Por que vaquejadas são uma maldade

jul 30, 2009 by     70 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

vaquejada2

Por Robson Fernando
para o Acerto de Contas

A vaquejada encanta multidões, mais ainda quando os vaqueiros obtêm vitórias com a proclamação “Valeu o boi!”. A vitória deles é a vibração de quem assiste. Para os vaqueiros e o público, é uma festa só. Mas e para os animais envolvidos nessa atividade? Eles gostam de ser freneticamente esporados ou de ser perseguidos e derrubados? É algo a se pensar sobre a moralidade de um dito esporte que, se vermos mais a fundo, consiste necessariamente em explorar e agredir animais.

Você que gosta de vaquejadas precisa entender o lado dos bois e dos cavalos também. Eles, ao contrário dos humanos que se divertem à beça, não saem nem um pouco beneficiados com a vida que têm. Se pudessem falar, você se surpreenderia com o desgosto deles por terem que viver com o fim de ser explorados e judiados em competições.

Por mais formosos que pareçam quando aparecem nas exposições de animais, eles sentem dor, bastante dor, e até medo durante as vaquejadas.

O puxão do rabo do boi dói bastante nele. Mesmo que ele seja considerado um boi fortão, considerado ótimo para vaquejadas, o puxão aplicado pelo vaqueiro quando ele vai para um lado e o animal para outro é forte demais para ele não sentir nenhuma dor. Isso é comparável com quando um maratonista que corresse atrás de você num campo de areia puxasse seu cabelo quando te encontrasse para te derrubar no chão. Você sentiria muita dor, assim como o touro sente quando é puxado e derrubado.

Sem falar em quando o animal tomba na pista e se atrita com o chão sertanejo, que não é rígido como cimento duro mas não é nada fofo. Já pensou em quando ele bate a cabeça no solo, o que não é raro?

Já nos cavalos, quando há o uso de esporas pelo vaqueiro, as esporadas dele doem bastante, mesmo quando não são aplicadas com esporas pontudas. Se seu filho pequeno calçasse botas com esporas em forma de moeda – as permitidas pela lei –, subisse em você como se você fosse um cavalo e começasse a te esporar brincando de vaqueirinho, você sentiria bastante dor nas costelas ou na lateral de seu abdômen.

Um outro detalhe: por que o boi sai do brete correndo tanto, se não é normal que um boi calmo corra tão rápido? Você já se perguntou sobre isso? Já passou pela sua cabeça que ele pode estar correndo por medo instintivo de ser caçado por um agressor? Já imaginou que esse medo pode ter sido induzido por agressões ocorridas dentro do brete? Aliás, o que se passa ali dentro? Você já se perguntou sobre isso, que nos é um mistério frequentemente respondido com mentirinhas ditas para desconversar?

É certo que nos divirtamos tanto só porque breteiros e vaqueiros causam medo e dor nos animais envolvidos?

Você pode pensar que esse sofrimento é compensado pelo ótimo tratamento que os cavalos de competição e os bois de puxar recebem quando não estão nos parques de vaquejada. Mas lhe digo que não, não há compensação para a dor e a tortura.

O cavalo de competição pode ser tratado como rei durante seu descanso, mas nada lhe compensa a violência, a dor das esporadas que o vaqueiro lhe aplica quando quer que ele corra o máximo possível para acompanhar o boi na pista. Quanto ao boi, pode ser até endeusado enquanto repousa no campo ou no curral, mas nada lhe pagará o fato de sofrer coisas dentro do brete que não nos são devidamente reveladas, o sentimento negativo que manifesta quando acelera na pista ou a dor sentida quando tem seu rabo tracionado por um cavaleiro de braços fortes que corre para outra direção e quando rola no chão de areia.

Peço a você um pouco de empatia, a capacidade de se ver no lugar de outra pessoa ou ser vivo, e faça um exercício mental em que você se põe numa situação parecida com esses animais supostamente tratados como nobres. Imagine-se preso numa fazenda, sendo servo do fazendeiro. Ele lhe dá a melhor alimentação e as melhores opções de lazer rural. Mas nessa suposição, esse bem-bom tem um preço: ele reservará meia-hora por dia para te prender numa casinha no meio do campo, te agredir de modo a lhe infligir bastante medo, abrir a porta da casinha, correr como um atleta para alcançar você – que estará correndo desesperadamente na ânsia de fugir da fazenda em que você está preso – e derrubá-lo no chão puxando seu cabelo crescido. Ele justifica sua prisão e exploração argumentando que você não tem sentimentos e vive para ser servo dele. Cinco anos depois, ele te vende por 50 mil reais para outro fazendeiro que fará as mesmas coisas com você.

Você gostaria de ter essa vida? Se não gosta, por que então compactua com uma atividade dita esportiva, a vaquejada, que faz algo bastante parecido com tudo isso com os animais?

Você pode argumentar então: “mas a vaquejada é parte de nossa cultura, é tradição, é a expressão esportiva da força do vaqueiro, que é o herói do Nordeste. Como vamos ficar sem uma tradição tão expressiva que é a vaquejada? Proibi-la é mutilar a identidade da região.”

Algo ser tradição não significa necessariamente que é algo bom e ético. Nas aulas de História, aprendemos sobre a escravidão, que moveu a economia brasileira por mais de 300 anos. Naquela época, falavam coisas muito parecidas: “Escravidão é tradição, é parte de nossa essência”, “Como viverá o Brasil sem a escravidão dos negros?”, “Proibir a escravidão negreira seria mutilar nosso país”.

Na Europa de antigamente e também na população brasileira de descendência portuguesa até a época imperial, as mulheres eram submissas aos seus maridos por determinação cristã (se duvida, leia na Bíblia as passagens em Efésios 5:22-24, I Timóteo 2:11-14 e I Coríntios 14:34-35). Essa era uma tradição, era parte da cultura cristã. Você aceitaria preservar a submissão feminina caso ela ainda estivesse em vigor só porque ela era parte de nossa cultura e tradição?

Se nossa região abolisse as vaquejadas e adotasse o respeito incondicional aos animais como parte de seus valores, o povo, como sendo tão criativo como sempre foi, certamente criaria novas formas de diversão e manifestação cultural, do mesmo jeito que criou o forró, o riquíssimo artesanato e tantos outros elementos artístico-culturais.

Então por que você se incomoda tanto com a ideia da abolição das vaquejadas? Por que se apega tanto ao valor cultural dela, se ela não é insubstituível e não é uma tradição saudável e digna de ser preservada?

Não é difícil entender que a vaquejada é uma atividade baseada na exploração e violência contra animais e não é uma tradição indispensável cujo fim vá fazer mal à nossa cultura. Se formos ver que a agressão contra bois e cavalos, para qualquer fim que seja, é um mal porque causa dor e medo neles, veremos que esse dito esporte não é uma atividade moralmente positiva.

Se eu fosse você, passaria a evitar vaquejadas. Começaria a boicotar esses espetáculos violentos que nos tornam pessoas sem sensibilidade e compaixão para com os animais.

Robson Fernando é articulista independente, graduando em Ciências Sociais pela UFPE e dono do blog Consciência Efervescente

70 Comentários + Add Comentário

  • Vocês podem não concordar comigo, mas também penso que os animais sofrem demais. Não gosto!

    Vejam abaixo o que diz a constituição federal:
    http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10659
    http://www.ambito-juridico.com.br/pdfsGerados/artigos/5922.pdf

    • ô Seus Filhas da Puta se vocês acham a vaquejada Cruldade.O que vocês fazem é o que? porque tenho certeza que todos ou a maioria sempre come um bom pedaço e suculento pedaço de carne Bovina todos os dias! VTN! e num fode vey!

      • Isso ae augustinho falou muito bem

      • Vocês antes de escreverem esse monte de porcaria sem nexo algum deveriam pesquisarem e olharem os dois lados da história, acordem hoje vivemos em uma nova época onde a vaquejada tem regras que visão o bem estar dos animais quanto dos profissionais que nela trabalham, e só em comentario do que acontece no brete não existe nenhum espacamento não vá alguma vaquejada e observe como os animais são conduzidos para depois poderem falar. E se abolirem a vaquejada como vocês idiotas querem, já param para pensar no prejuiso economico que acontecerá, vocês nem imaginam a gama de proficionais que estão envolvidos nesse esporte e na tamanha geração de renda e de empregos que ele acarreta. E se vocês estão com essa imensa revolta por que segundo vcs desenformados provoca espcamento e dores tamanhas nos animais que são seres vivos, comecem a passar fome e nao comam carne porque vem da morte dos animais que é a pior coisa que se pode fazer com um ser vivo que é tirar a vida do mesmo, mas também não comam seres vivos do reino vegetal pois eles tambem sentem estimulos e dores que já foram comprovados cientificamente. Se vocês são tão bonzinhos parem agora mesmo de comer para nao maltratar nehum outro ser vivo. (se quiserem discutir algo sobre os vegetais ou osbre vaquejada estou a disposição antenciosamente Engenheiro Agronomo e vaqueiro Allan Radax)

  • Concordo plenamente com o autor. Não aprovo vaquejadas.

    • Idem, Laís, apesar de não ter tido saco para ler o texto do Robson, eu abomino vaquejada.

      Contudo adoro uma costela bem assada, um frango a passarinho e uma costeleta de porco.

  • Pelo amor de Deus, o Acerto de Contas já foi melhor hein, editores?? Tá na hora de rever o que será publicado…

    • Pois é, Gerson, acho que vou cancelar a assinatura do blog.

  • Nooossa, que texto horroroso!!! Nem acrrditei quando li, chega a destoar da qualidade textual que nos é apresentada sempre.

  • … Na moral… Da pena mesmo… Mas de ler textos como esse… Já basta o do forro… Agora esse… Qual vai ser o próximo? Contra o habito de comer carne? Afinal matar o pobre boizinho…

    • Artur,

      Sacrificar uma animal para alimentação é completamente diferente de fazê-lo sofrer diariamente apenas por luxo e divertimento.

      Aos poucos, os matadouros sérios (porque tem muito clandestino por aí, infelizmente) adotam práticas indolores e instantâneos para sacrificar o animal, além de tratá-lo melhor durante a engorda, pois perceberam que a qualidade da carne melhora.
      Quando o animal é mal-tratado ou negligenciado durante a engorda, ele fica estressado constantemente e libera enzimas que prejudicam o sabor da carne.

      • Bruno, matadouros, por mais “sérios” que sejam, não deixam de promover exploração e morte que não deveriam ser aceitáveis, que já são evitáveis pela existência da alimentação vegetariana.

        Mas isso é assunto pra outro artigo: O outro lado da nova fábrica em Vitória

        • “Não deveriam ser aceitáveis” por quê, ó cara pálida?

          Comer carne é PERFEITAMENTE aceitável, amigo.

          Somos seres onívoros, comemos alimentos de origem tanto animal quanto vegetal.

          Se você prefere comer só salada, bom pra você. Mas não venha dizer o que é “aceitável” que os outros comam.

          Daqui a pouco, essa histeria politicamente correta vai gerar movimentos em defesa da vida das plantas.

        • Martins, “perfeitamente” não porque existe o vegetarianismo e tantos argumentos éticos, ambientais e de saúde.

          Fomos onívoros por muito tempo por falta de opções. Hoje a humanidade em sua maioria ainda o é porque não conhece nem o mal intrinsecamente originado do consumo de produtos de origem animal (exceto leite materno) nem a miríade de opções de alimentação vegetariana.

          Quanto ao mito da salada, peço que procure saber sobre culinária vegetariana.

          “Daqui a pouco, essa histeria politicamente correta vai gerar movimentos em defesa da vida das plantas.”

          Declive escorregadio porque defendemos vidas sencientes, dotadas da capacidade de manifestar sentimentos e sentir dor.

          Como já falei, isso é assunto pro outro artigo. Vamos falar de vaquejadas por aqui.

        • Comer carne é “perfeitamente” aceitável sim.

          Há argumentos pró e contra tudo, e vocês, patrulhadores da vida alheia, não podem querer impor suas visões aos outros desse jeito.

          Eu adoro bode, costela, frango assado, churrasco, picanha, tudo regado a MUITA cerveja. Se isso faz mal à saúde, é problema meu.

          Não aceito que ninguém venha me dizer o que é “aceitável” ou não na minha dieta.

        • Martins, não estou impondo nada. Só estou apontando o peso ético e ambiental — o de saúde, pra quem já é informado sobre os males da carne, é de menos — do consumo de carne.

          Não me tornei vegetariano por imposição, muito pelo contrário. E sei que tentar impor uma ideia só prejudica e afugenta as pessoas.

    • Caro Artur, esse texto sobre o habito de comer carne ele já publicou. Texto igualmente indigesto, por sinal.

      • ainda bem que não vi…

        • hahahahah
          Nem eu…

      • esistem regras q o cavalo nao pode sangrar e tambem tem uma protasao para o rabo do boi

  • Eu concordo com Martins. O que é “aceitável”, ou não, está longe de ser uma “entidade” metafísica. Querer comer só planta e raiz é uma escolha. Fazer disso uma plataforma de luta já é outra coisa.

    Agora, com relação a vaquejadas, concordo perfeitamente com Robson. E digo mais. Essa coisa de “essência”, “tradição” e “identidade” não passam de engodo pra legitimar esse tipo de manifestação e prática.

    • André, eu não concordo com se um indivíduo joga terra no olho do outro, mas nem por isso saio escrevendo sobre a metafísica dos olhos e terras… entende?
      Esse espaço já foi melhor…

  • Sim, também não gosto de vaquejada, nem de tourada, nem de farra do boi. Até fico feliz quando um touro daqueles espeta o toureiro!

  • O Acerto de Contas está de parabéns com esse artigo. É de extrema necessidade publicações que visem à melhoria na qualidade de vida dos animais que posteriormente farão parte de nosso cardápio. Eu percebi que muitos dos leitores não ficaram satisfeitos com a publicação, contudo, acredito que esses mesmo leitores são aqueles que primeiro sabem criticar a carne de algum animal quando vão ao médico e o mesmo indica que a origem do seu problema é devido à alimentação com algum produto de origem animal. A qualidade de vida que esses animais têm refletirá na qualidade de vida que nós teremos a partir dos produtos de sua origem.
    Além do que, a proteção aos animais é uma responsabilidade social.
    Acredito que uma pessoa inteligente tem que está aberto aos conhecimentos em todas as áreas e a ruralidade é sempre esquecida nas manchetes e nos jornais, não nos dando conta de como os produtos que vem do campo estão presentes no nosso dia-a-dia.

  • Pois é… Foi o que me medico me disse: Artur, vc tem que comer algo de origem animal… Vc esta com deficiência de varias proteínas essenciais que só alimentos vegetais não completam por mais que se coma…
    Ai comecei a comer e vi o quanto era melhor…
    Mas, concordo com vc quando vc diz:
    “ruralidade é sempre esquecida nas manchetes e nos jornais, não nos dando conta de como os produtos que vem do campo estão presentes no nosso dia-a-dia.
    “isso é de suma importância. ate mesmo nas escolas a ruralidade é vista (e ensinada) como algo “irracional” de tão “atrasada”, normalmente as “figuras” dos livros (mesmo os mais atuais) tratam o campo como algo totalmente atrasado e se prestarmos bem atenção o campo tem varias tecnologias de ponta-e algumas de da inveja a cidade, vide a tecnologia de sonegação do haras de um dos nossos senadores-
    Concordo com Andre… Muitas fezes o modo de vida de algumas pessoas torna-se sua bandeira de luta e é questão de vida para elas impor seu modo sobre os das outras pessoas…
    E só pra completar, não gosto de vaquejada, mas adoro uma boa exposição de animais, com belos animais e algumas curiosidades que sempre acho por la…

  • Lugar de carne de boi é no meu bucho, de preferência no Spettus, Boi Preto & similares. O resto é perda de tempo

  • Não vou mais dar continuidade a discussões sobre carne nesta página. Se quisermos continuar o debate, vamos pro artigo já linkado acima, sobre “o outro lado da fábrica de Vitória”.

    Vamos nos concentrar na questão da vaquejada por aqui.

  • Boa observação, Robson. Vc tem se destacado por escrever textos que admitem que animais têm sensações: ou seja, padecem a agonia da dor e da morte. De resto, como se diz, “don’t feed the troll”.
    Não para quem se posicionou aqui, de maneira tão efusiva, mas para os demais que admitem a possibilidade de refletir sobre o assunto, sugiro, mais uma vez, o site: http://www.peta.org. Lá há, inclusive, vídeos que mostram como é pitoresca essa trajetória do boi rumo “ao bucho” de alguém, como foi dito.

    • Pobre da plantinha Tb… Arrancada da sua terra…

  • Robson e demais leitores,

    Há uma questão importantíssima como pano de fundo do texto do articulista. Fujo um pouco da temática vaquejada, para abordar essa questão, na tentativa de tentar enriquecer este debate de ideias.

    Trata-se do “nordeste em si“. Convido os leitores para uma reflexão sobre o assunto.

    Quando digo “nordeste em si”, estou falando das representações, manifestações, construções intelectuais, imagens e uma série de aspectos considerados como “naturais” da região, entre elas, claro, a vaquejada.

    Uma coisa é a região Nordeste geograficamente falando. Outra bem diversa, que precisamos saber distinguir, é o “nordeste” enquanto escopo de identidade.

    É curioso notar como quando pensamos “nordeste”, uma série de imagens e representações surgem quase espontaneamente à nossa mente. Por exemplo: o cangaceiro, o vaqueiro, o coronel, o homem magro porém forte, a fome, a pobreza, a exploração, o patriarcalismo, entre tantas outras.

    É preciso perguntar-se: esses elementos SEMPRE existiram, ou foram surgindo ao longo do processo histórico nacional?

    Bem, com isto em mente, digo: cada um desses elementos enquanto representações “naturais” foram forjados, inclusive têm data de nascimento, cujo aporte mais denso é a produção intelectual e artística.

    Para além de suas origens históricas, que se pode remontar ao fim do século XIX e inícios do XX, notamos também como as imagens do nordeste foram sendo cristalizadas, naturalizadas no imaginário popular, a partir dessas construções intelectuais e artísticas.

    Desde a representação do “nordestino magro porém forte”, manifestada sobretudo por Euclides da Cunha n’Os Sertões, até as louvações marxistas da figura dos cangaceiros enquanto bandos de “justiceiros” (do Bem) na luta de classes dos oprimidos contra latifundiários (do Mal), até a cristalização da cultura patriarcal e machista da Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, percebe-se que há uma série de invencionices que não condizem totalmente com a realidade da região (que é diversa, embora a intelectualidade ao longo de quase todo o século XX pretender conferir ao Nordeste e aos nordestinos tais imagens como sendo suas raízes culturais), faz-se necessária a distinção de onde começa uma obra intelectual ou artística, tanto quanto se deve distinguir suas implicações políticas e sociais.

    Aceitar espontaneamente todas essas imagens e representações como sendo “naturais do lugar” pode ter lados extremamente perversos, além de significativos no entendimento do subdesenvolvimento regional, e na “opressão” do gênero feminino.

    Talvez seja preciso dar um salto, fugir dessas amarras quase invisíveis do pensamento. Se não extinguir essas manifestações todas, ao menos saber detectá-las, saber identificá-las, para não correr o risco de se deixar legitimar serena e violentamente (embora essas violências sejam silenciosas, porém ardilosas e insidiosas) práticas e pensamentos.

    Talvez seja necessário quebrar algumas correntes (não subestimem o poder dessa ingênua palavrinha) do pensamento, sobretudo quando elas se manifestam de forma “natural”. Poucas coisas são mais danosas do que a naturalização de hábitos e pensamentos.

    Creio que já esteja me estendendo por demais neste comentário, e vou ficando por aqui, por enquanto, finalizando com o convite à leitura do livro “A Invenção do Nordeste e Outras Artes”, do historiador Durval Muniz de Albuquerque Júnior.

    Escrevi uma breve resenha sobre essa obra aqui no blog (o que não substitue a leitura do livro, claro), há certo tempo. Aos dispostos, o link é o seguinte:

    http://acertodecontas.blog.br/atualidades/inventaram-o-nordeste/

    Sobre a cultura patriarcal, o mesmo historiador também escreveu um excelente livro, chamado “Nordestino: uma invenção do falo. Uma História do gênero masculino (Nordeste – 1920/1940)”

    Abraço a todos!

    • André, concordo em gênero, número em grau.

      Felizmente, até como aluno de Ciências Sociais, tenho uma visão semelhante à sua: não existem elementos culturais “naturais”, todos eles foram forjados por um histórico cheio de elementos sociais, políticos, sociopsicológicos e de interação com o ambiente.

      A popularidade da vaquejada, por exemplo, tem raízes na mitológica figura do vaqueiro desbravador que luta contra as intempéries da caatinga. Essa figura, por sua vez, foi sendo montada desde a expansão da invasão portuguesa, quando passaram a montar sua pecuária (palavra nojenta essa) no interior, assim tendo que explorar o Agreste e o Sertão nordestino.

      Sei que vai ser complicado mudar os valores cultuados pela população interiorana, da exaltação ao “homem vestido de couro que esbanja força através da exploração animal” ao respeito incondicional à vida animal enquanto fim em si mesmo e dotada de direitos inalienáveis. Mas essa mudança vai sendo construída aos poucos com o esforço de sociólog@s, antropólog@s, agricultores/as e tantas outras pessoas que querem que o Nordeste deixe de se apegar à crueldade contra animais.

      Eu mesmo me esforço em precursar ou iniciar esse processo que vai envolver não só um pretendente a escritor, mas milhares de pessoas engajadas.

    • Aliás, eu ia me esquecendo:

      Bato palmas pro que você escreveu aqui.

  • Pra quem se interessar e quiser imprimir como adesivo:
    http://sites.google.com/site/conscienciaefervescente/contra_vaquejadas.gif

    • CARA TU É UM ESCRITOR ORRIVEL…
      E NUM SBEO Q É Q SE PASSA NA NOSSA CULTURA!

      • AH E SEMPRE EU OUVIR UM NOME
        ´marcio fernando´ VOU DAR UM GEITO
        DE TIRAR ELE DA MINHA FRENTE!
        ENTENDEU NEH?!

  • Andre;
    Concordo com você sobre a origem dessa cultura nordestina essa construção histórica, porem, acho que essa cultura deve ser preservada e mostrada, afinal sem essa construção histórica não seriamos o que somos hoje… Claro que existem algumas como a inferiorização da mulher (n@d@ de c@mp@nh@ viv@ o @…), o lado “justiceiro” muito bem apontado por você…
    Concordo com Robson quanto ao sofrimento que esses animais passam, sem duvida eles sentem dor e medo na arena… Particularmente não gosto de vaquejada… Porem acho que essa campanha contra o fim dessa cultura que é tão rica e é uma construção própria do nordestino, algo que só tem a mesma aura aqui… Não podemos comparar com os rodeios, que são casos claros de aculturação de uma sociedade perante uma cultura “superior”… Se o rodeio já foi algo histórico no interior do Sul/norte do país, hoje se parece mais com a festa cultural que é o norteamericano…
    E é justamente por isso que acho que o povo tem que lutar pela manutenção de formas tão próprias de mostrar sua vida… Como o Forro (pe-de-serra), o samba algo nosso… Já imaginou o rio cantado sem Samba ou Bossa nova?!?!? Ou o sertão sem o bom rala-bucho?!?!? São coisas que não devem acabar, pois museu não atrai (infelizmente) a atenção das massas aflitas por formas de expressarem seu intimo…

    • Artur, a vaquejada não é o único construto cultural cruel de distribuição regional. Santa Catarina também tem a sua vergonha: a farra do boi, que felizmente está negativada perante a polícia — embora esta não faça muito ainda contra quem participa.

      Sem querer parecer ríspido, mas se fôssemos preservar qualquer costume, por mais perverso que seja, apenas por ser parte de uma identidade cultural, teríamos que defender a preservação da opressão contra mulheres nos países muçulmanos, as guerras entre samurais no Japão, as touradas na Espanha, a mutilação genital feminina (que tem origem não-muçulmana) em certas regiões africanas e do Oriente Médio, a escravidão negreira no Brasil, a Kripteia na cidade grega de Esparta, a guerra de cavalarias na Mongólia, os sacrifícios humanos no México…

      • Robson, não disse que todas as manifestações culturais devem ser defendidas, inclusive sou a favor do fim da opressão da mulher… Como vc deve ter visto no meu texto… Só acho que todos os dois textos que pude ler que vc escreveu (muito bem escritos por sinal) vão de encontro à cultura de massa que temos no nordeste (forro-vaquejada)… Só discordo disso… Só acho que o fim de algumas culturas deveriam levar em conta vários aspectos e que talvez essa cultura não seja a mais urgente para acabar no nordeste… Mas sem duvida nenhuma há de se fazer vários estudos sobre o impacto dessa cultura na vida do sertanejo e qual a melhor forma de preservar essa cultura que, não há como negar, é riquíssima

        • De forma alguma quero desmontar a cultura nordestina, mas sim livrá-la de seu lado degenerado (Falso Forró) e inerentemente cruel (vaquejada).

          Nossa cultura tem toda a capacidade de se regenerar e reocupar a lacuna deixada pela abolição da vaquejada enquanto promoção da crueldade.

      • CARA NUM SEI COMO É Q EU ENTREI NESSA PAGINA
        POIS ESSE TEU SITE É UMA MERDA!
        EU SOU DELEGEDO FEDERAL
        E SE EU TE ACHASE
        MANDARIA TE PRENDER!

  • Pq o lixo do Recife tá vindo pra Igarassu? Se é lá que temos o maior lençol freático!!!Que inclusive abastece Olinda e demais cidades…Botafôgo…

  • Robson, se você fosse uma murissoca voce queria morrer?

    • TERRIVEL…

    • Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

  • Na realidade vc fala muita besteira , vc deveria saber mas sobre vaquejada e o que ela representa para cultura de um povo…vc é contra tudo da nossa cultura , porq não vai morra em outra região , tenho certesa que vc não é nordestino. é que não vai fazer falta para nos NORDESTINOS.

  • vaquejada é o melhor esporte do mundo, n tem maudade nenhuma isso é so besteira , vaquejada é uma tradção muinto antiga!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Brasileiros com sanidade, exigem o cumprimento da Lei 9.605/98, extirpando do país, todas “pseudas tradições => Absurdas” que maltratam os animais: FARRA DO BOI, PUXADAS, RINHAS, RODEIOS, TOURADAS, VAQUEJADAS. Nossa obrigação é deixarmos à terra melhor para esta e futuras gerações.” Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez consciente. A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar. Enfrentaremos a força física com a nossa força moral. MARTIN LUTHER KING”. ” Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado.RUI BARBOSA.”
    Para meditação da ” MINORIA DE CONSCIÊNCIA ADORMECIDA ”
    ” Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo de um animal. E, nesse dia, todo o crime contra um animal
    será um crime contra a humanidade. LEONARDO DA VINCI”
    ” Os animais, como o homem, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento. CHARLES DARWIN ”
    ” Ao estudar as características e a índole dos animais, encontrei um resultado humilhante para mim. MARK TWAIN ”
    ” A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados. MAHATMA GANDHI ”
    ” Não me interessa nenhuma religião cujos princípios não melhoram, e nem tomam em consideração as condições dos animais. ABRAHAM LINCOLN ”
    ” O animal é tão ou mais sábio do que o homem: conhece a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora. DEMÓCRITO”
    ” O cão é a virtude que, impedida de tomar forma humana, fez-se animal. Acredito que os cães podem falar, mas para não se envolverem nas mazelas humanas, preferem latir. VICTOR HUGO”
    ” Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor. Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma. Educai os meninos e não será preciso castigar os homens. PITÁGORAS” Só quem teve um cão sabe o que é ser amado. FRIEDRICH NIETZSCHE ”
    ” Aquele que conhece verdadeiramente os animais é por isso mesmo capaz de compreender o caráter único do homem. KONRAD LORENZ.
    ” Os animais foram criados pela mesma mão caridosa de Deus que nos criou..é nosso dever protegê-los e promover o seu bem estar. MADRE TERESA”
    ” Não te envergonhes se, às vezes os animais estão mais próximos de ti do que as pessoas. Eles também são teus irmãos.SÃO FRANCISCO DE ASSIS”
    ” Quando o homem sentir piedade de todas as criaturas vivas, só então, será nobre. BUDA ”
    ” Ninguém se pode queixar da falta de um amigo, podendo ter um cão. MARQUÊS DE MARICÁ.”
    ” Maltratar animais é demonstrar covardia e ignorância. Falai aos animais, em lugar de lhes bater. LEON TOLSTOI ”
    “O animal selvagem e cruel não é aquele que está atrás das grades. É o que está na frente delas. AXEL MUNTHE”
    ” Entre a brutalidade para com o animal e a crueldade para com o homem, há uma só diferença: a vítima.LAMARTINE”
    ” Quanto mais conheço os homens, mas estimo os animais. ALEXANDRE HERCULANO ”
    “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. FRANCISCO XAVIER”
    ” A compaixão pelos animais está intimamente ligada à bondade de caráter e pode ser seguramente afirmado que,
    quem é cruel com os animais, não pode ser um bom homem. ARTHUR SCHOPENHAUER ”
    ” Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo
    a amar seu semelhante. ALBERT SCHWEITZER ”
    ” Só a formação do indivíduo com carência de amor pode justificar a insensibilidade com o sofrimento dos animais. Se queres um mundo melhor, recuse privilégios, pois o que possa ser legal, pode ser Imoral. J WANKA”61a., adv., com
    vergonha de ser Catarinense.

  • PUTA MAIS Q MERDA DE TEXTO É ESSE?
    DEIXA DE SER INDIOTA!
    TU NUNCA VAI CONSEGUIR ACABAR COM A VAQUEJADA!
    TEM ESPORTE COMO O RODEIO:
    Q OS GADO LEVA É CHOQ, ESPORADA, PIMENTA NOS GENITAIS
    PRA PODER PULAR,
    PRONTO PQ VC NUM FAZ UMA CRITICA A RODEIO!
    E VÊ SE DEIXA A VAQUEJADA EM PAZ!
    EU NUM VOU PERDER TEMPO COM UM SITE FULERA DESSE Q NEM UM SEU!

  • Quero pedir desculpa a todos, pois eu me certifiquei e descobri que vaquejada não é tão ruim como eu pensava, pois há esportes mais pesados, como o rodeio, freio de ouro entre outros…
    E a vaquejada é uma cultura, e uma cultura a gente não pode chegar e destruir, ao contrario a gente tem mais é que preserva… Muito obrigado aqueles que me criticaram
    Pois foi por causa desses, que eu disponibilizei para saber um
    Pouco mais sobre a vaquejada e é uma cultura incrível…
    Depois de saber que até algumas famílias sobrevivem da vaquejada…
    PESSO PERDÃO.

  • vaquejada é tudo,quem é contra é gay e da o caneco.

  • Que BLOG mais chato, va escrever alguma coisa interessante.

  • MARCIO FERNANDO – Todos aqui tem direito de se redimir… Ainda bem q vc teve a coragem de vim aqui pedir desculpas, isso mostra que existem homens de veradade nesse blog!!!
    PARABENS

  • É um absurdo uma pessoa chegar em um blog e comentar algo assim …

    Você tem que acompanhar mais vaquejada e verificar que não e bem assim tudo isso que você diz no blog.

    reveja essa critica sua ….

  • eu acho que vc nunca entrou em uma pista de vaquejada, pois se entrasse iria ver e sentir o quanto é macia. Depois na hora de puxar o boi a dor nao é tao forte assim, pois ele cai por causa da velocidade e nao por causa da força. mas pense no fatto em que mostra que 27% dos empregos diretos nos estados do RN, AL, PE , é por causa das vaquejadas.
    Esse setor é responsavel por grande parte de empregos tb na bahia, ceara piaui.
    /Entao antes de falar o que nao sabemos temos que pesquisar e medir os pros e contras.

  • A Vaquejada é um esporte e uma cultura nordestina por exemplo meu pai corre vaquejada e eu tbm, e nao é só o bei qui cai, nós tbm caim,nós tabm somos julgados na disputa…
    Entao a pista nao er asfauro a pista de vaquejada e bem dizer uma cama elastica “”Quando Eu Morrer Quero Qui Deus Mate O Meu Cavalo Tbm Qui E Para Eu Brinacar Nas Festas De Vaquejadas No Ceu”" 8)

  • Meu bisavo morreu 6 horas antes de completar 100 anos sem nenhuma doença, sempre comeu CARNE, cereais, frutas e legumes, e bebeu pinga, cerveja, água e … viveu 100 no campo, correu vaqueja, isso tudo de politicamente correto é coisa de viado, cada um vive do jeito que pode, deixa de regra.

  • Tudo na vida temos pros e contra.O que devemos fazer e respeitar as opinioes e escolhas de cada um,e deixar que DEUS nos julgemos e nos punamos se formos culpados.
    Mas,a sensaçao de de correr boi e indescritivel,e muito bom.Alem de ter uma importantissima movimentaçao socio-economica, ha tambem uma integraçao socio-cultural interessante e importate.
    Convido os contras a vaquejada,a montarem um cavalo e interagir com cada movimento do animal, veram que e divino. Depois que ja solberem montar corram um boi e veram que nao e facil e que e apaixonante.Mas acredito que voces morem em cidades grandes e nunca conviveram com animais de grande porte na lida do dia a dia.O que para os senhores e brutal para nos e natural e prazeroso.
    E quanto aos vaqueiros de braços fortes,vao a uma vaquejada e vejao adolecentes e jovens magrelas derrubar um boi de + de18@.Por isso investimos em geneticae o boi tem que correr(a preferencia e de gado zebu, pois, o taurino nao corre tanto quanto).
    A pista macia nao e para o conforto do vaqueiro e sim do boi. Na pista e como no campo, o vaqueiro corre + riscos(ate de perder vida)do que o boi (se machucar).Quem nao conhece a lida da criaçao em regime extencivo principalmente na caatinga e muito estranho acho.Mas nem la e nem ca o vaqueiro cosegue o seu objetivo pois, o que parece facil para os senhores, na realidade ha muita dificudade.
    Assim procuremos respeitar as decisoes e escolhas de cada um.Se eu gosto de vaquejada e me sinto bem e levo uma vida normal perante as leis da sociedade, que mal tem? Eu tenho medo de altura.”Mas seu esporte,lazer,trabalho, sonho,etc. e pular de pararaquedas ou outra coisa assim , pra mim tudo bem desde que nao prejudique a integridade moral e fisica de ninguem”.Pois, para chegar la precisara de um aviao.E la tem um ativista ambiental radical que e crontra emiçao de gases poluentes na atmosfera,ai querem proibir comessa a discurçao.
    GOSTO E IGUAL A NARIZ CADA UM TEM O SEU.
    Em outros paises amarrar-se em uma corda elastica e pular de uma altura assombrosa e permitido no nosso pais nao.Que mau tem?Morrer?Pessoas sao mortas todos os dias por balas perdidas em confrontos: bandidosxbandidos; policiaxbandidos.Ninguem faz nada.
    Porque tirarar algo que traz trabalho,sustento, dignidade,lazer,historia,diverçao,cultura de um povo vive e tem a vaquejada como vida.Ha! E o esporte que mais cresce isso em todos os sentidos.

  • Voces são muitos uns bostas , voces deveriam e lavas suas bocas antes de fala do melhor esporte do mundo(VAQUEJADA) POR Q VCS NÃO VÃO DA O CU SEU BOSTAS deixe nus em paz com nosso esporte não atrapalha nosso lazer q nosso trabalho . Quero que fale mal da vaquejada em minha frente pra mim te dar uma surra de chicote pra vc nunca mais abrir a boka pra falar de nossa vaquejada , de nosso esporte , de nossa cultura , de nossa tradição !! VAQUEIROS UNIDOS JAMAIS SERAM VENCIDOS!!! E VIVA A VIDA DE GADOO !!!

  • Vocês antes de escreverem esse monte de porcaria sem nexo algum deveriam pesquisarem e olharem os dois lados da história, acordem hoje vivemos em uma nova época onde a vaquejada tem regras que visão o bem estar dos animais quanto dos profissionais que nela trabalham, e só em comentario do que acontece no brete não existe nenhum espacamento não vá alguma vaquejada e observe como os animais são conduzidos para depois poderem falar. E se abolirem a vaquejada como vocês idiotas querem, já param para pensar no prejuiso economico que acontecerá, vocês nem imaginam a gama de proficionais que estão envolvidos nesse esporte e na tamanha geração de renda e de empregos que ele acarreta. E se vocês estão com essa imensa revolta por que segundo vcs desenformados provoca espcamento e dores tamanhas nos animais que são seres vivos, comecem a passar fome e nao comam carne porque vem da morte dos animais que é a pior coisa que se pode fazer com um ser vivo que é tirar a vida do mesmo, mas também não comam seres vivos do reino vegetal pois eles tambem sentem estimulos e dores que já foram comprovados cientificamente. Se vocês são tão bonzinhos parem agora mesmo de comer para nao maltratar nehum outro ser vivo. (se quiserem discutir algo sobre os vegetais ou osbre vaquejada estou a disposição antenciosamente Engenheiro Agronomo e vaqueiro Allan Radax).

  • A unica coisa coerente nessa materia e a bela foto , muito bom cavalo , boa puxada . Valeu boi!!! Vcs deveriam lutar pela moralidade na politica , por teto para os desabrigados, por saciar a fome dos famintos,por saciar a sede do nordeste sofrido e servidor de escada pra politicos corruptos.Pensem nessa realidade E VIVA A CULTURA NORDESTINA !!!!

  • Quem não entende realmente abomina, isso é uma alienação total, como é que pode em pleno o século XXI pessoas aidna serem tão conservadoras.

  • vc naum entende nada de vaqejada….
    pesquise mais pq vc num sabe é de nada…

  • Essas pessoas que são contra a vaquejada deveriam se informar melhor para evitar de falar tanta bobágem. Todo esporte implica desgaste físico e isso traz, necessariamente, muito ou pouco (depende) desconforto que para alguns é interpretado como sofrimento. Pura bobágem. Esse desconforto físico causado pela exigência do esporte, não é maior (muita vezes menor) do que o desgaste de um animal de tração (carroça de boi, ou de cavalo) quando esta trabalhando para sobrevivência do dono ou ajudando na riqueza do país, como era o caso nas usinas de açucar, nos transportes etc. Então, parem de falar (escrever) tanta asneira. Saibam tambem, que na vaquejad não é permitido: bater, furar etc os animais, sob pena de desclassificar o vaqueiro.

  • EU APOIO A VAQUEJADA!
    A DEUS QUERER, NUNCA ACABARÁ

  • Deste texto, 80% é asneira de quem não sabe sequer diferenciar um cavalo de um boi. Apenas achismos sem fundamento algum. Infelizmente a liberdade de expressão muitas vezes faz com que pessoas idiotas e desinformadas levem informações ridículas à outros idiotas e desinformados, lamentavelmente. Mas pra ser o mínimo educado possível, sugiro que viva uma vida no campo, conheça a lida diária com esses tipos de animais, depois vá até uma vaquejada devidamente regularizada pelas associações ABQM e ABVAQ e conheça a verdadeira vaquejada. Assim verá que os animais envolvidos não sofrem qualquer tipo de dano. Se mesmo após isso você optar por não gostar de vaquejada, tudo bem, é um direito seu, mas ao menos pare de falar asneiras e denigrir esse esporte que é cultura tipicamente brasileira/nordestina. Passe bem!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).