Megadesmatamento em Suape: ecocídio em nome do progresso

mar 31, 2010 by     75 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Por Robson Fernando
para o Acerto de Contas

Uma verdade estabeleceu-se nesses últimos dias: quem tem medo de Blairo Maggi e da bancada ruralista é porque não conhece Eduardo Campos.

Segundo o blog de meio ambiente do JC Online noticiou semana passada e o site da Assembleia Legislativa de Pernambuco confirma, o governador quer destruir nada menos que 1.076 hectares de vegetação nos arredores de Suape com o fim de “ampliação e modernização” do porto, além da instalação de novos empreendimentos, numa investida típica da velha tradição de destruir verde em prol de um progresso cinzento.

Pelo visto, fez lógica a secretária de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente Luciana Santos não ter respondido às minhas perguntas sobre desmatamento no bate-papo no blog Acerto de Contas. Ela evidentemente sabe que seu governo não dá a mínima para o meio ambiente, pelo menos em termos de desmatamento em prol do “progresso”, só não quis confessar isso abertamente, já que não tinha respostas para justificar ou capacidade de discordar da política do governo que integra.

São mais de mil campos de futebol de vegetação, no que pode ser o maior desmatamento da história pernambucana moderna. Não bastou para o governo Eduardo Campos destruir mata atlântica para duplicar a BR-408, destruir mangue no Rio Jaboatão para construir uma ponte,pemitir a construção de grandes resorts por cima de vegetação litorânea no litoral sul e ser conivente com o desmatamento em Aldeia,Porto de Galinhas e Maracaípe. Ele quer desmatar mais e mais, quer dar progressão ao triste e nada orgulhoso histórico pernambucano de destruição ambiental o qual reduziu a mata atlântica do estado a cerca de 5% de sua cobertura original e vem derrubando a caatinga.

É nessas horas que entra o dilema da questão do progresso. Será que realmente vale a pena destruir a natureza de forma tão implacável, violando o direito do meio ambiente de existir e ser preservado, em prol de um progresso econômico que, embora supostamente melhore a vida de muitas pessoas, tem uma altíssima probabilidade de provocar a própria morte da humanidade – e de grande parte da biosfera – num futuro não tão próximo mas não tão distante?

É ético que, numa época em que se discute arduamente o paradigma do desenvolvimento sustentável e a elevação à supremacia da necessidade de se preservar o que ainda temos hoje de ecossistemas e áreas verdes, Eduardo Campos e seu governo insistam em ir na contramão da história e, para desalento dos ambientalistas, promover esse verdadeiro ecocídio?

Para os defensores do progresso incondicional, a expansão de Suape é uma maravilha inquestionável. Para os mais respeitadores do meio ambiente, por outro lado, começa a se tornar preocupante. Não apenas pela presença da refinaria, cujo anúncio foi em sua época uma verdadeira ode ao desenvolvimento movido a energia suja, mas também pelo que o governo está intencionando fazer contra a natureza para que o porto e seu complexo industrial sejam ampliados.

Os jornais exclamam que Pernambuco está em vias de se tornar o “Tigre Asiático” Brasileiro, mas estamos começando a ver o preço desse salto: a destruição massiva de diversos ecossistemas – em especial manguezais, que são berçários de muitas formas de vida. Vale mesmo a pena que a nova “Cingapura Brasileira” seja inaugurada a todo custo mesmo que todo o verde seja varrido do mapa? Ou deveria-se discutir como essa “cingapurização” deveria respeitar o meio ambiente em sua integridade, num esforço de transformar Suape em referência de economia sustentável e gestão ambiental?

A hora é essa de discutirmos a urgência de se rever os planos de transformar Suape num centro de referência desenvolvimentista, de modo que deixe de ser um vetor de desmatamento e passe a respeitar a integridade do já rarefeito ambiente natural. A verdade é que não podemos tolerar o jeito que as coisas estão andando.

Precisamos unir os blogs pernambucanos, as ONGs ambientalistas, os políticos que ainda têm algum respeito pelo meio ambiente e a população para que esse verdadeiro ecocídio histórico não aconteça e os planos de ampliar Suape, em vez de causar essa tragédia, sejam repensados de modo que sejam adaptados ao paradigma da sustentabilidade e da valorização ética do verde.

Robson Fernando é graduando em Ciências Sociais pela UFPE e dono do blog Arauto da Consciência

75 Comentários + Add Comentário

  • Quanta frescura! Quanta eco-chatice!
    Ô seu graduando, Robson Fernando, na qualidade de “investigador”, vc perguntou ao governo se eles pretendem fazer alguma compensação ambiental? Pelo menos isso vc perguntou?
    Assim vc pareceria, além de isento, digno de ser um bacharelando. E não um eco-chato, cheio das frescurites próprias dos que só apontam problemas, nunca soluções.
    Vamos lá, amiguinho, não basta se intitular “graduando” e querer parecer o salvador do meio-ambiente. Que tal ser um pouco mais científico? Consegues?
    A propósito, se vc não gosta do progresso, dá aí a dica pra voltarmos, todos, ao século XVIII. hahahahahaha

    • Desculpem, retirem minha opinião. Pensei que o post do megadesmatamento tratava-se de algo sério. Mas, ao pesquisar melhor, vi que o autor e as ideias que ele defende não fazem parte do rol mínimo de coisas que mereçam a minha atenção ou o meu tempo.
      Desse jeito, não vou mais acessar o AcertodeContas. Publicar gente que prega veganismo, vegetarianismo, abduções socio-econômicas e outros que tais? Tenha santa paciência…

      • Relaxa meu caro. Quando ele terminar a graduação ele vai sacar que : ou cai na real ou passará a vida sendo um utópico chorão!

        • Prefiro morrer como um utópico chorão. Pelo menos choro pelo bem do mundo em vez de crer que ele não tem jeito.

        • (destrancando coment acima)

        • Robson, se lágrimas resolvessem todos seriam felizes num belo jardim onde atrá de cada árvore teria um gnomo!

    • A propósito, esse comentário foi rejeitado no Arauto porque não aceito nem respondo a comentários grosseiros e/ou ofensivos.

      Sem mais

      • Em outras palavras, você não aceita que lhe digam que você só fala besteira, mesmo quando você só fala besteira.

    • Comentário acima “engolido” por erro de sistema.

    • Recife inteira era mangue, pra começar. Se é pra preservar, nós nem devíamos estar aqui neste momento, pisando em chão aterrado sob o qual sucumbiram diversos ecossistemas.

      Sugiro ao Robson visitar Suape um dia e vir olhar o que está acontecendo de verdade. Desmatamento existe, é lógico; ninguém constrói uma refinaria em cima do mato. Mas há compensação sim, e áreas verdes reservadas para isso, bem como um programa de redução de emissões gasosas e ruídos. E a melhor parte: reuso da água. Como eu sei? Trabalho na Petrobras e passo por aqui todos os dias.

      Ah, quandoi vier, venha de bicicleta para não poluir o ar. Não, esquece, a bicicleta é um produto industrializado, e o seu uso estimula o comércio, que por sua vez alimenta a indústria e a extração de matéria-prima. Melhor vir a pé.

      É sempre isso, vegetarianismo, ecochatice, blablablá. Não tenho certeza se vivemos no mesmo mundo.

      • E o conviva ainda se intitula “arauto da consciência”. Alguékm pelamordedeus explique a esse cidadão que os anos 70 já passaram. Vai trabalhar.

        • O Marcelino Guedes me convenceu, no debate Acerto de Contas, de que existe sim um programa muito intensivo de compensação ambiental e que está dentro de planejamento um programa de preservação. Acredito que a preocupação do Robson é legítima, porém, neste caso, ele não pesquisou a fundo o que realmente acontecerá.

        • João, realmente vale fazer uma compensação que vai demorar anos e anos pra se tornar ecossistemas consolidados, enqaunto uma enorme área é destruída e causa diversos desequilíbrios?

          Ao meu ver o ecocídio de Suape e sua dita compensação mais lembram o mito de Jó, homem que, sob teste de Deus, teve sua família e bens pessoais ceifados pelo diabo e teve “tudo de volta em dobro”.

          E, aliás, lembrem-se de que não há mais áreas litorâneas tão extensas pra se compensar o mangue e a restinga que querem destruir.

    • Robson, é como alguém comentou mais abaixo: Não vale a pena se desgastar com gente ignorante e atrasada que se diz “progressista”. Nem que se colocasse aqui o maior projeto de gestão sustentável de suape ou do estado inteiro, sempre tentariam achincalhar, desmerecer, dizer que é progresso de índio, etc… São essas as formas que eles utilizam pra tentar ridicularizar opiniões que eles não conseguem contestar de forma inteligente. Na minha opinião não vale a pena perder tempo com essa qualidade de gente. Esses aí só vão acordar quando tiverem com problemas respiratórios graves por conta da poluição, quando enfrentarem dezenas de km de engarrafamento, quando seus apartamentos chiques na beira da praia forem interditados pelo avanço do mar, quando a temperatura subir tanto e eles sentirem no bolso a conta de energia ir la pra cima por conta dos condicionadores de ar, quando a água potável custar os olhos da cara… enfim, entre tantas outras coisas simples que mudam totalmente nossa rotina e que não estão tão longe de acontecerem nesse ritmo progressista burro que estamos alavancando.
      Progressista burro sim! Pq pra os que se dizem defensores do avanço tecnológico, deveriam sair da bolha onde vivem e olhar para os países desenvolvidos. Enquanto nós estamos instalando agora nossa primeira refinaria, eles estao começando a investir pesado em energia solar, eólica, em construçoes sustentáveis que aproveitem o calor do sol em lugares frios, ou que permitam a passagem do ar em lugares mais quentes, em carros menos poluentes, em infra-estrutura urbana para transporte coletivo, para bicicletas, em parques e áreas verdes dentro da cidade.
      Enquanto nós aqui brincamos de plantar cana-de-açucar e refinar petróleo. Quem é que vive nos anos 70 mesmo??? Quem defende o atraso tecnológico e quer morar na floresta mesmo??
      Mas enfim, eu falei q nao valia a pena discutir e acabei comprando a briga. O que eu queria dizer mesmo é que cabe a nós sensibilizar quem de fato precisa q é a população em geral. O “povão” como falam. Os burgueses capitalistas vão sempre espernear em prol desse desenvolvimento que só mantém o sistem a a favor deles, e em vez de dispender esforços tentando mudar a sua natureza, preocupemo-nos com quem realmente tem o poder nas mãos: o Povo. Há de haver um dia em que a maioria vai de fato ditar os rumos desse país. Trabalhemos em prol disso.
      Não vou aqui citar Nietzsche ou Capra, mas João Batista: “Perdoa-os senhor, eles não sabem o que fazem (ou o que falam)”
      Força na Luta!
      Abraços.

  • De fato, é um desmatamento imenso, que deve ser bastante aludido. Não acredito que se faça de fato compensações, o que vemos por aí, no Brasil e no mundo, são puras ações inócuas e “ilustrativas” quanto às mitigações relativas às megaobras.

    Isso tudo deve sim ser questionado e equacionado, até por que a probabilidade de que haja muito mais impactos negativos é bem maior, tanto quanto às quetões ambientais, como ainda mais as sociais, principalmente em termos urbanos.

  • Lendo palavras dos defensores do “progresso”, lembro do lema de um grande, porém fictício, progressista: “Pra frente, Sucupira!”

  • Muito bom o post Pierre. Chamou atenção para um lado muito interessante (e sério!) desse assunto tão importante para o estado.

  • Dizer que Eduardo Campos é pior que Kátia Abreu realmente é um absurdo. Há erros na questão de Suape que devemos cobrar uma solução como por exemplo as compensações mas a líder da bancada ruralista bota pra fora não o verde e a natureza mas seres humanos de suas casas. Desapropria terras usando a máquina pública e depois compra a preço de banana para desmatar e plantar soja.

    • Se olhar pra esse lado, Seu “É” não é tão perigoso quanto a bancada ruralista. Mas perceba que a comparação dele com essa bancada do terror foi centrada no ambiental.

  • Tem mais é que se desenvolver…

  • Eu espero que Marina tenha mesmo visto as matas em torno de Suape e a lei (ou o EIA/Rima) do desmatamento.

    Quero ver como ela vai tomar partido dessa situação que é dramática pro meio ambiente.

    • Robson,

      A agenda verde é modular e pode ser aposta ao programa de qualquer partido. Apenas com ela, não se faz uma plataforma eleitoralmente viável. Qualquer corrente político ideológica terá uma política ambiental.

      Na França, hoje, há verdes pret-a-porter. Verdes na direita e na esquerda. Justapuseram-se às correntes principais.

      O PV é uma agremiação tão verdadeira que é conduzida por Zequinha Sarney!

  • realmente é preocupante, tratra-se de, talvez, o maior ecossistema de mangue do Estado… depois que Recife virou aterro…

    Compensação? Isso tem realmente algum sentido? Não creio…

    Desenvolvimento… de poucos, sobre muitos….

  • Dê uma solução… sabemos que é triste esse desmatamento, mas é algo necessario. Tvz com os recursos adquiridos com o projeto Suape, possamos cobrar açoes ambientalistas no futuro.

  • Desmatamento?????

    Só isso???? A essa altura do campeonato?????

    Ah, meu caro, muito tarde… . Dinamitaram o maior recife de coraisl em linha-reta das américas, para desviar a saída do rio, aterraram até a linha de corais para instalar as indústrias. Dizem os estudiosos, que essa modificação alterou o ecossitema, ampliando o ataque de tubarões em Recife e Jaboatão.

    Tenho pena daqueles que não conheceram Suape como o paraíso. Eu tive essa sorte.

    • Quando Suape começou a ser construído, na década de 70, estávamos no auge, período mais sombrio, da ditadura militar. Ali o papo era progresso (e não desenvolvimento, tal como Marina Silva definiu) a todo custo, nem que todo o verde brasileiro fosse totalmente varrido. Não havia preocupação ambiental nenhuma por parte do regime militar e dos governos estaduais. Até a nascente educação ambiental era algo proibido de se abordar no controlado ensino escolar.

      Naquela época, valia a máxima “Progresso é tudo, e, para tanto, desmatar é preciso”. Gestão ambiental era uma ficção do futuro e ambientalismo era negócio de “hippie doidão”.

      Seu “É” preserva o progressismo econômico da ditadura militar, dando uma banana ao meio ambiente e querendo que Pernambuco se torne uma “Cingapura ocidental” a todo custo.

  • Quando foram criar SUAPE, um grupo de defensores da Natureza, que eram apelidados de “loucos”, protestou. Eram perseguidos. E na ´epoca se alertava para as consequências das construções que estavam sendo feitas na área. Dizia-se que a erosão iria atingir fortemente Piedade, Candeias etc. Não deu outra. Agora querem destruir o mangue. Destruam e depois verão a resposta sábia da Natureza…
    Mas a Lei de Proteção aos mangues existe. Os cidadãos terão que exigir do Ministério Público, que hoje atua contra tudo e contra todos, um posicionamento sério para que pelo menos se cumpra a Lei…

  • Na vida há escolhas difíceis. Ficar com o Salto das Sete Quedas ou construir Itaipu? Construir o porto de Suape ou ficar com a mata nativa? Dizem que Eike Batista queria construir um porto em Itanhaém-SP, para onde estarei indo daqui a pouco. Lá na nossa prainha, porém, todos são preservacionistas. Derrubar o mato para obras de infraestrutura jamais. Só se for para construir barraco, como acaba acontecendo. Aí o pessoal dos barracos terá todo apoio governamental porque formam um grande colégio eleitoral. É um dilema shakespeareano: defender as matas ou o progresso; marinar ou não marinar.

    • Claro. Para os pseudo-defensores de pobres, construir barracos é direito humano. Trazer infra-estrutura é agressão ao meio ambiente. E assim vão, alimentando o conto de fadas que vovó contava ( todo rico é malvado e todo pobre é inocente bonzinho)!

      • Nietzsche já tratou disso!!! = “O Nascimento da Tragédia”

    • Como Marina explicou no debate, não existe sustentabilidade estritamente ambiental. O chamado desenvolvimento sustentável é de todas as áreas (ambiental, econômico e social).

  • Isso, isso, desmatem tudo em nome do desenvolvimento, sem nenhum planejamento, sem estudos de impacto ambiental. Vale tudo para crescer. Daqui a uns 20 anos a gente conversa de novo. Pode parecer muito para nos, mas para a Natureza e um salto. E ela sempre da o troco.

    • Comecem removendo todas as invasões de Recife e RMR. Depois a gente conversa!
      Entenda que o sistema é bruto. Se Pernambuco não desmatar vão para a Bahia ou Ceará e desmatam do mesmo jeito. Mas é bom ter os utópicos para alegrar o ambiente!

      • Ah, e ficou parecendo pregação. Desmatem e vão pro inferno!KKKKKKKKKKK

      • “Entendam, o sistema é bruto, e não podemos fazer nada em relação a isso.” (citação modificada)

        Desculpe, mas não compartilho com essa ideia.

        • Lamento mas não pode mesmo não. A maioria não tá nem aí! No máximo, vais ganhar um AVC!

        • Novamente desculpe, mas não sou adepto do derrotismo.

        • Conversemos daqui 30 anos!

        • Se tudo estiver acabado daqui a 30 anos, vai ser justamente por gente que pensou como você. Gente que podia ter lutado pro pior não acontecer mas preferiu assumir uma postura de impotência e derrotismo, permitindo que destruidores como Blairo Maggi e É
          Motosserra fizessem o planeta de gato e sapato. Gente que, em vez de lutar pelo bem, preferiu deixar que o mal triunfasse.

        • (destranca)

        • Não meu chapa. Daqui a 30 anos todos seremos culpados. Tanto os realistas, como eu, como os utópicos, como vc!

        • Mesmo que os ditos utópicos sejam também culpados, pergunto: quem será mais culpado por um colapso ambiental? Quem lutou como pôde pela natureza, pra preservá-la o máximo possível e impedir os destruidores ou quem decidiu ficar parado e ver toda a desgraça progredir?

  • Eu só não entendi a proposta de solução para o problema apresentado pelo autor.

    Se existe uma demanda de crescimento industrial ou de infra-estrutura, deve-se então sacrificar essa demanda seja qual for a necessidade social e a compensação ambiental proposta?

    Deve-se tentar equacionar as duas necessidades (proteção x desenvolcimento) e procurar compensações adequadas ou outras áreas de expansão?

    • Normalmente os utópicos respondem com o de praxe :
      ” É preciso criar formas de desenvolvimento sustentável” mas nunca dizem como !

      • A gestão ambiental pode responder a isso.

        Como? Eu disse, ela é que responde.

        • Ou seja, és apenas um utópico chorão que não propôs nada de novo.

          OS anos 70 já passaram.

    • Expressei no texto que a expansão de Suape deve ser não parada, mas repensada de modo a respeitar o verde que circunda o porto.

      É um desafio que ainda não tem uma resposta pronta? É. Mas é muito mais digno aceitá-lo do que ir pra solução mais conveniente e barata, o ecocídio de uma grande área.

    • Desculpe a demora, mas respondo a pergunta “Deve-se tentar equacionar as duas necessidades (proteção x desenvolcimento) e procurar compensações adequadas ou outras áreas de expansão?”:
      O mais adequado seria procurar outras áreas de expansão. A priori eu sugeriria ao governo comprar uma área de canavial próxima e instalar ali um anexo do complexo industrial do porto. Ou alguma área de praia próxima que já esteja ambientalmente degradada pra cavar o canal por onde os navios dos estaleiros vão sair.

  • Não entendo esse povo. Se estão com inveja do amigo porque ele tem textos o tempo todo colocados aqui no blog, escrevam e mandem pra pierre, bahé ou raboni.

    Achar que o cara é eco-chato quando se vê em Pernambuco a criação de condomínios de alto padrão em áreas que deveriam ser preservadas, shoppings (mais shoppings) em locais de mata nativa, e demais empreendimentos dentre eles SUAPE (que apoio e entendo como a oportunidade de Pernmabuco crescer e se desenvolver), é no mínimo cegueira.

    Temos que, ao invés de atacarmos o Róbson, ir atrás de informações sobre o que ele falou e trazer aqui pro Blog. A maioria aqui é inútil, faz sua faculdadezinha paga pelo povo e vem bancar o esperto.

    Gostaria de solicitar informações sobre o número do projeto de lei, ou decreto, para entrar em contato com os Deputados e exigir que atuem de forma contrário, caso seja necessário, óbvio.

    Parabéns Róbson, manda o número por favor.

    • Valeu, Carlos, você enxerga a questão com sobriedade.

      O projeto de lei é 1496/2010 e você pode ver completo em:
      http://www.alepe.pe.gov.br/paginas/?id=3598&paginapai=3576&numero=1496%2F2010

      Ou, se não quer ler todos aqueles números de coordenadas UTM que ocupam enormes partes do documento, veja no Arauto:
      http://consciencia.blog.br/2010/03/ecocidio-em-suape-o-projeto-da-lei-da-destruicao.html

    • Caso os editores não liberem o primeiro comentário logo:

      Valeu, Carlos, você enxerga a questão com sobriedade.

      O projeto de lei é 1496/2010 e você pode ver completo em:
      http://www.alepe.pe.gov.br/paginas/?id=3598&paginapai=3576&numero=1496%2F2010

    • Bicho, vá, venda tudo que tens e vá para alguma floresta! Não esqueça de tomar vacina contra febre-amarela!

      • Eu poderia até ir pra uma floresta, mas, com uma sociedade conformada com esse desenvolvimentismo predatório, não sobraria mais nenhuma pra onde ir.

        • A primeira medida prática para salvar meio ambiente é controlar a natalidade. É isso ou então aprendam que sempre teremos miseráveis para sustentar a vida melhor de alguns! Agora, ficar chorando contra desmatamento em SUAPE não resolverá nada.
          Teve até alguém aí acima que falou que apelaria a deputados. kkkkkkkkkkkkkkk O primeiro semanão ( não precisa ser nem mensalão) que aparacer garante o desmatamento!
          Nessa hora é preciso que os pseudo defensores escolham : os pobres ou o ecosistema. Ou então o controle de natalidade. Agora, ficar chorando contra globo, EUA etc não resolverá nada!

        • É, de fato o controle de natalidade evitará que mais pessoas adeptas desse conformismo nasçam e destruam o que ainda temos de natureza.

  • Robson, vai arrumar uma bu**** (ou outra coisa que lhe apeteça mais) e deixa de tua eco-chatice!

    Relaxe, meu véi!

  • Quem tá reclamando da Globo ou do EUA???? eu só quero garantir a minha velhice com água, ar e alimentação. Ou será que ainda vocês acham que a questão do meio ambiente é coisa de quem não tem o que fazer???

    Não é por defender o meio ambiente que alguém deve ser obrigado a ir morar numa floresta ou parar de andar de carro.

    Perceba que a demanda em SUAPE exigirá uma área verde que garante a oxigenação do local, bem como impeça a criação de zonas de calor naquela área.

    Alexsandro, você sempre opinou de forma inteligente, não vai me dizer que você acha que no momento em que vivemos ainda é cabível desmatar tamanha área de mata nativa???

    Cara, SUAPE não vai acabar por causa dessa área não. Essa área é apenas um A MAIS

  • que o governo quer insaciável e cegamente, mesmo com danos irreparáveis. Veja como ficou a área que recebeu o show do Dirco du soleil (assim que escreve??? :P ), está completamente desmatada, feia, e inútil.

    Somos parte de um ecossistema, e o que se faz com quem destrói um equilíbrio??? destroi-se. É o que acontecerá com todos nós se não deixarmos de achar que desmatar é solução contra pobreza etc etc etc.

    Controle de natalidade é uma necessidade muito mais antiga, e tão difícil de fazer quanto. Exige-se educação, pois forçosamente é impossível.

    Quanto aos deputados, realmente, não sou bobo, sei das implicâncias políticas que uma obra dessa traz, mas não posso parar tudo só por que algo errado virou moda. Sou advogado e nunca deixaria de defender meu ponto de vista, mesmo após a criação, pelo STF, de uma súmula vinculante contrária à minha tese.

    Quanto custa um garrafão de água hoje???? 3,50 um Prata do vale??? 5,00 a 6,00 reais um indaiá??? Isso é normal??? até onde iremos???

    Abçs.

  • [...] Megadesmatamento em Suape: ecocídio em nome do progresso [ecologia] [...]

  • Enquanto existir mundo, estes desmatamentos sempre irão acontecer, em áreas sim e outras não, já que por detrás disto tudo estão os interesses políticos e financeiros.
    A resposta da natureza no tempo determinado, com certeza virá.

  • Santa Marina Silva!!! Padroeira do ecossistema!! Santa pontífice dos ecochatos!!! Salvadora invencível da natureza!!!! Utopia não, né? Parece que com a Marina no poder o Brasil vai voltar instantaneamente ao Sec. XIII e o mundo ao status ambiental do sec.(hã…)I? O Al Gore é muito legal, mas anda de avião! Deveria, em prol da natureza, navegar numa jangadinha reutilizável, que serve como meio de transporte aquático, como mesa de jantar e como residência limpa. Alem de ser construída manualmente e com madeira de reflorestamento, ops, compensação pelo uso indevido da natureza… Que charlatão esse Al gore. Fora a camisa dele que deve ter explorado os pobres bichos da seda de forma tão desumana e com “compensações” inúteis para os bichinhos…

  • Voltando ao assunto:
    Como garantir o desenvolvimento sem destruir a natureza?
    Alguém ai nos comentários acima deu a idéia de construir em uma área de canavial e depois cavar um canal de não sei quantos Km para não destruir a mata ao redor do porto, como se essa forma não fosse destruir outras áreas verdes e causar um grande desequilíbrio com um canalzão cortando uma faixa de terra em que não deveria existir.
    Suape, hoje, só tem o caminho de se tornar um oasis verde, dada a complexidade das industrias que ali operam e vão operar, não se trata de setores administrativos de empresa onde você pode colocar uma área verde para deixar mais bonita a empresa, são industrias pesadas, com grandes áreas construídas, com depósitos, galpões,etc.
    Claro que Suape já tem um grande plano ecológico, com reutilização da água, políticas de redução de resíduos e etc. Mas o complexo precisa crescer e, infelizmente, existem áreas verdes ao redor que serão utilizadas para este crescimento e serão compensadas em outros lugares. É a única forma de conciliar o crescimento com a proteção da natureza.

  • Boa sorte. Beba gasolina e coma borracha.

    Ninguém quer que voltemos ao Séc XIII, muito menos Marina Silva, como você, possuidor de clarividência espetacular, prevê e faz querer crer.

    Certamente estaremos melhor nas mãos dos mensaleiros, e o melhor, em uma versão insossa de uma demagogo.

    Ou então nas mãos de um vampiro que pertence a um grupo que já mostrou o que quer com o país ¬¬

    Só no Brasil mesmo, as pessoas têm capacidade de achar ruim que preza pela defesa do meio ambiente e da educação, vide a forma como Cristóvão Buarque é visto.

    Simplesmente a prioridade hoje é outra.

    Mas, infelizmente, desenvolvimento e crescimento, para o brasileiro comum, aquele bem comum mesmo, é o recorde na produção e venda de veículos e na construção civil, além, é claro, da grande extração de petróleo.

    Ai ai. Vou dormir. Acordem-me quando esse efeito retardado sair da cabeça dessas pessoas.

    Obg.

  • Robson Fernando, é impresssionante que você perca tempo respondendo aos comentários dessa gente descerebrada e insensata, eu não teria o mínimo estômago, mas faz parte da luta. A mente deles é tão limitada que eles enchergam e pensam destruição como desenvolvimento e crescimento, e falar sobre ecologia e preservação é ser “ecochato”. Aliás, gostaria que voltasssemos ao século XV, mas antes dos portugas terem chegado aqui. Como disse Nietzsche “a pior coisa é o homem moderno”. Vejo imparcialidade em você sim, acredito que a críticas venham dum certo setor ruralista e “desenvolvimentista” que não merecem o mínimo respeito e credibilidade. Como sou totalmente contra a censura, sou favorável que os comentários feito por eles sejam postados, justamente para que todos vejam como eles são tão ignorantes quanto desinformados. Uma coisa que estava pensando, depois da criação da sociologia parece que os acontecimentos de disturbios, violência, crime, destruição, estupidez, etc; no mundo recrudesceram ainda mais, mas não é isto, foi que as anomalias passaram a ser mais estudadas e registradas! Forte abraço companheiro, sempre na resitência, um dia vamos vencer

    • EnXergar é com X. rsrsrsrsrsrsrsrs
      (“A mente deles é tão limitada que eles enchergam…”) linha 4
      Cuidado, desse jeito, vc nunca irá deixar de comer maLmita. hahahahahahahahahahaha

      • Flavio Rodrigues, ôôô OLLAVETTE, propositalmente grafei enxergar com CH e não fixei aspas, era tudo que eu queria e o arara caiu. Olha a limitação sua, não achando nada que desabonasse meu texto, tratou de atacar a ortografia, legítimo ato daqueles que sem recurso intelectual tentam desmerecer pela forma e não pelo conteúdo. O erro de português, harará. Olha, se eu fosse analisar a bosta mental que você escreve do ponto de vista sintático e morfológico encontrarei muita riqueza da língua, encontrarei variações linguísticas como linguagem coloquial, adexação e inadexação vocabular, solecismo, pontuação, uma gama de elementos que ora e agora para mim não fazem sentido e não interessam. Pegou? Harará. O seu problema, recorro ao o personagem Buck Mulligan do romance “Ulisses” é que você sofre de p. g. d. Paralisia geral da demência! Já comi muito em marmita, e isso não me faz menor ou pior que ninguém; e o senhor, o doutô, continua comendo no chiqueiro? Desculpe, não vá ter um insulto cerebral! Não fiz qualquer menção ao senhor no texto anterior, vi depois que coincidentemente usamos o neologismo “ecochato”, e o sr. levou isso como pessoal. Como o Ollavette é deselegante em seus comentários, resolvi responder, mas informo, não polemizo com idiotas!

        • OWNED!!!! :D :D

  • Lendo os comentários, logo pensei de como os seres humanos são mesquinhas, se preocupam em atingir pessoas que dão informações gratuitas, com objetivo único de criar alguma consciência, e eles só pensam em rebater, brigar ou qualquer tolices dessas. Parabéns Robson pelo texto, e continue informando para essas pessoas despreparadas. Enfim, estou também nessa luta pelo prol do Meio Ambiente !!! Abraços

  • [...] 13/04/2010 às 00:03 (Artigos) Por Robson Fernando para o Acerto de Contas [...]

  • Antes de tudo eu queria demonstrar enfaticamente a Constituição da República Federativa do Brasil, indicativo de tudo o que deve ser argüido a seguir.

    “Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

    Alguns pontos a acrescentar ao excelente post aqui em comento.

    Houve uma audiência pública na assembléia, no dia 13/04/2010, que a após exposto o projeto de Suape por seu representante, tiveram a exposiçãos de varias ONG, OAB, MP e Órgãos ambientais.

    Cabe destacar o desconhecimento por parte dos órgãos ambiental bem como do CONSEMA, acerca do Pedido de Supressão de Vegetação.

    Ora se a próprio Código Florestal Brasileiro em seu Art. 4o , estabelece :

    “A supressão de vegetação em área de preservação permanente somente poderá ser autorizada em caso de utilidade pública ou de interesse social, devidamente caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa técnica e locacional ao empreendimento proposto. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.166-67, de 2001)”.

    Portanto, há de se esperar no encaminhamento da autorização necessária pela assembléia Legislativa a análise do Órgão Ambiental Competente, sob pena da análise serem feitas sem as considerações de quem diretamente acompanha e defende o meio ambiente.

    Na mesma lei e artigo, vale mencionar o §1o “ A supressão de que trata o caput deste artigo dependerá de autorização do órgão ambiental estadual competente, com anuência prévia, quando couber, do órgão federal ou municipal de meio ambiente, ressalvado o disposto no § 2o deste artigo”. (O IBAMA informou textualmente que não havia analisado o pedido de supressão.)

    Ademais, vale explicitar § 4o mesmo dispositivo, “O órgão ambiental competente indicará, previamente à emissão da autorização para a supressão de vegetação em área de preservação permanente, as medidas mitigadoras e compensatórias que deverão ser adotadas pelo empreendedor. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.166-67, de 2001)”

    Ora, como pode o Empreendedor apresentar a área de compensação quando a competência é do órgão ambiental competente.

    Ademais não cansam de citar um Eia- RIMA, do porto datado da década passada, com fulcro a urbanização da área. Ora qualquer leigo sabe que deve se colocar diferenciações no impacto ambiental advindo de Urbanização, ao que se planeja na implementação de um pólo naval.

    Considero inócuo qualquer levantamento anterior pois os impactos diferem-se radicalmente.

    Acredito que com as considerações acerca da legislação aqui disposta que realmente existam equívocos na condução do processo de autorização da área de ampliação de Suape, ao qual espera-se uma avaliação mais aprofundada.

  • Compensacao ambiental e como matar sua família e vc adotar pessoas, da mesma idade deles.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).