O analfabetismo político no Brasil

mar 6, 2009 by     37 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

analfabeto_pol_tico

Por Robson Fernando

Já dizia Bertold Brecht, em seu poema que criticou tão pesadamente aqueles que dizem ter orgulho de se alienar de conversas sobre política, que essa mesma gente é quem origina o mal social. Notamos sua razão quando olhamos para dentro do Brasil, cujo povo, em sua maioria, tem horror a falar sobre o que acontece em Brasília, exceto falar o popular “dogma” de que “político é tudo ladrão”.

Os hábitos políticos do brasileiro médio, notavelmente, restringem-se a repetir a citada “verdade” e, estritamente em épocas eleitorais, a debater quem é o menos pior candidato. É notável a quase generalizada aversão a se falar do que acontece em Brasília.

Não se fala nas mesas de bar e vizinhanças sobre a votação dos projetos de lei, sobre as manobras limpas ou sujas nas relações de poder, sobre as estratégias políticas, sobre como os parlamentares e chefes do Poder Executivo deveriam proceder em relação a estratégias políticas.

Queira o povo ou não, esse assunto é extremamente importante e ignorá-lo é um delito contra a integridade do país onde vivem, é rejeitar a democracia. Reiterando o que Brecht disse, é desse comportamento que vêm “a prostituta, o menor abandonado e (…) o político vigarista”. Deixar a política de lado, além de ser um não da pessoa à democracia, permite que os tais vigaristas ajam livremente sem a oposição do povo e impede que os políticos mais honrados e que mantêm os laços com seus eleitores – sim, eles existem, queira você ou não – tenham em mãos um maior variedade de estratégias de manobrar sua influência política e conseguir apoio a suas leis.

Por mais que a política no Brasil venha decepcionando, mais válido do que desistir de falar dela é discutir como substituir a corja que domina as casas legislativas dos municípios, dos estados e do País. É um engodo a frase popular que diz que “política não se discute”. Discute-se sim, desde que a simpatia manifestada pela pessoa a determinada corrente política exista mais por racionalidade e menos por sentimentos de fé de que tal corrente irá “revolucionar”.

Discutir a postura de determinado homem/mulher público(a) e estratégias políticas que ele(a) pode adotar não é muito distinto de debater como determinado time de futebol deve agir. Por exemplo, palpitar como Jarbas Vasconcelos deve atuar em seu mandato de senador, desde que haja conhecimento de sua pessoa política, não é tão diferente assim de pensar em que táticas e disposições de jogadores o Sport deve utilizar mais na Taça Libertadores.

Entretanto, é algo que requer um conhecimento aprofundado sobre política, com conhecimento da vida política do sujeito, observação de seu comportamento e um pouco de conhecimento de teoria política. No Brasil, infelizmente, essas características são atributos de poucos, já que a maioria dos brasileiros não gosta de ler e, como está dito aqui, é analfabeta política.

O analfabetismo político, assim como a alienação social, é extremamente nocivo ao País e compromete a sua existência como democracia. É extraordinariamente necessário educar a população para pensar em como ser pode mudar a política, estendendo a atenção aos homens/mulheres públicos(as) para muito além da época eleitoral, e não em se afastar dela.

Robson Fernando é estudante e escritor

37 Comentários + Add Comentário

  • Nada mais , nada menos que o reflexo de um sociedade ignorante, e corrupta. Óbviamente sem generalizar, a não ser com os políticos, a polícia é corrupta, o judiciário é corrupto, o executivo idem, e por aí vai…. Por que com eles, políticos, seria diferente? Já que quanto maior a facilidade, maior a roubalheira.
    A educação começa em casa, corrigir ladrão é complicado. Se pelo menos a impunidade não fosse tão grande, mas eles legislam em causa própria, e além do que nós os colocamos lá.

    • Atrasadíssimo, pois desconhecia esse blog. Mas, sobre judiciário, policiais, políticos, enfim, todos os corruptos, pergunto;- QUEM OS CORROMPE? Mão dupla! Qualquer prolongamento da sociedade será sempre a própria sociedade.
      Com meus respeitos.

  • “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem” (Mário Quintana). E quando lêem, fazem de conta que não entenderam, que não viram, não sabem de nada,… E por aí vai.

  • O poema a que se refere o articulista “O pior analfabeto é o analfabeto político” atribuido a Bertold Brecht não é de autoria do dramaturgo .. E para quem não conhece a vida pregressa de Bertold Brecht, lá vai uma pequena dose:

    “Brecht, que passou pelo expressionismo, não ancorou o seu barco em nenhum dos portos das escolas literárias. Apesar de ligado ao Partido Comunista, não se subordinou ao realismo socialista. Ao contrário, opôs-se a ele com ardente tenacidade. Daí a repulsa das autoridades soviéticas pelas suas peças teatrais que foram proibidas de serem representadas na Rússia de Stalin.

    Muito embora Brecht não se tivesse pronunciado abertamente contra os processos de Moscou, em virtude da pressão que sofreu, no ocidente, sob o pretexto de que o combate a Stalin significava o fortalecimento de Hitler e do nazismo, foi com profundo horror que ele acompanhou os trágicos acontecimentos que levaram os principais dirigentes da revolução russa, companheiros de Lênin, a confessar, antes serem fuzilados, uma série de crimes hediondos que jamais cometeram.

    Foram estas falsas confissões, segundo Isaac Deutscher, que levaram Brecht a escrever Galileu Galilei, talvez a mais importante de suas obras dramáticas. Há muito de Kamenev, de Zinoviev e de Bukharin no genial astrônomo que, vítima da Inquisição, atirado no cárcere, diante dos instrumentos de tortura, se viu na contingência de renegar as próprias idéias.

    A incompatibilidade de Brecht com o regime stalinista era tão aguda que, ao exilar-se da Alemanha de Hitler, preferiu asilar-se nos Estados Unidos, onde se sentiu mais seguro”.

    • ACHEI SEU ESCLARECIMENTO MUITO ENRIQUECEDOR.
      FOI DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA MIM.
      OBRIGADA
      VANDA

    • Desculpe-me minha querida , mas o poema “O analfabeto político” é sim de Bertold Brecht , então proponho que a senhora que se informe mais .
      BJS :**

    • Muito bom o seu texto, más fugiu completamente o tema tratado neste artigo, que é o alnalfabetismo político no Brasil. A origem do poema ou de Bertold Brecht é o de menos, temos é que ficar mais atentos em quem votamos, analizar seus princípios, ideologias, práticas, o grupo a qual ele pertence, quem o financia, etc. E acompanhar também durante o mandato, não só nas épocas de campanhas eleitorais.

  • Concordo com você Francisco Barreto, a corrupção dos nossos políticos e a costumeira alienação dos eleitores é mera consequencia de uma sociedade completamente desestruturada e corrupta. Ou melhor, uma sociedade estruturada em sempre “dar um jeitinho” ou obter alguma vantagem em detrimento dos outros, por menor que ela seja. Isso em qualquer círculo ou grupo social, ricos, pobres letrados, analfabetos, elites, minorias… Quem puder, tirará alguma vantagem. Esse é nosso país. Salvo pouquíssmas exceções.

  • Muito bom o artigo de Robson Fernando é estudante e escritor, mas a propósito, não posso me furtar de uma frase antológica.

    “O político é aquele que divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”. (Friedrich Nietzsche)

  • Sou um analfabeto político,
    Vejo todas as atrocidades que fazem
    com meu dinheiro, os ministros de então,
    não sei ler, e nem preciso,
    já que, quanto maior a instrução,
    maior o ladrão.

    Pessoalmente, gosto de ser um analfabeto político, e de estar, sempre que possível, fora de qualquer tormento dessa natureza. A política não deveria existir… e isso, também vale para os homens.

  • Lùcia, então a atribuição do poema “O analfabeto político” a Brecht é um erro igual aos falsos dizeres de Diderot (último rei enforcado nas tripas do último padre) e Voltaire (“não concordo com o que você diz mas defendo até a morte o direiro de dizê-lo”). Frequentemente a gente é pego por falsas atribuições desse tipo.

    É tarde pra mudar o artigo, caso realmente não tenha sido ele, mas quem seria o autor verdadeiro d’O analfabeto político?

  • Caro Robson Fernando,

    Corretíssimo!. Como também é correta a frase atribuída a frase ”não concordo com o que você diz mas defendo até a morte o direiro de dizê-lo” (Voltaire).

    Quanto a citação “O pior analfabeto é o analfabeto político”, atribuída a Brecht, também fui pega de surpresa… Mas o poema, seja quem for o autor, quem sabe um “senhor Anônimo” é válida, excelente, contemporânea e, pela aceitação, até poderia ser considerada de domínio público.

    Quanto a você, Robson Fernando, fez muito bem em evidenciá-la em seu artigo, que por sinal concordo “quase” que na íntegra.

    E viva Voltaire!!!
    Viva a democracia!!!
    Viva a liberdade de expressão!!!!

    Caso contrário não estaríamos aqui , hoje, no blog Acerto de Contas, trocando “essa idéia”.

  • Caro Robson Fernando,

    Corretíssimo!. Como também é correta a frase: ”não concordo com o que você diz mas defendo até a morte o direiro de dizê-lo” (Voltaire).

    Quanto a citação “O pior analfabeto é o analfabeto político”, atribuída a Brecht, também fui pega de surpresa… Mas o poema, seja quem for o autor, quem sabe um “senhor Anônimo” é válida, excelente, contemporânea e, pela aceitação, até poderia ser considerada de domínio público.

    Quanto a você, Robson Fernando, fez muito bem em evidenciá-la em seu artigo, que por sinal concordo “quase” que na íntegra.

    E viva Voltaire!!!
    Viva a democracia!!!
    Viva a liberdade de expressão!!!!

    Caso contrário não estaríamos aqui , hoje, no blog Acerto de Contas, trocando “essa idéia”.

    • concordo com o robson fernando,pq oq ele dize a respeito sobre o analfabeto e tudo oq esta acondecendo no mundo d hoje

  • O pior instrumento para propagação do “ANALFABETISMO POLÍTICO” no Brasil é, sem sombra de dúvida, essa transferência de renda de Lula (mais conhecida como BOLSA TUDO).

    O sujeito receber verba pública (da contribuição de todos os cidadãos de bem) para não trabalhar e muito menos recolher impostos como todos os cidadãos de bem são obrigados a declarar e pagar…

    É Bolsa Família, Bolsa Rural, Bolsa Pesca, Bolsa Grávida, Bolsa Maconha, Bolsa Mãe de Maconheiro, Bolsa-Cachaça, Bolsa-Crac, Bolsa-Escola, Bolsa Curso Técnico, Bolsa Computação, Bolsa UNE, Bolsa Universidade sem Mérito (repassada para empresários de escolas privadas), Bolsa MST (mais de 50 milhões repassados pelo Governo Lula a bandoleiros, invasores, assassinos), e vem mais aí: Bolsa presidiário, bolsa família de presidiários, e por aí vai…

    Tudo isso, toda essa aberração, promovida por esse “falso-operário-de-garanhuns” para estímulo da vagabundagem, do brasileiro norte/nordeste analfabeto e aqueles oportunistas , mas que na ponta (ver pesquisas onde o governo injeta o BOLSA) reverte em voto a Lula/PT!

    Ou vocês acham que Lula – o governo mais corrupto da história – está com essa popularidade em alta, como?????

    • MUITO IDIOTA ESSA SUA FALA DANIEL…

      • Daniel, você deveter muitos motivisos particulares para falar do Lula, correto? Deve ser uma daquelas belas aves mult colors de bicos longos, simbolo de uma partido político e, por isso, são propenso a falar demais, ou quem sabe um daqueles anjos do mal que, com seu dardo de três pontas e dois chifres na cabeça, inflama o coração daqueles que trabalham para o bem estar de todos. Seja o que for, terá que suportar mais quatro anos da Dilma, somar aos oito anos do Lula e colecionar no seu livrinho de INVEJA e DOR de COTOVELO.
        Seu texto é absolutamente incoerente. Leia mais, informe-se mais.

    • garoto vc nao sabe o que fala!!!estuda mais…obrigado

    • Daniel, voce é digno de pena!Estou bestificada com seu festival de besteiras.

    • ”ESSAS BOLSAS” SAO AJUDAS PARA CIDADOES ONDE NAO TEM CONDIÇOES FINANCEIRAS,ISSO NAO RESSULTA EM NADA NA QUESTAO DO ”ANALFABETISMO POLITICO”. A FALTA DE INFORMAÇAO E CONHECIMENTO DAS PESSOAS E QUE GRA O ANALFABETISMO POLITICO.

      • Querida Daniela, pior do que analfabetismo politico é o analfabetismo da leitura e principalmente da escrita, pois cidadão no plural se escreve CIDADÃOS e não cidadões.

  • Ah!! A propósito de um comentário do leitor Francisco Filho, não lembro se neste, ou em post anterior, acerca do *¨%$#@ Antonio Lyra Filho:

    Por mais brilhante, coerente, educado, inteligente, que seja o comentário de Francisco Filho, não vale a pena gastar pulsos (net) para falar dessa figura (Lyra Filho) *%$#@#, *%$#@##, *#$%Dilma, e et caterva…

    Deve ser um aposentado sem ter o que fazer, que perambula como alma penada pelos blog, pior… Para tentar com seu discurso fácil, manjado, copiado, defender o indefensável.

    IGNORE ESSA FIGURA, AMIGO FRANCISCO FILHO! ASSIM COMO OS DEMAIS LEITORES, EM TODOS OS BLOGS QUE ELE APRECE, O IGNORAM.

    Nota: comentário editado por conter termos ofensivos.

  • Ei Daniel,

    Por acaso teu sobrenome é Dantas?

    Se não, parece muito, porque você é papagaio do PSDB e dos DEMos também…
    Por que você se incomodou tanto com outro leitor do blog?
    Vá ler sua (IN)Veja e limpar umas latrinas na detenção da PF em Brasília, meu filho dos outros, vá…

  • Muito obrigado, Lúcia.

    Entretanto, a frase “de Voltaire” também não é dele.

    Do Wikiquote:

    Though these words are regularly attributed to Voltaire, they were first used by Evelyn Beatrice Hall, writing under the pseudonym of Stephen G Tallentyre in The Friends of Voltaire (1906), as a summation of Voltaire’s beliefs on freedom of thought and expression.

    Another possible source for the quote was proposed by Norbert Guterman, editor of “A Book of French Quotations,” who noted a letter to M. le Riche (February 6, 1770) in which Voltaire is quoted as saying: “Monsieur l’abbé, I detest what you write, but I would give my life to make it possible for you to continue to write” (“Monsieur l’abbé, je déteste ce que vous écrivez, mais je donnerai ma vie pour que vous puissiez continuer à écrire”). This remark, however, does not appear in the letter.

    Abração

  • Fico indignado quando esculto alguém falar que odeia política. Sempre respondo, “O futuro dos que odeiam política é ser dominado por aqueles que gostam de política”.
    O reflexo de uma sociedade que em sua grande maioria é analfabeta politicamente é uma sociedade ignorante e corrupta.
    A corrupção é o resultado de má educação que recebemos, que começa dentro de casa e depois a escola tem a tarefa de instruir.
    A corrupção não é nata ao homem e sim a sociedade. Dentro de casa os pais muitas vezes não estão preparados para educar seus filhos porque já são resultado de uma educação ruim. Vira um círculo.
    Daí sim temos nada mais , nada menos que a formação de uma sociedade ignorante, e corrupta.

  • Fiz meu TCC sob o título: CONHECIMENTO DA FUNÇÃO ADMINISTRATIVA DO ESTADO BRASILEIRO POR ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO, e o resultado não foi diferente do já esperado, “trágico”, a falta de conhecimento elementar do Estado Democrático de Direito Brasileiro, a Carta Magna(Constituição) e por aí, quando questionados sobre os três Poderes, os mesmos são incapazes de distinguir um do outro nos âmbitos municipal, estadual e federal.
    Estou elaborando um projeto de Lei para inclusão na grade curricular do ensino fundamental e médio a disciplina de CIDADANIA que abordará o tema Direito Constitucional para assegurar aquilo que o fundamento do Estado esta expresso na CF, a CIDADANIA, e no Art. 205 a Educação, visa promover o desenvolvimento da pessoa para seu pleno exercício de cidadania, embasado nisso e experiência como funcionário do Legislativo e Executivo municipal de Embu, estamos elaborando isto no curso de MBA em Adm. Pública, Parabéns Robson Fernando é estudante e escritor, espero poder manter contato contigo, me coloco a disposição! e enfrentar essa “ignorância” que fere o conceito de democracia do Estado brasileiro.

    • Na reforma do ensino em 1973 havia uma matéria chamada OSPB – Organização Social e Política Brasileira e na universidade EPB – Estudo dos Problemas Brasileiros, cujos próprios nomes evidenciam o contexto.

  • anexo material publicado! sobre o assunto em epígrafe.

  • Reginaldo preciso do seu contato estou fazendo um TCC com o tema cidadania. Obrigada

  • http://www.greenpeace.org/brasil/pt/
    AJUDEM NO QUE O PRESIDENTE NÃO ESTA AJUDANDO :O

  • A culpa de existir o Analfabeto Político, é minha, é sua, são dos seus pais, de seus amigos, enfim, este fardo é nosso. Quando as pessoas de bem se afastam da política, tem aversão a discutir o assunto, não saem candidatos (por medo… e com certeza irão….perder para o presidente do bairro, com um dente na boca, ou para o “empresário” geralmente os bandidos, que precisam de um fórum privilegiado..eles “irão”fazer nossas leis), quando não saímos para protestar contra dinheiro nas cuecas, com a falta de tudo, aceitamos, tal como gado, somos hipócritas, eu também sou, mas ainda me indigno, na próxima eleição irei me candidatar a vereador, já que me julgo melhor que boa parte dos que lá estão, sou honesto, tenho educação, penso em fazer boas leis, penso assim como Cristovão Buarque que lugar de filho de funcionário público, político, ou qualquer servidor público, é na escola pública, talvez assim ela melhore, (mas tudo o que penso nem deveria contar, deveria ser obrigação, a política é o lugar dos melhores, em algumas décadas, se começarmos a fazer nossa parte, quem sabe isto poderá ser verdade). Se algum dia inspirarmos alguém a fazer melhor, já terá valido a pena

  • Achei de grande importancia, sua analogia. Entretanto é lamentável ver que, a população está cada vez mais devagar no que refere-se ao contexto!
    Sucesso!

  • Robson – seu artigo é oportuno e pertinente. Brecht pronunciou palavras de uma verdade fundamental. O que vemos no Brasil hoje é uma nomenklatura que se apoderou do Estado para fins não revelados, mas que se prenunciam no aparelhamento do Estado. Não se faz isso sem objetivos escusos. O mensalão foi o ínicio, logo no início. Com a denuncia e a complacência da sociedade em não ir às últimas consequências chamando à responsabilidade o presidente, a raiz permaneceu e está revigorada, sabe Deus que frutos dará. O compadrio dos poderes públicos nas benesses e na corrupção, no “do ut des”, no dando se recebe, na demagogia, na mentira descarada, no aparelhamento de órgãos como a Receita Federal, a não reação da sociedade tomada pela anomia reinante são circunstâncias preocupantes. É aí onde entra Brecht . Enquanto formos um país de analfabetos políticos a politicagem safada continuará pintando e bordando. E analfabetos políticos não são somente os bolsas-familia, são também os previlegiados pela sorte que não se importam com os destinos de sua pátria na mão de aloprados e políticos corruptos e cretinos.

  • PS: CORREÇÃO AO TEXTO ANTERIOR
    Daniel, você deve ter muitos motivos particulares para falar do Lula, correto? Deve ser uma daquelas belas aves mult colors de bicos longos, simbolo de um partido político e, por isso, propensos a falarem demais, ou quem sabe um daqueles anjos do mal que, com seu dardo de três pontas e dois chifres na cabeça (DEM/ônio), inflama o coração daqueles que trabalham para o bem estar de todos. Seja o que for, terá que suportar mais quatro anos da Dilma, somar aos oito anos do Lula e colecionar no seu livrinho de INVEJA e DOR de COTOVELO.
    Seu texto é absolutamente incoerente. Leia mais, informe-se mais.

  • Esse analfabeto é besta

  • Aff, que porra é essa desse texto entendi foi nada mals ae…

  • verdade….. nao podemos prometer.e sim pro

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).