O Mimimi da Classe Motorizada

fev 5, 2013 by     152 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

leo1
O problema é cada motorista sempre pensa que o
inferno são os outros, mas ele é o outro dos outros

Depois de algumas semanas de calmaria, com a volta às aulas o trânsito piorou bastante.

Para reflexão, trago um texto escrito pelo professor Leonardo Cisneiros, em setembro do ano passado, mas continua atualíssimo.

Por Leonardo Cisneiros
para o Acerto de Contas

Este texto dá continuidade a uma série de textos sobre mobilidade na semana do Dia Mundial Sem Carro, que ontem publicou o texto de Érico Andrade. O que pretendo nele é mostrar que o problema da mobilidade do carro, o congestionamento, não tem solução. O congestionamento é o resultado inevitável de diversas escolhas da nossa sociedade e o único mecanismo existente para reprimir o uso do carro e o preço a pagar por não querer ir a pé ou de bicicleta. Se a sociedade não quiser fazer um pacto para reprimir diretamente o uso do carro via pedágio urbano, resta livrar o transporte coletivo do problema e deixar que os carros se engarrafem uns aos outros.

Não existe almoço grátis. Essa é uma das máximas mais conhecidas da economia e expressa a idéia geral da economia de que nossas escolhas sempre envolvem trade-offs, isto é, abrir mão de algo para conseguir outra coisa que nos interessa mais. É disso que me lembro toda vez que se tenta debater restrições ao uso do automóvel ou se critica a abertura de mais espaço para os carros. Sempre aparece, mesmo dentre pessoas esclarecidas e bem-intencionadas, uma avalanche de desculpas e racionalizações para defender a manutenção do modelo vigente de mobilidade. Aqui em Recife a nova onda de desculpas apareceu depois das obras do binário das avenidas do bairro do Parnamirim, que fez piorar drasticamente o tráfego na área. Uma novidade dessas obras foi a implementação de ciclofaixas e foram justamente elas que serviram em grande parte de bode expiatório dos críticos defensores da mobilidade de carro. O nível das reclamações foi ladeira abaixo e chegamos a esse grande retrato da sociedade pernambucana quando o locutor de uma manifestação com alguns gatos pingados com pedigree disse que “quem anda de bicicleta está nos morros

Não quero discutir especificamente o binário mas o quanto ele simboliza do erro das políticas de mobilidade e também o quanto as reclamações revelam de um desejo de certa parcela influente da sociedade de usufruir de um “almoço grátis”: manter todas as vantagens e os privilégios do transporte individual motorizado sem arcar com os custos dessa escolha, nem mesmo o mais incontornável e explícito deles, o engarrafamento. Essa afirmação já é, de certa forma, um senso comum, mas minha preocupação nesse texto, até por uma mania de professor de filosofia, é demonstrar a tese de que, dadas as escolhas de mobilidade da sociedade brasileira, o engarrafamento não tem solução. E o peso dessa afirmação é quase o do fatalismo de uma consequência matemática: a luta do transporte individual por espaço no trânsito tem a forma de um modelo da teoria dos jogos chamado Tragédia dos Bens Comuns, que apresento a seguir de maneira bastante informal.

Imaginem a seguinte situação, muito comum em festas de fim de ano da firma ou em festas de aniversário mal planejadas em um bar. Várias pessoas bebem, comem, pedindo diretamente ao garçom, e no final a conta é dividida por igual para todos os presentes sem discriminar o que cada um pediu. Algo muito comum de acontecer é um esperto pedir bebidas ou comidas mais caras e acabar distribuindo o custo do seu pedido pelos demais. Ele toma seu whisky sozinho, mas todos que beberam cerveja acabam pagando seu whisky. Esse quadro pode piorar um pouco quando uma segunda pessoa percebe a tática do primeiro esperto e raciocina: “ora, se eu vou acabar pagando pelo whisky dele, então vou pedir um também e deixar o problema para os outros”. E assim por diante, até o ponto em que a vantagem inicial se dissipa: todos pedem whisky e acabam em conjunto pagando mais caro do que se todos tivessem pedido cerveja.

O emprego do automóvel como meio de transporte tem um custo individual (prestação, seguro, IPVA, gasolina, manutenção..), mas também um custo que é distribuído pela sociedade: a poluição do ar, a poluição sonora do motor e das buzinas, o aumento do número de acidentes graves e, o mais importante para a preocupação específica com mobilidade, cada carro a mais na rua tira espaço de via dos demais carros, isto é, cada carro tem um custo social na forma de um pequeno impacto negativo na velocidade dos demais ocupantes das vias. Esse custo social de cada carro tomado isoladamente é pequeno no contexto geral e menor ainda em relação à parte que cabe ao usuário daquele carro. Quer dizer, cada carro a mais acrescenta um pouco de poluição à poluição existente e esse acréscimo é compartilhado para todos os seres que respiram na cidade, mas essa poluição adicional não vai fazer diferença para o motorista daquele carro. Da mesma forma, o impacto que um único carro a mais tem sobre a fluidez do trânsito é praticamente desprezível. Só um carro a mais não criará um engarrafamento, pode pensar o motorista. Em contrapartida, a vantagem de usar um carro, dadas certas preferências de mobilidade como velocidade, flexibilidade de horários e percursos etc., é muito significativa e totalmente individual. Há assim uma assimetria entre custo e benefícios similar ao caso do whisky: minha contribuição para a poluição/engarrafamento/gasto governamental com acidentes é muito baixa, mas meu benefício de usar o carro é alto. As consequências serão as mesmas.

Da mesma forma que para o espertinho da festa mal planejada, o melhor cenário é o que só ele toma whisky e os demais tomam cerveja, se o seu interesse é chegar mais rápido e com mais conforto, o melhor cenário é aquele em que você opta pelo carro e todos os outros optam pelo ônibus, dando espaço para você. Mas, como na festa, todos têm o direito de pensar da mesma forma e tentar explorar essa vantagem.

De fato, todo mundo que está engarrafando o seu caminho tinha uma desculpa para usar o carro ao invés de outro modal tanto quanto você tem: não quer suar, tem que fazer um roteiro complicado, não pode desfazer o penteado, não consegue andar de salto alto nas calçadas de Recife etc. Como o efeito isolado de um carro sobre o trânsito é pequeno, o motorista pode pensar que a aposta é sempre válida. Quando o trânsito está mais sobrecarregado esse efeito aumenta: abdicar do carro em um trânsito já dominado por carros é se sujeitar a mais atrasos, no caso da opção pelo transporte coletivo, ou a mais riscos, no caso da adoção da bicicleta ou da moto. O cálculo individual, colocado nesses termos, só tem uma conclusão: use o carro. Essa é a lógica de quem diz que reconhece os problemas do transporte privado, mas se vê “obrigado” a usar carro. Como todo mundo pensa da mesma forma, o pequeno efeito da decisão de cada um é somado. No caso do bar, a tentativa de todo mundo se dar bem às custas dos outros resultava em uma conta mais cara do que se todo mundo tivesse cooperado. No caso do trânsito, o recurso que é consumido é espaço na rua e este é um recurso finito. Todo mundo pensando assim, o recurso é esgotado, forma-se o congestionamento e todo mundo acaba pior do que se tivesse deixado o carro em casa.

E o pior é que, ao contrário do que dizem os que pregam a solução via campanhas de “conscientização”, não bastam decisões individuais de abandonar o deslocamento por carro, pelo menos não dentro do mesmo conjunto de interesses que levam alguém a optar pelo carro inicialmente e nas condições em que as alternativas se encontram na cidade. Uma primeira razão, é que quem opta sozinho pelo transporte coletivo, do jeito como ele funciona em Recife, sem segregação, quando todos usam o carro, está numa situação similar a quem, no exemplo do bar, tenta sozinho baixar a conta pedindo cerveja, mas acaba pagando pelo whisky dos outros. Ele está no pior cenário: no transporte mais desconfortável e mais lento atrapalhado justamente por aqueles que estão engarrafados, mas, pelo menos, estão no conforto do carro. Tendo opção, ele dificilmente a fará pelo ônibus.

Mas tem um problema maior. Isso porque, como já dito, o inferno do motorista são os outros motoristas: cada um que opta pelo carro estaria melhor se os outros não optassem pelo carro e deixassem a via livre para ele. O resultado disso é que, ao contrário da situação atual, em que é um inferno sair de carro nas ruas congestionadas e só isso serve para inibir o uso do carro, num cenário em que as pessoas de forma voluntária e maciça deixassem seu carro em casa, os engarrafamentos diminuiriam e voltaria a ser atraente sair de carro! A previsão, então, é que as pessoas explorariam essa vantagem e ela desapareceria de novo. Pela mesmíssima razão, cada vez que se abre mais vias ou que se tenta aumentar a velocidade dos automóveis, como no caso do binário Arraial-Encanamento, diminui-se temporariamente o único fator de inibição do uso do carro, as pessoas passam a perceber que não está mais tão ruim sair com ele, voltam a usá-lo e o engarrafamento é restaurado.

Ampliar vias é só ampliar engarrafamentos:
o tráfego de automóvel se expande até consumir todo espaço disponível

Isso mostra que o único estado de equilíbrio de um sistema de transporte individual de agentes egoístas, o único ponto em que a oferta e a demanda de espaço na via de rodagem se equilibram, é o congestionamento. E no modelo de hoje, sem regulamentação, com acesso livre e gratuito às vias, é ele a única força inibidora do uso de carro, o ponto em que, por exemplo, pela variável velocidade, ir a pé ou de bicicleta passa a ser mais vantajoso. Por isso, o congestionamento não é exatamente um problema, mas a única solução que a nossa sociedade encontrou para o verdadeiro problema, o excesso de demanda de espaço em via, ou, em outras palavras, o excesso de carro. Como diz Anthony Downs, autor de Still Stuck in Traffic:

“…o congestionamento é o mecanismo de equilíbrio que permite aos americanos perseguirem certos objetivos que desejam fortemente – objetivos que vão além de deslocamento rápido nos horários de pico. Esses objetivos incluem ter uma ampla escolha de lugares para trabalhar e morar, trabalhar durante horários similares para que possam interagir eficientemente, morar em assentamentos de baixa densidade, morar em bairros espacialmente separados de onde moram famílias com menor renda, realizar pequenas viagens individualmente e usar veículos privados para deslocamento porque tais veículos parecem superior ao transporte público sob muitas condições

Além desse modelo do problema do engarrafamento, apresentado aqui de maneira informal, há vários outros resultados formais ou empíricos que mostram que aumentar o fluxo dos veículos automotores individuais não resolve o problema do congestionamento e pode até, em alguns casos piorá-lo. (ver Paradoxo de Braess, paradoxo de Downs-Thomson, tripla convergência, demanda induzida) Por isso, em primeiro lugar, tentar resolver o problema do trânsito oferecendo abrindo mais vias, abrindo viadutos, criando binários, isto é, tentando ampliar a oferta de espaço para o carro ou o fluxo nos espaços já disponíveis, é enxugar gelo e manter privilégios com dinheiro público. Mas, pior do que isso, ao aumentar o espaço e o fluxo dos carros, essas medidas criam locais cada vez mais agressivos ao pedestre, cada vez mais áridos, e induzem, com isso, um círculo vicioso a favor do deslocamento motorizado: se passa a ser perigoso e desagradável andar até a padaria, alguém pode acabar pegando o carro para ir comprar pão e, já que foi de carro, pode preferir o hipermercado à padaria local. O resultado é a degradação da vitalidade do bairro, a morte do pequeno comércio local e a indução de um isolamento de usos, com uma cidade segregada entre condomínios fechados de um lado e shopping centers de outro, ligados por carro em vias de alta velocidade. Na verdade, esse foi o erro primordial do binário Arraial-Encanamento e não tirar um metro de espaço do carro para dar à estreita ciclofaixa ou um ou outro ajuste nas demais ruas. Foi o erro de ampliar o fluxo de veículos no interior do bairro, estimulando a lógica de deslocamento por automóvel em detrimento do deslocamento a pé. A ciclofaixa entraria aí como uma tentativa de mitigar o estrago, reservando um espaço para a bicicleta em um trânsito acelerado que não dá mais para ser compartilhado com segurança. Porém, como vimos, ela acabou sendo tomada como o bode expiatório que diziam respeito a outros problemas no planejamento do binário.

Por tudo isso, a reclamação daqueles que formam o que chamaram de Movimento da Mobilidade da Hilux é uma tentativa de ter um almoço grátis, uma tentativa de comer o bolo e guardá-lo para mais tarde. Se cada dono de carro tem igualmente o direito de evocar o nojo ao seu próprio suor ou a incompatibilidade entre o seu salto alto e as calçadas do Recife (como se não pudesse trocar de sapato no trabalho) para justificar sua escolha de transporte, então não pode reclamar que vários façam a mesma escolha e acabem todos juntos no engarrafamento. A alternativa de ir a pé ou de bicicleta existe e o engarrafamento é o preço justo que se paga pela escolha de, por exemplo, não suar.


Se os argumentos do texto não forem convincentes,
basta apelar para a Lei de Godwin

Não há solução prática ao problema do engarrafamento em si mesmo, a não ser que toda a assimetria entre demanda e oferta de via pública desenhada nos exemplos acima seja equilibrada fazendo com que cada um arque com o custo social da sua escolha. Quer dizer, no exemplo do bar, não haveria tentativa de ser esperto se cada um pagasse sua conta sozinho. Então, analogamente, no caso do trânsito, não haveria escassez de espaço na rua se cada um pagasse realmente pelo uso que faz desse espaço e pelo impacto que essa sua escolha tem na mobilidade dos demais. Este é o argumento a favor do pedágio urbano. Porém essa proposta é, em geral, descartada antes mesmo de uma discussão mais séria com a sociedade, em parte por vários equívocos sobre sua natureza, como a impressão de que é mais injusto socialmente. Pretendo voltar mais detalhadamente a esse debate posteriormente. Mas o ponto que deve ficar é que, sem uma estratégia para inibir diretamente a demanda por espaço na via, como o pedágio urbano ou, de maneira bem mais ineficiente, rodízio de automóveis ou restrições de estacionamento, não há solução para o problema do congestionamento do transporte individual em si mesmo. Tudo o que se pode fazer é livrar as alternativas modais do problema criado pelo usuário do carro, com ciclovias ou ciclofaixas e faixas exclusivas para ônibus, vans escolares, táxis ocupados e veículos de emergência. E aqueles que preferem o conforto da Hilux, que o usufrua por mais tempo no engarrafamento.

152 Comentários + Add Comentário

  • O sr. anda de ônibus regularmente?

    • Eu uso o que tem de mais prático.
      Atualmente a maioria das minhas saídas é a pé. Depois de bike, depois de carro, depois de táxi, e às vezes de busão.
      Depende do destino.

      • eu adoro andar de ônibus, gosto de tirar um cochilo antes do trabalho. o ruim é suportar alguns passageiros como hj o cara com seus 30 anos achando que tinha 15 e que todo mundo tem que ser obrigado a ver a cueca manchada de água sanitária dele só pra usar a calça arriada

        • E o que ele deveria vestir, colega?

        • Terno Armani de 100 mil reais, Rolex de ouro no braço e dirigir uma Ferrari.

          Se não for assim, merece ser amarrado em praça pública e açoitado pra dar o exemplo.

        • Hahaha. Elderson, que gosto estranho!
          Eu só uso ônibus, mas é pela falta do carro. Mesmo com todos os argumentos a favor do uso de ônibus (e eu concordo com todos eles), sejamos realistas: ônibus é uma merda (com o perdão da palavra). O transporte é degradado pelos próprios usuários (já vi um grupinho de 5 “adolescentes” dando ponta pés na entrada de ar pra surfar em cima do ônibus), existem lugares em que a falta de educação já é inerente às pessoas (como o terminal de integração da macaxeira, aquilo é ridículo), às vezes demora muito, é quente, e tem esses malditos celulares e caixas de som chineses que todo bregueiro tem.
          Nem sempre eu consigo ir sentado, e a solução que eu achei pra não estressar é esperar chegar um ônibus em condições humanas de uso (e geralmente eu acabo atrasado pras coisas).
          Também adoro dormir em ônibus (e é bom pra ler também), mas se tivesse um carro, pensaria duas vezes.
          Como o preço dos carros é absurdo também (aí já não é um problema de Recife, e sim de Brasil), me recusaria a comprar um. Minha solução (objetivo) é sair de Recife. A densidade populacional daqui tá pior que na China, isso não pode ser saudável. Certo dia no infame terminal de integração da macaxeira, um cara quase me engoliu porque eu pedi pra não empurrar na fila. Depois dessa eu não me meto nesses apertos, quem quiser, que vá.

        • Sábias palavras Cacaroto!

        • O que o Elderson quis falar é da moda da calça arriada sem cinto mostrando o elastico com o nome da cueca falsificada comprada na Dantas Barreto (Bad Boy, Mormai, etc …) isso quando não aparece o cofrinho cheio de pentenho.

        • piores estão as mulheres que tem que aguentar sempre algum idiota querendo se esfregar. e tem que ficar mudando de lugar no ônibus por causa disso.

        • Diz que linha é essa…

      • Já andei de ônibus por muito tempo, para nunca mais (sei muito bem como funciona aqui) e bike apenas para quem vai se locomover por local perto. Imagine ir de bike de Casa Forte para Boa Viagem, fora as pontes e viadutos.

        Se o governo investir em metrô, eu deixo o carro.
        Não senti a falta de carro, quando morei em Toronto e Vancouver, ou quando fiz viagens a passeio para cidades que tinham bom sistema de metrô.

        Claro que metrô é caro, a construção. Tem que ser pensado a longo prazo, mas o problema está aí. Os políticos querem obras a curto prazo, para mostrarem durante as eleições.

        • Se for tirar as faixas de carros, para darem vez as bikes, tem que cobrar IPVA para os ciclistas também.

        • Argumento inválido, Thiago. O motorista deve ter mais direitos que o ciclista porque paga UM tributo a mais que ele?

          Sabia que a arrecadação do IPVA não tem vinculação com a construção e manutenção de vias urbanas? Que ele acaba indo para um “bolo” junto com outros tributos, para depois o governo repartir e aplicar em diferentes segmentos?

          Então só vou deixar você passear com seu cachorro na minha calçada se você pagar meu IPTU. E aí?

        • Esse argumento do Tiago é o mais idiota de todos os argumentos teocráticos.

          Usar um IMPOSTO (que não tem destinação fixa),
          sobre veículos AUTOMOTORES (bicicleta não tem motor)
          é uma sandice sem tamanho.

          Além do quê, vamos aplicar a mesma alíquota das motos (2%) sobre o valor da bicicleta. Como a maioria anda em bike de R$ 300 para baixo, o cara ia pagar R$ 6,00 por ano ou MENOS. Creio que todos pagariam e EXIGIRIAM espaço semalhante, faixas separadas em todas as avenidas e ruas.

          Defender o pagamento de IPVA como concedente do direito a espaço na via é o suicídio carrocrata!

  • Ahahahahahahahaha! Vocês defendendo a bicicleta em contraponto ao “Pedágio Urbano”… Sério mesmo, o pedágio urbano vai se tornar realidade tão logo os malandros notarem nisso uma boa oportunidade de tirarem vantagem financeira sem grande esforço.

    Quem tem carro muitas vezes já paga uma fortuna com a parada de estacionamento nas regiões “centrais”. Tirar mais um a custa dos tolões não custa muito.

    • estaciona ali quem quer

    • Os ciclisra desta cidade não tem vergonha na cara. Não podiam ter aceitado aquela ciclobosta da estrada do encanamento – que leva nada a canto nenhum, não tem sinalização para quem vem e quem vai, é cheia de interrupções de esquinas e entradas de veículos e constantemente é usada por carrinhos de supermercados, carroceiros, carrinhos de bebês… de tão pouca que é usada! Enquanto isto Dra. Pompéia enche a cara, sorrindo dos otários da encanamento e adjacências…

      • Estas cicloFAIXAS são muito utilizadas e não parece incomodar a nenhum ciclista compartilhá-la com carrinhos de bebê, pedestres ou carrinhos de supermercado. Muita gente usa mesmo, só não dá pra querer ver congestionamento ali, pois bicicleta NÃO congestiiona, flui.

        O que incomoda é a carrocracia que teima em estacionar e parar sobre ela, as motos que trafegam em alta velocidad sobre a ciclofaixa.

        Não ligar (supostamente) “nada” a “lugar nenhum” é fácil de resolver: FAÇAM NOVAS CICLOÁREAS. Por exemplo, tirem uma das DUAS faixas de estacionamento da Rua do Futuro e implantem uma lá até o Derby!

        Há problemas naquela obra, mas não esses que você falou.

  • texto perfeito!!!!! incluiria tb a mania do motorista achar que tá dirigindo um trem que não pode desviar meio milimetro do roteiro, vejo isso todo dia na caxangá! existe inúmeras opções de ruas para cruzar a avenida, mas todo mundo insiste na linha reta…. cansa. não nego que as vezes gostaria de ter um carro, como agora que só tenho sessão às 21h de um filme que estou louco pra ver, mas fica impossível ir de ônibus beirando a meia noite, né? carro só deveria ser usado pra passeio nos fds…..

  • Quatro perguntas:

    O autor do texto anda de ônibus?

    O autor do texto mora perto de onde trabalha?

    O autor do texto tem horário flexível de trabalho?

    O autor do texto pode trabalhar em casa?

    A idéia é boa… Mas pq intelectual gosta tanto de miséria?

    • só quem não está nessa lista pode criticar o uso do carro? pois bem, eu ando de ônibus todo dia, moro longe do emprego, não tenho horário flexível nem trabalho em casa. to autorizado a reclamar do engarrafemento agora?

    • “Intelectual gosta de miséria”… um fã da Veja, amigos!

    • Isso é que é argumento, né?! Vamos discutir sobre o autor e não sobre as ideias que estão no texto!

      Falácias, cap. 1, pag. 1: ad hominem.

      • Dr,

        Fazer apologia do não uso do carro, não necessitando dele (se é que o autor não necessita, por isso perguntei) não tem nada de ad hominem, e sim pimenta no fiofó dos outros é refresco.

        E sou fã de Joaozinho 30! O maior sociólogo que esse mundo já viu.

        • Não sei se o autor do texto anda de ônibus ou mora perto do trabalho. O que posso afirmar com toda certeza é que cansei de ver os “doutô” da Universidade falarem como o mundo estaria perto do paraíso no dia em que todos andassem de ônibus ou metrô. O problema é que no final da aula eu ia pega o CDU e o arauto do transporte coletivo entrava no seu carrão.

          Tenho muitos defeitos mas demagogia não está entre eles. Portanto, como não pretendo voltar ao transporte coletivo regularmente (até uso quando vou ao centro da cidade pela dificuldade de estacionamento) e, mesmo sabendo de como precisamos urgentemente resolver a mobilidade, não vou levantar bandeiras que não pratico.

          É como disse o Damasceno: “pimenta no……”

        • Há uma larga diferença entre “Eu não quero deixar o meu amado, salve-salve carrinho, pra andar em transporte público” para “Ninguém deve andar de transporte público, que este continue uma bosta, principalmente se tiverem que tirar espaço do meu carrinho querido para melhorá-lo”.

          As atitudes de vocês não se limita a primeira, mas abraçam a segunda efusivamente.

        • Demétrius, estude de novo o que é ad hominem, você é o rei desta falácia.

          Apologia ao uso do carro = idiotice! Carro pode ser necessário, é útil, mas devia ser bem desestimulado nas cidades: redução do espaço, taxas, rodízios, pedágios, cobrança de acordo com o tamanho, multas proporcionais ao tamanho, fiscalização eletrônica ampla e rigorosa, punições graves por infrações que colocam em risco as pessoas etc.

          Tem que acabar com o subsídio ao automóvel, amplamente distribuído pelos governos que arcam com estradas, fiscalização, sinalização, poluição do uso e do processo de fabricação, gastos médicos e securitários decorrentes de acidentes e por aí vai. Sem contar o custo econômico dos congestionamentos e a redução geral da qualidade de vida. Como se sabe, os impostos que os veículos pagam não chegam nem perto de bancarem estes custos, ou seja, a MINORIA que anda de carro é sustentada pela maioria que não anda.

    • Elderson,

      Você é que está autorizado a criticar, se é que me entendeu.

      Rídiculo é quem usa o carro, mora perto do trabalho, tem horário flexível ou pode trabalhar em casa criticar os que usam.

      • pois bem, no auge do meu poder e autorização que vossa senhoria me concedeu, digo que o texto tá correto. e ai? podemos discutir a ideia e não o autor?

        • Tá.
          Explica para quem mora no Janga e trabalha em Piedade o texto.

          Justifica o cara achar melhor pegar um PE 15 sanfonado mais parecendo uma lata de sardinha e com maloqueiro escutando som alto no celular, para depois pegar um CANDEIAS do mesmo jeito do que andar de sozinho em um carro no ar condicionado…

          Amigo, vamos para a prática, de preferência a prática Recifense, vamos analisar o Recife!

        • pega PE15 cheio quem quer…. vem um atrás do outro, canso de ver ônibus lotado seguido por vários vazios e o povo pega o cheio

        • Peraí mô véi! Pega quem quer? O cara não tem horário não?

          É isso o que eu digo, ponderar de forma ausente da realidade.

          O que o autor diz, é o que eu quero que seja, lógico.

          Ciclovias espaçosas, campos verdejantes, pássaros piando, uma família de saguis passeando pelas árvores, uma temperatura de de 23 graus ao sol… enquanto pedalo feliz a cantar no meu trajeto de 8KM de casa até o trabalho sem me preocupar com assaltante! Eu de coração quero isso!

          Mas vou ter?

          Aí um super cidadão diz: Só depende de você!

          Depende de mim uma ova! Não quero ser herói da resistência. Mas nem por isso fico jogando a culpa em cima de quem quer andar de carro para ter um certo conforto na vida fugindo da realidade cinza em que vivemos!

        • pega cheio quem quer sim! só tenho uma opção de ônibus pro meu estágio e por isso faço questão de acordar cedo e me informar do horário do ônibus… sempre vou e volto sentado

        • Olhe Elderson.

          Eu discuto realidade. Não vou ficar trocando idéias com uma pessoa que diz que “pega ônibus cheio quem quer…” isso só mostra o seu nivel de desconhecimento do cenário do transporte coletivo da cidade.

          Além do mais você fica replicando só em cima disso quando deveria responder os outros pontos que levantei. Continue andando nos seus ônibus “super espaçosos e confortáveis” enquanto eu continuo a cometer o crime hediondo de ter um carro, enquanto os filantrópicos donos de empresas onibus insistem em me oferecer um meio de transporte tão pouco humilhante quantos os nossos coletivos.

        • Damaceno, vc que não larga seu carro por nada é que conhece do transporte coletivo.

          Quer uma dica: se mude desse fim de mundo chamado Janga.

          Ou então, f*da-se no trânsito e pare de reclamar.

        • “Damaceno, vc que não larga seu carro por nada é que conhece do transporte coletivo.”

          Ao contrário, por eu conhecer o transporte coletivo é que não quero largar meu carro por nada!

    • O “intelectual”, a meu ver, usou argumentos lógicos para chegar a uma conclusão mais do que lógica. Em nenhum momento o autor do texto abordou o tema miséria (no sentido da falta de dinheiro para suprir necessidades básicas). Poucas vezes li um texto tão lúcido sobre a forma como o brasileiro pensa e encara a vida em sociedade.

      • Eu li esse texto faz tempo.

        É esdrúxulo.

        Sofisma puro.

    • O autor do texto:

      1. usa os seguintes modais em ordem de uso: caminha, anda de bicicleta, anda de ônibus, usa táxi. Não tem carteira de motorista e não morreu nem deixou de trabalhar, estudar e viver a cidade até hoje por causa disso.

      2. Não mora perto nem realmente longe do trabalho, mas o tempo de percurso seria bem menor se não tivesse tanto carro na rua.

      3. Em parte. Horário fixo, mas não padronizado.

      4. Em parte

      Mas 3 e 4 não interfere na argumentação do texto. Na verdade informação nenhuma sobre o autor interfere, mas é uma mania argumentativa das pessoas confundir os argumentos com seus portadores.

      • Não existe opinião dissociada da experiência, cotidiano, vivência, observação… ou seja, ninguém é 100% imparcial. Até na matemática, as vezes, ocorre parcialismos (Veja a luta de Cantor).

        Por isso acho que sua “necessidade de mundo” é uma variante na opinião dada e interfere sim no modelo proposto.

        Como as resposta 2, 3 e 4 foram positivas ou parcialmente positivas, tá explicado.

        E olhe que acho que a 1 é predominantemente Taxi… mas isso é só uma maldade.

        Há boa intenção no texto, mas eu (EU) não transformarei em ação, pois, já andei de ônibus e o MIMIMI ainda é mais vantajoso (vantagem não no sentido de malandragem) do que a consciêcia social de não fazer o MIMIMI.

    • Demétrius Damasceno é o da CTTU? É isso mesmo?
      Um texto sobre o custo social do automóvel e o cara vem contestar as características do autor. E pior… chama de miséria o fato de se restringir o uso do carro. Piada pronta!
      A miséria dos pobres na mobilidade é ficar num engarrafamento causado pelos que não querem largar o automóvel.

      Acorda, Recife!
      E lá vem os viadutos, no meio da Agamenon! Los Angeles derrubando viaduto, Seul também, NY transformando linha férrea sobre viaduto em parque, Paris também. E aqui teremos mais, por insistirem em acreditar que mais vias vai resolver o problema do engarrafamento.

      • Que CTTU?

  • Não adianta reclamar. Quando eu uso o carro, faço parte do problema e contribuo para aumentar o problema. Ando a pé e dependendo de pra onde vou vou de ônibus (Centro) ou carro distâncias maiores que o ônibus não passe perto. Mas é certo que enquanto não melhorarem o sistema de ônibus (faixa exclusiva espremendo mesmo os carros particulares pra o ônibus andar mais rápido) e com mais ônibus e rotas inteligentes ninguém que tem carro vai trocar ficar preso em pé dentro do ônibus por 2h a ficar engarrafado pelo mesmo tempo dentro do seu carro sentadinho com ar e escutando música. Pra eu escolher rotas alternativas andando a pé ou de ônibus é fácil pois moro no centro…mas pra quem mora longe e tem seu carro não é não. Enquanto não tiver ônibus indo mais rápido e rotas mais inteligentes com horários certinhos quem tem carro vai usar.

  • Acho é pouco. Não era isso que o povo queria?

    Taí o desenvolvimento. Muito carro, muito shopping, muito prédio, muito calor, muita violência. A cidade com a qual o povo sonhava.

    Agora que o povo viva nessa merda. Quero ver até onde aguentam.

    Cansei de ser chamado de “atrasado” e de “espírito de pobre” quando defendia o transporte público. Agora me divirto vendo idiota dizer que perde 3 horas por dia só com o trânsito no calor infernal.

    Repito: acho é pouco. O povo tem a cidade e os políticos que merecem.

    O brasileiro não merece nada mais que Renan Calheiros e o trânsito do Recife. É tudo que o brasileiro merece.

    • “Acho é pouco. Não era isso que o povo queria?
      Taí o desenvolvimento. Muito carro, muito shopping, muito prédio, muito calor, muita violência. A cidade com a qual o povo sonhava.
      Agora que o povo viva nessa merda. Quero ver até onde aguentam.”

      [2]

    • CAdê o botão curtir?

  • Uma questão: A classe média alta tem vergonha de estar numa parada de ônibus ! Se quiserem mudar para melhor, isso tem que ser combatido.

    • Isso também procede João Lima!!!

    • Engraçado que a mesma classe média acha SUPER LEGAL quando anda em trens, sejam antigos ou novíssimos trens-bala e ônibus quando vão tirar suas feriazinhas na Europa (aqueles que conseguem).
      Diferença é, os caminhos dos trens e ônibus POR LÁ foram realmente projetados para dar mobilidade ao cidadão – e, com isso, procurar afastá-lo da ideia de tirar o carro da garagem – além de liberar espaço PÚBLICO, PORÉM LIMITADO para investimento em EQUIPAMENTOS PÚBLICOS como praças, largas calçadas (que também seduzem o turista), fontes, jardins, e quetais.

    • A classe média alta não gosta de sol nem de chuva. Não gosta de ser assaltada nem de correr para pegar o ônibus que para lá na frente… Para a classe média alta entrar no ônibus, ele terá que ter o conforto dos seus carros e o conforto dos veículos de representação do primeiro e segundo escalão dos governos do estado e da PCR!

      • Dane-se a classe média alta com seu conforto! Quer conforto? Vá no seu carro, pois ele SEMPRE será mais confortável que qualquer transporte público já criado no mundo.

        A questão é que o Transporte Público tem que ser mais rápido, eficiente, previsível. Não precisa nem ter ar-condicionado. O ônibus precisa passar no corredor vazio, com fluidez e gastar, por exemplo, 15 minutos pra percorrer a Rosa e Silva, enquanto quem quer conforto que vá no seu palácio sobre rodas e fique 2horas no trânsito.

        Cada um que decida o que é mais importante!

  • O engraçado é ver neguinho se achando o chique numa Hilux parado no trânsito enquanto uma carroça puxada por cavalo anda mais rápido. Isso é bem o retrato de um energúmeno de terceiro mundo que se acha o Deus por que tem uma Hilux.

    • Até abelha chega mais rápido visto que desenvolve até 18Km/h. Em alguns trechos a Velocidade média é bem menor que isso.

    • Eita comparação bruta! Hahahaha!

      • A comparação é bruta mas é verdadeira…

        Trabalho em Suape e sempre uso a condução fornecida pela empresa, um micro-ônibus geladinho e confortável. O trajeto IPSEP-Suape leva cerca de 1h ou 1h30min, e o mesmo tempo na volta – passando pela BR-101 sem usar a rota do Paiva.

        Nos dias em que preciso ir ao escritório da filial de Boa Viagem, é certeza cruzar o viaduto Tancredo Neves pedalando a incríveis 25 km/h e chegar dentro de 20min. Usando uma camiseta leve pra não suar muito, porque o prédio não tem chuveiros. Enquanto o busão segue com velocidade quase igual, porém lotado e calorento. E a extensa fila de carros à minha esquerda simplesmente não anda.

  • Também concordo que não adianta mais vias, mais viadutos, túneis e etc, só vai encher de carros, vide o Rio que ja tem viaduto passando por cima de viaduto ! morei la e vi de perto o dia-a-dia do transito.

    • O transporte público do rio é vergonhoso.

      • Vergonhoso em comparação a que? Londres, Copenhague, Paris?

        POr que se for comparar com Recife lá o transporte é de luxo.

  • Primiro resolvam o problema de segurança.

    Quem se sente seguro em andar de bicicleta pelo recife?
    Tentem andar de bicicleta com um notebook nas costas para ver se não são assaltados.

    • Para os Hipsters é o máximo andar de bike Caloi de quadro de alumínio, mochila da Targus com um Note e IPOD nas orelhas…

      A turma não sabe o que é Recife.

      Eu adoraria poder me deslocar de bicicleta, e ando do bicicleta… mas se vc não mora na Jaqueira e trabalha nos Aflitos, Casa Forte etc… larga assim as 15:00 na folga… não dá.

      Quero ver fazer isso morando no Jordão e trabalhando no Centro.

      • Isso.
        Perfeito.
        Bom mesmo deve ser passar 30 minutos esperando Jardim São Paulo, ir em pé. No calor. Demorar 1 Hora para chegar no centro. E defender o uso do ônibus.

        • Prefiro nem um dos dois.

          Enquanto puder, vou de carro.

        • Trabalho no final da Abdias de Carvallho e no final do expediente vou à pé ao centro pois chego mais rápido que o ônibus. O percurso é de 7Km e levo 1h15min.

        • A que horas você faz isso? E os assaltos?

        • “A que horas você faz isso? E os assaltos?”

          Como disse final no expediente e quanto aos assaltos eu procuro andar por caminhos movimentados, vestir-me com discrição sem portar coisas de muito valor e sempre fico atento. Assaltos podem ocorrer em qualquer lugar não importa se está a pé, de ônibus, de bicicleta ou de carro, mas do modo que o pessoal aqui comenta parece que há um assalto a cada esquina e a todo momento, não é assim pessoal!

      • Mas quem mais engarrafa o trânsito é quem mora nos Aflitos, Casa Forte, Jaqueira! Não quem mora no Jordão! :)

      • Venho de bicicleta para o trabalho todos os dias, do Parnamirim para o Recife Antigo. 8km. 28min. Acho uma boa distância pra Recife. Sou classe média e uso meu iPod às vezes. Também trago o notebook às vezes. NUNCA fui nem ameaçado de assalto de bicicleta. Já de carro… Na vinda, pego a Rua do Futuro e a Fernandes Vieira, arborizadas. Na volta, venho pela Mario Melo, todos os dias, onde vários que têm medo da cidade me disseram que era perigoso, quase uma guerra! Nunca tive problemas.
        E se me assaltarem hoje? Levarem a bicicleta e o notebook? Só com o que economizo por não pagar gasolina esse tempo todo, já se paga. Compro um novo.

        Já fui trancado por carros várias vezes, mas com o devido cuidado, nunca fui atropelado. Acho MASSA o argumento “vou de carro pq de bicicleta é perigoso, por causa dos carros”. o/ Então, meu maior risco ao vir de bicicleta para o trabalho, até agora, foram… OS CARROS.

        Venho de bicicleta desde outubro de 2011. Será que lá pra 2015 ainda vão me chamar de hipster? Quem sabe em 2030, né?

      • Como se os índices de violência não fossem maiores em relação aos usuários de automóveis.

        È muito mais fácil sofrer grave violência e risco de vida estando num carro do que andando a pé, transporte público ou bicicleta. MUITO MAIS!

  • Eu morei dos 3 aos 14 anos na Alemanha, meu padrasto e a familia dele, todos tinham carro proprio, mas raramente usavam. Principalmente para ir ao trabalho, pagavam uma mensalidade (a passagem na alemanha é por tempo, vai de 90 min até 1 mês), que saia mais vantajoso que gastar com gasolina. Todo o transporte publico alemao tem aquecedores, se adaptando ao clima da regiao, e funcionava 24h por dia e cada parada tinha horário fixo em que o onibus ou vlt passava. A parada perto da minha casa, de vlt, passava a cada dez minutos exatamente: 19:09, 19:19, 19:29, etc. Alguns vlts e onibus nao funcionavam das 23:00 às 2h, mas voce tinha o direito de pagar uma passagem de vlt para pegar um taxi, o governo pagava o resto. A alemanha teve a corrida do carro na decada de 70 e 60 igualmente como esta tendo no Recife e viram exatamente o que esse texto prova por A+B usando a lógica, a teoria dos jogos e o calculo de ocupacao de espaco do carro. A alemanha vem passando por novos conflitos com o carro por que em algumas cidades como Frankfurt onde muita gente mora fora da cidade, tem obtado pelo carro e deu na mesma coisa que esse texto relata. A Carrocracia inevitavelmente leva ao engarrafamento e ao colapso de custo.

  • Arrecadar é o que o estado quer, o povo se pho…!!!!

    • O problema é que o povo adora se fuder.

      Basta olhar o trânsito do Recife pra ver que o povo tem uma verdadeira tara por sofrimento.

      Brasileiro é feito mulher de malandro: quanto mais apanha mais ri da sacanagem.

      • Melhor se fuder parado num engarrafamento com seu carro no ar condicionado, escutando a musica que voce gosta, no conforto e sem aperto.
        Dq ficar parado num onibus no calor, escutando todo tipo de musica que as querem que voce escute sem conforto e no aperto. E depois de tudo isso ainda ter que andar ate a sua casa. Pois a parada nem sempre fica proxima.

        • A galera se fode no ônibus mais do que quem tá no carro, justamente pq os carros estão na rua. Se tivesse menos carro nas ruas, os ônibus demorariam menos, encheriam menos.
          Então, quem tá de ônibus se fode mais pq vc que está de carro quer se fuder menos. És o bebedor de whisky 12 anos do texto acima.

  • Vou e volto diarimente de bicicleta pro trabalho e pra academia. Ao todo 15 km por dia, passando por vários bairros da cidade.

    A chance de ser assaltado numa bike não é diferente de ser assaltado em outros meios de transporte. Afinal, estamos em Recife.

    Desculpas sempre aparecem. Quero ver mudança de atitudes. Mas sempre assim, falam muito, fazem pouco.

  • As coisas são irão melhorar com transporte público de qualidade! Sem essa que a culpa é de quem tem carro!

    Estou tentando ir de carro ao trabalho, mas a minha linha de ida (Dois Irmãos Rui Barbosa) passa em média de 40 em 40 minutos. Vai sempre lotado, sem ar condicionado! Muito Punk!

    A linha que uso da volta, Nova Torre Casa Amarela, sempre demora bastante. Esperei 40 minutos no Recife Antigo apenas esperando a linha chegar e mais 40 minutos para chegar em casa (Casa Forte).

    Aí dizem, o carro é o problema? Não!

    Para que eu possa definitivamente deixar meu carro, com mais tranquilidade em casa, preciso que o serviço de transporte seja mais confortável. Hoje ele é apenas mais barato! Pois não tem conforto e demora mais (considerando o tempo que fico esperando a linha chegar).

    Vou continuar tentando ir de ônibus, pois está um inferno dirigir e estacionar!
    mas confesso que é muuuito complicado.

    • Amigo! Já já Tomáz de Torquemada aparece aqui para acusá-lo de heresia, sacrilégio ou coisas do tipo.

      • O que eu acho engraçado é que vocês dizendo que “não largo o carro porque ônibus é ruim” só estão confirmando o texto aí em cima. Aliás, será que alguém leu realmente?

        O autor diz com todas as letras que andar de carro é bom e de ônibus é ruim na cidade do Recife de hoje em dia. Só que apresenta uma realidade incontornável: se todo mundo resolver andar de carro a cidade não anda. É uma lógica simples, que até o tal sagui passeando pelas árvores a uma temperatura de 23 graus entenderia.

        A questão portanto é sim obrigar as pessoas que querem ficar no conforto dos seus carros a pagar cada vez mais por isso. Além, do óbvio, melhorar o transporte público e criar alternativas para quem quer deixar o carro em casa.

        • Mas é isso mesmo, Eduardo Farias! Eu não tenho o mínimo problema de deixar meu carro, do ano, em casa.

          Prefiro MIL VEZES vir de ônibus e não me preocupar com direção, gasolina e estacionamento.
          Andei a maior parte da minha vida de ônibus e não tenho problemas.

          Porém, do jeito que tá fica difícil!

          Antigamente, essas linhas de ônibus, quando eu fazia faculdade, tinham ar condicionado. Não sei o motivo de não existirem mais!

          Para que possamos, em grande maioria, deixar nossos carros é preciso que a qualidade do transporte melhore. Essa é a questão!

          Por quê deixarei o “conforto” do meu carro para esperar, todos os dias em média 60 minutos APENAS para as linhas chegarem, ir com ônibus lotados, sem ar condicionado sem nenhum tipo de conforto?

          O Estado tem que viabilizar a sua contrapartida! É o que acho!

        • É sério que o cara fez questão de dizer que tem um carro do ano? Parabéns pelo carro, Robson! hehehe.

        • Robson, o ar-condicionado e conforto acabaram quando se retirou a concorrência das empresas de ônibus.

          O que esses intelectuais fazem é atacar o problema e não a causa. Dizem que quem tem carro deve se fud**, mas continuam apoiando o mesmo governo que deu redução de ISS e não faz melhorias no transporte público.

    • Cara, também utilizo dessas linhas, são muito ruins, demora demais. O Dois Irmãos – Rui Barbosa passa por 3 Universidades e várias faculdades, só vive lotado, a demanda é de muitos passageiros, e o Casa Amarela – Nova Torre demora muito também. Caramba, duas linhas ruins, e estão cheias de reclamações dos usuários, mas quem manda são os empresários.

  • A verdade é que estamos colhendo o que plantamos.

    Essa é a dura realidade, difícil de aceitar, como toda ela, mas ainda assim, a realidade.

    Recife é o exemplo perfeito do resultado desastroso da cultura carrocrata.

    Estamos pagando um preço altíssimo por venerar um modelo de desenvolvimento que fracassou em lugares mais civilizados e que só interessa aos JCPM da vida (já que esses empresários estão pouco se lixando para a qualidade de vida das pessoas, só estão de olho é na grana que esse modelo de “desenvolvimento” pode lhes render).

  • Vamos lá…
    1) Moro longe: Se morar longe e ter horário de trabalho inflexível é um impeditivo, então a maioria pobre de nossa cidade não poderia trabalhar, pois moram longe e têm horário rígido. Acontece que eles não tem a opção de ir de carro, mas as vezes, compram motos, aí a classe média reclama também.
    2) Status: Vamos deixar de hipocrisia, enlatar-se num carro livra muita gente do esteriótipo de fracassado.
    3) Clima: em Copenhage deve ser muito agradável andar em bicicleta na neve e abaixo de zero, por isso andam em bicicleta.
    4) Má qualidade do transporte público: Pode-se melhorar sim, deve-se, aliás. Mas não é essa desgraça toda que costuma-se dizer, e com corredores exclusivos, ficaria filé. Mas aí vai tirar espaço dos carros, não pode né?
    5) Quem defende a bicicleta mora perto: Falso, é só perguntar aos ciclistas.
    6) Segurança: Não me façam rir, assaltos em Recife não possuem nenhuma correlação com o modal de transporte e se houvesse, arriscaria dizer que os carros são mais assaltados por km rodado.

    Por fim, morar longe de tudo, quando é uma decisão, sempre é tomada pensando que se tem o carro para o seu transporte. Ou não?

    Moro perto de onde trabalho, de onde estuda meu filho, de onde faço compras, de onde tomo umas cervas, de onde faço esporte. Sim, é qualidade de vida, no nobre bairro da Várzea!

    • Muito bom, Felipe!
      Faixa exclusiva de ônibus já. 75% da população já não usa carro. Vamos melhorar a cidade para esses!

  • Uma pergunta, vocês realmente leram o texto?

    • Li, da primeira vez que foi publicado e voltei a ler agora.

  • Quem criou o texto não conhece a realidade da cidade.

    Ou não anda de coletivo ou não conhece as faixas amarelinhas ditas ciclovias.

  • Muito bons argumentos.

    Mas acho mais sensato adotar o rodízio, em um primeiro momento.

    • Ai vão comprar 2 carros e usá-los em dias alternados.

  • Excelente texto.

    Trabalho antes da ponte do Pina (na descida da nova alça do Viaduto Cap. Temudo). Moro na Caxagá, próximo ao Parque de Exposições do Cordeiro. Volto todos os dias correndo para casa. Largo às 18h00 e chego por volta das 18h35. Se for de ônibus chego às 19h30. Se for de carro, chego por volta das 19h15.

    Utilizar carro, ou mesmo ônibus em alguns trajetos do Recife simplesmente tornou-se insustentável.

    É triste que a prioridade do Planejamento (se é que há) urbano dessa cidade seja voltada para o transporte individual. Ampliaram os viadutos próximos ao Fórum Joana Bezerra e, no entanto, sequer construíram calçadas. Já pensei várias vezes em ir de Bike ao trabalho, mas é suicídio.

  • essa seção de comentários tá pior que as dos textos do Robson

  • Já tem mais de um ano que tomei a decisão de não utilizar o carro nas minhas idas ao centro do Recife. Como moro em Boa Viagem, o ônibus que pego é o Aeroporto (geladinho). Pago R$ 2,80 nele e na volta opto pelo Candeias (geladinho) que custa R$ 4,20 a passagem. Em ambos os casos evito a Agamenon Magalhães. Geralmente gasto R$ 7,00 com passagem e já fui ao centro, como ontem em 2 horas pra e ir e pra voltar. Foi a melhor decisão que podia tomar.

    Podem fazer a conta, tanto em custo de passagem x custo de combustível/estacionamento. E tempo de ida e volta ônibus x tempo de ida e volta carro. Dificilmente o carro será vantajoso em qualquer das contas.

    Tentem fazer isso pelo menos uma vez na semana e vejam se não é melhor.

    • De geladinho ainda vai.

      • Se você for pra ponta do lápis e fizer as contas no mês vai perceber o quão vantajoso é ir de ônibus.

        20 dias x R$ 7,00 de passagem: R$ 140,00. Vai e volta sem se estressar em dirigir nesse transito infernal.

        No caso do carro:

        15 km por dia, teu carro deve fazer 5 km por litro no transito, então tu deve gastar 3 litros de gasolina por dia, então a R$ 2,90 o litro, você gasta R$ 8,70. Digamos que gaste R$ 12,00 juntando combustível e estacionamento.

        20 dias x R$ 12,00 custo carro: R$ 240,00 pra ir de carro se estressando no transito.

        Agrega ai valor de seguro de carro, prestação, avarias do dia a dia, eventuais multas, Ipva, etc.

        O custo com carro vai pra pelo menos R$ 300,00 a mais do que se você não utilizá-lo no dia a dia.

        Isso sem contar na qualidade de vida que você ganha por estar andando a pé.

        Eu acho o carro necessário para um passeio, uma viagem, etc, mas para o dia a dia, sobretudo no centro, é totalmente incomodo.

  • O texto é muito bom, traz conceitos que se aprende no início dos cursos de economia. Mas o título agressivo pode fazer algumas pessoas nem lerem ou, se ler, ler já com raiva. Aí a reflexão vai para o brejo.
    Acho que outra questão que o texto não cita (mas evitaria comentários batidos do tipo “você vai de ônibus?” “Intelectual gosta da miséria” ) é que enquanto a sociedade não exigir bens públicos de qualidade (calçada, ônibus, ciclovia, ruas, etc) não haverá melhoras. Não é porque uma pessoa não abre mão de usar o carro que ela fica impedida de exigir um transporte público de qualidade, por exemplo.

    • Li o texto.

      E pode-se resumir todo ele a dois pontos:

      1 – Custo da oportunidade;

      2 – O problema não sou eu, são os outros.

      A diferença é que ele usou referências econômicas, teorias consolidadas, rebuscamento e etc etc etc… e não que o texto seja ruim, pelo contrário, é bom e concordo com ele. Mas arroubos a parte, e pirotecnias a parte (adorei essa expressão) é mais uma demagocia acadêmica, salvo se ele analisasse de forma mais próxima o pé no saco que é andar de ônibus.

      É quando a teoria funda-se sem observância plena da prática, ou seja, é um postulado um axioma.

      Muito cuidado ao supor que todos aqui são ignorantes e analfabetos funcionais só porque não compartilham do ponto de vista comum (e o seu, é óbviio).

      O único ponto que eu queria chegar é que o TradeOff do uso do carro compensa o TradeOff do matírio do ônibus.

      E priu.

      • Demétrius, entenda. O “trade-off” ou demanda conflitiva em tradução livre, é bem expresso no texto e você no fundo concorda com o autor. Usar o carro para nós, é a escolha mais recompensadora (não financeira) e isso está claro no texto. Usar ônibus ainda não é recompensador porque os outros cidadão não fizeram essa escolha também e o ônibus fica entupido nas ruas como os carros, coma desvantagem do desconforto, tudo isso está no texto. Agora, essa escolha será sempre recompensada porque o custo de usar carro ainda que alto financeiramente para o proprietário, é ainda maior para a coletividade da cidade na forma de engarrafamentos, poluição, ruído, mortes, etc. Esse custo é uma externalidade para o usuário e é passado à sociedade e ao poder público. Concorda? O texto afirma que o mimimi vem daí, do não entendimento da dinâmica em que somos forçados a entrar pelo modelo como organizamos a nossa cidade. Mas isso está com dias contados, gasolina, estacionamento e etc, vão ser cada vez mais caros e o custo individual vai começar a ser maior que o custo social. Isso é democracia.

        • Ou seja aumentar ainda mais o custo de oportunidade de se usar carro, ao invés de reduzir o custo de oportunidade de se usar ônibus.

          Ainda não concordo. Pois a, culpa ainda é em boa parte minha.

          É o mesmo que aumentar ainda mais os preços dos planos de saúde para que as pessoas utilizem o SUS.

          Não estou dizendo que ele quer isso, mas que ele vislumbra isso.

          Que me fazer andar de ônibus e ser um cidadão consciente do meu papel na coletividade?

          Me dá um veículo com um conforto igual ou ligeiramente inferior ao meu carro. Expulsa os arruaceiros destes veículos. Coloquem veículos em quantidades que não lote e pronto.

          Só com apelo teórico, o povo continuará com o MIMIMI.

        • Demétrius, seu papel nesse tópico é relevantíssimo.

          Compartilho do mesmo ponto de vista.

          Porém já perdi o desejo de debater com cicloativista.

          Para eles, o problema é só de quem usa o carro. Esse pessoal é o do “mimimi” e não se analisa o problema de uma forma mais ampla…

          É o mesmo tipo de gente que apoia a internação compulsória de viciados em crack…

    • Além do que todo aquele que refina sua conclusão com coisas do tipo “pague mais impostos” merece minha total dúvida sobre qualquer conceito que tenha levantado.

      So me faz lembrar do Kit de Primeiro Socorros obrigatório e prazo de validade de capacete de moto… tudo santinho quem propôs… pessoas muito preocupadas com o bem estar da população.

      • Com a carga tributária do Brasil e a péssima gestão de recursos, querer impor mais despesa para o cidadão é muita canalhice.

  • se o ônibus for equipado com ar condicionado eu topo aposentar o veículo.

  • O pessoal quer sair de Boa Viagem para a Boa Vista as 18 horas achando que fará o trajeto em 20 minutos. Ora bolas, ou sai mais cedo ou arruma uma atividade em Boa Viagem por exemplo (academia, inglês, etc) e espera o transito normalizar.

    Da mesma forma pela manhã. Deixa de preguiça e sai mais cedo.

  • Rapaz, um sujeito que chama de NAZISTA quem utiliza carro… Melhor nem ler. É muito simplismo.

  • O problema é que o carro ainda é tratado como um bem de consumo cujo uso é ilimitado e sem custo. Coisa do século XX. O telefone já passou por isso.
    Não basta comprar um e sair usando a vontade. Tem que pagar pelo uso das vias que tem custos altíssimos e precisam ser mantidas.
    A culpa do caos no transito é do governo que mantém a economia do pais dependente da venda de carros.
    Estimulo suicida.

    • Concordo. O povo acha que a solução pra tudo é se encher de carro e pronto, tá tudo resolvido.

      Aí a cidade fica essa bosta.

      Já não bastasse a mentalidade atrasada do povo (que acha chique ir de carro na padaria comprar pão), ainda vem o governo facilitar a compra de carros quase implorando pro povo consumir e deixar as montadoras mais bilionárias do que já estão.

      PS: Essa de ir na esquina de carro é pra se lascar. Só no Brasil e em outras republiquetas retrógradas ainda se consegue ver um primitivismo bronco desses. Haja atraso.

  • Resumindo:

    Quem aqui sai para amuquecar uma mulher no Motel e vai de ônibus ou bike, eu chamarei de mestre.

    • Rapaz, do jeito que o pessoal aqui é tarado por carro, eu acho que a turma amuqueca a mulher dentro do carro mesmo.

      Isso se não amuquecar o próprio carro.

      • Já fiz isso. Em 2006 e 2007, com duas de minhas ex-namoradas. Utilizando inclusive a integração com metrô. Like a boss.

  • O problema é que toda boa vontade para andar de coletivo acaba quando se é vítima de terminais como macaxeira e PE-15. Pelo menos no carro se atura falta de civilidade e educação sentado e no ar. Além do fato que as reformas que estão sendo feitas para Copa visam a demanda atual. Se a turma resolver abandonar o carro e andar no “metrô sobre rodas” de Dudu Campos o caos será total!!

    • PE-15 ainda é tranquilo. O inferno tá concentrado na Joana Besteira, na Macaxeira e em Paulista. Mas, concordo contigo em vários aspectos.

  • Arrecadar e cobrar em duplicidade os impostos, o estado quer arrecadar, manter o sistema e partidos, meio de vida que muitos enriquecem!!! Vide o congresso nacional e a 3terceira eleição de guilherme uchoa!

  • Carro no Brasil é muito mais do que apenas necessidade de locomoção.

    Carro é sinônimo de ostentação e exibicionismo. É a mesma coisa de relógio. Pra que o sujeito precisa usar um relógio hoje em dia se existe o celular que informa a hora?

    Mas como é que os amostrados vão aparecer se não estiverem com seu Panerai de 80 mil dólares no braço, mesmo que não sirva pra nada a não ser pra se exibir para os amigos, familiares etc?

    A mesma coisa é carro. Poderíamos ter o melhor e mais moderno trem bala do mundo e ainda ser de graça. Duvido que o cara que usa sua Hilux pra aparecer no meio da rua iria deixar o carro em casa e andar de trem como todo mundo.

    No Brasil, todos os serviços públicos poderiam ser impecáveis. Mas ia ter gente que não iria se contentar e ia passar o dia todo pensando numa forma de se amostrar, nem que fosse pendurar uma melancia no pescoço. O importante é aparecer e humilhar o povão. Típica mentalidade de fudido.

    Muita coisa que dá certo lá fora não dá certo aqui por causa da cultura, da mentalidade das pessoas. É por isso que não adianta simplesmente copiar. Tem que antes ver se vai dar certo por essas bandas levando em conta a mentalidade tosca e bizarra do brasileiro para o qual a graça é viver aparecendo e chamando atenção.

    É como diz o ditado: o problema do Brasil é o brasileiro. Tirando o povo, o país é ótimo.

    • Concordando com Propagandalf, esses comentários estão PIORES do que os textos do Robson. Tem algo mais absurdo do que esse Paulo tá falando aí??

      Bixo, você está falando de uma minoria de forma generalista, como se o problema do trânsito fossem as “hilux”. Talvez esteja falando de outra cidade mas, aqui a maior frota é de populares ou carros “intermediários” financiados em 60x. O cara que anda de fusca também causa engarrafamento, que coisa mais repetitiva ficar estereotipando os problemas comuns.

      Eu nem conheço a marca de relógio que você falou, o meu custou R$ 100,00 e eu não sou exibicionista. Quando estou andando de moto, por exemplo não dá pra sacar o celular do bolso pra saber o quanto estou atrasado.

      Não existe síndrome mais triste do que a desses revoltados de plantão que vivem à espreita de um PC procurando oportunidades de destilar ódio e/ou insatisfação.

      O autor do texto foi brilhante, mas discordo diretamente sobre inclusão de pedágio. Isso seria mais um imposto, como contador posso afirmar que já temos impostos o suficiente. Tirar o transporte público de junto do tráfego comum e dar-lhe espaço privilegiado é contemplar a supremacia do interesse público, de fazer um transporte rápido e decente para as pessoas.

      Parem com esse negócio de ficar dando ideia pra esse pessoal “tá” colocando a mão no bolso da gente.

    • Pois é Paulo, carro é o “status” que vai com criatura onde ela for e tem gente que acha humilhante mesmo andar de ônibus.
      Mas se não espremer os carros em favor da faixa exclusiva dos ônibus e faz o coletivo fluir mais rápido ou ninguém vai sair do seu carro pra ficar engarrafado o mesmo tempo em pé no ônibus.

  • Sou um tremendo de um playboy, moro em bairro nobre da ZN, ando em um carro de 70 mil, classe média alta… o típico (não-)cidadão que na visão dos intelectualóides das noites recifenses no Recife Antigo veem como uma ameaça à vida em sociedade. No entanto, há mais de ano que vou para o trabalho de ônibus pois, como outro que comentou acima, trabalho em Suape, e a empresa oferece transporte em um ônibus confortável com ar-condicionado.

    (Re)Descobri como é saudável e confortável andar de ônibus. Vc não se estressa com os mal-educados do trânsito, economiza combustível e contribui pra o meio ambiente com uma única atitude. Tá engarrafado? Tira uma sonequinha marota e aproveita as energias recuperadas pra produzir alguma coisa quando chegar em casa. Legal. O grande problema é o seguinte: enquanto tou no transporte da minha empresa, tudo às mil maravilhas, é confortável. Mas, às vezes, preciso ir ao escritório de Boa Viagem e, como a empresa não fornece transporte pra deslocamento dentro da cidade, devo usar o transporte público. O problema começa quando não tem linha com ar condicionado pra fazer esse trajeto. Piora com a super-lotação. Minha atitude pra contornar isso é sair muito cedo de casa nesses dias (antes das 6), mas toda vez que isso acontece, fico durante todo o deslocamento me perguntando como a sociedade aceita isso, e pensando que só tenho que madrugar por causa da leniência do povo (eu incluso) e do governo com essa merda que chamam de transporte público no Brasil. Os concessionários do transporte público são PODRES de ricos, estão há anos aí, e o governo os acoberta com relação a esses abusos. Não é admissível tratar as pessoas como animais, e é isso o que acontece nos transportes públicos em Recife: latas de sardinha, com poucas e desconfortáveis cadeiras, e num calor dos infernos. Tou usando os ônibus pra ir trabalhar em boa viagem sim, mas poderia usar e recomendar muito mais se fossem de fato confortáveis, com horários certos e o mínimo de dignidade.

    Bom, isso é no horário comercial, né… de noite, continuo da opinião de que é impossível usar o transporte público por conta da insegurança, tanto das ruas quanto dos próprios transportes. Esse é outro ponto que, enquanto não melhorar, as pessoas não vão abrir mão dos carros.

  • Texto bonitinho, mas de pouca utilidade.

    VOU ME REPETIR pela enésima vez: como imaginar transporte público sem segurança pública? Só mesmo sandice pensar aquele dissociado desta.

    Minha opinião:

    1- Pensar em transporte público após 19:30h no centro, horário mínimo em que saio, é loucura e perigoso (assalto). Aliás, mais do que uma mera comodidade, quem pode foge da insegurança que é o transporte público.

    2- Fala-se muito em bicicleta, mas não vislumbro como eu, morando a 10km do trabalho, chegaria para trabalhar sem ter de tomar um bom banho antes (portanto, bicicleta é coisa de quem sonha, ou quem já trabalha com atividade física ou quem pode tomar banho no local do trabalho, que não é meu caso).

    3- Tenho motocicleta, que me atenderia em boa parte dos dias, mas sempre venho de carro ao trabalho, pois: (A) no estacionamento particular em que guardo o carro (sou mensalista) motos não são aceitas; (B) estacionar moto no centro é uma loucura: a CTTU vive atrás, para multar, e os locais disponíveis são superlotados por motos pequenas que colam uma na outra, tornando hercúlea a tarefa de quem tem uma moto não-pequena tirá-la do emaranhado.

    4- Pelo calor, acho mais viável defender a moto que a bicicleta como transporte. Para mim, que só venho e volto sozinho para o trabalho, seria perfeito, se houvesse melhores condições.

    5- Bicicleta é muito mais perigoso que motocicleta na nossa cultura. Permitir as cinquentinhas do jeito atual (sem placa e sem CNH) é omissão criminosa.

    6- Concordo muito com o ANÔNIMO (PARA NÃO LEVAR PEDRADAS) acima.

  • Eu acho engraçado o pessoal usar o pretexto da falta de segurança para não andar de ônibus.

    Mas essas mesmas pessoas muitas vezes andam em carros que chamam muito mais a atenção de bandidos.

    Eu conheço muito mais gente que foi assaltada andando de carro do que de ônibus ou a pé.

    Ano passado 6 familiares meus que usam carros foram assaltados com “três oitão” na cara. E todos estavam em carros populares 1.0 (palio, fox, gol etc).

    Andar de carro num lugar pobre como o Recife é perigoso de qualquer jeito, seja o carro um Uno seja uma Mercedes. Aliás, os bandido geralmente estão preferindo assaltar carros populares para “darem a fuga” mais facilmente. É mais fácil o bandido se esconder no trânsito num celta prata do que num BMW preto (um carro do porte de um BMW a polícia encontra fácil). Carro popular é mais roubado do que carro importado no Brasil, por incrível que pareça. Esse negócio de que andar em carro popular é mais seguro é totalmente mito.

    • Um ônibus em que está só vc, o cobrador e o motorista, passando por ruas sem qualquer iluminação e muito menos sinal de poder público presente, e no qual pode subir qualquer pessoa, portando sabe-se lá o que, e com sabe-se lá quais intenções, versus um carro em que ninguém desconhecido entrará, vc pode diminuir a velocidade pra evitar paradas em semáforos, vc pode alterar o trajeto pra evitar ruas inóspitas e trafegar por locais policiados… Fora que dificilmente vc conseguirá pegar um ônibus na frente da sua casa e voltar de ônibus até lá; é muito provável que vc tenha que se deslocar a pé por mais ruas, se expondo aos bandidos oportunistas que só querem um pedestre desatento.

      Com relação à segurança, não há a menor comparação, jovem. Só não vê quem não quer.

      • Se ganha dinheiro vai para Europa e todo mundo exalta que anda de metro e ônibus e anda pelas ruas, aqui é Brasil, com tanta corrupção, nunca vai acontecer, mas se houver necessidade financeira, acontece e ninguem que saber se voce é formado, bonito e nunca viveu, ter que andar a pé ou de transportes coletivos!! Na dúvida seria interessante regular tudo para todos com maior qualidade!!!

  • Impressionante como a galera simplesmente NÃO ENTENDEU o texto. Está lá, escrito com todas as letras: hoje, É MUITO MAIS VANTAJOSO andar de carro individualmente. Reclamar do transporte coletivo ou enumerar todas as vantagens de ter um carro SÓ REFORÇA o argumento do texto. O problema que o texto aponta é que, justamente por ser tão vantajoso andar de carro e as ruas serem um espaço finito, o resultado natural disso sempre será o engarrafamento.

    O carro sempre será mais vantajoso do ponto de vista individual, aqui, em Copenhague ou em Cingapura. Daí que é necessário coibir o seu uso de alguma maneira. No mínimo, garantido que o transporte coletivo tenha prioridade nas vias. No máximo, fazendo como Cingapura, em que o licenciamento pode ser muito mais caro do que o próprio valor do carro.

    Sobre a questão da segurança: como o cara explicou acima, até que poder haver mais possibilidade possibilidades de tentar evitar um ladrão. O que muita gente esquece é que o próprio carro é um item muito visado por assaltantes. O carro pode ser mais seguro em uma situação específica ou outra, mas na média geral o risco vai ser o mesmo.

  • É difícil imaginar uma modelo de transporte mais eficiente, ecológico, universal, prático, viável, sustentável e barato do que o ferroviário. O primeiro mundo desenvolvido está aí pra provar isso. Não dá pra achar que a bicicleta vai sozinha resolver a gigantesca problemática do transporte e ser um substitutivo eficaz para o carro. Há muitas pessoas que, por várias razões, não podem ou mesmo não querem usar a bicicleta. O cara pode até usar para fins recreativos e/ou esportivos, mas nem todo mundo pode usá-la para trabalhar pelas mais variadas razões (violência urbana, suor, distância do trabalho, perigo de atropelamento etc). A bicicleta sempre será uma terceira alternativa (depois do trem e do ônibus).

    O transporte do futuro é, de fato, o ferroviário. A Europa já vislumbrando isso, investiu pesado e em 1914, já existia praticamente toda a rede ferroviária da Europa atual.

    Hitler, apesar de toda sandice, dizia que a Europa sem trilhos iria falir. E, de fato, a base da logística da indústria pesada européia só foi viabilizada em função dos brutais investimentos na malha ferroviária.

    • Cara, o Brasil é como é porque tem muita gente ganhando muito dinheiro com isso. O Sus não é uma merda de graça. A educação não é uma merda de graça. As estradas não são ruins de graça. A segurança pública não é uma merda de graça. O povo não vive em comunidades (nome peliticamente correto para favela) ,sem saneamento e com eterno racionamento de água, de graça!!! Portanto, o SUS não vai ficar bom, a educação vai continuar um lixo, os marginais continuarão andando armados e não vão priorizar o transporte ferroviário!

      • Tenho que concordar.

        O Brasil está essa zona por que tem muita gente faturando alto com isso. Tem muita gente que não está nem um pouco interessada em botar ordem na esculhambação, quer que tudo continue do jeito que está.

        E a merda sobra infelizmente pro povão, que é quem mais precisa, por falta de melhores opções, do serviço público.

        Quem faz parte do poder público, do pequeno ao grande, só pensa em se dar bem. A consciência social é zero.

        • No Brasil a turma só tem consciência social quando isso a beneficia de alguma forma !!!

  • De fato, hoje é muito mais vantajoso usar o carro no cotidiano.

    Concordo em parte com o texto, o sistema realmente funciona baseado em custos, o custo (não somente financeiro) de se usar um carro versus o de usar o transporte público ou a bicicleta, ou os pés.

    Mas não acredito que a saída seja somente aumentar os custos de usar um carro, pode até ser em parte, mas a principal solução é aumentar a competitividade do transporte público diminuindo seu desconforto/insegurança/incerteza.

    Claro que nem todos migrariam para o transporte público de primeira, é aí que entra o aumento do custo do carro, mas isso é uma mudança que acontece lentamente, assim como foi de forma vagarosa a transformação da locomoção em Recife em um desastre engarrafado.

    Na verdade é um problema que não tem solução rápida, falta querer. Enquanto for mais vantajoso usar o carro, é isso que vamos escolher, o mundo funciona assim.

    • “o mundo funciona assim”.

      O mundo, não. O Brasil.

      • O Brasil, não. O MUNDO!!

  • Será que alguém ainda tem dúvida que a única solução é um TRANSPORTE PÚBLICO DE QUALIDADE?

    Um transporte que ofereça conforto (ar-condicionado, limpeza, etc), tenha horários programados, malha significativa, interligada e que não seja afetado pelo trânsito (através dos corredores exclusivos).

    No caso de Recife o caminho mais rápido e barato é adotar os BRTs, criando corredores exclusivos nas principais avenidas (Agamenon, Norte, Recife, Imbiribeira, Domingos Ferreira, etc).

    Só como exemplo o BRT leva em média 25 minutos para percorre 10 km. Do Recife Antigo para a praça de Casa Forte são um pouco mais de 8 km. Já para o Shopping Recife são entre 10 e 11 km, que é mais ou menos a mesma distância entre o Recife Antigo e o Hospital Prontolinda, em Casa Caiada. Quanto tempo levamos em qualquer um destes trajetos na hora do rush? O dobro do tempo?

    Não dá para poupar avenidas, tem que fazer nas principais vias mesmo. Tem que tornar o transporte público atrativo. É claro que se fizerem isso vai ficar ainda pior para os carros e vai ter a maior chiadeira. Mas não tem como ser diferente, é a nossa única alternativa.

    PS SEGURANÇA: não sou especialista, mas acredito que a segurança também irá melhorar por tabela com a utilização maciça do transporte público. Quanto mais gente estiver na rua, andando a pé ao redor da sua casa, mas segura será a sua rua. Trabalhei muito tempo no Recife Antigo e todo mundo anda para lá e pra cá com o notebook na mochila das costas, e o índice de roubo é baixíssimo.

  • Amigo vc vai comprar um carro que não vale 5mil por 25mil ? VOU !

    Amigo vc vai ficar pagando essa carrocinha em 60 meses ? VOU !

    Amigo vc vai pagar uma fortuna de seguro ? VOU !

    Amigo vc vai ficar pagando 3 reais por litro de um combustível de péssima qualidade ? VOU !

    Amigo vc vai pagar um dinheirão pra poder estacionar a carrocinha ? VOU !

    Amigo vc vai ficar parado dentro da carrocinha por 2 hs pra percorrer 18 km ? VOU !

    Amigo vc vai tomar no cú ? VOU !!!!!!!

    • HAHAHAHAHAHA!!!! Ótimo. Resumiu bem a vidinha medíocre que o povo leva.

      O diálogo bem que poderia terminar assim:

      - Amigo, vc vai gostar de tomar no cu?
      - Vou adorar, afinal sou brasileiro e já estou super acostumado!!!!!!!!!!!

  • Essa sessão de comentários é um desfile de alegorias surreais. Todos os argumentos pró-carro se auto-denunciam, são classistas, racistas e/ou egoístas. As comparações não fazem o menor sentido (como com a saúde).

    Discutir mobilidade, uso de diferentes modais, entre outras coisas, é só um subterfúgio para discutir a cidade, a qualidade de vida o espaço urbano. Isso ninguém levanta aqui na discussão. É só mimimi, meu bolso, meu conforto, meu trabalho, meu tempo.

    Fui.

    • Mas esse é exatamente o retrato da nossa “maravilhosa” classe média: egoísta e prepotente.

      A classe média vai pra Europa numa viagem parcelada em mil vezes, conheçe a Suíça, fica deslumbrada, volta pro Brasil e já fica achando que Recife é a Suíça. Aí fica se achando o chique e quer logo comprar uma Hilux parcelada em 10 mil vezes pra andar na “Suíça” e se esquece que em Recife tem violência, trânsito, trombadinha, flanelinha e outras mazelas do gênero.

      A classe média brasileira é extremamente auto-centrada. Como ela sempre teve carro e nunca precisou de transporte público, nunca se importou com a qualidade dos ônibus. Agora que o trânsito virou um inferno pra todo mundo e a classe média tá começando a sofrer, ela resolveu fingir que está preocupada com o transporte público e com os pobres.

      • Discordo veementemente da análise pela classe média ou rica, como “auto-centradas”.

        Eu poderia ir de moto para o trabalho, mas não vou porque não há local decente para se estacionar. Aliás, deveriam é incentivar motos e bicicletas, mas isso não ocorre.

        De metrô: teria de andar 2,5km até a estação próxima da minha casa, inviabilizando essa alternativa. Eu poderia ir de carro até a estação, mas não há segurança alguma no entorno da estação, nem para o carro, nem para mim, no horário que volto do trabalho (cerca de 20h ou mais).

        De bicicleta: andar 10km sem poder tomar banho e trabalhar? Impossível.

        De ônibus: seria uma possibilidade, ressalvado o perigo de voltar à noite, no horário acima.

        Trabalho de roupas sociais e com pastas executivas. É chama de ladrão, sim.

        Por que me arriscar se posso ir de carro, pagando mais, porém escolhendo meu horário? RESOLVAM A SEGURANÇA QUE TODAS AS DEMAIS ALEGAÇÕES FICAM BONITAS.

        Ano passado, por conta das chuva, fui trabalhar quase a semana toda de metrô. Vi dois assaltos na entrada da estação central (na rua), passou na televisão um assalto a estação Aeroporto (onde pego o metrô) e andar pela Casa da Cultura e Estação de Metrô após as 19 horas é um risco e tanto. PODEM ME CHAMAR DO QUE QUISER, MAS EU TENHO UMA VIDA, UMA FAMÍLIA E FILHAS PARA SUSTENTAR.

        Tenho horário flexível e não vou brincar de bom moço para malandro me roubar.

        ENGRAÇADO é que há 20, 30 anos, o sentimento de insegurança geral de Recife não existia. Tudo mudou – para mim, principalmente depois do Estatuto da Criança e do Adolescente, que gera uma massa de marginais que se acostumam a não responder por crimes – e agora parece que todos esquecem desse fator, para mim fundamental, quando se pensa em sociedade.

        • Concordo SPC, mas não podemos virar reféns 24 horas por dia da bandidagem. Se alguma coisa não é feita, aí é que a marginalidade vai tomando conta. Daqui a pouco, o cara tem que ficar preso em seu apartamento-gaiola e os bandidos soltos pela rua plantando o terror. E é isso que o bandido quer: criar um poder paralelo e colocar a sociedade e o Estado oficial de joelhos sob as armas da bandidagem. Isso não dá.

          Conheço muita gente que ficou esquizofrênica com esse negócio de assalto. Conheço um comerciante que já foi tão assaltado que basta ele ver um menor de idade correndo pelo meio da rua que pensa logo que é trombadinha, já que os chefões da bandidagem e do tráfico estão colocando os menores na linha de frente do crime, pois menor não vai preso. A instalação do pânico pela bandidagem gera essa onda de paranóia coletiva.

          O debate sobre o transporte público tem que ir além da questão da marginalidade. Bandido é problema da polícia e da justiça. Já o transporte público é um problema de todos.

          A coisa tá complicada, mas tem que ser enfrentada, se não viraremos uma Colômbia do final dos anos 90 onde os traficantes chegavam ao cúmulo de invadir Assembléia Legislativa e cortar pronunciamento do presidente pela televisão.

  • Só para dizer que eu não sou um cara radical, hoje fui de Boa Viagem até o começo da Boa Vista num Geladinho…

    Bem, ali sim se anda com um mínimo de dignidade.

    Infelizmente para eu utilizar o Geladinho precisaria pegar 2 ônibus, o que já me entristece.

    Se todo ônibus tivesse aquelas condições (vazio, limpo, silencioso (sem a baixaria) e climatizado eu andaria tranquilamente.

    Mas nas demais carcaças? Eu andarei de carro até a morte!

  • Dirijo (quase) todos os dias. Tenho tentado deixar o carro em casa, e o faço nos fins de semana, quando tenho tempo livre, não estou preocupada com horários e tal. Também tento usar o transporte público nos dias úteis, quando vou ao centro da cidade, por exemplo. Adoraria deixar o carro mais em casa, mas, enquanto para ir ao trabalho gasto mais ou menos o mesmo tempo de carro ou de ônibus, na volta às 9 da noite, gasto o TRIPLO do tempo. Então, como já disse, tenho tentado usar o transporte público como e quando dá, mas às vezes é impraticável. Quem dera ter boas ciclovias um dia.

  • Não uso ônibus e não vejo motivo para usar. Veja, saio de paletó, com notebook e processos no braço – nao tenho condições de andar sequer 1km às 13h em Recife. Qualquer um chegaria no destino totalmente molhado, sujo, queimado – afora o risco de assalto. Além disso, não tenho condições de sair do escritório, por exemplo, para a justiça federal, fazendo um trajeto de 15km em 2:30 (contando tempo de viagens e espera de ônibus) ou mais dentro do paletó, no calor com algum processo no braço, enquanto de carro, no conforto, levo no máximo 1 hora para ir e voltar, sem passar nenhum sufoco.

    só podem cobrar uso alternativo de algum outro meio de transporte quando ele for, pelo menos, equivalente ao usado hoje em dia, o carro. .

  • Dúvida:

    Domingos Ferreira. Qual a dificuldade/problema de retirar aquela calçada central e aumentar a avenida?

    • Aí aparecem os ecochatos falando em supressão de área verde em nome do progresso desenvolvimentista e ecocida…

    • saulo, que tal derrubar os prédios da Av. Boa Viagem para alargar a pista?
      só assim a avenida ia andar mais rapida ne?

    • Já ouviu falar em gasoduto?

    • “Dúvida:

      Domingos Ferreira. Qual a dificuldade/problema de retirar aquela calçada central e aumentar a avenida?”

      Já ouviu falar em gasoduto?

  • se ninguem acima percebeu, o texto não serviu apenas para criticar quem usa o carro(ou toma o whisk na festa) mas sim ao poder publico(ou o organizador da festa do exemplo) que não intervil, tanto permitindo o transporte publico perder espaço para o privado(e individual), como tambem consedendo o serviço e garantindo a maior lucratividade as empresas que tomam conta(realmente) de forma vergonhosa, tornando o “serviço”-falando assim parece ate que transporte é uma mercadoria, o que nesse modelo vem se concretizando- obsoleto.

  • Hoje me deparei com uma situação um tanto inusitada, sai da universidade em direção ao terminal do Rui Barbosa – Dois Irmãos, e não encontrei nenhum ônibus no terminal, isso nunca tinha acontecido antes, pelo menos comigo, então perguntei a uma senhora que organizava o horário do ônibus, ela me disse que fazia ceca de 2 horas e meia que não passava o ônibus, isso por causa de um engarrafamento na rua da hora.E detalhe que eram exatamente 19:30…

  • Não adianta investir no transporte de massa sem esquecer que vivemos em uma cidade violenta. As duas coisas andam juntas.

    • “Não adianta investir no transporte de massa sem esquecer que vivemos em uma cidade violenta. As duas coisas andam juntas.”

      É uma cidade violenta mas não é Israel, você coloca a coisa como se a toda hora em qualquer esquina houvesse um assassinato neste momento, não é assim. Vamos parar de paranóia! Quem tem medo de defecar não come, quem tem medo de viver fica trancado em casa.

      • Como assim “não é Israel” coleguinha? É muito pior do que Israel. O Brasil tem uma taxa de homicídios por volta de 22 por 100.000 enquanto Israel tem uma taxa de 2,1 por 100.000. Portanto, não precisa se muito inteligente em perceber onde é mais perigoso. Na verdade, entre 2008 e 2010 o Recife apresentou uma taxa de 71,7 por mil enquanto nesse mesmo período o Iraque apresentou taxa de 64,9.

        Devemos pesquisar um pouco quando vamos abrir a boca para falar do que não conhecemos. Na verdade, nunca devemos falar do que não conhecemos.

        Poderia até colocar a fonte mas aí estaria, nesse caso específico, colaborando com a preguiça alheia.

        PS – Tenho um amigo militar em Israel. Quando perguntei por que não voltava para o Brasil ele alegou que tinha medo da violência aqui pois tinha dois filhos pequenos.

  • Achei extramamente interessante o texto e,inclusive, me coloco na posição do que escolhe o whisky.
    Todavia, além do comodismo da população eu acredito que devem ser levados em consideração de que alguns pessoas, por comodismo e por segurança, não me sinto segura de sair as 9 horas da noite e pegar um ônibus.
    Além de ser extramamente perigoso, nao me canso de ouvir relatos, na pos modernidade primata que vivemos e com o machismo nosso de cada dia é extramamente desprazeroso caminhar por alguns locais e ouvir gracinhas o tempo todo ou ficar com medo. E o argumento de que “as roupas nao estão corretas” não funcionam por que em hellcife 40 graus, ninguém vai sair de burca.
    De certa forma o carro da uma segurança e um “blindamento” dessas questão.
    Ademais, como foi colocado por comentários anteriores, as condições em que o transporte público se encontra é caótica e os motoristas parecem mais que estão levando gado e não pessoas. Ah, possivelmente os gados são mais bem tratados.

    Me coloco na posição de comodista, mas, com argumentos plausíveis. Não sei, para se pensar, talvez a classe média coloque a desculpa nesses fatores para não abrir mão do carro, porém, possivelmente, caso os transportes fossem de qualidade uma porcentagem abrisse mão da blindagem provocada pelo veículo.

    Outrossim, as parcelas da população menos favorecidas utilizam o veículo porque não outra escolha e caso fossem contemplado com um carro, mesmo com todos os danos causados, possivelmente optariam, Então, acredito que o grande lance não é somente criticar quem faz uso e sim da maneira como o sistema anda mal e não atendendo a parcela da população

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).