!

  • 1) É muito fácil dizer que a propriedade DOS OUTROS não é direito absoluto.
    2) Por que A COLETIVIDADE não compra o prédio e faz uma fundação ou um museu ?

    Isso não passa de mimimi de um monte de burguesinho querendo posar de socialista às custas dos outros!

    • Eu pensei na mesma coisa…

      Eu quero ver é quem ia botar o dinheiro nessa sucata de alvenaria só para garantir a “memória afetiva” do bairro de Boa Viagem.

      O mal do judiciário é cumprir leis demais e fazer justiça de menos…

      Inclusive pode botar no dinamite não só o Caiçara, como também a Fábrica Tacaruna e o Cemitério dos Ingleses… são 2 elefantes brancos sem uso algum!

  • Inclusive 99% dos que aqui comentam, até antes de iniciarem a demolição do prédio, nem sabiam que o mesmo existia…

    Gostaria que alguém postasse uma foto tirada fazendo pose no Caiçara!

    Pra mim, o único “patrimônio histórico” do Recife é a orla da praia (que em breve o mar vai “demolir”), o rio Capibaribe (que hoje tá todo cagado) e os Manguezais (que estão todos aterrados!)… o resto deveria é passar o trator por cima e começar uma cidade nova do zero!

    Mas para uma população que nem ao menos cuida da calçada de onde mora, posar de “defensor urbanístico” deve ser muito chiqueé!

  • E pra finalizar:

    “E povo sem história é povo sem alma”.

    A única história que o povo do Recife tem pra contar é um Drama, daqueles bem brabos e sem final feliz…

    E a alma do nosso povo, com certeza é sebosa… não é a toa que somos campeões em quase tudo que é ruim! De estupro a espancamento de mulheres… de miseráveis a morte por facada… de pior presídio do mundo a piores escolas do mundo!

    • Exato. Recifense se apega a supérfluos para camuflar a própria desgraça!

  • Realmente um absurdo o que se está fazendo, principalmente nas grandes cidades. Entristece-me ver que o referido casarão,.marco de uma época,será destruído. Veremos então surgir o novo,o espigão sem nexo ,ou outra construção qualquer. Aqui em Santos não é diferente. Olho ao meu redor e só vejo as sombras provocadas pelos imensos prédios de 30 e 40 andares. Um despropósito,uma mostra do quanto ainda somos sem cultura ,sem amor ao que é antigo e que deve ser preservado como identidade de uma marca na história. Muito triste destruirmos em nome de um progresso que visa ao lucro e especulação das imobiliárias. Só a eles tudo isso interessa. E nós ,temos que olhar as ruas e ver os casarões ,muitos com placas de vende-se ,.com saudade. e fotografá-los, a única maneira de pararmos o tempo. A ineficácia do poder público é gritante! Eles com certeza estão ganhando também. Temos que protestar e tentar impedir que nos transformemos em meros espectadores! Saudades de meu Recife de outrora!

  • [...] Imóvel Especial de Preservação, IEP. Como explicado pela promotora Belize Câmara nesse artigo (http://acertodecontas.blog.br/artigos/a-verdade-sobre-a-demolicao-do-caicara/) existem várias maneiras do poder público proteger o seu patrimônio cultural e, na cidade do [...]

  • Incrível assistir sem esboçar reação a demolição deste patrimonio feito com tanto amor por quem só plantou o bem e foi o maior benfeitor de sua cidade natal ,daí a orígem do seu nome.Este ser imortal a que me refiro tem inumeros serviços prestados a esta cidade.Grande visionário ,pioneiro em varios segmentos na área em que atuava, incansável médico, professor,diretor fundador da Faculdade de Ciencias Médicas do Recife,membro e presidente da academia Pernambucana de Letras, investiu em saúde, educação , incansável e respeitado profissional Dr.Waldemir Miranda de saudosa memória tinha um curriculum invejável.Daí a importancia de preservar o que ele deixou.

  • [...] Originalmente publicado por Belize Câmara para o Blog Acerto de Contas [...]

  • Povo sem histora eh povo sem futuro

  • Cara Srª Belize Câmara, li sua bela defesa deste ex-patrimonio cultural do bairro de Boa Viagem. A respeito desta desenfreada especulação imobiliária nesta bela cidade, escrevi um texto em 2011 a Luciano Siqueira então Vice´prefeito sobre o que estava acontecendo no bairro do Paramirim onde moro há 28 anos na Praça que por justiça deveria se chamar Praça Pe. Henrique pois foi nela que ele foi sequestrado e morto pela Ditadura. seria uma homenagem justa e merecida. Naquele texto expunha a loucura imobiliária neste bairro que tinnha traços ainda bucólicos como o de Dois Irmãos e Apipucos. O Recife corre sérias ameaças de destruição de sua memória arquitetônica-cultural como está a ocorrer no bairro histórico de Santo Antonio onde construirram aquelas duas torres gigantes na beira do cais. E o que disse nossa midia e os responsáveis!? …….

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).