A violência simbólica hierarquista dos pronomes de tratamento | Acerto de Contas

A violência simbólica hierarquista dos pronomes de tratamento

jan 30, 2013 by     84 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

ladrao_politico

Por Robson Fernando
para o Acerto de Contas

Algo que me fez refletir recentemente sobre a questão de tratar diferencialmente autoridades governantes (“governantes” num sentido mais amplo) e pessoas comuns foram os pronomes de tratamento. Reparei que, fora as expressões “você” e “o(a) senhor(a)”, essas construções linguísticas acabam servindo como um costume legitimador de uma ordem em que a hierarquia política, social e moral entre seres humanos é legitimada e naturalizada.

O texto do site Brasil Escola, de autoria de Vânia Duarte, é explícito ao mostrar, ainda que de forma não crítica, como expressões de tratamento servem para acostumar as pessoas com hierarquias:

“Quando nos dirigimos às pessoas do nosso convívio diário utilizamos uma linguagem mais informal, mais íntima. Ao passo que, se formos nos dirigir a alguém que possui um prestígio social mais alto ou um grau hierárquico mais elevado, necessariamente temos que utilizar uma linguagem mais formal. Lembrando que isto prevalece tanto para a escrita quanto para a fala. Para isto, podemos usufruir de um completo aparato no que se refere às normas gramaticais e à maneira correta de como e onde utilizá-las.” (grifos meus)

Alguns exemplos desses pronomes, expostos no texto mencionado, escancaram o caráter hierarquista, a autêntica violência simbólica realçadora de uma ordem de desigualdade, desse tipo de pronome pessoal:

- “Vossa Excelência” – usado para pessoas com alta autoridade, como: presidente da república, senadores, deputados, embaixadores etc;
- “Vossa Eminência” – usado para cardeais;
- “Vossa Alteza” – usado para príncipes e duques;
- “Vossa Santidade” – usado para o papa;
- “Vossa Reverendíssima” – usado para sacerdotes e clérigos em geral;
- “Vossa Paternidade” – usado para superiores de ordens religiosas;
- “Vossa Magnificência” – usado para reitores de universidades;
- “Vossa Majestade” – usado para reis e rainhas.

Às vezes “Vossa Senhoria” acaba sendo usado para pessoas com mais poder econômico, como latifundiários e grandes empresários.

Percebe-se que os pronomes de tratamento servem tanto para um contexto de dominação política de alguns poucos sobre muitos como para a dominação por parte de religiões organizadas, em especial a Igreja Católica Apostólica Romana. O tratamento diferenciado oficiosa mas tradicionalmente dedicado a pessoas de alta posição, nas hierarquias socioeconômica e religiosa, pelos Três Poderes da maioria dos Estados acaba sendo refletido também na diferenciação de tratamento entre pessoas comuns e humildes e indivíduos abastados em prestígio social e econômico.

Nisso o camponês, o vendedor de loja ou a(o) dona(o)-de-casa parecem ser dignos de um tratamento social inferior, atribuidor de menos relevância sociocultural, em comparação ao latifundiário, ao grande empresário, ao deputado que oprime essas pessoas mais pobres, ao pastor que está rico graças ao dízimo de sua igreja ou ao cardeal que vive cercado pelo ouro do Vaticano, mesmo quando ambos os estratos possuem a mesma importância para a sociedade ou as pessoas do estrato mais humilde fazem ainda mais em favor de um mundo melhor do que as do mais abastado.

Pode parecer desejar demais, mas seria uma grande iniciativa de questionamento à autoridade arbitrária e dominadora – e ao seu poder –, e consequente negação da ordem que segrega dominantes e dominados, se nós passássemos a rejeitar os pronomes de tratamento elitistas e usar simplesmente “você”, “tu” ou, no máximo, “o(a) senhor(a)” quando lidarmos com pessoas que estão em posições altas nessa hierarquia injusta que domina as sociedades ocidentais e lhes impõe a desigualdade e a opressão sob as mais diversas formas.

84 Comentários + Add Comentário

  • É por isso que eu defendo a idéia de o governo dar bolsa e cota pra quem é chamado de você ou tu. Nada mais justo.

    É muito sofrimento a pessoa ser chamada a vida toda de você. Eu fico imaginando a dor dessa pessoa, coitada.

    Ainda vá lá morrerem 50 mil pessoal por ano no Brasil por causa da violência, ainda vá lá os hospitais públicos estarem caindo aos pedaços, ainda vá lá o teto das escolas públicas cairem na cabeça dos alunos, ainda vá lá o Brasil perder 60 bilhões por ano com corrupção, ainda vá lá o crack tá dominando a sociedade, ainda vá lá o brasileiro pagar 5 meses de trabalho por ano de impostos, ainda vá lá as estradas e rodovias estarem destruídas, ainda vá lá a favelização estar aumentando, ainda vá lá a prostituição infantil estar aumentando, tudo bem, isso tudo é aceitável e até compreensível.

    Mas a pessoa ser chamada de você, aí já é demais.

    • kkkkkk. Robson é muito alienado. Eu não entendo esses tipos que perdem tempo tentando empurrar “problemas de primeiro mundo” guela abaixo de pessoas que convivem dia a dia com um caos que não tem nada a ver com pronomes de tratamento. Tirar uma frase de nota, inverter os pronomes de tratamento e acabar com colonias de ferias tematicas não vai resolver 0,00000001% dos problemas do Brasil. Rapaz, tenho ate saudade dos posts ambientalistas de Robson. Ao menos aquelas questões são pertinentes a sociedade. O cara se alienou de vez.

    • Absurdo, que absurdo!

  • Próxima vez que eu me encontrar com algum rei eu vou chegar logo falando bora mô véi. E ele provavelmente irá responder com um e ae monstro.

    • Kkkkkkkkkkkkkk

  • Robson Fernando como sempre expressando sua indignação com fatos que ninguém liga.
    A maior parte desses “oprimidos pelo pronome de tratamento inferior” nunca usaram nenhum pronome de tratamento, no máximo usaram “Seu”, “Dona” e “Dr(a)”. E acredite, eles não sabem usar e nem se importam!

  • Pense numa tempestade de clichês…

    E tudo é desculpa para atacar a igreja! Santa Madre de Dios!!!

    Tá parecendo Marcos Bagno e seu discurso esquerdopada radical!

    “Autoridade arbitrária e dominadora…”

    “…negação da ordem que segrega dominantes e dominados…”

    “…pronomes de tratamento elitistas…”

    “…hierarquia injusta que domina as sociedades ocidentais e lhes impõe a desigualdade e a opressão sob as mais diversas formas.”

    Em poucas frases o cara conseguiu reunir todo o blá blá blá típico de DCE! Meu velho! Anda pra frente! Larga o tempo de esquerdista de laguinho do CEFET!

    Valha-me Deus!!

    • CEFET ainda é melhor que UFPE, pois o povo de lá pelo menos estuda para arrumar emprego.

  • Outro dia eu estava numa parada de ônibus e presenciei o encontro de dois manos das quebradas.

    O primeiro disse: -E aê, nóia.

    E o outro respondeu: -Fala aê, otário.

    Depois dessa comunicação executiva de alto nível, os dois deveriam ser linchados em praça pública, na visão de Robson.

  • Esse questionamento aconteceu durante a revolução francesa. O Rei da época foi chamado de “cidadão”, como qualquer Francês. Acredito que a igualdade deveria prevalecer, pois aqueles que ocupam cargos púlicos não passam de cidadãos em posições de serviço à coletividade. Deveriamos também pressionar pelo fim do 14 Salário (Todos recebem 13, os deputados recebem 15 por qual motivo? Isso vai além da CLT que deveria reger o Brasil inteiro), fim dos privilégios (eu pago a roupa que uso para ir trabalhar, o deputado não pode?), o fim da estabilidade dos funcionários públicos (Instaurava um outro modelo, menos engessado), são vários os elementos que precisam ser repensados. Somos uma república pela metade, onde os políticos ainda atuam como em uma monarquia e pensam que tem a propriedade dos impostos, do governo, das ações. Culturalmente precisamos mudar, mas só investindo em educação para criar uma população mais crítica. Eita, não tem verba…. kkkkkkk

    • Décimo terceiro não existe. É ilusão. Faça os cálculos!!

  • Pierre !!!

    Tudo bem que o Blog é seu … mas é cada idéia que você abre espaço para este cara que pelo amor de Deus !!!

    • esse robson só aparece pra “causar” e dar ibope ao blog

  • Mais uma pérola desse articulista…..

  • Pierre, caso tenha disponibilidade, veja alguns posts de Robson,e veja que as pessoas nao estão/nao ficam satisfeitas quando textos do mesmo sao publicados. Em suma: os textos sao considerados enchecao de lingüiça,e de saco. E n,cara, nao é uma questão da sociedade doente,hipócrita,da zelite se indignar com o que ler. É uma questão de qualidade. Ou da falta de qualidade,mesmo

    • Ernesto, os textos não são de todo mal. Até rendem umas boas risadas!

  • Com o que lê,perdão. Fui afetado pela leitura aterradora, e tambem o corretor automático do iPhone é uma desgraça

  • Vocês reclamam mas continuam dando atenção. Quando verem que o post é dele só não abrir e muito menos comentar.

    Os posts desse cara não tem nenhum nexo.

    • Pelo contrario, eu sempre reclamo dos textos de robson, mas não quero que ele deixe de postar por aqui. Robson sempre trás um estudo de caso de como um esquerdista ignorante pensa. Pra quem vive criticando os caras de direita pelas suas visões de mundo, Robson sempre mostra o outro lado da moeda(da ignorancia)

  • Robson, você não se deu ao trabalho de explicar o que significa “simbólico”, e pior ainda, “violência simbólica”. Isso é de grande importância em quem reproduz sempre o mesmo discurso. Além disso, parece ser muito acadêmico, qual é a alternativa ao uso dos pronomes de tratamento? Nenhuma…

  • Robson Fernando sempre se superando.

    Me abstenho de comentar.

  • Eu não li ainda o artigo mas adivinhei o autor pelo título.

    • Pois e’, nem precisa usar a barra de rolagem da tela para ir mais adiante onde tem o nome do auyor.

      Pelo titulo ja se deduz o nome do autor

  • Pierre, sempre que acesso o blog o meu antivírus (kaspersky) acusa um url malicioso na página, acredito ser o anúncio do leiajá,

  • Apesar das críticas da maioria aqui em relação a relevância do tema, faço justiça e digo que pela primeira vez li um artigo do Robson que senti trazer um fato importante, embora muito ignorado até mesmo por intelectuais, à reflexão: a desigualdade de poder na sociedade e a legitimação da autoridade e seus limites.

    Há muito tempo venho questionando também o que torna reis, presidentes, deputados, juízes, generais e até delegados de polícia diferentes de mim excetuando-se a sua autoridade FUNCIONAL, dentro do âmbito da sua instituição, e de caráter TRANSITÓRIO (até mesmo de um rei, um dia ele vai morrer). Para mim, todos nascemos iguais, somos feitos da mesma carne e deveríamos ter as mesmas prerrogativas e direitos, somente gozando de tratamento diferenciado dentro da profissão e ainda assim limitado ao que é útil ao serviço, e nada além disso.

    Hierarquias, pronomes e sinais de respeito no meu ver tornam a autoridade muito mais pessoal que funcional. Junte isso a tendência natural do ser humano de extrapolar os limites do poder e o resultado são os casos de abusos que já nos acostumamos de ver envolvendo nossas autoridades.

    Outra coisa: por que existe o crime de desacato? Você paga o imposto que sustenta o salário do servidor/autoridade e não tem direito nem de reclamar? Esse instrumento jurídico deveria ter sido extirpado a muito tempo de nossa legislação, a bem da república, da democracia e da igualdade.

    Acho que o problema é que existe um excesso de poder e prerrogativas nas mãos de nossas autoridades. Deveríamos reduzir esse poder ao nível mínimo para manter a ordem coletiva, e nada mais.

    • “Para mim, todos nascemos iguais”
      Algumas pessoas são mais iguais que outras. Triste mas é a realidade, não adianta ficar sonhando por utopias que nunca virão.

      “Outra coisa: por que existe o crime de desacato? Você paga o imposto que sustenta o salário do servidor/autoridade e não tem direito nem de reclamar?”

      Todo mundo pode reclamar dos servidores, só não podem denegrir a imagem deles chamando eles p. ex. de filho de uma p.

    • O que eu acho que falta à grande parte da população brasileira (mesmo aqueles que tiveram a oportunidade de frequentar bancos escolares) é uma educação política.

      O brasileiro NÃO RESPEITA o Estado. O brasileiro tem MEDO e REPUDIA o Estado, o que são coisas totalmente diferentes. Por temer a figura estatal (e seus órgãos e integrantes) o brasileiro tenta evitar e manter o Estado sempre longe, vide as sonegações e os “tocos” da vida que, em alguma medida, são formas de o cidadão afastar a aplicação das cláusulas estatais do contrato social a si próprio.

      Pela falta de uma cultura cívica e de uma educação política, o brasileiro não consegue ver no Estado um aliado para a construção de sua própria cidadania. O Estado é sempre vilanizado pelo cidadão e com razão, já que o Estado brasileiro se amoldou a essa nefasta mentalidade de atrapalhar a vida e a produtividade do cidadão.

      Esse auto condicionamento subserviente do cidadão deflui dessa visão de um Estado opressor que “só está ali para atrapalhar”.

      Se o cidadão tivesse o Estado em alta conta, certamente aprenderia a respeitá-lo, o que no Brasil, convenhamos, é praticamente uma utopia.

    • Gostei, “aluno palhaço” =) E concordo sim com a crítica à criminalização e dubiedade legal do “desacato à autoridade”.

  • “essas construções linguísticas acabam servindo como um costume legitimador de uma ordem em que a hierarquia política, social e moral entre seres humanos é legitimada e naturalizada.”

    Robson mais uma vez descobriu o Brasil. Cara o que seria da humanidade sem as suas reflexões hem?

  • Robson, quando tu for mais velho tu vai voltar aqui, ler esses teus artigos e sentir vergonha.

  • Os textos de Robson até tem um fundo de crítica social interessante, afinal, ninguém pode negar que as diferenças e discriminações sócio-econômicas no Brasil são gritantes.

    O problema é que ele se pega em algumas coisas meio superficiais que terminam chamando mais atenção para essas superficialidades (e dando um figurino burlesco a seus escritos) do que para a crítica social propriamente, aí fica parecendo futilidade, discussão de bobagens, lenga-lenga de menino buchudo.

    Talvez o que ele precisa aprender a fazer é centrar as críticas no que realmente está errado e não em temas paralelos de menor importância que eventualmente possam estar vinculadas ao tema principal, por que se não fica parecendo que ele está se preocupando com assuntos de menor relevância e densidade social.

    Pra quem adora o estilo crítico e contestador de redação, o Brasil é um terreno fértil e adubado. O que não falta nesse país é coisa errada, absurda e grotesca para ser criticada. O que precisa (por parte do crítico) é direcionar com precisão suas idéias e as contextualizar com exatidão.

    • Critica pela critica não adianta. Falta argumentos solidos e principalmente validade cientifica para os textos que ele coloca. Ele deve tar perdendo muito tempo com blogueiros esquerdistas internacionais(paises de primeiro mundo) para perder tanto tempo com futilidades… menos drama e mais argumentação coerente é o que o senhor Robson precisa.

    • Não espere de um artigo do tamanho de uma página de Word um manifesto revolucionário. Considerando que o contexto de hierarquização social foi posto no texto (talvez, como alguns podem pensar, de forma superficial ou resumida demais), é válido denunciar as pequenas coisas que nos remetem ao reconhecimento do quão submissa a sociedade é a suas camadas sociais “superiores” e também nos remetem a uma consciência de classe.

      • “Não espere de um artigo do tamanho de uma página de Word um manifesto revolucionário. ”
        Desculpa numero 1 de blogueiros mediocres explicando a mediocridade dos seus textos.

  • Robson,

    A formalidade no tratamento tem várias vantagens e a principal dela é de servir de escudo ao “jeitinho” e ao favorecimento. Costumo atender ao público geral em meu trabalho (serviço público) e faço questão de chamar todo mundo pelo pronome de tratamento adequado com o intuito de demonstrar seriedade, respeito e, principalmente, impessoalidade. Para não cometer erros neste sentido, chamo todos de Doutor (advogado, juiz, estagiário, membro do MP, despachante, motoboy, etc.).

    Essa mesma estratégia é utilizada, por exemplo, nos presídios federais, onde os Agentes Penitenciários referem-se ao Fernandinho Beira-Mar por Senhor Fernando, ou ao Marcinho VP como Senhor Márcio e por aí vai.

    A formalidade em muitas frentes é muito útil e também nos separa de quem não queremos ou não podemos ter intimidade.

    Abs!

    • Em resumo, é pura e simples questão de educação e respeito.

      Mais um caso de artigo que logo denota seu autor pelo título.
      Mais um caso de polêmica por besteira.

      É claro que nossa sociedade tem diversos problemas. Mas isso não se resolve:

      *abolindo pronomes de tratamento;
      *escrevendo Xs e arrobas para suprimir da língua a diferença de gênero;
      *deixando de comer carne e taxando de ignorante quem come;
      *condenando as religiões sem exceção…

      Na boa, professor Pierre… nada contra a pessoa do Robson, o qual nem conheço, pelo que li acredito que seja um rapaz honesto e com muita vontade de mudar o mundo para melhor, porém… o que artigos como esse ainda estão fazendo aqui?

    • J.G., algumas vezes o pronome de tratamento tem essa serventia. Eu creio que “O(a) senhor(a)” já tem essa função de manter um distanciamento da pessoa com quem não se pode ou quer ter intimidade.

      Os demais pronomes de tratamento, direcionados a pessoas de hierarquia social “superior”, já descambam pro elitismo e pra diferenciação de classe.

      • Então chamar alguem de professor ou doutor é ser elitista e “classista”. Putz se mata vei…

      • Robson,

        Entendo o argumento e vejo a sua lógica, mas deixa eu explicar a questão por outro prisma.

        No caso dos médicos. Eles estão revoltados com um monte de gente usando o Dr. no jaleco e querem proibir o uso do Doutor e obrigar a utilização do nome da Profissão antes do nome do profissional. Ou seja, os médicos pretendem abolir o pronome de tratamento exatamente para diferençar os profissionais da saúde em uma hierarquia. Pelo visto eles acham que o termo médico é mais valioso que qualquer outra profissão naquela área (algo que discordo e tenho vários argumentos pra esta próxima discussão).

        Tás vendo que a questão é pragmática, é do utente? Não adianta brigarmos com os pronomes de tratamento, temos que mudar as pessoas, o problema está no interprete e não no signo. Pra mudar as pessoas não é uma questão de mudar o pronome, mas de educá-las e aí, meu camarada, aí é pau.

        Abs!

  • Sugiro uma enquete com apenas 3 alternativas.

    “Voce gostaria que o Blog continuasse a publicar os artigos do colaborador Robson Fernando?”.

    a) Sim
    b) Nao
    c) Quem e’ “Robson Fernando”?

    • Escolho a letra a) SIM. Mas com uma ressalva, teria que ser aberto um novo tema: Comédia

  • Eu como católico, tenho convicção que o Papa e os cardeais (que são bispos) estão vinculados à sucesão apostólica, logo, estão diretamente ligados à Cristo. Portanto, sabendo disso, é óbvio que trataria-os com todo o respeito possível. Agora, se você acha que tudo isso é besteira, chame todo mundo de “Cê” mesmo.

    • A questão é que Robson é um revolucionario ateu de desktop, então ele não liga para funções hierarquicas, muito menos procura entender a um nivel maior o porque da legitimidade dos mesmos. Seria mais honesto(embora não menos ignorante) da parte dele fazer um texto incentivando a revolução comunista, execução de políticos, destruição e saqueamento de igrejas e etc do que ficar de lenga lenga sobre pronomes de tratamento.

    • Quem pode ser contra os textos de Robson quando eles dão vazão a argumentos ainda mais bizarros?

      Continue Robson.

      • De qual argumento bizarro vc está falando? Os argumentos que acreditam ser perfeitamente legitimos as formas hierarquicas em determinadas instituições, e que isso de nada tem a ver com “opressão de coitadinhos”? Ta achando ruim vai fazer uma revolução, embora querer chamar teu cheve de vc não vai mudar muita coisa a não ser levar uma chamada, e olhe lá…

        • brbr, no caso eu sou o chefe e odeio quando me chamam de senhor. Nesse caso (e praticamente apenas nesse) Robson está corretíssimo.

          O argumento bizarro foi o de Bruno (“tenho convicção que o Papa e os cardeais (que são bispos) estão vinculados à sucesão apostólica, logo, estão diretamente ligados à Cristo”). Por isso eu REPLY foi pra ele, veja a linha do meu comentário.

        • E o que é que tem de absurdo em uma hierarquização religiosa? Só quem usa essas denominações hierarquicas, em sua maioria, são pessoas ligadas ao clero. O argumento de Bruno apenas explica o porque da legitimação de hierarquias na igreja.

        • O bizarro é defender “denominações hierarquicas” numa religião fundada por um cara que era contra a hierarquização (e outras desigualdades) na sociedade em que vivia.

          Entendeu?

        • Não me convence suas explicações. Hj em dia qualquer pessoa se da ao direito de ficar dando “pitacos” nas religiões dos outros. Como se a hierarquização do clero fosse um crime ou algo assim. Que tal consultar um teologo ou um padre pra tentar entender o porque das coisas. Pobre da religião catolica se qualquer zé mané sociologo sabe mais sobre ela do que o papa ou os bispos. Existem outras visões de mundo fora marx…

        • Mas é também a minha religião, como não posso dar “pitaco”? Pra mim, continua sendo um absurdo defender esse tipo de prática numa religião, qualquer que seja. Enquanto a denominação em si possa ser algo irrelevante no contato entre pessoas, como instituição é uma das coisas que.

          Por causa da natureza do trabalho da minha familia, tive diversos contatos com padres, cardeais e pessoas do clero e NUNCA, em qualquer momento da minha vida, tratei-os com qualquer denominação diferente de você, ou senhor (caso fosse de idade, puramente social). E nunca vi qualquer problema por parte deles. Pra mim são IGUAIS. Pessoas que se dedicaram com afinco à religião, a estudaram. Mas sinceramente? Não estão “acima” de mim hierarquicamente, seja lá o que isso queira dizer. Já os critiquei abertamente algumas vezes, quando achei que deveria (como nos casos de 98 e 2004).

          E cara, sou uma das pessoas menos comunistas nessa terra. Mas já entendi. Vou explicar seu raciocínio lógico:

          Ele é contra a hierarquia religiosa? Então ateu, óbvio
          Está defendendo partes do artigo de Robson? Então claramente comunista

          Desculpa, mas esse modo de pensar (e julgar) faz parte da raiz do *preconceito*.

          Por fim, mude seus conceitos pq não sou nem uma coisa nem outra. Tenho apenas senso crítico e sigo os meus dogmas, não os dos outros.

        • Poder dar pitaco qualquer um pode(como Robson e seu texto pitaqueiro). A questão é mais de prudencia nas argumentações, como se o clero fosse tão burro a ponto de não ver que essas coisas vão de encontro ao ensinamento de Cristo. Então vc chama cardeais e bispos de “senhor”, nada de errado na linguagem coloquial. E o sociologo zé mané a que me refiro é Robson…

        • brbr ok, entendido.

          E lembrando: “senhor”, apenas por uma questão de idade.

          Abraços!

      • Bizarro seria eu tratar como igual um legitimo representante de Cristo. É uma questão de respeito e admiração o tratamento formal. E gostaria de saber onde Jseus era contra hierarquizações, quando ele mesmo fundou a Igreja.

    • Pois é. Hj a coisa é tão avacalhada que qualquer aspirante a sociologo quer ditar como deve ser levada a forma de ser de uma igreja(vide o post de Robson criticando o papa) incluindo interpretações bem toscas da biblia e evangelios. é por isso que eu não sou completamente contra hierarquias, até porque os esquerdistas se esquecem que existe MERITO ao se alcançar uma posição de poder. Lógico que muitas pessoas não merecem devido a falta de virtudes, mas isso ai já é outro debate.

  • Robson, obrigado por me trazer alegria numa semana que começou tão triste. Sem mais.

    • Robson, obrigado por me trazer alegria numa semana que começou tão triste. Sem mais.(2)

  • “Nisso o camponês, o vendedor de loja ou a(o) dona(o)-de-casa parecem ser dignos de um tratamento social inferior, atribuidor de menos relevância sociocultural, em comparação ao latifundiário, ao grande empresário, ao deputado que oprime essas pessoas mais pobres, ao pastor que está rico graças ao dízimo de sua igreja ou ao cardeal que vive cercado pelo ouro do Vaticano, mesmo quando ambos os estratos possuem a mesma importância para a sociedade ou as pessoas do estrato mais humilde fazem ainda mais em favor de um mundo melhor do que as do mais abastado.”

    Defina “mundo melhor”. Muitas dessas pessoas humildes que vc fala estariam que nem cegos em tiroteio se não fossem por uma autoridade local ou espiritual. Muitos desses humildes pobres coitadinhos que vc fala vão de encontro a sua concepção hipotetica de “mundo melhor”, pois muitos deles são conservadores, respeitosos para com autoridades, carnivoros, poluidores do meio ambiente,etc,etc… E notem também o pulo de lógica do texto quando o autor fala que eles PARECEM ser tratados desrespeitosamente. Quer dizer, o autor só sabe jogar hipoteses ao vento, sem nem se dar ao trabalho de provar que pessoas humildes são desrespeitadas POR CAUSA dos pronomes de tratamento. E sabemos que pessoas de fato desrespeitadas podem acusar a pessoa de abuso de poder. Putz, porque eu perco meu tempo tentando argumentar essas besteiras…

  • O que eu acho incrível é o pessoal se dar ao trabalho de entrar aqui com o único objetivo de denegrir o autor.

    Eu pergunto: se ler o que Robson escreve é tão ruim pra vocês, por que ler?

    Se Robson é um lunático, vocês são masoquistas.

    Se o pessoal entrasse pra discutir civilizada, argumentativa e construtivamente como alguns fazem, tudo bem, mesmo que para discordar do autor de forma veemente e enfática. Mas tem gente que entra exclusivamente pelo divertimento de pejorar o autor. É o que eu digo: só podem ser masoquistas (sentem prazer na dor). E o masoquismo, em alguma medida, não deixa de ser paradoxal e bipolar.

    Além do mais, o DONO do blog é Pierre. O único crivo de seleção para quem publica aqui é o próprio Pierre, inclusive nos comentários.

    • Não pense que isso é algo unilateral. Vc acha errado os caras que só vem aqui mandar Robson tomar naquele canto, tudo bem. Mas vc tem que perceber que o proprio autor contribui para isso. O estilo argumentativo pifio e fundamentalista de Robson não mudou mesmo depois de anos publicando textos aqui no AC. Mesmo com as inumeras criticas contra o autor(que ele insiste em ignorar, por mais embasada que seja, se tiver um pingo de ad hominem ele ignora) ele continua do jeito que era a alguns anos atras. Ai eu digo que quem não quer ver mudança de comportamento é ele(embora a essa autora do campeonato acho dificil).

      • Tudo bem, Robson pode até não ter “evoluído” (não vou entrar nessa profunda, relativa e polêmica discussão de evolução).

        Mas isso de forma alguma dá a outros o direito de o picharem e o aviltarem gratuitamente. Eu sempre vejo esses conspurcadores e blasfemos como pessoas fracas, vazias e pouco inteligentes.

        O fato é um só: ninguém é obrigado a ler os posts de Robson.

        Eu não gosto de discutir sobre temas como cosméticos. Mas digamos que Pierre dedicasse uma sessão aqui no blog voltada a discutir sobre batons, maquiagens, melhores marcas, melhores maquiadores etc. Acho isso um verdadeiro “pé no saco”, mas eu iria acessar o blog e seguir direto para essa sessão? Claro que não!!! Se eu não gosto disso pra que vou lá? Passo direto e vou para onde tenho interesse. Não vou entrar na sessão e ficar batendo boca com quem aprecia o tema e com os seus comentadores.

        Se a pessoa se dá ao trabalho de acessar e comentar os posts de Robson que pelo menos o faça de uma forma minimamente aditiva, para somar e não subtrair. Se a pessoa não tem como somar e construir, então que se abstenha do debate.

        • Não compartilho da sua visão, não vejo nada de errado nas pessoas que só vem aqui meter um ad hominem pra cima de Robson, mas tudo bem.

          “Eu não gosto de discutir sobre temas como cosméticos.(…)”

          O tema não é o problema, o problema é quando o autor tem pouca propriedade do assunto e vem aqui publicar suas propagandas ideológicas lotadas de melodrama e com pouco embasamento sobre determinado assunto. O que acontece com Robson pode acontecer com qualquer autor que fizer um texto com esses ingredientes, que inclusive já vi isso acontecer por aqui(lembro de um debate sobre cotas raciais onde o autor julgava racista qualquer pessoa que fosse contra o sistema de cotas, foi duramente criticado. Também lembro de alguns autores com textos ambientalistas que não sofriam 1/3 das criticas que Robson sofre).

          Moral da história, quer evitar as “pessoas fracas, vazias e pouco inteligentes”, começe a fazer textos melhores…

        • Problema é seu e dele!

          Deixe de seu mimimi, porque quem se expõe está sujeito a críticas.

          Se o cara insiste em ser superficial, ok… mas assuma! E não fique se fantasiando de intelectual hipster, modernete e esquerdista humanitário. E se ele não assume, qual o problema de descer a lenha nos posts dele?

          Ser politicamente correto é algo extremamente desagradável, chato, desanimador e desumanizante! Sendo assim não fique com esse chororô só pq entramos aqui para dizer o quanto as idéias desse cara são atrasadas, por mais que pareçam século XIX!

        • brbr e Demétrius, vocês até que debatem mantendo um certo nível, o que eu critico são criaturas que entram no blog (como em posts anteriores de Robson) lançando mão de adjetivações depreciativas do tipo: “viado”, “corno”, “doido” e tantas outras de rude calão. É isso que esvazia e anula o debate salubre e conteudístico.

          Por mais que as opiniões alheias nos desconvenham, temos que observar, pelo menos, regras formais do bom debate. No mínimo, o que se deve exigir de adultos é o auto-controle, uma vez que julgo não haver crianças entre nós.

        • Celso, as pessoas que vc critica eu vejo mais como um sintoma que comprova que existe problemas com a argumentação do autor. Como falei anteriormente, se o autor abandonar os maneirismos e polemicas vazias, garanto que boa parte dos detratores não irão comparecer nos comentarios. Antigamente eu também me revoltava com esses detratores, mas hj em dia prefiro canalizar o meu odio em coisas que valham mais a pena. Hj eu até acho engraçado,hehehe… A unica alternativa para evitar esses detratores seria a moderação, mas eu prefiro 1000 vezes um blog sem censura do que satisfazer os caprichos de Robson(não sei se ele concorda com moderação, mas de acordo com as ideologias dele acredito que sim).

        • Se ninguém vier aqui nos comentários meter o pau, como é que o Robson vai saber que os artigos são ruins? Como é que o Pierre vai saber que o Robson diminui a qualidade do blog?

          Tem mais é que se expressar mesmo.

  • tem muita gente aqui com recalque. queriam poder escrever para o blog também. robson = troll

    • mas o melhor desse blog mesmo é a resenha, a gréia nos comentários. podia se chamar “acerto de contas no barzinho”

      • ou “acerto de contas no sarau” para não chatear robson, já que o barzinho é uma instituição burguesa

        • [sarcasm]

          Uma instituição burguesa e que explora economicamente o etanol, causador de males à saúde e de desequilíbrio do meio ambiente, dado que a sua produção ocupa terras que poderiam ser utilizadas para produzir alimentos – orgânicos, é claro

          [/sarcasm]

    • Só porque eu não gosto de abacate não significa que eu queira me tornar um.

      • Exato. Essa história de que não gosta=inveja é na maioria das vezes falacia. “argumento” muito utilizado por adolescentes que gostam de porcarias como crepusculo. Eu posso até invejar a grana que esses atores mediocres ganham, mas isso não tem nada a ver com a obra em si.

  • No filme Lamarca, o personagem principal fala para o filho dele nunca chamar ninguém de senhor pois ninguém é senho de ninguém. Essa é uma conotação e submissão oriunda da idade média, da relação de senhor feudal e servo….

    • Gostei dessa =)

    • Quem? Carlos Lamarca, um camarada que assassinava a sague frio e sem possibilidade de defesa? Que pregava o terrorismo e a guerrilha urbana como método político? Que tava pouco se lixando para os inocentes, que só queria saber dos propósitos políticos dele, de implantar uma ditadura comunista no Brasil? De fato, uma pessoa de muita compaixão e que prezava pelo respeito e amor ao próximo, uma ótima referência…

      • Devia ser vegetariano, homo-ativista e sociólogo…
        Com tudo que você disse ai, identifiquei um bocado de seguidores…

      • Qualquer semelhança com um certo ativista de desktop(ao menos em ideias) não é mera coincidencia. Bem lembrado Danilo. Quando o cara é de esquerda os esquerdistas esquecem dos seus pecados.

      • Não é necessário dizer mais nada…

  • Caros,
    Teoricamente a acentuada simplificação das variáveis dum problema da forma como o simplismo popular propõe pode resultar em equívoco na solução (nesse caso acreditamos ser utópica) já que muitos dados importantes para conter a essência de uma variável pode se perder no processo causando uma solução que não condiz com a realidade.Outro ponto bastante comum ao comentarmos determinado assunto é a prolixidade, que compromete a clareza e objetividade da temática abordada.

  • Robson é um cara que quer mudar o mundo.

    E esses pequenos vícios culturais fazem uma diferença enorme numa civilização, mas a maioria das pessoas têm a imaginação curta demais pra captar, como dá pra ver nos comentários.

  • Caro Robson,

    Parabéns por mais esse texto que nos alegrou e divertiu ao longo da semana.

    Não ligue para seus detratores, pois eles simplesmente não entende nada de humor!

    • retificando: “não entendem”

  • Doutores (vixi, esqueci-me que doutor é título acadêmico e não pronome)!!!!!!!!!!

    Eu me redimi!!!!! Resolvi raciocinar um pouco e compreendi que esta falácia de “Direita” e “Esquerda” é uma bobagem…Como se esse dualismo fosse a causa/solução para nossos diversos problemas humanitários…e mais, como se de fato, a direita (elitista e excludente) e a esquerda (anacrônica e ditatorial) existissem de fato no país!!!
    Ah, os pronomes de tratamento são instrumentos de submissão. Eu seria um retardado se pensasse ao contrário.

  • Parabéns, Robson!
    Acho que todos devem ser tratados da mesmíssima maneira.
    As pessoas inclusive acreditam que senhor é respeito e você, apenas coloquial. Imensa ignorância, vez que Vossa Metcê era a forma como os nobres eram tratados, de onde advém você e hoje vc. Rsrs.
    Acho você um pronome elegante e respeitoso.
    Vamos buscar o fim desse apartheid ainda não perceptível pela grande maioria da população.
    Renovo os parabéns a você.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).