As digitais de Marx nos vestígios do pós-capitalismo

abr 10, 2012 by     74 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

KarlMarx

Por Edilson Silva
para o Acerto de Contas

A economia é o motor da história, afirmava Marx. Parte do núcleo central do legado que herdamos de sua ciência está assentado na dialética entre o desenvolvimento das forças produtivas das sociedades e as relações sociais de produção que estas sociedades realizam, cujas sínteses edificam e ao mesmo tempo se relacionam também dialeticamente com suas superestruturas ideológicas, suas consciências sociais. Marx viu na estrutura econômica das sociedades, nas necessárias relações sociais contraídas para a produção de seus bens e serviços, o elemento propulsor fundamental do processo civilizatório e das transformações culturais.

O método do materialismo histórico e a apreensão da dialética da luta de classes desnudou as leis que conspiravam em desfavor da perpetuação do capitalismo como modo de produção, razão pela qual por diversas vezes perfilaram a ciência de Marx na direção de seu funeral definitivo. O último a tentar a faceta ousada e ter alguma audiência talvez tenha sido Francis Fukuyama, que ousou decretar o fim da história. Fukuyama e seus patrocinadores pretendiam congelar um mundo social presidido de forma vitalícia pela lógica dialética, portanto, do conhecimento mutante e crescente. Como se a espécie humana, por decreto ideológico, pudesse ter sua capacidade de abstração fossilizada, transformada numa espécie de tipo novo de sociedade de abelhas, produzindo seu “mel” de forma invariável, aceitando mutações apenas no processo de acumulação deste “mel”, em formato cada vez mais concentrado.

E foi exatamente por não termos nossa capacidade de abstração fossilizada que a história, impulsionada pelos fatores e contradições descobertas pela genialidade e pelas pesquisas científicas de Marx, nos conduziu ao século XXI numa condição particularmente revolucionária. É fato que o desenvolvimento das forças produtivas, em sua face científico-tecnológica, trouxe-nos à internet e a todo um conjunto de ferramentas/aplicativos de comunicação, linguagem, interação, informação e processamento de todos esses conteúdos convertidos em dados matemáticos, informação numérica em formatos digitais. Criou-se assim uma espécie de novo ambiente societário.

As dimensões de tempo, espaço, de fronteiras geográficas e culturais, de organização social, foram e estão sendo resignificados permanentemente, numa velocidade superior à do próprio pensamento. Como sugeriu Phillipe Quéau[1], citando as teses de Leroi-Gourhan, as grandes etapas da civilização humana foram marcadas por abstrações radicais: o grito abstraiu-se na fala; a mão na ferramenta; o oral no escrito. O real estaria então se abstraindo no virtual neste exato momento. Uma revolução está um curso, uma revolução nas redes. Esta questão tem sido o tema de fartas discussões acadêmicas e publicações nos últimos 15 anos pelo menos.

Ao falarmos aqui de vestígios de pós-capitalismo não se trata, portanto, de anunciar a superação do capitalismo por conta da forte crise econômica e social que afeta suas economias centrais, combinada com uma grave crise ética e ambiental, permitindo-nos falar mesmo em crise civilizacional. Se fosse “só” isto, talvez ainda assim não pudéssemos falar de pós-capitalismo, mas em aprofundamento da barbárie humana no capitalismo e da imprescindível e heróica resistência política anti-capitalista, feita por comunistas, socialistas, sócio-ambientalistas, movimentos sociais, pelos povos em luta por suas soberanias e outros. Logo, não estamos nos circunscrevendo a uma perspectiva revolucionária bolchevique ou outras pelo estilo, em que sujeitos supostamente revolucionários em sua essência combatem, honesta e necessariamente, pela posse dos escombros de um mundo velho, do passado.

O pós-capitalismo, seguindo as leis do materialismo histórico, só poderá ser anunciado por um sujeito social cujo interesse maior não é apossar-se deste mundo velho, mas sim de um mundo novo, que brota naturalmente e dialeticamente de sua atividade laboral. Esse sujeito, por excelência, tem que ser o mais qualificado, o mais produtivo, o mais criativo, precisa ser o que de mais elevado a cultura sob o capitalismo conseguiu produzir, de forma que ele próprio se torne portador, porta-voz, artífice e principal defensor deste novo mundo, do futuro.

A abstração do real no virtual, ao se tornar uma prática social de massas, pode estar inaugurando condições objetivas para que ventos tão ou mais fortes que os da Revolução Francesa empurrem a humanidade para um outro patamar civilizatório. É disto que se trata.

Assim como na passagem da Idade Média para a Idade Moderna a Europa viu surgir os embriões do que viria a ser o modo de produção capitalista – a então nascente classe burguesa, gestada e desenvolvida nos burgos, apresentando ao mundo o que viria a ser um novo projeto civilizatório para a humanidade, há hoje fortes indícios de que a nova configuração societária que experimentamos começa a revelar por onde poderão brotar “novos burgos” (cidades-mundo digitais, territórios informacionais) e os sujeitos revolucionários do nosso tempo. Uma nova classe, produtiva e transformadora, baseada em um novo e revolucionário modo de produção, estaria sendo adubada e surgindo de dentro das entranhas da sociedade capitalista pós-industrial e neoliberal, imitando a burguesia que outrora rompeu de forma revolucionaria o ventre do feudalismo.

Este novo sujeito revolucionário – se é que pode ser tratado no singular, se localizaria em um não-lugar, se levarmos em consideração a velha demarcação geográfica, do real não abstraído no virtual. Esse novo lócus produtivo de mais-valia seria uma aldeia global digitalizada e articulada pela internet, uma nova infra-estrutura para alicerçar uma nova estrutura econômica e sua necessária e também nova superestrutura ideológica, organizado por movimentos/paradigma como o P2P (peer-to-peer), que consiste, grosso modo, em pesquisa e produção de valor-trabalho, valor de uso, baseado na incorporação de informação e conhecimento, de forma colaborativa e aberta, horizontal, gerando produtos/conteúdos commons, com ganhos de escala e produtividade sem competição possível por parte das mais avançadas experiências produtivas do capitalismo, tudo isto sem copyrigth, mas com copyleft, softwares livres e open source – ou seja, sem patentes, sem apropriação privada, não sendo, portanto, mercadoria capitalista, como explica e ensina a economia política de impressionante conteúdo e leitura obrigatória de Michel Balwens[2]. Isso é factível unindo um colaborador/trabalhador/commoner que pode estar no interior do Piauí com outros que podem estar na periferia de Istambul ou no centro de Tóquio e milhões de outros espalhados pelo planeta Terra, para a produção de bens e serviços que atendam às suas necessidades comuns.

O feudalismo viu brotar de dentro de si o pós-feudalismo, e este o capitalismo comercial, industrial, e este passou pelo Taylorismo, pelo Fordismo, pelo Toyotismo, pela sua financeirização e pelas tentativas também de virtualização. O pós-capitalismo está em gestação, e o colaboracionismo solidário ou individualismo colaborativo das redes sociais – que difere de economia solidária, pois esta não reúne condições de competição com a produção capitalista e mesmo nesta modalidade ainda orienta-se estruturalmente no interior do mercado -, parece fazer as vezes do capitalismo embrionário de outrora. A seta irresistivelmente propulsora das “linhas de produção” no interior destes novos burgos não seria o lucro – no sentido da sua realização no fechamento do ciclo do mercado capitalista.

Da mesma forma que o capitalismo, em séculos, forjou sua ética, seu espírito, sua naturalização na ampla consciência social, também os vestígios de pós-capitalismo vão pavimentando a subjetividade de seu novo modo de produção.

A mão invisível do mercado, como Adam Smith revolucionariamente a percebeu em “A origem da riqueza das nações”, vai se apequenando no universo do mercado capitalista. Inversamente, esta mesma mão invisível se agiganta com a força avassaladora de sempre (talvez maior), em favor de práticas colaborativas e de solidariedade nos processos de produção e distribuição dos bens e serviços. Este novo universo/modo societário/produtivo não aceitaria e já não se submeteria à fraude da obsolescência planejada e da escassez artificial de bens e serviços – um crime sócio-ambiental sem o qual o capitalismo não sobrevive na atualidade. Neste universo ainda embrionário, a sociedade e seus indivíduos livremente associados, querem e podem administrar não a fraude da escassez, mas a abundância daquilo que necessitam. De cada um conforme suas potencialidades, para cada um conforme suas necessidades.

A ética protestante, que na pena de Weber engendrou um espírito ao capitalismo, produzindo tipos ideais para a consolidação de uma nova ordem social, harmonizando no ambiente mundano o individualismo com teologia da prosperidade, gerando uma lógica amplamente aceitável e defensável de racionalismo econômico, parece estar em franca rota de colisão com o que de forma razoável se espera de futuro para a humanidade. Uma outra ética vai se forjando: info-ética; ciber-ética; ética-hacker; ética da era digital. Não por uma opção de natureza subjetiva, por que seja do bem contra o mal, mas porque é visivelmente melhor e o bom senso da racionalidade econômica assim o exige. O individualismo predatório e a concorrência, combustíveis da economia de mercado, são incompatíveis com a nova e revolucionária racionalidade econômica, que ao mesmo tempo não pode dispensar o colaboracionismo, a coletividade, o espírito solidário, como elementos de ganho de qualidade e produtividade. O individualismo e a concorrência predatórios e a apropriação privada do conhecimento e da mais-valia daí derivada vão se tornando visivelmente anti-econômicos e anti-éticos.

Porém, assim como outrora o feudalismo e as corporações de ofício reduziram-se a agentes obsoletos e nocivos ao desenvolvimento da sociedade, e assim como os Luddistas voltaram-se contra as máquinas na Revolução Industrial, também hoje pode-se perceber o parasitismo e os efeitos nocivos da lógica da economia de mercado a se sobrepor sobre os interesses do desenvolvimento social e ambientalmente sustentável da sociedade, contra os interesses do avanço do processo civilizatório.

Os maiores exemplos desta realidade parecem ter aparecido com as recentes tentativas do Congresso dos Estados Unidos em aprovar legislações que ficaram conhecidas como SOPA (Stop On-line Piracy Act – Pare com a pirataria on-line) e PIPA (Protect IP Act – Ato pela proteção da Propriedade Intelectual), assim como o ACTA – Acordo Comercial Anticontrafação (em inglês Anti-Counterfeiting Trade Agreement), uma espécie de ALCA no universo digital.

Estas medidas, se aprovadas, funcionarão como uma espécie de marretada na grande rede mundial de computadores – no melhor estilo luddista -, buscando quebrar esta máquina diabólica que insiste em denunciar a obsolescência do capitalismo neoliberal e senil no universo digital. Os movimentos sociais virtuais, como o Anonymous, assim como outros integrantes deste espaço, como os Partidos Piratas em todo o mundo, unidos a outros atores se mobilizaram e estes projetos estão em compasso de espera. É muito improvável que os neo-luddistas consigam parar a roda da história, como pretendia Fukuyama, quebrando a internet naquilo que ela tem de mais revolucionária: a liberdade, a democracia e a privacidade de seus usuários. Contudo, é ainda mais provável que os neo-luddistas não desistam sem forte resistência, pois se trata de sua sobrevivência enquanto classe, como provou a prisão recente do dono do site de compartilhamentos MegaUploud. É o reavivamento de uma luta de classes em uma dimensão histórica de primeira magnitude, em que acontece um enfrentamento entre dois mundos, o capitalismo e o pós-capitalismo, e que ainda parece estar imperceptível em toda a sua grandeza para as tradicionais esquerdas do mundo.

Em 1848 Marx escreveu que um espectro rondava a Europa, o espectro do comunismo. Marx, mais que genial, enxergou bem além de seu tempo. Neste início de século XXI, um espectro ronda o planeta Terra: o espectro do commons. Commoners de todo o mundo, uni-vos!
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Secretário Geral Nacional do PSOL e Presidente do PSOL-PE

74 Comentários + Add Comentário

  • Há mais de uma centena de anos, o velho Marx imaginava que o pleno desenvolvimento capitalista (produção e abundância) daria a uma nação as condições ideias para a revolução comunista triunfar satisfatoriamente. Ou seja, através do êxito capitalista conseguia-se o quadro perfeito para que os vermelhos tomassem o poder e fizessem o que mais sabem: sugar e mandar (sempre sem produzir, claro; ou produzindo na base do chicote, explorando seu próprio povo pra isso, como mostrariam décadas depois).

    Tempos passam, e nesse nosso contraditório mundo atual, eis que temos mais uma revolução a vista!

    E pasmem, expectadores desatentos! Quem são os embrionários sujeitos da “nova classe, produtiva e transformadora, baseada em um novo e revolucionário modo de produção, estaria sendo adubada e surgindo de dentro das entranhas da sociedade capitalista pós-industrial e neoliberal”??? Ora, claro que são eles! Os visionários Tim Berners-Lee, Sergey Brin, Larry Page, Bill Gates, Mark Zuckerberg, Steve Jobs, que sem se darem conta (já que estavam aluados demais pensando em lucro), criaram as novas condições cibernéticas contemporâneas ideais para a nova neorevolução remodelada tabajara triunfar! Não, esses sujeitos não pensavam em inovar e lucrar com seu invento, seus tolinhos, pensavam e trabalhavam secretamente em promover uma nova forma de estrutura social, seguindo os mandamentos de Althusser!

    É bizarro como alguns ainda falam seriamente no socialismo (e variações afins, igualmente oportunistas) como uma forma viável de sistema político e econômico. E pior! Essa visão é quase hegemônica no Brasilis, difundidíssimas nos nossos doutrinários livros didáticos, nos nossos meios universitários, na imprensa etc…

    Esse ideia de Silva me pareceu bastante com o trabalho de Fernando Haddad, em sua tese de mestreança, em que tentava justificar o fracasso soviético, defendendo, por sua vez, a aplicação do “verdadeiro socialismo” para sarar as feridas. Sempre novas promessas, cicatrizadoras das velhas desilusões…

    Mas respeito a opinião de Edilson: o futuro é século XIX!

    • O que aconteceu com os países nórdicos de capitalismo avançado?

      • Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia são (ou eram, sei lá…) exemplos de equilíbrio entre capitalismo e socialismo. O Canadá também entra nessa lista.

        • Martins, acima de tudo estes são países sociais-democratas…

          A questão não é capitalismo ou socialismo. É democracia ou comunismo..

          O texto é péssimo e não traz nada de novo.

        • Há ditaduras capitalistas também, amigo.

          Preciso lhe passar a lista dos ditadores capitalistas pró-EUA?

          Essa dicotomia é totalmente falsa.

        • 01 – Acima de tudo, esses são países RICOS. Com muitos recursos naturais e pouca população. Aí é fácil bancar o Estado Papai Noel. Esse modelo não é aplicável à maioria dos países, nem ao mundo como um todo.

          02 – O comunismo, segundo a estratégia preconizada por Marx, previa a etapa intermediária do socialismo (ditadura do proletariado). Daí porque o comunismo é anti-democrático na essência. O capitalismo, por fundar-se na livre iniciativa e na expansão das oportunidades, é democrático por excelência.

          Claro, houve ditaduras em países supostamente capitalistas (nem todos são de fato capitalistas), mas… foi circunstancial. Basta olhar para a América Latina e Caribe; as “ditaduras” pró-EUA acabaram após o fim da Guerra Fria. Já a única “ditadura socialista” da região… segue firme, de irmão para irmão, como em algumas antigas monarquias africanas…

        • “Esse modelo não é aplicável à maioria dos países, nem ao mundo como um todo”.

          Será? Sua afirmação é puro chutômetro.

        • Naturalmente, Martins, a afirmação é especulativa (não poderia ser diferente nesse tópico).

          Mas algumas experiências práticas, pelo menos no caso dos estados nacionais, mostram a inviabilidade do modelo de desenvolvimento humano apoiado fundamental ou exclusivamente no Estado (União Soviética, Alemanha Oriental, Romênia, Albânia etc.).

        • Yusuke, aí chega no Brasil e o governo dá migalhas pro povo procriar feito rato. Depois não adianta chorar. B

        • - Yusuke, os exemplos que você cita não são de Welfare State, e sim da Cortina de Ferro! Forçou a barra um pouquinho, não!

          - Alexsandro, o governo “não dá migalhas pro povo procriar feito rato”. Com o Bolsa Família, e antes dele também, a taxa de natalidade no Brasil está em queda acentuada. Inclusive na população mais pobre. Daqui a duas décadas, teremos crescimento negativo.

        • Martins, sobre o seu amado welfare state, é só assistir aos noticiários da TV (ou da internete, se preferis: Itália, França, Portugal, Espanha etc.). A Europa, berço do modelo, está ferrada, atolada em dívidas. Somente países de pouca população e muitos recursos naturais (Noruega, Dinamarca, A´rabia Saudita, Catar …) podem arcar com tal modelo. Isso é fato.

    • Caro Fernando, permita-me sugerir uma leitura. Eu a indiquei no texto, na a publicação aqui no Acerto não disponibilizou, então segue aqui. Creio que há mais ciência que ideologia neste debate. Grande abraço:
      [2] BAUWENS, Michel. A economia política da produção entre pares. Disponível:
      http://www.p2pfoundation.net/index.php/A_Economia_Política_da_Produção_entre_Pares

      • A situação não é nova.
        O diagnóstico também não.
        O liberalismo veio pra ficar até apodrecer.
        As transformações serão, necessariamente dolorosas.

        “A anarquia econômica da sociedade capitalista como existe atualmente é, na minha opinião, a verdadeira origem do mal” (Albert Einstein)

      • Caro Edilson Silva

        Parabens pelo artigo.

        Gostaria que voltasse a abordar o tema.

        Sei de seus compromissos políticos e demais tarefas.

        Claro, se for possível.

        • Queiroz, esta linha de raciocínio é o que existe de mais inovador na Economia Política hj. Óbvio que não é uma invenção da minha cabeça, pois não tenho acúmulo mínimo para sugerir tais questões. Apenas sistematizei algumas idéias que estão sendo levantadas há mais de 15 anos com mais vinculação com a mudança cultural advinda das redes sociais. Creio que devemos sim nos debruçar a compreender melhor tudo isto. Estou à disposição para debater, pois quero muito aprender a respeito.
          Gde abraço!

  • Sabe qual a semelhança entre Marx e o apóstolo João? Os dois acreditavam viver próximo ao “fim da História”. Para Marx, a derrota do capitalismo e a marcha para o comunismo eram iminentes. Agora, os neomarxistas vislumbram a iminência do fim, outra vez, cento e sessenta anos depois…

    Esses marxistas não aprendem mesmo…

    • É muita falta de leitura…

    • Na aparência, tudo não passa de um completo nonsense. Aos 61 anos, o economista britânico George Magnus é uma das vozes ouvidas no escalão mais alto do sistema financeiro internacional. Desde 1997, aconselha (primeiro, como economista-chefe; hoje, como consultor senior) o UBS, o maior banco suíço e o segundo maior do mundo na administração de fortunas milionárias (com ativos de cerca de 2,5 trilhões de dólares). Este homem está dizendo [leia seu texto, na revista virtual de Outras Palavras] a seus insignes clientes que ouçam, para salvar a economia da crise… Karl Marx.
      Magnus não se refere, é claro, ao Marx político, que propunha a derrocada da burguesia por meio da revolução proletária. O que ele realça é a precisão teórica das análises marxianas sobre a natureza das crises do capitalismo. Demonstrando conhecer a obra do filósofo alemão, sustenta: por trás das turbulências que continuam sacudindo os mercados financeiros, há uma clássica crise de superprodução. A concentração de riquezas foi tão aguda, nas mais de duas décadas de hegemonia neoliberal, que se reproduziu o velho mecanismo descrito por Marx: já não há consumidores capazes de adquirir as mercadorias e serviços socialmente produzidos.
      Mais que o diagnóstico, porém, importam as propostas do consultor senior do UBS sobre os caminhos para sair da crise. Sempre apoiando-se nas análises marxistas, Magnus sustenta: num cenário como o atual, o caminho adotado pelas elites econômicas, em praticamente todo o mundo, levará ao abismo. Não se trata de cortar gastos, nem de praticar a “austeridade fiscal”. Os Estados precisam intervir na economia — inclusive adotando medidas normalmente condenadas pela ortodoxia. Ampliar o poder de compra dos trabalhadores. Desencadear obras capazes de reduzir o desemprego. Reduzir a dívida de setores da população (como os que hipotecaram suas casas) e de países (como a Grécia) que se enrascaram nas armadilhas de crédito abertas até 2008. Aceitar taxas mais altas de inflação.
      É um sopro provocador de reflexão, num momento em que os economistas de mercado e a mídia tentam tirar do baú a mesma ortodoxia que provocou a crise (observe sua pregação contra a queda das taxas de juros, ou o bombardeio contra a volta de um imposto sobre transações financeiras, para financiar a Saúde). Assim como o recente artigo, de Warren Buffet — o multibilionário norte-americano que pede impostos sobre as grandes fortunas — o texto de Magnus lembra que, em tempos de crise, o maior risco está em seguir mecanicamente o pensamento convencional.
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  • Artigo bem interessante, Edilson.
    Acho que dá pra desenvolver mais essa perspectiva.

  • A internet a democrática!!!!! Viva os revolucionários Marc Zucbarg, Bill Gates, Stiv Jobs (não sei como escrevem esses nomes) etc. e suas armas de guerra (facebbok, windows, smartphone etc.)

    VIVA A REVOLUÇÃO!!!!

    • Mas aí é que tá o fantástico da coisa. Para Marx o pós-capitalismo vem a partir das contradições do próprio sistema.

      Se um dia o capitalismo for superado por essa via informacional nada desmente Marx pelo fato das grandes inovações terem tido como motivação o lucro…muito pelo contrário.

  • MARX VIVE … NO INFERNO!!!

    O INFERNO É VERMELHO!!!!

    Hehehehehe!!!!

  • Mentira que estou vendo um post sobre MARX em pleno seculo XXI !! Pior, um texto sobre um novo tipo de “comunismo” ??

    Faça-me o favor! Nem merece ser debatido, apenas debochado.

    Caro Edilson, ESQUECE!!

    • Ótimo argumentum ad antiquitatem inverso, hein?

      • Fale português, Robson.

        “Argumentum ad antiquitatem inverso” é linguagem de pedantes que não querem ser compreendidos.

      • Robson, não é velho.. é obsoleto !

        Se for assim, vamos rediscutir os regimes monárquicos, os feudais, impérios, etc..

  • É triste ver uma mente como essa de Edilson!

    Mais um parasita que nada produzir, ou melhor, produz: Textos bizonhos! Pelos menos serve de piada!!!

    Meus Deus…

  • Caro Celso, obrigado. Infelizmente não saiu aqui no blog a referência bibliográfica [2] BAUWENS, Michel. A economia política da produção entre pares. Disponível: http://www.p2pfoundation.net/index.php/A_Economia_Política_da_Produção_entre_Pares

    O Marx é vítima de dois tipos de injustiça: a primeira é dos comunas que lhe tratam como profeta e não como fundador de um método científico; a segunda é dos críticos dos comunas que lêem Marx pelos lábios dos comunas que tratam Marx como profeta. Os capitalistas de ponta, mesmo no seu universo e com suas críticas, reconhecem o valor da Economia Política fundada por Marx.

    Gde abraço!

    • Na verdade, caro Edilson, me parece que Marx tinha uma boa percepção da realidade de seu tempo e dos tempos anteriores – seu problema eram os prognósticos.

      Creio que Marx aplicava bem o conhecimento histórico para o esforço intelectual de compreensão do presente.

      Vejamos esse fragmento do Manifesto Comunista – reli dia desses e fiquei impressionado com sua precisão e mesmo com sua atualidade:

      “A burguesia desempenhou na história um papel eminentemente revolucionário. (…) Foi ela que, pela primeira vez, demonstrou o que pode realizar a atividade humana; criou maravilhas que ultrapassam de longe as pirâmides do Egito, os aquedutos romanos, as catedrais góticas, realizou expedições que deixaram na sombra as invasões e as cruzadas. (…) Pela exploração do mercado mundial, a burguesia deu um caráter cosmopolita à produção e ao consumo de todos os países. Para grande desespero dos reacionários, retirou à industria a sua base nacional. As velhas industrias nacionais foram e estão continuamente a ser destruídas. São suplantadas por novas indústrias, cuja adoção se torna uma questão de vida ou de morte para todas as nações civilizadas, indústrias que já não empregam matérias-primas indígenas, mas matérias-primas vinda das mais longínquas regiões do mundo, e cujos produtos se consomem não só no próprio país, mas em todas as partes do globo. Em vez das antigas necessidades, satisfeitas com produtos nacionais, surgem necessidades novas, que reclamam para sua satisfação produtos das regiões e climas mais longínquos. Em vez do antigo isolamento das regiões e nações que se bastavam a si mesmas, estabelece-se um intercâmbio universal, uma interdependência universal das nações. E isto refere-se tanto à produção material, como à produção intelectual. A produção intelectual de uma nação converte-se em propriedade comum de todas. A estreiteza e o exclusivismo nacionais tornam-se de dia para dia mais impossíveis; e da multiplicidade das literaturas nacionais e locais nasce uma literatura universal. Em virtude do rápido aperfeiçoamento dos instrumentos de produção e do constante progresso dos meios de comunicação, a burguesia arrasta na corrente da civilização todas as nações, até as mais bárbaras. Os baixos preços das suas mercadorias constituem a artilharia pesada que derruba todas as muralhas da China e faz capitular os bárbaros mais fanaticamente hostis aos estrangeiros. “

    • Caro, Edilson. Perfeita esta afirmação:

      “O Marx é vítima de dois tipos de injustiça: a primeira é dos comunas que lhe tratam como profeta e não como fundador de um método científico; a segunda é dos críticos dos comunas que lêem Marx pelos lábios dos comunas que tratam Marx como profeta. Os capitalistas de ponta, mesmo no seu universo e com suas críticas, reconhecem o valor da Economia Política fundada por Marx”

      O marxismo do PT, JPLS e muitos outros, por exemplo, pregava luta de classe. Mas, na verdade, fizeram mudança de classe. Para eles!! Os comunas maleditos querem viver as custas do estado, sem trabalhar, e com o povo pagando a conta.

  • Bom, hoje em dia eu estou cada dia mais distante desses textos e dessas discussões ideológicas.
    Passou meu tempo de ficar lendo Tocqueville, Smith, Marx, Ricardo, Jevons, Platão, Aristóteles e coisas do tipo.
    Me preocupo mais com a prática (limpeza de canais, saneamento, tratamento de resíduos sólidos, urbanismo, educação, saúde, ciência e tecnologia, etc.)

    Mas depois de ler, achei o texto no mínimo interessante.

    E eu até concordo que existe mesmo essa nova leva de pessoas que querem romper com o capitalismo neoliberal (ou capitalismo financeiro, pós-industrial)…

    Os chamados “commoners”, como ele falou.
    Só não acredito, jamais, que esses “commoners” vão causar uma revolução no mundo e espalhar seus “espectros”.
    Pra mim isso é muita imaginação fértil…

    Mas é isso aí, Edilson, cada um que acredite nos seus sonhos, eu tenho respeito por isso!!!

    Ruim é ser jurista!!!
    não sendo jurista mamador de tetas, é tudo saudável!!!

    • Diogo, qualquer idade é tempo de ler Tocqueville, Smith, Marx, Ricardo, Jevons, Platão, Aristóteles “e coisas do tipo”. Acontece que você descobriu que sua vocação não são as ciências humanas.

      • Pois, é Diogo. Robson está certo. Sempre é tempo de leitura. Aliás, sempre é tempo de conhecer.

        A idade não nos deve afastar do saudável hábito da leitura. Ler é tão prazeroso e edificante quanto degustar um bom vinho, viajar ou ouvir uma boa música. Não há idade certa para isso.

        É muito melhor ler sociologia, filosofia e artes do que ficar lendo notícia manipulada de jornal, baixaria ou violência ou ficar assistindo o esgoto que a tv nos proporciona atualmente. Por mim, eu nem televisão teria mais em casa. Depois que você descobre o mundo que existe numa biblioteca, você fica com pena de você mesmo quando se lembra da época em que novela, gugu e faustão eram as suas maiores fontes de “cultura”.

        É uma pena que o brasileiro ainda esteja tão atrasado em leitura. É uma pena que cultura para esse pobre povo se resuma a futebol, BBB, carnaval (bunda na tv) e toda sorte de baixarias.

        Se fossemos igual a França*, Alemanha*, Canadá*, Bélgica*, Holanda* ou Reino Unido* em termos de leitura e se o brasileiro dedicasse o tempo que perde na televisão para a leitura isso aqui seria um país muito mais sério. É triste ver o quanto o brasileiro vem decaindo na escala cultural.

        *Países com a maior quantidade de livros lidos per capita.

        • Acho que vocês dois interpretaram errado o que eu falei.
          Muito errado, pra falar a verdade.

          Eu não disse que existia idade pra ler esses autores citados por mim, e nem quis impor a minha vontade aos outros.
          Eu apenas me retratei, falei da minha pessoa.

          E realmente, Robson, eu não sou muito chegado a algumas ciências humanas.
          Eu acho interessantíssimo a leitura, mas levo como se fosse entretenimento, mesma coisa de ler um romance de Machado de Assis.

          Pra mudar a realidade, eu acredito em pragmatismo, ação, inovação administrativa, inovação em gestão…
          Esse é o grande ponto, e inclusive dentro da teoria de Marx tem coisa parecida com isso (ele era contra a separação brusca de teoria e prática, era oposição ao idealismo dos pensadores gregos, tipo Platão e Aristóteles).

          Eu só quis dizer que eu não me preocupo com discussões ideológicas, pelo menos a nível de Recife, Pernambuco e Brasil.

          Me preocupo com as questões técnicas, com o abismo (e defasagem) entre a teoria e a prática, pelo menos aqui na nossa cidade.

          E nesse ponto eu e Karl Marx temos bastante coisa em comum!!!heheheh

  • O texto é bem interessante.

    Agora dá pena dessa galera que só em ver o nome “Marx” já fica com medinho do comunismo stalinista.

    A perspectiva de Marx é uma das produções mais criativas, pois tenta identificar por meio de sua dialética como as contradições dentro de um sistema produzem as condições tanto para a sua reprodução quanto para sua superação.

    Não em vão que a teoria da complexidade casa tão bem com o materialismo histórico, como o desenvolvimento das forças produtivas e as relações de produção podem ser vistas como fatores de sistemas autopoiéticos e agentes entrópicos.

    Claro que, tal como é feito no texto, o pós-capitalismo, ou seja, a consumação da entropia do sistema atual, fica submetida ao campo da especulação, mas não deixa de ser algo que atiça a nossa criatividade.

    Como diz o Eduardo Galeano há outro mundo na barriga desse mundo de merda, o parto é difícil, mas um dia acontece.

  • O problema nunca foi Marx.

    E sim os marxistas.

    • Martins, até concordo agora (finalmente).. mas fica dificil uma discussão se relativizarmos assim.

      Marx foi um pensador, e como tal, teve várias idéias e várias teorias. Algumas delas melhores que as outras. Mas não dá pra separar as AÇÕES que originaram destas idéias, as pessoas que foram influenciadas e as consequencias destas ações.

      As pessoas são julgadas por suas ações, os pensadores pelas consequências das suas idéias.

      Por esse lado, Marx foi vítima dele mesmo.

      Abs!

      • PG,

        Se “não dá pra separar as AÇÕES que originaram destas idéias, as pessoas que foram influenciadas e as consequencias destas ações”, então Jesus Cristo deve ser responsabilizado pelos crimes da Igreja Católica?

    • “O problema nunca foi Marx.
      E sim os marxistas.” (2)

      Será que Marx pensaria a mesma coisa se vivesse hoje em dia ????

  • Existem várias óticas a partir da qual se pode avaliar o socialismo: econômica (a mais comum), política (também comum), jurídica (menos comum), antropológica e a que eu acho a mais adequada, a psicológica/psicobiológica (e até quem sabe fisiológica). Acredito que a biologia explica melhor o ser humano do que qualquer outra disciplina.

    O socialismo não deu e nunca irá dar certo por um único motivo: ele é um sistema “perfeito” demais para o ser humano.

    Alguém, um dia no passado concebeu o embrião do que viria a ser o socialismo, e sabemos que não foi Marx, pode até ter sido um homem das cavernas sonhador na pré-história que achava legal esse negócio de todo mundo ser igual.

    Esse alguém, ao conceber o embriao da idéia, imaginou que um dia o ser humano pudesse ser bom e querer viver em igualdade com seus pares. E é esse exatamente o chamado “nó górdio” da questão, ou seja, a premissa equivocada que invalida todo o sistema. O cara que pensou isso foi o primeiro utópico dos seres humanos, o primeiro sonhador (até hoje o cara que é socialista é visto com um sonhador, um imaturo, um bobo). A lógica nos ensina que, quando se parte da premissa errada, todo o resto seguirá errado (o povão entende isso por “pau que nasce torto nunca se endireita”).

    Pois bem, partir do princípio de que o ser humano é bonzinho e quer viver em igualdade com seus pares e dividir tudo que tem é, no mínimo, ingenuidade (e também provavelmente o era no tempo das cavernas onde os homens já deviam disputar a mulher mais gostosa ou o pedaço de bife mais suculento).

    Daí por que se considera, até os dias atuais, o socialista/comunista um tolo, um sonhador, um lunático, um maluco, um cara fora da realidade simplesmente por acreditar numa coisa que NUNCA irá acontecer, justamente por que já nasceu do jeito que é hoje. Para o socialismo dar certo, Deus teria que reinventar as leis do universo e, por consequência, do próprio ser humano e da sua dinâmica de vida e de ajuste social.

    Para entendermos por que o socialismo já nasce sendo uma aberração, temos que partir da seguinte premissa: o homem é mau, só pensa em si, é egocêntrico, só quer saber de levar vantagem sobre os outros, quer ser o mais rico, o mais alto, o mais bonito, o mais inteligente, o mais poderoso, quer a mulher mais linda, o carro mais possante, a maior casa e a roupa de marca mais exclusiva. Pronto. Partindo dessa premissa, dá pra começar a entender por que o capitalismo deu certo e o socialismo não deu nem nunca dará. Não estou aqui querendo me posicionar e fazer um juízo de valor adjetivador, ou seja, não quero me posicionar a favor ou contra o socialismo ou o capitalismo. O importante é buscarmos explicações OBJETIVAS e CIENTÍFICAS para explicar os fenômenos.

    A maldade, a concorrência e a ganância são INERENTES ao ser humano e NENHUM sistema político ou religião vai conseguir acabar com isso. Eu diria que o único capaz de fazer o socialismo dar certo seria o próprio Deus, ao reinventar um ser humano (ou outro ser) regido por leis BIOLÓGICAS e comportamentais completamente diferentes das atuais.

    A política é um fenômeno eminentemente humano, não é um fenômeno independente do ser humano. A política só existe por que existe ser humano. Por isso mesmo, os vícios e defeitos da política são, na verdade, os vícios e defeitos do ser humano que se projetam na política.

    O capitalismo triunfou por que negá-lo seria negar a própria condição humana. Percebamos que o ser humano é uma raça tão egocentrada que termina sendo perigosa a si mesmo. Somos os únicos seres vivos a nos colocar em situação de auto-destruição (fabricamos ogivas que num único aperto de botão destroem a Terra em segundos). E o mais incrível é que nos orgulhamos disso. Vale perceber que o capitalismo, por possuir as MESMAS carasterísticas do comportamento humano, também tem essa capacidade autofágica.

    A idéia do socialismo sempre foi, em essência, salvar o homem dele mesmo, ou seja, pura utopia. Quem bolou o embrião do socialismo deve ter pensado: “Vou criar um sistema que vai resolver todos os problemas do homem”. E, novamente, isso atenta contra a própria mecânica de funcionamento do ser humano. Teoricamente é lindo, mas na prática é simplesmente inviável. É por isso que o capitalismo está tão identificado com a idéia de liberdade e individualidade (na essência, egocentrismo), ou seja, liberdade para que o homem possa ser homem, para que o homem possa viver usando seu lado mais animal. O homem precisa do capitalismo para, simplesmente, ser homem. Lutar contra o capitalismo, ao meu ver, é uma luta perdida, já que seria lutar contra a própria natureza humana, os próprios instintos humanos de competição, ganância e superioridade, valores que fundamentam o capitalismo e as sociedades capitalistas.

    • Perfeito. Sem mais.

    • Concordo. Mas o capitalismo só tem a ganhar caso incorpore elementos do pensamento socialista. É o Welfare State, um capitalismo melhorado, mais humano e menos desigual.

      • Concordo, martins, a grande questão é chegar a esse modelo.

        Eu acredito que, enquanto os bancos tiverem a força que tem hoje no mundo (na verdade, eles são a quinta-essência do sistema monetário-econômico-financeiro), NUNCA existirá, de fato, um pleno estado de bem estar social.

        Mídia, bancos, grandes corporações, grupos políticos muito poderosos não gostam nem um pouco dessa idéia de welfare state. Quem gosta disso são aqueles poucos que se contentam com o básico. Não consigo imaginar um John D. Rockefeller se internando em hospital público junto com pedreiros e garis.

        O ser humano é naturalmente egoísta e sempre vai querer ser mais rico e melhor do que os outros. Não dá pra mudar isso. É biologia pura. Faz parte da índole de sobrevivência, pegar o melhor lugar, ser o melhor, o mais forte, mais inteligente, mais rico etc, nem que isso leve a uma competição doentia que ameaçe a própria humanidade. Mas é do ser humano destruir a sua própria espécie para melhorar de vida. Todo mundo sabe que a vida humana na terra está com os dias contados e nem por isso ninguém está preocupado com a falta dágua. Esse é o típico pensamento capitalista predador: se eu estou bem e bebo água todo dia, por que eu iria me preocupar com a seca na África? Problema dos africanos. Tenho mais com o que me preocupar no momento. E aí mora o perigo, pois o planeta é um só. Querendo ou não estamos todos no mesmo barco, mas o imdediatismo do capitalismo cega as pessoas em relação a isso.

        É por isso que eu acho que esse negócio de socialismo tá mais pra fábula encantada do que pra um modelo político-econômico real e passível de ser aplicado na prática. Na prática, o instinto (nosso lado animal) termina falando mais alto, afinal, somos tão animais quanto um leão ou um javali.

        É por isso que acredito que a biologia seja o ramo da ciência com maior credibilidade para explicar até mesmo complexos sistemas políticos, já que no final das contas, tudo ligado a seres vivos (da mais elementar bactéria à baleia azul) se resume basicamente a sobrevivência, e quem estuda isso com maior eficácia é a biologia. Se a biologia estuda a vida pulsante, então serve para explicar a política, já que ela é a mais primária ferramenta de relacionamento, afinal até uma criança faz política, quando tenta convencer os pais a comprar aquele brinquedo dos sonhos. Isso já é um ensaio para, no futuro, quando for se candidatar a um cargo eletivo convencer o eleito a votar nele.

        Enfim, daria um cheque em branco a Darwin, mas nunca a Marx, a Stalin ou ao papa.

        • Edgar, não precisa ir muito longe.

          Basta comparar os EUA com o Canadá e a Inglaterra.

          Os EUA são o típico exemplo de capitalismo selvagem. Lá nem sequer existe um sistema de saúde pública. Ou o cara tem dinheiro, ou se ferra.

          Canadá e Inglaterra são tão democráticos quanto os EUA, mas a saúde pública lá é universal, gratuita e de altíssima qualidade.

          Nem Thatcher teve coragem de mexer com o National Health dos britânicos. É uma grande conquista, criada pelo governo trabalhista que sucedeu Churchill no pós-guerra.

        • Exato, martins. Mas tudo isso que você falou é, fatalmente, uma questão cultural.

          Infelizmente, acho que nós, brasileiros, estamos mais para a cultura americana do que para a cultura canadense. Digo infelizmente, pois acho isso um grande retrocesso. Igualar os EUA em muitos aspectos tá mais para decadência do que para evolução.

          Daqui para sermos uma Inglaterra ou Canadá (ou Coréia do Sul, no quesito educação) ainda temos um grande caminho a percorrer. Talvez lá pela quarta ou quinta geração a contar da nossa, quem sabe, estaremos no nível de uma Inglaterra dos dias de hoje em termos de walfare state.

          O grande desafio, de fato, para um país que olhe para esse lado social é conseguir colocar numa mesma sala de aula o filho do presidente e o filho do operário. Colocar em leitos vizinhos no hospital o deputado e o faximeiro. Mas isso ainda está muito longe da realidade ne nosso brasilzão.

        • Lembrem-se de que no Reino Unido há um sistema de saúde universal e gratuito, mas… mas… mas… o Estado cobra – e bastante caro – dos frequentadores das universidades públicas.

          Dinheiro não cai do céu, meus caros. “Taxar os ricos” pra “dar aos pobres” desestimula a produção de riquezas – porque a riqueza não é algo estático, como um tesouro secreto que alguém pode roubar; ela é, em essência, produto da ação humana, da invenção, da inovação, da ambição… por isso, “punir” os inovadores com cargas elevadas de tributos acaba por castigar e desestimular a produção de riquezas, deixando a todos mais pobres (já que a riqueza gerada pela atividade econômica se distribui pela sociedade, não ficando 100% concentrada entre os inovadores.

          Talvez por isso, os EUA sejam disparadamente mais ricos do que o Reino Unido e do que o Canadá.

        • Yusuke,

          o mundo pagou muito caro para que os EUA serem o que são hoje.

          Não se iluda achando que aquela prosperidade toda brotou do chão.

          Muita escravidão, muita gente morta, muita guerra, muita exploração, muitos abusos… a conta é cara.

          Ninguém chega onde o EUA chegaram sem muito sangue e suor alheios terem sido brutalmente derramados.

        • Paulo, um colega lá embaixo postou o seguinte comentário:

          “Esse povo precisa ler Ludwig Von Mises, F. Hayek, Milton Friedman, Ayn Rand etc etc ….”

          Não vou tão longe. Indico apenas o livro “Manual do Perfeito Idiota latino-americano”. Nele você verá que a riqueze não é algo que “se rouba de uns para dar a outros”. A riqueza é resultado de iniciativa, liberdade e boa gestão empresarial.

          Por essa lógica tosca na qual você se apoia, qualquer um que seja rico terá “roubado” a riqueza de alguém. Nessa caso, pense se você, que tem computador, ar condicionado, TV de tela plana etc. não “roubou” parte da riqueza de alguns de nossos miseráveis que mal têm onde cair morto…

        • Yusuke, as universidades inglesas são sim cobradas….. mas as norte-americanas também são.

          Então, os EUA não oferecem nem saúde pública nem ensino superior gratuito.

          Os EUA são sim uma sociedade de criação e inovação.

          E também de loucos paranóicos que invadem escolas e matam dezenas de estudantes. E obesos mórbidos em profusão.

          É uma sociedade de extremos, em que quem se dá bem, se dá MUITO bem. E quem fica de fora, dança feio.

          Prefiro algo mais equilibrado.

        • Bem… me parece que o Brasil segue o mesmo padrão americano: tem cada vez mais obesos e , desde o triste episódio da escola de Realengo, também tem loucos que invadem escolas atirando em criancinhas…

          Outra coisa, os americanos pobres não vivem ao deus-dará, eles são apoiados pela SOCIEDADE AMERICANA – não pelo ESTADO. Os EUA são , certamente, o país onde mais se desenvolveu a cultura do voluntariado e da filantropia. Assim, quem não tem dinheiro pra pagar plano de saúde (e são uma minoria de 30% da população) é assistido por entidades filantrópicas.

          Estado e sociedade são conceitos distintos. Somente sociedades preguiçosas jogam todas as suas obrigações morais nas costas do Estado. Normalmente, o resultado dessa opção preguiçosa tem sido muito triste (vide Grécia, Espanha, Portugal, Itália etc. etc. etc.)

        • Que conversa fiada!

          Na mentalidade americana, os “losers” não devem ser ajudados. Lá é cada um por si.

          Desconheço essa tal filantropia que você cita.

        • Pesquise no Google. Use os termos “filantropia” e “Estados Unidos”; você vai se surpreender.

    • Cuidado com esse determinismo aí, amigo. Há estudos sérios que mostram que o ser humano não é “mau” por natureza.

  • Eu não acredito que o welfare state (considerado a síntese do capitalismo com o socialismo) seja melhor que o liberalismo (ou neoliberalismo).

    Nem acredito no inverso, como os chamados “fundamentalistas de livre-mercado” (eu já fui um deles).

    Eu acredito em pessoas, em avanços humanos, em avanços culturais e comportamentais.

    Isso sim, é crescimento econômico “orgânico” (essa expressão é minha).
    Um crescimento que vem junto ao desenvolvimento.

    É um grande erro afirmar que o welfare state é menos desigual e mais humano que o liberalismo, como se isso fosse uma regra.

    Não é verdade, e a maior prova disso é um país chamado Austrália.

    Existem exemplos bons e exemplos ruins tanto de welfare state como de países liberais (economicamente falando).

    A ciência econômica deveria esquecer um pouco esses modelos loucos de macroeconomia, ou de microeconomia empírica…

    Também devia esquecer um pouco os autores de séculos passados (eu disse um pouco)…

    E focar bastante na economia comportamental, no estudo das culturas, do sistema político e institucional, pra explicar os fenômenos econômicos.

    Por isso que eu acho interessante o ramo de ECONOMIA INSTITUCIONAL.

  • A classe média brasileira, pernambucana e nordestina em geral, por exemplo, é completamente acomodada em termos de mudança sócio-econômica.

    Hoje em dia, quase 80% dos meus amigos de 20 a 30 anos de idade, estudam e sonham em passar em um concurso público.
    Ou então querem passar num trainee de uma grande multinacional.
    Passando por aqueles testes ridículos de psicologia, tipo dinâmica de grupo.

    Por isso correm atrás de fazer intercâmbio, aprender inglês em tempo recorde, em entrar numa instituição de ensino superior renomada, etc.

    Mas quase ninguém quer abrir um negócio, quer desenhar micro-circuitos eletrônicos, quer desenvolver materiais metálicos (ou não) para serem usados em indústria aeroespacial e naval…

    Pergunta se algum menininho da classe média recifense quer ir plantar café no Agreste pernambucano.
    Ou em brejos de altitude.
    Ninguém quer…

    mas na Alemanha (país desenvolvido), existe uma classe média rural, que tem altíssimo conhecimento técnico, com acesso a internet e a cursos superiores, que fica no campo criando porquinhos, frangos, etc.
    Além de terem anexados seus pequenos abatedouros, frigoríficos, máquinas de processamento de alimentos, etc.
    Na Suíça existe a mesma coisa… com a classe média (alta) rural tirando leitinho das vaquinhas e fazendo seus queijinhos artesanais chiquérrimos e caríssimos.

    Aqui não existe, e isso não é questão de welfare state ou liberalismo, isso é CULTURA, COMPORTAMENTO.

  • Guardadas as devidas e enormes proporções, Marx está para o marxismo assim como Cristo está para o cristianismo.

    • Mas, para a humanidade como um todo, avalio a contribuição de Cristo como sendo muito mais valiosa.

      Marx teve seu valor, é claro, mas Cristo é imbatível. Acho que não vai existir outra figura que consiga representar o que ele representou e representra até hoje para a humanidade.

      A importância de Cristo transcende, e muito, a cristantade.

      Acredito que, mesmo para quem é ateu da cabeça aos pés, consegue tirar grandes ensinamentos da figura histórica, política e humana de Cristo.

      • Concordo integralmente.

  • O problema da teoria de Marx é que ela é praticamente apocalítica, toda vez que o capitalismo entra em crise essas teorias renascem das cinzas com novas sugestões do novo disfarçado do velho, sem no entanto propor nenhuma solução, mas o maior problema de Marx é achar que o capitalismo como algo que fosse programado, ou destinado a morrer, sem poder evoluir ou se adaptar, esse é o grande erro de Marx, hoje estamos na transição de um capitalismo financeiro para um imaterial e sustentável, o que é um processo longo de equalização da economia.

    A teoria de Marx não é perfeita, como defendem os comunistas, muitos filósofos criticam a maneira como Marx enxerga as pessoas em seus papéis de proletariado ou de burguês, esquece hoje que um proletariado pode ser um burguês e vários outros papéis que uma mesma pessoa pode fazer dentro da sociedade.

    Mas o pior, agora é me vir com a teoria comunista com um nova coisa, não prevista por Max, o capital imaterial, mas que é invenção do capitalismo, pois em regimes ditatoriais jamais o conhecimento pode ser tão disseminado pelo povo, esse é o grande erro dessa nova ideologia marxista, jamais, em um regime comunista vai se permitir que a informação flua como acontece no capitalismo, no fim das contas é o comunismo que é programado para morrer, pois não consegue evoluir ou se adaptar, vide URSS, China.

    • Só para complementar o raciocínio, hoje o maior capital é o conhecimento, a mais valia de Marx, não existe nesse tipo de sociedade, pois o conhecimento não depende da produção é a produção que depende dele, e hoje qualquer um pode ter ou criar conhecimento, no comunismo o Estado se apropria do conhecimento de alguém, acabando por desestimular a criação de conhecimento, como na teoria de Marx existe a transição pela ditadura do proletariado essa fase praticamente, é inviável ao que propôs o autor do texto, pois em nenhum regime ditatorial comunista é permitido que todos tenham acesso a informação para que se possa estimular a produção de novos conhecimentos ou de capital imaterial, vocês acham que em Cuba o povo tem acesso a informação livre e na China, o capital imaterial que criaram durante o regime comunista dele, é ínfimo comparado aos EUA e outras nações capitalista. É mais fácil voltarmos ao feudalismo, do que vermos esse mundo pós capitalista, quantos mundos pós capitalistas já não vimos, pós 1929, pós 1945, esse é mais um…

      • Disse tudo, Apartidário. De fato, O seu Marx desenvolveu uma visão muito estática das coisas e da sociedade. Ele não considerou a flexibilidade do capitalismo e os desejos e aspirações particulares das pessoas – que não cabem dentro de “caixinhas” (classes) construídas em laboratórios de filosofia. Por isso, foi melhor na análise do passado do que nos prognósticos.

        A seguir, um trecho do manifesto comunista, no quel pode-se ver a infelicidade de Marx para as previsões do futuro:

        “Como já vimos mais acima, o primeiro passo da revolução operária é a elevação do proletariado a classe dominante, a conquista da democracia. O proletariado servi-se-á da sua supremacia política para arrancar pouco a pouco à burguesia todo o capital, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado, quer dizer, do proletariado organizado como classe dominante, e para aumentar com a maior rapidez possível a quantidade das forças produtivas. Isto naturalmente, não poderá fazer-se, de inicio, senão por uma violação despótica de direito de propriedade e das relações burguesas de produção, quer dizer, pela adoção de medidas que do ponto de vista econômico, parecem insuficientes e insustentáveis, mas que, no decurso do movimento ultrapassar-se-ão a si mesmas e serão indispensáveis como meio de transformar radicalmente todo o modo de produção.”

        Vejam que não era a defesa de um sistema, era um prognóstico científico! Alguém viu isso acontecer?

  • Incrível, como o cabeção de Marx influencia as cabecinhas dos marxistas.
    Karl Marx era um sujeito não trabalhou na vida, realmente vivia sua dialética, pq era sustentado pelo aristocrata Eagle e o pior de tudo, não ajudou o seu filho com a empregada doméstica.

    Marxismo é pura vergonha. No mundo moderno, onde as massas vivem melhor são onde procura aplicar o capitalismo.

    • Realmente, é seria surpreendente para muitos marxistas de boteco comparar a teoria de Marx e a vida dele. É como dizia o texto de um antigo reclame comercial de TV:

      “falar é fácil…”

      • Esse povo precisa ler Ludwig Von Mises, F. Hayek, Milton Friedman, Ayn Rand etc etc ….

        • Eu já li todos esses autores.
          Eles são até bonzinhos, mas os seguidores deles são ridículos.

          Tão ridículos quanto os marxistas de centros acadêmicos…

          Uma das coisas mais imbecis, sem noção e idiotas do Brasil é essa leva de jovens aderindo ao chamado “libertarianismo”.

          Ficam lendo esses sites tipo “Ordem Livre”, “Instituto Millenium”, “Instituto Mises Brasil”…

          Isso não passa de uma dúzia de punheteiros idealistas, idênticos a aqueles marxistas fedorentos, barbudos e maconheiros de universidades, que todo mundo já conhece de longe.

          Isso é tudo habitante de tribos urbanas, nenhum desses meninos tem condições de mudarem porra nenhuma em sua volta.

    • Como assim, “Marx não trabalhou na vida”?????

      O cara escreveu trocentos livros, teve uma influência monumental no mundo moderno (a ponto de estar sendo discutido aqui e agora)….. e isso não é trabalhar??? KKKK! KKKK! KKK!

      E Shakespeare? Trabalhou?

      • Isso não é trabalhar não, Martins. Isso aí é “òcio criativo”! Uhauhauhauhauhauhauha!!!!!!

        Marx não conseguia sustentar a si mesmo. Vivia da generosidade extrema de seu amigo muito íntimo ENghels (não sei se escrevi certo…). Tinha muita dificuldade em se adaptar a essa vidinha burguesa em que as pessoas trabalham, recvebem pelo trabalho e pagam as contas… Leia uma boa biografia dele e verá isso…

        • Sim, ele era pago por Engels pra escrever.

        • Marx trabalhou sim, intelectualmente.
          E ao meu ver tem mais valor do que trabalho físico.

          Mas num país onde não se valoriza cientistas, físicos, químicos, matemáticos, filósofos (de verdade), sociólogos (de verdade), teólogos (de verdade)…

          e num país onde se endeusam juízes, advogados, promotores, técnicos jurídicos, defensores públicos e coisas do tipo… é normal ouvir aberrações como a dita por sua pessoa.

          Queria eu que meu estado e minha cidade tivessem pensadores como Marx, mas que tivesse menos concurseiros de cargos jurídicos.

          Gostando ou não da teoria de Marx, o fato é que ele foi um pensador, e muito influente.
          Esse tipo de coisa não pode, em hipótese alguma, ser desvalorizado.

        • Me parece que estão chamando Albert Einstein de vagabundo?

          O filósofo Albert Camus comentou que “são os ociosos que transformam o mundo, porque os outros não têm tempo”.

          Vade retro! Saravá!

        • Pelo que eu saiba, Albert Einstein não era sustentado por amigo.
          Só pelo fato de fazer filho com a empregada doméstica e não ajudar a criança e a mãe, isso já diz o caráter desse pensador medíocre.

  • Pelo jeito nimguém concorda com o velho Marx, e muito menos com com a destruição do noso planeta fruto do consumismo desenfreado que o capitalismo nos impõe. Já disseram que seriam necessário cinco planetas Terra para sustentar as sociedades BRICS nos moldes europeu e americano. Portanto eu penso que bastante pessoas querem uma terceira via? Querem misturar Capitalismo e Scialismo? Que maravilha… Vamos a obra.

    • A previsão de que o mundo vai se acabar se continuar crescendo é tão certo quanto a “previsão” de Marx sobre a classe operária tomar o poder.

      Ou seja: é puro besteirol!

  • O mundo é ILIMITADO, os recursos naturais são INFINITOS, logo o crescimento econômico deve ser TAMBÉM INFINITO, não é? O capitalismo liberal pode existir com a sustentabilidade. É evidente que sustentabilidade e capitalismo tem tudo a ver, a superprodução visando unicamente o lucro permite isso.

    Ficam falando aí de crise do capitalismo, mas que crise?! A miséria e a pobreza estão com os dias contados no mundo. Os bancos e as mega corporações, longe de controlar governos, sempre trabalharam pelo bem coletivo. E Esse movimento aí, Ocuppy Wall Street? Bando de loucos, um movimento assim nos EUA, o centro capitalista?! Por quê? Como ousam afrontar o dogmático e infalível sistema.

    Pra que pensar em outros sistemas também? Já vimos que o comunismo é falho, na URSS não havia ditadura, eram os trabalhadores que estavam no governo, era o comunismo em sua mais pura essência, e não funcionou. Assim como na Coreia do Norte, China… só pessoas da classe trabalhadora no poder, onde tudo é comum a todos.

    E além de comunismo não há mais nada a se pensar, não é? Para que perder tempo. Já estamos num sistema divino para todos. Viva o Capitalismo!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).