Os cursos de Direito à Distância

out 7, 2011 by     33 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Por Inácio Feitosa
para o Acerto de Contas

Recentemente o sistema estadual de educação de Santa Catarina autorizou o funcionamento do primeiro curso jurídico à distância. Também há poucos meses o INEP/MEC aprovou e divulgou o novo instrumento de avaliação de cursos de Direito “presencial e a distância”.

Este instrumento de avaliação do MEC abrange tanto pedidos de autorização, quanto pleitos de reconhecimento ou de renovação de reconhecimento na esfera federal.

Já na esfera estadual a “avaliação” para autorização de cursos, não obedece necessariamente ao mesmo padrão de avaliação do SINAES, Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, e se quer passa pelo crivo da OAB Federal. Fundamentam essa “prerrogativa” na divisão de competências educacionais previstas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), nos artigos 16 e seguintes, além do pacto federativo de alçada constitucional.

Existem fortes indícios de flexibilização dos cursos jurídicos com a publicação desse instrumento de avaliação em comento e com o posicionamento de Santa Catarina.

São sinais de fumaça. E onde há fumaça…

Portanto, a autorização de cursos jurídicos a distância passou de ser mera hipótese com previsão legal, para ser institucionalmente admissível pelo INEP/MEC e pelos Estados.

O que isto em tese representa?

Creio que essa possibilidade representará, caso seja concretizado em larga escala, uma maior precariedade em relação à qualidade dos cursos jurídicos no Brasil.

Portanto, o que está ruim poderá ficar ainda pior.

Nada contra o ensino a distância. Sou um defensor ardoroso do uso de tecnologias educacionais e a promoção de um ensino sem distância. Porém, é preciso que antes seja feito o dever de casa, entre tantos, a aprovação do PNE – Plano Nacional de Educação – pelo Congresso Nacional e o cumprimento de suas metas pelo Executivo.

Acontece que hoje nossa sociedade não está preparada educacionalmente para tais avanços e facilidades tecnologicas. Poderá ser que no futuro até estejamos.

Queremos a todo custo participarmos do seleto grupo de países “desenvolvidos”, ou do Conselho de Segurança da ONU, etc. Nossa realidade educacional não nos permite esse “passe livre, mesmo que os números econômicos contrariem essa tese.

Nossa educação está no “quarto mundo”. Educar é uma coisa. Promover aluno analfabeto, realizar avaliações e reprisar modelos de preenchimento de questionários nas Prefeituras para se ter um bom resultado é outra totalmente diferente.

A nossa educação básica é de péssima qualidade. Tal fato reflete na educação superior e em nossa sociedade. Precisamos educar nossa população do ponto de vista pedagógico, e também social.

O analfabeto social é a ignorância personalizada no “jeitinho brasileiro”, na corrupção e na política feudal de nosso país.

Ser educado não é apenas saber ler e escrever, é também respeitar as pessoas, o meio ambiente, a cultura e a sociedade. Jogar lixo na rua, pichar muros e oferecer (e receber) propina é analfabetismo também!

O ensino jurídico a distância corre o risco de se distanciar também da qualidade, da preocupação com uma formação humanística e com o fortalecimento do bacharelismo como solução para as crises de estabilidades dos pretensos concurseiros.

Inclusive, irá prejudicar as graduações em Direito presenciais. Estas estão em processo de amadurecimento acadêmico diante da Lei do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), estão no caminho de atigirem o ponto de equilíbrio.

Com a abertura de cursos jurídicos a distância muitas instituições presenciais sérias terão dificuldades de existência. E também o que seria lamentável: de aperfeiçoarem sua agenda positiva em favor de um ensino jurídico de qualidade.

É hora de discutir com seriedade este tema. Fica nosso registro.
______________________________________
INÁCIO FEITOSA, advogado e Presidente da Comissão de Direito Educacional da OAB-PE (ijfnx@hotmail.com)

33 Comentários + Add Comentário

  • Acho que há um grande preconceito com os curso à distância no Brasil. Basta que eles sejam bem fiscalizados.
    Os cursos à distância são até mais difícies pois exige uma disciplina do aluno fazendo com que ele estude mais.

  • Agora Direito na Mauricio de Nassau, pode, hein Inacio ?

  • No Brasil, os cursos à distância na instituições públicas são boicotados internamente. São feitos para não funcionar e, em seguida, dizer que o modelo não funciona.

    Na Eurora e EUA existe ensino à distância desde do começo do século passado. Estamos quase um século atrasado neste processo. Por quê?

    Uma das formas de impedir a pulverização do conhecimento, através do ensino à distância, é colocando um monte de burocracias para que este não consiga ser efetivo. E os argumentos são “baixa qualidade” do ensino à distância. Como alegar baixa qualidade de algo que não fora nem medido ainda?

    É isso, a lógica é partir de pressupostos sem nenhuma prova, para se fazer afirmações contrárias ao progresso. A pulverização e acesso ao conhecimento não pode mais ficar restrito, pois a internet avacalhou as fronteiras. Nós ainda chamamos ensino de 3ª grau de ensino superior. Como se as pessoas que não cursaram universidade fossem inferiores.

    O texto é medieval. Atrasado. Está há, pelo menos, um século de atraso em relação às práticas dos países centrais.

    Quem quiser estudar à distância que o faça. Seja livre e escola a forma mais barata, acessível ou cômoda.

    O problema é quando pulverizar as universidades à distância, com aulas gravadas. Ou seja, uma mesma aula será exibida para “n” turmas diferentes, levando os custos lá para baixo e consequentemente as mensalidades. Isso pulverizaria o acesso ao conhecimento, a informação e consequentemente as formaturas: o pedaço de papel que comprova seu conhecimento.

    Uma tarefa simples é verificar quem perde com isso? Pois toda a sociedade ganharia.

    Vejam o caso do MIT (http://ocw.mit.edu/index.htm) que coloca todos conhecimento gerado (aulas, notas de aulas e etc) de graça na internet. Eles chamam isso de “destravando conhecimento e empolgando as mentes”

    Aqui no Brasil, a regra é travar e limitar o conhecimento e obscurecer as mentes…

    • Ah, esqueci de dizer. Um brasileiro pode fazer um curso à distância em uma universidade virtual do exterior, não sujeita à burocracia tupiniquim. Recebendo o diploma, o aluno valida aqui no Brasil em alguma universidade pública. Pronto. Acabou a discussão: importaremos diplomas.

    • No Brasil, em geral, um curso desses é uma mera compra de diploma.

    • Prezado colega, coitado do aluno que tenha um professor como papagaio leitor de livro em sala de aula. O trabalho do professor universitário, principalmente, vai muito além disto.

      • Em qualquer lugar do mundo civilizado, o estudante universitário trabalha (estuda) mais que o professor.

        Mas aqui no Brasil, onde os alunos não querem estudar e se esforçar, logo querem colocar toda a responsabilidade do ensino/aprendizagem no professor.

        Faça um levantamento da duração das aulas aqui e lá fora.

  • Entendi… quer dizer a Maurício de Nassau está perto de atingir o ponto de equilíbrio.

  • O PRÓPRIO MINITÉRIO DA EDUCAÇÃO É QUEM AVACALHA, E DEPOIS QUER EXIGIS DAS FACULDADES. CURSO A DISTÂNCIA DE MEDICÍNA, DIREITO, ENGENHÁRIA E OS TRADICIONAIS NÃO PODERÃO SER ENCURTADO OU A DISTÂNCIA. QUEM AVACALHA A EDUCAÇÃO NO PAÍ?

  • Ensino à distância, NOS MOLDES BRAZUKAS???? é sinônimo de piada.

    É uma zona. Ainda bem que Direito se aprende 80% na prática. Caso fossêmos advogar com o que se aprende nas faculdades, seríamos advogados e profissionais risíveis.

    País avacalhado sempre caminhando a um nível de avacalhação maior e maior e maior e…..

    • Se 80% do curso de direito aprende-se na prática, então é prova cabal que um curso universitário é completamente desnecessário.

      • É mais ou menos por aí.

        Não é totalmente, em virtude desses 20% serem a base em que se constrói todo o resto.

        • Carrilho, não vejo porque o ensino à distancia seria pior, visto que 20% do aprendizado, segundo sua informação, é feita através da universidade.

        • Pq, dependendo do ensino a distância, ele se dá por leitura de textos. Algumas são por videoconferência, mas algumas cadeiras “online”, são apenas leitura de texto.

          E as provas???? uhauhauhaha. quem já pagou “cadeira on line”, sabe.

          E não ache que gosto do fato de 15, 20 ou sei lá quantos porcento serem o conhecimento adquirido nas universidades, não.

          Apenas falei o que acho que acontece na prática. Acaso sua faculdade tenha sido melhor que a minha, ok, que bom. Mas com quem eu converso, a história é a mesma: Estagiar desde o 3º período, pois só assim aprende.

          Estamos falando do curso de Direito. E, obviamente, desnecessário falar, existem as exceções.

  • Se o problema fosse os cursos virtuais, estaria tudo bem.

  • O texto é ruim – passa do mal escrito – e extremamente corporativista; uma péssima tentativa de proteger a classe dos “adegovados”.

    Gostaria de ver o outro texto do autor com as mesmas preocupações em relação ao ensino à distância de outros cursos quando a modalidade começou a ser implantada no Brasil.

    Ah, não tem?

  • CORPORATIVISMO!
    O que é o curso de direito tem de tão especial que não pode ser realizado a distância?

    Como se a qualidade dos nossos bacharéis presenciais fosse digna de primeiro mundo, o problema desses profissionais não está relacionado a modalidade de ensino e sim está ligado a falta de comprometimento por parte do aluno.

    A grande maioria só está interessada no diploma, e acha que este diploma por si só já lhe garante muita coisa, mas não assim na prática, vão terminar tendo que estudar depois de formados o que deveriam ter estudado ao longo da faculdade.

    Até porque a quantidade de professores que fingem que ensinam, são mestres em seminários e não acrescentam nada é imensa.

  • É muito interessante como o foco dos problemas de Educação nesse país é mudado. Por que não pode haver um curso de Direito a Distância? Citem somente um motivo.

    Hoje temos um verdadeiro fracasso do ensino superior no Brasil, após a abertura para criação de tudo que é tipo faculdade, com cunho unicamente mercantilista. Toda faculdade começa com Administração e Direito. Os alunos passam por elas sem elas nunca terem passado por eles.

    Pagam milhares de reais para obter um diploma de bacharel de ciências jurídicas e saem com ele sem maiores dificuldades. Dando continuidade aos negócios dos inúmeros grupos educacionais que comercializam, descaradamente, a preço de ouro, os passaportes dos nossos próximos juristas.

    Os níveis de aprovação para os exames da poderosa OAB beiram o ridículo. No exame de ordem realizado em Dezembro de 2010 somente 9,74% dos inscritos foram aprovados. Isso significa que de cada 10 candidatos, 9 foram eliminados. Isso está próximo do equilíbrio?

    Para resolver a aberração a egrégia e tradicional Ordem dos Advogados do Brasil já está dando um “jeitinho”. Baixou o número de questões de seu exame em 20%. Assim os candidatos conseguirão passar, a “qualidade” dos tão bem preparados futuros juízes, promotores, procuradores, certamente, melhorará e os empresários da Educação continuarão lucrando.

    O mais inacreditável diante desses descalabros é ter que ler asneiras tendenciosas dos “defensores” da boa educação querendo justificar os seus futuros fracassos com visões limitadas do processo de ensino-aprendizagem.

    Países desenvolvidos como o Canadá possuem Universidade exclusivamente a distância e ensinam até o nível básico nessa modalidade.

    O erro no Brasil é falta de vergonha na cara. O que precisamos é fiscalizar esses botecos chamados faculdades(90 delas sem nenhum candidato aprovado na OAB). O que se precisa é fechar todas que não atendem ao que se propõe e parar de dar credenciamento de forma política e irresponsável.

    Com este tipo de instituição de ensino, nenhuma modalidade dará certo.

    Ou seja, não é a modalidade de ensino que fará o Curso de Direito, de Medicina, de Engenharia ou de Pedagogia melhor ou pior. Nossa qualidade de ensino é comprometida principalmente pela falta de vontade política para resolver.

    Fonte: (http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia/2011/07/04/oab-reprova-9-em-cada-10-bachareis-em-direito.jhtm).

    http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/09/13/oab-divulga-resultado-preliminar-do-1-exame-de-ordem-de-2011.jhtm

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u16140.shtml

    http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/07/05/oab-divulga-lista-com-as-90-faculdades-com-indice-zero-no-exame-de-ordem.jhtm

    • canadá = brasil. Nem sabia O.o

  • Caro Inácio,

    Importante sua análise. Campo fértil para o debate.

    O que me vem a mente é o seguinte. Vou pontuar:

    1.Pertinente levantar uma “maior precariedade em relação aos nossos cursos jurídicos” e chegar a uma conclusão inicial de que “o que já está ruim pode ficar pior”.

    2. Quando você cita “larga escala” pouco antes da frase supra citada, nos remete à crítica também relevante de um leitor que afirma que o próprio MEC esparramou doses cavalares de faculdades privadas de Direito Brasil afora, derrubando a nossa tradição.

    E isso fica sendo visto (ou mal visto) como uma questão mercadológica, que recebe grande carga de influência política.

    De qualquer modo, vale a discussão,

    Grande abraço,
    Alexandre Costa

  • Eu soube que o advogados estão indo fazer doutorado semi-presencial na Argentina. rsrsrsrsrrsrs

    Os argentinos estão lucrando com nossa burocracia interna.
    No mais, não critico pois o conhecimento não é propriedade de pessoas e/ou universidades. O conhecimento deve ser livre. Ou seja, de livre acesso para quem tenha interesse.

  • Dinho

    O que o curso de Direito tem de especial???
    Deve ser pq os profissionais formados neste curso são os únicos com a possibilidade de trabalhar movimentando e provocando a máquina judiciária… Um dos 3 Poderes…
    Concordo com a visão do autor, os cursos de Direito à distância servirão apenas para fomentar a sede dos concurseiros de plantão, que desejam formar-se em Direito apenas neste intuito, sem importarem-se com os valores humanísticos e com as experiências e discussões que só ocorrem em sala de aula e com a vivência profissional…
    Pode até ter um cunho corporativista no texto, mas que seja! Afinal de contas, a OAB é a única classe que recebe o ‘conceito’ de ‘serviço público essencial’… E é!!!
    Não sou contra o ensino nesta modalidade, é uma forma de democratizar a educação, mas é preciso ter cuidado, “fazer o dever de casa”, como diz o autor. Principalmente em cursos ‘especiais’ como Direito, Medicina… Alguém discorda que estes cursos exigem experiências pessoais apenas adquiridas em sala de aula?
    A coisa realmente já está ruim e pode piorar…

  • Curso a distância é um risco à qualidade da educação?
    Claro! Como garantir sua efetividade? Muito complicado…
    Porém, as Universidades Públicas são as maiores incentivadoras disto, já que vem adotando o ensino a distância há bastante tempo: professores que não vão à aula, ou quando vão, simplesmente fingem ensinar são comuns em todos os Centros de Ensino. Se o aluno da UFPE pode (e, segundo acham os professores de lá – devem) ser autodidatas, por que não deixar que os estudantes sejam autodidatas nos cursos a distância?

  • Vamos, colocar toda essa tecnologia a favor da humanidade, deixa de ser retrógado, para quem pensa que ensino de Direito ou qual seja o curso a distância não seja bom, acho que estão mesmo é só preocupado com faturamento dos prédios e só isso mesmo.

  • Pelo que vejo existem muitos óbices na efetivação do curso de direito modalidade à distância e, analisando os comentários acima, todos denotam fatores que “poderiam” ocorrer, tanto no curso presencial, como à distância.
    A compra de diplomas, ou o comprometimento dos acadêmicos e professores de uma instituição não se mede pela presença de um ou outro em sala de aula.
    Eu fiz um semestre de Direito em 2011 e tive que trancar…. estou há 150 km da Universidade mais próxima, mas por incrível que pareça, o fato de estar longe, ser casado, estar profundamente comprometido com meu horário e profissão, não foram o que me levou a trancar o curso.
    Eu parei com o curso justamente por não conseguir mais me submeter a estudar em uma sala de aula, formada na maioria por adolescentes, que não tinham compromisso algum com o curso e sim com churrascos, festinhas, comentários pequenos, piadinhas etc.
    Os professores acabavam por entrar na dança, já que o salário deles depende da mensalidade dos “filhinhos de papais”.
    Eu ficava indignado mas pensava que aqueles alunos não passariam das primeiras avaliações, engano meu…. Todos eram bem aprovados nas provas o que acabava por me colocar numa situação de igualdade frente a um “bando de crianças” inconsequentes e sem perspectiva de futuro.

    Agora me questiono: Que critérios todos que criticaram a graduação de direito à distância foram utilizados para formalizarem suas críticas? O fato de terem “estudado” em escolas presenciais e vivenciado a mesma realidade que a minha?

    Se o curso vai ser bom ou não, irá depender da instituição, seus órgãos fiscalizadores e, principalmente, do comprometimento dos acadêmicos.

    Garanto que com dedicação, um bom ensino supervisionado, estágios na área, qualquer acadêmico pode se formar à distância e concorrer em igualdade no mercado de trabalho com qualquer outro profissional formado presencialmente.

    Tudo é uma questão de abrir mão de ideias retrógradas que acabam por “impor limites” no ensino superior para o curso de Direito.

    Pretendo realizar meu sonho de um dia ser um profissional do Direito e garanto a todos que minha dedicação, comprometimento, somados a minha experiência de 5 anos junto ao TJ-PR, me colocará a frente de muitos formados nas melhores universidades presenciais do Brasil.

    Att. Venicius.

  • Tanto preconceito que dá até medo!

    Faculdade de Direito de forma virtual ou presencial não muda em nada a qualidade do curso, pois, há milhares de cursos presenciais que são tão ruins quanto se não existissem.

    Falar que a faculdade de Direito no formato virtual é jogar para baixo a qualidade de ensino é tão “Ignorante” quanto dizer que ser presencial é o melhor formato e blinda a qualidade por termos 30 ou 40 ou até 60 alunos dentro de uma sala de aula assistindo aula, os números mostram que as faculdades de direito são em torno de 80% ruins dado os resultados da OAB de anos.

    Ai o leitor irá dizer imagine se for on-line, hora acorde estamos em 2012 não 1912, tem que ter sim faculdade de direito a distância sim, pois, é uma disciplina contextual e de pesquisa, onde bons alunos sejam das faculdades públicas ou privadas sempre necessitam da pesquisa, do contexto da história no tempo, das aplicações das legislações, das doutrinas, das normas jurídicas, e afirmo que 95% dos alunos formados e bem formados são formados sozinhos, a disciplina é meramente comentada, meramente explanada e corra atrás quem quer aprender, ninguém se tona um Mirabete, um Evangelista, uma Maria Helena Diniz dentro de uma sala de aula.

    Se formam grandes juristas na pesquisa, na troca de informação, na leitura massiva de doutrinas, e por fim na prática jurídica que nada tem haver em o curso ser presencial, a prática jurídica pós 3º ano de faculdade se faz em centros educacionais da instituição os quais não necessitam que o curso seja presencial ou não.

    Acordem, abram os olhos, Nada tem haver o sistema de educação do Primário e do segundo grau com a faculdade, querem reivindicar algo participem da política, da educação levantem a bandeira do contra aprovação automática (que nada tem haver com faculdade) de forma direta ao ensino primário e secundário não em universidades.

    Hipocrisia pura! (A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui) pois na verdade o que vejo é o medo de certos formados em Direito ou profissionais do direito com um MEDO tremendo do Mercado começar a expandir em números de profissionais e os que se julgam imortais perderem o virtual posto dos “Senhores do Direito”, você que critica o curso a distância só me mostra que você não tem competência para fazer um curso a distância, pois, para ter um curso a distância e se formar tem que antes de mais nada saber estudar, e você se olha no espelho e diz “Eu não sou capaz de fazer um curso a distância, como alguém pode ser melhor que eu e se formar em Direito à distância, não pode existir essa modalidade”.

    Só tenho pena dos falsos defensores do ensino, e entre nós, existe OAB, existe o Crivo, irão continar parando no exame da Ordem quem não for profissional. E mais quem for aprovado no examen da Ordem independente se a formação foi na Melhor Universidade ou na “Pior” ou virtual é profissional, pois, o exame da ordem é onde se separam os verdadeiros profissionais dos Bachareis, então, para que ter medo?!!! Se você se na Universidade do Fim do Mundo e Passou na OAB você é igual a todos os outros alunos da USP que foram aprovados na OAB, agora se o pensamento não for esse paralize todas as Universidade, pois nenhuma irá prestar.

    Eu sou formado em Gestão da Tecnologia da Informação (TI) via Virutal pela Unisul e hoje, aliás esse ano eu apresento minha Dissertação de Mestrado em Engenharia de Software pelo IPT-USP. Eu pergunto se meu curso fosse ruim, uma droga, péssimo nível, eu seria aceito em um curso de Mestrado Pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo? estarei eu escrevendo minha dissertação para o Título de Mestre em Engenharia de Computação?
    Lembro que 60% do curso de graduação em Engenharia de Computação é matemática( Matemática Discreta, Derivadas, Integrais, Equações Diferenciais, Algebra Linear etc., etc., etc.)

    Se liga, vai combater a qualidade na base, no ensino primário e secundário, não nas universidades.

    Abraços,

  • Olá Pessoal…
    Sou graduada em duas faculdades e pós graduada em uma. Minha segunda faculdade fiz 20% do curso EAD e confesso que senti muito mais dificuldade do que na primeira graduação. Foi um curso bem mais puxado nos estudos.
    Claro, sabemos que como em qualquer curso existem os alunos que querem levar tudo no “oba oba” que querem sim ter vantagens em tudo e burlar o processo, mas isso existe na graduação presencial como também na EAD. Alunos metidos a espertalhões sempre vão existir, não importa a modalidade.
    Na verdade não tem o menor propósito defender a idéia de que Direito não pode ser ministrado a distância, mesmo porque existem cursos muito mais complexos e que já são ministrados em EAD, como por exemplo Engenharia. A complexidade depende de cada aluno, pois o que pode ser complicado para um para outra pessoa é muito simples.
    O mundo acadêmico é composto de várias ramificações e no final o que realmente importa é que as mensalidades sejam pagas em dia e que para a instituição somos apenas mais um número que soma ou não na contabilidade da instituição no final do mês.
    Uma coisa é certa, Direito EAD é uma realidade que mais cedo ou mais tarde acontecerá é somente uma questão de tempo e do capitalismo encarar como mais um ganho!

    Um forte abraço!

  • Os jurídicos…quantos mais estudam, mais ficam preconceituosos!

  • Ora, por que as pessoas que residem no interior – onde ainda não tem faculdade de direito – não podem cursar direito à distância? Que discriminação é essa! Só os filhinhos de papai da capital podem fazer direito? Direito não é para massa? E tudo isso por conta da concorrência! Mas e ai, se o ensino a distância é tão ruim assim, como os concluintes conseguirão passar no exame de ordem?! Que incongruência é essa! Pelo que tudo indica, os “adevogados” estão é com medo de o ensino a distância ser tão bom que o índice de aprovação no exame de ordem aumente. Daí lascou, em Doutores! Se o entendimento fosse outro, ou seja, que o curso de direito a distância é tão medíocre e insuficiente assim como defendem os “demiurgos do saber”, não haveria o que temer, notadamente porque o concluinte de um “cursinho” desse não representaria nenhum risco, pois sequer aprendeu conceitos básicos; como, portanto, conseguiria redigir uma peça na 2ª fase do exame de ordem?! Isso se, por ironia do destino, passasse na 1º fase! Então, por que temer? Para que temer? O curso de direito à distância não presta, não vale nada, é insuficiente, é uma afronta ao ensino jurídico. Com ele [o curso de direto à distância] ninguém aprenderá nada; logo, conseguir aprovação no exame de ordem – no qual bacharéis oriundos de renomadas instituições presenciais não conseguem aprovação – é impossível. Então repito: Por que temer? Para que temer?
    Gente, vamos deixar de ser prepotentes e querer monopolizar o setor, tudo em detrimento das classes desfavorecidas geograficamente, isto é, que não podem – em razão da localização onde residem – cursar a academia de direito. Todos têm direito a ter a mesma oportunidade. Se o ensino a distância é tão ruim assim – penso que não – o exame de ordem é um obstáculo intransponível para os futuros bacharéis virtuais. Lembrando que a avaliação nos cursos a distância é presencial. Logo, não há como negar que tais cursos exigem muito mais leitura do que os cursos presenciais.

  • Boa Tarde!

    Realmente após tantos comentários fica difícil não tomar nenhum partido, eu pretendo fazer a graduação em direito á distancia e gostaira de deixar um comentário.
    Os alunos de diversas instituiçoes de renome não estão conseguindo ser aprovados, pois no último exame da OAB menos de 20% conseguiram. Quem sabe os estudantes virtuais não mostrem aos bacharéis atuais com se estuda para um exame!

    Abraços.

  • Acho que para os que os que discordam do curso de direito a distância é por puro
    preconceito. Para mim parece que pensam o seguinte ” eu tive que ficar 5 anos em uma sala de aula e agora eles querem o mole de um curso a distância”. Não tem nada de mole, ou fácil, sou serventuária e lido com vários advogados todos os dias. A qualidade é péssima só que isso não esta vinculado a sentar em um banco de faculdade ou em frente a um computador. Em todas as áreas temos profissionais bons e ruins. A diferença está dentro de cada um, tenho estagiários de diferentes períodos e instituições de ensino com aulas presenciais, que em período de prova nem trabalham direito preocupados em fazer colas. que tipo de profissionais que vocês acham que se tornaram? Muitos alegam o baixo índice de aprovação na prova da Ordem isso para mim só comprova que os alunos estão levando cada vez mais o ensino a brincadeira não fazendo diferença se a aula é presencial ou não , principalmente se são jovens e na primeira formação. Até os cursos presenciais hoje possuem disciplinas virtuais obrigatórias isso é uma evolução.

  • Boa Tarde!
    Gostaria de deixar um pequeno comentário, no que diz respeito ao ensino à distância; certamente a IES, tem uma relação primordial para o estudante, no entanto, penso ser o aluno o foco principal, portanto, se o mesmo não atribuir ao estudo, ao conteúdo fornecido pela mesma, será tudo, ou quase tudo perdido. Então, não é, nem será, a modalidade à distância, que irá prejudicar, ao contrário; se o aluno for dedicado só irá contribuir para a concretização da cidadania.
    Com certeza, só vem a acrescentar para população. Não fosse isso, não afirmaria que apenas no futuro teríamos condições, veja, sobestimas as inteligências dos atuais cidadãos? Ou o quê?
    Outra coisa srº. Os doutores da lei deveriam estudar um pouco mais e posteriormente nos passar, uma solução de como acompanhar os processos, as atuações dos operadores do direito no caso concreto, antes de cada ato, pois as procurações já estão obsoletas em muitos casos e prejudicam muito os próprios cidadãos, isso também vai mudar…..
    abraços.
    Dalmo.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).