Minha vida, minha greve

jun 12, 2012 by     39 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

greve-na-educao

Por Luiz Sebastião Júnior
para o Acerto de Contas

Esta postagem é na verdade sobre a greve dos professores das instituições federais de ensino, mas eu ainda demoro um pouco para falar diretamente sobre o assunto, portanto, aos interessados no tema (e sei lá, em saber minha opinião), esperem um pouco. Quem não se interessar é só parar por aqui ou ler outras postagens do blog.

Era uma vez um menino que aos três anos resolveu que queria ir para a escola e já no primeiro ano fez, o que chamavam naquela época de Jardim I e Jardim II no mesmo ano, dado o bom aproveitamento dele. Isso também ajudou seus pais, que receberam uma bolsa do governo nos anos seguintes para que ele pudesse continuar naquela escola, a Escolinha da Mônica, uma escolinha de bairro, mas uma boa escola.

Ele seguiu com a bolsa até encerrar o primário na quarta série (hoje 5º ano do ensino fundamental) e ao mudar de colégios para fazer o ginásio (hoje do 6º ao 9º ano do ensino fundamental) ele conseguiu “levar” essa bolsa, o que permitiu que seus pais pudessem manter os outros dois filhos nas mesmas escolas.

Quando estava prestes a ir para o segundo grau (hoje, ensino médio), os pais haviam melhorado um pouco a condição financeira e ele já sonhava em ir para um colégio desses famosos (e caros) porque só assim teria condições de passar no vestibular, rezava a lenda. Mas aí o destino apronta das suas e seu pai perde num incêndio o local onde comercializava suas coisas. Entra o menino, agora um adolescente tímido, na seleção por meio de histórico escolar em uma escola pública das mais concorridas. Consegue, mas vai ao primeiro dia de aula assustado, com medo das histórias que ouvira sobre a qualidade dessas escolas. Lá encontra um grupo de professores prestes a se aposentar, que haviam sido oriundos de uma época em que as escolas públicas eram referência e ser professor delas era atraente de várias formas, tanto financeira como socialmente prestigiada. Naqueles dias porém, o salário já estava em muito defasado, a biblioteca da escola parecia um museu, e sua primeira sala de aula tinha uma assustadora armação de madeira que sustentava o teto para que este não caísse sobre a cabeça dos alunos. Greves eram uma constante, na busca dos professores por melhores condições salariais e de infraestrutura para os alunos, mas surtiam pouco efeito. Contudo, aquela leva de bons professores antigos acalentava ainda esperanças de ao final da carreira fazerem alguma diferença nas vidas daqueles alunos desmotivados por uma péssima estrutura física, e pelas fragilidades de novos professores que foram selecionados “por baixo” porque os melhores professores preferiam ir para outras oportunidades de trabalho onde ganhariam mais, já que negociar com o “patrão” governo era infrutífero.

Esse adolescente que acabara de completar 16 anos terminou o segundo grau nessa escola e foi um dos dois únicos alunos de sua turma que passou no vestibular para uma universidade pública e federal naquele ano, mesmo ocupando a posição de número 187 em 200 vagas disponíveis (Administração era um dos cursos como maior número de vagas). O menino sabia que a sofrível aprovação teve muito de seu mérito, mas ao encarar as provas do vestibular, viu também que devia muito aos professores que teve, às oportunidades que conseguiu, e a grande maioria delas surgiu de políticas públicas, ainda que paliativas e deficientes.

Ele jovem, começa a sua graduação e encontra professores naquela época já desmotivados, sem interesse, lutando novamente por melhores salários e recebendo insistentes “nãos” do “patrão” Governo Federal. Muitos dos bons professores foram embora atrás de locais onde pagassem mais, mas felizmente encontrou ainda ali, um bom número dos que tinham prazer no que faziam, que lhe deram verdadeiras lições profissionais e de vida, que se tornaram seus mentores, apesar das dificuldades que enfrentavam para dar seu melhor. Mesmo não conseguindo negociar com o governo, mesmo recebendo “nãos”, mesmo tendo oportunidades de buscar fora melhores oportunidades, resolveram ficar e fazer a diferença. Lá ele terminou a graduação, fez seu mestrado e agora faz seu doutorado.

Muitos desses excelentes professores se aposentaram, alguns bons professores entraram, mas a defasagem salarial certamente afastou muitos novos excelentes professores que foram seduzidos por maiores vantagens salariais. Ele próprio trabalhou na iniciativa privada ganhando mais do que o dobro do que recebe hoje como professor dessa própria universidade federal, e saiu não em busca de estabilidade no emprego, mas sim de autonomia para poder trabalhar, de oportunidade para ajudar os alunos a crescerem, enfim, em busca de um sonho.

Nos três anos que lá está, num campus avançado no agreste pernambucano dessa mesma universidade que estudou, viu coisas maravilhosas, como ter alunos de 14 cidades diferentes da região em uma mesma turma e jovens que sem essa política pública de interiorização nunca teriam a oportunidade de serem os primeiros universitários de suas famílias. Ele próprio foi o primeiro universitário da família, tanto pelo lado paterno quanto pelo lado materno.

Ele passou por uma seleção difícil, sendo o primeiro lugar dentre 32 inscritos, mas é bom que se diga que a vaga para professor assistente (que pede apenas mestrado) só surgiu porque ninguém com doutorado se interessou em ir para umcampus no interior que não tinha nenhuma vantagem financeira extra e que ainda funcionava precariamente num polo de confecções sem uma estrutura adequada à função que deveria se prestar.

Pouca coisa mudou nesses três anos e é justo esse o problema, ele não sabe ainda o que é um aumento de salário, embora tudo a sua volta tenha aumentado de preços. Ao abastecer o carro ele pagava em torno de R$1,50 por litro de combustível naquela época do concurso, hoje para R$2,76. Ele faz parte de uma comissão de concursos que analisa a documentação dos candidatos e uma vaga para professor na área de sistemas de informação não teve nenhum doutor apto inscrito para esse campus no interior. E quem entrar agora terá um teto para se aposentar, bem abaixo (muito abaixo) do salário final que receberá.

Ele quer continuar nessa instituição, quer mesmo, ele quer fazer a diferença, ele quer ser como seus excelentes professores, mas teme muito que o nível das seleções continuem a cair, que a carreira fique cada vez mais desprestigiada, que cada vez menos pessoas sonhem em ser professor, apenas porque o governo não está se importando e eles então devam ir atrás de novos “patrões” na iniciativa privada. Ele ainda pôde contar com os arremedos de políticas públicas, mas e os alunos dos próximos anos?

Ele queria muito estar errado, mas a cada dia que passa percebe que seus prognósticos são verdadeiros e sua conta bancária e os postos de gasolina insistem em lembrá-lo disso. Assim, como ele não quer simplesmente pegar suas coisas e ir embora negociar com “patrões mais simpáticos à sua situação financeira” e porque prefere ainda acalentar seu sonho  e oferecer aos alunos um pouco das oportunidades que teve na vida, ele tem que apoiar a greve, ainda que, infelizmente, traga problemas para os alunos, mas certamente os problemas deles e dos futuros alunos serão bem maiores no futuro.

Ah, desnecessário dizer que o menino da história sou eu mesmo não é? O próprio título da postagem já acabava com o pseudo suspense: “Minha Vida, Minha Greve”.
________________________
Luiz Sebastião Júnior é Professor da UFPE, Campus Caruaru

39 Comentários + Add Comentário

  • Quem sabe professor; se o senhor puxar um fumo no campus, não chame mais atenção para a greve? Em São Paulo, chamou!

    • Bem, essa estratégia não me parece nem eficaz e nem tão pouco combina comigo (risos)…

  • Caro Luiz, eu não tive a mesma coragem e, antes mesmo de acabar a graduação de história, tomei a decisão de cursar direito. Quando ainda estava no quinto período, encontrei um colega do curso de história já formado. Fiquei bastante impressionado ao saber que a minha bolsa de estágio era maior que a sua remuneração no cargo de professor da rede estadual de ensino.

    Um grande amigo (que fiz no curso de história) hoje é professor da Universidade Federal de Sergipe, tendo já concluído o mestrado. Ele está totalmente empenhado no movimento grevista. A causa dos professores, na verdade, é uma causa do país. Não deixo de me impressionar com a enorme diferença salarial entre as correiras de juiz e professor.

    Todos deveríamos nos importar com a greve e apoiar, mas isso ainda é pouco. A greve deveria ser total com todos os setores da economia envolvidos. A educação é um direito fundamental de todos. A verdade é que a classe média não se importa com o qualidade do ensino público, pois sempre haverá a opção da escola privada e das universidades públicas federais para seus filhos, os quais já não desejam ocupar o cargo de professor.

    Não tenho certeza se o meu filho encontrará um professor de história na sala de aula, posto que a grande maioria dos colegas do curso de história atualmente estão fazendo direito. Teremos um país de advogado, juízes, promotores ou simplesmente bachareis em direito. Mas fica a pergunta, teremos professores?

    • Renato, teus comentários são muito pertinentes e a questão final, se teremos (realmente) professores é uma das razões que me levam a querer discutir o tema e até por isso narrei as dificuldades que encontrei como aluno e que agora sinto do outro lado e vejo quão importante é qualquer mínimo esforço, como a educação é a maior ferramente de alavancagem de nosso progresso pessoal e comunitário.

    • Marcela é sempre suspeita para falar (risos), mas uma coisa é certa, estou para encontrar alguém com um senso crítico tão apurado e por isso que um elogio dela é motivo de festa. Obrigado! (:

  • Eu ainda sonho em concluir um mestrado e me tornar professor numa faculdade federal no interior. Respeito muito a profissão.

    • Como diria o poeta, Paulo, “tudo vale a pena se a alma não é pequena”. O salário não é lá essas coisas, mas tem coisas que o dinheiro não compra…

  • Na esperança da educação se tornar prioridade neste país.

  • Assim como ocorre na iniciativa privada, existe um apartheid entre as carreiras no serviço público.

    Algumas carreiras ditas “de elite” são tratadas a base de vinho e caviar pelo governo. Os servidores dessas carreiras têm uma boa remuneração, um bom plano de carreiras com oportunidades de crescimento. Em que pese essa situação, é bom sempre lembrar que no serviço público as melhorias vão sempre de encontro à burocracia de arrastados processos legislativos (aumento de salário só se procede mediante lei e não por acordo).

    Os primos pobres do funcionalismo público, de outro lado, agonizam em cargos estáticos (sem perspectiva de progressão funcional), sobrevivem com salários defasados, trabalham em repartições insalubres, com escassez de material de expediente e demais recursos necessários ao fim maior que é o atendimento ao cidadão.

    Aqui não cabe a defesa apenas dos docentes e funcionários das universidades federais, pois o serviço público como um todo é de vital importância para manutenção do país. O professor é tão necessário quanto o policial que combate o crime, o oficial de justiça que cumpre mandados e alvarás ou o engenheiro que fiscaliza a construção de uma ponte.

    O problema é de gestão. Enquanto tivermos mais políticos do que gestores comandando a administração pública, os conflitos, as greves e a má prestação do serviço público vão continuar…

    • Faz muito sentido o teu diagnóstico Daniel, creio que vai no cerne da questão. Enquanto tratarmos tudo como questões políticas, ou diria até, “politiqueiras”, realmente continuaremos com esse “apartheid” cujos reflexos percebemos no nosso dia-a-dia de insegurança, de pobreza, de desigualdade social, de baixo desenvolvimento tecnológico e de fragilidade econômica.

      • Luiz,

        Vale dizer: os cargos de chefia e direção, que são do segundo, terceiro, quarto escalão são ocupados por pessoas investidas em cargos em comissão. Ocupantes desses cargos, via de regra, só têm compromisso com o padrinho político que os colocou lá. São “gestores” com visão de curto prazo, não conseguem enxergar além do período que compreende o mandato do grupo eleito.

        Os servidores públicos de carreira estão sempre a mercê dos humores dessas pessoas.

        • Pois é Daniel, fica realmente difícil planejar algo para longo prazo com esse pensamento pequeno. :/

  • Embora seja um baixo salário, quando comparado ao salário de algumas carreiras do serviço público, o salário do professor está bem acima da média da região.

    • Chiquinho, mil desculpas, mas se continuarmos pensando da forma “dos males o menor” ou buscando o “menos ruim”, estaremos fazendo o que chamo de “pacto da mediocridade”. Todos temos que ganhar com base no esforço, no mérito e, principalmente, com base na satisfação de nossas necessidades mais básicas enquanto seres humanos. Continua achando que a educação é a maneira mais eficaz de mudar a realidade, portanto, é algo que precisa ser tratado não como “dos males o menor”, mas como “o melhor” a ser feito. #transformação

  • os estudantes também deveriam apoiar em peso essa greve. Essa mobilização não envolve “apenas” docentes, mas a Educação. Penso que os estudantes deveriam realizar uma Assembleia e declarar também uma greve estudantil. Juntando-se também aos servidores técnico-administrativos nessa luta.

    Viva a greve estudantil na UFPE.

    • Concordo contigo Antônio, é uma luta de toda a sociedade, é uma luta que transforma…

  • A universidade estadual, que cedeu salas aa UFPE no polo de confecções temporariamente eb Caruaru, ainda está lá até hoje! Além disso, os salários da UPE e condições de trabalho são piores do que os federais. Muitos dos professores são doutores em sistemas de informação e, como o post informou, não trocaram a UPE pela UFPE no concurso supracitado. Também não estão em greve. Caberia um maior empenho do governo estadual na tão anunciada interiorização da UPE.

  • Enquanto isso, o governo estadual e o município preferiram pagar mais de 2 milhões em um terreno de difícil acesso e sem infraestrutura e, pior ainda, com pendências cartoriais que impossibilitam a aplicação de dinheiro público (emendas federais) na construção do campus. Poderiam ter usado este dinheiro para construir o campus em um terreno doado ao lado da UFPE, ou constituído com o dinheiro das emendas neste terreno doado (ficaria tudo de graça!) mas preferiram entrar num tremendo embaraço incompreensível e pagar aluguel (!) no centro comercial.

    • Pois é Cícero, conheço pouco a realidade da UPE, mas pelo que você apresenta não tem como entender alguns “mirabolantes” arranjos que são feitos que trazem pouco efeitos e até grandes defeitos. Precisamos de mais gestores de fato do que políticos de carteirinha…

  • No futuro, o setor privado ocupará o segmento de Educação Superior de Qualidade.

    • Espero que não seja assim, espero que ambos os setores ofereçam qualidade, cada um a sua maneira… #esperança

  • Aqui em PE, o setor privado já ocupou quase toda saúde… Educação seria o próximo?

    • Acho mais difícil nesse último caso, pelo menos a curto e médio prazo, mas é importante estar atento.

  • Ô senhor Luiz Sebastião “Bonzão-doutorado” Jr., está reclamando do quê ? não fique pensando com esse pensamento marxista esquedopada ! Amigão, vc está num país capitalista, e se está insatisfeito, se manda e vai procurar outro emprego ! pare com esse mimimi ! com sinceridade, o que você espera exigir sendo um reles pesquisador/professor numa área desvalorizada no Brasil como a de história ? Se quer valorização monetária, que vá ser um profissional de engenharia, TI ou da área de negócios, no mercado. É de chorões como você que esse país é feito. É a mesma história com aquela atleta aqui de pernambuco, a Yane Marques, que fica de chororô porque não consegue patrocínio para se manter. Ô minha filha você faz pentatlo moderno, PEN-TA-TLO MO-DER-NO ! Cá entre nós, que assiste isso ? Niguém ! Então não reclame de dinheiro cacete ! Se quer grana vá ser jogadora de vôlei de praia, tenista, ou o escambau ! A mesma coisa vale pra você sr. doutorado, se quer dinheiro, faça alguma coisa que dê dinheiro e pare de chorar !

    • Antes pobre e chorão do que incapaz de dar conta de um simples exercício de, como chamavam na minha época, de “compreensão de texto”. Só pra me ater aos aspectos mais concretos, sou doutoraNdo (ainda), e professor de Administração e não de História, embora respeite muito a área. Talvez se você tivesse tido melhores professores soubesse pelo menos ler e compreender o que lê. E olha que eu não me ative aos aspectos mais subjetivos. :)

      • Ô profexô, sem aulinhas de interpretação de texto ! confesso que não li atentamente essa sua chorosa tentativa de tocar os corações das pessoas, deduzi que era um cara de história, já que você parece um Forrest Gump contando suas desventuras.Com isso esclarecido, gostaria de dizer que também sou administrador, e cá entre nós, você é chorão sim senhor ! você não é nenhum coitadinhao analfabeto que não sabe das coisas, mas mesmo assim eu te digo o porque desse seu choro, que é o mesmo do de outros professores e auxiliares de escritório (formados em administração), que tem salários medíocres porque não tem capacidade, ambição ou os dois para buscarem vagas gerenciais no mercado, já preferem o caminho menos complicado e turbulento ! Deixe- me perguntar senhor doutorando: qual o seu nível de inglês ? quanto você sabe de excel ? qual a sua participação em projetos de grande alcance e de grande importância ? Se a sua resposta for que não tem fluência na língua do Tio Sam, não sabe muito de computadores e é um acadêmico até a raiz, já está tudo explicado ! Se encherga e perceba que profissoionais que não são o que há de melhor, não poderm ficar de biquinho. Você é um acadêminco que ficou a vida toda mamando nas tetinhas do governo. Ou você acha que essa estabilidade não tem um preço ? é um manobrista querendo ganhar salário de piloto de fórmula 1.

        • Ignorância, a gente vê por aqui!

        • “Mr. Fodão”, como você se autodenomina, em primeiro lugar quero lhe pedir desculpas por ter-lhe respondido em um tom um tanto quanto sarcástico. Mesmo tendo sido acusado de coisas com as quais não concordo, não deveria te responder desta forma, pois sou da opinião de qie cada um tem o direito de falar o que pensa, até porque o que pensamos e expressamos refletem aquilo que somos e sim, eu tenho meus rompantes, até porque quando não se está com bom humor, como foi o meu caso quando li seu primeiro comentário, corre-se o risco de ser injusto, o que de fato fui e por isso reconheço publicamente meu erro. Passado o instante de mau humor, confesso até que consegui achar engraçadas algumas de suas colocações até mesmo pela disparidade quanto a minha realidade. Sobre seu novo comentário, sinceramente me senti honrado com a alusão ao Forrest Gump, que para minha modesta opinião de cinéfilo é uma das melhores construções de personagens do cinema. Mesmo me autoconsiderando não à altura do personagem, agradeço a comparação. Quanto às suas demais suposições, vou entender que deves ter seus motivos para pensar desta forma e expressar desta maneira e mesmo discordando completamente de suas posições, as respeito. Felizmente o pensar diferente é a mola propulsora do mundo. Continuemos pois assim, cada um oferecendo o que de melhor tem dentro de si, como você fez, como eu me esforço em fazer. Abraços!

  • Mr. Fodão é mais uma denúncia ao sistema educacional brasileiro…

  • Mr. Fodão é quase inteligente, quase consegue convencer com o seu discurso, quase consegue enganar com o seu raciocínio falacioso e tosco. Consegue (um sucesso!!) ser simplório, supercifial e rasteiro, deve fazer sucesso entre os seres unicelulares. No seu mundo fantasioso um professor universitário tem que ter perfil de executivo de multinacional, e deve se contentar em ser sucessivamente desvalorizado no seu ambiente de trabalho, vale salietnar que se um professor não é fluente em inglês é porque não é exigido isto para sua contratação, nem para promoção nem para nada. Já na empresa privada quando não pedem, oferecem de GRATÍS, se capacita o funcionário com incentivos. Mesmo assim as maravilhosas empresas privadas ainda são incapazes de fornecer ensino superior de qualidade compatível com as instituições federais e estaduais, isto sem falar em pesquisa. Portanto Mr. Phodão, recolha-se a sua insignificância, é certo que deve ser algum trainee que não conseguiu aquela vaga de mestrado e se sente diminuido e ressentido. Vai estudar mais um pouquinho traineezinho.

    • Essa deve ser a revolta dos auxiliares de escritório ! Profissionais medíocres querendo se insurgir contra a verdade nua e crua. Mas vamos lá, me sinto no dever de destruir esses seus pseudo-argumentos esquerdopatas, que são profundos como uma poça d’água. Afinal como diria o 1º vice-presidente da história dos Estados Unidos, John Adams, “Os fatos são coisas teimosas”. Mas vamos por partes, mostrando um a um que esses seus argumentozinhos são pura enrolação:

      1) Professor universitário não tem que ter perfil de executivo de muitinacional, tem que ter bons conhecimentos e didática, mas se quiser ter um salário de executivo que vá ter a capacitação e correr os ricos que o executivo corre ! “ah, mas para a profissão dele isso não é exigido”, isso é uma BA – LE – LA ! Qualquer empresa séria exige esse conhecimento de seus funcinários, mesmo para os iniciantes, e isso é de amplo conhecimento. Isso para o uso de softwares, comunicação entre unidades, e mesmo para a constante atualização do connhecimento dos funcionários, como a leitura de revistas como a Havard Bussines Review, e The Economist. Sem contar que um professor poder usar esse conhecimento para fazer uma pós-graduação em uma universidade do exterior. O fato é que vocês são uns preguiçosos que adoram sentar suas bundinhas de doutorados e esperar o contracheque no fim do mês, ao invés de procurarem se qualificar ! São de um tempo onde passar e entrar nesse decrépita “Federal” era garantia de sucesso. Acorda zé mané, esse tempo acabou.

      2) Você falou que as empresas oferecem “de grátis” esse qualificação aos funcionários. Mas é claro que sim, já que em empresas ou mesmo instituições de ensino decentes há a meritocracia (já ouvio falar chorão ?) na qual quem se entrega mais e obtem mais resultados são comtemplados com esses e outros benefícios como bônus e participação nos resultados (senti uma pontinha de inveja ?). Mas meu caro, isso tem um preço: a cobrança por resultados é grande, a carga horária é alta, e NÃO HÁ ESTABILIDADE ! Agora uns caras que passam num concurso qualquer e tem esta merda desta tão sonhada estabilidade – Leia-se: pouco trabalho, poucos resultados, faz greve e não é punido – ficam querendo ter os benefícios de profissionais que correm muito mais riscos. Ah, faça-me um favor.

      3) Em relação ao ensino de instituições particulares, que segundo você, é ruim. Vamos aos exemplos… No mundo: Harvard, Yale, Princenton, MIT, Stanford são o quê ? No Brasil: PUC RJ e SP são o que ? Em Pernambuco: Unibratec (melhor curso de programação do Brasil) é o que ?. Menos meu caro, bem menos.

      4) Traineezinho !? rá rá rá rá ! Pois bem, vejamos: Valor da bolsa para esse supra-sumo do conhecimento interplanetário que é o mestrado: 2 mil e pouco. Valor do salário de um trainee da Souza Cruz, normalmente um graduado com inglês e excel avançados: 6 mil e 500 reais. Realmente essa é difícil… ahahaha, bricadeira, não tem nem comparação.

      Quanto gannha um profissional com pós-doutorado, esse título de conhecimento intergaláctico do conhecimento em cargo de chefia numa desses fedorentas dessas federais ? 10, 20 mil ? (chute). Valor do salário anual (essa não é chute) de um diretor da Ambev: 1 Milhão e 500 mil reais, fora bônus e outros benefícios. Essa também é difìcil, não ? Já disse e repito: são manobristas querendo ganhar salários de pilotos de Fórmula 1 !

      Qualquer coisa pense e mande mais desses seus mantras cretinos, terei prazer em rebatê-los. E falou Mr. Fodão, chuta-bundas oficial do acerto de contas.

  • kkkkkk, Mr. Phodinha, ele cita exceções como regra, com certeza é um estagiário, unibratec é piada, quer dizer que um funcinário de empresa privada que é explorado é melhor do que um funcionário público?kkkkkkk essa é a piada do século, com certeza 95% dos funcionários das empresas privadas gostariam de passar em um concurso e deixar de ser mais um boi a puxar carroça.
    Phodinha deixe de ser inocente, os melhores cargos das empresas privadas são reservados aos EXECUTIVOS de verdade, e esses não ficam até tarde, tem carros, apartamentos e uma série de regalias que o RESTO como você desconhece, a boiada fica se matando e reclamando, a noite vai para um cursinho para tentar ser auditor federal, e quando não consegue fica falando mal dos funcionários públicos.
    Phodinha, a grande massa não é diretor da ambev, aliás ficam é abrindo portão, dando bom dia e carregando pasta para 6 dúzia de diretores que vem de fora. Phodinha, a realidade é esuda, maurício de nassau, facipe, foca, facho, funeso, católica, pinto júnior, unip, aeso, ieso.
    MIT, HARVARD ficam para 6 dúzia, 99% ficam nessas titicas que formam profissionais frustrados que nem conseguem uma gerência de corredor do bompreço, embora se matem de trabalhar, de babar, e finjam que é por opção, finjam que se orgulham de serem da iniciativa privada, privada combina bem com a qualidade desses empregos. E a noite essa tchurma vai se encontrar nos cursinhos da vida sr. Phodinha. Essa brabeza sua esconde na verdade um ressentimento de quem com certeza passa o dia servindo e de cabeça baixa, e vem descontar na net. Calma phodinha, tá muito nervoso, lampião na net e maria bonita no trabalho.

    • Finalmente se mostrou, né sr Phodopan ? Conheco esse seu tipinho, já que trabalhei com gente como você. Você é como uma crescente massa de brasileiros que me envergonham, e que tem um típica mentalidade de FUNCIONÁRIO PÚBLICO ! como é esta mentalidade ? Essa que você tem, onde todos almejam ir para um Nuce da vida, passar num concurso qualquer, qualquer mesmo, desde que tenha a porra da estabilidade (arrrrg !) pois a única ambição que tem nesta vida é fazer um trabalho bem mais ou menos, numa atividade burocrática e desinteressante, se achar o máximo e receber aquele contracheque pingado no fim do mês. Se perguntam a este tipo: – Por que você está neste emprego ? Você gosta/se identifica com seu emprego ? A resposta é apenas uma ESTABILIDADE. É só isso mesmo. E outra, não é se matar de trabalhar pois se a pessoa está numa coisa do seu interesse, ela o faz por prazer e não porque é obrigada. Ou advogados não analizam processos em casa ? programadores que viram noites tentando acertar o software ? entre outros exemplos. Realmente o sr. tem razão em dois pontos: funcionários de baixo nível e que “se matam de trabalhar” há em todos os lugares, em todas as empresas, mas se olhar com atenção para o perfil delas verá que eles tem o que merecem ! exemplo: você vai comprar um celular e pergunta ao vendedor as características do produto, para que possa decidir a compra. A reposta quase sempre é: sei não… Você vai num supermecado e pergunta onde é tal secão a um dos funcionários dos corredores e a resposta quase sempre é sei não… Porra ! a maioria faz um trabalho mediocre e quer crescer ! o trabalho é uma droga mais esses senhores não fazerm nada que os credenciem a algo melhor. Fazendo uma analogia, é como um jogador de futebol que hoje ganha milhões, mas começou ganhando um salário mínimo. Mas nem por isso fazia gol contra ! Esse tipinho está e vai permanecer no mesmo lugar, já que não tem ambição ou capacidade, ou os dois para buscar algo melhor, é por isso que sonham com empreguinho-merdinha de concurso, para fazerem o mesmo trabalhinho rabugento ainda pior, sabendo que não poderão ser demitidos por falta de performance. E em relação às intituições particulares o sr. tem razão no descompromisso de algumas delas, mas logo mostrou a sua face da superioridade das federais (que eu achei bem parecida com a teoria da superioridade ariana), já que o sr. considade que fora a federal o resto é lixo. Pois senhor nazista acadêmico, só lhe falo que basta acompanhar os índices oficiais do MEC, tanto IGC como ENADE (é, eu acompanho) para perceber que faculdades como Unibratec, Católica, FBV, FPS só para citar as melhores, tem cursos tão bom ou melhores do que a decrépita federal (que também acompanho). Além do mais como administrador e até para outras profissões, a faculdade contribui mas nem tanto, para o sucesso profissional. porque cá entre nós, os cursos ensinam coisas boas e interessantes, mas também um monte de blá blá blá teórico desinteressante e que quase nunca é usado na vida real, e isso todo mundo sabe. O que faz um profissional de sucesso é sua vontade de querer crescer, capacidade de inovação e criatividade, liderança, trabalho em equipe, relacionamento interpessoal, entre outros. Tudo isso não é ensinado nas faculdades, que tem a função de dar embasamento teórico, que é importante, mas não é tudo. Fora que perdedores há em todos os lugares, federal inclusive, ou é novidade pra você aqueles maconheiros na UFPE, ou os merdinhas que repetem infinitas vezes até serem jubilados ? Nas particulares, eles são aqueles que ficam jogando dominó, ou “tomando uma” no boteco em frente à faculdade. Depois reclamam que não sabem porque não deram certo na vida.

      E por último meu caro, nós dois sabemos, até pelo meu vocabulário e conhecimentos mostrados, que eu não sou um reles auxiliarzinho de escritório, certo ? Agora pode voltar para este seu empreguinho de merda e parar de choramingar.

      • Mr. Fodão, em que área, universidade e departamento o senhor colou grau de mestre e doutor?
        Assim essa conversa fica mais centrada em fatos concretos e menos em achismos
        [ ]‘s

  • MBA em finanças, Harvard Business School. E ganho mais do que esses doutores chorões (rá rá rá).

  • “…nós dois sabemos, até pelo meu vocabulário…” Nós, não, cara pálida rs!

    Pelo seu vocabulário, tive que concordar com o autor do texto: talvez faltaram-lhe bons professores. Na sua verborragia “justiceira”, terminou atingindo mais que as opiniões alheias, pois sobrou até para a língua portuguesa.

    Pelo vocabulário de alguém que grafa palavras como “ouvio”, “encherga”, eu poderia até deduzir algumas coisas a mais, todavia, cada macaco no seu galh,o generalização parece mais a sua praia que a minha.

    Ah, e já que o único argumento que lhe desperta alguma simpatia é o contracheque (ou falar inglês), tenho bem as duas coisas ;)

    E como nem tudo na vida se resume a isso, trabalho de graça – porque gosto e quero – há anos lecionando para egressos/as da escola pública que querem chegar nas federais. Talvez não cheguem em Harvard, talvez não queiram estabilidade… mas talvez gostem do que façam e acreditem nisso!

  • Até parece que eu não gosto ou não acredito no que faço ! Apenas não concordo com alguns fracassados/derrotados que fizeram escolhas erradas em questões financeiras e depois ficam reclamando. Fazem esta porcaria de doutorado mais por prestígio social do que para fins práticos.

    Quanto ao vocabulário, devo dizer que escrevo rápido, igual a um trovão, e como sou muito foda, mas não perfeito, é claro que às vezes há pequenos erros. Como as opiniões aqui escritas não tem caráter oficial, nem me dei o trabalho de usar o corretor ortográfico. O vocabulário e conhecimentos, você sabe sim que não são de um pé-de-chinelo. Ah, também gostei do neologismo da palavra “galh,o” que a dona perfeita utilizou ! É pra deixar até um Guimarães Rosa com inveja.

    E por último, “…trabalho de graça – porque gosto e quero – há anos lecionando para egressos/as da escola pública que querem chegar nas federais…”. Please, bitch… Pelo jeito como você fala, dá para perceber logo que é uma boazinha-revoltadinha-sem-causa. Se acha que todo mundo tem que trabalhar de graça, vá morar em Cuba ou na Coréia do Norte. Você faz esse tipinho, que gente famosa como o Bono Vox e o Sting fazem, e quer dar liçãozinha de moral em pessoas que vivem a vida real. Faz-me rir, Ana.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).