Salários justos no setor público. Ou de como o Brasil precisa de mais engenheiros e professores e menos advogados

jun 6, 2011 by     74 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

por Pablo Holmes*
para o Acerto de Contas

Certo discurso hegemônico na década de 1990 fez crer que o Estado e o funcionalismo público eram, por definição, ineficientes. O setor público como um todo seria um mal necessário a ser reduzido ao mínimo possível: dever-se-ia manter, se possível, apenas a polícia e os tribunais.

Esse discurso perdeu força, na última década, sobretudo na América Latina. O avanço de governos de esquerda, alguns comprometidos com a democracia política outros nem tanto, evidenciou que a retórica neoliberal escondia um sério paradoxo.

Aqueles que pregavam a redução do tamanho do Estado escondiam de seus argumentos o fato de que os grandes agentes econômicos sediados nos países industrializados tiveram que contar, para a acumulação de capital, com mercados internos que só foram possíveis por meio da existência de Estados sociais fortes.

Sem a existência de sistemas de seguridade social que garantissem a inclusão no mercado, tanto como consumidor, como trabalhador, não teria sido possível produzir o grande excedente de capital que, a partir da década de 1990, buscava alocações rentáveis em outras áreas do mundo.

Na última década, ficava claro que, sem educação de qualidade e um mínimo de acesso a recursos básicos (o que inclui também um mínimo de renda, que é direito de todo cidadão em países da Europa ocidental, por exemplo), não podem existir nem a mão de obra qualificada que possibilita que investimentos produtivos internos e externos sejam rentáveis, nem o mercado interno que possibilita ao país reter em seu território investimentos que não sejam apenas voltados para o ganho financeiro de curto prazo.

O consenso de Washington representava, senão, os interesses do investidor que procurava Estados fracos o suficiente para vender títulos a juros altos e remunerar absurdamente de modo confiável: era preciso apenas manter a responsabilidade fiscal. Desse modo investimentos externosnão representariam contudoqualquer melhoria concreta na vida dos povos de países menos desenvolvidos.

No Brasil, o governo Lula realizou um verdadeiro giro na retórica vigente, retomando claramente o papel do Estado no desenvolvimento econômico e na inclusão social. Graças a esse giro, que se mostrou bem-sucedido, o presidente teve margem de manobra política para revalorizar também o funcionalismo público.

Esse movimento de revalorização foi, contudo, em parte cooptado por uma elite de funcionários com nenhum voto, mas com grande poder de barganha dentro da estrutura burocrática. Isso se deveu às nossas estruturas políticas pouco democráticas, mas também a certa falta de planejamento do governo.

O resultado foi que, apesar de ter havido um crescimento considerável dos gastos correntes com folha de pagamento, o que representou uma mudança em relação ao ideário neoliberal da década de 1990, esse avanço se deu de maneira extremamente seletiva. Aumentos beneficiaram sobretudo alguns setores do funcionalismo. De modo especial, aqueles ocupados com atividades meio.

Os maiores salários do Estado brasileiro, hoje, são pagos a funcionários que não produzem serviços públicos diretamente para a população, senão àqueles responsáveis pelo controle e operacionalização da máquina, cujo objetivo é oferecer esses serviços. Nossa elite de funcionários é formada por fiscais, advogados, auditores, gestores de contas, etc.

O Brasil vive agora as consequências problemáticas – embora “problemáticas-boas” – do acentuado crescimento econômico de 2010, o qual só foi possível, porque o governo realizou políticas keynesianas de grandes gastos públicos para debelar a crise financeira. Depois de um crescimento de 7,5% do produto interno bruto e uma queda no desemprego a taxas menores que 7%, surgiram gargalos que parecem renovar a convicção de que serviços públicos de qualidade são parte inextricável do desenvolvimento econômico.

A nossa mão de obra é ainda muito pouco qualificada para uma economia em que a sobrevivência de empresas depende da sua capacidade de agregar valor. E a nossa precária infra-estrutura faz subir os custos de toda a economia. Para lidar com um e com outro problemas o Estado é novamente essencial.

Somente com educação universal de qualidade é possível preparar uma nova geração capaz de ocupar os novos e mais exigentes postos de trabalho da nova economia e dar continuidade ao processo de inclusão social. E somente com altos investimentos e infra-estrutura, que devem ser coordenados pelo Estado, embora possam ser realizados por meio de parcerias, será possível vencer as limitações infra-estruturais.

É claro que limites orçamentários sempre impõe uma fronteira disciplinadora. A esquerda brasileira aprendeu que dinheiro não cai do céu e responsabilidade fiscal é um imperativo imposto pela própria política, e não pelos “tubarões especuladores”.

Mas, por isso mesmo, o avanço nos gastos com funcionalismo que se viu nos últimos anos deveria ter sido melhor planejado.

Hoje faltam engenheiros e profissionais em diversas áreas que são fundamentais para aumentar nossa produtividade e garantir que o aumento da demanda seja acompanhado por uma crescente oferta, sem a geração de inflação. Por outro lado, há, somente no Brasil, mais cursos de direito do que em todo o resto do mundo somado. A maior parte estimulada pelo sonho do emprego público: Todos querem ser parte da nossa bem paga “burocracia de controle”.

Um desafio do governo Dilma é, sem dúvida, ir adiante nesse processo de reorganização do setor público. Mas a falta de planejamento nos colocou num difícil dilema.

Os gastos com folha de pagamento devem ser controlados, pois é preciso ter condições de realizar investimentos em infra-estrutura, sem aumentar o endividamento do Estado. Por outro lado, é essencial continuar a expansão das universidades, para formar os novos professores e os engenheiros indispensáveis à manutenção do crescimento. É também fundamental melhorar outros serviços públicos com impacto direto na própria produtividade econômica: como a saúde e a segurança.

A preparação para o desenvolvimento depende, portanto, diretamente de uma valorização de categorias que foram esquecidas nos anos dourados da expansão dos salários públicos. Professores universitários ganham hoje até um terço do que ganha um auditor fiscal ou um advogado público. Um engenheiro, em um ministério, não ganha nem metade do que ganha um delegado da polícia federal.

A política, como sempre, deve ser sensibilizada para isso, pois é ela que tem o poder de tomar decisões. Essa sensibilização é, porém, tarefa da opinião pública informada, capaz de criar uma massa crítica orientada em uma certa direção. Só a opinião pública será capaz de irritar o sistema político e convencê-lo de que é preciso parar de privilegiar algumas categorias de servidores. A expansão dos gastos públicos, a partir de agora, dar-se-á em níveis mais modestos no Brasil. Por isso a sociedade terá de deixar claro, para certa elite de servidores, quais sãos as suas próprias prioridades.

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* Pablo Holmes vive em Berlim, é bacharel e mestre em direito pela UFPE e doutorando em sociologia pela Universidade de Flensburg.

74 Comentários + Add Comentário

  • As opiniões economicas são péssimas… algumas “verdades” do autor são enfiadas em nossa garganta sem nem argumentar…

    Apesar disto gostei o texto no seu ponto fundamental!

    • Concordo com a parte propositiva. Mas com a parte descritiva inicial? De forma alguma! Vide a quebradeira européia.

  • Texto muito bom.

  • Muito bom o texto. Leitura obrigatória.
    Parabéns Pablo Holmes!!

  • Seria conveniente, penso eu, que o autor trouxesse alguns dados que pudessem demonstrar a afirmação de que avanço no gasto com pessoal “se deu de maneira extremamente seletiva”.
    E que:
    ” Aumentos beneficiaram sobretudo alguns setores do funcionalismo. De modo especial, aqueles ocupados com atividades meio.”

    Há alguma estatistica a comprovar isso? Algum estudo financeiro? Alguma análise da Folha de pagamento da União na era Lula?

    De minha parte tinha a impressão – e até agora a mantenho – que o governo Lula havia melhorado a remuneração de todos os funcionários Federais. E não apenas de alguns, muito menos “de maneira extremamente seletiva”.

    Taí… o que eu imaginava ter sido um golaço do Governo Lula aparece agora como um golzinho mixuruca, feito de mão, por um jogador impedido….

    “Assim não pode, assim não dá!”

    Não, não… peraí… quem dizia isso era o outro….Agora me embananei todo…

    ………………………

    Mas, no geral, concordo com o autor.
    “Saúva demais e saúde de menos os males do Brasil são”
    Temos doutores demais ( e, ouso dizer- até pra provocar a corporação – que não há tanta falta assim de professores…)!

    • Melhorou a remuneração de todos, sim, mas não de maneira linear. Alguns ganharam aumentos maiores.

      • E foi????
        Eita oposição incompetente que deixou passar uma coisa dessa sem descer a ripa!!!!

        Quer dizer que o Lula deu mais aumento pra algumas categorias em desfavor do “povão” do serviço publico federal ?

        Ou seja, como diz Millor Fernandes: Todos são iguais, Mas alguns são mais iguais que os outros…

        PS- Mas prefiro aguardar numeros, graficos, percentuais, tabelas.
        Afinal, seguramente o autor do artigo as tem…

        • Seja como for, não há comparação possível com os 8 anos anteriores, em que o aumento foi ZERO!

  • “Esse movimento de revalorização foi, contudo, em parte cooptado por uma elite de funcionários com nenhum voto, mas com grande poder de barganha dentro da estrutura burocrática”
    Isso me lembra muito certos setores da Caixa Econômica Federal, não necessáriamente com altos salários, mas com um poder que às vezes parece confrontar as decisões do Governo Federal.

  • Concordo com o autor no cerne da questão. Muito bom o texto, como de costume ao excelente articulista Pablo Holmes.

    Mas por que será que quando se fala em remuneração no serviço público, aqui nesse blog, sempre se esquecem de falar dos promotores, juízes e desembargadores?

    Algum acordo expresso ou tácito?

    Só curiosidade…

    • Talvez – e o Pablo pode nos esclarecer sobre isso – os vencimentos mais aviltantes, em termos de justiça com o esforço despendido por categorias como os professores de estabelecimentos públicos, por exemplo – fiquem na conta do Executivo, que aliás enverga a maior quantidade.
      Legislativo e Judiciário, em que pesem seus altos vencimentos, numericamente devem ser bem menores que a leva restante.

  • Técnicos da UFPE ganham 1500 reais, dos quais imagino que não devam levar grande parte para a aposentadoria.

    A verdade é que a formação da remuneração dos servidores públicos se dá por uma soma de vencimento-básico (piada) + gratificações e auxílios. A tática é desonerar a folha dos inativos.

    Por isso ele fala em seletividade. Auditores, procuradores e fiscais são pontos-chave na administração público e, portanto, tem maior condição de exigir reajustes e reposições.

    O tratamento que se dá com os profissionais das áreas que mais interessam a todos é degradante, acachapante, ridículo.

    Vejam os casos dos professores, profissionais da saúde, policiais e bombeiros, serventuários da justiça ESTADUAL (técnicos, analistas e oficiais de justiça), enfim, de todos aqueles que estão em contato direto com a sociedade.

    Sou contra o Estado mínimo, mas sinto que o país está completamente entregue a uma rede de corrupção que em muitas coisas se assemelha à tão famosa máfia italiana.

    Aqui alguns podem fazer de tudo e nada é feito contra eles. E quem levanta o dedo pra falar deles, é visto como subversivo, irresponsável, enfim, “contrário ao povo”.

    O país tem que evoluir suas leis, pois o que temos já não dá conta.

    • Carlos,

      O último concurso para tecnico de nível médio da federal odereceu um salário base de R$1800,00 mais todas as vantagens.

      E parece que já teve um aumento. No entanto, quem são estes que estão ganhando 1500 conto?

      • Bom, parece que esses esclarecimento nos levou a um nível bem maior dentro da discussão. Certo?

        ¬¬

        E se é pra focar em detalhes inúteis, você não acha que utilizou o “no entanto” de forma equivocada, não??

        Sei lá.

        digamos que tanto faz, como tanto fez. É a vida. Sigamos.

      • Carrilho, a informação que João trouxe é muito relevante.

        • Opinião sua, eu respeito, mas discordo.

          Eu chego aqui e digo: “tá, são 1800, prossiga.”

          E qual o prosseguimento?

          Abçs.

  • A “elite burocrática” sempre será composta por aqueles mais bem preparados, mais bem capacitados. Afinal de contas, a concorrência absurda dos melhores concursos públicos normalmente se encarrega dessa seleção (quase) natural.

    Hoje em dia, o cidadão bem “preparado” que ingressa nessas carreiras mal remuneradas já entra no serviço público pensando no dia em que vai conseguir algo melhor. Já entra pensando em sair.

    Agora, pague R$ 15.000,00 a um professor, a um bombeiro ou a um servidor de tribunal que essas categorias vão ter em seus quadros pessoas muito mais capacitadas do que possuem atualmente. Ou porque vão conseguir segurar os seus melhores quadros ou porque se tornarão também atrativas para a “elite intelectual” que ainda está de fora.

    (In)felizmente parece que essa é a lógica que orienta o funcionamento do nosso serviço público.

    • Alguma considerações.

      1) Ficar alguns anos enfurnado em casa e/ou em cursinhos decorando um monte de Leis não tem nada de intelectual. Isso não configura a “elite intelectual”.

      2) A “elite intelectual” deve ser aproveitada nas atividades mais dinâmicas e produtivas. Não vale à pena pagar R$ 15.000,00 para Albert Einstein carimbar papel. Isso é estupidez. Nossa estupidez.

      Falo com conhecimento de causa, pois minha esposa é concurseira. Estou quase me separando (rsrsrsrs). Se ela não passar logo, quem irá reprova-la sou eu!

  • Muitos buscarão os melhores lugares.
    Mas apenas os melhores conseguirão ocupá-los…

  • Qual a atividade fim de um Estado?

    [Cenário do Brasil atual]

    1) Prender gente? 2) Construir presídios? 3) Julgar litígios? 4) Cobrar impostos? 5) Julgar contas de políticos corruptos? 6) Cuidar das doenças oriunda da ausência de saneamento?

    Ou.

    [Cenário do Brasil que queremos?!]

    1) Educar cada cidadão para ele não precise ser preso? Para que eles não cometam crimes? 2) Construir escolas integrais, com boa educação, esportes e cultura? 3) Educar e promover trabalho digno de forma que não haja litígios? Ter como meta litígio ZERO? Ter como meta ZERO processos? 4) Promover bons serviços, de forma que ninguém precise ser coagido a pagar impostos? 5) Impedir que hajam políticos corruptos? Como? Acabando com a profissão político. Estimular o trabalho digno. 6) Sanear as ruas. Tratar os esgotos ao invés de jogá-los nos rios, poluindo e gerando doenças.

    A questão é saber. O que nós, como sociedade, queremos? Alguém pode dizer que trata-se de utopia, de filosofia. Mas lá no Canadá, Europa e Japão é assim.
    Pablo, lá na Alemanha ver isso tudo.

    Podemos mudar? Ou devemos ser conservadores só porque estamos mamando (ou querendo) nas tetas do estado, enquanto a maioria da população se lasca.

    Até onde vamos chegar se continuarmos nesta mesma rota??

    • “Podemos mudar? Ou devemos ser conservadores só porque estamos mamando (ou querendo) nas tetas do estado, enquanto a maioria da população se lasca.

      Até onde vamos chegar se continuarmos nesta mesma rota??”

  • “Um desafio do governo Dilma é, sem dúvida, ir adiante nesse processo de reorganização do setor público.”

    Acho MUITO difícil Dilma enfrentar esse “desafio”.

    Aliás, acho que ela e seu governo não tratam isso (inchaço do setor público) como um problema, e sim como um aliado na conquista (compra) de votos da cla$$e média.

    Se existe um problema, na visão do governo Dilma, seria de como bancar essa festa. Mas pra isso há os impostos.

    O que o bolsa-família faz pelos pobres e miseráveis, o concurso público faz pela classe média e as licitações fazem para os ricos (empreiteiras e altos empresários e industriais).

    Conclusão: no Brasil, se agarrar na saia do Estado voltou a ser a melhor maneira de se dar bem na vida.

    E pelo jeito que as coisas andam, vai continuar sendo assim por muito tempo.

  • Olha como o governo Dilma tem o apoio de gente tão boa, tão honesta e tão comprometida com os ideais democráticos:

    http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/06/fuerza-fuerza-diz-chavez-ao-cumprimentar-palocci.html

    • E FHC, que tinha o apoio de Bush…

      • E foi no governo FHC que houve a primeira visita de presidente americano ao Brasil?

        Não, foi no governo Lula.

        E quem foi esse presidente?

        Bush!

        • Tá muito mal-informado… H. Hoover 1928, F. D. Roosevelt 1936 e 1940, H. Truman 1947, D. Eisenhower 1960, J. Carter 1978, R. Reagan 1982, G. H. Bush 1992, B. Clinton 1997, G. W. Bush 2005 e 2007

        • Sobre Chávez:

          Salinas (Equador), 7 jun (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos sofrem uma “loucura imperial” que, segundo ele, é demonstrada nos ataques a outros países como a Líbia.

          “Poucas vezes se viu ou se viveu um bombardeio a um país para, entre aspas, proteger os civis”, quando “precisamente as bombas atingem todo mundo”, disse Chávez à imprensa em sua chegada na madrugada desta terça-feira à cidade equatoriana de Salinas, onde se reunirá com o presidente Rafael Correa.

          Chávez questionou a estratégia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de bombardear de forma indiscriminada a Líbia e denunciou que os aliados enviaram helicópteros para “caçar” ou “matar” o líder líbio, Muammar Kadafi.

          “O que estamos vendo hoje é o cúmulo do cinismo”, disse Chávez, que acrescentou que as sanções impostas por Washington à companhia petrolífera venezuelana PDVSA, por vender gasolina ao Irã, “são parte dessa loucura imperial”.

          Chávez agradeceu aos Governos que manifestaram solidariedade com a Venezuela após as sanções dos EUA e ressaltou que as supostas tentativas desestabilizadoras de Washington contra a Síria e outros países do Oriente Médio não poderão ser aplicadas na América do Sul.

          “Não vão conseguir desestabilizar nem a Venezuela, nem o Equador, nem a Bolívia e muito menos o Brasil ou a Argentina”, declarou o governante.

          “Eles não podem com a força que nos dá a independência, a soberania e a liberdade”, acrescentou.

          Chávez revelou que, na reunião com Correa, além de revisar o estado dos convênios entre Equador e Venezuela, os dois líderes se propuseram a fortalecer a integração binacional, assim como a latino-americana.

          Segundo ele, o objetivo da integração é criar uma “região de paz, de democracia e de desenvolvimento humano”.

    • Esse Chavez é um safadão, gente boa é o Obama!

  • E o caso dos mega marajás da PREFEITURA DO RECIFE? Secretários que recebem por volta de R$ 30.000,00 por mês! São os secretários que acumulam salários de auditor do município com gratificação de secretários.

    Entre eles temos o secretário de finanças e o de serviços públicos.

    Por que a imprensaa não fala nada sobre o tema? Será que é normal um secretário de um município do Nordeste ganhar mais que ministro do supremo?

    • Não é R$ 30 mil, não é mais do que ministro do Supremo.

      E é boa política aproveitar os quadros concursados da casa nas funções de chefia.

      • Desde que não recebem duas remunerações (de dois cargos: Um efetivo + um Comissionado), exercendo apenas as atribuições de um deles ( Comissionado).

        Não falo em valores.

        Me refiro a esta maravilha das maravilhas que é trabalhar uma vez e receber duas…

        Ainda que fosse possivel a acumulação da remuneração do cargo efetivo com a do cargo comissionado (e não vejo onde esteja essa permissão ) diz o bom senso que se deveria trabalhar nos dois para poder receber os dois.

        Afinal, o Professor pode ter dois cargos de Professor. Mas tem que exercer ambos os dois, um e outro ( eita!!!!!), pra fazer jus as duas merrecas.
        O médico a mesma coisa…

        Mas os “chefes” precisam apenas trabalhar como “chefes” para receber como “chefe” e como “peão”.
        Legal, né?
        Eu também quero!!!!!!

        Por favor… Não me venha com aumento de responsabilidades, horarios extendidos, e não sei o que lá mais…

        Pague-se muito bem o “chefe da Garagem”, mas o Motorista que deixa de dirigir pra ser o Chefe da Garagem não pode continuar recebendo como motorista, ressalvado, evidente, o direito de opção!

        • “Por favor… Não me venha com aumento de responsabilidades, horarios extendidos, e não sei o que lá mais…”

          Mas aí é que está!!! A velha questão da desculpa.

          Tem gente hoje que virou especialista em arrumar desculpa pra driblar a lei. É gente que consegue provar que o preto é branco.

          É gente que desenvolve uma habilidade ímpar pra defender coisas que são escancaradamente inconstitucionais, mas que usam argumentos muito sagazes pra defender suas “teses”.

          O Direito NÃO é uma ciência exata. No Direito 2+2 pode dar 5, 6, 7, 8 ou 100. Depende do naipe do advogado que te defende (e do quanto vc está disposto a pagar). Tem advogado que prova cientificamente que 2+2=7 e todo mundo acredita (o que é o mais incrível).

          Tem cara que chega em casa de madrugada, com cheiro de perfume feminino, camisa manchada de batom, conta do motel no bolso e ainda consegue “provar” pra esposa em casa que ficou trabalhando até mais tarde.

          Não estranhe se vc se deparar com funcionários ganhando R$ 50 mil reais no governo e eles ainda “provarem” que estão TOTALMENTE dentro da lei e te fazerem pensar que TU é que estás errado. É uma imaginação de Júlio Verne. E vai ter otário pra acreditar, com certeza.

        • Em todo e qualquer área do serviço público, o funcionário ganha extra quando é nomeado para cargo de chefia.

          Um auditor ou procurador da PCR trabalha apenas 4-5 horas por dia. O salário é muito alto, realmente. Mas essas funções se pagam. O trabalho deles rende muito dinheiro para a PCR.

          Se for nomeado secretário, trabalhará muito mais. No mínimo o dobro. É claro que deve haver remuneração extra.

        • “Se for nomeado secretário, trabalhará muito mais. No mínimo o dobro. É claro que deve haver remuneração extra.”

          Deus do Ceu… Será tão dificil assim???
          Não se trata de trabalhar mais ou menos e muito menos de “remuneração extra”

          Vou desenhar.Tenha paciencia….

          Cargo efetivo “A”; Atribuições “HJLT”; remuneração “X”

          Cargo Comissionado “B”; Atribuições “MPRS”; Remuneração “Y”

          Entendeu até aí?
          Vamos em frente.

          Funcionário ocupante do cargo “A”, com as atribuições “HJLT” e Remuneração “X” é Nomeado para o Cargo Comissionado “B”, cujas atribuições são “MPRS” ( outras, diferentes, percebe????) e remuneração “y”

          O Pobrezinho deixa de exercer as atribuições “HJLT”, passa a executar as tarefas “MPRS” e passa a ganhar pelas dois cargos “A” e “b” a soma das remunerações “X” + “Y”

          Notou que não falei em valores, em dificuldades, em horas, em responsabilidades?
          Foi de proposito!
          Porque não é disso que se trata!
          Se trata de um funcionário que se afasta das atividades tipicas de seu cargo efetivo, passa a exercer atividades de outro cargo e continua recebendo pelos dois cargos!!!!!

          Que Beleza!!!!!!

          PS- No seu exemplo: Que o procurador Nomeado Secretario Recebesse R$ 85.348, 41 como remuneração de Secretario, mas tivesse interrompido o recebimento do salario do cargo efetivo, compreende?
          Insisto: Embora tenha agora referido um valor ( propositadamente despropositado…) NÂO È DISSO QUE SE TRATA!!!!!

          Se trata de se saber simplesmente se é justo fazer 1 e receber 2.
          Ponto?

        • Realmente, desenhou!!! ahahahah

          Quero como Martins vai jusficar agora. Vai ter que fazer um desenho, também, bem convincente. Liga para JPLS que ele ajuda. rsrsrrsrsrsr

        • Que seja, emanuel. Peça pro seu vereador propor um projeto de lei mudando isso, então.

        • Só acho que um funcionário efetivo que ganha 8 mil pra trabalhar 5 horas não terá nenhum estímulo pra assumir a função de secretário, trabalhar 12 horas por dia e ganhar 4 mil a mais.

        • Ufa!!!!!
          Entendeu….
          Que bom!

  • Pierre, o que tem havido para que o Blog tenha ficado fora do ar por algumas horas, mais de uma vez, nos ultimos dias?

    • Está dando um problema no plugin que foi instalado no WordPress, pelo que me falaram, mas Anizio podera explicar melhor

  • É tudo tão óbvio. Problemas são solucionados por engenheiros, matemáticos, etc. Professores devem educar para que as pessoas não cometam tantos “erros”. Políticos, administradores e todos tomadores de decisão deveriam ser substituídos por técnicos capacitados. Com educação precisariamos de menos gente no poder judiciário, polícia e etc, pois são apenas um mau necessário atual. Zeitgeist!

    mas como poucos tem uma cultura de desapego ao poder e bens materiais…

  • Muito bom o texto!

  • é isso aí. tem que segurar a contenção de gastos desses concurseiros profissionais a procurador federal, estadual, municipal, da república e tudo aquilo que, na visão desses bacharelescos, dê sol e água fresca sem muito trabalho, que no final é o que 90% deles buscam. é raro encontrar um tabaréu, digo, bacharel desses com vocação para qualquer coisa que não seja à boa vida.

    sou a favor da valorização, antes de tudo, da educação fundamental, média, técnica e universitária.

    • Procuradores trabalham pra caramba, assim como promotores. São importantíssimos. Talvez o salário seja alto demais, não sei. Mas daí a dizer que eles têm vocação pra boa vida, é um evidente exagero.

      • Martins, tu queres enganar quem?
        Quem “trabalha pra caramba” deixa resultados expressivos. Se isso fosse verdade, Recife seria Nova York. E como vemos, não é!!!

        • Tá bom, Carlos, então vamos extinguir logo os ministérios públicos Federal e Estadual para ver como fica a situação.

        • Martins, tu bem sabes que nada vai mudar. Manda eles fazerem 30 dias de greve… O povo nem vai perceber!!

          Agora, manda a PM fazer greve. A cidade se transforma no caos. Por que? Porque o sistema educação, mesmo quando não está em greve, vive eternamente em estado de greve, em colapso…

          Tu preferes construir um presídio ou uma escola?

          Tu preferes que os professores “trabalhem pra caramba” ou que os Procuradores “trabalhem pra caramba”??

          Tu preferes que as crianças idolatrem os procuradores, sendo réus, ou os professores na condição de alunas, aprendizes. Justamente estes (os professores) que podem impedi-los de serem réus, criminosos…

        • Uma coisa nada tem a ver com a outra.

          Apenas acho que quem ser promotor de Justiça não tem vocação para a boa vida, como absurdamente foi dito aqui.

        • Carlos,

          A população pode nem sentir diretamente, mas os cofres públicos sentem um bocadinho se houver essa greve de 30 dias de auditores ou de procuradores.

        • Januário, os boletos são gerados automaticamente. Nunca precisei de cobrador de impostos na minha porta para quitar meus compromissos.

          Agora, se estivéssemos na idade medieval quando os cobradores de impostos iam recolher porcos, cabras e vacas para bancar a realeza. Eu concordaria…

          Uma greve dos auditores só seria danosa à arrecadação se fossem desligados os computadores e impressoras do fisco.

          No mais, só entendo a coação para pagar tributos, tal como existia na Europa da Idade Média, porque ninguém fica contente em pagar por serviços que não são prestados. E pior ainda, trabalhar para sustentar uma casta improdutiva de políticos e burocratas.

      • Isso só prova que há uma distância imeeeeeensa entre os cofres públicos e o povo.

        • Carlos,

          Os impostos que você paga com boletos são o IPTU e o IPVA.

          Mas muitas empresas só pagam seus tributos (ISS, ICMS, IRPF, CSLL) com um auditor na sua porta.

          Já ouviu falar em auto de infração?

        • IRPJ

      • martins, é só conversar com qualquer pessoa sincera e próxima que se dedica a concurso para verificar esta realidade. ela vai falar o mesmo dos amigos concurseiros. a turma foge da iniciativa privada para começar a ganhar acima dos 10 mirréi sem trabalhar a metade do que se trabalha na iniciativa privada, não interessa muito o que seja: ministério público, procurador federal, delegado federal, procurador da camboinha do meio-norte, etc. o sonho de vida dessa turma é: trabalhar 6h por dia e ganhar seus der mirréi (e algo), não importa no quê.

        é só pegar a média de trabalho de qualquer advogado de seus 26 anos e a média de qualquer desses bacharelescos de 26 para verificar isso. agora eu pergunto:

        (i) por quê pagar tudo o que se paga hoje a esses cidadãos, que são da atividade meio, e tão mal aos professores, que teoricamente estariam alicerçando as bases o futuro do país?!

        (ii) por quê eles não começam com seus dignos R$ 2,5 mil / R$ 3 mil (conto nos dedos de uma mão os escritórios de Recife que pagam isso a um recém-formado… e me sobram dedos) e vão gradativamente subindo, de acordo com critérios de avaliação de superiores? ora, conta-me outra!!

        • Sebá,

          Apenas os melhores ganharão dez mirréis.
          Os mais fraquinhos ficam ganhando os 3 mil mesmo…
          Igual à iniciativa privada. Os melhores ganham mais.
          É a meritocracia.

  • O direito, tal como exercido no brasil, mais parece a arte de dar razão a quem não tem.

    A sociedade brasileira foi uma invenção do estado, ao contrário de outros cantos onde uma sociedade inventou um estado.

    O martins, ao que parece, é um troll.

    • Troll, eu? Nada disso. Coloco argumentos.

  • Não podemos cair na conversa de Dilma e achar que o Brasil só precisa de engenheiros.

    Se hoje o Brasil tá afundando numa burocracia, por conta do bacharelismo que tomou de assalto o país, seria um erro, por outro lado, trocar essa burocracia pela tecnocracia da turma da engenharia e tecnologia.

    O que o país realmente precisa é aprender a dar valor a TODAS as carreiras e profissões.

    Veja a imprensa, p.ex., a importância que ganhou nos últimos anos no Brasil. Imagine-se se todos os casos de corrupção ocorridos da redemocratização pra cá não tivessem caido no conhecimento da população ou, pior, se nem tivessem sido descobertos já que, na maioria das vezes, os órgãos do poder público só agem quando o escândalo estourou em alguma capa de revista (e é assim em quase todo o mundo civilizado onde a imprensa tem um papel social relevante).

    Se há algum nível de republicanismo institucional no Brasil, grande parte do mérito é da imprensa. Um salve para os jornalistas e profissionais da comunicação.

    Médicos (profissionais da saúde em geral), jornalistas, professores, artistas, engenheiros, juristas (e bacharéis), policiais, técnicos, psicólogos, esportistas, sociólogos, administradores, bombeiros, pedagogos, cientistas, arquitetos, servidores públicos…

    Esse país só vai ser respeitado quando aprender a dar valor, IGUALITARIAMENTE a TODOS os seus profissionais.

    Não podemos achar que SÓ os engenheiros ou os advogados vão salvar o país. Aliás já tivemos essa malograda experiência no tempo dos militares (tecnocracia pura) e veja a “beleza” que foi.

    • concordo contigo, meu caro.

      Mas dado que salários são constitucionalmente irredutíveis, teremos juizes, promotores e advogados públicos ganhando muito bem pelo menos nos próximos 10 anos.

      É preciso agora favorecer outras profissões.

      abração,
      pablo.

  • Como o negócio deve permanecer por vários anos (cultura leva décadas e gerações para se modificar), vou continuar estudando pra passar num concurso de alto nível (de salário; justo ou não). Muito se fala de servidor público, agora de REPRESENTANTE DO POVO… Se tivesse concurso pra Deputado F… Aí sim a concorrência seria fenomenal, afinal, são 15 salários de quase R$ 30 mil, mais uns R$ 25 a 30 mil pra “gastos com o trabalho” (passagens aéreas, combustível, telefone, aluguel de carro etc), mais uns R$ 60 mil pra contratar até 25 “assessores” pra trabalhar pelo indivíduo… Sei que tem gente boa, inclusive que RECONHECE os excessos absurdos e solicita a redução de benefícios a valores viáveis, mas a banda podre impera… Uma questão de cultura.

    • Concordo com você Costa. Estude pra conseguir este alto nível e quando chegar lá não esqueça de seus professores como fizeram todos os outro. Um professor em Pernambuco no final da carreira faixa IV com nível superior tem com piso salarial R$ 2.105,00 menor que o de um policial com nível médio em inicio de carreira. Não quero aqui dizer que eles ganhem bem, os profesores como sempre ganham mal. É preciso criar uma cartilha contra a profobia.

  • Voltando aos mega salários da prefeitura do Recife esclareço que ao contrário do que Martins falou, existem pessoas que recebem quase trinta mil reais, acumulando salário de auditor municipal com gratificação de secretário:

    salário deauditor municipal: R$ 15.000,00

    Gratificação de secretário: R$ 9600,00

    subtotal: R$ 24.600,00

    Sobre esse valor incidem extras como quinquênios, o que leva a remuneração a valores maiores ainda.

    É bom lembrar que o prefeito recebe como subsídio cerca de R$ 15.000,00.

    Será que esse absurdo tem explicação?

    • Caro Hagar,

      E quanto aos procuradores da PCR, você tem alguma notícia?
      Também são bem remunerados?
      E trabalham quantas horas por dia?

    • E o mais engraçado é que é evidentemente inconstitucional, porque o teto é a remuneração do prefeito, não a do ministro do STF.

      É engraçado mesmo! Nesse país de tanta interpretação e tanto intérprete, não sei para quê há lei e legislador.

  • “No Brasil, o governo Lula realizou um verdadeiro giro na retórica vigente, retomando claramente o papel do Estado no desenvolvimento econômico e na inclusão social. Graças a esse giro, que se mostrou bem-sucedido, o presidente teve margem de manobra política para revalorizar também o funcionalismo público.”?????

    O bacharel é jovem, e um dia vai aprender, a duras críticas, que acadêmicos de direito, quando se metem a falar de economia, produzem abobrinhas.

    Lula retomou “claramente” o papel do Estado.

    Qualquer dia desses, ponha-se a pensar: onde termina o estado e onde começa o mercado no Brasil?

    Você não vai achar essa fronteira, assim como Lula não achou, ou não quis achar, mas, na zona cinzenta, Dirceus, Paloccis e Lulinhas transitam muito bem entre o empresariado que achaca o Estado, e o Estado que se deixa achacar.

    É esse o modelo “claro” a que se refere?

    Tenha dó. Leia mais Milton Friedman, Paul Kruger, Dornbush, e menos Kelsen, Dworkin, Rawls.

    • hehe… pois é, economistas acham que fazem ciência exata, só porque aprenderam a fazer uns limites…

      Ia perceber que a coisa mais fácil do mundo é se convencer por uma retórica, reproduzir isso como se fosse ciência, e depois perceber que tudo começou de uma idéia simples, mas questionável, de que vc foi convencido.

      O mundo para os economistas começa com uma verdade infalível: “todos os INDIVÍDUOS perseguem a maximização de seu bem-estar”. Todo o resto que se faz ao redor disso, com toda a bela matemática, é apenas variação do mesmo dogma.

      Mas ninguém para pra pensar que essa frase e das mais questionáveis da história e que não há ciência empírica no mundo que possa comprová-la. Até porque qualquer ciência empírica vai, de um modo ou de outro, partir dessa mesma idéia ou tentar refutá-la a partir uma outra, sobre a qual, então, constrói um método…

      Ser convencido de uma idéia banal é o que todo mundo faz… mas é sempre bom saber que se foi convencido dessa idéia, pois se não fica-se a repetir que Milton Friedman é um gênio, quando apenas fez uma metematicazinha marromeno e conseguiu ser influente com outros homens poderosos. Há uma diferença fundamental entre aqueles que colocam em xeque seus próprios pressupostos e aqueles que não estão prontos a questioná-los.

      Sinceramente, leia mais Kant, Hegel, Weber, Popper, Horheimer e Adorno… ;-)

      abração.

  • “Desse modo investimentos externos não representariam contudo qualquer melhoria concreta na vida dos povos de países menos desenvolvidos.”

    ???????????????????????

    Pôxa Pablo: você acha que o dinheiro que catapultou a China brotou do chão?

    Tem ideia de onde veio o dinheiro que lá aportou?

    Acha que o Chinês médio de hoje está vivendo quantas vezes melhor que o avô?

    Tenha cuidado com as ideias economicas que tenta repassar.

    Economia não é igual a direito. Aqui, palpite vale pouco, no direito pode valer a causa.

    Por isso, registro mais uma vez: fazer argumentação com teoria econômica exige embasamento que você absolutamente não cursou em direito ou em sociologia.

    Nem adianta dizer que cursou “Introdução a Economia”, cadeira que existe no currículo de direito da UFPE. Essa não vale. É diminuta demais.

    Pierre, como professor, pdoeria fazer uma crítica abalizada ao artigo do jovem. Veja que quando ele fala no poder da sociedade e na rpessão ao governo (área que domina), vai bem, já quando fala de economia, escorrega demais.

    • Sabe quantas centenas de milhões de miseráveis tem a china? Sabe o papel que teve o Estado na atração e no planejamento desses investimentos?

      Eu não disse que investimentos são ruins. Mas há tipos distintos de investimento: e isso a china soube perceber. O Brasil da década de 1990 não.

      • só para lembrar o que eu disse exatamente…
        A arte de citar é fonte imensa de mal-entendidos. Sejam de boa ou sejam de má-fé.
        mas vamos lá:

        “O consenso de Washington representava, senão, os interesses do investidor que procurava Estados fracos o suficiente para vender títulos a juros altos e remunerar absurdamente de modo confiável: era preciso apenas manter a responsabilidade fiscal. Desse modo investimentos externosnão representariam contudoqualquer melhoria concreta na vida dos povos de países menos desenvolvidos.”

        Eu falava, senão do “Consenso de Washington”.

        Se vc conseguir me provar que a china seguiu as orientações de Milton Friedman, vc me convenceu. :)

        abração,
        p.

  • Pablo não entende de economia, é isso.

    • claro que eu entendo. Eu leio a miriam leitão e escuto o sardemberg todos os dias!!! ;)

  • Concordo com o articulista. Ademais não são necessárias estatísticas e estudos que comprovem o que senso comum abarca: faltam de ao país professores e engenheiros, técnicos e cientistas, e sobram advogados de todo tipo e tamanho. Não seria isso por sí só uma evidência simples de que há algo errado no que possa ser chamado de projeto de desenvolvimento do Brasil.

  • Bem, primeiramente, embora concorde que uma política salarial mais equânime deva ser pensada, sobretudo para a área de educação, a qual penso ser o setor mais importante atualmente para o Brasil, externo minha preocupação em imaginar uma subvalorização das carreiras que compõem as atividades fiscalizatórias do Estado. Num país com uma disposição tão grande para a infringência de regras como o nosso, a única forma de atrair bons profissionais para essa área, onde a corrupção visita com frequência, é com altos salários (aliás, essa é a tática de uma sociedade capitalista, não é? “Pagas um bom salário, e terás os melhores”).

    Como fiscalizar a empresa que deve R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais), se o seu fiscal apenas ganha R$ 2.000,00 (dois mil reais)?

    Não acho que a política salarial em relação aos engenheiros seja determinada pelo setor público. Por excelência, esses profissionais atuam no setor privado e não estruturam a máquina do Estado. A princípio, não vejo como uma valorização salarial do engenheiro num determinado Ministério irá repercutir no mercado de engenharia.

    Acho que, no Brasil, obviamente, a questão dos cursos técnicos ainda é muito mal articulada. Há uma certa ilusão de que todos devem concluir o bacharelado e ter o diploma da universidade, enquanto, para o crescimento do país, os técnicos são de importância ímpar e precisam igualmente serem valorizados.

    É nítido que a tríade Escola-Universidade-Mercado precisa ser melhor pensada! É preciso que estes três dialoguem MUITO mais, para que não aconteça o que está acontecendo hoje: um excesso de profissionais numa determinada área e uma completa ausência em outras.

    Concordo com um comentário da colega acima. Urge que todas as carreiras no país tenha salários dignos e que as pessoas não precisem migrar de um curso para o outro atrás de melhores salários como acontece no Brasil.

    Por fim, gostaria de perguntar ao articulista como é a política salarial do Estado Alemão em relação à “burocracia de controle” (fiscais, advogados, auditores, gestores de contas)?

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).