Machismo, traição e profanação do amor marcam comercial de cerveja

jan 18, 2012 by     154 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Por Robson Fernando de Souza
para o Acerto de Contas

Machismo, ridicularização do amor e apologia à traição conjugal são comuns em propagandas de cerveja. E não foi nada diferente na propaganda em que a Skol divulga sua promoção, intitulada “Operação Skol Folia”.

Além de reduzir a frangalhos a beleza e a essência romântica da música de Aerosmith, I Don’t Want to Miss a Thing e do próprio filme Armageddon, ali parodiado, o comercial chama a atenção pelo seu caráter bastante machista e pró-traição: enquanto a mulher se abala ao saber que vai passar tempos, talvez a vida toda, longe de seu amor por causa de uma suposta guerra e fica em casa pensando nele, zelando pela vida do amado e temendo sua morte (porque militarismo e guerra é sempre violência e morte), o “soldado” vai para o carnaval e a trai covardemente, sambando e flertando com mulheres “gostosas” e “aproveitando a vida” na farra em contraste com a vida de sofrimento e privação de sua namorada/noiva/esposa.

Ao fim da “guerra”, o comandante e um soldado vêm à casa da triste mulher, que, ao gesto do comandante, se abala ao acreditar inicialmente que seu amado morreu, mas o soldado faz o gestinho de curtir carnaval – nisso a expressão da mulher foi covardemente omitida.

E o machismo da propaganda é triplo. Primeiro porque rebaixa as mulheres duas vezes, através de dois arquétipos: primeiro coloca a mulher como a dona-de-casa que não tem o direito de curtir a vida (ao contrário do seu cônjuge cafajeste), e em seguida mostra-a como brinquedo sexual, como a “gostosa” sem sentimentos que diverte os homens ao ser bulinada e às vezes usadanuma transa do tipo “usa e joga fora”. Segundo porque propagandeia aos homens heterossexuais a crença (ou valor cultural) de que é “bom demais” trair sua companheira, jogar fora anos de amor que ela lhe deu em troca de alguns dias de carnaval e usar outras mulheres como se elas fossem meros brinquedos feitos para bulinar ou fazer sexo.

Comerciais desse tipo, além de legitimar uma cultura de objetificação/submissão da mulher e banalização da traição conjugal, deixa aquelæs, mulheres ou homens, que realmente sabem o que é amar e ser amado ferventes de raiva, até por empatia à mulher que foi trocada pelo carnaval pelo marido. Aquelas mulheres que sabem o que é se despedir dos seus amados por causa de uma missão militar e sequer saber se voltarão a ver os rostos deles, incluindo muitas brasileiras cujos companheiros foram enviados ao Haiti ou ao Líbano, certamente estão ferventes de raiva desse comercial. Porque ele faz pouco caso do sentimento delas; trata seu amor como algo desprezível, muito menos importante do que poucos dias de folia.

Imagine-se então, mesmo não sendo algo realmente verossímil, o triplo golpe para a mulher: a) ser alheada de seu amor, com ela temendo que seja para sempre; b) no final descobrir que foi enganada, já que seu companheiro não foi para nenhuma missão, mas sim foi para a folia traí-la e usar outras mulheres; c) tomar conhecimento, estarrecida, que seu amor é um cafajeste que usa mulheres como meros objetos sexuais, incluindo ela própria.

Profana-se ali algo sagrado para milhões de seres humanos: o amor legítimo, o compromisso do coração, o pacto mútuo de fidelidade e proteção. Exalta-se como valor cultural o abandono da companheira pelos seus homens, mesmo que não haja qualquer pacto de relacionamento aberto – e isso, em inúmeras culturas, incluindo na ocidental, é traição, é violação do pacto conjugal. É não só um acinte ao valor do pacto de fidelidade como parte do amor de relacionamentos não abertos, como é antiético, já que causa sofrimento intenso à mulher, frustração com a vida, descrença no amor, depressão, solidão.

E ainda impõe-se à mulher papéis extremamente desfavoráveis, como já foi dito, através desses dois arquétipos: o primeiro da dona-de-casa que não tem os mesmos direitos de diversão que o seu homem e deve aceitar que foi traída – dada a omissão do sentimento, reduzido à total irrelevância, da mulher do comercial -; o segundo da mulher-objeto “gostosa” que vai ao carnaval seminua para divertir sexualmente homens solteiros ou traidores.

Esta propaganda, ao meu ver, merece intervenção do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), portanto desde já convoco vocês leitoræs a denunciá-lo. Porque não basta todo o mal que o consumo irresponsável de bebidas alcoólicas faz para a sociedade, ainda temos que ver uma bebida alcoólica sendo promovida com triplo machismo, apologia à traição conjugal e desrespeito aos sentimentos daqueles que realmente sabem o que é amar, incluindo milhões de casais verdadeiramente apaixonados e tantas mulheres que temeram perder (ou mesmo perderam) seus amados homens em guerras ou “missões de paz”?

154 Comentários + Add Comentário

  • Pierre ou Bahé,
    Não tem nada com o post, mas acho que merece um, como é que um sujeito que tem três processos criminais por assalto, estava no regime semi-aberto?
    Alguma coisa está errada nessa análise de concessão, isto é antigo, por essa e outras que o sistema tá falido.

    http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/01/suspeito-tenta-agredir-policiais-com-uma-pa-ao-ser-preso-em-paulista-pe.html

    18/01/2012 21h44 – Atualizado em 18/01/2012 21h44
    Suspeito tenta agredir policiais com uma pá ao ser preso em Paulista (PE)
    Segundo delegado, suspeito sairá do regime semiaberto para o fechado.
    Prisão aconteceu no bairro de Pau Amarelo, em Paulista.

    Um homem de 24 anos que estava foragido da Penintenciária Agrícola de Itamaracá (PAI), no Grande Recife, foi preso nesta quarta-feira (18) no bairro de Pau Amarelo, em Paulista. O suspeito tem três processos criminais na justiça por assalto à mão armada, porte ilegal de arma e lesão corporal.

    Segundo informações da Polícia, o homem foi encontrado trabalhando em um canteiro de obras de um prédio em construção. “Os agente chegaram para efetuar a prisão e ele se armou com uma pá para tentar bater nos policiais, mas sem sucesso”, disse o delegado responsável pelo caso, Davi Medeiros.

    O suspeito teria, inclusive, praticado alguns assaltos contra policiais militares. O homem foi encaminhado ainda nesta quarta para a Penitenciária Barreto Campelo, também em Itamaracá. “Através de pedido, ele sairá do regime semiaberto, na penitenciária agrícola, e vai pro regime fechado, com segurança máxima”, concluiu o delegado.

  • É muito tempo livre mesmo pra fazer um post falando mal de um comercial bobo/engraçado de cerveja.. kkkkk

    • típica resposta de homem machista que acha que todas somos servas domésticas e escravas sexuais…

    • E você não tem uma fossa para limpar ou um quintal para carpir?

  • Isso é sério? Tem algum sarcasmo aí que eu não captei?

    Qual é a pegadinha? Era pra ser uma paródia daquelas feministas que acham o pronome genérico “eles” uma instituição chauvinista? Ou então sátira àqueles caras que reclamam que “são legais” mas as mulheres “preferem os cafajestes”? Aliás, aqui ainda é o Acerto de Contas, aquele blog com conteúdo inteligente e — em especial — relevante?

    Pierre, dá uma ajuda aí por favor que tá difícil.

  • Robson, nessa vc se superou. Ainda prefiro você defendendo os direitos do queijo!!!!!!

    • Eu num vou falar é nada……..

  • kkkkk quanto falso moralismo…

  • Robson, de que século (ou milênio) tu viesse?

    Pô, Robson, peraê, desde que eu me entendo por gente carnaval é sinônimo de putaria e raparigagem.

    E outra, de onde tu tirasse essa idéia de que a mulher amada e sofrida fica esperando pelo marido em casa? Se duvidar, é exatamente o contrário, a mulher sai pra dar pra meio mundo de macho e o homem fica em casa chorando. E logo hoje que os homens andam tão, digamos, “sentimentais”… É capaz de ter muito homem que fica em casa fazendo bife das unhas e no telefone com as monas e a mulher sai pra raparigar.

    Apelar pro CONAR? Só se for apelar pro CORNAR !!!!!!!! HAHAHAHAHA!!!

    No carnaval do ano passado uma amiga me ligou perguntando onde estava rolando pegação. Bem antigamente esse tipo de coisa só homem perguntava a homem. Hoje é a mulher que tá dando pega em homem. Teve um bloco em Olinda que o famoso “beija à força” era organizado pelas mulheres, as mulheres pegando os caras pra beijar. E pensar que tinha umas monas correndo assustadas!!!! hahaha!!!

    Esse ano é capaz de rolar o beija à força gay.

    Esse papo de mulher sofrida é coisa dos anos 50. Não sei de que ano tu chegasse, mas entra no DeLorean e volta pros anos 40. Lá quem sabe, tu ainda vai encontrar mulher chorando em casa.

    Acorda, Alice!!!!!

    • Parabéns, você pensa parecido com os publicitários que fizeram o comercial.

      • Robson, o final do texto me fez chorar!!! Fui às lágrimas!

        “….ainda temos que ver uma bebida alcoólica sendo promovida com triplo machismo, apologia à traição conjugal e desrespeito aos sentimentos daqueles que realmente sabem o que é amar, incluindo milhões de casais verdadeiramente apaixonados e tantas mulheres que temeram perder (ou mesmo perderam) seus amados homens em guerras ou “missões de paz”?”

  • Robson, concordo com sua avaliação no post. Mas infelizmente muitas pessoas já não pensam mais assim, como se reflete nos comentários anteriores. O normal agora é a “cachorrada” não só de homens, mas também de mulheres. Um casal que se ama e tem uma relação de companheirismo e sem traição muitas vezes é achincalhado nas rodas de “amigos”. Ainda assim, parabenizo-o por trazer esse assunto no post, com independência dos comentários contrários que pudesse vir a receber, já que essa é a tônica do momento.

    • Engraçado acharem que corrupção e desrespeito pelo outro, talvez mais próximo de vc, serem assuntos distantes. É obvio que quem quer que ache desnecessário observar a noção de ridicularização e apologia à mentira e escárnio de um relacionamento amoroso separe-o da vida real, assim fazendo e crendo que não significa nada em seu caráter agir de tal forma.

      Creio que ficou bem claro que o que o autor quis falar não é que ele acha assim, mas que o comercial assim taxou. E se a megalomania superficial e fria não permite a todos – que antes de tudo são seres humanos e que tem como um dos pricípios básicos da satisfação ser amado e sentir-se aceito – acha que não se deve tocar neste assunto em detrimento de política e economia… bem é esperado.

      Como Pedro falou, parabéns por criticar este comercial de forma inteligente e sensível, ainda que o esperado fosse que jogassem teus argumentos contra ti.

      Quanto aos outros que acham besteira, façam o que quiserem, inclusive dar o direito a todos de acharem o contrário.

      • O que eu acho pior, não apenas nesse mas em quase todos os comerciais de cerveja, é que eles são feitos para ADOLESCENTES do sexo masculino (considerando adolescente, o sujeito de uns 13 até uns 20 e poucos anos).

        A linguagem é de adolescente, a situação retratada tipicamente é de adolescente (um bando de machos viajando para curtir um carnaval ou uma praia) e, principalmente, o tipo de humor que eles utilizam é do tipo que agrada em cheio primordialmente ao adolescente (piadas machistas, valorizando as amizades dos amigos e a busca por mulheres objeto).

        Não é um homem adulto de meia idade (digamos) quem mais vai comentar e espalhar um novo comercial (politicamente incorreto mas) “engraçado” da cerveja X, mas sim os adolescentes!

        Por isso, entendo que esses comerciais beiram a PROMOÇÃO DA ILEGALIDADE, pois atingem com força também o público abaixo de 18 anos, que é PROIBIDO de consumir bebidas alcóolicas.

        Por isso, também considero esses comerciais de cerveja ridículos e repugnantes. Porque atingem quem não deveria.

        • O comercial não atinge a faixa etária adulta? Acho que você não tem saído muito de casa.

        • O argumento do texto é bom, mas o texto em si é sofrível, de fato as propagandas de cerveja passam, em muito, do ponto. Vendo a afirmação de Azevedo, passei a lembrar da propaganda de cervejas em outros países e constatei que realmente o apelo utilizado aqui é emblemático e completamente diferente dos da Heineken, por exemplo, que faz propagandas boas e engraçadas sem apelar, como o dos amigos que se reunem para ver futebol.

        • E na boa, espero que blog adote critérios mais rígidos para os textos que são aqui postados. Esse texto foge por completo do padrão Acerto de Contas de qualidade.

        • E na boa, espero que blog adote critérios mais rígidos para os textos que são aqui postados. Esse texto foge por completo do padrão Acerto de Contas de qualidade.

          Tradução: Na boa, espero que o blog censure os próximos textos que não condisserem com o padrão textual que me agrada.

        • Não, Robson. Apenas esperamos que o blog priorize textos bons.

  • A maioria já falou tudo…. é só um comercial que tem por sentido ironizar e ser engraçado, além de dar o que falar… e parece que ta funcionando hein. Da mesma forma que o comercial da Gisele, em que ela tirava a roupa pra dar uma má notícia.

    • igualmente machista e preconceituoso

    • Engraçado para quem? Esse tipo de propaganda, as musicas sertanejas que vc houve hoje em dia só detonam as mulheres e os relacionamentos heterossexuais saudáveis. Depois você vê os mesmos homens machistas se escandalizar com o amor gay.

  • Parabens robson.
    Esses leitores cabeça de vento nao compreenderam o que vc quis passar.

  • concordo ctg Robson….. eu até hj me fico perguntado como alguém tem coragem de consumir algo TÃO FEDORENTO E NOJENTO….. eu sinto náuseas só em sentir o cheiro de cerveja e ainda mais vontade vomitar com esses “comerciais”

    • Cerveja, fedorenta e nojenta?

      O mundo tá perdido! Parem tudo que eu quero descer! Socorro!

      • posso achar fedorenta e nojenta ou sou obrigado a virar alcoólatra e adorá-la?

        • KKKK! Desde quando tomar cerveja é sinônimo de virar alcóolatra, zé?

      • Martins, a chamada cerveja de massa no Brasil (Skol, Brahma, Skin, e até a Heineker também, entre todas a outras) é de péssima qualidade!!!!!
        É uma água com um pouco de cevada, um talo de lúpulo e doses grandes de milho; formando um líquido refrescante, quando gelado, mas completamente sem sabor para os padrões de quem realmente bebe cerveja boa.
        Existem centenas de micro-cervejarias no pais que produzem uma bebida com alto padrão de qualidade, mas emperram no lobs das grandes cervejarias que podem conseguir grandes acordos com bares e restaurantes, boicotando a cerveja boa e vendendo um produto de péssima qualidade.

        Leia aqui: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-boicote-as-cervejas-artesanais e aqui : http://www.brejas.com.br/

        Quem bebeu uma Leffe ou uma Colorado vaia achar Skol água suja; não tenha dúvida. É por isso que os alemães quando veêm aqui preferem caipirinha.

    • Vejam o que é cerveja de verdade e não essa agua suja que vendem por aí com o nome de cerveja pilsen.

      http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-boicote-as-cervejas-artesanais
      http://advivo.com.br/blog/luisnassif/o-mundo-das-cervejas-artesanais

      A cerveja de massa no Brasil é de péssima qualidade. Água de abastecimento público, dois grãos de cevada, uma micrograma de lúpulo e muito milho……

      É por isso que alemão quando veêm aqui só toma caipirnha..

      • Eu gosto da minha skolzinha gelada sim.

        Mas claro que as artesanais e européias são muito melhores.

  • vc esqueceu de um detalhe: RACISMO!!!! pq as gostosas, as amantes tinham que ser morenas/negras? comercial nojento ao extremo…. mas tb com a bosta do carnaval chegando, dane-se a fidelidade e viva a irreverencia ¬¬

    • Boa sacada, Elderson. Eu nem tinha percebido isso.

      • KKKK! Se as gostosas fossem louras/brancas, os politicamente corretos diriam que a negras/morenas estariam sendo excluídas da propaganda e acusariam racismo do mesmíssimo jeito!

        • Quando esse pessoal vê uma negra num comercial automaticamente procuram uma maneira de encaixá-la numa situação depreciativa, para acusar de racismo.

          Se a esposa fosse negra, seria racismo porque está sendo chifrada com garotas brancas. Se todas fossem, uma é traída e a outra é objeto. Se nenhuma fosse, então é racismo por exclsusão.

          É um beco sem saída.

        • Comentário cirúrgico!

          O politicamente correto virou uma praga.

          Ninguém escapa dele.

        • Pessoal, não dêem ideia… falem baixo aí, senão vão querer instituir cotas raciais para gaia!

        • cota racial pra gaia foi engraçado. rsrsrs

        • Conversa fiada, politicamente incorreto é o máximo porque nunca detonam homens brancos heterossexuais. Voces estão muito confortáveis, tinham que fazer mais propagandas igual aquela da Bombril, com as humoristas mandando os homens limpar o chão, pelo que eu sei aquela propaganda criou uma polemica na internet com os machistas ofendidos querendo cortar os pulsos e até mudar de pais, parece que não acharam muito engraçada e divertida aquela, porque será?

    • E os travestis? E os albinos? Onde estão os/as hermafroditas?
      Será que só os brancos de olhos azuis têm direito a uma cerveja e putaria?
      Francamente…

  • excelente artigo

  • Onde assino?

  • Parabéns, Robson!!! Post corajoso com conteúdo atual. Infelizmente, a nossa sociedade ainda é muito machista e pouco séria…talvez, por isso algumas pessoas não consigam enxergar a gravidade do que se esconde na publicidade. Ainda bem que você percebeu e expressou publicamente.

    • Valeu, Catarina =)

      • Eu nem ligo para o que a propaganda mostra.

        Mas a desvalorização do ser humano é algo que me preocupa mesmo, a propaganda é reflexo do que nós temos achado “engraçado”.

        Há muito já se percebe que o corno é o besta e o traidor é o esperto.

        Bom, se você acha que sem confiança alguma relação social pode existir, boa sorte na sua ingenuidade.

        Parabéns pelo conteúdo do artigo. É moralizante, mas não sei de onde tiram que a moral é algo ruim…

  • O post não ficou tão legal, acho que o Robson usou um tom muito pessoal e sentimentalóide no texto. Mas, porém, todavia, contudo, sin embargo; a péssima qualidade dos comerciais de televisão está impossível. De cerveja e produto de beleza então.. P@#A QUE PARIU!!!!
    Independente de dever ser ou não exemplo e/ou espelho de e para a sociedade, a propaganda é vinculada por concessão pública de televisão. E os valores passados nessa extraordinária máquina de fomentar ilusões, são de interesse público; são politicamente discutíveis e passíveis de sanções caso extrapole o senso da ética; como tal, politicamente discutida e construída por toda a sociedade.
    O meu limite do suportável já foi transposto a muito tempo pelos mass media; a ponto deu não conseguir mais assistir televisão, pelo circo de horrores que vejo armado 24 hs, de carnaval a carnaval; não para refletir a sociedade, mas para convencê-la (e o pior é que tem conseguido) de que não existe nada além dos valores que o espetáculo enseja: Moralismo babaca, falso otimismo, machismo, racismo, intolerância (ou será que a vinculação exarcerbada de que só se pode ser feliz e ter saúde sendo magro não é uma p@#a padronização eugenista?), e o diabo a quatro são continuamente bombardeados na cabeça do contribuinte dia após dia até o sujeito achar que é tudo normal e ajudar a perpetuar essa me@#a.

    • ÓTIMO!

      • EXCETUANDO O INÍCIO, POIS PENSO DIFERENTE.

    • “O post não ficou tão legal, acho que o Robson usou um tom muito pessoal e sentimentalóide no texto”.

      Exato! Como sempre, o problema no texto de Robson não é nem tanto O QUE ele diz, mas COMO ele diz.

      Sentimentalóide, infantilóide, vitimista e chorão ao extremo.

      • Sim… E daí…

        • E daí que irrita e atrai raiva até de gente que poderia concordar com ele.

        • Exato, Martins. O problema é como os argumentos foram postos, e irritantemente reiterados.

    • (ou será que a vinculação exarcerbada de que só se pode ser feliz e ter saúde sendo magro não é uma p@#a padronização eugenista?)

      Aliás, magro e branco, de acordo com nossa querida mídia que excepcionaliza o negro e a negra.

      Quanto a seu comentário, no worry, você tem o direito de não ter curtido o estilo do texto. E eu realmente o imbuí com algum sentimento pessoal, porque fiquei ultrajado ao ver tal comercial.

      • Quer apostar quanto que a continuação desse comercial vai ser a “pobre mulher”, a “vítima”, a “coitadinha”, dando o troco, caindo na farra e “usando” outros homens pra se divertir?

      • Certíssimo Robson. Só o disse para demonstrar que para atacar a intensão do texto atacam a forma do texto. É uma retórica que desvia o verdadeiro debate. Cairam direitinho!!!

        • O cara escreve mal pra caramba e a gente não pode criticar não, é?

          De boa “intensão” o inferno tá lotado!

        • Assim você endossa o que eu disse Martins…

        • Perfeito: “para atacar a intensão do texto atacam a forma do texto. É uma retórica que desvia o verdadeiro debate.”

          É o que o comerciais, inclusive, utilizam, uma forma apelativa para incultar suas idéias. E muito facilmente acabam achando que o tão BOBO (!!!) comercial não ataca ngm, é bobagem criticá-lo. Sim, eles sempre caem nesta apelação enganadora e se utilizam dela pois devem achar que somos tão tolos quanto eles. Enfim… não mudarão.

      • Legal saber que ha homens como você Robson que se sentem ultrajados vendo esse tipo de comercial, porque é assim mesmo que eu me sinto vendo esses comerciais “engraçados” de cerveja. Com a mulher sendo ridicularizada, coisificada, e é grave também a profanação do amor, isso ridiculariza e denigre o ser humano. Hoje em dia você vê tantas pessoas falando que preferem cachorros a pessoas, mas quem vai confiar num tipo de ser humano como o herói da propaganda? quem quer uma cobra traiçoeira dessas ao seu lado.

  • E quem critica esses comerciais acaba fazendo o jogo dos publicitários. “Fale mal, mas fale de mim”

    Eu mesmo nunca tinha visto essa propaganda.

    Agora eu vi, graças a Robson. Ele está, sem querer, divulgando a marca da cerveja.

  • Pois é, para denunciar é preciso vê-lo.

    • Bruno, você pode colocar nos dados de reclamação esses seguintes:

      Veículo de comunicação: televisão
      Emissora: Globo
      Data: 17/01/2012
      Hora: em torno das 13h

      Deixei no meu blog um modelo de mensagem-queixa (assim mesmo, sem parágrafos):

      A referida propaganda, que é uma paródia parcial do filme Armageddon, investe no machismo, no incentivo à traição e no desrespeito ao sentimento das mulheres companheiras de militares em missão para divulgar sua promoção de carnaval. O machismo aparece três vezes: primeiro, imputa à mulher o arquétipo da dona-de-casa que não tem os mesmos direitos (destacadamente o de se divertir) do marido; segundo, exalta o arquétipo da mulher-brinquedo sexual, como a “gostosa” sem sentimentos que diverte os homens ao ser bulinada e às vezes usada numa transa do tipo “usa e joga fora”; terceiro, propagandeia aos homens heterossexuais a crença (ou valor cultural) de que é “bom demais” trair sua companheira, jogar fora anos de amor que ela lhe deu em troca de alguns dias de carnaval e usar outras mulheres como se elas fossem meros brinquedos feitos para bulinar ou fazer sexo. A propaganda também desrespeita os sentimentos das mulheres cujos companheiros realmente foram a missões de paz ou mesmo guerras, como as brasileiras companheiras de militares que fizeram missão no Haiti ou no Líbano, sem saber se seus companheiros voltariam vivos – e algumas realmente recebendo a notícia de morte dos cônjuges. Também incide no incentivo à traição conjugal por parte dos homens, na violação deliberada do pacto de fidelidade dos relacionamentos de compromisso sério, algo que causa intenso sofrimento a muitas mulheres, incentiva a violência doméstica mútua e destrói famílias. Portanto, venho pedir providências em relação ao referido comercial.

  • Pois é, pensar mesmo que um pouquinho dá um trabalho danado. É mais fácil achar graça de um comercial babaca desses do que se dar ao trabalho de perceber a mensagem imbecil que ele passa. Parabéns pelo artigo!

    • Valeu ae =)

    • E chamam de falso moralismo criticar tal artigo… Para mim falsos moralistas são os que pensam que a política está acima da vida cotidiana e que repensar e analisar atitudes, tais como a mensagem desta propaganda, é idiota e sem sentido. Estão apenas se defendendo de serem tão hipócritas quanto a imagem de homem e mulher que o comercial passa. Se escondem atrás de retumbantes brados políticos e acham que isto é a única forma de se repensar a vida em comunidade. Chamo isso de covardia, medo de se assumir humano, e um jogo ilusionista que infelizmente dá muito certo.

      • Eu não quero entrar no mérito da opinião pessoal do autor do texto, mas apenas vou me reportar ao trecho em que se pede ao CONAR para proibir a veiculação da propaganda:

        Creio que seja necessário um pouco de bom senso no questionamento de certas promoções (publicitárias em especial)

        Uma coisa é opinar pelo mau gosto da propaganda, o que é factível a qualquer um – “ah, gostei! ; unh… não gostei!

        Outra completamente diversa é PROIBIR, incitar pessoas a IMPUGNAR por todos os meios uma propaganda livre, e, no mais, humorística, baseado apenas na NÃO CONCORDÂNCIA com o estereótipo fanfarrão atribuído pela publicidade.

        Menos ditadura do politicamente correto e mais respeito às liberdades de opinião. Se acredita que a propaganda é agressiva, fale mal ao seus amigos e não consuma determinado produto. Mas pedir proibição é ultrajante, entendo que é uma invasão indevida na liberdade de expressão – a mesma que proporciona a crítica esboçada sentimentalmente neste post.

        • mal gosto*

        • É, não gostei e acabou. É uma propaganda. Se um jovem vê a propaganda e acha que deve pular de um avião para salvar garrafas da skoll, bem, ele ainda acha que pode ser o super-homem e lhe faltou educação básica…

          A mesma coisa se ele quer repetir esse comercial fanfarrão.

          Concordo com Queiroz.

  • Robson
    Você sabe que gosto dos seus textos, mas aqui você está procurando pelo em ovo.

    • Pierre, na boa: ele está procurando pelo em ovo em 90% do artigos que vcs publicam!!

    • Sou obrigado a concordar com o Martins. O Robson perdeu o contato com o mundo real.

      • Assim como o colega ultra-super-mega-moralista que acha cerveja “nojenta e fedorenta”, considera o Carnaval uma “bosta” e diz que é racismo colocar negras/mulatas gostosas na propaganda.

        • carnaval É uma bosta e o racismo fica por conta da ideia do homem branco usando a negra como objetio sexual, algo que desde a escravidão existe e eu não sou moralista, só n acho gostosa e nem bonita a cena de alguém bebendo cerveja e como em muitos casos vomitando de tanto beber e ainda vejo gente considerando isso como um causo a ser contado em tom de piada

        • Ocorre a você, amigo, que a mulher também gosta de trepar sem compromisso e de “usar o homem como objeto sexual”????

          Por que é o homem que “usa a mulher” e não vice-versa, e não um usando o outro simultaneamente?

          Machistas são vocês, sabia?

        • Como disse o Propagandalf lá em cima:

          “Se a esposa fosse negra, seria racismo porque está sendo chifrada com garotas brancas. Se todas fossem, uma é traída e a outra é objeto. Se nenhuma fosse, então é racismo por exclusão.

          É um beco sem saída.”

        • Tenho que concordar com Martins. A ditadura do politicamente correto já está ficando doentia

        • Também concordo com Pierre, Martins e Propagandalf.

          Esse negócio do politicamente correto tá ficando um pé no saco.

          O que o cara faz hoje tá errado.

          Tem gente que deve passar o dia pensando em como tornar a vida um pouco mais chata.

    • Discorra por favor, Pierre, onde o texto falha (fora a linguagem meio carregada de sentimento).

      • Acho que ele tem mais o que fazer.

  • Menos, bem menos…

  • o que não entendo pq comercial de cerveja no Brasil tem que essa coisa nojenta enquanto no resto do mundo temos:

    http://www.youtube.com/watch?v=S1ZZreXEqSY

    ou isso

    http://www.youtube.com/watch?v=wLK-oyjbexo

    • Infelizmente Elderson os bebedores de cerveja do Brasil não estão no mesmo nível dos bebedores de cerveja do País que rodou este comercial. Se aqui a maioria que bebe cerveja é mundiça é para a mundiça que tem que ser dirigido o comercial quem achar ruim vá beber “Blue Label”.

    • A ideia dessa propaganda e de diversas outras que passam fora do Brasil são ótimas…

      A daqui sempre é mais do mesmo…

  • Independente do tema usado na propaganda em questão, que por sinal acho ruim também assim como todas os comerciais nesta área, proponho um debate mais amplo a respeito da publicidade em torno de bebidas alcoólicas aqui no Brasil.

    A meu ver, deveria ser aplicado a estes produtos o mesmo rigor já aplicado a industria tabagista, ou seja, proibição total de publicidade de bebidas alcoólicas. Simples assim…

    Sei que muitos podem afirmar que isso é impossível e tal, mas o mesmo foi dito sobre a publicidade de cigarros e afins, mas o resultado esta aí. Sei que muitos jovens e também antigos fumantes ainda continuam no seu vício(prazer, para alguns), mas também podemos observar que o cigarro, hoje em dia, também não atrai tantos jovens assim como no tempo que sua publicidade era descontrolada. Quem tem boa memória pode lembrar-se que as propagandas de cigarro também enalteciam valores e conceitos sobre saúde, bem estar, relações sociais, absolutamente distorcidos.

    Que a proibição de veiculação publicitária de bebidas alcoólicas vai diminuir o seu consumo, isso eu não posso prever, mas creio piamente que seria um passo importante no combate aos malefícios do álcool na nossa sociedade.

    E só para lembrar, não estou fazendo apologia a proibição do consumo de bebidas alcoólicas mas sim a divulgação de publicidade e propaganda do mesmo.

    Espero que tenham compreendido e fica aqui um caminho aberto para debatermos esse assunto.

    PS.: Pierre, se procurar muito cabelo em ovo é bem capaz de achar sim. Podemos até achar chifre em cabeça de cavalo, ninho de jumento e suvaco de cobra…..(só pra descontrair).

    • Aí eu concordo.

  • estou solteiro e sou a favor do amor.

  • O problema não são os textos do Robson, são vocês que tem a cabeça de um mundo velho! esse tipo de comercial, por mais que aparentemente inocente seja, colabora por “anormalizar” as anomalias da sociedade atual, como o machismo, alcoolismo e tantas outras pragas. Está tudo co-relacionado.

    • O que é “anormalizar as anomalias da sociedade atual”???

      • Te conheço, Troll, não vou dar corda pra tuas trolhadas não. =p

        • Tô só querendo entender teu argumento….

        • Isto é que escapar pela tangente!!! Fala besteira e ainda acusa o outro de troll

        • Tô acostumado, Ivan!

        • acho que em vez de ““anormalizar as anomalias da sociedade atual”

          seria

          normalizar as anomalias da sociedade atual…

  • manoeliz
    eu tambem estou solteiro e sou a favor do amor.
    e ai?

    • Então vamos atrás das mulheres que desejam amor.

  • Po véi, acabaram com a música do Aerosmith…

  • Martins na certa vc trai sua mulher (isso se alguma te aguenta) o tempo todo. Vai arrumar o q fazer seu otário!!!

    • Tão vendo como essa turma é?

      Acham que “eu traio minha mulher o tempo todo” só porque critico o politicamente correto e não gosto do que Robson escreve.

      Parafraseando Caetano, são vocês que querem mudar o mundo?

      • Fale a verdade: você não gosta de minha pessoa.

        • Jesus te ama Robson.

        • Eu não conheço tua pessoa, então como posso não gostar dela?

          Mas não gosto dos teus textos, isso é certeza!

  • O nível do debate aqui está ótimo, mil maravilhas…Está igual a mensagem deste comercial…É lamentável…

    • Martins avacalha. É um zombeteiro de plantão.

      • Infelizmente pra vc, muita gente tá concordando comigo nesse post. Inclusive Pierre, viu?

        • Argumentum Ad Populum…

        • Continuas bebendo, é?

  • Robson nunca deve ter conhecido mulher… Sai da internet e vai conhecer a vida, garoto.

    • Tradução: “Vai comer uma gostosa por aí, vai!”

      Não, obrigado, sou comprometido.

      • Comer uma gostosa é ótimo, Robson, vai por mim!

        • Falou o “comedor”…

          eauheauhaeuheauheuheau

          Muito melhor do que comer uma gostosa desconhecida é quando você curte a mulher… aí ela nem precisa ser gostosa…

          Que, sinceramente, embora eu ache que tem muitas mulheres lindas na tv, eu sempre acho mulheres normais muito mais interessantes do que as gostosas da tv…

        • Bom, eu nunca comi uma gostosa de TV, então não posso comparar.

          Sou monogâmico também, casado há muito tempo com a mesma mulher.

          Mas sexo é bom tanto com sua esposa há 20 anos quanto com a gatinha que você acabou de conhecer na farra.

  • Eu pessoalmente nunca fui de farra poligâmica (quem me conhece sabe), não gosto de cerveja, nunca traí minha esposa e até concordo com O QUE o Robson quis dizer. O problema, mais uma vez, é COMO ele o diz.

    Ademais, tenho mais o que fazer do que ver tv – ainda mais pra ficar prestando atenção em COMERCIAIS de tv.

    • San Raphael?!?

      • Não, só Raphael mesmo, sem o San. Não cheguei e nem tenho a pretensão de chegar nesse nível – não aqui neste plano.

        • É tão errado não ser raparigueiro é?!

          Pq tá aí uma coisa que simplesmente não faz o meu perfil e, muito embora eu já tenha tentado, eu sinto que toda vez que eu tentei foi tão sem significado que não dá vontade alguma de repetir…

  • Morra Seyaaaaaaaa !!!

  • Pierre ou Bahé ou o cacete, que porra é essa?

    Isto aqui era para ser um blog inteligente mostrando um análise crítica da conjuntura atual e não um lixo moralista, império do politicamente correto e antro de gayzistas, mal comidas, afrovitimalistas e outros ista!!!

    Este texto parece ter sido feito por uma vitalina amargurada papa óstia ou donzelo enrustido.

    O que que tá havendo?
    - Pierre o inteligente e culto professor da federal criticando “Big Brother”, lixo que nem deveria estar assistindo e ainda querendo determinar o que a mundiça deveria assistir;

    - O texto sobre a polêmica do comercial de roupa íntima da Gigele que foi a cartase das mal comidas mas no qual Gigele deve ter enchido o belo rabo de dinheiro;

    - A polêmica daquela besteira dos bibas do tribunal que foi a festa dos gayzista…

    Vão procurar roupa para lavar e parem de fazer com este blog o que faziam nas fraudas que já são bem crescidinhos.

    • Realmente esse é para ser um espaço de um bom debate, inteligente, crítico e mais ainda, aberto a todos os debates, desde que siga os princípios básicos de um debate amplo, democrático, inteligente, político, econômico e social.

      Dito isto, as suas palavras meu caro, que por sinal muito mal escritas, são bem vindas aqui, afinal todos tem o direito legítimo de se manisfestar, seja a favor ou não, até mesmo um “asno” como você…

      PS.: Será que você sabe o que significa a palavra ASNO? Procura no Google, digo, se ao menos souber fazer uma pesquisa, porque escrever corretamente isso já da para perceber que você não sabe fazer.

      • Mal comida!

        • Se vc diante de tudo que já foi dito, IVAN, pode sair com uma pérola mal colocada destas, acredito que tudo gire em torno de sua própria frustração. Acontece que fica muito na cara… Então cara… não te queima. Fica na tua.

        • Esse “Troll” até que muda o estereótipo dos “trolls”…

          É Troll, parece que falta alguma coisa pro Ivan…

        • Esse “Troll” até que muda o estereótipo dos “trolls”… [2]

  • Tem tanto pêlo nesse ovo que está parecendo um kiwi.

    • Vamos instituir o troféu “ovo cabeludo” para os artigos do acerto de contas.

  • O “politicamente correto” está ficando insuportável.
    Sou monogâmico, não bebo nada alcoólico (por gosto mesmo) e assisto muito pouco TV (principalmente a aberta), mas o comercial não me ofende (foi a primeira vez que o vi).
    Era para ser engraçado. Não é. Mas isso não o torna “machista, racista e apologista da traição conjugal”.
    Com relação ao suposto machismo, vê-se que no carnaval do comercial se vê homens e mulheres, indistintamente, se divertindo. Não só os homens estão se divertindo, mas as mulheres também. Como, aliás, vem acontecendo na vida real. E já faz tempo. No dia em que achar mulher bonita for machismo, quero ser um porco chauvinista.
    Com relação ao suposto racismo, essa é a mais absurda. Todas as mulheres mostradas no comercial – loiras, morenas, negras, ruivas – são, na minha opinião, lindas. No carnaval do comercial existem mulheres de todo tom de pele. Observem, por exemplo, onde simulam o carnaval de Olinda, há uma loira linda dançando.
    Com relação à suposta apologia à traição, é como escrevi: era para ser engraçado, mas não foi. O “chifre” é algo entranhado na nossa cultura. Achamos engraçado falar sobre isso. Nada contra os que praticam (ou são praticados), mas eu prefiro apenas ouvir falar e, quando for o caso, me divertir com as histórias (estórias) contadas…
    Robson, discordo de quase todos os textos que você escreve aqui para o Acerto de Contas. Mas, sinceramente, admiro a sua coragem de expor suas opiniões de forma completamente aberta e emocional e da capacidade de polêmica que você é capaz de gerar. Respeito você por isso e respeito também as suas opiniões, mesmo que não concorde.

    • Muito bom esse comentário Bruno e ainda o ” O “politicamente correto” está ficando insuportável.” resume tudo.

  • Robson Fernando de Souza, definitivamente essa é para você.

    _____

    http://www.youtube.com/watch?v=y7B94WOjCZ0

    • Esse foi o melhor comentário do post.

      • Vindo de vc, Ivan… diria que Dalton deveria estar ofendido. Mas acredito que ele compartilhe de sua frustração pessoal. Vão trocar figurinhas… Mas façam o favor… não em público.

  • Robson, o comercial é inspirado na vida real, e não a vida real que se inspira nele…

    Ou será que todos do seu círculo de amigo se comportam como santos em relação a suas companheiras?

    Krish

    • *de amigos

      Isso que você propõe é censura.

      • Ok, se não é bom repreender quem faz propagandas machistas que incentivam a traição, vamos também defender que sejam liberados os comerciais evidentemente racistas e que incentivam o tabagismo.

        • A questão é que nem todos concordam que a propaganda em questão é machista e incentiva a traição.

        • A propaganda é sem dúvida um lixo, mas não é proibindo uma propaganda que vamos mudar a atitude das pessoas…

        • Realmente… a questão aqui não é de censurar, e sim de avaliar que se expôs (intencionalmente ou não) nesta propaganda. Ou seja, o debate sobre a mesma é extremamente válido, e cá para nós, se todos achassem menos idiota expressar e participar da evolução de tais debates sobre o que é ou não ofensivo tenho certeza de que mudaria muita coisa. O problema, então é quanto ao que se segue… não ocorre nada além do debate.
          E com relação às propagandas, à programação televisiva, a única intenção deles é nos atingir, é nos captar. Se o que eles fizerem não nos for aprazível simplesmente eles irão parar, pois assim que suas vendas caírem eles concordarão CONOSCO. Muito simples.

          Outra questão é: sensibilizar. O que os que são contra este tipo de temática estão buscando incitar a reflexão e a crítica quanto a atiudes que concordamos negativas, danosas e desnecessárias ao convívio. E não sendo sentimetalóide, o fato que ficou bem claro é quanto ao pacto conjugal corriqueiro. O qual nenhum bundão dos que se declararm acima teria coragem de propor o contrário às suas parceiras e ficariam numa boa fazendo jogo duplo. Pra mim isto é expressão de egoísmo e mau-caratismo.

          Passando ao fato em si a idéia e angariar intenções. Para im nenhum debate é nulo, e nenhuma censura traz mudanças reais, mas forçadas. Enfim, expor… realizar o debate… mobilizar e não censurar é o que acredito que se deve fazer.

        • Cara, leio esse blog já faz um bom tempo e raramente concordo com o martins em alguma coisa. Mas nessa ele tem razão. Tem muita gente querendo ser guardião da moral e bons costumes, mas quando chega na prática faz o contrário.

          Quando você compra uma tv, o aparelho vem com botões de mudar de canal e de desligar, então se não gosta da propaganda ou do programa mude ou desligue, mas não estrague a diversão de todos.

          Isso tá me lembrando o caso dos poneis malditos, que denunciaram por ser “traumático” para as crianças. Ridículo

        • então se não gosta da propaganda ou do programa mude ou desligue, mas não estrague a diversão de todos.

          Vc tem razão, tenho que começar a aceitar que as cervejarias ponham seus comerciais machistas, depreciem as mulheres e incitem indiretamente a violência doméstica e a destruição de famílias.

        • Caramba, agora o cara foi além e está falando em “violência doméstica e destruição de famílias” por causa desse comercial!!! KKKK! Meu deus!

        • Robson, você não tem que aceitar, você apresentou seu ponto de vista e pode até ter ajudado alguém a refletir, isso é o melhor que se pode fazer pelo outros atualmente.

          Só não concordo com você quanto a censura.

          Krish

        • Então o que seria um comercial bom pra você? pq qualquer coisa pode ser interpretada como uma ofensa a determinado grupo, dependendo da forma como se olha. Essa onda do politicamente correto é um saco!

  • Rpz, tô impressionado. Tô lendo os comentários deste post, desde ontem, mas até agora ainda não tinha visto o vídeo. Acabei de ver. E tô abismado. ESSE comercial foi o alvo do post??? Sério mesmo ou isso é pegadinha? Na boa, acho que já saquei qual é a de Robson: fez cagada e tá a fim de limpar a barra com a patroa. Acho que vou fazer o mesmo, mostrar a minha mulher esse post e dizer que concordo 100% com o garoto. Será que é uma boa? Ou ela vai me olhar e achar que eu tô virando um donzelo?

  • Ir para insunuações de cunho pessoal é prova de falta do que dizer.

  • Acho que o texto é um pouco exagerado, mas não foge da avaliação correta que deve ser feita. Se formos ver as propagandas de cerveja pela europa ou EUA, dá pra verificar a diferença gigante no foco que é dado, sem causar qualquer prejuízo a venda e consumo da bebida. A cultura brasileira por si só transpira a sexualidade e faz com que isso seja absorvido em tudo, inclusive nas propagandas. Acho ridiculo ter que ficar apelando pra isso nas propagandas de cerveja, mas isso acontece em todas as propagandas. A diferença é que o autor do texto elencou alguns pontos (um pouco dramaticamente) que devem ser pensados. No fim das contas, levar a coisa sob a ótica do autor acaba sendo “ridiculo” e “fora dos padrões”, o que, no meu ver, é uma inversão de valores né? Acaba que, quem leva o amor e a fidelidade a sério são os otários e babacas, e isso que eh ridiculo!

    • Apesar do drama um pouco exagerado do texto, a avaliação dele, acredito eu, acaba por ser correta!

      • Realmente Tebni. A questão polêmica neste post ficou em pessoas que acham ser ridículo discutir princípios de respeito e reflexão das atitudes.

  • Primeiro gostaria de dar parabéns ao autor do texto, gostei muito.
    Eu realmente não tinha prestado atenção neste comercial, por que já fazem uns 6 ou 7 anos que não assisto mais tv direito, principalmente a globo (nem pra ver o jornal), porém depois de ler a matéria e ver o comercial mais detalhadamente tenho que concordar com o autor menos no fato de que devemos denunciar a propaganda como sendo abusiva.
    Os comerciais sejam eles de cerveja, produtos de beleza, carros…enfim, todos eles que são veiculados em tv aberta (os canais tradicionais) se tornaram “babacas” desde a metade dos anos 90, e por isso deixei de assistir alguns canais de tv aberta me atendo apenas a MTV (de manhã cedo) e a tv Cultura que eu já assistia na infância. Infelizmente nessa maquina de “pão e circo” que é a televisão não só os comerciais mas também os programas vão disso a pior e não transmitem bons valores a sociedade. Todos eles são feitos para agradar e divertir as pessoas quando estas voltam de um dia estressante onde o melhor que podem fazer é ligar a tv e apenas assistir. Pronto, agora se divertir é errado? Não, não é não. Mas se você considera isso diversão, sinto muito por você. Coisas desse tipo são empurradas goela abaixo de toda uma população que aceita calada e ainda critica quem não aceita esse tipo de programação.
    Infelizmente ao invés de reclamar desses comerciais babacas e de toda uma programação alienadora dos canais abertos eu simplesmente deixei de assistir, comecei procurar noticias na internet (locais, nacionais e mundiais) e me limitar a apenas dois canais dessa tv (os que eu acho que podem me transmitir noticias e valores com o MINIMO de qualidade). Infelizmente é isso.

    • Valeu, Priscila. Enfim um comentário saudável depois de tanta baixaria por aqui. Não porque você concorda em parte comigo, mas pela qualidade de sua argumentação.

      Detalhe: até agora ninguém me mostrou onde o texto falha em ter sentido, fora a ladainha da “ditadura do politicamente correto”.

  • Encaminharei a propaganda para que atitudes sejam tomadas..ainda mais depois de ver tanto comentário machista ridículo por aqui.Lamentávelmente,tais indivíduos se garantem graças á omissão de muitas de nós,mas a ação contra o comercial da Hope é a prova que não estamos mais sendo tão “otárias” como antes.

    Agradeço-lhe por ter postado.

  • Te dou meu parabéns meu amigo toda vez que vejo esse comercial eu me enojo principalmente com a versão pós carnaval que lançaram agora,um nojo, ridículo,uma porcaria, passo raiva,e aos bobalhões que falaram que o sentido é ser engraçado não tem graça nenhuma em uma propaganda que põe o homem de foderosão e a mulher de trouxa,mesmo se fosse ao inverso acharia baixo da mesma forma.

  • Sinceramente, eu não acho que alguem tenha rido desse comercial “engraçado”.
    Humor é uma coisa, futilidade é outra.
    Duvido que alguem veja graça nisso, eu só vejo desrespeito.

  • A galera que fica defendendo estes comerciais provavelmente ja está viciada em cerveja. É sério, procurem no google, “estudo confirma que sentir o gosto da cerveja vicia” ou “derivados da canabis utilizados na produção de cerveja”. Mas vão ter que procurar bem pois estes impérios mascaram os primeiros resultados das buscas na net. Os “usuários” não conseguem mais parar de consumir cerveja nem mesmo trocando por outra bebida alcóolica como vinho.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).