Crise migratória: saindo da guerra e entrando na prisão

set 4, 2015 by     36 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

por André Raboni
para o Acerto de Contas 

O presidente russo Vladimir Putin pediu a criação de uma coalização internacional para lutar, junto ao regime sírio de Bashar al-Assad, contra o Estado Islâmico, mostrando mais uma vez toda sua hipocrisia. Putin apoia o governo de al-Assad, regime que vem massacrando sua população desde os levantes populares que exigiam sua saída a partir de 2011. Evidente que os EUA e boa parte da Europa tem sua parcela gigantesca de responsabilidade sobre o assunto, depois de mais de uma década fazendo guerras insanas na região. Mas aguentar a hipocrisia de Putin não é fácil.

Enquanto isso, esmagados entre o exército de Bashar al-Assad e as atrocidades do Estado Islâmico, milhares de sírios e pessoas de outras nacionalidades buscam entrar em território europeu: os refugiados estão escapando da guerra para acabarem numa imensa prisão.

A rota principal por onde dos refugiados seguem é através da Turquia, de onde continuam o êxodo em embarcações lotadas para a Grécia em direção à fronteira com a Macedônia. Dali partem dentro trens para a Sérvia. Já nos Balcãs, o destino de milhares é cruzar a Hungria pela capital Budapeste, para chegar à República Checa e então pisar em solo austríaco. Nesse percurso, o desaparecimento, a morte, o sofrimento, a ausência de condições mínimas de humanidade dentro de abrigos indigentes são as principais companhias dos refugiados.

 

Hoje o parlamento da Hungria aprovou um pacote de leis que torna ainda mais rígidas as penas para quem entrar ilegalmente no país. A justificativa seria “aliviar a pressão migratória”: o custo disso acaba se revelando uma faceta neofascista do governo: milhares de refugiados estão sendo presos em verdadeiros campos de concentração, muitos estão desaparecendo ou sendo assassinados em caminhões ou trens que os levam para esses campos.

 

Na República Tcheca, a Polícia já começou um processo de marcar os refugiados que desembarcam na fronteira com a Áustria: um esfolamento contra a dignidade humana, que nos remete ao que houve de pior naquela região durante o século passado.

Chamada de “Marcha de Budapeste”, uma multidão gigantesca tenta fazer o percurso de acesso aos países europeus, principalmente Alemanha e Inglaterra. Até países como Islândia e Argentina, além da nova prefeita de Barcelona, Ada Colau, se mobilizaram para conceder ajuda humanitária e abrigo para os refugiados.

 

Com essas manifestações, e depois de torcidas de quatro clubes de futebol da Alemanha (Borussia Dortmund, Bayern de Munique, Frankfurt e Wolfsburg) demonstrarem apoio e mesmo ajuda direta (abrigo, comida e aulas de alemão), o governo alemão também adotou essa postura – Angela Merkel já nem tinha mais como não fazê-lo.

As fotos das torcidas dos times alemães despertaram euforia e sentimento humanitário ao redor do mundo. Até mesmo um multimilionário egípcio se ofereceu para comprar uma ilha grega ou italiana para declarar a independência da ilha e abrigar nela os refugiados.

 

A IMAGEM MAIS IMPACTANTE DOS ÚLTIMOS ANOS

 

A crise migratória que assola a Europa já é vista como a maior crise humanitária desde a segunda guerra mundial. Diariamente, milhares de fugitivos saem de seus países em busca de abrigo. O número de mortos e presos aumenta a cada dia, e as imagens estão chocando o Ocidente.

 

A mais triste de todas elas, sem dúvidas, é a de Aylan Kurdi, garoto curdo da cidade de Kobani (norte da Síria), que tinha apenas três anos, encontrado morto numa praia da Turquia e que vem recebendo diversas homenagens ao longo desta semana, como esta intervenção do caricaturista Djiwar Ibrahim.

As fotos deste menino são horripilantes. Muita gente está se recusando a vê-las, bloqueando links no Facebook. A imagem corta os olhos dramaticamente, como cortou um dia a foto de Kim Púch - garota queimada com bombas de Napalm em seu vilarejo durante a Guerra do Vietnã.
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A enxurrada de informações e links sobre o assunto é tão grande, que não queremos dar conta de tudo nesta postagem, por isso seu caráter até superficial. Nos próximos dias vamos publicar mais posts sobre o tema. Fiquem à vontade para mandar sugestões de links com textos, vídeos e fotos nos comentários.
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André Raboni é ex-redator do Acerto de Contas e Analista de Comunicação Digital.

36 Comentários + Add Comentário

  • Eu até entendo o drama e a comoção por esses refugiados, mas não entendo por que não há uma comoção internacional nas mesmas proporção em relação aos 70 mil mortos anuais pela violência no Brasil. A violência no Brasil mata mais do que a soma dos conflitos armados em curso no Oriente Médio atualmente. Somos um dos países mais homicidas do planeta e parece que ninguém se preocupa.

  • Putin é o próprio demônio, esse traste quer ser o novo Stalin da Rússia. O cara tem um fortuna estimada em 80 bilhões de dólares em paraísos fiscais e continua fazendo miséria na Rússia. Alguém tem que fazer o favor de eliminar esse lixo do planeta.

    Putin + Partido Comunista Chinês + família real saudita = destruição do ocidente

  • Andre, fico feliz em “reencontra-lo”, apesar do tema ser de cortar a alma.

    Como pai tambem de uma criança de 3 anos fiquei sensibilizado com este episodio que nos fez nos da conta de que nao so’ este bebê como tambem milhares de crianças, que tem seus pais como referencia e ancora, tem sido vitimas de um conflito ao qual eles nao fazem a minima ideia da origem.
    Sejam Sirios, Libios, Iraquianos, Angolanos, nao importa. Uma hora isto tem que parar.
    Uma estupidez destas em pleno Seculo XXI tal qual como na Era Medieval.
    Triste.

  • André, saudades dos seus posts. Bela, mas triste, análise.

  • Pensei que o blog não ia tratar do assunto. Mas tratou e com André!
    Esse êxodo já existe, mas só agora atinge a Europa, mas já é realidade no Irã, Turquia, Paquistão e na própria Síria. Veja esse link: http://europe.newsweek.com/isis-storm-palestinian-yarmouk-refugee-camp-syrian-capital-318586
    Terrível.
    Isso faz pensarmos porque olhamos tanto para tragédias passados e como poderíamos ter evitado. Mas esquecemos das tragédias presentes e como fazemos pouco para resolvê-las.
    Outro ponto, livre circulação de capital, mercadorias, ideias, produção áudio-visual e livros, mas livre circulação de pessoas, hummm, espera aí, vamos com calma. Como é isso André?

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  • André, é bom poder ler mais um post seu.

    A questão é complexa e a verdade é que as nações ricas fecham os olhos para esses problemas e só irão mudar o comportamento quando algo as incomodar.

    São pessoas pobres e oriundas de países pobres e ninguém se importa muito com elas.

    Por aqui são dezenas de mortos anualmente vítimas da violência e muita gente ainda vive na miséria e se alimentando de lixo. Isso ocorre em nossa vizinhança! E aí, o que fazemos??? O que os nossos governantes estão fazendo efetivamente? O que estamos fazendo os esses governantes?

    Os problemas diários e o consumismo nos anestesiou, estamos nos tornando bovinas bestas humanas.

    • O ex-ministro francês Michel Rocard dizia que a europa não era capaz de acolher toda a miséria do mundo, ou seja: se você nasceu num país pobre e conturbado, azar o seu.

      Essa pragmática falta de humanidade até poderia ser engolida se os EUA e Europa não tivessem participado de intervenções desastrosas na África e médio oriente numa cruzada contra supostas “armas de destruição em massa”.

      Some-se a isso os seguidos regimes corruptos, arcaicos, cruéis e incompetentes que tiveram a chancela do ocidente pois isso, de alguma forma, os beneficiaria.

      A conta chegou e, cá para nós, saiu barato.

  • Eles, EUA, Europa e Rússia, não podem negar, toda essa crise e seus elementos adjacentes (AlQuaeda, Estado Islâmico, Questão Palestina, Refugiados, ditadores amigos, colonização, guerra fria etc) tem a interferência deles. Há uma dívida moral e histórica, para não dizer política, social e econômica também.
    Enquanto a crise é na área dos outros, fica tudo bem. Mas quando bate na porta… Independente disso, países que se predispõem a influenciar o curso do mundo, tem que lidar com esses elementos. Independente disso, países com elementos de humanidade e solidariedade também devem se preocupar com isso. Independente disso, países que dão vida a ONU deveria deixá-la trabalhar, mas não. Preferem tornar a ONU uma limpadora de entulhos da festa daqueles que podem mais.
    A fila de barbaridades que o Estado Islâmico está alimentando não tem precedentes. Mas não podemos cuidar deles até que resolvamos nossos problemas de influência sobre o petróleo, a hegemonia de Israel, a influência econômica sobre países-mercados e o agrado as potenciais regionais aliadas. Até lá “hitler” cresce….
    O que adiante discutir isso num blog? Será que isso chegará aos círculos que cuidam das questões diplomáticas e estratégicas? É um longo caminho no escuro. Estamos gritando no deserto?
    Sempre há esperança. Uma foto parece que chamou atenção dos círculos decisores que estavam presos em suas salas de vidro. Eles não ouvem, mas podem ver. Agora, o que sairá daí?
    Segura na mão de Deus, e vai….

  • Pierre, o post da confusão dos cineastas bocados na Fundando desapareceu.

    • ..,.cineastas bocados na Fundaj

    • Eu notei isso com outros posts e não sei a razão, se pelo conteúdo ou pelos comentários ou por ambos. Mistério do AdC tem que chamar o Moro para tomar providências kkkkk

      • É porque quando coloco em destaque os posta novos preciso desativar a tecla dos antigos, senão ele some. Mas já está no ar.

  • Para Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes, não querem ir! Só Alemanha e Reino Unido. Tá serto!
    Quero ver europeu ser politicamente correto na próxima crise!

    • Meu pirraia… Você é algum louco? Sem brincadeira, não dá pra te levar a sério mesmo! Cada comentário imbecil! Meu Deus…

      • Leva três famílias para tua casa e pare de querer posar de bonzinho ou fazer planos com dinheiro alheio!

        • É um mobral mesmo…

        • Esse Alexsandro é doido de pedra!

          Muitos árabes já migraram pro Brasil. Sabe qual foi o maior efeito disso para a nossa cultura cristã-ocidental? O surgimento do Kibe e do Pão Árabe.

    • Alexandro, os refugiados já se amontoam na Turquia, Líbano, Jordânia, Irã etc. Esse fato já é realidade a bastante tempo no mundo árabe. Temos que deixar registrado, pois atualmente qualquer coisa vira dogma nos debates da internet… afff

  • A Europa se afogará com a própria saliva. Será encampada por esse multiculturalismo autofágico, deixando-se tolerantemente dominar pelos intolerantes. Quanto à já famosa foto do pequeno infante jazendo sobre a praia, se é certo que causa impacto e comoção, é de admirar que o mesmo não ocorra com as centenas de crianças cristãs brutalmente assassinadas pelos fundamentalistas, coisa que não tem merecido sequer míseras notas de rodapé por parte da imprensa mundial. Mas, é isso mesmo: quem não domina será dominado. Tenho pena do Velho Continente, berço de minha (nossa) cultura.

    • Comentário perfeito.

      Só acrescento que essa massiva imigração é mais uma investida ardilosa do Islã para fazer o que eles estão tentando fazer há milênios: invadir o Ocidente (Europa e EUA) e destruir a cultura judaico-cristã, especialmente a Igreja Católica. Vai saber a quantidade de terroristas islâmicos que existem infiltrados nessas massas de imigrantes entrando na Europa.

      A civilização cristã foi cedendo em seus valores culturais e agora vai pagar o preço.

      Quanto ao Brasil, a esquizofrênica da Dilma já anunciou que as portas estão abertas. Nem precisava ter anunciado isso, o mundo inteiro sabe que as portas desse CABARÉ sempre estarão abertas, principalmente para terroristas, traficantes, assaltantes de bancos, comunistas, foragidos da Interpol e bandidagem em geral. Se for marginal, nem precisa pedir autorização, o próprio governo petista ajuda a entrar e fixar residência no Brasil e o escritório de advocacia do PT (STF) libera tudo.

      • Cruz credo! Só tem doido aqui!

        É bom pra seu Pierre e seu Jacomé notarem qual tipo de pensamento eles estão alimentando!

        O pessoal foge em cima de barco de isopor e o cara compara isso a “uma investida ardilosa do Islã”.

        E no final ele ainda solta a pérola “Tenho pena do velho continente, berço da minha cultura.”

        Agora vê, um lascado se achando europeu!

        Um pai (que pra os filhotes de satanás daqui é um terrorista) perde a mulher e os filhos, o mais novo com um registro trágico desses, e o pessoal tá com pena do “velho continente”.

        Notem o porquê do pensamento de direita ter que ser ferozmente combatido!

        E digo mais, se botar esse pessoal do blog lá na linha de refugiados, tavam dando pontapés em velhos e crianças… igual àquela cinegrafista da Hungria!

        • Me divirto com demagogos, que agora querem posar de bonzinhos às custas dos europeus (Que inocentemente estão caindo nesse blá blá blá) . Se tem um responsável pela morte da criança, esse é seu país de origem!

        • Pinçar um comentário agressivo e considerá-lo como um resumo da direita, é ignorância ou má fé.

          Aliás, definir esquerda e direita sempre foi e vai continuar complicado..

          E não creio que só existam doidos por aqui, não mesmo.

          A democracia anda junto com a tolerância e o respeito e sou contra a censura mas igualmente contra os mal educados.

        • “Tenho pena do velho continente, berço da minha cultura.” ahahahahhaha

          Acho que instalaram um computador com internet no manicômio. ahahahhaha
          “Berço da minha cultura.” ahahahahahha Tu tens lá cultura, rapaz!! Os europeus, se soubesse que tu existe, teria vergonha de ti. hahahahahha

          A liberdade de expressão tem essa faceta fantástica: dar voz aos tolos. Mas, sou totalmente favorável porque é cômico demais… ahahahhahahahahah

  • A cultura judaica-cristão é produto da história do oriente médio. As disputadas de base religiosas são produtos do Oriente Médio. O ocidente, no fundo, é uma cultura grego-romana. Esse é o nosso berço. Este berço que não está nem aí para mortes de cristão ou muçulmanos até que se resolva a questão do petróleo, a garantia de mercados consumidores, a hegemonia política. Ou seja, o ocidente sempre foi esse CABARÉ.
    Eles não vão destruir o que nunca tivemos. Vc apelam para o medo, a desconfiança e a incerteza que guia a cultura grego-romana para uma aparente batalha entre religiões…
    Mas antes de qualquer coisa, esse post fala de humanismo…

  • De boa, temos que ser solidários. Esses refugiados já sofreram demais com toda essa loucura. Espero que os países unam forças ainda mais para conseguir acabar com todo esse tormento. O EI está fazendo com que as pessoas abandonem seu próprio país. Espero que tudo se resolva.

  • É muito fácil ser “solidário” criticando a Alemanha ou a Hungria (que pelo menos deixou claro o que pensa). Quero ver é o patético esquerdinha brasileiro colocar refugiados de Maomé em casa. De preferência dormindo no mesmo quarto das filhas! Os coitadinhos respeitam!! Podem crer, hipócritas que vestem Che e passam férias com Pateta!! Ah, o paraíso CUbano receberá quantos ?

    • Cara, pfv, reflita mais sobre as coisas! Entre os refugiados existem milhares de pais de família, mães e crianças. Eles não tem culpa de existir um monte de radical na terra deles. Eles tentam se refugiar p não morrer!

      • Na Alemanha e Reino Unido! Tá serto!

        • Bicho… para que tu não vai ter apoio mais nem da tua gangue de Bolsonetes!

          Será que não percebes que tá falando bobagens de adolescentes?

          Argumentos primários “bota pra dormir com tua filha”, “usa camisa de Che e toma Coca-Cola”.

          Investidor… Ô investidor… Investidoooor? Cresce menino!

  • Excelente post, André. Eu tinha visto, mas não entrei para ler porque pensei tratar-se de mais uma do Robson ou Jacomé. ehehehhe

    • Carlos, acerca de seu comentário mais acima, sobre meu posicionamento, lamento dizer que inexiste possibilidade de discutir cultura ou lógica argumentativa com alguém que sequer sabe fazer concordância verbal e nominal. Quando você for admitido em meu clube, a gente discute, tá bom? Abraço.

      • No meu clube? ahahhahahaha
        A internet proporciona voz aos tolos!!! É diversão certa!!!
        “Tenho pena do velho continente, berço da minha cultura.” ahahahahhaha

  • Infelizmente estamos em tempos difíceis que parecem piorar a cada dia.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).