Qual o poder de influência dos jogos violentos?

mai 21, 2009 by     61 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

img_jogos_violentos

Por Amanda Costa*
para o Acerto de Contas

O texto de tecnologia dessa semana trata rapidamente de um dos mais polêmicos entretenimentos da nossa época, os games violentos. Até o Papa, que é pop, já meteu seu sacrossanto bedelho no assunto e declarou em mensagem, há dois anos, que a “tendência de desenvolver produtos e jogos de videogame que exaltam a violência e o comportamento anti-social é repulsiva, especialmente quando tais produtos são voltados a crianças”.

No mundo científico, a coisa é mais complicada. Em 2006, as universidades da Califórnia e de Pittsburgh divulgaram um estudo na “Archives of Paediatrics and Adolescent Medicine”, parcialmente publicado pelo “Estadão”, sugerindo que os jogos violentos alteram o comportamento daqueles que se expõem a esse tipo de entretenimento. O estudo foi feito com 100 jovens entre 18 e 21 anos que tinham por hábito o videogame. Uma parte do grupo era usuária de um jogo que envolve roubos de carro, agressões físicas e assassinatos, o famoso Grand Theft Auto. A outra parte utilizava um jogo no qual o pai de um aluno precisa entregar na escola o projeto de ciências do filho em tempo hábil.

Após uma sessão de jogos, os grupos foram submetidos a testes. Em um desses testes, os participantes foram colocados numa situação escolar imaginária, na qual o professor declarava sua desconfiança de que alguns alunos tinham colado (ou filado) em uma prova. Em seguida, chamava um dos alunos, no caso um dos participantes da pesquisa, para uma conversa após a aula. O resultado mostrou que os participantes do grupo que tinha feito uso do game violento estavam mais propensos a achar que seriam acusados de trapaça pelo hipotético professor. Outros resultados da pesquisa indicavam que esse jogo aumentava a pressão sangüínea dos jogadores, especialmente nos jovens provenientes de comunidades e lares violentos. Além disso, os usuários do game não violento exibiram uma atitude mais cooperativa em trabalhos em grupo, se comparados aos outros.

Rapidamente, podemos presumir que a exposição a jogos violentos predispõe as pessoas a se sentirem perseguidas e a adotarem comportamentos anti-sociais, mas o que as estatísticas americanas apontam é que desde o lançamento da primeira versão do referido jogo (Grand Theft Auto) em 1997, o número de incidentes violentos promovidos por jovens entre 12 e 15 anos caiu bastante. Segundo o site da “Revista da Semana”, o índice era de 87,9 eventos violentos para cada mil jovens dessa faixa etária no ano de 1997; em 2004, o número de eventos era de 49,7 em mil. É curioso que o índice de violência venha diminuindo justamente durante a fase de explosão nas vendas de jogos. Isso nos remete a uma outra questão: estariam os jovens aproveitando esses games como válvula de escape para a sua agressividade?

ranking_10games

Observando o ranking acima com os 10 jogos mais vendidos de todos os tempos, percebemos que diferentes versões do Grand Theft Auto ocupam a décima e a sétima posições. Por outro lado, todos os outros jogos da lista são considerados não violentos, embora alguns sejam jogos de ação. O argumento de que as crianças e jovens recorrem a jogos violentos e de ação para darem vazão aos seus ímpetos de violência, descarregando a raiva e o estresse, é um dos argumentos usados em defesa desses games. Para muitos psicólogos, esse é o fator preponderante para a escolha desse tipo de entretenimento.

Uma pesquisa do Centre for Mental Health and Media, do Massachusetts General Hospital (MGH), divulgada pelo site “The Register”, mostra que 2/3 dos jovens do sexo masculino preferem jogos violentos, enquanto apenas 1/4 das meninas demonstram ter essa preferência. A pesquisa observou 1.254 jovens entre 12 e 14 anos, e os resultados casam com a hipótese de que jogos violentos são válvulas de escape, já que os meninos são, de fato, mais agitados e dados a atitudes e brincadeiras mais violentas.

Um dado polêmico que se acrescenta às discussões sobre jogos, hoje, é o realismo das imagens. Até pouco tempo, quando os jogos tinham aspecto de desenho animado, o caráter de fantasia das situações era mais explícito. Atualmente, os jogos têm personagens e cenários tão realistas que o limite entre a fantasia e a realidade se torna muito tênue. Pode-se alegar que os filmes já apresentavam, há muito mais tempo, pessoas de carne e osso em cenas de violência e nunca se provou que influenciassem negativamente. Tudo bem, mas, ao contrário do que acontece nos filmes, no game o jogador é o autor da violência e não mero espectador. Há jogos com toda sorte de atrocidades, são espancamentos de minorias, roubos, assassinatos de policiais, estupros, tudo com bastante sangue e gente agonizando escandalosamente em som estéreo surround. E tudo com direito a recompensa em pontos ou em dinheiro virtual.

Alguns podem considerar que tudo isso justifica a interdição desse tipo de divertimento, mas os estudiosos, mais uma vez, se dividem. O hyper-realismo das cenas, a moral tortuosa das tramas, o som das vozes humanas nos games modernos não puseram uma pedra sobre o assunto. Segundo o site “Webinsider”, os psicólogos do Núcleo de Pesquisas de Psicologia e Informática da PUC não consideram que esses jogos violentos sejam totalmente responsáveis por estimular a violência entre crianças e jovens, a não ser que eles já tenham essa predisposição. E estando predispostos, o fator desencadeante pode vir de qualquer fonte, não apenas dos jogos. De qualquer maneira, eles alertam para o fato de os meios de comunicação e games estarem tornando a violência um evento banal. Já o escritor equatoriano Oscar Echevérri, especialista em violência urbana, citado pelo Webinsider, afirma desde 1994 que jogos com armas influenciam na legitimação de condutas violentas e podem contribuir para formar personalidades anti-sociais. Ele argumenta que mais de 3.000 pesquisas apontam a co-relação entre assistir violência e ter atitude violenta.

Muitos devem lembrar de eventos chocantes como os massacres provocados por atiradores em escolas, universidades, asilos e cinemas, especialmente nos Estados Unidos. Mas o que os estudos feitos pelo serviço secreto americano revelaram foi que apenas 12% desses criminosos tinham o hábito de usar jogos eletrônicos. De fato, o hábito da leitura se mostrou duas vezes maior entre esses atiradores.

Eu confesso que não tenho opinião 100% formada sobre o tema. Quanto mais leio a respeito, quanto mais observo o mundo dos games, menos formada se torna a minha opinião. É tudo muito novo e as pesquisas sobre os efeitos desses games nos jovens, para o bem ou para o mal, não me parecem conclusivas.

Mas mesmo não tendo opinião formada, admito que não sinto a menor atração por jogos violentos. No meu desktop há dois jogos não violentos instalados. Um deles tem temática de fantasia medieval e o outro de ficção científica. São roteiros que aguçam a imaginação, a criatividade, a capacidade de estabelecer relações entre informações para poder prosseguir no jogo, além de serem muito bonitos. Na minha humilde opinião, em um mundo no qual mendigos são queimados vivos, mulheres grávidas são mortas à queima-roupa, universitários de classe média espancam prostitutas e empregadas domésticas no meio da rua, já há violência suficiente. Além do mais, jogos violentos são proibidos para menores em diversos países, trata-se de um entretenimento para adultos, ao qual muitas crianças acabam tendo acesso por falta de controle. De toda forma, é importante que se abra espaço para a discussão com alunos, pais e colegas profissionais da educação, pois a proibição pura e simples não resolve a questão. A criança terá acesso ao que ela quiser pela internet, então se esclarecer sobre o tema é o único caminho para cada um decidir da forma mais informada e ponderada quais os tipos de entretenimentos que podemos considerar saudáveis em nossas vidas.

_____________________________

* Amanda Costa é designer instrucional e graduanda em Pedagogia pela UFPE

61 Comentários + Add Comentário

  • Amanda,

    excelente artigo!

    Na minha opinião os jogos violentos influenciam no comportamento das pessoas. O grau de intensidade desta influência vai depender da personalidade do individuo.

    Eu gosto de jogos e alguns desses jogos contém violência. Mas prefiro os jogos de estratégia. Como exemplo os das série “Age of …”.

    As crianças não sentam mais para jogar ludo, damas, e outros jogos de tabuleiro que são muito mais proveitosos em diversos aspectos que os video games.

    • Ednaldo Emerson,

      Eu também gosto muito dos jogos de estratégia. Particularmente sou encanta pela série Myst (não tou ganhando cachê, viu gente!). Mas os bons e velhos jogos de tabuleiro também são bons pra caramba!

    • “O grau de intensidade desta influência vai depender da personalidade do individuo.”"Na minha opinião os jogos violentos influenciam no comportamento das pessoas.”

      Eu jogo bastantes esses jogos violentos, não tive influência alguma em relação a isso.
      Não é simplesmente um caso de influenciar e não influenciar. Isso vem da educação que essa criança teve em sua infância, não estou falando que os jogos são “inocentes”, apenas estou dizendo que os pais deveriam se responsabilizar mais pelos seus filhos. por exemplo marcar um horário para jogos violentos com orientação e visualização responsável.
      (peço para que não liguem se houver qualquer erro ou falta de concordância, apenas prestem atenção à ideia principal.)

  • GTA é o bixo.

  • Amanda,
    tem um artigo muitíssimo bom sobre esse assunto no blog LOODO, sobre jogos de todos os tipos e atualizado por quatro designers e ilustradores.

    Um trecho:
    “Jogos são uma fantasia de escape, e como fantasia de escape a maioria das pessoas gosta de ser o que não é. Só porque você sai matando tudo que se move em um FPS (especialmente os antigos, onde não haviam aliados ou reféns e coisas do tipo), não quer dizer que você vai sair matando pessoas se tiver a chance.

    Ou seja muitas vezes jogos são formas seguras de escapar da realidade fazendo algo que você normalmente não faria. Como livros ou quadrinhos ou quase toda narrativa. A diferença nos jogos é que nestes você não é um espectador, você é o fator de ação, você é o motor por trás da história.”

    http://www.loodo.com.br/2009/03/o-bom-o-mau-e-o-feio/

  • O artigo é realmente muito bom.

    90% dos artigos escritos no Brasil sobre games tem como tema “Video game é coisa do diabo, os jovens deveriam despendurar dos videogames e ir ver o jornal nacional e ouvir rádio” (licença poética)

    Vale notar um pequeno erro. Pequeno, mas importante.

    NUNCA os videogames tiveram como tema (ou vem a recompensar, como diz o artigo) o estupro.

    Parece um erro pequeno, mas não é. Videogames pedem ao jogador que mate pessoas desde a década de 70 (de maneira direta, o primeiro jogo que tinha assasinato como tema foi o Death Race 2000, de 70 e algo…)

    Mas eles NUNCA colocam como opção para o jogador o estupro.

    Porque é extremo demais. É uma violência que não tem como ser glamurizada, é simplesmente deprimente e degradante. Se um jogo assim fosse publicado nos EUA, a indústria de videogames ia apanhar TANTO que ia levar uns 4 anos pra se reerguer.

    Existem casos levemente semelhantes, mas que NUNCA chegam a ser estupro:

    Um dos jogos da série GTA continha um código secreto que liberava uma cena de sexo interativa – que não era estupro de forma alguma, não envolvia violência

    A maioria dos jogos da série GTA permite ao jogador fazer sexo – veladissimo- com prostitutas. Ainda assim não é nem de longe caso de estupro

    O “Second Life”, aquela comunidade 3d na internet, tem jogadoras que se “oferecem” para serem “estupradas”. Mas todo mundo sabe que Second Life não é videogame, second life é só lixo (e ainda assim, na época que foi lançado, o cenário empresarial brasileiro achou que era O FUTURO. O Bradesco fez reuniões no Second Life, a Época deu uma capa pro assunto…. e hoje em dia é completamente esquecido)

    Por fim, existem jogos pornográficos japoneses. São Hentais interativos. Eu nunca joguei porque eles nunca são publicados fora do japão, por isso não dá pra saber se eles contém violência sexual direta. Mas como eles não são populares, não é algo fácil de se associar à indústria dos videogames

    (Pô, que comentário chato esse meu. Grande pacas. È que tou fazendo hora pra sair e não tem nada mais pra ler. )

    Enfim, violência sexual é coisa séria. Não se brinca com isso. E a indústria dos videogames sabe muito isso muito bem (porque não é boba nem nada, cresce pa daná enquanto todas outras formas de entretenimento perdem arrecadação

    • Quanto tempo dura,

      Obrigada pelo comentário.
      Não faz uma semana que vi na TV a cabo uma matéria sobre um novo game com temática pedófila. Como estava fazendo outras coisas ao mesmo tempo, não gravei o nome do jogo, mas vou dar uma pesquisada. É um jogo muito recente e, na minha opinião, uma coisa escabrosa.

      Thanks!

      • Olha…
        Eu acompanho bem a indústria…
        A não ser que seja um jogo de DS que você tenha que “coçar” meninos e meninas com a stylus (de forma sugestiva, mas nem um pouco pornográfica), eu realmente nunca ouvi falar.

        Bom, busca saber aê!

        Mas eu te digo que se fosse publicado nos EUA, a indústria dos videogames não estava nem de pé pra responder a essa hora.

        • “Mas eu te digo que se fosse publicado nos EUA, a indústria dos videogames não estava nem de pé pra responder a essa hora.”

          Leia-se:

          Mas eu te digo que se um jogo sobre pedofilia fosse publicado nos EUA, a indústria dos videogames não estava nem de pé pra responder a essa hora.

    • O jogo sobre estupros existe, e é este aqui:

      http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u562678.shtml

    • Você esqueceu um pequeno detalhe também…
      Jogos pornográficos trazem influencia para o sexo.
      Qualquer jogo, duke nukem forever por exemplo, um jogo novo, com tema de violência e sexo.

  • Excelente artigo Amanda.

    Já participei de várias discussões sobre isso, visto que sempre fui um jogador muito ativo.
    Desde os 10 anos (estou com 20) adoro jogos de computador. Passo horas durante a semana me divertindo dessa maneira, com todos os tipos de jogos, violentos e não violentos.

    Eu acho que o jogo violento pode sim desencadear um comportamento agressivo, desde que a a pessoa tenha predisposição para isso e que existam outras fontes que estimulem essa agressividade.

    Uma questão que sempre levanto é o fato da conscientização dos pais e fornecedores dos jogos quanto a classificação do ESRB, entidade que classifica os jogos eletrônicos.

    O tão famoso GTA (que eu adoro) já foi classificado duas vezes como recomendado para maior de 18 anos, a mais alta restrição da entidade! E mesmo assim os próprios pais dão o jogo de presente para o filho de 10 anos.
    Podemos até concordar que é complicado sensibilizar ou até mesmo fiscalizar a loja para que não vendam jogos inaqueados para a idade do adolescente, mas se os próprios pais não tem essa consciência a situação tende a ficar na mesma.

    • Bruno, pois é. Quando estava pesquisando para escrever este artigo, deparei-me com relatos de pais que jogam GTA com seus filhos de 3 e 5 anos!!! Como o menino de 3 anos não consegue segurar o joystick, o pai segura e avisa o menino quando é hora de apertar o botão para estourar os miolos de alguém com uma bala!
      Valha-me nossa senhora!

  • Amanda, não querendo fugir ao tema central do post, que achei extremamente pertinente, acho que igualmente aos jogos violentos, que numa personalidade fraca ou em formação provoca um dano terrível, hoje existe um hipócrito debate quanto ao chamado combate a pedofilia, que ao lado dos jogos violentos, tornou-se uma verdadeira chaga.
    Combate a pedofilia, um tema serissimo, virou tablado politico.
    Combate-se os efeitos, quando a causa principal está justamente no seio familiar.
    Voce já parou para observar o apelo sexual que tomou conta dos tais perfis do famoso orkut?
    Quantos pais fiscalizam o uso desse meio de interação em massa?
    Pouquissimos.
    Hoje existe uma febre para ver quem caça mais pedófilos.
    Igualmente existe um frenesi para ver quem é o mais “inteligente criador de games violentos”.
    As principais instituições de ensino do genero são as primeiras a fomentarem a “criatividade”
    Estamos sendo omissos em ambos os casos, cujas proporções considero no mesmo nível.
    Um abraço

  • Mais uma vez um post show de Amanda! De fato virarei visitante assíduo do seu blog!

    Não costumo comentar muito nos blog’s que freqüento, mas às vezes é impossível resistir, como no caso dos seus post’s Amanda.

    Parabéns! É bom ver bons post’s que nos forçam a ir contra nossos costumes. É um sinal que eles são de extrema relevância contextual.

    Quanto ao caso dos jogos, acho que é só respeitar a questão das faixas etárias a qual o jogo é recomendado. Claro que também depende da predisposição do usuário, mas acredito que se a as faixas etárias fossem respeitadas pelos pais e responsáveis não teríamos que nos preocupar tanto.

    Eu mesmo jogo desde criança, adoro jogos violentos, me divirto, faço barulho, me animo com as cenas, parece que estou num show. Entretanto repudio a violência além do mundo virtual, sou super tranqüilo em relação a isso, detesto briga, conflitos e discussões desnecessárias, principalmente por ser muito enfático e expressivo. Um exemplo que a questão da educação é uma influenciadora muito mais forte que os jogos.

    Mais uma vez, Parabéns Amanda!!!

  • Bem

    Nunca tive qualquer problema com jogos, violentos ou não, e conheço todos desde a era do MSX. Ocorre que com a popularização dos games para PC e dos consoles com elevado realismo gráfico, a necessidade de esclarecimento aumenta, mas encontra do outro lado o crescente distanciamento dos pais para dar educação aos filhos.

    É mais uma problema para a sociedade moderna tratar, muito embora em um grande número de casos as pessoas preferem se omitir.

    Não é um problema simples. Está lá a criança com três títulos para jogar: GTA, God of War e Resident 5. O que o pai vai dizer, que matar zumbir e esquartejar monstros mitológicos pode, mas roubar carros não pode, no mundo virtual. Ou que não pode nenhum, porque é violento.

    Ora, o que é necessário é que a pessoa entenda a diferença o mundo real e imaginação. Nossos tataravôs aprenderam isto quando contavam as histórias de João e Maria, e as crianças não saiam por aí invadindo a casa dos outros, e incendiando idosas com cara de bruxa. Ao que parece a sociedade moderna perdeu alguma coisa no processo.

    PS: GTA IV, Resident Evil IV e God of War II são títulos altamente indicados para que quer se divertir com jogos violentos. Pessoalmente acho GTA chato, mas tem quem goste.

  • Para estes tipos de diversões, a educação, orientação, e acompahamento dos pais sobre os filhos é muito importante para a formação e desenvolvimento do caráter dos mesmos.
    Caso contrário, a coisa fica mais fáçil para virar um caos.

  • uma das maiores palhaçadas que eu já vi no judiciário brasileiro foi a proibição do Counter-Strike. Proibiram com a alegação de que incitava a violência e era um jogo perigoso para o Estado de Direito.

    Tudo isso porque fãs do jogo criaram mapas (no couter-strike 1.6, e não o source, que foi junto no bolo da poribição) onde os terroristas eram traficantes do Rio de Janeiro e os reféns eram integrantes da ONU, o mapa era uma das favelas do RJ e tinha uma música (funk) que incitava coisas não muito agradáveis.

    Ora, vamos proibir novelas, filmes, acabar com músicas tipo tigrão, dança da motinha etc. Isso que fizeram não tem base alguma nem legal nem científico. Já vi filmes em que crianças levam bala na cara, novelas que quase mostraram toda a relação sexual de seus atores, músicas como as do latino, desses funks nojentos rolam o tempo todo, e o video-game, ou jogos em geral, é que são os vilões???

    HIPOCRISIA!

    abçs

  • Tentei implantar (em horas não remuneradas, coisa de bocó) em minha escola na rede estadual um projeto no qual eu pretendia trabalhar vários conceitos e aspectos através de jogos de PC. Escolhi o fantástico Sim City 4, pois este jogo (meu vício) permite utilizar estratégia, planejamento e sagacidade para o desenvolvimento de cidades virtuais. O jogador precisa lidar com problemas como planejamento urbanístico através dos cuidados com trânsito e escolhas mais apropriadas de meios de transporte, construção e distribuição de escolas e instituições educacionais e culturais para promover o desenvolvimento social dos habitantes, construção de hospitais, manutenção de sistemas de segurança. Isso tudo verificando a gestão dos recursos públicos (você precisa administrar a arrecadação e aplicação das verbas obtidas através de impostos) e buscando meios de fazer com que haja prosperidade e desenvolvimento em sua cidade virtual. Lidar com estas coisas exigiriam dos alunos aplicar muitos conceitos trabalhados em sala através de várias disciplinas… isto além de proporcionar uma ótima diversão, pois o jogo é excelente e visualmente muito atrativo.
    Não deu certo a ideia. Motivo: seria necessário adquirir 10 cópias do soft para os PCs do laboratório de informática (custo total de R$ 1.500,00) além de fazer um upgrade nas memórias dos computadores (o que custaria algo em torno dos R$ 1.000,00). Enfim, quando buscamos alternativas, esbarramos em inaceitáveis obstáculos!
    Por enquanto o plano está suspenso… espero um dia poder cumprir esta ideia.

    • Paulo, sua idéia é excelente!
      Nunca usei o Sim City, mas conheço bem o conceito desse jogo. É excelente para usar em contexto educativo!

      Infelizmente nossas escolas ainda não estão prontas. É uma pena.

  • Belissimo artigo, Amanda.

    Eu vou dar minha opnião de jogador.
    Primeiramente eu acho que temos que diferenciar jogos violentos de jogos de violencia. Resident Evil, como o amigo citou ai encima, é sim um jogo violento, mas trata de um jogo que voce tem que matar zumbis e outros monstros. GTA sim, é um jogo que tem como a violencia um de seus atrativos.

    Eu jogo jogos, violentos ou nao, desde que sou crianca. Acho que por ter uma familia estruturada, isso nunca foi prejudicial à minha saude. Eu sou a favor do argumento que a pessoa que comete algum crime ou tem algum comportamento violente, o tem por predisposicao. Se nao fosse o videogame, que fosse outra coisa.

    Meu comentario ta meio estranho, mas parabens de novo pelo seu artugo

  • Todos esquecem que o país de origem da maioria desses jogos, os Estados Unidos, primam muito mais pela “liberdade” de fazer as coisas que, propriamente, preocupar-se com a “formação moral, educacional e psicológica” de seus jovens.
    Liberdade, inclusive, de bater em uma indústria que, se não é tão eticamente embasada, ao menos não faz vista grossa para todo tipo de outras violências, cometidas com quem quer que seja, em qualquer âmbito da vida por lá.
    Dito isso, quero lembrar, também, que os políticos sanguessugas de lá (que formaram o molde dos nossos, e principalmente aqueles auto-proclamados “democratas”), gostam muito, mas muito mesmo, de encampar verdadeiras “cruzadas” morais e religiosas contra qualquer um que atravesse o caminho “cristão” da família americana, seja lá o que cristianismo represente para eles. Entretanto, não vemos qualquer um deles encampar lobby contra armas de fogo de alto calibre, inclusive as que foram usadas nos massacres mais famosos daquele país.
    Sua moral é tão forte como a da indústria da música, na qual o presidente de uma das gravadoras assumiu que seu filho baixava mp3 na internet. E aí, só os outros é que são ladrões e passíveis de punição?
    Na década de 20 do século passado ou um pouco antes, fizeram um filme de crianças PEQUENAS, no máximo 6 ou 7 anos, cantando um “hino” entoado por um adulto, ressaltando o valor de não fazer sexo antes do casamento; e também, pelo que pude depreender, contra a masturbação (muito infelizmente, não tenho fontes para esse vídeo no momento…) Coisa boa né, é oito ou oitenta: antigamente, faziam assim; hoje, querem tirar até a teoria da evolução do ensino de ciências… quem é mais violento com quem?

  • euu queroo jogar com vooc

  • esse artigo eh mto bom
    mais axo q isso eh soh
    pra alguns idiotas
    e por causa deles todo mundo
    leva.
    aqeles caras q ficam
    imitando oq acontece no gta
    e o pior eh q eles mesmo
    coloam a culpa no jogo
    para se safar

  • Olá Amanda, muito bom seu artigo!

    Sou estudante de psicologia, 9º período, jogo estes jogos violentos desde criança ( hoje tenho 23 anos) como GTA, Residente Evil, Good of War, entre outros. Os jogos violentos são os que eu mais gosto, fora o xadrez e o war que são de estratágia.

    Bem, acredito que, até onde me informei, os jogos violentos não influenciam na formação da personalidade e nem do psiquismo, até porque eu não tenho desvio de conduta nem de caráter e sempre joguei.

    Queria que vc, Amanda, me informasse sobre alguma outra referência que fale sobre o tema dos jogos violentos influenciando personalidades, porque esse é o meu tema de monografia. Pode escrever aqui mesmo porque entrarei depois para conferir, obrigado.

    OBS.: Seu artigo é muito rico pelo fato de ter abordado várias visões, já que hoje os especialistas (psicólogos, psiquiátras, pedagogos, educadores, etc.) estão realmente divididos nesta questão: influencia ou não? por isso é sempre bom expor os dois lados das pesquisas, isso é enriquecedor. Parabéns!!!! Estou aguardando as referências.

  • Gta nem é legal RPG muuuuuuuuuuito mais

  • banana banana banana

  • eu vo fika ha(bis) fika com certeza maluco beleza

  • Amanda, gostei muito do seu artigo, estava pesquisando na net sobre este assunto, pois vou auxiliar uma equipe de alunos para uma mostra cultural e eles escolheram este tema, você tem mais pesquisas sobre o assunto?? Qual órgão público que eu poderia pedir um representante para dar uma palestra para os meus alunos sobre este assunto você sabe??? Obgda.

  • [...] do Assunto*–* http://acertodecontas.blog.br/artigos/qual-o-poder-de-influencia-dos-jogos-violentos/: Dos sites que falam do mesmo assunto que o nosso este blog é o que mais gostamos. Porque entra [...]

  • Eu jogo jogos violentos deste que ganhei o computador com 13 anos!
    apanhava do meu pai feito cachorro ladrão quando pequeno!
    Hoje não sou nenhum serial killer!
    O PROBLEMA HOJE EM DIA É MUITO FACIL MESMO APONTAR E DIZER A CULPA É DO VIDEO GAME!
    hoje em dia a culpa é dos pais que acham que educar um filho é deixar na frente da televisão que o resto ele aprende sozinho!
    Não seria este o grande problema da sociedade!
    Já zerei jogos violentos como postal,carmageddon e o escambal a 4!
    e não sou violento video games tem uma faixa etaria!
    como programa de televisão!
    OK SENCURAMOS OS JOGOS E DEIXAMOS BIG BROTHER VAMOS TER FILHOS GAYS E FILHAS MERETRIZES!

  • Mesma coisa já zerei todos mais todos os jogos da serie hitman!
    nem por isso que estou sem receber a 3 meses de uma impresa vou lá matar o patrão por q

  • Mesma coisa já zerei todos mais todos os jogos da serie hitman!
    nem por isso que estou sem receber a 3 meses de uma impresa vou lá matar o patrão por que não me pagou!!!!
    aquele caso do jovem que entrou no cinema matando tudo mundo em 2007 por qu estava drogado e colocando a culpa no duken nuken!
    proibiram certos jogos!
    POR QUE NÃO PROIBEM A DROGA?
    MATANDO OS TRAFICANTES?
    EIN?

  • Discordo que jogos violentos possam influenciar qualquer comportamento agressivo. É só uma forma de fazer algo que vc nunca faria na vida real, eu pelo menos não.. agora existem pessoas doentes que acabam atribuindo seu comportamento ao jogo.. ai é problema delas. Até pq a mídia é muito mais violenta e influencia muito mais que um simples jogo de pura ficção.

    Não tenho nada contra jogos ultra violentos como manhunt, gta etc…

    Jogos japoneses hentais tbm são muito legais tenho diversos titulos..

    Nunca fui influenciado por nenhum jogo .. nunca tive vontade de entrar em um cinema e matar ngm pq vi algo similar em um jogo…

    Além do mais jogos de ficar plantando plantinha e e coisas bestas não dão dinheiro.. pq? ngm tem interesse nessas coisas..

  • gostei do artigos.mais nao podemos radicalisar!nao é toda criança ou adolecente, que se deija lever pelo jogo. sao poucos o que nao saben diferenciar a realidade da ficçao.

    MATHEUS ADAMI E SÁ 14 ANOS

  • Olha muito obrigado estou fasendo um projeto sobre isto e gostei muito !!!

  • Obrigado isto me ajudou muinto.

  • eu nâo sou viciado em jogos violendos mas em jogos de estrategia nao violentos o que mas jogo e perfect word que e bom demais joquem ei nao e cachê

  • primeiro, que cabe aos pais terem atenção redobrada em cima dos filhos em relação a jogos dessa natureza, hoje em dia esta bem claro que jogos como GTA, call of duty entre outros, não são jogos para crianças, agora, as empresas tem que fazer jogos educativos e somente, apenas porque tem um louco que diz estar agindo conforme ele ja fez em jogos??? por favor isso é ridículo, crianças de 8 anos hoje em dia, ficam de frente pra um PC e por horas de seu dia, tem mais é que ir fazer outro tipo de atividade, mas os pais hoje em dia estão mimando demais. a culpa não é dos jogos e sim da educação que se tem em casa…

  • ola
    xau

  • Eu amo GTA só que eu acho que é muito violênto. só que na minha opinião os jogos violentos não influenciam no comportamento agressivo das pessoas depende se a criança tiver uma vida no meio de ”lugares” que são pareçidos com os do jogo.(ex : lugares que tem muita violência )ai eu acho que pode até influenciar um pouco mais fora isso acho que não influencia nada !!
    Porque eu acho que faz parte da vida do adolescênte ou criança jogar jogos assim não são como os jovens de antigamente que só jogavam damas, enfim jogos de tabuleiro .Mas eu acho que também depende se a criança não souber dividir essas duas coisas ou seja se ela confundir o mundo real com o de ficção. Bom é isso gente Beijinho´s da Nathy xau xau !

  • Bom é jogar FIFA, mas GTA é bom também!!!

  • Não influencia nada, eu jogo GTA desde os 8 anos de idade e jogos de tiro desde os 10.Hoje eu tenho 15 anos de iade e eu nunca bati nos meus pais e nunca fui parar na diretoria da escola. Já cansei de ver gente falando q influencia.

  • Ah e esqueci de falar mortal kombat eu e jogo desde os 4 anos de idade …

  • AAAAAAAAAAAAH, eae, eu não tenho opinião sobre o assunto

    • ZIKA DA BALEIDS

  • Eu nao acho que esse jogo gta possa ser vendido por causa da violencia e da incluencia sobre o crace ea cocainao meu primo de 4 anos ele esta viado nessejogo e ja ta violento e meu primo 13 anos esta quase fumano crace

  • Eu nao acho que esse jogo gta possa ser vendido por causa da violencia e da incluencia sobre o crace ea cocaina o meu primo de 4 anos ele esta viado nesse jogo e ja ta violento e meu primo 13 anos esta quase fumano crace

  • Eu jogo ¬¬ desde dos 6 anos de idade, ja joguei os 11 jogos proibidos no Brasil, virei a maioria destes jogos violentos e ainda jogo pois é uma válvula de escape, para sair um pouco da realidade, e não sai porai descontando seu mau humor ou sua raiva nos outros.
    Todos os jogos tem faixa etaria, e só depende do cara “tem q te cabeça”!
    Brincaderas q envolvem uma dicotomia entre bem eo mal são anteriores a era eletronica.(vai te informa)Como a muito tempo q as crianças brincam de policia e ladrão e o fato de uma pesssoa interpretar o bandido não quer diser q ela seja má ou va se tornar má.
    tenho 15 anos e jogo todo tipo de jogos mas principalment RPG online.

    Eu jogo vou continoar jogando! pois é minha valvula de escape.

    E não vou deixar de joga por causa de uns drogados q saiem porai matando todo mundo e depois é pq jogavam muito jogos violentos.haa para¨¬¬

    vão akaba com as drogas, e prende os assacinos q ficam soltos, pois não passam nem 4 semanas na cadeia, pra depois fala de jogos :p

  • e é ridiculo diser q GTA é violento ¬¬

    qm concorda comigo comenta ae gent .

  • eu amo jogos violentos pra mim são os melhores mas daí eu comecei a fumar com 9 anos de idade fui abusado pelo um parente meu qundo tinha 6 anos eu matava pintos de galinhas arrancando a kbça deles com as minhas proprias mão e deixava eles debaixo de uma tábua para apodrecerem e para ver o tapurus e as larvas os comerem’bom sem mentira nenhuma tenho vontade matar pessoas e fazer a mesma coisa que eu fazia com os pintos com elas fico olhando os meus olhos com uma faca e minha mãe fala que isso não é normal e tb já fui em psicólogas e psicoterapeutas que me falaram que eu tinha o perfil de um psicopata que alias eu sempre gostei dessa palavra….bom mas no meu caso não foram os jogos que me influenciam eu já nasci assim e sou assim na verdade os jogos só fizeram realçar esse desejo que tenho desde pequeno…………….obs:tenho 16 anos

  • ola todos falam sobre os games violentos atuais mas eu vi jogos mais antigos que superam todos em violencia ou são na mesma categoria pois são terriveis medonhos e colocam o ser humano como animais irracionais pois a unica coisa do game é bater no seu semelhante e leva-lo a morte de tanta pancada isso é animalesco e quem joga isso não sei que tipo de reacões tera ou que pensamentos terriveis surgirão nesta mente joganto tais jogos e estou mandando uns exemplos destes jogos terriveis deem uma olhada e depois me digam seus comentarios

    http://www.youtube.com/watch?v=xnEkFVK6FAc&list=PL1F7FBB7E96BF0E0C&index=10

    http://www.youtube.com/watch?v=AYrSo5-oZak&list=PL1F7FBB7E96BF0E0C&index=13

    http://www.youtube.com/watch?v=sIUkc-9zW8Q&list=PL1F7FBB7E96BF0E0C&index=14

    http://www.youtube.com/watch?v=G2CJU4p4Cmc&list=PL1F7FBB7E96BF0E0C&index=29
    e tem mais mas estes são só um exemplo

  • GTA É UM BIXOOOO SAEUS BIXAAAA

  • resumo:os jogo violentos influencia a criança apenas se ela souber o que é real e o que nao é real caso contrario ela pode jogar o jogo que quiser.

  • comcordo os jogos só influenciam se a criança não souber a diferença entre oque é real e o que é falso
    eu sou criança :D

  • Nada ver esse negocio de influenciar violencia, só vai influenciar se ele for mal criado pelos pais, tipo, na hora que o pai ver o filho arrancando a cabeça de um cara no mortal kombat, de vez dele conversar afirmando que aquilo não pode ser praticado no nosso mundo ele toma o jogo do filho. Até mais alienados pela midia que nem sabem o quão é bom jogar hitman, resident evil, mortal kombat, assassin’s creed e etc.

  • eu nou vou perder meu tempo discutindo,games não influencião.

  • eu não vou perder meu tempo discutindo,games violentos não influencião.

  • Nao Vejo Violencia em The Simes Como vejo em GTA

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

XHTML: Você pdoe usar as tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Enquetes

Em relação às punições de corruptos...

Ver Resultado

Loading ... Loading ...

Frase do dia


  • “O homem de bem é um cadáver mal informado. Não sabe que morreu.”
    Nelson Rodrigues.

ARQUIVO

setembro 2014
S T Q Q S S D
« set    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).