Globo, touradas e a omissão da polêmica

fev 7, 2011 by     104 Comentários    Postado em: Artigos e Análises


por Robson Fernando*

para o Acerto de Contas

Criticar o jornalismo da Globo é como chamar o diabo de mau, mas ainda é necessário, pois a crítica dá ao outro lado a voz que a emissora negou e serve para dar um alerta àqueles telespectadores menos dotados de senso crítico. E agora a ação dos críticos foi acionada novamente, pois o Globo Repórter de 04/02 engajou-se numa romântica e amoral apologia às touradas, exaltando sem pudor uma atividade que hoje deveria ser impossível não ser vista como algo no mínimo polêmico.

Nessa edição, falou-se da Espanha, com suas maravilhas turísticas e boas condições de vida – exceto para os militantes do separatismo basco e catalão, mas isso é assunto para outros textos –, e incluiu-se a tourada como se ainda fosse parte indiscutível da essência cultural e turística espanhola. Exceto por poucos segundos em que se citou parcamente a oposição de muitos espanhóis à atividade, foi só elogios e exaltações quase líricas ao ato de torturar e assassinar touros em arenas, como se isso não dividisse opiniões nem fosse visto por meio mundo como motivo de vergonha, em vez de orgulho, àquele país.

Não faltaram substantivos a enaltecer o pseudoesporte em questão: “paixão”, “elegância”, “arte”, “beleza”, “coreografia perfeita”. Sem falar das consistentes homenagens à vocação dos toureiros, cujas biografias seriam fichas policiais em outros países. À Globo, o “espetáculo” de violência, sangue e morte que revolta literalmente meio mundo é tão belo e aprazível quanto a arquitetura da Sagrada Família, a coreografia do flamenco ou o surrealismo de Salvador Dalí.

O “gol de honra” permitido pela Globo ao outro lado não durou nem um minuto. 50 segundos foi a duração do único momento da matéria em que a defesa animal antitourada foi citada – e ainda de forma inócua, muito fraca. Nem mesmo aquela que deveria ser a palavra-chave da reportagem – polêmica – foi sequer citada. A voz crescente da defesa animal contra a tauromaquia, um dos únicos temas relativos a Direitos Animais que unem bem-estaristas e abolicionistas, foi reduzida um murmúrio risível de tão xoxo.

Uma frase de poucos segundos citada indiretamente de uma única defensora animal, um resumo pequenino e pueril dos longos discursos de quem defende a vida e a integridade dos animais e o banimento da violência das tradições espanholas, foi o único argumento exibido para a oposição ao assassinato de touros: “esta é uma tradição cruel, e o que fazem com o animal é uma tortura”.

E a repórter, demonstrando desconhecer totalmente a consciência e o panorama político-cultural do povo catalão, ainda afirmou que “parecia impossível” banir a tourada da Catalunha pelo apelo popular e legal.

Tenta-se entender entre os que declaram gostar e respeitar os animais – desde os veganos militantes até os simpatizantes dos protetores de cães e gatos – por que a Globo transformou um assunto tão polêmico, conflituoso, eticamente questionável e repudiado por milhões de pessoas até mesmo dentro da Espanha em uma atração agradável, admirável, apaixonável e virtuosa. Que interesses podem ser inferidos a partir do ato de apoiar, a milhares de quilômetros de distância, a indústria da tourada de outro país?

A Globo mostra que, se não é mal intencionada, tem sua visão “ética” de mundo parada lá atrás no tempo. Estacionada numa época em que defender animais era nada mais que cuidar de cães e gatos abandonados e criticar touradas, rodeios e vaquejadas era considerado “falta do que fazer”.

A emissora vem perdendo o respeito e a audiência dos brasileiros, e essa pérola de jornalismo míope vai acelerar esse desgaste, já que hoje, felizmente, grande parte da população brasileira, dos veganos até os onívoros mais inveterados, repudia as touradas e deseja a sua proibição na Península Ibérica e em qualquer outro país.

* Robson Fernando é autor do blog Arauto da Consciência.

104 Comentários + Add Comentário

  • Tourada e rinhas de galo e cães. Absurdos ¬¬. Nem vi o programa Robson.

    Abçs.

  • Ótimo artigo! Parabéns!

  • A foto por si só já diz tudo. Lamentável!

  • O pior de tudo não é nem a Globo firmar posição a favor das touradas, o que é um direito dela, mas mentir descaradamente sobre a opinião popular acerca delas na Espanha.

    Não sei se o repórter fez isso por falta de escrúpulo ou falta de informação mesmo, mas se ele acompanhasse minimamente o noticiário espanhol, ou mesmo tivesse feito uma pesquisa em relação ao apoio popular que a proibição na Catalunha provocou nas outras províncias… bem, aí a sua bela matéria sobre uma “arte”, perderia grande parte do seu encanto.

    Pois as touradas são um esporte de elite, que gera interesse em pouquíssimas pessoas. A proibição na Catalunha teve grande apoio local e nacional. Pesquisas apontaram que várias outras províncias se chegarem a consultar a população a respeito, também conseguiriam levar a cabo uma proibição. Os entraves ficam por conta apenas da iniciativa da classe política, que lá como cá, retardam questões que costumam desagradar elites.

    E só pra adiantar alguma comparação estapafúrdia, touradas são muito mais repudiadas pela sociedade espanhola do que rodeios e vaquejadas por aqui. A questão é que lá orelhas são arrancadas, sangue jorra e o animal morre no final. As pessoas ficam chocadas ao ver esse tipo de cena, é fácil convencer alguém de que isso é repugnante. Aqui não, os animais “só” são torturados, mas não morrem, não se vê sangue, fica um pouquinho mais difícil mostrar pras pessoas que isso é um mal trato em si.

    • Que tal respeitar a cultura local? Fazer arrastão e depredar onibus e carros são problemas muito mais sérios no âmbito “esportivo” que as touradas na Espanha. Será que a população na Espanha é contra as touradas mesmo? Ou será que vamos fazer como no nosso referendo sobre armas em 2005? “Todo mundo” (mídia, intelectuais, boa parte dos políticos…os formadores de opinião) era optante do “sim”. Quando a população foi consultada, o resultado foi uma grande maioria para o “não”. Vamos pensar antes de soltar qualquer pérola….

  • Taí, concordo com Robson nesse caso.

  • É díficil falar sobre o que os nativos pensam em relação ao assunto, já que nunca fui à Espanha e não conheço muitas pessoas daquela terra.

    De fato, o “espetáculo” é bizonho e cruel, não consigo imaginar alguém se divertindo com isso. No entanto, antes de criticar deveras o que acontece do outro lado do oceano deveríamos refletir um pouco sobre nossas próprias práticas aqui na terrinha, como o abate precário que possuímos na Zona da Mata e situações parecidas com a tourada, como é o caso da vaquejada.

    Bom artigo. É mais fácil e prazeroso ler algo que não agride o leitor.

  • Vi essa reportagem e nem é pra tudo isso, na mesma reportagem estiveram presentes grupos de combate as touradas e mostraram o caso da Catalunha que proibiu as mesmas.

    • Mas mostrou residualmente, e apenas uma citação indireta da moça (única representante dos animais na reporcagem).

      E – esqueci de pôr no artigo – ainda terminaram a parte perguntando se os defensores dos animais iriam conseguir desbancar o “amor” dos espanhóis pela “paixão” das touradas.

  • O link da reportagem:
    http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2011/02/touradas-movimentam-mais-de-us-1-bilhao-por-ano-na-espanha.html

    Só lembrando que sou totalmente contra as touradas!

  • Concordo com a crítica, Robson.

    Mas temos também a nossa mácula: A Farra do Boi.

    • E a nossa vergonha regional, a nordestiníssima vaquejada.

      • E no Rio Agachado do Sul, além de churrascadas, galinhadas, tem um ritual campeiro, num determinado dia do ano: a peãozada “gonoranti” se junta em mutirão, numa determinada fazenda, para serrar aspas, castrar, marcar a ferro, carnear, etc. É um festival de crueldades que terá, no tempo certo, a devida resposta.

      • Bem lembrado.

        A vaquejada também é mais uma tortura.

  • Mermão, tudo é culpa da mídia. Ninguém consegue pensar não…

    A globo perdeu MUITO do seu poder de influência se comparado ao ínicio de sua existência e até mesmo a apenas 20 anos atrás, mas ainda assim é o demônio…

    Meu Deus…

    E se a MAIORIA dos ESPANHÓIS fossem CONTRA eu acho que ainda não seria tolerado.

    Por que a VAQUEJADA é TOLERADA?! Porque a MAIORIA acha normal e bobagem ou porque a GLOBO quer que ela exista e TODO DIA passa COMO É BOM VAQUEJADA dentro da novela das 21?!

    • Ainda nem um pio sobre o nosso brilhante sistema energético. Exemplo!

      Um problema besta e acaba com o NE…

      • Eu também estou esperando o blog falar alguma coisa acerca do apagão.

        • Eu também estou esperando o blog falar alguma coisa acerca do apagão. [02]

      • É assim mesmo, Laccosta. Problema isolados acontecem e geram transtornos.

        Veja como isso é relativamente comum até nos EUA:

        http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/11/11/relembre+os+maiores+blackouts+das+ultimas+decadas+pelo+mundo+9064980.html

        • Aham, é pra isso que eu pago essa fortuna na conta da CELPE.

          É pra isso que serve a ANEEL.

          Não tem como aceitar que um defeito desses possa apagar OITO ESTADOS. Não deve nem apagar UM, quanto mais OITO?!

          É injustificável… É segurança nacional…

        • Pois é, pagamos caras tarifas para sermos vítimas de “interrupção temporária de energia” ou “probleminhas isolados”. O cômico é ver blogs progressistas, que adoram reclamar da Globo, com rabinho entre as pernas.

        • É. Esse aqui durou DOIS DIAS e foi nos EUA:

          “Em 14 de agosto de 2003, a região nordeste dos Estados Unidos e a região leste do Canadá entraram em colapso após um apagão que atingiu cerca de 55 milhões de pessoas. O blecaute de 2003 afetou uma das regiões mais densamente povoadas dos EUA e causou transtornos no trânsito, nos sistemas de comunicação, nos aeroportos e hospitais”.

          É segurança nacional e injustificável também nos EUA, Laccosta? Claro que é. Mas acontece lá também.

          Ou seja, vamos cobrar soluções e expicações, mas não precisa tanto esparro.

        • Besteira …

          “TV do Nepal apresenta jornal à luz de lamparina”

          http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/02/televisao-do-nepal-apresenta-jornal-a-luz-de-lamparina.html

          Apesar de ter um enorme potencial para a produção hidrelétrica, o Nepal produz menos da metade da energia que consome.

          Dá pra tú?

        • Que esparro?!

          Falar do problema agora é esparro é?!

          Tem corrupção até no vaticano, então vamos continuar do jeito que tá! Oba, oba!

        • Engraçado como nessas horas o MALVADO EUA serve como justificativa!

        • A questão do blecaute, na real mesmo, é uma coisa só: super, hiper, ultra, sobre carga do sistema elétrico, por mais que o lobo mau, chapeuzinho vermelho ou a vovozinha queiram negar.

          E a causa é a mesma aqui, nos EUA ou na Alemanha.

          Claro que sempre vão arrumar um boi de piranha. Dessa vez foi a tal da cartela. (E também NUNCA vão dizer que foi falha humana, pois isso mexeria com a vaidade dos profissionais que se acham deuses infalíveis).

          Em última análise, não tem energia que chegue para 7 bilhões de pessoas, pode construir hidrelétrica no quinto dos infernos…

          É gente de mais para energia de menos.

          Claro que assumir isso seria cutucar vespeiro cheio, pois isso levanta todo um debate de controle populacional e de necessidade de rever o nível de consumo da população das grandes cidades (coisa que a China já está enfrentando fortemente, ou pelo menos tentando…).

          Ou seja, daqui pro futuro é bom inventar o que fazer em noites quentes e sem luz. (Segure as maternidades, hahahahahaha…)

        • HAHAHA! Tá todo mundo com saudade de quando o sistema elétrico era tão bom que teve racionamento o ano inteiro?

        • Martins, para de querer justificar um erro com o outro.

          Meu Deus.

          Nem disse que a culpa é de Dilma ou de Lula. Deixei bem claro que o problema é antigo e que agora, CIENTE DA P. DO PROBLEMA temos que tentar corrigir.

          Não ficar justificando com os erros do passado, não achando que isso é salvo-conduto pra qualquer coisa..

        • Tem que corrigir sim.

          Apenas mostrei que a situação está bem melhor agora do que antes, e que apagões acontecem em qualquer país desenvolvido.

  • A única coisa que gosto do Globo Reporter é a trilha de abertura (Freedom of Expression), tema de “The Vanishing Point”.

    O Globo Reporter me encheu o saco há muito tempo, com as reportagens de Francisco José falando de Amazônia, Fernando de Noronha e degelo da calota polar.

    “A emissora vem perdendo o respeito e a audiência dos brasileiros”. Ôxe, Robson, se você fala isso, você ainda assiste a Globo?

    Uma coisa é fato … Considerar Vaquejada como esporte é o fim.

    Com relação a critica aos ‘não-veganos’, o fato é que comprei umas peças de bife de chorizo neste fim de semana, uma capinha de gordura na medida, fiz na churrasqueira, ficou show de bola.

    • A saber: parente minha me contou sobre a reporcagem da grobo, só fiz ver na internet.

      • Essa sua parente eh vegana?

      • Uma parente, claro……

  • Por imaginar que o crime seria só glamour, não tive órgãos para assistir o espetáculo dantesco. A Globo vive disso: estado espetáculo. Ainda que o espetáculo seja o crime. Torço para que um dia uma turba qualquer acabe com aquelas práticas criminosas e abjetas. Meu sonho: Assistir as mães, irmãs, esposas e filhas dos toureiros e promotores, serem “toureadas” nas arenas, depois violentadas, curradas e atravessadas, ao final, por espadas enferrujadas, ou, quando deixadas vivas, que o sejam pela metade (sem braços, pernas, olhos, língua). Acharam o texto violento? Pensem nos touros.

    • O problema é que a matança ocorre por motivo fútil.

      Se fosse pra comer, não haveria problema algum.

      Mas por pura diversão, aí realmente é demais.

      • Matar para comer, quando existe centenas e centenas de alternativas alimentares, é pior do que matar por diversão e sadismo. Até por que, no espetáculo global, são assassinados alguns milhares de touros (ou pombos) e na criminosa indústria da alimentação (que é aquadrilhada com a indústria farmacêutica), bilhões de aminais são assassiandos. Não terá um final feliz uma sociedade que, para satisfazer um consumo supérfluo, precisa se valer de uma vida.

        • “Matar para comer, quando existe centenas e centenas de alternativas alimentares, é pior do que matar por diversão e sadismo”.

          Até quando eu concordo com eles em relação às touradas, essa turma insuportável não consegue parar de dizer barbaridades.

          Então tá bom. Matar uma vaca para comer é pior do que matar um touro por pura diversão.

        • Foda viu ¬¬. Vergonha alheia pra eles, martins.

        • “Matar um boi para sacear a fome é pior que matar por diversão e sadismo”
          Aí é dé maz Mução, é dé maz, é dé maz…

  • muito bom o texto de Robson. Aproveitou a baixa qualidade do texto globbbal para abordar um tema interessante. A Globbbo é o que sempre foi. Acho um desperdício de tempo esperar alguma reportagem de qualidade ou textos profundos e críticos. A globbbo é televisão para pessoas que acham ivete sangalo uma grande cantora e tudo mais… O “espetáculo” das touradas, tão elogiado por Ernest Hemingway é, numa palavra, bárbaro. Diz muito da cultura e sociedade espanhola o apreço com o qual é tido por lá. O relativo silêncio com relação ao genocídio da Guerra Civil, Francisco Franco, a forma como os brasileiros são lá tratados – hoje o jogador Danile Alvez revelou que é chamado de “macaco” na espanha. Por tudo isso, e muito mais, viva a Catalunha.

  • De uma emissora cujo único objetivo é detonar o pouco do senso crítico que resta na cabeça do povo brasileiro com BBBs da vida, não se pode esperar muita coisa.

    É muita ingenuidade esperar que a Globo vá deixar de exibir carnaval, mulher nua, futebol, violência e malandragem pra mostrar uma vídeo-aula sobre “Nanotecnologia farmacêutica aplicada ao tratamento de células cancerígenas” ou “Uma crítica à estética paidêutica no pensamento de Schopenhauer” ou ainda “As ligaduras longas na ciaccona em ré menor BWV 1004 de Bach”.

    O povo quer e gosta de sacanagem e vagabundagem na TV.

    Se a Globo quiser melhorar demais o nível cultural da programação, vai à falência em menos de 1 mês.

    Enquanto a Globo mostrar e defender tudo que não presta, ela vai continuar na liderança de audiência graças às preferências populares.

  • Adoro quando o toureiro morre. Ou leva uma bela chifrada no traseiro! Vide fotos no Google Imagens.

    Abraços!

  • “Enquanto a Globo mostrar e defender tudo que não presta, ela vai continuar na liderança de audiência graças às preferências populares”

    Pois é. Mesmo quem reclama da Globo, “da uma espiadinha” para poder reclamar da mesma. Tão fantoches como o resto da população. A Globo quer é isso mesmo : “Assistam-me, mesmo que seja para falar mal”.

  • A Globo é tão demoníaca, que quando ocorreu o apagão, o BBB já tinha acabado ¬¬. Ou seja, ela faturou o ibope pra depois o NE se FUFU.

    Miserávi.

    Agora aquele papo de cartão magnético foi pra se lascar. Quem acreditou naquilo levanta a mão ¬¬.

    Germano, racismo nós encontramos até no sertão de PE. Não é problema da Espanha, nem da Inglaterra, nem da Argentina. Está em todos os recantos do mundo.

    Racismo nada mais é que o bullying destinado a afetar a quem te trouxe prejuízo, te contrariou, ou te fez sentir ameaçado. Daí as pessoas atacam onde acham que mais dói.

    Geralmente falando:

    “neguinho”; “Latino de merda”; “Ceará (chamando todos os NE)” ; “Cabeça-chata”; “macaco”; “Catarina (dos Gaúchos pros SC)” ; dentre outro que nem me vieram à cabeça agora.

    É tudo questão de auto-controle. Do mesmo jeito que qualquer um de nós pode agredir com um soco outrem, pode acontecer de agredirmos com palavras que atinjam a honra do outro. Ambas são agressões. A diferença é que a primeira é histórica e trouxe um sofrimento incomparável e, por isso mesmo, a Constituição tratou de tratá-lo assim no art. 5º:

    XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;

    Por isso o controle deve ser muito maior. Dê um murro, mas dê calado (teoricamente, não estou incitando).

    Por isso não se deve criar essa ideia do povo espanhol, basco ou catalão.

    aBçs.

    • Sim, é tudo uma questão de autocontrole. O Daniel Alves não tem nada que reclamar, assim como os jogadores africanos que atuam na Espanha e Itália. É tudo uma questão de autocontrole. O número 51 exibido pelas torcidas alemãs? Não se preocupem, é tudo uma questão de autocontrole. E, tem mais, há racismo no Sertão do Nordeste também. Brasileiros sendo destratados nos aeroportos espanhóis? Tudo uma questão de autocontrole. Os tigres de Arkan? Mas uma questão de autocontrole. Sobre esse assunto de autocontrole dos tigres de Arkan no futebol europeu vejam um artigo de Maierovitch sobre o assunto. Continuo preferindo o Barca ao franquista Real Madri. Mas isso é, também, uma questão de autocontrole. Autocontrole. Tudo.

      • Ué, você só falaciou, tentou ridicularizar, e nada trouxe de novo ao debate. Se discorda de mim paciência.

        Tudo auto-controle, quando não há o auto-controle e passa a ser ato reiterado que leva a consequências drásticas, aí já vemos um perfil criminoso.

        Lembro de um exemplo simples, um Goleiro muito bom que passou por aqui e agora esqeuci o nome. Jogou no Santa e no Náutico. A torcida do Náutico fazia sons de macaco pra ele quando jogava no santa, deu maior bafafá, mas quando foi pro Náutico, virou herói. Ninguém mais fazia o som, a chacota.

        Ou seja, o “racismo” adviria por uma conduta criminosa do trocedor do náutico (no exemplo dado) ou por uma iditiotice futebolística???

        Esse é o ponto que eu quis comentar. Massssssssss, se vc acha que não há discussão e priu, que basta ridicularizar o comentário do outro, minimizando a ideia base do comentário, tudo bem. Eu não reclamo ;) .

        • Nilson.

        • Nilson?

        • O goleiro.

        • ISSOOOOOO :) . valews

    • Por isso que nós, macaquitos, não podemos reclamar !

      • Serve pra vc tb a resposta acima.

        • “racismo nós encontramos até no sertão de PE. Não é problema da Espanha, nem da Inglaterra, nem da Argentina. Está em todos os recantos do mundo.

          Racismo nada mais é que o bullying destinado a afetar a quem te trouxe prejuízo, te contrariou, ou te fez sentir ameaçado. Daí as pessoas atacam onde acham que mais dói.”

          Por isso fiz a brincadeira acima! Nos “doemos” quando argentinos e uruguais nos chamam assim mas nunca vemos quando praticamos racistas! É mais cômodo jogar a culpa nos outros!

        • “praticamos atos racistas”

        • Ah isso certamente. Pro “racista” aquilo é só uma brincadeira.

          E na maioria das vezes é, mas com certas coisas não se brinca.

  • Touradas, vaquejadas, farra do boi esses “crimes”, travestidos de divertimento, só demonstram que ainda temos uma natureza inferior, não muito distante daqueles que se reuniam nos coliseus…deplorável!!

    • Digo “no coliseu”.

      • Mas existiam “coliseus” menores uhauhauha, em cidades menores do Império. Deu pra entender ;)

  • Que tal respeitar a cultura local? Fazer arrastão e depredar onibus e carros são problemas muito mais sérios no âmbito “esportivo” que as touradas na Espanha. Será que a população na Espanha é contra as touradas mesmo? Ou será que vamos fazer como no nosso referendo sobre armas em 2005? “Todo mundo” (mídia, intelectuais, boa parte dos políticos…os formadores de opinião) era optante do “sim”. Quando a população foi consultada, o resultado foi uma grande maioria para o “não”. Vamos pensar antes de soltar qualquer pérola….

    • “Todo mundo” (mídia, intelectuais, boa parte dos políticos…os formadores de opinião) era optante do “sim”.

      Traz como verdade informação falsa. Houve desses “formadores de opinião” ambas votações, tanto pro sim quanto pro não.

      A falácia que predominou e fez a população votar contra foi aquela de “querem tirar de nós o direito de nos protegermos” etc etc etc.

      E mais, caso você não saiba, dá pra lutar contra problemas variados nos esportes ao mesmo tempo.

      Vamos respeitar a cultura local???? O que é cultura??? cheirar pó e matar quem deve é cultura local em uma favela do Rio???

      Rinhas de galo?? isso é cultura???

      Se esses são casos de cultura, apoio o fim violento de algumas “culturas”.

      Jogo do bicho e casas de de jogos de azar??? Só lavagem de dinheiro e fachada para crimes. Mas é cultura??

      Por favor.

      • E quem vai fazer isso,definir o que é certo e errado é você?!

        Para mim, o único jeito de MUDAR, de evoluírmos é através da EDUCAÇÃO.

        Pois educação é conscientização, você indiretamente MOSTRA como é a sociedade e o que serve para ela e o que não serve.

        Proibiu-se o jogo do bicho, mas ele faz parte da cultura. A Lei não muda hábitos, pois os hábitos que moldam as leis. Só através do ensino nós podemos evoluir como cidadãos e pensar que vaquejada é um crime. Até lá nós continuaremos absortos na barbarie do passado, pois a ignorância é a mãe da violência.

        • As leis acompanham a evolução social, isso é fato. Portanto, trata-se de um movimento lento que pode ir e voltar.

          Entretanto, ainda vivemos em uma democracia, onde prevalece a vontade da maioria. E hoje, a sociedade, em sua maioria, condena todas essas atividades que eu citei no texto.

          Claro que a EDUCAÇÃO é o melhor caminho, esse ponto eu nunca discuto pois pra mim é mais do que óbvio, e não estamos aquio para discutir obvialidades.

          Matar, antigamente, fazia parte da cultura. Veio o Estado como o conhecemos, tomou para si o poder-dever de punir e tirou das pessoas essa possibilidade. Ora, foi a criação humana, uma imposição, que por muito tempo, digladiou-se com a cultura até que não se viu mais como normal a possibilidade de auto-tutela.

          Ainda hoje existe gente que acha que pode, mas em bem menor número. E foi imposição e não adequação à boa vontade das pessoas.

          Não precisamos, com o conhecimento histórico-cultural que possuímos hoje, darmo-nos ao luxo de esperar que as coisas aconteçam.

          Não sou quem vai dizer o certo e o errado, nem nunca deixei parecer isso. Foi má-fé sua, esse comentário. Apenas entendo que não podemos esperar que a educação chegue a todos para só então procedermos a mudanças lógicas e necessárias.

          Seria muito bom se os políticos fizessem a educação chegar a todos. Viveríamos em outro tipo de país. Mas, já que não está sendo assim, tentemos minorar nós, que por sorte ou competência, tivemos acesso a educação e estamos acima do famigerado “homem-médio”.

          Abçs

        • Carlos, se um povo tem uma prática que considera sua identidade e o governo a tira por suas razões, mesmo que seja o “bem comum”, a tendência é que isso se torne uma ditadura, um comando, um governo que não depende do povo. A mudança deve acontecer na sociedade. Se o governo quer uma mudança ele deve começar informando.

          Não foi má-fé minha nenhuma.

          Eu acredito que a LEI acompanha a evolução da sociedade e ela não pode tentar adiantar-lhe o amadurecimento, pois além de ser uma imposição cairia em desuso, como é o caso da Lei seca. Se não houver uma mudança endêmica da sociedade, que se dará exclusivamente com a educação, a tendência é a não aplicação da lei. E você sabe que isso é uma prática corriqueira…

          Ora, se até mesmo o magistrado considerar rinha de galo algo normal, ele, com certeza, baseado nos princípios da nossa Carta Magna afastará a incidência normativa infraconstitucional por desrespeito ao pacto social.

          Por isso, meu caro, eu não quero dizer que você não sabe o que é certo, eu quero dizer que APESAR de você saber o que deve ser feito, você não pode impor um modo de como será feito, se não através da informação.

          Entendeu?!

          Novamente, o que eu pretendi com meu comentário não foi diminuir o seu valor, mas sim que se a sociedade não evoluir ao ponto de entender a proteção ambiental de nada adiantará as Leis, pois estas servem ao povo e não o inverso.

          O legislador quis proibir o concubinato, conseguiu?! Não.

          A sociedade evolui e o direito a acompanha. Enquanto na Espanha a maioria achar que matar o touro é cultura, assim o será… E aqui também, com a vaquejada.

          A mudança do direito acompanha a sociedade. Qualquer tentativa de proibir atos de cultura será tido como uma imposição autoritária.

          Nobre Carrilho, eu lhe respeito muito, não fique com raiva, nem pense que foi má-fé. Só queria deixar claro esse ponto.

        • Ok, obrigado pelos esclarecimentos. Mas vamos lá:

          Lei seca:

          Muitos respeitam e os que não respeitam podem um dia vir a sofrer os efeitos. Isso existe até com o homicídio, por que não existiria com a Lei seca.

          Não existe essa de não criar a lei apenas pelo fato de que não será bem vista ou será de difícil aplicação.

          O ato normativo (não falei lei pq não lembro se é lei) que nos obriga a usarmos Cinto de Segurança, foi uma ótima norma, que vinha de encontro ao costume da população, e nem por isso vejo todo mundo ou alguma pessoa sem o cinto. Nos educamos nesse sentido.

          Os bugues na areia da praia ou os animais ou até mesmo praticar esportes, alguns continuam fazendo, mas a incidência é muito menor.

          O legislador não conseguiu acabar com o concumbinato, mas aplicou severas consequencias, como impedir que a pensão por morte seja concedida à concumbina em detrimento da esposa. Protegeu-se, no caso, o casamento, a esposa traída.

          O que importa são os objetivos das normas, as consequências, a justiça delas.

          Continua-se matando, roubando, furtando, estuprando, traficando. Mas a lei contra isso é necessária.

          Enfim, respeito vossa opinião, concordo com a questão da maturidade do povo, e que a lei deve ser feita para o povo.

          No entanto, muitas vezes, como no próprio seio do lar familiar, é necessário que se apliquem medidas rígidas para que os filhos (povo) entendam o que pode ou não se pode fazer.

          Isso é o Estado, isso é o Pacto social. E você erra ao confundir Governo com Estado. Quem vai exigir determinada forma de conduta não é o Governo, é o Estado.

          A lei vai à votação do legislativo (democracia representativa), vai à Sanção do presidente e pode passar por análise do judiciário (freios e contra-pesos).

          Passou por muita gente, Laccosta. Se mesmo assim for uma lei que fere a constituição ou os princípios basilares do Direito, certamente cairá.

          Mas não é o caso de nenhuma das leis citadas.

          E nós, cidadãos de bem, que acompanhamos as notícias, é a quem incumbe a fiscalização quando nada mais o fizer.

          Atte.

          P.S. Lembrei da proibição de levar cerveja pra dentor do Estádio e da venda de cerveja em Garrafa.

          Cerveja em lata é um lixo, não era constume e ninguém compraria caso não fosse a única alternativa. Logo, a norma atacou o costume e mesmo assim, após a população ver os benefícios e se acostumar com ela, ela continua aí, valendo e trazendo benésses.

          Agora acabei :) .

          Abçs.

      • Carlos,
        Sugiro que faça uma breve pesquisa sobre o comportamento da maior parte dos formadores de opinião sobre a questão do referendo antes de dizer que a premissa é falsa.
        Podemos lutar por varias causas ao mesmo tempo, mas o ímpeto e meios utilizados para essas lutas devem ser diferentes.
        Deveriamos avaliar e tentar separar o que é grave do que é urgente e resolver problemas dos mais graves para os menos graves, dos mais urgentes para os menos urgentes.
        O assunto abordado não é contra as leis e faz parte da cultural local sim!
        Se você quer comparar isso com cometer crimes….só lamento

        • Mas se vier Lei por lá dizendo que é crime, passará a ser crime, ou não???

          Do mesmo jeito que o jogo do bicho era comum, veio lei e tornou contravenção penal.

          Por isso a comparação. Pelo que eu li e entendi, existem projetos de lei na espanha tendendo a abolir essa selvageria.

          Sei que temos preocupações maiores no momento, mas não podemos em todos os posts, tratar de saúde, educação e segurança.

          O cara fala do futebol pernambucano, daí eu vou querer falar de educação, saúde e segurança?? Pô, o assunto é outro.

          Perceba que a falsidade em sua informação foi ao tentar tornar verdade suprema algo que possuía e ainda possui divergência. Você falou TODOS, englobando muito mais que a maioria, que nem é tão maioria assim, mas certamente é maioria. Não discordo de você nesse ponto.

          Abçs.

        • Carrilho, nobre colega que eu admiro muito,

          primeiro, algumas questões que EU, LACCOSTA gostaria de saber: você já é formado em Direito ou é estudante?! Você possui alguma outra graduação?!

          Passado o preeliminar,

          veja a minha resposta dada ao seu comentário e compare com a do nobre colega Jorge.

          Agora pegue sua afirmação de que a Lei tornou contravenção o jogo do bicho e me diga o que aconteceu com o jogo do bicho:ele deixou de ser praticado?! Ele ainda faz parte do dia dos antigos jogadores?!

          Você acha que a Lei tornando crime algo que a sociedade considera como normal, como se a Lei tornasse crime sair na rua usando azul, tem alguma validade?!

          São indagações que nós devemos fazer antes de querer impor um entendimento do outro. Primeiro devemos entender o problema, a sociedade deve pensar que aquilo é um problema.

          Há algum tempo li numa reportagem num blog de um professor que dizia que as mulheres no egito, a despeito das LEIS PROIBIREM A PRÁTICA, eram mutiladas para terem extraídos dos seus órgãos sexuais as partes que davam prazer.

          Isso é certo?!

          Acredito que não. Mas a Lei não chega a todo lugar, apesar de tornar como crime ela não vai mudar a cultura.

          O que eu defendo é que primeiro mudemos a cultura, depois pensemos nas leis…

        • Oi Laccosta. Sou advogado já. Ainda bem o Exame da OAB tentou, quase conseguiu, mas não me derrubou.

          ´Já respondi mas tá dando algum erro no wordpress e esperarei que minha resposta seja postada.

          Já copiei e colei em txt, caso não seja eu a reposto.

          Abçs.

  • No Sec. XIX, Buffalo Bill se orgulhava de ter 2.000 bisões…No Sec. XX, um certo Dominguin, se orgulhava de ter morto 2.000 touros. Quando a humanidade ( e a Espanha) vai se livrar dessa barbárie?

  • No Sec. XIX, Buffalo Bill se orgulhava de ter morto 2.000 bisões

  • Alguem lá em cima falou em Ivete Sangalo. Acho bom comparar com Claudia Leitte. Ambas são muito ruins, mas comparando as duas, desconfio que a bunda de Ivete é mais bonita…

  • Comentário excluído pela moderação do blog.

    • Caramba! Cadê a moderação deste blog, hein? Alguém leu o que esse fanático digitou?

    • Comentários como esse só servem para alimentar a antipatia contra qualquer tipo de radicalismo.

      • Obrigado aos blogueiros por proteger nossos olhos daquele texto asqueroso.

        Digo e repito: o radicalismo, fundamentalismo, agressividade e intolerância dessa militância vegana radical é algo insuportável.

        • Deviam ter deixado o comentário!
          Uma forma excelente de “queimar” os radicais! Retiirá-lo implica proteger os “defensores da causa”.

        • Nem li :( .

          Mas foi bom ter apagado, pois nunca se sabe se foi escrito com o propósito de instigar discussões e “queimar” os veganos. Ele se colocou como vegan, né??
          Então. ;)

    • Não vi o que era o comentário, mas vejo que foi uma amostra de extremismo que nada bem faz à causa animal.

  • Rapaz, a Globo mostra o que o povo quer ver.

    Do jeito que vai o nível da população eu acho até pouco o que a Globo mostra no Brasil.

    Se eu fosse o diretor de programação, mandava era liberar geral.

    Exibia em horário nobre o ensaio daquele transexual do BBB, no horário do almoço. Todo mundo ia criticar pra dar uma de santo, mas TODO MUNDO ia assistir e adorar. Imagine quanto os anunciantes iriam pagar.

    Depois, se desse alguma merda com a justiça ou com o mp, fazia uma propaganda com Renato Aragão distribuindo cesta básica pros fudid… das enchentes e tava tudo certo.

    • Ainda bem que vc não é diretor de programação :)

    • Ainda bem que vc não é diretor de programação

      [2]

  • Genteeee…. gostei de ver!!! A turma que odeia artigos de Robson dicutindo mais um assunto polêmico com dignidade e respeito! Parabéns, galerinha querida!

    Digo de coração, viu? rs…

    E quanto ao tema, só tenho a lamentar, né? Mas, com tempo e união em prol do planeta e de seus habitantes, avanços vão sendo conquistados. Um deles é este: Projeto de Lei 7291/2006 na forma de seu substitutivo, proíbe a utilização de animais em circos em todo o território nacional.

    Merece post, Robson. A questão anda meio parada e muitos circos continuam se utilizando desta prática idiota.

    =)

    • Mas no âmbito municipal e estadual já existem leis que proíbem, certo?

      Tipo, em PE, pelo que eu sei, é proibido. não?

      • Parece que foi proibido depois que aquele garoto foi morto por um leão.

        • Exatamente.

    • Adriana, pelo menos desta vez o artigo de Robson faz sentido.

      • Pra mim, todos os textos dele fazem muito sentido. É que para pessoas como você, os interesses pessoais se sobrepõem à realidade dos fatos. Normal.

        • Interesses pessoais??? A tá. Realmente, pq ser chamamado disso e daquilo outro acaba tornando a coisa pessoal mesmo.

          P.S tá tendo peixe urbano do Recanto do Picuí.

        • A maioria dos textos dele são bizarros e infantis.

  • Pierre,

    Você já viu que os juízes federais estão ameaçando entrar em greve (http://www.conjur.com.br/2011-fev-09/juizes-federais-podem-greve-ainda-ano-avisa-gabriel-wedy)? Acho que a melhor contribuição ao debate é tornar público o subsídio atual do juiz federal substituto recém-nomeado: R$ 20.953,17. Corrijam-me se estiver errado, mas isso deve dar uns quatorze ou quinze mil líquidos. Que pensa o contribuinte pagador sobre a qualidade do trabalho prestado e a exigência de um aumento sob pena de greve quando o salário está neste valor tão razoável e a União está em contenção de despesas? Lembro, para efeito de comparação, que o salário inicial de um juiz francês gira em torno de 3 mil euros por mês. Na Itália, cerca de 4 mil euros. Acho que é justo pretender que esse tema entre em debate e que seria interessante o blog pôr o assunto em discussão.

    • Só algumas notas:

      1) considero um dos concursos mais difíceis do país.

      2) não recebem aumento, nem, SEQUER, a reposição correta da inflação exigida por lei há 8 anos.

      3) a população, normalmente, não tem acesso à Justiça Federal. Salvo nos casos da Justiça Trabalhista. Portanto, não há lógica em sua escrita “Que pensa o contribuinte pagador sobre a qualidade do trabalho prestado…”.

      4) a briga é pela desvalorização que a classe vem sofrendo. Eles tem menos garantias e prerrogativas que os membros do Ministério Público Federal. Ou seja, quem pede tem mais moral do quem julga.

      5) Muitos juízes vêm sofrendo ameaças, acha vista ser a justiça federal que trata dos crimes de tráfico internacional de drogas, órgãos, mulheres, crianças, armas e animais.

      É complicado analisar apenas sob o prisma “Ahhh, mas ganham 15 mil líquidos”, o trabalho não é pouco, a exigência de perfeição é pesada, todos querem seu lugar, e ainda por cima o risco de vida em virtude das decisões desfavoráveis aos interesses de criminosos.

      Sem contar que não é qualquer um que passa no concurso. Esse dinheiro é bem pago. Ao contrário do Legislativo.

      • Meu caro,

        Se os deputados podem pq os juízes tb não podem?

        Eu também acho um absurdo, mas se os “representantes” diretos do povo se dão aumento à vontade, pq os juízes também não podem?

        “União está em contenção de despesas”

        Onde nessa vida a União está em contenção de despesas? Só se for na educação, saúde e segurança pública.

        “Que pensa o contribuinte pagador sobre a qualidade do trabalho prestado?

        Será que a média do contribuinte se dá ao trabalho de pensar? Se pensasse, revoltar-se-ia com os 40% de impostos pagos na compra do café.

        “Lembro, para efeito de comparação, que o salário inicial de um juiz francês gira em torno de 3 mil euros por mês”

        Laranja é laranja, maçã é maçã, banana é banana e melancia é melancia.

        Não queira comparar Brasil com França ou Espanha.

  • Já está em decomposição este touro da foto.

    3 dias sem artigo novo aqui no Blog.

  • Não é que está em decomposição, ele levou muita lapada. Tá todo rasgado.

  • Mais um caso:

    http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/02/policiais-militares-sao-suspeitos-de-agredir-adolescente-na-bahia.html

    E olha o título que colocam na notícia:

    SUSPEITOS!!!!!

    Eles são Suspeitos???!!!! kkkkkkkkkkkkk Para com isso meu!!!

    Certamente esse adolescente teve a punição que merecia né??? ¬¬ . Vomitem aí, defendendo os PMs.

  • Cultura? Se um sujeito chegasse diante de alguns espanhóis ditos amantes dessa prática, (alguns, porque nem todos são adeptos a tal prática) dizendo que estupra criancinhas no país no qual vive, afirmando que é uma tradição, um culto a algo…eles achariam isso correto? Claro que ñ! Los Toreros servem apenas para conquistarem menininhas de mentes vazias, apaixonadas por esses pulhas, Los toreros elegantes, como o próprio texto da Isabela Assumpção diz: “Uma história escrita à mão, muitas mãos, marcada pelo ritmo forte do flamenco, com a elegância de quem usa capa e espada, (…) A Espanha é uma terra de cores quentes e temperos fortes, um país repleto de tradições e uma antiga paixão: as touradas!
    Ainda verei a revolta dos touros: El Toro Matador! Olééé…

  • Eu sempre torço para o touro; É o mais digno dos animais envolvidos em uma tourada…

  • Verdade… ninguem mais na cataluña gosta de touradas. O fato de o José Tomás ter enfiado 19 mil pessoas em sua volta em 2007, (ha 20 anos que os ingressos não se esgotavam), na monumental de Barcelona realmente so comprova esse total desinteresse. Ano passado ele ter arrastado outra multidão para lá, confirma mais ainda isso! Pesquisas dos PETA da vida ????? Só vejo arenas lotadas!!!! Os numeros nao estao batendo com a realidade!
    Alias… o bife que vc come no almoço, o boi nao foi convidado com flores para comparecer ao matadouro, mas mtas vezes tb é torturado para q seja necessario seu abate. Quebrar seu rabo, é so umas das coisas e vc vai no açougue e paga por isso! E estude o contexto historico-politico da Cataluña e depois diga se a proibição foi por pena dos touros. Não defendo as touradas nao, mas entendo quem vê arte nela, pois inegavelmente existe! Engraçado é q meio mundo critica a globo, mas todo mundo sabe fazer uma detalhada resenha de tdo oq se passa nela ne???..rsrsrs. Filie-se a um PETA da vida.. eles sao tao radicais, qto os profissionais taurinos q vcs apedrejam. Nao se pode comer ovo, manteiga, tomar leite…. realmente sao pessoas com mente bem abertas! RESPEITE A CULTURA DA QUAL VC NAO FAZ PARTE E NAO ENTENDE!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).