Concursos de miss e um padrão de beleza tendente ao racismo
Concursos de miss e um padrão de beleza tendente ao racismo
Por Robson Fernando de Souza
para o Acerto de Contas
Vi circulando no Facebook, através de uma fanpage de orgulho nordestino, nesse fim de semana, as fotos das misses dos nove Estados do Nordeste. Como é regra oficiosa em concursos de miss no Brasil, nenhuma negra ou mulata foi eleita miss no Nordeste. Todas branquinhas, com leves diferenças de bronzeamento da pele. Também estão praticamente ausentes traços físicos de descendência indígena. Nem a Bahia, o Estado mais negro do Brasil, elegeu uma negra ou parda como miss.
Já em São Paulo, apenas duas negras, das cidades de Cordeirópolis e Santo André, figuravam entre as 30 finalistas no concurso de Miss São Paulo 2012, cuja final foi nesse último sábado. E como era de se esperar, uma branca, da cidade de Jaú, foi a eleita.
Mais atrás este ano, em maio, o concurso Gata do Paulistão 2012, em referência a quem seria a grande musa do Campeonato Paulista 2012, também excluiu as negras do quadro de finalistas. Todas eram brancas, e metade era de loiras, numa absurda desproporção em relação à distribuição populacional de brancas loiras, brancas morenas, brancas ruivas, pardas e negras. E, no ano passado, o Miss Brasil 2011 também foi marcado pela exclusão racial vigente no padrão de beleza feminino hegemônico no Brasil: também só teve brancas entre as concorrentes. Nenhuma negra ou mulata havia sido eleita miss estadual naquele ano. Penso que Leila Lopes, a angolana que foi eleita Miss Universo 2011, sequer teria sido eleita miss estadual se fosse natural e habitante do Brasil. Ela teria tido sérias dificuldades em ao menos ser finalista num concurso estadual de miss, tal como a Miss Santo André 2012 e a Miss Cordeirópolis 2012.
Eu pessoalmente não espero que vá haver mais que duas pardas ou negras entre as candidatas a Miss Brasil em todo o país. Isso se sequer houver alguma moça de pele escura no páreo.
Fica patente assim o viés racista, que supervaloriza as brancas e exclui quase totalmente as negras e mulatas, do padrão de beleza hegemônico no Brasil. Brancas magras de olhos claros (azuis, verdes ou castanhos-mel), especialmente loiras, e de nariz afilado são o nosso default de mulher bonita. Considerar bonita alguma negra, ainda mais de olhos escuros (pretos ou castanhos-escuros), é exceção – se tem fenótipo facial africano então, ser considerada bonita é muito difícil. Já com pardas/mulatas, a situação é variada na preferência individual de beleza, mas as pardas claras, principalmente se têm traços faciais europeus, prevalecem perante as pardas escuras.
As pessoas, incluindo outras mulheres, dizem: “Ah mas isso é questão de gosto pessoal”; “Eu sinceramente prefiro as brancas, mas não nego que tem muita negra linda por aí”; “Você está me chamando de racista porque eu prefiro pessoalmente as brancas de traços faciais ‘finos’ às negras de traços faciais ‘grossos’?”. Mas não percebem que seu gosto pessoal é “coincidentemente” o mesmíssimo gosto de outras dezenas de milhões de brasileiros. Talvez da grande maioria dos quase 200 milhões de brasileiros. Não param para pensar como seu gosto por beleza feminina foi acostumado pela publicidade, que praticamente só mostra brancas e brancos e apenas muito raramente exibe negras(os) e mulatas(os), e pelas novelas, que supervalorizam a participação dos brancos e relega os negros ao status de pequena minoria numérica, muitas vezes estereotipada como pobres, trabalhadores de funções subalternas – como garçom e empregada doméstica – e/ou mesmo bandidos. Não notam que negros que sobressaem na fama são contados nas mãos, como Taís Araújo, Lázaro Ramos, Milton Gonçalves e o já falecido Norton Nascimento, enquanto brancos sobressalentes e bonitões/bonitonas existem aos milhares e são lançados ao status de celebridade da teledramaturgia às dezenas ou centenas a cada ano. Nem se dão conta como a maioria das negras, incluídas mulatas, que acham bonitas têm poucos traços faciais remanescentes das suas origens africanas.
No mais, nós brasileiros, eu incluído, fomos acostumados desde sempre a achar a pele clara, as feições europeias e o cabelo liso potencializadores da beleza feminina, e a pele escura, os fenótipos faciais africanos e o cabelo crespo fatores negativos, que diminuem a beleza da mulher. Isso através da propaganda empresarial, das já descritas novelas e dos próprios concursos de beleza. Por mais que não defendamos a inferioridade dos negros, acabamos sendo orientados a ter um padrão de beleza que exclui a negritude física e supervaloriza os padrões euro-caucasianos. Ou seja, nosso padrão de beleza tende ao racismo. Para o brasileiro médio, a beleza descendente da África é inferior à beleza que descende da Europa, por mais que tentemos negar isso.
Preterir a beleza negra em prol da branca por esse viés é ajudar, mesmo inconscientemente, a perpetuar a desigualdade entre brancos e negros/pardos – desigualdade essa que não é só socioeconômica, mas também cultural e estética. Isso precisa mudar, começando a partir do surgimento de iniciativas de incentivo de peso, seja privado, seja via terceiro setor, seja público, da valorização da estética da beleza negra. Não é que essas campanhas tentem “ditar” o que “devemos” considerar um padrão de beleza bonito, mas sim que nós sejamos acostumados a também valorizar a beleza negra. Que consideremos brancas, negras e pardas possuidoras de padrões de beleza igualmente aprazíveis.
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Postado em: 
Interessante o ativista virtual largar de vez a causa ambiental para comentar sobre concurso de beleza.
Post desnecessario na minha opinião.
Robson, você está de parabéns pelo texto. Até que enfim algo em que eu concordei com você.
Post muito necessário, na minha opinião!
Adorei
Robson, se seu gosto para mulheres foi moldado pela mídia de massa, o problema é seu. Só não projete isso para todos os outros brasileiros.
Estava tudo bem… até o último parágrafo.
Quanta besteira Robson, aló Pierre, aló Bahé, vamos ter um filtro melhor no que vocês deixam entrar de post.
Juro que logo que li a chamada deste artigo, imaginei que tivesse sido o Robson que havia escrito…hahahahaha
Eu tinha certeza, esses post “polêmicos” e muitas vezes sem noção, são a marca registrada do autor !
Pensei a mesma coisa. Vamos instituir as cotas nos concursos de miss!
Cabelo ( negro, pois temos que buscar equilibrar a desigualdade) em ovo ,né Robson?
pelos comentários postados o assunto incomoda muita gente. Robson,vc tocou na ferida de muita gente.
Se eu disser, por exemplo, que o Mcdonalds tem a melhor comida do mundo, provavelmente muitos irão me criticar e isso não quer dizer que seja a “ferida” de ninguém….
Com certeza, viu? hehe
Vilma, pelo visto você acha que democracia se baseia no dizer amém a um suposto senso comum. Não, cara pálida!! É exatamente o contrário : democracia baseia-se na crença de que todos podem ter razão e têm o direito de argumentar independente do senso comum. Discordar do Robson não significa estar ressentido!!!
http://www.youtube.com/watch?v=i13tQqV5gj8
Seriosamente…
Tire o seu racismo do caminho, que eu quero passar com a minha cor. ( do livro Desaforismos de Georges Najjar Jr )
Miss Universo 2011 = Angola
Até nisso tem que ter coitadismo nesse país…
Pelo visto você não leu o texto todo, por não ter lido isso aqui:
COTAS JÁ PARA OS CONCURSOS DE BELEZA!!! VAMOS ACABAR COM A DESIGUALDADE!!!
Bem… Em anos anteriores vi sim negras e mulatas participando, mas assim… Quando poucas participam é normal que tenha mais brancas. Vai criar cota para concurso de beleza também? O “ter que ter” só para dizer que não há preconceito é ainda pior.
Enfim… Achei o artigo meio nada a ver. Tudo hoje é preconceito, é desfavorecimento, etc, etc.
É verdade. Propor isso de “tem que ter” só para se “igualar” é muito pior. Porque cria uma espécie de disputa que vai além dos requisitos do concurso em si. Tentar se sobressair forçando dessa maneira não é o melhor caminho, Robson.
Quando for escolher uma mulher, ou um homem, para casar, escolha uma pessoa negra, pois se for branca você estará discriminando. Mas você quer ter o direito de escolher, não?
Deixe as pessoas serem livres para escolher, meu caro. Não preze apenas a sua liberdade e a liberdade que você acha correta ao seu modo de ver.
vcs realmente não entenderam..aff
Robson, sinceramente, vc é muito recalcado. Tudo pra vc é uma demonstração de racismo ou uma ofensa velada contra uma minoria qualquer. o pior de todos foi aquele comentário sobre o comercial da skol. Mas vc precisa urgentemente curar seu recalque.
Relaxem … Robertinho do Recife para descontrair.
http://www.youtube.com/watch?v=L7NrXaTkEOU&feature=plcp
Só era o que faltava…
Preferência ou gosto, o que isso tem de preconceituoso? Isso é ver pelo em ovo.
Tem que procurar ajuda médica, rapaz. Seu caso, querendo ver “racismo” onde não existe, mas sim um caso de preferência por beleza A ou B é demais…
que absurdo!! acho que vc não leu o texto. O padrão de beleza brasileiro é moldado no preconceito….cabelo de negro é “ruim”, negro tem traços “grossos”, pele branquinha é elogio, pele negra é ruim…e assim por adiante, par amim só cego ou muito ignorante para falar coisas do tipo “ai, tudo é preconceito” . Fala sério. Falta de senso….Dia desses estava circulando na internet uma foto do cantor Gustavo Lima, salvo engano, beijndo uma mulata antes da fama e uma loira, depois da fama. E os comentários era algo do tipo “o que o dinheiro não faz!”, “só a fama para levantar o nivel” e assim por diante.
Acorda Basil, preconceito não é só não querer sentar perto de alguém negro ou algo do tipo. Isso é mto elementar, direitos…o preconceito no Brasil está enraizado…fruto de um passado colonial e de vaorização da beleza européia
Vão arranjar uma trouxa de roupa para lavar.
Pelo amor dos meus filhinhos…
Lembrei-me daquele outro artigo mostrando uma situação parecida, em que o racismo só existe na cabeça de quem acusa.
A pernambucana é gata. Voto nela… pra tirar o queijo de Robson.
KKKKKKKK Mas ele só fode se a foda for ecologicamente correta e tiver função social.
Só quem tem a pele negra sabe o que o autor fala. E quem não vive, fica escrevendo comentários estapafúrdios.
Robson, meus parabéns. Um dia este assunto merecerá o destaque necessário.
Um dos poucos parlamentares que defendem os negros é o Senador Paulo Paim. Autor do estatuto da igualdade racial.
Obrigado, Gilson. Enfim alguém comentando com sensatez.
Não percebe que, ao criar cotas e demais “políticas de ação afirmativa” tomando como critério exclusivamente a cor da pele, o Estado está jogando na sua cara:
sim, você é inferior porque nasceu negro. Por esse motivo, não me importa se você estudou, não me importa que a sua educação básica (que eu mesmo devo fornecer) seja uma porcaria, não me importa se não existem condições de você crescer longe da violência e da pobreza, você vai entrar na universidade e competir de igual para igual com pessoas (de qualquer cor) que estudaram e se prepararam, somente porque eu sou bonzinho e vou te abrir essa porta que, do contrário, você jamais teria condições de atravessar sozinho, pelo fato de que você nasceu negro e, portanto, é um ser inferior que precisa da minha ajuda
Isso é estapafúrdio para você? Pois sabia que é isso mesmo que o Estado acabou de aprovar?
Pois é. É como eu acho. As cotas representam a assinatura de que os negros são inferiores aos olhos do estado!!!
Bem, nossa estética ocidental é essa, a estética da perfeita simetria cosmológica – o universo ordenado o é assim tão bem quanto o nariz de uma mulher “bonita”.
O que a física atual nos provoca é uma outra estética, a da desordem produtiva, a história universal e dos homens é uma sucessão de catástrofes, não fazendo sentido ter como belo uma perfeição simétrica aparentemente estável.
O padrão de beleza representa, sim, uma faceta do racismo.
Impor um outro padrão mainstream não me parece viável, sob pena de incorrermos na mesma falta.
Não são só os negros que não se encontram representados. Acredito que 98% da população não se sinta representada nos comerciais de TV ou nos concursos de beleza. Também não há carecas, japoneses, banguelos, deficientes-físicos, gordos, nos chamados “standards”.
“(…) tomei tanto tártaro, tanto tártaro, tanto tártaro, que fiquei Tártaro, e até rei dos tártaros. O tártaro tem a virtude de fazer Tártaros”, diria Machado de Assis. A “solução” das minorias é simplesmente inverter os pólos da dominação.
O padrão de beleza é vendido para não ser atingido. Trata-se da ideia publicitária da “felicidade fast-food”. Ao invés de reparti-lo em cotas, a sociedade deveria boicotá-lo.
Lembra da campanha da Dove?
Concordo contigo, Arthur, embora eu no fundo deseje que não haja um ou três padrões de beleza vigentes, mas uma consideração moral igualitária entre todos – mas eu sei que isso não ficou claro no texto.
Colocarem “fei@s” e gord@s na publicidade sem ser com fins depreciativos seria uma baita vitória nesse sentido.
O que fomenta o racismo são textos como esses, que tratam o negro (ou melhor, a negra, no caso) como coitadinha: “coitada da negra porque não foi selecionada em um concurso de beleza”.
Faça-me o favor!
Deve-se preocupar com um negro apanhando por ser negro, sendo barrado em banco por ser negro, sendo suspeito de crime por ser negro, sendo motivo de piada por ser negro, sendo hostilizado em um campo de futebol por decorrência de sua cor etc., etc., etc.
Concurso de beleza segue padrões prévia e subjetivamente estabelecidos por cada jurado (ou pelo concurso).
Da mesma forma, poderá existir uma menina linda que, ao gosto do público, certamente seria a vencedora e os jurados optarem por dar a vitória a outra. Injustiça? Preconceito?
Claro, se o concurso fosse realizado em um país de população predominantemente negra, talvez o resultado fosse diverso, mas… preconceito????
Aliás, os jurados estão de parabéns. As representantes do Nordeste são lindas. Pegava fácil.
Deveria questionar os negros que quando ficam ricos só querem as brancas!
Vejo que em um futuro não tão distante ser Branco e Hétero será uma aberração! PQP!
Robson é mais um dos que acreditam no conto de fadas de que o mundo é divido em pessoas e coisas divididas em EXCLUSIVAMENTE bonzinhos e EXCLUSIVAMENTE malzinhos. Então, pra ele, todo branco é malzinho (mesmo aquele pobre e sem oportunidade de estudo) e todo negro é bonzinho (mesmo aqueles que escravizaram outros negros e mesmo os jogadores de futebol negros que traçam galegas na vida noturna).
Negros usam camisas com estampas “Black Power” e é uma coisa simbolicamente linda para muitos, mas tente usar uma com estampa “White Power” que vão te chamar de Nazista.
Tem uma coisa chamada contexto histórico. E se você estudar um pouco de história e avaliar com senso crítico a conjuntura da sociedade verá que existe uma coisa chamada racismo e desigualdade social na qual os negros são predominantemente os mais prejudicados, usar uma camiseta com Black Power significa que mesmo que sua etnia tenha sido humilhada e subjugada durante toda história e mesmo tendo meios midiáticos que digam o tempo todo que ser negro não é bom, meso com tudo isso você tem orgulho do que é enquanto usar uma camiseta white power não tem nenhum significado além do de reafirmar a sua posição de etnia dominante
Muito Bom Karina… comecei meus estudos a pouco tempo mas já pude perceber que a historiografia tradicional, ou seja o próprio ensino de história nos traz essa impressão… todos esses comentários levianos são de pessoas que desconhecem uma fatia importantíssima da história do Brasil e apenas reproduzem um discurso midiático eloquente do “mito da democracia racial”. Pesquisando sobre os concursos de miss descobri que na época em que o Brasil decidiu participar do concurso de miss universo precisava discutir os critérios estético que deveriam ser utilizados na escolha das misses que representariam o Brasil nos concursos de beleza universal, o antropólogo e etnólogo Edgard Roquette-
Pinto na época defendia que só havia um parâmetro possível: aquele que identificasse a “boa herança” da mais bela mulher brasileira da raça branca. E até hoje isso se reproduz…..
Muitos usam camisas com estampas “Black Power” e é uma coisa simbolicamente linda para muitos, mas tente usar uma com estampa “White Power” que vão te chamar de Nazista.
pq as coisas só fazem sentido dentro de um contexto (como disse no comentário abaixo). Os brancos nunca foram historicamente excluídos com base na sua raça, não precisam se afirmar como tal para se fazer valer.
Não creio que o gosto pessoal de uma pessoa esteja conscientemente atrelado ao racismo. Porém achar que todos os nossos gostos pessoais não tem nenhuma relação com nosso contexto social é ser muito ingênuo. Não acho que o autor esteja procurando pelo em ovo, gostaria de saber qnts dos que escreveram esses comentários são negros (eu n sou) ou pertencem a alguma minoria. É sempre muito confortável vir com o discurso de que “isso n tem nd a ver”, qnd n se passa pela coisa de fato. Eu sou gay, e vejo mt bem isso pro meu contexto, qnd alguem faz uma piadinha de “viado”. Pode até ser que de fato ele/ela n queira ofender, mas a piada só tem graça por causa de um contexto (tente ler e entender piadas de outros países e culturas que vc vai ver) e esse contexto remete a um significado de exclusão e humilhação. Qnd se evoca esse contexto, e se acha graça, se reforça um esteriótipo, um preconceito.
Por fim, isso n tem nd a ver com fazer fazer do negro “coitadinho”, tem a ver com não ignorar o histórico social de que a maioria dos negros tiveram/tem menos oportunidades que os brancos. Pq será q os negros são os que mais morrem, são mais pobres, os mais desempregados, os com menos escolaridade? Reconhecer isso n tem nd a ver em se reconhecer como pessoa preconceituosa, mas que todos nos, uma vez imersos em uma sociedade preconceituosa, por mais que tentemos evitar, por vezes vamos acabar, mesmo que sem querer, reproduzindo algum preconceito. Eu mesmo, apesar de ciente de tudo isso, ainda rio de piada de viado. =)
Eu também não creio ;¬)
O revolucionariozinho esquerdopata alienado de merda está é precisando de uma boa sova pra vê se deixa de ser boiola…
*revolucionariozinho esquerdopata ecochato babaca alienado de merda…
É muito amor. <3
A pergunta que não quer calar: você namora, Robson? Se sim, é com uma mulher negra? Esperemos a resposta…
No quê que isso interfere no texto e nos argumentos dele, se eu namoro ou não ou se minha namorada é negra, branca, mulata, oriental, indígena ou o quê?
Deve ter um caso com um negão bem dotado que não satisfaz mais ele…
Incrível como grande parte não compreende o óbvio. É como em um excelente texto que o li hoje mais cedo, as pessoas começam a naturalizar certas coisas, achem como se fosse natural que 99% dos médicos e advogados sejam brancos, como se fosse natural que 99% de pedreiros e empregadas sejam negras, como se fosse natural que em um país de maioria negra em concursos de beleza seja predominante com brancas. Não, isso não é natural. Não é questão de esforço, gosto pessoal, acaso ou seja lá o que for. É resultado de desigualdade social e nesse caso de propagandas massivas midiáticas, vide novela, revistas e filmes que nos ditam desde crianças o que é belo e o que não é e crescemos e naturalizamos isso.
Ô tabacudo, tu pode dizer de quem é o racismo?
Não.
Ler os comentários dá um certo desânimo…quando a maioria das pessoas irá perceber que naturalizar a injustiça é a maneira mais segura de não modificá-la?
Tenho biótipo “europeu”, mas é impossível ignorar o que acontece…não é porque não seja comigo que pareça natural.
Robson, admiro sua paciência.
Nossa quanto preconceito e ignorância. Rindo mto aqui desse povo dizendo que tem apenas um “gosto diferente. Cegos demais para perceber que esse “gosto” foi ditado pelos costumes da sociedade brasileira e pela mídia. Eu estava lendo um blog sobre misses ano passado e foi postada uma foto de uma miss negra. Apereceu um monte de comentário em baixo da foto dela dizendo que ela não merecia ser miss pq tinha cara de empregada. Cara de empregada e de gari: essa é a idéia que a maioria dos brasileiros tem da fisionomia africana.
Nós somos tão alienados pela mídia, que nos tornamos bonequinhos de ações e pensamentos involuntários.
Sou negra, entao entendo muito bem a andigação doa afrodescendentes em rtelaão ao preconceito existentes nos concursoa de miss ou qualquer outro concurso. Imagine numa o nosso Brasil foi construido com suor de nossos antepassados. Isso oq u acontece com as mulhrese negras e belas em concurso de miss evidencia como vai a educação no Brasil. Bjjj adorei
Brasileiros sao assim, fecham os olhos para tudo e ficam falando idiotices, nao respeitam ninguém. Esses comentarios tao vazios, ditos de pessoas alienadas, nunca vão entender. Os negros que sofrem e nao podem nem protestar, sei que voces nao acham, mas somos humanos.
esse tipo de concurso elege A mais bonita,e me desculpe mais temos que concondar que nenhuma negra bonita é mais bonita que uma mulher branca bonita,esses concursos só colocam mulheres negras no meio para dizer que eles nao tem preconceito,mas nunca uma negra seria mais bonita que uma bela loira
Se falássemos de sambar, pular capoeira ou praticar velocismo, certamente seria natural o negro(a) se destacar bem. Mas quando falamos de beleza, convenhamos… essa área pertence aos brancos(as). Vi um estudo feito nos Estados Unidos, com crianças negras que foram colocadas para escolher quais as mais bonitas entre bonecas negras e bonecas brancas… Resultado, a esmagadora maioria das crianças negras (que não possuiam racismo algum) responderam que as bonecas mais bonitas eram as BRANCAS. Naturalmente a beleza branca fascina. Vai alem da questão de “gosto pessoal”. Em qualquer lugar do mundo, a imensa maioria vai achar mais belas as mulheres brancas, em especial as LOIRAS de olhos claros. Todo homem sonha ter um carro… e se tiver grana suficiente vai querer logo uma ferrari. Vejam os negros, mulatos e pardos quando ficam ricos. 99% deles a primeira coisa que fazem é arranjar uma LOIRA.