Patrimônio Histórico-Cultural da Ilha de Itamaracá: o futuro do turismo no Litoral Norte

jan 7, 2008 by     18 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Imagem: vista interna do Forte Orange - Acerto de Contas
Vista do Pátio Interno do Forte Orange ao entardecer – Itamaracá
Foto: Acerto de Contas (Clique para ampliar)

Preservar um Patrimônio Histórico não é apenas manter de pé um passado mumificado. É, antes de tudo, conservar a cidadania de um povo. Todo povo, em se tratando de uma sociedade democrática e republicana, tem o direito de ter sua memória preservada. Destruir a história de um povo, é destruir o próprio povo, que se tornaria alheio ao seu passado histórico. Cada indivíduo é influenciado à sua maneira pela História de seu País e de sua cidade. Seja de forma individual ou coletiva, as vozes do passado soam nos ouvidos, por vezes surdos, de cada cidadão.

Na Ilha de Itamaracá foi instalada uma das primeiras feitorias do Brasil Colonial. A povoação data de 1508, tendo sido elevada a categoria de Vila em 1540. Ainda hoje pode-se verificar na Ilha a existência de algumas construções de séculos e séculos atrás.

Imagem: estátua no pátio interno do Forte - Acerto de Contas
Escultura no Pátio Interno do Forte Orange – Itamaracá
Foto: Acerto de Contas (Clique para ampliar)

Em Itamaracá, não são poucas essas edificações. A mais famosa, o Forte Orange, erguido por holandeses no século XVII, e reformado mais de uma vez por portugueses durante a Restauração, no fim do XVII e ao longo do século XVIII, está hoje em dia preservado graças à dedicação de um homem.

Imagem: escultura no pátio interno do Forte Orange: foto: Acerto de Contas
Outra escultura no Pátio Interno do Forte Orange – Itamaracá
Foto: Acerto de Contas

Seu nome é José Amaro (foto). Ex-presidiário da Penitenciária Agroindustrial São João (localizada na Ilha), José Amaro dedicou mais de 30 anos de sua vida ao Forte Orange. Estando em quase pleno abandono, no final da década de 1960, o forte era utilizado como lugar de perversão e uso de drogas, segundo contou-me em certa ocasião, o guardião do forte, José Amaro.

Imagem: Acerto de Contas
José Amaro de Souza Filho, o Guardião do Forte Orange – Itamaracá.
Foto: Acerto de Contas (Clique para ampliar)

Em entrevista exclusiva, José Amaro recordou: “Se eu fosse esperar pelo governo federal, eu não tinha feito nada do que eu fiz pelo forte. Quando eu cheguei aqui na ilha como presidiário, eu tirava daqui de dentro a malandragem. Seringas, eu tirei muitas daqui porque era o tempo dos hippies. E tinha o povo que destruía as paredes do forte.”

No início da década de 1970, o Iphan realizou em parceria com o exército e o Departamento de Arqueologia da UFPE (sob a batuta do arqueólogo Marcos Albuquerque – ainda hoje à frente desse Departamento) uma grande mobilização em prol da Restauração do Forte.

Segundo contou-me José Amaro, “De 71 pra 72 o exército e o Iphan fizeram uma restauração e deixaram tudo bonitinho e deixaram na mão da prefeitura, aí é esse lado que eu digo que não tem cabeça pra tomar conta de patrimônio. Os próprios meninos ficavam brincando de português e holandês. Outros tiravam telha pra cobrir suas casa, a própria prefeitura tirou pedra daqui pra fazer sua calçada lá e eu vendo tudo isso acontecendo com o forte, porque nesse tempo eu já tinha uma carteirinha pra sair de domingo e feriado.”

Hoje em dia o Forte Orange está razoavelmente preservado, graças à dedicação deste homem, que é um Patrimônio vivo da Ilha de Itamaracá, embora esquecido pelas autoridades públicas, assim como muitos outros Patrimônios vivos da Ilha, à maneira de Lia de Itamaracá.

José Amaro fundou a Fundação Forte Orange, em 1991, Ong responsável pela preservação do Forte até hoje.

Também na Ilha, outra edificação antiga era ruína em estado de desaparecimento. É o Engenho São João, localizado na Vila Velha.

Quando fiz a entrevista com José Amaro e sua esposa Neli, no início do ano passado, o Engenho São João estava em situação precária, caindo aos pedaços, sem o menor cuidado.

Da metade do ano passado para cá, a Fundarpe finalmente resolveu fazer alguma coisa pela preservação do Engenho, dando início à 1º fase de restauração. A situação estava tão ruim, que a 1º etapa teve o objetivo principal de simplesmente evitar que o desabamento do Engenho, sobretudo da Casa-Grande.

O risco de desabamento de parte da estrutura ameaçava o maquinário inglês. O Engenho possui oito edificações e foi o primeiro a vapor do Brasil. Nele fica a casa que pertenceu ao abolicionista conselheiro João Alfredo, redator da lei Áurea. Documentos mais antigos que fazem referência ao imóvel datam de 1689. A edificação, hoje de propriedade do Governo do Estado, é tombada pela Fundarpe desde 1983.

No Diário Oficial do Estado de hoje, foi anunciada a entrega da 1º etapa da revitalização do Engenho São João, que servirá como área para exposição e comercialização de peças artesanais produzidas à base de papel machê, madeira, cerâmica, palha, palito, barro, pintura a óleo e em tela e feitas com material reciclado, pelos reeducandos da Penitenciária Agrícola.

A Ilha de Itamaracá, bem como a maior parte dos municípios do Litoral Norte, possuem um potencial fantástico para o turismo histórico e cultural. Se nosso novo secretário de Turismo do Estado, Silvio Costa Filho, construir uma boa equipe técnica em sua secretaria, que esteja de fato disposta a revitalizar, regatar e fortalecer o turismo na região, os pernambucanos podem ter a certeza de que o Litoral Norte irá se tornar novamente um dos principais destinos turísticos do Estado.

Além de Itamaracá, municípios como Igarassu e Goiana possuem grande quantidade de edificações históricas. Muitas delas precisando de urgentes investimentos para preservação, como o Engenho Monjope, em Igarassu, um dos mais belos da Região, e também o mais decadente.

O potencial é grande. Restará ao nosso nobre secretário a habilidade política necessária para articular os interesses privados dos empresários do Trade da região, com as políticas públicas e os interesses de preservação do patrimônio, inerente à população local desses municípios, para que o sucesso seja garantido.

Trabalho árduo, porém de extrema importância e urgência. Boa sorte secretário!

18 Comentários + Add Comentário

  • Itamaracá fez parte de minha infância e adolescência. Os anos eram os 80´s e a praia do Forte Orange, nosso destino durante as férias escolares de janeiro. Tempos de subir no Forte Orange pelo muro lateral, curtir a paisagem da Coroa do Avião e comer passa de caju. Éramos até vizinhos de Reginaldo Rossi, bons tempos aqueles. Na nossa rua, apenas mais quatro ou cinco casas. Mas daí veio a invasão mobiliária, já não corria tanta brisa na nossa casa por causa das edificações que se ergueram naquela rua. O desgaste da nostálgica Ilha, se deu pelo crescimento urbano desordenado, algo que acontece hoje no litoral Sul. Em breve, não haverão mais praias de veraneio na costa pernambucana e não vai ser fácil reverter esse quadro. O secretário vai ter que arregaçar as mangas.

  • Itamaracá,

    nem tudo está perdido. Falta vontade política. É o que acho.

    fabiano.

  • Uma das primeiras frases do nosso, NOBRE segundo Raboni, secretário é que Pernambuco estaria a frente da Bahia em dois anos. A Bahia trabalha um projeto para desenvolver o turismo a pelo menos uns dez anos e agora começa a colher seus frutos. A frase, ao meu ver, mostra um completo despreparo do nosso NOBRE, mas como bom Pernambucano acredito na vontade política do nosso NOBRE garoto secretário. Né Raboni?

  • Itamaracá vive nos dias atuais os piores momentos da sua vida e história.

    A degradação ambiental está minando e destruindo esse recanto único de beleza e recursos naturais que a mão divina moldou nessa imensa costa brasileira.

    Essa degradação ambiental que está representada: pelo lixo que cobre as nossas ruas e pela falta do seu tratamento, pelo descalabro que é o saneamento básico na ilha, pela poluição sonora que todos agride e faz até adoecer, pela destruição gradativa do ambiente marinho – poluído por lixo, esgoto, pela falta de limpeza das praias e por outros tipos de sujeiras -, e, principalmente, pela poluição visual que decorre da ocupação desenfreada e desordenada da orla por bares e biroscas, notadamente no bairro de Jaguaribe e adjacências, e que operam e trabalham na mais completa e absoluta falta de higiene e limpeza, instalados sem qualquer ordenamento nem planejamento urbano por parte da Prefeitura e por parte do Patrimônio da União.

    A utilização desordenada da praia de Jaguaribe por ônibus de turismo, sem qualquer orientação da Prefeitura e seus fiscais, cumulada com a sujeira que é deixada por esses visitantes, estão tornando o bairro de Jaguaribe um lugar imundo, uma verdadeira favela praieira, um caldeirão de desordenamento, e que passou a ser evitado por tantos outros turistas que ali iam com as suas famílias e amigos.

    Estamos diante do caos urbano que decorre do abandono do poder público.

    É notória a ausência do poder público no dia-a-dia de Itamaracá, notadamente em Jaguaribe, parecendo faltar-lhe ânimo (a admnistração) e omprometimento para defender o bem público.

    Nem tudo depende de dinheiro!

    Ordenar acessos e ocupações dos locais públicos, controlar e fazer cumprir os regulamentos e leis e coibir o abuso e o desrespeito daqueles que cometem excessos, não depende somente de dinheiro, mas, depende, sobremaneira, da vontade de agir da autoridade pública, dela cumprir, e de fazer cumprir, as responsabilidades e obrigações administrativas que recaem sobre os ombros dos que são responsáveis, pelo ordenamento urbano, planejamento e administração do município, e que atuam sobre a orientação do Prefeito.

    Basta! Chega! Jaguaribe pede socorro.

  • ITAMARACA TERÁ TEMPOS MELHORES, O QUE OCORRE É QUE A FALTA DE CONCIENCIA POLÍTICA DE SUA POPULAÇÃO, DEIXA QUE GOVERNO PÓS GOVERNO CONTINUE COM A DESORDEM POLÍTICA E FAZENDO O QUE BEM ENTENDE COM A ILHA.
    O IMPORTANTE É SABER QUE EXISTEM PESSOAS LUTANDO POR UMA MELHORIA NA ILHA E QUE PROJETOS SERÃO INICIADOS EM FAVOR DO TURISMO E CRESCIMENTO DA CIDADE.

  • Vamos a luta para que possamos unidos, fazer as mudanças nescessarias pela nossa querida Ilha.

    Claudio Gadelha

  • Adorei ter visto estas belas fotos de uma ilha maravilhosa, que este nosso brasil tem.estou grato por estar fazendo este pequeno comenário……………BRASÍLI-DF.

  • É uma das belas ilhas do mundo. por isso temos que preservar-la .

  • ITAMARACA,

    EITA PALAVRA QUE NEM CONSIGO EXPLICAR. NADA ESTA PERDIDO POIS A CASA ESTÁ PRONTA É SO ORGANIZAR. ATUALMENTE FAÇO TURISMO E TENHO UM PROJETO DE REESTRUTURAÇÃO PARA ESTE LUGAR. QUE TAL PARAR E OBSERVAR A CASA CHEIA NOVAMENTE. CONSCIENCIA DA POPULAÇÃO NECESSITAMOS SIM, MAS TAMBEM UM GRANDE APOIO DO GOVERNO É PRECISO. HOJE ME SINTO TRISTE POR TUDO DE RUIM QUE FALAM,POR OUTRO LADO FICO MUITO FELIZ POR SABER DE TUDO DE BOM QUE LÁ EXISTE E MAIS AINDA DE QUE NÃO DEIXAREI ISTO MORRER, LUTAREI ENQUANTO TIVER FORÇAS.

    AGRADEÇO O ESPAÇO,
    E VAMOS AGUARDAR O MEU PROJETO.

  • como foi feito para os portugueses fizeram para encaixar aquelas enormes pedras

  • Trabalho com investidores internacionais, que ao contrário dos investidores locais e politicos – é o que parece – já dispertaram para o potencial turístico que a Ilha e cidades adjacentes possuem, como por exemplo Igarassú e Itapissuma, que são riquissimas em seus acervos culturais, paisagisticos e ambientais, fácilmente perceptvíveis e ecocomicamente sustentáveis,porém, não têm recebido as atenções que as mesmas merecem, pelo menos não na proporção que deveriam receber.Gostaria de saber se o projeto para retirada do presídio agro-industrial é real, ou apenas mais um dos que fazem parte de um sonho “possível” de ser realizado, mas que porém esbarram na burocrácia dos órgãos públicos, e de politicagem, contribuindo para que o litoral norte de Pernambuco não se desenvolva e tenha o seu enorme potêncial turístico que pode ser facilmente aproveitado e explorado de maneira sustentavel e continua, desperdiçado, e sua imagem eternamente desvalorizada e marginalizada.Espero de coração que o Exmo Sr. Dr. Eduardo Campos cumpra – acredito sinceramente que venha cumprir – juntamente com seu secretário de turísmo, o Exmo Sr. Silvio Costa Filho – que já têm dado sinais de sua intenção em olhar com mais carinho para as cidades litorâneas da região norte do estado – invistam nesses projetos, fazendo reviver a fé dos Pernambucanos no poder público e na politica de desenvolvimento dessa região e nos leve a crêr que Pernambuco do norte ao sul do estado têm recebido a atenção, crença, confiança e carinho que nós depositamos em nossos administradores públicos revertidos em ações que efetivamente se concretizem e impulsionem nosso espaçõ cada vez mais.

  • EU nao axo o que eu procuroOoOo!

  • estive em itamaraca em 2008 e achei a ilha um pouco abandona tinha muita sugeira . acho que o prefeito deveria cuidar melhor desta ilha linda,investir mais no turismo fazer propaganda convidando os turistas para conhecer a ilha pois ela e maravilhosa e poucas pessoas a conhece.pois quando se fala em litoral pernambucano so se fala em porto de galinhas como se nao existice outras prais lindas em pernambuco . no final deste ano estou indo visitar meu pai ai no pernambuco .vou com meus dois filhos e quero levalos a ilha de itamaraca e espero que ela esteja linda pois amo muito essa ilha pois fui criada ai correndo na areia e mi divertindo muito.

  • quem fez isso é um maximo pois eu consegui tirar 9,5 em historia por causa disso.
    muito obrigado por ter feito essa resposta pois eu quase tirei 10.
    o meu professor de historia ele é ja formado em historia e falou para mum que eu vou muito bem na prova.
    o nome da minha escola é escola germinare e eu fiz com a rafaela, o leonardo, e o eduardo.
    esse time é muito bom.
    eu preciso saber quem é o autor e quando descobrirem mande para o mou email jcruzdia2010@bol.com

  • Em entrevista exclusiva, José Amaro recordou: “Se eu fosse esperar pelo governo federal, eu não tinha feito nada do que eu fiz pelo forte. Quando eu cheguei aqui na ilha como presidiário, eu tirava daqui de dentro a malandragem. Seringas, eu tirei muitas daqui porque era o tempo dos hippies. E tinha o povo que destruía as paredes do forte.”

    No início da década de 1970, o Iphan realizou em parceria com o exército e o Departamento de Arqueologia da UFPE (sob a batuta do arqueólogo Marcos Albuquerque – ainda hoje à frente desse Departamento) uma grande mobilização em prol da Restauração do Forte.

    Segundo contou-me José Amaro, “De 71 pra 72 o exército e o Iphan fizeram uma restauração e deixaram tudo bonitinho e deixaram na mão da prefeitura, aí é esse lado que eu digo que não tem cabeça pra tomar conta de patrimônio. Os próprios meninos ficavam brincando de português e holandês. Outros tiravam telha pra cobrir suas casa, a própria prefeitura tirou pedra daqui pra fazer sua calçada lá e eu vendo tudo isso acontecendo com o forte, porque nesse tempo eu já tinha uma carteirinha pra sair de domingo e feriado.”

    Hoje em dia o Forte Orange está razoavelmente preservado, graças à dedicação deste homem, que é um Patrimônio vivo da Ilha de Itamaracá, embora esquecido pelas autoridades públicas, assim como muitos outros Patrimônios vivos da Ilha, à maneira de Lia de Itamaracá.
    José Amaro fundou a Fundação Forte Orange, em 1991, Ong responsável pela preservação do Forte até hoje.

    Também na Ilha, outra edificação antiga era ruína em estado de desaparecimento. É o Engenho São João, localizado na Vila Velha.

    Quando fiz a entrevista com José Amaro e sua esposa Neli, no início do ano passado, o Engenho São João estava em situação precária, caindo aos pedaços, sem o menor cuidado.

    Da metade do ano passado para cá, a Fundarpe finalmente resolveu fazer alguma coisa pela preservação do Engenho, dando início à 1º fase de restauração. A situação estava tão ruim, que a 1º etapa teve o objetivo principal de simplesmente evitar que o desabamento do Engenho, sobretudo da Casa-Grande.

    O risco de desabamento de parte da estrutura ameaçava o maquinário inglês. O Engenho possui oito edificações e foi o primeiro a vapor do Brasil. Nele fica a casa que pertenceu ao abolicionista conselheiro João Alfredo, redator da lei Áurea. Documentos mais antigos que fazem referência ao imóvel datam de 1689. A edificação, hoje de propriedade do Governo do Estado, é tombada pela Fundarpe desde 1983.

    No Diário Oficial do Estado de hoje, foi anunciada a entrega da 1º etapa da revitalização do Engenho São João, que servirá como área para exposição e comercialização de peças artesanais produzidas à base de papel machê, madeira, cerâmica, palha, palito, barro, pintura a óleo e em tela e feitas com material reciclado, pelos reeducandos da Penitenciária Agrícola.

    A Ilha de Itamaracá, bem como a maior parte dos municípios do Litoral Norte, possuem um potencial fantástico para o turismo histórico e cultural. Se nosso novo secretário de Turismo do Estado, Silvio Costa Filho, construir uma boa equipe técnica em sua secretaria, que esteja de fato disposta a revitalizar, regatar e fortalecer o turismo na região, os pernambucanos podem ter a certeza de que o Litoral Norte irá se tornar novamente um dos principais destinos turísticos do Estado.

    Além de Itamaracá, municípios como Igarassu e Goiana possuem grande quantidade de edificações históricas. Muitas delas precisando de urgentes investimentos para preservação, como o Engenho Monjope, em Igarassu, um dos mais belos da Região, e também o mais decadente.

    O potencial é grande. Restará ao nosso nobre secretário a habilidade política necessária para articular os interesses privados dos empresários do Trade da região, com as políticas públicas e os interesses de preservação do patrimônio, inerente à população local desses municípios, para que o sucesso seja garantido.

    Trabalho árduo, porém de extrema importância e urgência. Boa sorte secretário!

    Autor: André Raboni – 07/01/08 às 9:49 – Enviar por email – Imprimir
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    14 comentários para ‘Patrimônio Histórico-Cultural da Ilha de Itamaracá: o futuro do turismo no Litoral Norte’
    Daniel Tabosa disse:
    07/01/2008 às 14:23
    Itamaracá fez parte de minha infância e adolescência. Os anos eram os 80´s e a praia do Forte Orange, nosso destino durante as férias escolares de janeiro. Tempos de subir no Forte Orange pelo muro lateral, curtir a paisagem da Coroa do Avião e comer passa de caju. Éramos até vizinhos de Reginaldo Rossi, bons tempos aqueles. Na nossa rua, apenas mais quatro ou cinco casas. Mas daí veio a invasão mobiliária, já não corria tanta brisa na nossa casa por causa das edificações que se ergueram naquela rua. O desgaste da nostálgica Ilha, se deu pelo crescimento urbano desordenado, algo que acontece hoje no litoral Sul. Em breve, não haverão mais praias de veraneio na costa pernambucana e não vai ser fácil reverter esse quadro. O secretário vai ter que arregaçar as mangas.

    Responder a este comentário
    fabiano barbosa disse:
    07/01/2008 às 18:23
    Itamaracá,

    nem tudo está perdido. Falta vontade política. É o que acho.

    fabiano.

    Responder a este comentário
    carlos disse:
    08/01/2008 às 13:44
    Uma das primeiras frases do nosso, NOBRE segundo Raboni, secretário é que Pernambuco estaria a frente da Bahia em dois anos. A Bahia trabalha um projeto para desenvolver o turismo a pelo menos uns dez anos e agora começa a colher seus frutos. A frase, ao meu ver, mostra um completo despreparo do nosso NOBRE, mas como bom Pernambucano acredito na vontade política do nosso NOBRE garoto secretário. Né Raboni?

    Responder a este comentário
    josé correia de andrade filho disse:
    09/01/2008 às 9:46
    Itamaracá vive nos dias atuais os piores momentos da sua vida e história.

    A degradação ambiental está minando e destruindo esse recanto único de beleza e recursos naturais que a mão divina moldou nessa imensa costa brasileira.

    Essa degradação ambiental que está representada: pelo lixo que cobre as nossas ruas e pela falta do seu tratamento, pelo descalabro que é o saneamento básico na ilha, pela poluição sonora que todos agride e faz até adoecer, pela destruição gradativa do ambiente marinho – poluído por lixo, esgoto, pela falta de limpeza das praias e por outros tipos de sujeiras -, e, principalmente, pela poluição visual que decorre da ocupação desenfreada e desordenada da orla por bares e biroscas, notadamente no bairro de Jaguaribe e adjacências, e que operam e trabalham na mais completa e absoluta falta de higiene e limpeza, instalados sem qualquer ordenamento nem planejamento urbano por parte da Prefeitura e por parte do Patrimônio da União.

    A utilização desordenada da praia de Jaguaribe por ônibus de turismo, sem qualquer orientação da Prefeitura e seus fiscais, cumulada com a sujeira que é deixada por esses visitantes, estão tornando o bairro de Jaguaribe um lugar imundo, uma verdadeira favela praieira, um caldeirão de desordenamento, e que passou a ser evitado por tantos outros turistas que ali iam com as suas famílias e amigos.

    Estamos diante do caos urbano que decorre do abandono do poder público.

    É notória a ausência do poder público no dia-a-dia de Itamaracá, notadamente em Jaguaribe, parecendo faltar-lhe ânimo (a admnistração) e omprometimento para defender o bem público.

    Nem tudo depende de dinheiro!

    Ordenar acessos e ocupações dos locais públicos, controlar e fazer cumprir os regulamentos e leis e coibir o abuso e o desrespeito daqueles que cometem excessos, não depende somente de dinheiro, mas, depende, sobremaneira, da vontade de agir da autoridade pública, dela cumprir, e de fazer cumprir, as responsabilidades e obrigações administrativas que recaem sobre os ombros dos que são responsáveis, pelo ordenamento urbano, planejamento e administração do município, e que atuam sobre a orientação do Prefeito.

    Basta! Chega! Jaguaribe pede socorro.

    Responder a este comentário
    Eduardo Lopes da Luz disse:
    07/02/2008 às 11:43
    ITAMARACA TERÁ TEMPOS MELHORES, O QUE OCORRE É QUE A FALTA DE CONCIENCIA POLÍTICA DE SUA POPULAÇÃO, DEIXA QUE GOVERNO PÓS GOVERNO CONTINUE COM A DESORDEM POLÍTICA E FAZENDO O QUE BEM ENTENDE COM A ILHA.
    O IMPORTANTE É SABER QUE EXISTEM PESSOAS LUTANDO POR UMA MELHORIA NA ILHA E QUE PROJETOS SERÃO INICIADOS EM FAVOR DO TURISMO E CRESCIMENTO DA CIDADE.

    Responder a este comentário
    Claudio Gadelha disse:
    07/02/2008 às 17:13
    Vamos a luta para que possamos unidos, fazer as mudanças nescessarias pela nossa querida Ilha.

    Claudio Gadelha

    Responder a este comentário
    elizabete cristina disse:
    08/02/2008 às 19:06
    Adorei ter visto estas belas fotos de uma ilha maravilhosa, que este nosso brasil tem.estou grato por estar fazendo este pequeno comenário……………BRASÍLI-DF.

    Responder a este comentário
    elizabete cristina disse:
    08/02/2008 às 19:10
    É uma das belas ilhas do mundo. por isso temos que preservar-la .

    Responder a este comentário
    LIDIANE ARUJO disse:
    21/02/2008 às 17:33
    ITAMARACA,

    EITA PALAVRA QUE NEM CONSIGO EXPLICAR. NADA ESTA PERDIDO POIS A CASA ESTÁ PRONTA É SO ORGANIZAR. ATUALMENTE FAÇO TURISMO E TENHO UM PROJETO DE REESTRUTURAÇÃO PARA ESTE LUGAR. QUE TAL PARAR E OBSERVAR A CASA CHEIA NOVAMENTE. CONSCIENCIA DA POPULAÇÃO NECESSITAMOS SIM, MAS TAMBEM UM GRANDE APOIO DO GOVERNO É PRECISO. HOJE ME SINTO TRISTE POR TUDO DE RUIM QUE FALAM,POR OUTRO LADO FICO MUITO FELIZ POR SABER DE TUDO DE BOM QUE LÁ EXISTE E MAIS AINDA DE QUE NÃO DEIXAREI ISTO MORRER, LUTAREI ENQUANTO TIVER FORÇAS.

    AGRADEÇO O ESPAÇO,
    E VAMOS AGUARDAR O MEU PROJETO.

    Responder a este comentário
    isadora disse:
    07/05/2008 às 13:23
    como foi feito para os portugueses fizeram para encaixar aquelas enormes pedras

    Responder a este comentário
    Bruno A M Barbosa disse:
    07/03/2009 às 16:20
    Trabalho com investidores internacionais, que ao contrário dos investidores locais e politicos – é o que parece – já dispertaram para o potencial turístico que a Ilha e cidades adjacentes possuem, como por exemplo Igarassú e Itapissuma, que são riquissimas em seus acervos culturais, paisagisticos e ambientais, fácilmente perceptvíveis e ecocomicamente sustentáveis,porém, não têm recebido as atenções que as mesmas merecem, pelo menos não na proporção que deveriam receber.Gostaria de saber se o projeto para retirada do presídio agro-industrial é real, ou apenas mais um dos que fazem parte de um sonho “possível” de ser realizado, mas que porém esbarram na burocrácia dos órgãos públicos, e de politicagem, contribuindo para que o litoral norte de Pernambuco não se desenvolva e tenha o seu enorme potêncial turístico que pode ser facilmente aproveitado e explorado de maneira sustentavel e continua, desperdiçado, e sua imagem eternamente desvalorizada e marginalizada.Espero de coração que o Exmo Sr. Dr. Eduardo Campos cumpra – acredito sinceramente que venha cumprir – juntamente com seu secretário de turísmo, o Exmo Sr. Silvio Costa Filho – que já têm dado sinais de sua intenção em olhar com mais carinho para as cidades litorâneas da região norte do estado – invistam nesses projetos, fazendo reviver a fé dos Pernambucanos no poder público e na politica de desenvolvimento dessa região e nos leve a crêr que Pernambuco do norte ao sul do estado têm recebido a atenção, crença, confiança e carinho que nós depositamos em nossos administradores públicos revertidos em ações que efetivamente se concretizem e impulsionem nosso espaçõ cada vez mais.

    Responder a este comentário
    Vivicky disse:
    12/03/2009 às 12:36
    EU nao axo o que eu procuroOoOo!

    Responder a este comentário
    michelle disse:
    12/02/2010 às 22:54
    estive em itamaraca em 2008 e achei a ilha um pouco abandona tinha muita sugeira . acho que o prefeito deveria cuidar melhor desta ilha linda,investir mais no turismo fazer propaganda convidando os turistas para conhecer a ilha pois ela e maravilhosa e poucas pessoas a conhece.pois quando se fala em litoral pernambucano so se fala em porto de galinhas como se nao existice outras prais lindas em pernambuco . no final deste ano estou indo visitar meu pai ai no pernambuco .vou com meus dois filhos e quero levalos a ilha de itamaraca e espero que ela esteja linda pois amo muito essa ilha pois fui criada ai correndo na areia e mi divertindo muito.

    Responder a este comentário
    joão marcos da cruz dias disse:
    11/11/2010 às 21:14
    quem fez isso é um maximo pois eu consegui tirar 9,5 em historia por causa disso.
    muito obrigado por ter feito essa resposta pois eu quase tirei 10.
    o meu professor de historia ele é ja formado em historia e falou para mum que eu vou muito bem na prova.
    o nome da minha escola é escola germinare e eu fiz com a rafaela, o leonardo, e o eduardo.
    esse time é muito bom.
    eu preciso saber quem é o autor e quando descobrirem mande para o mou email jcruzdia2010@bol.com

  • eu moro nessa ilha bela…..

  • aff, nao li nada.poxa né ,fala serio ,quem vai querer ler isso tudo?vai ajuda tambem ne ,resumi pra facilitar a vida dos leitores!!!!!!!

  • Caros conterrâneos,temos um belo litoral para ser explorado pelo turismo,mas deveríamos cuidar não
    só da propaganda,pois ,de fato,desprezamos essa riqueza descuidando-se da segurança,limpeza,sa-
    neamento básico,a parte social ,ordem e educação do povo.A bela ilha de Itamaracá há muito tempo
    está largada,entregue a própria sorte.A ilha é um tesouro turístico que desprezamos impunemente,
    desprezando uma riqueza que daria empregos,bons negócios,boa arrecadação,ou seja,não tem expli-
    cação para um caso deste nível.Por outro lado,mantemos uns monstrengos presídios que só prejudi-
    cam a vida naquela ilha sob vários aspectos e do conhecimento de todos,bem como,desprezamos
    o valioso patrimônio existente na bela ilha. É algo que merece estudos,não acham!
    Não custa nada ver o que acontece no sul da Bahia,os baianos sabem aproveitar a sua riqueza!
    Por fim,cadê o movimento salvemos a bela ilha de Itamaracá!Abraços para todos!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).