Educação e Meritocracia: aprofundando o debate

fev 6, 2010 by     89 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

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Por Amanda Costa
para o Acerto de Contas

No debate sobre educação que foi veiculado hoje no primeiro programa Acerto de Contas da Rádio Olinda, tivemos a oportunidade de tocar, ainda que rapidamente, na questão da meritocracia associada ao ingresso nas escolas públicas, especialmente nos colégios de aplicação.

Para iniciar esse texto é importante nos familiarizarmos com o significado do termo “meritocracia”, distanciado-o da conotação pejorativa que vigora no senso comum e, por vezes, associa a valorização do mérito à idéia de Darwinismo Social ou coisa que o valha.

Embora elementos da meritocracia possam ser identificados ainda na China Imperial, quando Qin Shi Huang Di criou um sistema de admissão de funcionários públicos (majoritariamente guerreiros e burocratas) com base na avaliação meritocrática, ou seja, nas habilidades, inteligência e esforço individuais, o termo “meritocracia” só surge em 1958, quando Michal Young publica sua obra “Rise of the Meritocracy”.

O livro descreve uma sociedade do futuro, na qual imperam a concorrência predatória, a desigualdade e a idéia de que a posição dos indivíduos na sociedade deve se basear no QI e na quantidade de esforço que cada um é capaz de empreender na busca de seus objetivos. O relato de Young oferece uma visão bastante pessimista da idéia de mérito e da valorização do mérito como critério de avaliação.

Longe dos clichês, entende-se Meritocracia como uma forma de governo que se baseia na competência, e não na origem social, riqueza material, raça ou sexo. O merecimento é conquistado com educação, inteligência e esforço, e esses são os valores preconizados pelos que defendem a meritocracia.

Ora! Qual o problema então com a meritocracia? Nenhum. O problema está nas formas como se pode usar a meritocracia nas sociedades. Nos países mais avançados, especialmente nos que apresentam os menores índices de corrupção, como os da Fino-Escandinávia, há uma presença muito forte dos padrões meritocráticos, especialmente para o preenchimento de postos hierárquicos. Esses países representam modelos de sucesso na utilização da meritocracia.

Mas esse sucesso não se deve apenas a meritocracia em si, que é muito boa, e sim ao seu uso adequado. A meritocracia radical é danosa. Instituí-la sem garantir que as pessoas possam, de fato, competir em condições de igualdade, é uma forma de mascarar privilégios com a falsa desculpa do mérito.

Podemos dar um exemplo recorrendo aos vestibulinhos que são aplicados, ainda, em alguns colégios públicos no Brasil. O vestibulinho é uma forma de selecionar, pelo mérito, quem poderá estudar em uma determinada escola. Nas escolas privadas o vestibulinho pode ser legítimo, mas nas escolas públicas não pode ser admitido.

Levando em consideração a realidade brasileira, na qual as escolas públicas oferecem um ensino muito fraco, a idéia de se implementar critérios de mérito para selecionar quem vai ter acesso às escolas públicas de boa qualidade significa criar nichos de excelência para servirem aos filhos da classe média, aqueles que poderiam perfeitamente pagar por essa educação no setor privado.

Os filhos das classes desfavorecidas terão de se contentar com as escolas fracas, excetuando um ou outro aluno, o que só serve para confirmar a regra. Nesse caso, a meritocracia é manietada para justificar privilégios sob um falso manto de mérito. Ora, mérito em quê? Em ter tido recursos para custear uma boa escola privada de 1a. à 4a. série? Isso não é meritocracia.

A escola pública não pode estabelecer critérios de “mérito” para oferecer o básico. A educação básica pública de qualidade deve ser oferecida à clientela que a procura como um direito garantido pela Constituição e como um dever do Estado. Se a demanda é grande sobre as melhores escolas públicas, que se faça um sorteio. No sorteio, todos os alunos têm as mesmas chances de entrar.

Uma forma alternativa de seleção seria o sorteio entre os alunos que moram no mesmo bairro da escola, privilegiando a comunidade na qual a escola já está inserida. Enfim, há muitas formas mais justas para selecionar esses alunos, em vez de cobrar mérito de meninos e meninas que ainda estão se preparando para a vida, ainda estão buscando o básico, o mínimo necessário para competir em pé de igualdade na vida adulta. Garantir uma educação básica pública de qualidade para toda a população é uma forma de o Estado oferecer as condições para que todos possam competir em pé de igualdade.

Não é possível impedir a competição em sociedade nem acabar com as classes sociais. Todas as formas de organização social humanas, da mais primitiva a mais complexa, têm algum nível de competição e distinção social. Não há como acabar com isso. Mas a competição pode se dar em bases éticas quando se respeita o princípio de oferecer o mesmo ponto de partida a todos.

Alguma sociedade conseguiu oferecer o mesmo ponto de partida para toda a população? Não. Mas as sociedades que mais conseguiram se aproximar disso são as que apresentam os mais altos níveis de bem-estar social.

Pode-se argumentar “há escolas públicas em países de primeiro mundo que selecionam alunos com algum tipo de prova”. Ora, em países de primeiro mundo isso não representa um problema. O aluno que não entrar na escola A, vai entrar na escola B e conseguir uma educação de qualidade, pois o ensino está universalizado e a quase totalidade das escolas oferece formação básica de excelente nível. A questão da qualidade é bem equalizada nessas redes. Ao contrário do Brasil, onde temos uma rede pública com um punhado de escolas de excelência e um oceano de escolas muito fracas. O desnível é gritante.

Para estabelecermos o contraste, e já que falamos na Fino-Escandinávia, peguemos o caso da Finlândia, grande exemplo de meritocracia e sempre o primeiríssimo lugar no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), exame que mede o desempenho educacional de 41 países e no qual o Brasil sempre leva uma pisa.

Em 2004, o jornal El Pais enviou uma jornalista à Finlândia para que ela descrevesse o funcionamento do sistema de ensino daquele país. Vejamos:

  • O investimento em educação é de 5,8% do PIB, nós usamos apenas 4,6% e a Unicef recomenda que usemos ao menos 8%.
  • Os professores recebem no mínimo 5 anos de formação, sendo que um terço desse tempo é de formação pedagógica. Eu disse um terço, isso dá pelo menos um ano e meio de formação para a prática docente. Para pegar o exemplo mais próximo e fazer uma comparação, nossos licenciandos pagam, na marra, três ou quatro cadeiras de formação pedagógica no Centro de Educação.
  • Quase todos os professores têm pós-graduação.
  • O sistema de ensino é público e gratuito, da educação infantil ao doutorado. Mas não há universalização do ensino superior. Apenas 60% dos alunos têm acesso à universidade, o restante vai para a educação profissional.
  • Algumas poucas escolas, aquelas que têm também formação artística ou especializada, podem fazer seleção por prova de habilidades, mas todas as escolas são tão boas que isso não prejudica quem fica de fora. Sempre haverá uma ótima opção.
  • O governo define 75% do que será ensinado, o restante do tempo pedagógico é preenchido com conteúdos que as escolas acham relevantes. O dia-a-dia da escola também é determinado de acordo com o que cada escola considera adequado. Em geral, essas escolhas são feitas em conjunto com a família, principalmente as mães. Estas são chamadas a participar ativamente do processo educacional de seus filhos.
  • O salário é por volta de 2.300 euros, uns 6.000 reais. Para os padrões brasileiros, uma fortuna. Nosso piso de 950 reais ainda é um desafio que só será cumprido esse ano porque o Governo Federal vai complementar os fundos dos estados e municípios.
  • Os professores têm 3 meses de férias por ano, e gozam de muito prestígio social entre a população.
  • Cada classe tem aproximadamente 20 aluno, mas quando alguns apresentam problemas de desempenho, podem ser agrupados em 10 e receber reforço.
  • Escolas inseridas em bairros com problemas sociais recebem mais verba da prefeitura.
  • As escolas não são luxuosas, mas têm boas instalações e são bem equipadas.

Certamente esse sistema de ensino tem uma boa parcela de responsabilidade pelo fato de a Finlândia ser a economia mais competitiva do mundo, devidamente reconhecida pelo Fórum Econômico Mundial. Na Finlândia, o capitalismo é de primeira linha. Ela está também entre os países Europeus com os mais elevados índices de leitura. Mas o álcool é um problema que preocupa a sociedade finlandesa, especialmente o seu uso entre os jovens. Well, nenhum lugar é perfeito.

O primeiro passo para garantir a tão desejada justiça social em nosso país é abolir critério de mérito para selecionar quem está em busca da educação básica, especialmente enquanto as escolas públicas de qualidade forem uma minoria. Muitas escolas públicas já aboliram o vestibulinho em nosso país, mas aqui em Pernambuco ainda o temos em algumas unidades. O segundo passo é equacionar o problema da qualidade na educação pública de base, precisamos de uma rede amplamente competente, sem o desnível abissal que existe hoje. O terceiro passo é universalizar o ensino médio.

Assim, garantindo uma educação básica ampla e de qualidade, é perfeitamente legítimo cobrar desempenho do jovem adulto que vai pleitear uma vaga numa universidade de pesquisa, numa faculdade, num instituto de formação tecnológica, e vai correr atrás de seu espaço no mundo do trabalho.

Primeiro a gente forma com qualidade para depois cobrar desempenho, não o oposto. Essa garantia é condição fundamental para que a meritocracia funcione: dar um bom ponto de partida.

Amanda Costa é designer educacional, graduanda em Pedagogia pela UFPE, aspirante à mestranda em Educação Tecnológica e autora do site Educação Interativa Multimídia.

89 Comentários + Add Comentário

  • Amanda,
    As mudanças na educação tem que ser radicais, pois ela e a base, e a falta dela a origem de todos os problemasde uma nação.
    Se faz necessário a Meritrocacia a todos os professores, agora, a Meritrocacia ampla tem que além de dar aumentos de salários, deve tb ter outras recompensas como a concessão de bolsas para especialização dentro e fora do País, pois o conhecimento avança a passos largos, e , professores sem atualização, siginifica estagnação.

    Grande abrço

    • Exato, Jorge. Investir na formação dos professores é fundamental!

      Uma coisa curiosa é que a classe faz vista grossa aos vestibulinhos, mas não aceitam ser avaliados pelo governo. Vestibulinho no olho dos outros é refresco!

      Ano passado a The Economist fez uma matéria muito boa abrodando esse corporativismo dos nossos professores.

      • Infelizmente isto aconteçe, Amanda, mas vamos torcer para que a curto prazo , estas coisas negativas, desapareçam para sempre do cenário educacional.
        Grande abraço.

  • Belíssimo texto, parabéns!

  • Primeiro parabéns pelo texto.

    Eu tenho uma certa propriedade para falar desses “vestibulinhos” por que fui aluno da rede de escolas militares, especificamente o Colégio Militar de Fortaleza, e como em Fortaleza não há similares do Colégio de Aplicação nem da Escola do Recife toda a demanda se concentra no militar, criando toda uma rede de cursinhos preparatórios e mesmo outros colégios cuja função principal é preparar alunos para o CMF.
    Bem, eu passei por essa maratona com apenas 11 anos, e você deve imaginar a pressão dessas para uma criança, com uma concorrência similar a de um vestibular de medicina. Como Deus sempre me deu uma paciência e serenidade eu nunca surtei, mas cansei de ver no concurso crianças que ao se depararem com as provas começavam a chorar, a berrar, precisando serem levados para atendimento médico.

    Enfim, se há uma revolução que não pode deixar de acontecer é a da educação. Caso o Brasil queira se afirmar como a potência que pojeta precisa modernizar a educação. Só ela pode empoderar aqueles que vivem à margem.

    • Thiago,

      Eu também fiz vestibulinho, mas para passar de uma escola privada para outra na quinta série.

      Na época eu nem tinha noção do que aquilo representava, e fiquei super estressada sem nem conseguir compreender muito bem o motivo daquilo tudo. A gente só sabe que não quer frustar as expectativas dos pais.

      Judiação, né?

  • Muito bom Amanda. Gostei!

    Deixo uma indagação a todos: Como pode num mesmo Estado, um professor em escola pública de referência daqui de Pernambuco ganhar R$ 2400,00 e um de escola comum ganhar R$ 800,00?

    A educação, direito de todos e dever do Estado….
    CONSTITUIÇÃO FEDERAL , ARTIGOS 205, 206 E 208.
    http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=430&Itemid=

    • Coisas do Brasil. Quando a gente se preocupar menos com festa e mais com educação, certas distorções vão deixar de existir.

    • Eu pergunto o contrário: Como uma escola poderá servir de referência se contar com os mesmos recursos?

      Eu entendo que a função da escola comum seja educar, mas que a da escola de referência seja também servir de referência para a escola comum aprimorar sua forma de educar.

      Você pode pensar que a escola de referência teria que ter os mesmos recursos, para mostrar o melhor que se pode fazer com os recursos disponíveis para a escola comum. Isso é até intuitivo. Mas imagine que você quer dar uma boa aula de engenharia de computação, e você pode se balizar por vídeos de aulas do MIT ou da Unip. Qual você imagina que seja a melhor referência para uma boa aula?

      • Rico,

        “Eu pergunto o contrário: Como uma escola poderá servir de referência se contar com os mesmos recursos?”

        Você parte do princípio equivocado que algumas escolas têm que ser de referência e outras não. Isso não existe. Todas têm que receber os mesmos recursos para que possam oferecer educação no mesmo nível de qualidade, pelo menos no que tange ao que se pode melhorar em termos qualidade com investimento finaceiro.

        Se todas receberem o mesmo investimento financeiro, por quantidade de aluno, haverá uma estrutura minimamente aceitável em toda a rede.

        Agora, mesmo não havendo obrigatoriedade de algumas escolas serem referência, algumas acabarão se destacando, como acontece na Finlândia, por oferecer formação específica em arte, esportes etc. Não por receberem mais dinheiro. Aliás, as escolas que recebem mais dinheiro são as que estão em bairros com problemas sociais. O critério é esse, não a criação de centros de referência, mas manutenção dos padrões gerais de qualidade.

        • “Você parte do princípio equivocado que algumas escolas têm que ser de referência e outras não. (…) Se todas receberem o mesmo investimento financeiro, por quantidade de aluno, haverá uma estrutura minimamente aceitável em toda a rede. (…) na Finlândia (…) O critério é (…) não a criação de centros de referência, mas manutenção dos padrões gerais de qualidade.”

          Amanda, você está tomando por referência o país número 1 do PISA http://www.pisa.oecd.org/ para o país número 53. Isso não faz o menor sentido. A única maneira de avaliar o que se consegue no Brasil com um salário de professor da Finlândia é oferecer esse salário aqui.

          E não temos dinheiro para oferecer esse salário (e outras condições finlandesas) para todas as escolas. Mal temos para oferecer nas escolas de aplicação. E o nível de professor que se consegue numa escola de aplicação não vai se multiplicar imediatamente com o aumento do salário. O salário mais alto agora apenas atrai os melhores professores já disponíveis. Salário alto generalizado só vai atrair melhores alunos para se formarem como professores, a longo prazo.

          Você deveria lutar para elevar a rede comum ao nível das escolas de aplicação. Não para achatar as escolas de aplicação ao nível da rede comum. Isso não é socialismo finlandês, é comunismo coreano.

        • Pois é, eu luto para elevar o nível das escolas ruins ao dos colégios de aplicação, não o oposto.

          E a gente não tem dinheiro para pagar melhor os professores porque educação não é prioridade, se fosse gastaríamos mais de 4,6% do PIB em educação.

          Ademais, como está bem claro no meu post, a questão salarial é apenas um ponto na luta pela melhoria na educação básica e sua oferta a todos.

  • Um país investe “5,8%” e ou outro “apenas 4,6%”. Só mesmo minha ignorância matémática não consegue perceber essa astronômica distância entre 5,8 e 4,6.

    • Essa diferença de 1,2% são milhões que deixam de ser investidos em educação, seu Gisonaldo, milhões!

      Tchau!

    • @gisonaldo

      A diferença entre 5.8% e 4.6% é de 20%. 20%, dependendo do contexto, faz bastante diferença.
      Por exemplo: 20% é a diferença entre andar a 150 km/h e 120 km/h. Na Rodovia Bandeirantes, isso dá 7 pontos na carteira, multa e suspensão do direito de dirigir.

  • Também não captei bem os conceitos de proporcionalidade, o que me faz pensar que se o Uruguai investe algo como 8% em Educação para uma população hipotética de 6 milhões de pessoas, o Brasil, como tem uns 190 milhões de habitantes, deveria investir, digamos, 30%, não? Outra coisa que também não assimilei nos ensinamentos escolares, foram os conceitos de Geografia. Sendo a Finlândia, uma ilha de excelência social, e investindo 5,8%, está muito aquém do recomendado pelo UNICEF. Agora imaginem a situação de outros países.

    • O UNICEF recomenda 8% para o brasil meu garoto.
      Quem ja tem um sistema estável com certeza tem que investir menos.

  • Vamos ver se alguém entende: uma cidade tem 5 mil pessoas e outra tem 95 mil. O “governo” resolve enviar uma verba de 100 mil reais para serem distribuída proporcionalmente entre as duas cidades. A primeira recebeu 5 mil reais e a segunda ficou com os outro 95 mil. Conclui-se que o governo mandou “apenas” 5 mil para a primeira e privilegiou a segunda com a quase totalidade da verba?

    • Agora, pelo seu argumento acima, entendemos que em relação ao números de habitantes de cada cidade, a distribuição dos valores foram identicas.
      Grande abraço

      • Citei o exemplo pra dar a noção do que entendo por proporcionalidade, que, evidentemente, não bate com o conceito da senhora Amanda.

        • Isto vai depender de em que estágio do desenvolvimento educacional as duas populações estão.
          Você chegou a aprender média ponderada não chegou? Ou foi só a média aritmética?

    • No cenário da Finlândia VS Brasil, a cidade de 5 mil pessoas tem um PIB de 1500 mil reais, e investe 1% do PIB em educação, i.e., 15 mil reais para 5 mil pessoas, ou 3 reais por pessoa.

      Enquanto que a de 95 mil pessoas tem um PIB de 9500 mil reais e investe menos de 1% desse i.e., menos de 95 mil reais para 95 mil pessoas, e, portanto, menos de 1 real por pessoa.

      Para uma mesma porcentagem do PIB, a primeira cidade investirá mais de 3 vezes mais por pessoa do que a segunda cidade.

  • Gisonaldo,
    Será que a segunda foi mesmo privilegiada, ou o Governo fez a distribuição avaliando as necessidades fundamentais e financeiras de cada cidade?

    • Jorge,

      O PIB per capita da Finlândia é US$ 35.426, e o do Brasil é US$ 10.296. Ou seja, proporcionalmente o PIB finlandês é mais de três vezes o nosso.

      Proporcionalmente, a Finlândia investe muito mais recursos em educação, mesmo tendo um sistema de ensino com infinitamente menos problemas que o nosso.

      Ou seja, eles investem muito mais em um sistema que já é quase perfeito. Nós investimos muito menos em um sistema cheio de problemas. Nem grana pra pagar os professores o nosso sistema têm, pois o Governo Federal vai ter complementar os fundos de estados e municípios para poderem pagar a merreca do nosso piso salarial: R$ 950,00.

      E olha que eu não estou dizendo que os problemas de nosso sistema de ensino é só falta de investimento não. Esse é só um dos pontos levantados no texto.

      • A senhora não falou em “PIB PER CAPITA”. Quem tem uma noção rudimentar de economia, imaginou que a senhora estava se referindo ao PIB do país. Aliás, nunca ouvi falar em percentual de gastos sociais considerando o PIP PER CAPITA, nem em Afogados, terra daquele blogueiro canastrão. Pergunte ao senhor Pierre.

        • Seu Gisonaldo,

          O senhor é o tipo de comentador que gosta de fazer de conta que não entendeu, só para encher a paciência.

          Por isso, a única coisa que tenho a lhe dizer é: Tchau, seu Gisonaldo!

        • Talvez no Canada?
          http://www.mels.gouv.qc.ca/STAT/bulletin/Bulletin_3an.pdf

          “Alem do mais, a área menos favorecida (com um PIB per capita menor) gasta uma porção maior de seu PIB em educação do que outra área para a mesma quantidade de recursos alocada para seus estudantes”

          “Moreover, the less wealthy area (with a lower per capita GDP)
          spends a greater portion of its GDP on education than another area for the same
          quantity of resources allocated to its students.”

        • Não era necessário imaginar ao que a Amanda estava se referindo. Basta ler:

          “O investimento em educação é de 5,8% *do PIB*, nós (no Brasil) usamos apenas 4,6% (ainda do PIB) e a Unicef recomenda que (nós, no Brasil) usemos ao menos 8% (do PIB).”

          Por que será que a Unicef recomenda que usemos uma porcentagem maior do PIB do que a usada pela Finlândia? O texto da Amanda não diz, mas o público alvo do texto sabe que o PIB per capita dos países da europa ocidental é significativamente maior do que o brasileiro, e que, portanto, para conseguir resultados semelhantes aos dos europeus precisamos de percentagens maiores do PIB.

      • Concordo Amanda, o Governo brasileiro precisa, e , precisa muito mesmo, de dar mais atenção a estes fatos.
        Eu sempre toco na mesma tecla, que: Professores tem que ser bem pago, com o salário a altura da sua responsabilidade, e o Governo de investir cada vez mais nesta área tão importante do País. Idem tb para os Médicos e área da sáude.
        Caso contrário, podemos dizer: é mui difíçil…..!

  • Concordo que 950 reais seja merreca, mas nas cidadezinhas do interior, onde os prefeitos aliados do ‘jagunço’ do PSDB eram acostumados a pagar 250 reais por dois expedientes, a lei do piso foi uma redenção. A lei estabelece o piso, o mínimo. Agora, se a categoria de professores é fraca como caldo de bila (bola de gude, estou no Ceará) o piso vira regra geral.

    • Caro Gisonaldo, por que não te declaras logo para a Amanda ? Já ouviste falar em formação reativa, um dos mecanismos de defasa da mente ?

  • Aplicando esse conceito do fim do vestibulinho às universidades, como se deveria ser o preenchimento de vagas na graduação? Por sorteio? E na pós-graduação? O mesmo sistema?

    Apesar de meus questionamentos acima, concordo com a essência do seu texto, e mesmo discordando de alguns aspectos, louvo a iniciativa e mesmo a abordagem do texto.

    O sistema educacional brasileiro (inclusive a maior parte da educação privada) é uma vergonha, assim como é uma vergonha a isenção de IR com educação – que é o subsídio de todos, inclusive da maioria pobre, aos mais abastados.

    Quanto às cadeiras de pedagogia, de uma forma geral, como bom físico (vide o ganhador do prêmio Nobel, Richard Feynmann, por exemplo) eu tenho uma grande resistência. Ou os pedagogos brasileiros passam a ser mais técnicos, ou é melhor deixar do jeito que está, mesmo. O professor tem que ter domínio do assunto que ele vai ensinar, e não saber como ensinar o que ele não sabe.

    • Márcio,

      Depois de ter tido uma boa educação de Base, cada um vai poder competir em pé de igualdade por uma vaga na educação pós-secundária. Em nenhum lugar do mundo existe educação superior universalizada. Nem na Finlândia.

      O importante é garantir uma boa educação de base e depois deixar que cada um decida o que quer buscar. A educação básica completa, da educação infantil ao ensino médio, consome quinze anos da vida de um estudante. Quando se vai tentar um vestibular, se tem pelo menos 17/18 anos. Se toda a população teve uma boa educação básica, estão todos em condições de ir atrás da formação pós-secundária que desejam, e ela não precisa se dar apenas na universidade. Com a ampliação dos institutos federais a educação profissional está muito diversificada e atraente. Eu mesma tenho vontade de fazer um curso tecnológico no antigo cefet. Minha irmã fez.

      Quanto às cadeiras de Pedagogia que os licenciandos pagam, são quase todas técnicas. E após a última reforma do curso de Pedagogia, nosso perfil também está muito mais técnico, uma beleza.

      Na Finlândia, cada professor tem um ano e meio de formação exclusivamente pedagógica. Não basta saber física, tem que saber ensinar física.

      Conheço bem a cabeça dos licenciandos e sei que a maioria, por absoluta má vontade, tem esse pensamento de que “me basta dominar o assunto da minha área”.

      Para trabalhar como matemático, basta saber matemática, mas para lecionar, conduzir um processo pedagógico, implementar uma boa proposta didática, precisa ter boa formação pedagógica.

    • Márcio, acho que a isenção tem sentido, visto que você precisa pagar novamente por um serviço que deveria ser oferecido adequadamente. Essa isenção é o atestado de incompetência de nosso governo ao longo da história!

      • Alexsandro,

        Levando em consideração que a nossa sociedade, a brasileira, infelizmente não valoriza o conhecimento científico, a leitura, o intelecto. A isenção tem sentido também como uma forma de fomentar os gastos com o aprimoramento intelectual, ou pelo menos de torná-lo menos oneroso.

        • Ou uma forma de fazer a classe média não precisar da escola pública (ou mitigar essa necessidade) e permitir que a educação pública seja um lixo (com as devidas exceções).

  • Se não estou enganado, senhora Amanda, clareza é um principio fundamental do bom texto. Então, se eu entendi seu erro de misturar PIB com renda per capita, outras pessoas podem ingenuamente engolir essa lorota. Não estou enxendo o saco. Cada segue uma via. Eu sou daqueles que adoram observar a densidade acadêmica dos escritos dos especialistas. Nem comentei a salada que foi seu texto. Esses dias, o presidente do Banco Central disse, na convenção do PMDB, que unanimidade ninguém deseja. É sempre salutar tem um Jarbas para fazer o contraponto. Portanto…

    • “clareza é um principio fundamental do bom texto. Então, se eu entendi seu erro de misturar PIB com renda per capita, outras pessoas podem ingenuamente engolir essa lorota.”

      E essa passagem lhe parece clara? O que é “entender um erro?”. É perceber que há um erro, ou é entender errado? E o que é “misturar” PIB com PIB per capita? É escrever “PIB” no lugar de “PIB per capita”? Ou supor que o público alvo sabe das diferenças de PIB per capita entre o Brasil e um país da Europa Ocidental e a relevância dessas diferenças para avaliar as diferenças em porcentagens de PIB investidos pelos dois países?

      “Não estou enxendo o saco.”

      Se estivesse, ficaria xeio?

      “Cada segue uma via.”

      Cada o que?

  • Acho que Educação não comporta modismos tipo “designer educacional”. Acho que em países como Finlândia, Japão, Coréia do Sul e outros, o que prevalece são alunos bem comportados, disciplinados, limpos, alimentados, prestando atenção ao professor, respeitando-o integralmente, permitindo-lhe a exposição dos conhecimentos, realizando as atividades sugeridas e exigidas. Minha aula de 50 minutos se perde na balbúrdia, na falta de respeito, na preguiça dos alunos da escola pública. O problema não é dinheiro, estrutura física, investimento, é o professor conseguir cumprir as mais óbvia de suas obrigações, dar aula. Temos dois problemas sérios, desajuste familiar e a burocracia pública que atrapalha o trabalho da escola. Pode injetar dinheiro na educação, milhões, bilhões, pouca coisa mudará no Brasil.

    • Seu Gisonaldo,

      É lamentável que seus alunos tenham que aturá-lo. É mesmo lamentável.

      Mas eu não tenho.

      Passe bem.

      • Não precisa ficar nervosa, senhora Amanda. Meu raciocínio é grotesco, mas capaz de perceber a diferença entre PIB e renda per capita. Também enxergo curta distância entre 5,8 e 4,6. Destacar isso não é encher seu saco nem motivo pra desejar que meus alunos não me aturem.

        • Então não faça de conta que não entendeu que, proporcionalmente, o PIB finlandês é mais de três vezes o nosso. E que, proporcionalmente, eles investem muito mais que nós em educação.

          E também não diga que eu estou dizendo que só o dinheiro vai ressolver todos os problemas na educação, pois eu trato muito pouco de dinheiro no texto.

        • Seu Gisonaldo,

          Conversei agora com Pierre, e percebi que não usei o termo técnico certo quando falei “proporcionalmente”.

          O correto é dizer que a Finlândia, em termos reais (e não proporcionalmente), investe muito mais por pessoa em seu sistema educacional do que nós. Em termos reais ela investe muito mais. Viu?

    • Caro Gisonaldo, quando temos um governo que passa a idéia de que escola é restaurante, o resultado é esse que citaste!

    • “…o que prevalece são alunos bem comportados, disciplinados, limpos, alimentados, prestando atenção ao professor, respeitando-o integralmente, permitindo-lhe a exposição dos conhecimentos…”

      Gisonaldo, voce acertou em cheio.
      Moro na Inglaterra e minha esposa era professora de Matematica numa escola secundarista aqui ( so para meninas).
      O governo investe em educacao e os professores tem um bom salario. Mas os alunos, e’ isso o que voce ja sabe. Bem, minha esposa deixou o emprego como professora e esta trabalhando numa ONG.
      Ela esta feliz e eu tambem. Os alunos nao estao interessados em estudar, pois os pais nao estao preocupados coma educacao dos filhos, e ai meu amigo, nem o cao chpando manga no sitio do satanas dara conta do problema.

      • Teno,

        O texto é uma crítica aos vestibulinhos na rede pública, e mostra como é importante uma educaçao básica universalizada e de boa qualidade para que todos possam competir em pé de igualdade.

        Outra coisa, falo em dinheiro em UM ÚNICO parágrafo do texto. Não é a tônica do texto. O investimento financeiro é apenas um dos vários fatores que garatem uma bom sistema de ensino.

        Eu sei que vc entendeu, mas não custa salientar, uma vez que a conversa está tomando outro rumo e entrando nas variantes que interferem no processo de aprendizagem, como a indisciplina.

        Sobre indisciplina, tratamos rapidamente aqui:

        http://acertodecontas.blog.br/artigos/o-que-o-desrespeito-ao-professor-nas-redes-pblicas-tem-a-ver-com-o-abandono-afetivo-paterno/

        • Amanda quero que voce saiba que concordo com muitas coisas que voce escreve e educacao deve ser prioridade.Apenas concordei com o Gisonaldo no aspecto da indisciplina. Ate aqui o modelo que e’ perseguido e’ o dos paises escandinavos e de alguns asiaticos e neles, os alunos sabem que estao na escola pra estudar. So isso.

  • Bem esclarecedor. A verdadeira “reforma agraria” que pode mudar o destino do nosso povo pobre eh a educacao de qualidade e planejada para o tipo de “player” que o Brasil deseja ser nos proximos 30 anos.

  • Não sei de que governo estás falando. Pelo perfil, suponho que seja o governo do partido, cujo presidente é um “jagunço”. O governo do analfabeto investiu sim na Educação.

  • Amanda, apesar dos empecilhos enfrentados na área educacional, continue sempre com otimismo nos desenvolvimentos do seu trabalho, trazendo sempre inovações tecnológias, novas idéias soçiais e administrativas para sua área, etc,etc, continue fazendo a sua parte, porque o melhor travisseiro é dormir com a consciencia tranquila, certo do dever cumprido, esta é a melhor recompensação.
    O mundo esta cheio de problemas sociais com desajustes familiares , entre tantos outros, e cada que procure resolver os seus da melhor maneira possível
    Nunca desanime, com paciencia vai em frente, um novo horizonte na sua área profissional, um dia chegará, afinal de contas as boas surpresas tb existem. Não leve em conta aqueles que quiserem lhe tirar do sério.

    Sucesssos, e grande abraço.

    • Salve, Jorge!

      • Assim agrada, né? Soa como um “travisseiro”. O que seria inovação tecnológica na educação? Canalizar o suco da merenda diretamente à sala de aula?

        • Caro Gisonaldo,
          É só pesquisar no Google, digitando ” Inovação tecnológicas na educação” ou outras a seu critério, e vc. terá boas informações sobre o assunto.
          Canalizar o suco da merenda diretamente à sala de aula, olha…,quem sabe se não é uma boa idéia de sua parte. Leve esta idéia aos orgãos competentes.

        • Jorge,

          Não ligue para esse cínico. Ele gosta de inserir esses temas idiotas que nada têm a ver com o assunto só para tumultuar o ambiente e depois dizer que o texto é que deu margem para ele vir com essas imbecilidades.

  • E olhem que o tema era “MERITOCRACIA”… Fuga da realidade…

  • Olhe, dona Amanda, a senhora não deve ter informado direito ao senhor Pierre. Ora, como o Finlândia investe tanto, 5,8% do PIB, se está bem abaixo do recomendado pelo UNICEF que, segundo a senhora mesmo informa, é de 8,0%? A distância de 4,6 para 5,8 é menor que de 5,8 para 8,0. Ou seja, a Finlândia, na sua matemática, está pior que o Brasil.

    • A Unicef recomenda que O BRASIL invista 8% do PIB em educaçao. O BRASIL.

      A Finlândia, em termos reais, investe até mais que o necessário. Eles têm uma população infinitamente menor que a nossa e investem muito mais por pessoa em seu sistema de ensino.

      O PIB per capita deles é 3 vezes e meia o nosso.

      Os 5,8% do PIB deles em educação, em termos reais, é muito mais que os nossos 4,6%.

      • A recomendação do “UNICEF” é apenas para o Brasil? A senhora deveria ter deixado isso bem claro, princípio fundamental da redação. A senhora chamaria, num eventual vestibular ou concurso, de “cretino”, uma pessoa que fosse corrigir sua redação?

      • Quando se fala em percentual de gastos, seja UNICEF, seja governo, seja oposição, fala-se em PIB, Pruduto Interno Bruto. Nunca vi falar em “8,0% per capita”. Se é PIB, fala-se em proporção e aí, obviamente que 100 milhões na Finlândia pode ser superior a um bilhão no Brasil. A senhora não deixa isso claro, e fica nervosa quando questionada.

        • *ouvi

        • Seu Gisonaldo,

          Não escrevo para analfebtos funcionais.

          Estou percebendo que realmente o senhor tem uma incapacidade de compreensão. Só posso lamentar. O senhor só entende o que está ao pé da letra.

          Vá ler cartilhas, seu Gisonaldo. Vá ler frases curtas e simples, como “vovô viu a uva”. Não tente ler meus textos.

    • Gisonaldo,

      5,8% da Finlândia pode ser muuuuito maior que 4,6% do Brasil dependendo dos valores absolutos.

      5,8% de 1.000 é menor que 4,6% de 10.000. Porcentagem é uma coisa relativa. Você está criando confusão com uma coisa simples.

      Agora, um teste para você. Me diga quanto é 100% de 100.

  • O que eu sempre percebo nos seus artigos é que não fica claro que tema está sendo prioritariamente abordado. Começou com meritocracia e os comentários são majoritariamente sobre a qualidade do ensino. Pegando o lado ruim da meritocracia, eu não vejo esse fenômeno no Brasil. Entra nas melhores escolas públicas, secundárias ou de nível superior, os filhos da classe média alta pra cima, por conta da segregação social e não porque o “papai” mandou um bilhetinho para a UFPE ou para a UFC. O debate era sobre Educação, e a senhora escolheu um assunto, meritocracia, que recebeu apenas algumas considerações nos momentos finais. É como se a senhora tivesse ignorado um clássico Sport X Santa Cruz, pra priorizar Salgueiro X Sete de Setembro.

    • Caro Gisonaldo, agora foi muito pro meu miolo.
      Os pobres dançam porque há segregação social ou porque são indiciplinados ?

      • Alexsandro, não dê corda a esse cretino. Ele enfia essas tolices nos comentários para desvirtuar os debates de propósito.

      • No ensino fundamental e médio, “dançam” porque não estudam, não tem estrutura familiar, porque não assistem às aulas. Pode observar, os melhores alunos da escola pública são mais limpos, tem uma familía mais unida e preocupada, têm mais higiene, têm uma letra melhor, dificialmente faltam às aulas, têm as melhores notas, são mais disciplinados, etc. No ensino superior e nas escolas médias destacadas como CEFET”s e escolas militares, dançam novamente já que esses postos são ocupados pela classe média que pagou ensino particular. Então, no ensino superior, o filtro é a segregação social, claro.

    • Seu Gisonaldo,

      Deixe de ser cínico.

      Eu falei da meritocracia em topo o texto. Explico o conceito no começo, explico que não pode haver critério de mérito para a entrada de alunos no ensino público, explico que os países que oferecem boa educação para toda a população dão um bom ponto de partido para que todos possam, mais tarde, concorrer pelo mérito à educaçao pós-secundária e mercado de trabalho. Ainda exemplifico com o caso da Finlândia.

      O senhor é um analfabeto funcional, seu Gisonaldo? Eu não escrevo para analfabetos funcionais.

      Todos leram meu texto e fizeram comentários muito pernitentes, mas o senhor nunca entende nada. Pega um pedacinho periférico do meu texto, como o caso do PIB, e fica rodeando sobre ele feito peru bêbado com a clara intençao de tentar distorcer minhas palavras e tentar me derrubar com argumentos idiotas.

      E agora vem com essa conversa de tecnologia, de canalisar merenda… um deboche barato sobre um tema que nem está em pauta aqui. O senhor enfia seus temas idiotas pra tentar tumultuar o ambiente, fazer chacota com as pessoas, debochar do trabalho alheio e dizer que os textos dos outros é que são confusos.

      O senhor é um cretino, seu Gisonaldo. Seus alunos têm mais é que matá-lo na unha, pois o senhor de professor não tem nada. Deve ser um desses preguiçosos que entram no serviço público para denegrir a classe dos professores com essa postura cínica e idiota.

      O senhor é um exemplo de mediocridade como eu nunca vi nos comentadores desse blog. Não me admira que o sehor seja expulso de outros ambientes, pois é gente de baixíssima estirpe.

      • Dona Amanda, acalme-se. Claramente a senhora, ou senhorita, parece destemperada. Quanta agressão, digo até, quanta baixaria. Sou expulso de ambientes virtuais porque pessoas como você não toleram que se comente as bobagens que escreve. Então não é blog, é site de relacionamentos. Se a senhora quiser, desejar, eu faço apenas elogios. Eu, na minha geração de estudante, nunca fui acompanhado por um designer educacional, no nosso tempo não havia isso. Coincidentemente a educação era melhor. Não tive educação infantil, perdi três anos de estudos porque fui para as frentes de emergência durante as secas. Muitos dos meus professores eram leigos, de baixíssima “densidade acadêmica” e mesmo assim, aqui estou eu, professor municipal e estadual. Concursado, viu? Não se exponha ao ridículo me chamando de preguiçoso, como fazem esses comentaristas tolos que dizem bobagens do tipo “ah, fulado defendo Lula porque tem uma boquinha”. Como eu disse, “os especialistas” sempre têm um dom de me provocar, eu não resisto mesmo. Mas sempre critico com respeito, nunca entro na seara pessoal, coisa que eu não esperava da senhora. Na impaciência e na intolerância, prefere desqualificar, o que se torna meio patético. A senhora parece aquele menino perna-de-pau dono da bola. Se ele não entrar no time, acabou o jogo, não tem brincadeira. Se desejar, posso fazer também só comentários “pernitentes” como todos fazem, menos esse “cretino” e “analfabeto funcional” e “preguiçoso”. Só falta agora mobilizar o blog pra me excluir, coisa que realmente eu lamentaria. Magno Martins uma vez disse que Lula havia prometido 30 milhões de empregos. Pode um sujeito desses (Magno) ficar nervoso se alguém o chamar de mentiroso? Por isso que me torno “cretino”, bobagens, mentiras, clichês, lugar-comum, obviedades, etc, me dão comichão, eu não resisto.

        • *fulano

        • O senhor diz que não vem com ataques pessoais???

          E isso:

          “Os sistem educacional não comporta modismos como designer educacional”.

          Isso não é pessoal, seu Gisonaldo? Isso está em debate no texto?

          E isso:

          “O que seria inovação tecnológica na educação? Canalizar o suco da merenda diretamente à sala de aula?”

          Isso não é pessoal, seu Gisonaldo? Isso está em debate no texto? Isso é deboche barato com minha área de atuação!

          O senhor é um cretino! Não me admira que seus alunos lhe faltem com o devido respeito, pois o senhor nada tem de respeitável! É um cretino! Um debochador! E deve ser também um belo preguiçoso! O senhor não faz críticas, seu Gisonaldo, faz deboche barato para tirar a paciência das pessoas. Foge aos temas em discussão para agredir as pessoas.

          O senhor quer debochar mas não quer se alvo de deboche? Quer agredir mas não quer ser alvo de agressão? Então não se meta a galo na granja dos outros!

          Saiba que designer educacional já existia na sua infância. Todo profissional que projeta materiais didáticos e ambientes de aprendizagem é designer educacional. O senhor sabia que designer é o mesmo que projetista, desenvolvedor, produtor? Pois compre um dicionário, minha querida anta! Os verbetes são curtinhos e tudo está ao pé da letra, qualquer invertebrado consegue entender.

          Vá se reciclar, seu Gisonaldo. Quando foi a última vez que o senhor passou por uma capacitação? Vá se atualizar e deixe a preguiça e o preconceito com as novas tecnologias de lado!

          Pois saiba que ontem mesmo eu disse ao Pierre que vou começar a fazer campanha pela sua expulsão! Gente da sua laia, que destila deboche e agressividade a troco de nada deve ser banida do convívio cibernético.

        • “Claramente a senhora, ou senhorita, parece destemperada.”

          Claramente é… ou parece? Se parece então não está claro.

          “Sou expulso de ambientes virtuais porque pessoas como você não toleram que se comente as bobagens que escreve.”

          E por isso continua sendo expulso: Como nunca cogita estar errado, nunca aprende com a experiência.

          “Eu, na minha geração de estudante, nunca fui acompanhado por um designer educacional, no nosso tempo não havia isso.”

          Ah, mas havia sim. O designer educational desenvolve material didático e há excelentes livros didáticos de sua época.

          “Coincidentemente a educação era melhor.”

          É impossível sair do achismo sem métricas, mas a minha impressão, de conviver com a geração dos meus pais e com a minha própria, é de que o ensino não era melhor.

          Fui alfabetizado no início dos anos 80. Primeiro com a coleção revolucionária (na época) Casinha Feliz, e depois (quando fui para o Amazonas e ingressei na rede pública) continuando com o livro mais antigo e tradicional Caminho Suave. Foi um choque voltar ao literal “be a ba baaaaaa”.

          “Muitos dos meus professores eram leigos, de baixíssima “densidade acadêmica” e mesmo assim, aqui estou eu, professor municipal e estadual. Concursado, viu? Não se exponha ao ridículo me chamando de preguiçoso”

          Que é exatamente uma das piores consequências do baixo investimento em educação: A carreira de professor no Brasil acaba atraindo a maior parte de seus profissionais dentre os 20% piores alunos do Ensino Médio, enquanto na Coréia do Sul os professores provêm dos 5% melhores.
          Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/avaliacao/caminho-qualidade-425291.shtml

          “ah, fulado defendo Lula porque tem uma boquinha”

          *defende.

  • *Entram nas melhores escolas…

  • Cara Amanda Costa. Admiro os seus artigos. Vejo neles um conteúdo raro e de qualidade e pelo que percebo você é uma jovem talentosa e estudiosa. Digo isso porque já estou na casa dos 48 years old. É muita estrada. Só de banco 28. Meu primeiro emprego. Meu filho que também ralou como você, foi judiado também esse ano, entrou de prima na UFPE em Economia. Pelos critérios do MEC eu sou um bancário rico, pois pude pagar me esfolando, uma escola particular para Daniel e minhas outras duas filhas. Não entramos na guerra das “isoladas”,nem na máfia dos cursinhos. Daniel lutou com as armas de que dispunha e passou bem. Um ponto fortíssimo que vislumbro no seu artigo é a questão pedagógica. Ponto vital. Diria que a linha mestra que norteia o seu raciocínio. O que pude acompanhar na trajetória do meu filho ,é que excelentes professores de uma escola particular que custa os olhos da cara, não tem habilidades para resolver conflitos e muito mais para transmitir com qualidades o seu conhecimento( quase sempre são grandes conhecedores da matéria). Que artigos assim continuem enriquecendo o debate sobre educação. Pais preocupados com a qualidade e democratização do ensino tem que passar por aqui e adicionar nos favoritos este site e o seu.
    Agora um PS relâmpago. Não se deixe levar pela guerra quando você planta a paz. Digo isso com relação a algumas pessoas que comentam na Web. Ou melhor jogam lama no trabalho dos outros. Nâo vale a pena. Sei que eles tem o dom de nos tirar do sério. Mas isso é que lhes cabe como prêmio. A nossa irritação. No caso a sua irritação. Você indo para a arena deles torna-se par dessa mediocridade. Você não merece isso. Simplesmente deixe que eles cumpram seu papel inócuo de tentar desqualificar o trabalho sério dos outros. Nada tendo para oferecer ao mundo, oferecem o seu pior. Para eles a nossa compaixão. Vamos em frente. Parabéns.

  • Dizer que designer educacional é modismo é ataque pessoal?

  • Essa história de canalizar o suco da merenda foi uma ironia que fiz com o comentarista aí em cima, mas, como de outra oportunidade, a senhora afanou a culpa.

    • Fazer ironias não é coisa de homem.
      Vc. não entende de tecnologia na educação, por lhe indiquei acima pesquisar no GOOGLE.

  • A senhora está descontrolada, a senhora não tem equilíbrio, não suporta crítica. Quanto à “capacitação”, é outra tolice dos modismos. E francamente, “designer aducacional” é piegas. Zé Simão diria que a senhora “tucanou” a educação.

  • Pessoal é chamar alguém de “cretino”, “anta”, “preguiçoso”, “cínico”, etc. Não se faz deboche se a pessoa não é “debochável”, ou suscetível ao deboche. Confesso que sou irônico, porque seus textos são um paraíso de gozos inefáveis, com a agravante do seu destempero. Se a senhora não quer ser ironizada, não escorregue nas bobagens. Quanto à exclusão, acho injusta, afinal, não baixo o nível, nem falo da vida pessoal de ninguém, não chamo ninguém de animal e, acho, não escrevo textos imbecis.

    • Se os meus textos são tão ruins, quem os obriga a ler? Quantas armas eu coloco na sua cabeça para que o senhor leia meus textos?

      Pior. O senhor nem os critica, seu Gisonaldo. O senhor pega um trechinho e fica sambando em cima.

      Pois vá às favas!

      Não gosta do meu destempero? Pois saiba que estou calma como a brisa. O senhor não me viu destemparada, seu Gisonaldo.

      O senhor é um analfabeto funcional, um preguiçoso que acha que tudo o que não lhe agrada é modismo. Vá se capacitar! Vá se atualizar! Saia desse seu mundinho jurássico e se atualize. É obrigação de todo aquele que se diz professor.

      Quer ser professor sem formação continuada? Ora, isso é tipico dos preguiçosos que se encostam no serviço público para ganhar um dinehrio sem fazer nada. Pois que os alunos lhe arranquem o couro todo santo dia!

      O senhor é o retrato vivo do que há de pior no nosso sistema de ensino. Talvez por isso o texto o incomode tanto.

      • Amanda,
        Querida, o que tinha ´de ser dito, vc. já desabafou. Não desgaste mais os seus nervos, relaxa! Toca o barco prá frente, o mar esta deslubramte.
        Grande abraço

      • Eu, analfabeto funcional? Dizer isso, depõe contra a senhora. Não tem lógica, é uma afirmação impregnada de ira e portanto, desprovida de razão.

  • Caro Gisonaldo,
    vc. e a Amanda são profissionais de uma mesma área. Vc. não acha que deveria ter agido de forma mais salutar e ética, sem provocações e sem ironias, ao comentar os posts da Amanda?
    Sempre quando alguém fala o quer, tb deve estar preparado para ouvir o que não quer. Foi o caso das resposta da Amanda. Prá tudo existe limites.
    Pontos de vistas diferentes entre pessoas sempre existiram, agora, a postura nas palavras devem sempre serem mantidas equilibradas em qualquer debate ou comentários, evitando assim desavenças pessoais entre os debatedores.
    Acredito que, os demais comentaristas deste blog, almejam que nos seus próximos comentários aos posts da Amanda, sejam interagidos, unidos, e sem formas de insinuações, com pensamento (não sei) de querer desqualificar os méritos profissionais, , de quem quer que for, independente de classe profissional.
    Vale salientar que não sou nenhum conselheiro, e isto não é uma crítica pessoal a sua pessoa, mas sim o desejo, não só meu mais acredito de todos colegas comentaristas, de ser dado um ponto final nestas divergencias surgidas, e de que agora em diante , tudo seja superado e se normalize. Caso contrário, aí é com os editores do blog.

    Grande abraço

    • Não escrevo ofensa pessoal, não baixo o nível, não agrido…Olhem os escritos e vejam de onde parte o desequilíbrio, o grosseria. Podem me criticar à vontade, podem inclusive baixar o nível, pode usar palavrões, podem fazer trocadilho com meu nome. Simplesmente ignoro, mas não faço o mesmo. Agora, cada um tem um estilo… Pedir que eu não seja irônico é o mesmo que pedir ao Didi pra fazer graça sem humor. Não escrevi uma só palavra agressiva, isso está óbvio. A senhora ou senhorita em questão parece que só deseja neutralidade ou elogio. Já disse, se for só pra elogiar, pode dizer, sei fazer também.

      • “Pedir que eu não seja irônico é o mesmo que pedir ao Didi pra fazer graça sem humor. (…) A senhora ou senhorita em questão parece que só deseja neutralidade ou elogio.”

        Vou dar um exemplo do tipo de gracinha que pode ser profundamente irritante: A insistência no “senhora ou senhorita”. Não estou dizendo que você, ou senhorito, devesse parar com isso. Talvez seja sua natureza, e você, ou senhorito, não possa evitar. O problema é que parece estar também na natureza das pessoas não terem tolerância com certos tipos de gracinha, banirem esses engraçadinhos, como você mesmo, ou senhorito, atestou lhe acontecer com frequência.

        É como dizem, insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.

  • Eu ainda acho que é uma formação reativa . Tente lembrar de quem já dispensasse, amanda! Pode ser a resposta!

  • Meritocracia não tem espaço na Constituição Brasileira, que prega a Isonomia. Os dois conceitos se misturam tão bem quanto água e óleo.

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).