Os conflitos internos na Ilha de Assunção em Cabrobó: uma história ainda não revelada

set 26, 2008 by     15 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Entrada da Ilha de Assunção, território da tribo indígena Truká, Cabrobó.
Foto: Sérgio Schnaider. Clique para visualizar melhor.

Não há oportunidade melhor para falar dos índios de Cabrobó. O Diário de Pernambuco e o Jornal do Commercio de hoje trazem matérias sobre a manifestação de ontem, no Recife (veja em nossa clipagem local). Integrantes da tribo Truká reivindicaram providências das autoridades quanto ao assassinato do candidato a vereador naquela cidade, um dos líderes indígenas, Mozenir Araújo de Sá, morto há 32 dias.

Em maio de 2006, estive naquela cidade para fazer um levantamento histórico do município. De cara, chamou-me a atenção a tribo indígena dos Trukás. Conversei com muitas pessoas da cidade e da tribo. A realidade lá é bastante diferente do que é comunicado pelos nossos veículos de comunicação. Espero que, com este post, colabore um pouco com o entendimento dos leitores sobre a tribo Truká.

Um pouco da história de lutas dos Trukás

Historicamente, a região é mesmo habitada por povos indígenas desde o século XVII, como informa o coordenador nacional do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Saulo Feitosa, na matéria do DP. No entanto, a história é mais complexa, e não pode ser resumida dessa forma, pois legitima uma etnia que não tem a uniformidade que parece ter.

A tribo que habita a Ilha de Assunção já passou muitas transformações ao longo do tempo. A mais recente, e, talvez, mais importante, aconteceu entre os de 1960 e 1980, durante o regime militar.

Desde séculos passados, os índios que ocuparam a Ilha sofrem de perseguições por parte dos fazendeiros da região. Durante a a década de 60, a usurpação das terras dos Trukás passaram a ocupar também a agenda do governo do Estado de Pernambuco. Uma das ações mais fortes, no entanto, se deu durante a década de 1970.

A Companhia de Sementes e Mudas de Pernambuco (Semempe) realizava ações estratégicas nessa Ilha, ocupando as terras e interferindo negativamente na vida dos indígenas. Em 1981, os índios Truká iniciaram uma grande reação contra a Semempe, A contra reação por parte do Polícia Militar e da empresa estatal foi drástica, e morreram alguns líderes da tribo, como Antonio Bingô.

No ano seguinte, uma nova onda de reações, dessa vez mais contundente, agregando pessoas que nem sequer faziam parte da etnia truká, e com certo apoio da Funai. É quando se tem início o processo de demarcação das terras Truká. Durante esse processo, a violência do poder constituído pelas forças militares do Estado praticou uma grande ofensiva contra os povos que ocupavam a Ilha. A prática de seqüestros, torturas e assassinatos foram constantes – de acordo com relatos que ouvi, e com os materiais pesquisados.

Cerca de uma década depois, em 1994, os povos da Ilha iniciaram novo processo de retomada das terras, cansados das “vistas grossas” do governo brasileiro para a problemática da região. No ano de 1994, foi invadida a fazenda do “Rei da Cebola”, Apolinário Siqueira (conhecido como Xinxa) – um dos últimos coronéis da região. No ano seguinte, os Trukás tomaram mais um pedaço de terra, que pertencia ao fazendeiro Cícero Caló.

Não participaram de todo esse processo de lutas apenas indivíduos da etnia Truká. O processo de mobilização foi extenso, e agregava participantes de várias regiões. Em 1999, a retomada da Ilha se deu de forma definitiva, sendo expulsos os gados que ocupavam as fazendas.

Desde então, as perseguições aos membros da tribo tem sido freqüentes. Em 2005, um fato grave aconteceu durante uma festa na Ilha. Alguns policiais militares invadiram as terras e assassinaram um dos líderes, Adenílson Vieira e seu filho Jorge. Uma das testemunhas oculares dos homicídios foi o candidato a vereador, morto há cerca de um mês, Mozenir Araújo de Sá.

Os conflitos internos na Ilha da Assunção em Cabrobó: uma história ainda não revelada

Mas, a história não para por aí. Existem nuances que não constam dos registros “oficiais”, nem dos discursos dos líderes da tribo. Essas “nuances”, escutei quando fiz minha viagens à região do vale do São Francisco, e conheci alguns integrantes marginalizados pela própria tribo, além do povo “branco” da cidade – que repugna toda a tribo Truká, certamente por causa da difusão de certa propaganda negativa, sobretudo por causa das lutas das décadas de 70,80 e 90.

Além dos problemas externos, da tribo com o povo da cidade de Cabrobó, existem problemas internos na Ilha, que devem ser investigados mais profundamente pelo Ministério Público. A questão é que a etnia Truká não tem mais a unidade étnica que tinha séculos passados.

Como eu disse lá atrás, o processo de retomada das terras da Ilha de Assunção agregou indivíduos que não faziam parte da tribo, e que também reivindicaram terras para si, após a retomada definitiva do território, em 1999.

Existe mais de uma família na Ilha. A família que tive maior contato, inclusive freqüentando as humildes casas deles por alguns dias, foi a família Borges. Eles me narraram muitas histórias que não constam da versão “oficial” da família majoritária – que ocupa as terras mais férteis da Ilha.

O conflito interno entre as famílias é grave, provocando muitos problemas que não são relatados nos veículos de comunicação (sem acreditar em má-fé por parte da mídia, creio que por desconhecimentos mesmo. Tentarei esclarecer um pouco desse conflito aqui, para os leitores do Acerto de Contas, preservando apenas os nomes daqueles que me narraram).

Como se sabe, o governo federal repassa verbas e outros recursos capitais (como insumos para produção local, tratores, fertilizantes e sementes) para os moradores da ilha através da Funai.

Logo ao chegar ao município, eu e os que me acompanharam na viagem fomos ao posto da Funai, na entrada da Ilha. A primeira coisa que me chamou a atenção foi que logo ao entrar na ilha pela ponte de acesso, a estrada se dividia em duas: uma à esquerda e outra à direita.

A estrada que ia para a esquerda era asfaltada até certa altura da ilha (à época, homens do Exército brasileiro trabalhavam asfaltando o restante), enquanto a da direita era de barro, esburacada e precária (vocês podem verificar na foto no início deste post).

Chegando ao posto da Funai, conhecemos um funcionário do posto, que era integrante da tribo. Perguntamos a ele se os índios eram favoráveis ou contrários às atividades turísticas na ilha. Ele respondeu negativamente, que os índios eram contrários às atividades turísticas. Sendo assim, não tínhamos mais o que fazer na ilha.

Uma dúvida ficou em mim: será mesmo que não?

Insatisfeitos com a resposta negativa do funcionário, fomos andar pela ilha, sob a ressalva dada por policiais da Rocam, que estavam no local, de que seria um passeio um tanto perigoso. Mas, fomos mesmo assim.

Desse passeio inicial ficaram-nos estranhas impressões de que algo ali não ia bem. Tínhamos que descobrir o que ali estava errado. Embora ainda não soubéssemos dessa “missão”. Voltamos ao hotel em que estávamos hospedados. Neste mesmo dia, já à noite, saímos pela cidade para fazermos mais um “passeio”.

Durante este passeio noturno, conhecemos um índio Truká. Vou chamá-lo aqui de X-Borges. Ele dissera que havia nos visto conversando com o funcionário da Funai, e que queria nos contar sua história. Aceitamos sua proposta e abrimos nossos ouvidos.

Para nossa surpresa, o tal funcionário da Funai era um ex-cacique dos índios Truká. X-Borges nos fez uma denúncia, na qual acusava o ex-cacique de desviar recursos para a sua família. Descobrimos que este ex-cacique era membro da família que morava à esquerda da ilha – o lado asfaltado, cujas terras são mais férteis.

Como eu disse acima, o Governo Federal repassa verbas e outros recursos para os moradores da ilha através da Funai. A denúncia era de que esse ex-cacique estava “infiltrado” no posto da Funai com o único objetivo de desviar recursos, além de “manipular” a polícia, estando ele mancomunado com outros grandes fazendeiros do município de Cabrobó.

Além disso, a família Borges acusava esse ex-cacique e sua família de ter-lhes expropriado as terras mais férteis da Ilha de Assunção, que estão localizadas no lado esquerdo dela.

Podemos dizer que existem duas famílias principais na Ilha, além de outras menores, dependentes das maiores. De um lado, a família do ex-cacique da tribo, e funcionário da Funai à época; de outro, a família Borges.

X-Borges nos fez também o relato de uma perseguição policial que sofriam alguns membros de sua família, já há algum tempo. Segundo X-Borges, os policiais da Rocam já haviam matado dois dos seus familiares, e estava com uma lista de mais oito, entre eles, o próprio X-Borges.

Não se fazendo de “santo”, X-Borges assumiu que andava fortemente armado. Assumiu também que plantava maconha para seu consumo e para venda, além de praticar assaltos a bancos e carros-fortes, na BR-428, que atravessa o município.

Disse ainda que estava ali disposto a tudo: a morrer e a matar também.

Para X-Borges e os seus, o que nos foi afirmado é que eles eram extremamente favoráveis às atividades turísticas na ilha. Quem não as desejava era o ex-cacique e sua família.

Para X-Borges, as visitas de turistas na Ilha trariam não apenas movimentação econômica, mas principalmente, visibilidade aos problemas políticos e econômicos instaurados na tribo. E que essa seria uma forma de solucionar os conflitos que vivenciavam.

X-Borges ainda nos narrou uma história de um infeliz dia vivido por ele, em que um grupo de policiais saiu “à sua caça” e foi até sua casa para lhe matar. Um primo de X-Borges antecipara-se e veio até ele, informando-o da operação, o que lhe deu tempo de pegar seu pequeno filho de cinco anos nos braços e fugir para dentro do mato.

X-Borges deixara seu filho com sua família, e arribou-se por mais de um ano escondido em meio à caatinga da região. Estando de volta, sabia que estava na lista negra da polícia militar.

Outra nuance do discurso de X-Borges foi quanto ao processo de elegibilidade do cacique da tribo. Segundo nos narrou X-Borges, era realizada uma espécie de “processo democrático” interno para eleição do cacique.

O problema, segundo X-Borges, é que a família de seu rival era bem mais numerosa que a sua – que girava em torno de cinqüenta a sessenta indivíduos. X-Borges reivindicava um outro tipo de processo para eleição do cacique.

Sugeria um processo de nomeação externa. X-Borges não sabia bem como seria este processo. Sabia apenas que aquilo tinha que mudar. Algo precisava ser feito. Não sabia o quê. Só tinha certeza de que as coisas como estavam não eram justas.

Lembro-me bem da frase dita por X-Borges, a cada duas dúzias de palavras pronunciadas, em meio a lágrimas ou grunhidos, sempre olhando para o céu: “É nóis cum Deus e Deus contra eles.”

Essa história estava nesse ínterim quando deixei o município de Cabrobó, seguindo nossa viagem pelo sertão do Vale do Rio São Francisco, em maio de 2006.

Se há algo que eu possa fazer ainda, é solicitar ao Ministério Público de Pernambuco e às demais instituições de autoridade do Governo Eduardo Campos, que busquem apurar com maiores detalhes todas essas histórias e os conflitos que existem na região.

Não devemos nos pautar apenas pelo que a grande mídia nos revela. É pouco. Muito pouco. Se um dos coordenadores regionais do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, Gustavo Magnato, e o secretário executivo de Defesa Social, Claudio Lima, estão realmente dispostos a apurar a situação dos índios em Pernambuco, começar pelos Trukás de Cabrobó é um bom caminho.

O assassinato de Mozenir Araújo de Sá, ex-candidato a vereador naquele município, deve ser a partir de agora encarado pela população pernambucana como um marco histórico para o início de um processo que busque de fato dignificar o povo que habita aquela Ilha.

15 Comentários + Add Comentário

  • André,

    O problema é esquecemos que existe vida depois de Caruaru. De um modo geral, as notícias vindas do sertão são superficiais e com pouco comprometimento jornalístico.

    Conheço Petrolina e todos os amigos que tenho lá são unânimes: é uma região esquecida por Recife e pelos recifenses (a capital, o litoral, enfim… é onde as coisas acontecem).

    Pela proximidade com Salvador (muito mais perto do que Recife) e influência cultural da irmã Juazeiro, os nossos conterrâneos de Petrolina hoje têm sotaque baiano.

  • E parabéns pelo espírito investigativo.

  • Seria bom que se envestigassem o desvio de casas que existem na ilha de assunção doados pela União, la só recebem os beneficios as familias dos lideres e não os mais humildes.

  • Sei que ja tem muito tempo que essa materia foi posta, mas eu conheco a ilha como um verdadeiro coloi de marginais, ñ que seja generalizado mas muito mais do que a maioria, que a Policia quando vai la geralmente é recebida a bala por marginais que usam a ilha e a propria tribo como meio de esconderijo e assim as veses arrastando outros marginais pra la tambem.
    Quem estiver pensando que la so tem inocente pode tentar passar oito dias por la, que se vc encontrar um verdadeiro homem de bem elel vai lhe falar a verdadeira situação da Ilha da Assunção.

  • moro em sao paulo hoje em dia no entanto quando morava em cabrobo eu vivia visitando a ilha da assunçao pois tenho varios parentes que moram la epresenciei o sofrimento constante que esses indios sofrem por meio dos policiais o desrespeito e a falta de consideraçao eles nao tem sossego nem no seu ambiente de moradia eles so querem oseu direitos so querem paz

  • Com exceção do depoimento de Jucelma dos santos silva, os demais depoimentos são o testemunho vivo da ausência de bom senso. Começando pelo autor do texto extremamente tendencioso, pseudo investigativo, que a partir de uma única fonte, de forma irresponsável e prepotente relata o contexto vivenciado por ele como verdade absoluta. Sem duvida um dos piores textos encontrado sobre o assunto na internet.
    Um beijo
    Maria do Carmo

  • Os conflitos atuais no Oriente Médio, entre Árabes e Israelenses, não é um fato recente. Os conflitos são em maior parte causados pela migração de judeus para a Palestina, a determinação deles no Estado de Israel e a relação do Estado de Israel com seus vizinhos árabes.

  • EU NASCI EM CABROBO E FUI CRIADO LÁ ATÉ AOS 24 ANOS DE IDADE MAS HOJE MORO AQUI EM PAULISTA REGIÃO DA GRANDE RECIFE.MEU PAI TINHA TERRAS NA ILHA DA ASSUNÇÃO COM AGUA,CACHOEIRA, E TUDO DE BOM, NAQUELA EPOCA NÃO TINHA INDIO EM CABROBO OS APARECERAM DEPOIS QUE CRIARAM A FUNAI, E O PIOR É QUE EM CABROBO É O UNICO LUGAR NO BRASIL QUE TEM INDIO GALEGO. O QUE EU ACHO É PRECISA URGENTE A POLICIA FEDERAL ACABAR COM CABADA DE GENTE FAZENDO COISA ERRADO E NINGEUM FAZ NADA, NA ÉPOCA QUE EU MORAVA LÁ TINHA MAIS GENTE BRABA.COMO É QUE DEIXA A ILHA NA MÃO DE DOIS DIZENDO QUE É INDIO SÓ PRA TOMAR AS TERRAS DOS OUTROS E O PIOR É QUE ENTRE ELES MESMO NÃO EXISTE UNÃO, UM ABRAÇO.CADE A POLICIA FEDERAL

  • ALOIZIO MENEZES DE ANDRADE VOCE É MUTO ARSONO O POVO TRUKA TEM MAIS DE 500 ANOS O VOCE NÃO SABE QUE SÂO DA NAÇÂO CARIRI VAI ESTUDA LERDO

  • nasci na Ilha de assunção morei soh 02 anos,tenho vontade de conhecer,+ dizem que nao pode ,pois soh entra co alguem conhecidos dos moradores

  • vamos compreender melhor essa entrevista que hora fora feita por esse X borges primeiro lugar ñ apenas essas duas famílias, que existem dentro da ilha e que são remanescente truká além dessas temos as famílias : delfino, ciriaco,pachola, alberto, amaro, procópio,felix, pander,pereira e tmb barros ok ? caro aloizio menezes acho que vc ñ conhece a ilha nem um pouquinho … venha ver os primeiros habitantes da mesma só assim então vc poderá falar essas abobrinhas, nós ñ somos índios nós somos remanescente do povo kariri , tuchá e tuchi vc quer mas ? somos mesmo é povo truká com muito orgulho…!

  • oi eloizio menezes eu acho que vc não sabe nem quem vc é, vc nunca estudo historia não vc é tão borro asim se vc não sabe oq fala fica calado mais insiste sim indiós morenos ,galegos ,pretos .só não insiste cara mais borro qui nem vc ,,,,,,mais beleza fica com deus qui ele vai fazer vc compriender ….. que deus te em lumine e te der muita fossa pra vc estudar muito que deus te em lumine seu indiota

  • vc é muito borro mesmo né eloizio

  • Gostaria de saber notícias do filho do Xinxa, como o pai se chamava Apolinário e estudou comigo np Colégio Nóbrega em Recife! Posteriormente descobri que o seu pai, Xinxa era conhecido de meu pai! KKKKK

  • Tem mais mentira do que verdade nesses conflitos.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).