Rio+20 precisa questionar padrões de consumo de carne

mai 9, 2012 by     44 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Rio 20

Por Guilherme Carvalho
para o Acerto de Contas

Na iminência de sediarmos no Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, uma pergunta segue sem resposta: será que a conferência e os outros eventos que giram em torno dela vão abordar com a devida prioridade o insustentável padrão de consumo de produtos animais que parece se espalhar como uma pandemia pelo mundo em desenvolvimento?

Os Estados Unidos (e a pequena Luxemburgo), liderando o ranking de consumo per capita de carnes com mais de 340 gramas de carnes por dia, são responsáveis por mais de 10% da pecuária mundial. Enquanto isso, a Índia, com seus mais de 40% de vegetarianos estritos, tem o menor consumo per capita de carnes do mundo — menos de 10 g de carne por dia. Segundo o jornal Times of India, esta é uma das principais razões pelas quais um cidadão estadunidense demanda, ao longo de um ano, cerca de 5 vezes mais grãos do que um indiano.

Infelizmente, a Índia é uma exceção (e mesmo ela já vê chegar uma influência considerável do padrão de consumo do Ocidente, com redes de fast-food proliferando como um câncer). Em outros países em desenvolvimento, como a maioria dos africanos e sulamericanos, come-se mais carnes ano após ano. O leste africano, cujo consumo vem crescendo — mas ainda não passa de 50 g por pessoa por dia —, teve em agosto de 2011 a infelicidade de ver o primeiro KFC (Kentucky Fried Chicken, rede de fast-food norte-americana) abrir em Nairobi, capital do Quênia.

Não é novidade que o consumismo norte-americano comece a se reproduzir em países em desenvolvimento à medida que a economia destes países cresce, mas o “consumismo de carne” parece passar bem mais despercebido do que outras formas de consumo exagerado — e, certamente, tende a receber muito menos atenção em fóruns internacionais como a Rio+20. Não obstante, os impactos do aumento do consumo global de carne são especialmente expressivos e múltiplos: sobre as mudanças climáticas, a exaustão e poluição de recursos naturais, as comunidades rurais, a saúde humana e o bem-estar animal.

O cerne do problema, para além do severo sofrimento de bilhões de animais, é a ineficiência no uso dos recursos alimentares disponíveis. Para cada quilograma de proteína animal a ser produzida, é necessário utilizar em média cerca de 6 quilogramas de proteína vegetal na forma de rações ou pastagem. Por isso, mesmo que desconsiderássemos todos os impactos ambientais advindos da criação, transporte, abate, processamento e refrigeração, consumir carnes já teria um impacto ambiental muito superior a consumir alimentos de origem vegetal. Por essa e outras razões, o consumo de produtos animais é uma das questões mais relevantes e estratégicas quando se discutem caminhos para a sustentabilidade.

Como sempre, a grande preocupação é a China — especialmente porque esse país viu seu consumo per capita de carnes quadruplicar em apenas 25 anos e o de laticínios aumentar em cerca de dez vezes no mesmo período. Se a China, com seus 1,3 bilhão de habitantes, atingir os padrões de consumo de carnes e laticínios dos Estados Unidos, o país demandará, sozinho, o equivalente a 80% da atual produção de carne de frango e 50% da atual produção de carne bovina.

Mas como está o Brasil nesse cenário? Ocupando a posição de 26º maior comedor de carne do mundo, o seu consumo per capita de carnes já equivale a dois terços daquele verificado nos Estados Unidos. Ou seja, o brasileiro come cerca de 220 g de carnes por dia — mais do que o dobro do que comia há apenas 30 anos. Exceto pela satisfação de uma gulodice inconsequente, só há desvantagens nisso. Temos mais propensão a doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, confinamos e matamos muito mais animais, e causamos um impacto ambiental muito maior.

Desde o surgimento da agricultura, há cerca de 10 mil anos, as necessidades nutricionais dos seres humanos são essencialmente as mesmas. Entretanto, apenas nos últimos 40 anos o consumo de carnes passou a ser algo tão exacerbado e desmedido — não pelo surgimento de uma necessidade, mas pela consolidação dos métodos industriais de criação de animais (as “granjas-fábrica”) e a conseguinte manipulação dos nossos costumes alimentares.

Na Rio+20, a maior conferência da ONU de todos os tempos, cujo tema central é a “transição para uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza”, negligenciar a crucial discussão sobre o padrão de alimentação do mundo parece uma enorme irresponsabilidade. Um movimento independente e horizontal chamado Rio+Veg pretende chamar atenção e influenciar a postura daqueles que se dizem preocupados com o futuro do planeta, levando-lhes a mensagem da redução do consumo de carnes e outros produtos animais e propondo um novo paradigma alimentar — uma alimentação consciente, inteligente, compassiva e sustentável.
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Guilherme Carvalho (@gcarvalholeal) é Coordenador do Departamento de Meio Ambiente da Sociedade Vegetariana Brasileira e Gerente de Campanhas da Humane Society International no Brasil

44 Comentários + Add Comentário

  • “Exceto pela satisfação de uma gulodice inconsequente, só há desvantagens nisso.”
    Atenção vejetas! Atacar sem dó e sem piedade.
    Nós somos a turma que não morre de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes.
    Somos os donos da razão! Na cerdade nós somos a razão, a palmatoria do mundo!

  • Dane-se você os riscos a minha saúde. Eu não abro mão do bom e velho churrasco. Meus aniversários são no Sal e Brasa e toda última segunda-feira do mês eu passo lá. Sou um excelente cliente do açougue perto da minha casa e aprecio comprar o frango temperado para assar no forno em casa. A final de domingo será regada a sangue :) .

    • Parabéns Paulo!

      Você acaba de exemplificar homéricamente que o homem não é um “animal racional” (tese defendida há tempos pelo Sr. Freud). Assim, você reforça mais ainda o argumento abolicionista de que o critério para se reconhecer direitos em outrem não deve ser a razão, – na qual diferimos dos animais quantitativamente, e não qualitativamente – mas sim a sensiência!

      Ou pode ser majoritariamente racional um ser que, conscientemente, diminui o tempo e a qualidade da sua vida, desperdiça alimentos condenando mais de 1 bilhão de pessoas à fome, promove a destruição dos nossos recursos naturais e a tortura e morte de 67 bilhões de animais por ano pelo simples “prazer” de degustar cadáveres…

      • Pow gente, eu como carne com uma saladinha, não faz mal pra ninguém :D , não podemos ser extremistas, as vacas estão ai para serem comidas, assim como os vegetais, o que não se pode fazer é desperdiçar, se todo mundo fosse comer cenoura, alface e congêneres, ia ter que desmatar para plantar tb, pois o consumo aumentaria demais e umas hortinha no fundo da casa não ia alimentar a todos. O negócio é consumir com sabedoria

  • Quem disse que “vejetas” não morrem de doenças cardiovasculares? Quem disse que carnívoros desenvolvem sempre doenças cardiovasculares? O colesterol alto,basicamente o LDL, faz mal. Mas colesterol baixo demais é altamente danoso: o colesterol é o precursor do todos os hormônios esteroidais / sexuais. Homem que têm colesterol baixo têm testosterona baixa. E testosterona baixa (hipogonadismo) traz muitos prejuízos.

    • ele não disse que vegetarianos não tem doenças carlos, ele só tá repetindo a conclusão de algumas organizações de saúde de que vegetarianos “tendem” a ter menos doenças cardiovasculares que onívoros, não é uma regra para cada indivíduo, é uma tendência de grupos

  • A forma como se discute esse tema com algum vegano é semelhante a contestar um dogma religioso com um pastor protestante!

    • Roberto, não estamos discutindo crenças, mas SIM fatos comprovados cientificamente pelas instituições mais respeitadas e conceituadas do mundo…

      • Tem pastor que discute a teoria criacionista sob um prisma “científico”, ou seja, o homem veio do barro e a mulher da costela de Adão é defendido “cientificamente”!

        • Você leu e refutou os relatórios científicos que defendem ou aprovam o vegetarianismo, pra poder dizer isso?

      • Roberto, a não ser que o pastor tenha feito e/ou citado estudos que comprovem isso com fatos, fósseis, etc., ele não provou nada cientificamente. Sugiro ler algum livro introdutório sobre metodologia científica

  • Por mais que os vegetarianos/veganos lutem, eles nunca irão conseguir convencer o mundo todo a virar vegetariano.

    Eu acho o seguinte: hoje em dia todo mundo tem acesso a informação e ao esclarecimento. Só vive na ignorância quem quer. Estamos na era do conhecimento. Antigamente se podia alegar falta de conhecimento. Foi-se o tempo (graças a Deus) em que o cara descobria um câncer de pulmão aos 60 anos de idade e podia dizer que não sabia por que tinha tido câncer, mesmo que tenha fumado desde os 12 anos de idade. A informação era muito pequena. Nem a comunidade médica tinha as informações certas para repassar aos pacientes.

    Hoje a situação é radicalmente diferente. A internet tá aí e toda criatura humana que anda sobre esse planeta sabe/pode saber de tudo. Se não sabe é uma burrice consciente, ou seja, é burro por que quer/gosta de se manter na ignorância (coisa que também é muito comum hoje em dia, o pessoal que finge que não sabe das coisas). Além do que, a própria medicina, junto com a tecnologia, evoluiram bastante.

    Todo mundo sabe os inúmeros malefícios de uma dieta muito rica em carnes. E sabe como é saudável uma dieta rica em vegetais. A mídia bombardeia isso o tempo todo. Então, pronto. Quer se entupir de carne? Paciência. Aproveita depois que sair do rodízio e fuma um maço de cigarro. É prazer em dose dupla: câncer e infarto na certa. Mas, paciência. Pelo menos será um defunto consciente, e, provavelmente, feliz, já que o máximo hoje é curtir a vida à toda velocidade, mesmo que a vida dure alguns poucos anos.

    O lema hoje é: tenho câncer, enfisema e não consigo mais andar, mas sou feliz, afinal, curti à beça meus 50 anos de muita tragada. O negócio é aproveitar a vida.

    Acho que a patrulha vegetariana não devia ser tão forte. Quem quer levar uma vida mais saudável sabe o caminho. E quem quer antecipar seus dias por aqui, também sabe como fazê-lo. É uma escolha de cada um. Depois, só não adianta vir querer culpar Deus e o mundo pelas escolhas que não deram tão certo.

    A beleza de uma verdadeira democracia é exatamente essa: cada um pode ter as rédeas do próprio destino. Cada um escolhe os próprios caminhos. Se vai conseguir arcar com as consequências? Não sei, mas ninguém obriga ninguém a fazer nada. Ninguém entra num rodízio coagido com uma arma apontada pra cabeça. Todo mundo sabe muito bem o que faz em tempos de sociedade do conhecimento.

    Em tempo: acredito que sempre vai haver aqueles que conseguem se satisfazer com um prato de rúcula, alface e cenoura. E sempre vai haver aqueles que acham tudo isso uma tremenda imbecilidade. De novo a história da democracia, os caminhos estão aí, cada um os trilha da maneira que achar mais apropriada a si.

    • 1) Vegetariano não come só “rúcula, alface e cenoura”.

      2) O grande trunfo da democracia é proteger os direitos de todos (maioria e minoria). Lutamos para que nesse grupo, sejam incluídos os animais.

      3) Você teria total razão se comer carne fosse apenas uma questão de se ter ou não uma alimentação saudável. No entanto, diversas outras questões, tais como: morte e tortura de seres sencientes, exploração de pessoas e trabalho escravo, desperdício brutal de alimentos enquanto outras pessoas estão passando fome e uma imensa devastação ambiental, sendo a carne hoje o maior vetor do aquecimento global…

      Por fim, da mesma forma que você (acredito eu) não aceita racismo, sexismo, pedofilia, entre outros males que não são cometidos diretamente com você, nós não aceitaremos a morte e tortura de mais de 67 bilhões de animais a cada ano!

      • “1) Vegetariano não come só “rúcula, alface e cenoura”.”

        Perdão, mas onde ele disse isso?

        • “acredito que sempre vai haver aqueles que conseguem se satisfazer com um prato de rúcula, alface e cenoura. E sempre vai haver aqueles que acham tudo isso uma tremenda imbecilidade.”

      • Cássia, talvez você não tenha percebido, mas eu sou a favor do vegetarianismo.

        Não vou dizer que hoje sou vegetariano total, mas já reduzi em 70% meu consumo de carnes no último ano.

        Quem sabe em breve pode ser que eu me torne um, digamos, vegetariano moderado.

        E quanto à “rúcula, alface e cenoura” foram apenas exemplos dos alimentos mais “famosos” consumidos pelos vegetarianos.

    • O senhor tem razão!

  • Também acho que cada um pode escolher os hábitos de saúde que quer. Mas gente, o artigo tá questionando mil coisas, não é só o aspecto da saúde… aliás, eu só vi ele falando de saúde em duas linhas ali. O foco me parece ser a questão ambiental, não a de saúde. Esse pessoal tá meio com “idéia fixa”…

  • Obrigado, Guiminha, pela contribuição =) Ótimo ver os artigos vegs de volta ao Acerto =)

    E a reaçada, ó… Nem pra dizer que tua forma de escrever é mais “aceitável” que a minha :P

    • Robson, aquele dos textos abilolados, divide o mundo entre “veganos” e “reacionários”.

      Pobre coitado.

      • Pela lógica do Robson, tu é reacionário Martins.

        • É uma lógica bastante ilógica, vamos admitir….

      • Reacionário = Aquele que vai contra um movimento de vanguarda e quer manter o status quo.

        Movimento de vanguarda = Veganismo.

        Pessoas que vão contra para manter o status quo = Vocês.

        Pois é, a terminologia que ele usou não me parece inadequada…

        • E olha que nem falei de reacionários nesse sentido, mas sim no de chegar aqui e falar água tentando preservar a tradição em que se encontram.

  • Se Deus quisesse que não comêssemos os animais Ele em toda a sua glória não os teria feito diferentes de nós, mas igual a nós. Não comer carne é ignorar a palavra de Deus.

    • kkkkk Deixar de comer carne é pecado agora ?

    • ô se agente fosse comer todo mundo diferente de nós, rsrs

    • As mulheres são diferentes de você em diversos aspectos. Por isso, você as mata e as assa?

  • Que mania horrível ficar metendo deus no meio dos argumentos. Se não tem argumentos, simplesmente não teça comentários. Deixa esse cara aí em paz e priu!

  • Consumo desenfreado?

    Isso é um problema exclusivo dos carnívoros? Ou seria do incentivo ao consumismo em todos os níveis da nossa sociedade moderna?

    Combatam-se: a fome, o desperdício de alimentos, a ociosidade de terrenos com potencial agrícola.

    Incentivem-se: o uso de produtos de couro sintético, a agricultura familiar, a produção de hortifrutigranjeiros sem agrotóxicos.

    Mas não queiram me tachar de criminoso só porque escolho continuar a comer carne e demais derivados de animais.

    • Exatamente.

  • Com o tempo, essa vontade de definir o “padrão de consumo alimentar mundial” vai diminuindo. A gente começa a notar que pensar na escala global é um peso grande demais para o indivíduo. Daí vc fica só com o prazer de apreciar a culinária vegetariana com os amigos. Ao menos tem sido assim comigo e com outras pessoas ao meu redor.

    Moro num estado onde a pecuária é uma componente muito forte da cultura, o piauí. Se eu tentasse ser vegetariana aqui estava fadada a reclamar da cidade diariamente por não achar diversidade. Se tentasse convencer aos próximos a seguir a minha opção, poderia criar inimizades por ignorar uma cultura já sedimentada. Acho que nos colocarmos em posição de conflito é extenuante. Quando posso, cozinho em casa ou vou no único restaurante vegan que conheço aqui. Quando não como paçoca (salgada), panelada, carne de sol.

    E ainda como uma feijoadazinha com todas aquelas carnes para relembrar do mito da minha terra natal.

  • Eu acho muito nocivo e desconstrutivo voce associar sua agenda vegana a esse problema sério do impacto ambiental da criação de animais.

  • Ótimo artigo.

    O autor está apenas questionando se o consumo de carne é, realmente, sustentável. E nada mais adequado do que fazer isso num fórum de sustentabilidade como o Rio +20.

    Afinal de contas, para criar o gado, é preciso alimentá-lo com muita soja transgênica, e para plantar muita soja, é preciso devastar cada vez mais, e para desvastar mais, há perda de biodiversidade (flora/fauna), e quando há perda de biodiversidade, o ecosistema fica cada vez mais desequilibrado, surgindo novas doenças, acentuando o aquecimento global, aumentando as enchentes, intensificando as secas, etc.

    Mas não é apenas isso. É toda uma cadeia de destruição. É a destruição dos campos. É a morte do animal. Logo após o abate do bicho, há necessidade de refrigerão imediata da carne para que ela não apodreça rapidamente, então há o gasto de energia com os frigoríficos, com os transportes climatizados e com as geladeiras dos supermercados e açougues. Tudo para que a carne não apodreça.

    Imagine alimentar um planeta, que, em breve, terá 10 bilhões de habitantes, com um consumo per capita de 220 gramas de carne por dia (média do brasileiro).

    Bem, não se trata de convencer alguém a virar ou não vegetariano, mas de explicar como as coisas, realmente, funcionam e permitir que as pessoas pensem se elas têm alguma contribuição a dar nesse mundo.

  • “Tenho o direito…”

    Filipe, o problema é exatamente esse. Se todo mundo achar que tem o direito de ter um carro, imagina a situação da Terra quando chegarmos a 9 bilhões de habitantes (se é que a Terra aguenta o tranco até lá).

    É justamente essa visão egocentrada, individualista, que está deixando as coisas do jeito que estão. Digo a você que eu não faria a mínima questão de passar minha vida toda sem sequer comprar um carro, desde que eu pudesse ir para o trabalho num trem bala de qualidade onde todos pudessem ir sentados e em paz e não esse inferno que é andar de ônibus no Brasil.

    Temos que aprender a abandonar esse péssimo hábito de achar que podemos fazer tudo. Quer dizer, poder fazer até pode, o problema é o que teremos que aguentar depois. Henry Ford trabalhou a vida toda em tentar convencer os americanos que ter um carro era a sétima maravilha do mundo. O povo, claro, caiu fácil na conversa e, como consequência, a vida nos grandes centros americanos virou uma pandemônio, com muitos acidentes, trânsito louco, mortes e a destrutiva poluição.

    É por isso que dizem que se o mundo todo adotasse hoje a filosofia do “american way of life” a humanidade não duraria mais 20 anos. Graças a Deus, existe país que é mais sério em relação a certos abusos que os EUA permitiram que acontecessem em seu próprio territótio.

    Não podemos pensar o mundo apenas a partir da nossa estrita perspectiva. Viver bem em sociedade implica pensar o mundo da perspectiva o mais coletiva possível, do contrário, estaremos tornando o mundo um lugar pior para todos, inclusive para nós mesmos.

    • O comentário acima (10/05/2012 às 17:28) se refere a outro post. Saiu aqui por descuido meu.

      • Gilberto diz que não compraria carro “desde que eu pudesse ir para o trabalho num trem bala de qualidade onde todos pudessem ir sentados e em paz”.

        Ou seja: a condição que ele coloca é simplesmente impossível. Não existe isso em nenhum lugar do mundo.

        Esse é o problema do nosso trânsito. Todo mundo só admite deixar o carro em casa se o transporte público for de LUXO.

        • De luxo, não, martins. De qualidade.

        • Me diz aí uma cidade do mundo onde as pessoas vão de trem bala pro trabalho, ainda mais todas sentadas.

      • Mas tem tudo, tudo mesmo, a ver com o post. Que sorte, hein?

  • Gilberto, teu comentário tem tudo a ver com este post também…

  • Nossa, eu JURAVA que o comentário do Gilberto era daqui mesmo! Aliás, achei super apropriado… acho, aliás, que esse é talvez o verdadeiro mérito desse artigo… mostrar que o hábito alimentar também tem impactos sobre o coletivo, da mesma forma que o hábito de ter um carro por pessoa tem…

  • Ivan,vc disse: Tambe9m, ne3o concebo que um itsmrutenno tecnolf3gico, simples ou sofisticado, seja o le1pis ou o computador, o tambor ou a guitarra, possa produzir conhecimento, porque ele somente e9 usado quando je1 existe o pre9vio conhecimento do usue1rio. Faria um reparo, ne3o produzem conhecimento, apenas expandem a possibilidade do ce9rebro humano .Todos os conceitos team uma fune7e3o sem fune7e3o, os conceitos ficam voando e servem para tudo.Nesse caso he1 a necessidade de separar tecnologias (gerais) das cognitivas que ne3o se3o a mesma coisa.Vc pergunta: Ne3o de1 para pensar assim? Sim, de1..mas e9 algo interessante e ne3o relevante para o meu propf3sito que e9 ajudar a separar tecnologias que hoje este3o emboladas.Um bom papo para viajar, mas para o meu propf3sito, ne3o acredito relevante.Que dizes?abrae7os,ps- valeu a visita, estava sentindo falta de sua sabedoria.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).