Aaron Swartz: viveu por uma rede livre, aberta, de todos. Morreu muito antes

jan 15, 2013 by     87 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Lawrence Lessig and Aaron Swartz
[na foto, CC BY]

Por Silvio Meira, do blog Dia a Dia, Bit a Bit

Quantas pessoas, entre as que você conhece, escreveram um testamento aos 15 anos? quem conheceu aaron swartz sabia de pelo menos um. o conjunto de seus últimos desejos foi publicado em 2002, nesta página. caso seja atingido por um caminhão, swartz pede que o conteúdo de seus discos seja amplamente divulgado e que o software que escreveu seja entregue à free software foundation. swartz não foi atingido por um caminhão. mas, sexta passada, deu fim à própria vida.

Não vou escrever um obituário, não tenho conhecimento para tal. para saber quem foi swartz, basta procurar por aaron swartz aqui e aqui. aaron era um destes gênios que a humanidade só vê muito de vez por outra. o que dizer de quem foi um dos autores do protocolo RSS aos 14 anos de idade? antes dos 26, havia sido parte do grupo que fez creative commons, tinha fundado reddit, estava por trás de um esforço para abrir ao público os registros legais e processuais dos EUA e foi uma das mais ativas resistências às propostas SOPA e PIPA, as “leis azeredo” dos EUA?

Larry lessig, que sempre esteve muito perto de aaron, escreveu sobre sua morte e as circunstâncias dela, criadas por um estado onde arquitetos da crise financeira continuam jantando na casa branca [e no planalto…] sem que lhes seja atribuída a mínima responsabilidade pelo estado de coisas do planeta, enquanto alguém que, gozando de seus direitos legais, ao copiar textos acadêmicos de valor discutível, sofre um processo de quatro milhões de dólares e possíveis cinquenta anos preso. o texto está neste link… e passa por:

In that world, the question this government needs to answer is why it was so necessary that Aaron Swartz be labeled a “felon.” For in the 18 months of negotiations, that was what he was not willing to accept, and so that was the reason he was facing a million dollar trial in April — his wealth bled dry, yet unable to appeal openly to us for the financial help he needed to fund his defense, at least without risking the ire of a district court judge. And so as wrong and misguided and fucking sad as this is, I get how the prospect of this fight, defenseless, made it make sense to this brilliant but troubled boy to end it.

Fifty years in jail, charges our government. Somehow, we need to get beyond the “I’m right so I’m right to nuke you” ethics that dominates our time. That begins with one word: Shame.

One word, and endless tears.

O poder dos estados, segundo charlie nesson, fundador do berkman center, deve ser limitado, proibindo penas e recompensas que sejam tão severas e opressivas ao ponto de serem totalmente desproporcionais à ofensa e obviamente sem razão de ser. não seria este o caso do processo contra swartz? acusações que não tinham o aval de quem tinha direito sobre as cópias dos artigos [JSTOR, a investigação ordenada pelo seu reitor, horas depois da morte de swartz, tentará descobrir o papel da instituição no processo e nos eventos que levaram ao suicídio de swartz. e o clima, ao redor do instituto de tecnologia mais famoso do planeta, não é calmo: este domingo, ao meio dia, houve um protesto por lá, deixando claro que muitos vêem o MIT como um dos responsáveis, senão culpado, pelas circunstâncias que levaram à morte de swartz.

Há sempre os que acham que a lei deve ser cobrada e cumprida a qualquer custo. mesmo que leve vidas como Swartz. eu discordo. a maioria dos sistemas legais do planeta está voltando à insalubridade dos que mataram Tiradentes e tantos outros, desde sócrates e bem antes. sócrates –hoje um herói da civilização ocidental- foi condenado à morte porque era um crítico social e moral, discordava de poderosos e punha o poder em cheque o tempo todo, em especial exatamente o que foi usado no caso de swartz, might makes right. em outras palavras, para quem tem a força, tudo que se quer e pode fazer está certo.

Há muitas diferenças entre as gêneses e vida de sócrates e swartz. mas as condições das mortes de ambos são muito similares: sócrates, condenado porcorromper os jovens com suas ideias, teve por sentença o exílio definitivo ou o corte da língua. ou então a morte, caso não aceitasse os dois primeiros castigos. decidiu-se pela terceira opção, pois não mais seria sócrates se aceitasse um dos primeiros. foi coerente até o fim, o filósofo.

Swartz, o ativista, não esperou. sabia que o “sistema” iria fazer dele o exemplo para centenas de milhões que fazem o mesmo, ou muito mais do que ele fez. um laptop, com acesso legítimo a uma rede aberta, fazendo downloads legais?… ninguém foi atingido, nenhum mal maior foi feito. cinquenta anos de cadeia por isso?… era o sistema, ávido atrás de um de seus maiores e mais brilhantes críticos, querendo vingança a qualquer custo. para swartz, que sofria de depressão, a perspectiva de uma vida atrás das grades, por um mal que ele tinha certeza não ter causado, não era aceitável. nem por ele nem por ninguém consciente. por isso que ele se foi.

No brasil, no auge da discussão sobre o marco civil para a internet, se combateu o erro de legislar sobre a criminalização de comportamentos antes de determinar os direitos e os deveres de todos, sob todos os aspectos, neste novo espaço social, político, filosófico e econômico definido pela internet e suas consequências. a lei sob a qual se processava swartz, nos EUA, é uma radicalização da original, de 1986, intencionalmente modificada para deixar vago o que é um “crime” online. é um caso de might makes right, da parte do estado, com colaboração de agências federais e de incumbentes e suas associações, como a RIAA. interpretando a lei, o poder federal em massachussets “achou” 13 acusações a swartz, tornando quase impossível sua absolvição.

Aqui, já estamos correndo riscos como o de swartz, nos EUA. já estamos definindo crimes antes de estabelecer direitos e as consequências… e veremos com o tempo quão errados estamos, agora, ao ceder à pressa, ao casuísmo, à pressão de grupos de interesse por mais “força” [might makes right!] para tornar a rede teoricamente mais segura para “todos”. parece que vamos precisar de eventos tão trágicos como a perda de pessoas tão preciosas para, depois, mudar as regras. infelizmente. pena.

Uma coisa é certa: antes, ao tempo de tiradentes, quem queria mudar o brasil olhava para os EUA com esperança. a inovação representada por uma federação de estados americanos era óbvia inspiração para a época e muito se fez, no mundo, a partir dela. hoje, tenho minhas sérias dúvidas; parece que, ao invés de manter a dianteira na inovação institucional, os EUA estão se subdesenvolvendo em grande velocidade… e vão chegar ao nível brasileiro em muitas coisas, em breve. isso se a gente conseguir ficar no mesmo lugar e não regredir ainda mais rapidamente que eles, como muitos de nossos representantes deixam bem claro que querem.

A aaron swartz, o devido tributo por ter tentado evitar justamente isso, lá. tomara que muitos, aqui, em rede, façamos sempre a nossa parte. para que não tenhamos que lamentar as perdas de nossos swartz, como tantos na américa o fazem agora.

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“We need to take information, wherever it is stored, make our copies and share them with the world. We need to take stuff that’s out of copyright and add it to the archive. We need to buy secret databases and put them on the Web. We need to download scientific journals and upload them to file sharing networks.”

87 Comentários + Add Comentário

  • Eu acho que no Brasil, os poderosos não correm o risco que correm nos EUA.

    Nenhum jovem aqui está preocupado em mudar ou revolucionar nada. Aqui a única coisa com a qual os jovens sonham é passar a vida mamando e fingindo que trabalham em alguma repartição pública.

    Os poderosos que mandam no Brasil (políticos, traficantes, bicheiros, banqueiros, empreiteiros e donos de shoppings) podem ficar tranquilos que por essas bandas tupiniquins a mediocridade reinante impedirá que algum jovem queira revolucionar alguma coisa.

    Lá nos EUA esses jovens podem até dar certa dor de cabeça ao establishment. Aqui, o comodismo, a preguiça, a incompetência, a malandragem, a vagabundagem, a falta de coragem e conhecimento, o analfabetismo, o parasitismo e a vida fácil falam mais alto.

    Uma sugestão para os poderosos americanos: não percam tempo e venham rápido para o Brasil. Aqui, a justiça é comprada, os jovens acomodados e alienados, o governo facilmente subornável e a esculhambação eternamente instalada. Aqui, BBB, carnaval, futebol distraem a atenção do povão enquanto a licitação é comprada, a duplicação da BR é superfaturada e o salário dos políticos é aumentado. Geralmente, fazem esses cambalachos em véspera de carnaval ou qualquer grande festa nacional pro povão não perceber nada.

    Por aqui, vocês poderosos podem ficar à vontade e não precisariam nem se preocupar com um cara como Aaron Swartz. Esse tipo de gênio não tem o que fazer nessa joça pro que vai achar a vida por aqui uma verdadeira mediocridade.

    • Quanto rancor. Acho que vc precisa descobrir o Brasil…

      • Infelizmente já tive esse desprazer.

        Quanto mais eu descubro esse LIXO de “país”, mais me decepciono.

    • Emanuel, você fala como se apenas o jovem tivesse o dever de tentar mudar algo no Brasil. Todos devem tentar fazer do Brasil um país melhor, mesmo os mais velhos.
      O que você tem feito pra tentar mudar as coisas por aqui?

      • Falei dos jovens por que no mundo todo o comum é que os jovens carreguem a centelha da esperança.

        No Brasil se até os jovens só pensam em comodismo e moleza, imagina os velhos como estão.

        Isso aqui é um país de encostados. Todo mundo aqui só faz sonhar com uma teta estatal. Do rico ao pobre, todo mundo só quer saber de malandragem e de ser sustentado pelo Estado.

        A música de Tim Maia resumia bem o espírito da coisa: “Eu só quero é sossego…”.

        • De vez em quando, eu leio comentários de pessoas que pensam ao invés de copiarem. Pessoas que vêem o Brasil com seus próprios olhos ao invés de vê-lo pela TV. Pessoas que se insurgem contra a (des) ordem instalada. Pessoas que buscam o trabalho, não a mamata. Buscam produzir e não ser um peso morto buscando mais consumo às custas do trabalho alheio.

          Se um dia acabarmos com as mamatas dentro do aparelho estatal, sobretudo no judiciário. Poderemos colocar o trabalho, a produção e a produtividade como uma meta nacional. Isso seria um pesadelo para muitos, mas seria o nosso passaporte para um mundo melhor.

          Enquanto isso, os mamadores e pretendentes virão aqui criticar homens quem falam, simplesmente falam, contra essa desordem nacional.

          Parabéns, Emanuel!!

          Em tempo, Pierre, soubesse da gozação que os ingleses fizeram com nosso sistema de transporte público?? Estimaram em 257 anos para que Recife tenha um metrô como o de Londres. E ainda tem gente que acha que a solução é ônibus (BRT).

          Veja a matéria aqui na revista Exame:

          http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/bbc-faz-gozacao-com-metro-de-sp-e-de-outras-cidades-do-pais

          Tudo por quê?? Porque meia dúzia precisa permanecer rica às custas de um sistema de transporte decadente que trata as pessoas pobres como animais. Mas essa meia dúzia se dá uma migalhinha para os políticos, inclusive aqueles que vestem camiseta vermelha!!! Esses aí estavam como muita fome mesmo!! Me refiro aos vermelhinhos que estiveram a 12 anos na prefeitura do Recife.

        • 257 anos?

          Não. Essa estimativa dos britânicos deve estar errada.

          Deve ser 2.257 anos. Esqueceram os dois mil primeiros anos.

          Daqui a dois mil anos, aí sim, vai faltar 257 anos para que o metrô de Recife seja igual ao que o de Londres é hoje.

        • Tu deves é ser um frustrado que não conseguiu passar num concurso público.

        • Pedro, que argumento bipolar. O mundo não se divide entre os gênios do serviço público (decoradores de leis) e o resto da sociedade. Tanto é que não existe nada de genial e inovador vindo do serviço público. Lamentavelmente.

        • Como diria Nelson Rodrigues: O jovem tem todos os defeitos da velhice e mais um: a imaturidade.

    • Nenhum jovem aqui está preocupado em mudar ou revolucionar nada.

      Parabéns por ter conseguido ler a mente de todos os jovens do Brasil e descobrir que zero jovens brasileiros querem mudar o estado de coisas.

      • Robson, pode não ser a mente de todos os jovens, mas o pensamento dominante é esse: passar num concurso e ficar o resto da vida na mamata.

        Pra que produzir alguma coisa de útil? Pra que trabalhar muito? Pra que mudar alguma coisa? Pra que lutar por alguma coisa?

        O povo prefere o caminho mais fácil. Tu acha que o país tá nessa merda por que?

        O que um cara como Aaron Swartz faria no Brasil? No máximo seria um servidor público que passaria a vida reclamando de salário, contando os dias pra se aposentar ou sonhando com o próximo feriadão imprensado, com as férias ou com alguma licença. Era o máximo que o cara conseguiria aqui. Lá fora pelo menos o cara foi longe, mesmo com a pouca idade que tinha conseguiu grandes realizações em prol do bem comum, deixou uma grande mensagem e tinha uma mente de visionário e não de parasita inútil e acomodado. Aqui seria mais um desocupado alienado pelo BBB ou um noiado metido a revolucionário na universidade que no futuro terminaria a vida em algum órgão público por falta de melhores perspectivas.

        • Você fala como se a iniciativa privada fosse uma mar competência e meritocrasia, como se quem fosse competente realmente fosse recompensado, o trabalho valorizado.

          Acorda de teu devaneio!

          Duas leis, a da oferta e procura e a das vantagens comparativas, ambas basilares no pensamento capitalista, explicam o motivo dos jovens preferirem estudar para concurso em vez de se f na iniciativa privada. Hoje dá mais retorno estudar para auditor fiscal que ser engenheiro. Enquanto o auditor fiscal recebe mais de R$13.000,00 a grande maioria das empresa só quer pagar R$3.000,00 para um engenheiro apesar do engenheiro produzir a riqueza e o autidor não.

          Ai eu pergunto quem em sã consciência vai se lascar de estudar, perder final de semana, deixar namoro em segundo plano para concluir um curso difícil partir para um trabalho cheio de cobranças e pouco retorno? Ai vem os empresários quão putas arrempendidas vendendo a ideia que falta mão de obra qualificada, que não encontram ninguém que mimimi e o cacete.

          Não sei quem é você Emanuel, mas tá parecendo mais um Pierre Lucena que é servidor público tem sua estabilidade em um emprego de pouco stress, professor universitário não ensina mesmo o aluno que se foda, mas mesmo assim fica criticando a carreira pública e fazendo o ouvido dos outros de pinico com ideia de que o certo é se lascar na iniciativa privada mas não larga a teta estatal!

        • Isso em termos de Brasil, ok?

        • Ok!

      • Robson, você é o cara que mais generaliza no AC e agora vem policiar os outros? Já sei, cada um na sua idiossincrasia, né?

      • Robson, defenda esta causa, já que você prega o veganismo dentre outras chatices.

        “Desabafo de um punheteiro”

        http://www.youtube.com/watch?v=_z6C2MXJd2Q

        • KKKKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
          Ele ficou frustradíssimo com o último post.

        • eeheheheheheh

          Dalton esse vídeo é muito engraçado mas desta vez dou razão ao Robson, desta vez ela não está procurando cabelo em ovo.

        • Corrigindo.

          eeheheheheheh

          Dalton esse vídeo é muito engraçado mas desta vez dou razão ao Robson, desta vez “ele” não está procurando cabelo em ovo.

        • Dalto, ri demais com esse vídeo. Vou espalhar! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Falou Robson Fernando, o especialista em fazer generalizações em seus textos.

      • Vaquinha para a compra de um espelho para o Robson! Dou um Big Big mastigado.

    • Só os jovens?
      Vc deveria tomar uma atitude. Ou sua atitude é apenas criticar pelas redes sociais?

    • Quanto rancor, deixa de ser besta, repartição pública tem mamadorzinho, quem quer realmente MAMAR neste país vai para iniciativa privada, lá pode roubar, sonegar, traficar, e ainda ser chamado de investidor, empresário, fomentador… ainda pede benefícios e fala mal de funcionário público. Os limitados feito você, só enxergam o que querem, a culpa é sempre das repartições públicas.

      • Augusto, se existe algo falido no Brasil é o serviço público. Seja ele de saúde, segurança, educação, higiene, etc…
        Apenas duas coisas realmente funcionam, a receita federal e o TSE. Uma para cobrar imposto e outra para divulgar o resultado mais rápido… E só. Nem para fiscalizar o domicilio o TSE serve…

    • Emanuel e demais queridinhos que criticaram os jovens brasileiros,

      O que vocês têm feito para modificar essa “realidade”?

      Fiquei curiosa para saber, porque se vcs tem tanto conhecimento da NOSSA (minha e sua) mediocridade deve ter se esforçado bastante para fazer algo construtivo, tanto que se decepcionou e desistiu, estou certa?

    • é Emanuel, por isso estamos nesse cenário mencionado por você. A propósito, o que fez para mudar esse país?????/…é o que imaginei, nada. parece que você ta no mesmo barco do “comodismo, a preguiça, a incompetência, a malandragem, a vagabundagem, a falta de coragem e conhecimento, o analfabetismo, o parasitismo e a vida fácil…”. Antes se sair criticando que tal sugerir, é muito mais interessante.

    • Quanta idiotice dessa gente que acha que os states é essa maravilha toda. Não ajuda em nada o Brasil.

    • Concordo contigo Emmanuel! Vamos sair do mundo da fantasia. Pura realidade. O jovem daqui está preocupado como deve pagar as drogas no fim do mês. Precatórios, mensalão, propina da Moura Dubeux, desvios de verbas públicas, …..parece até que tudo isso é mentira. Que tanto conformismo desse pessoal! A turma ainda está em París, Amisterdã, Holanda,……ninguém diz que está no Coque, no Vasco da Gama, Nova Descoberta, Ibura, etc……hehehehe

  • “os EUA estão se subdesenvolvendo em grande velocidade… e vão chegar ao nível brasileiro em muitas coisas, em breve. isso se a gente conseguir ficar no mesmo lugar e não regredir ainda mais rapidamente que eles, como muitos de nossos representantes deixam bem claro que querem.”

    É isso mesmo. Disse tudo. A mentalidade e os costumes norte-americanos vem piorando muito nos últimos anos. Talvez seja a cultura de outros povos menos desenvolvidos através da imigração corrompendo os tradicionais valores norte-americanos como a competitividade, a excelência, o empreendedorismo e a livre-iniciativa.

    Quanto ao Brasil, não tem nem o que comentar. Isso aqui já regredia antes mesmo de existir. E agora com esse socialismo de araque se impregnando por aqui, em breve seremos um Venezuela piorada.

    • Beleza, neo-nazista. Só falta dizer que a solução pros EUA é caçar os imigrantes.
      A propósito, quando vc diz “tradicionais valores norte-americanos”, acho que ficou faltando ‘estímulo à guerra’, que sempre foi o grande fator de enriquecimento deles – seja ofertando poder bélico, seja demandando petróleo.

      • Criticar os EUA é ser um mau perdedor.

        Eles estão obrando para o resto do mundo que critica o poder bélico deles.

        Eles investiram no Reino da Terra, enquanto o resto do mundo espera morrer para ver os malvados ricos não entrarem no paraíso em nosso poderoso Reino dos Céus!

        • HAHAHAHAH. Que mente brilhante, a sua.

          Não tenho o objetivo de choramingar as políticas econômicas norte-americanas adotadas no século passado. Muito menos propor que nenhuma das economias mundiais possa investir no poder bélico. Apenas acho estúpido (e ignorante) endeusar os “tradicionais valores norte-americanos”. Sobretudo quando se culpa a influência de outras culturas pela atual conjuntura do país.

          Os imigrantes ocupam funções sem o mínimo poder de decisão (garçons, cozinheiros, faxineiros, donos de pequenos estabelecimentos, motoristas, …). Linhas gerais, são pessoas que encontram empregos, salários e “civilização” que seria mais difícil encontrar em seus países. Não acredito, portanto, no interesse (capacidade, se preferir) dessas pessoas em “corromper” o empreendedoresme e/ou o livre-arbítrio, tradicionais dos Estados Unidos.

        • livre iniciativa.*

    • Tenho dito a algum tempo e a cada dia se torna mais evidente:

      “É mais fácil a ‘brasilianização’ da Europa (e EUA) do que a ‘europeização’ (ou ‘americanização’) do Brasil “

  • “aaron era um destes gênios que a humanidade só vê muito de vez por outra…”

    ^

    Parei de ler aqui…

  • Pierrr, Silvio Meira pode ser o tampa de Crush, mas isto nao da’ direito a ele de escrever nome proprio ou de cidades em minusculo.

    Socrates
    Tiradentes
    Massachussets
    Aaron

    Avisa a ele, ou manda trocar o teclado do 486 dele por um que a tecla shift funcione.

    • Fica uma bosta pra ler…

      Dever ser preguiça…

      Krish

    • Mania feia da po**a.

      Que eu lembre todos os textos dele são assim..

      • Sim, é coisa do pessoal da computaria…

  • Diante da minha ignorancia, só soube quem era Aaron Swartz agora. Sem querer parecer chato mas já sendo, nomes próprios todos em minúsculo cansa de ler.

  • Ótimo texto.

    Aaron foi um LIBERAL na essência.

    Copiar não é roubar: http://www.youtube.com/watch?v=R1QnXJYT9ao (segue uma ilustração)

  • Comparar a cultura americana com a latina, incluindo a brasileira, é complicado, até injusto.

    A cultura anglo-saxônica, da qual decorre a americana, preza valores como a competitividade e o individualismo, que se contrapoem ao costume latino da acomodação e do jeitinho.

    Muitos dos grandes empreendedores, idealistas e gênios dos últimos séculos nasceram e cresceram nos EUA por que lá há um terreno fértil e adubado que estimula os valores que são comuns a essas grandes figuras. Isso só reforça a tese de que o meio ajuda a construir o ser humano.

    Nos EUA é uma vergonha ultrajante, um atraso de vida, o sujeito passar a vida dependendo do Estado, seja de que maneira for. No Brasil, muitas vezes é até motivo de orgulho, é meio aquela coisa de “me dei bem, consegui uma boquinha vitalícia no governo”.

    Tudo bem que as coisas estão mudando muito nos EUA com o intenso processo de latinização da sociedade. Mas muitos dos princípios dos pais fundadores e dos grandes empresários americanos ainda permanecem fortes e muito presentes na sociedade.

    Gênios subversivos, quase artistas, como Steve Jobs e tantos outros só conseguem desenvolver todo seu potencial, sua capacidade e seu talento num lugar como os EUA. No Brasil essas pessoas provavelmente afundariam no lamaçal da torpeza, com o governo e a sociedade fazendo de tudo pra atrapalhar e impedir o crescimento intelectual da pessoa.

    • Só para enriquecer ainda mais o seu texto semânticamente:

      Work = Werkan (Germânico) = Que sempre significou fazer, trabalhar, funcionar, esforço…

      Trabalho = Tripalium (Latim) = Que significa “três paus”; nada mais mais nada menos que um instrumento de tortura româno…

      • Pois é, arqueólogos acreditam que a primeira espécie de hominídeo que habitou o Brasil e que deu origem à geração atual foi a do homo malandrus e seu descendente direto, o homo vagabundus. Recentemente, fósseis antigos descobertos indicam a existência do homo manguaçus, que é uma variante das duas primeiras.

        Estudiosos acreditam que essa é a explicação histórica mais aceita para o Estado no Brasil ser tão valorizado como “profissão”.

        • Eu me identifico com o “homo manguaçus”…

        • No centro do Recife encontram-se quatro espécies em plena expansão, o homo noiadus, o homo travecus, o homo ambulantis, e o homo flanelus. E tem uma espécie que é tombada e protegida pela CTTU, o homo tocus. As cinco são extremamente perigosas, selvagens e hostis ao convívio com o homem civilizado, apesar de viverem soltas pela cidade.

        • HAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH !!

        • Nomes científicos têm o primeiro nome (o gênero) em letra maiúscula e são escritos em itálico ou sublinhado.

        • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Gostei Jack…nunca ri tanto……..kkkkkkkkkkkk

    • Ou seja:
      A cultura de desenvolvimento individual é correta, enquanto a brasileira de “o coletivo que me sustente” é errada.
      Você quis dizer isto?
      Se sim, eu concordo plenamente.

    • Gênio subversivo, artista e explorador de trabalho escravo e trabalho infantil mundo afora. Impressiona como o canto do dinheiro enfeitiça….

    • Perfeito, Aroldo!

      Infelizmente os principais pilares dos Pais Fundadores estão se perdendo.

      Os EUA conseguiram chegar onde estão por esses princípios que mencionastes.

      A ideia de que o Estado pode prover tudo conseguiu atrair os acomodados e os que caem na retórica socialista.

      • Aroldo não! Alfredo!! Heheh

  • Se Aaron Swartz, ainda no útero da mãe, recebesse a notícia de que ia nascer no Brasil, eu acho que ele se matava enforcando-se com o cordão umbilical.

    • kkkkkkkkkkkk…era mesmo! kkkkkk

  • Quem quiser que, por inveja, critique os EUA.

    Mas vamos ser honestos. Eles mandaram do mundo durante anos por que são competentes e inteligentes. É tanto que brasileiro pagou pau pra americano a vida toda. O sonho de muitas mulheres brasileira sempre foi arrumar um gringo americano pra garantir a aposentadoria. Classe média metida a chique adora desfilar em Miami e comprar buginganga em NY até não poder mais.

    Os caras conseguiram por muitos anos colocar o mundo todo a seus pés. Os maiores magnatas da história são de lá. As maiores e mais ricas empresas de todos os tempos foram e continuam sendo de lá. Eles tem ogivas nucleares capazes de destruir o planeta 5 vezes. O centro do poderio financeiro e militar do mundo está lá.

    Mesmo quebrados como estão agora, ainda dizem como o mundo tem que se comportar.

    • Este é um dos principais problemas: Estão seguindo o que diz Obama.

    • Assim como Roma e Inglaterra.

  • Quero ver é eles destruirem o mundo 5 (cinco!) vezes e continuarem intactos….

    • Eu também…

  • Não estimulo o suicídio, em nenhuma hipótese, mas desejo que Aaron Swartz descanse em Paz. Ele merece muito.

    Já o fariseus americanos, assim como os brasileiros (principalmente), quando morrerem de excesso de comida e ausência de trabalho, acredito que o próprio capeta virá pessoalmente buscá-los.

  • Engraçado(ou nem tanto) como os comentários descambaram pra EUA x Brasil. Como se fossem nações comparaveis. Não são.

    Aaron era um prodigo que foi cedo. Eu sempre fui seu fã desde os tempos do Reddit e a perseguição que sofreu foi injusta e desmedida. 30 anos de prisão e multa de 1 milhão não são brincadeira pra ninguem.

    MAS, transformar seu suicidio – uma questao extremamente delicada e pessoal – em panfletagem, ataque ao governo, ao promotor, ao sistema, ao vizinho está ERRADO!

    Se ele não deixou nenhum bilhete expressando essa questão, então pra mim o assunto do PORQUE só diz a familia. Nós outros, só temos a lamentar a perda de alguem que sempre lutou pelo que ACREDITAVA, e isso é raro não apenas aqui, mas em qualquer parte do mundo.

  • Se fosse aqui, o cara molhava a mão de meio mundo, se livrava da pena, pegava umas 5 panicats e ia curtir a vida à bordo de um iate em Angra.

    O cara não deu a sorte de nascer nessa esculhambação. Foi nascer num país onde a lei é aplicada, se lascou. Só o suicídio pra livrar o cara.

    • Não Paulo. Ele deu sorte de nascer lá, mas sua morte demonstra que ele não era tão genial.
      Se tivesse fugido para o Brasil e gritado por asilo politico, tava numa boa. Vide o Italiano…
      Mas “gênio” que era ficou por lá…

  • -Cara se não gosta do Brasil deixe-o, e faça a sua parte sem cobrar a dos outros!

  • Fico impressionado com a facilidade com que usam palavra gênio. O cara era um programador criativo, mas daí a chamá-lo de gênio é demais.

  • Aaron era um gênio, sim. Contudo, não concordo com a liberalidade que ele apregoava. Copiar, usar e distribuir obras alheias sem autorização, não me parece que atenda aos princípios universais da justiça. Um bom filme, livro ou música, por exemplo, custa trabalho e talento para criar e dinheiro para tornar acessível (estúdios, atores, músicos, gráfica, etcetcetc) e alguém vai e copia sem pagar nada. Pois é: os autores e realizadores acabarão desistindo e fazendo concurso público! Não acho errado alguém querer ser barnabé e ter um bom salário e aposentadoria integral com menos amolação mas quando se acha que esse é o único caminho para se ter uma vida boa, algo deve estar errado. Talvez existam poucas ou boas oportunidades de se trabalhar com o que se quer e se gosta. Ou talvez poucos se importem em descobrir isso pois consideram que o bom é viver na Gréia. Mas o Brasil não é uma porcaria. Aqui é legal e quem viveu fora sabe disso. Mas a esculhambação das instituições é que desanima. Nada funciona! Aliás, quando é para cobrar (IRPF, IPTU, IPVA, PQP…), o sistema é bom e melhora a cada dia e só escapa quem é rico. Culpam os políticos mas que são eleitos pelo povo que deveria ser o patrão deles. Se nada muda, é porque a sociedade precisa mudar e isso demandará lustros. E para não fugir ao tema: Aaron era um gênio.

  • A mensagem de Aaron tem de ser compreendida na medida de sua importância: Nós somos roubados, espoliados do nosso direito à informação, ou como diria o velho Marx, do nosso “general intellect”. A plataforma de artigos acadêmicos da qual Aaron copiou artigos e os disponibilizou é um dos maiores crimes de lesa humanidade. JSTOR e muitas outras são apenas intermediárias do conhecimento. Quem produz conhecimento paga para publicar e quem o acessa também paga. Esse conhecimento desenvolvido nas universidade e centros de pesquisa tem de ser de acesso público. O que acontece hoje não é nem remuneração de direito de propriedade intelectual, mas um modelo de negócio que não é bom para ninguém, apenas para as editoras que “disponibilizam” online o material. Veja, o custo delas é apenas disponibilizar o material e a contrapartida é o artigo ser indexado internacionalmente. Isso é uma vergonha. O governo brasileiro gasta um dinheirão financiado pesquisas nas universidade públicas e privadas e outro dinheirão por meio da plataforma capes para que tenhamos acesso às publicações internacionais, inclusive a de autores brasileiros financiados pelo governo. Isso, no fim das contas, é roubo. Capitalizam o conhecimento e o vendem para quem o produziu.

  • A seca está ai e os governos não resolvem, 70 bilhoes para a copa no país! Dominação nao foi resolvida com a internet!! Cpf, ID, somos controlados pelos governos!!!!

    • Esse problema da seca não vai ser resolvido NUNCA!!!!!!!!!!!!!

      O dinheiro que chegar aqui a turma rouba. É por isso que depois o que mais aparece por aí é prefeito “socialista” com mansão, apartamento milionário e com conta no exterior. É muito ROUBO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      E o povão fudido só quer saber de futebol, bunda e malandragem, aí é que os políticos safados aproveitam pra roubar geral mesmo.

      Esse país não tem jeito não. Essa porcaria não vai sair desse atoleiro nunca.

      Espero que, pelo menos, o governo não consiga calar a internet, que é tudo que eles sonham.

      • A lei do mensaleiro Azeredo, acho eu que vai ser igual a Cuba, China e Venezuela!

      • E quem disse que existe algo melhor do que futebol, bunda e malandragem?

        Aos sábados!!!

  • Prof. Silvio Meira e Acerto de Contas,

    1) Por que “brasil” e “EUA” no texto?

    2) Esse lindo texto, transportando para a LEI SECA DO TRÂNSITO, concorda com o que eu sempre digo: é pura hipocrisia confundir alguém que bebe moderadamente (e sempre lento,com a atenção) com um irresponsável que enche o pote da mardita e vai dirigir. ACHO QUE VOU ME SUICIDAR, para chamar a atenção desse fato, já que NÃO VEJO NINGUÉM escrevendo sobre isso.

    É isso.

  • A culpa é da Universidade Federal que deixa os “mestres” com muito tempo livre. O resultado é esse aqui.

  • Primeiro: mudar o que? pra quem? e aonde?
    se 90% gosta de futebol, novela e carnaval, pq um louco iria querer revolucionar?
    tirar do povo a alegria que resta, já que o resto é trabalho e crime

    temos que ver isto
    o povo quer panico na tv
    ou mais teatros e livros

    nao adianta dar algo a um povo que ele mesmo nao queira
    a cultura local impera e isto que a diversidade do mundo

    quantos povos queriam ser mais alegres como o brasileiro?
    quantos brasileiros queriam ser mais cultos ou informados como outros países

    a questão é a seguinte

    O GOVERNO DÁ O QUE O POVO QUER!
    O POVO NÃO REVOLUCIONA PORQUE NÃO É DE INTERESSE

    envolve muito poder, e este cara corajoso ae se matou pq ele enxergou além de muitas pessoas, não é simplesmente a força de vontade e a genialidade, o poder trava estas pessoas!! e se esse cara fosse o que todos admiram, que tomemos vergonha e começamos a ter coragem no mínimo!!
    o que resta a ele é entrar pra a história, de quem não se vendeu ao poder!!
    mas que sabe que este poder e politicagem existirá eternamente na ganância humana

    • Epa… Nunca ouviu falar em lavagem cerebral? A população é vítima, sim. Claro que a preguiça ajuda, mas dê uma olhada no YouTube após teclar “lavagem cerebral”.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).