Hoje (3) completam 105 anos que assumiu o cargo de prefeito do Distrito Federal da Cidade do Rio de Janeiro, Pereira Passos. Fora nomeado em 30 de dezembro de 1902.
O principal propósito de Passos: extirpar da cidade a fedentina, os velhos hábitos sebosos e atingir um nível de salubridade tal que aproximasse a cidade da “civilização”. O modelo eleito? A “bela e evoluída” França da Belle Époque.

Cortiço no Rio de Janeiro no começo do século XX
O Rio de Janeiro fedia. Era uma cidade infectada por doenças provenientes da falta de salubridade, no geral, infecto-contagiosa, ou transmitida por insetos que se proliferavam na imundície da cidade.
Para atingir esta meta, Pereira Passos decretou uma série de leis.
Proibiu que se cuspisse dentro de bondes; que se disponibilizassem escarradeiras para o povo nas repartições públicas; proibiu que se ordenhassem vacas leiteiras nas vias públicas; proibiu a mendicância; determinou a instalação de mictórios públicos em vários pontos da cidade para evitar a mijadeira nas ruas; em substituição às imundas vielas coloniais e dos cortiços, decidira construir largas avenidas e ruas; terrenos baldios usados como depósitos de lixo dariam lugar a praças arborizadas.

Avenida Central, no Rio de Janeiro, co prédios em fase de conclusão das obras
vista do Pão de Açúcar ao fundo
Um dos atos mais contundentes de Passos, no entanto, foi a determinação da demolição de todos os imóveis existentes em locais definidos para a execução de novas obras.
E era assim: se o proprietário acordasse com um aviso de desapropriação na sua porta, estava lascado: poderia chorar ao Papa! pois deveria sair dali o mais rápido possível.
Destes atos, uma cidade renovada iria emergir da podridão. As ondas de modernização tomavam conta do ideário à época.

Bonde na Avenida Marechal Floriano, Rio de janeiro
Recife também não saiu ilesa. Tivemos nosso “Bota-abaixo” aqui também. As autoridades públicas de cá também se valeram de tais influências europeizantes para levar adiante os melhoramentos e “embelezamentos” da cidade. Em 1909, fora criada a Comissão de Saneamento, sob a responsabilidade do engenheiro Saturnino Rodrigues de Brito, o mesmo que empreendeu as reformas no Porto de Santos
Neste contexto de “salvação” da cidade das epidemias que sondavam a saúde pública ou já se alastravam pela cidade, deu-se início a uma série de projetos de reforma urbana e modernização da cidade na primeira década do século XX, priorizando-se as reformas do Porto e do Bairro do Recife. (leia mais clicando aqui)
No entanto, no Recife de ainda hoje, a fedentina e a insalubridade tomam conta da cidade. Quem anda nas vias do centro sabe disso. Aliás, nem precisa andar, basta enxergar e sentir o cheiro.

“Em Recife, na falta de latrina/ em cada esquina uma urina…” Dizia os versos de uma crítica entoada nos carnavais de ruas da cidade no começo do século passado. Um século depois, a crítica ainda está viva.
Mais que apenas determinar um novo “bota-abaixo” em Recife, acredito que só com educação pública de qualidade se poderia revitalizar a cidade, através do aprofundamento do sentimento de civilidade e difusão da cidadania na população, que, no geral, não preza nem um pouco pela cidade.
“Recifede” não é um apelido infundado para nossa cidade, que ainda chafurda na fedentina das esquinas urinadas e nos amontoados de lixo que voam nas vias públicas.




Se o próximo prefeito do Recife não for JOÃO PEQUENO, que promete continuar o (des)governo de JOÃO PAI, sugiro que procure resgatar a salubridade de nossa cidade, a começar pelo centro, que está abandonado há oito anos. Esses caras não tem vergonha quando circulam na sete de setembro, hospício e adjacências, santo antonio , são josé? ou eles não circulam e não querem nem saber? eles se lembram como era antes, de Gilberto Marques Paulo até Roberto Magalhães, passando por Jarbas?
Que se incorpore o espírito de PEREIRA PASSOS, se rasgue santo amaro, coque, urbanise-se as favelas.
Ô Ronaldo, vc é piadista, é?
Desde quando os incompetentes prefeitos, citados por vc, se preocuparam com salubridade nas áreas centrais da cidade?
Essa gente nem sabe o que significa salubridade, meu caro fenômeno.
Na verdade, subjacente ao bota abaixo, que vem do final do século XIX até hoje, sempre existiu a justificativa da busca da eficência e da valorização e neste sentido, pergunte-se se seus idolos conseguiram algo razoável. Não, meu velho, só choro e ranger de dentes.
Claro que Pereira Passos, teve seus méritos e demeritos, mais se ele volta-se no tempo. Qual séria sua avaliação sobre o alcaide César Maia?
Seria péssima, pois as ruas do Rio de Janeiro, a noite é igual antigos Cortiços, mais com ares de cortiços do século XXI. Com a higiene habitual, violência e a sepação de moradia miseráveis por papelão. Logo no local de onde ele tirou os cortiços, para erguer uma nova cidade, que vergonha, tanto dinheiro gasto por nada. Estamos no século XXi ou no Início do século XIX.
[...] Um bonde na avenida Marechal Floriano, no Rio de Janeiro [...]
Claro que Pereira Passos, teve seus méritos e demeritos, mais se ele volta-se no tempo. Qual séria sua avaliação sobre o alcaide César Maia?
Seria péssima, pois as ruas do Rio de Janeiro, a noite é igual antigos Cortiços, mais com ares de cortiços do século XXI. Violência e a sepação de moradia miseráveis por papelão. Logo no local de onde ele tirou os cortiços, para erguer uma nova cidade, que vergonha, tanto dinheiro gasto por nada. Estamos no século XXi ou no Início do século XIX.