Lançado este ano na Bienal Internacional do Rio de Janeiro, o livro “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil“, pela Editora Planeta, o livro do jornalista Laurentino Gomes, está em primeiro colocado na lista dos mais vendidos na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura, no quesito não-ficção, desta semana.
Como fui presenteado justamente com este livro no Natal, achei por bem fazer uma breve crítica do livro, que ainda estou terminando de ler.
Bem, de início deixo claro que minhas ponderações serão feitas a partir de um duplo olhar: falarei como historiador e, na medida do possível, como curioso leitor.
Primeiramente, vejamos quem é o autor, bem como o lugar social de onde fala. Na internet, achei uma seguinte descrição: “Laurentino Gomes trabalha na Editora Abril há 20 anos, 15 dos quais foi repórter da revista Veja. Ao examinar a trajetória da revista Contigo!, ele começou a se interessar por marketing. Isso porque ela começou como uma revista de foto novela, passou a tratar de celebridades, em seguida se tornou popularesca e cobria a ficção, as novelas, e, em 2004, foi reposicionada, voltou a tratar de celebridades e se tornou mais elitizada, destinada agora às classes A e B. Esse é um exemplo de que o produto deve acompanhar o mercado e os consumidores e se adaptar de acordo com eles.”
Passemos ao livro. Como historiador, posso dizer que ele não traz nenhuma contribuição às pesquisas historiográficas, e que não passa de um engôdo de venda, em outras palavras, é uma publicação mercenária que visa apenas ganhar dinheiro. Como bom marketeiro, o autor inicia o livro dando ares da importância à sua obra – se é que podemos chamar assim… – como a “adaptação” em uma linguagem acessível.
Mais uma jogada de marketing, o autor propaga a idéia errada de que a linguagem dos historiadores é uma linguagem inacessível, o que reforça, por sua vez, o potencial de vendas de livros de história escritos por jornalistas (o que tem sido prática corrente nos últimos anos – e que não tenho muitas coisas contra, desde que se faça um trabalho sério, como o fez o jornalista Elio Gaspari, com sua série de obras em 4 ricos volumes sobre a Ditadura Militar no Brasil).
O livro não passa de uma compilação de outros livros de melhor gabarito e especializados sobre o assunto, sobretudo da obra de Manuel de Oliveira Lima (D.João VI no Brasil – de 1908) sendo telegráfico quase que na totalidade de suas páginas (ao menos até onde li; mas, não espero nenhuma surpresa até o final).
Do ponto de vista do conteúdo da obra, posso dizer que, afora o tom descritivo do autor, está implícito na escrita os traços de um autor moralista que busca transpor erroneamente para dois séculos atrás suas impressões particulares sobre comportamentos típicos do tempo e do lugar em questão. Na página 158, ele diz: “Sob o calor único dos trópicos, imperavam a preguiça e a falta de elegância no modo de se vestir e se comportar.” Ora, essa foi a impressão do austríaco Emanuel Pohl, médico e botânico, que integrou a Missão Astríaca no Brasil, e que Laurentino reproduz sem o menor cuidado, mantendo a velha visão eurocêntrica da História do Brasil.
Vamos do início. Já na primeira frase do livro, o autor ergue a sua própria forca, quando diz: “Este livro é o resultado de dez anos de investigação jornalística.” Um livro de História, de acordo com o rigor que me foi ensinado por ilustres e bons professores que tive na universidade, deve trazer em si contribuições documentais colhidas a partir de métodos rigorosos, e não de pesquisas jornalísticas (não falo do uso de jornais como fontes, essa é outra história, e os jornais e periódicos trazem informações indispensáveis às pesquisas).
Um dos absurdos cometidos pelo autor é a utilização do Wikipédia como fonte de pesquisa. Mesmo admitindo a insegurança de tal fonte, Laurentino Gomes acredita que com cautela, esta enciclopédia on-line pode ser útil. Não acredito nisso. A Wikipédia, eu penso, é um manual do que costumo chamar de “Geração Google”. Uma geração onde todos sabem nada sobre tudo. Em uma pesquisa doméstica é até salutar o uso do Wikipédia, mas não em um livro de História do Brasil.
Outras fontes eletrônicas usadas pelo autor são de confiança bem maior, como o serviço de audiolivros em inglês, o www.audible.com, que fornece em seus arquivos mais de 20.000 livros, bem como o uso de podcasts no site do iTunes, que oferece muitas aulas do curso de graduação da Universidade de Berkeley, na Califórnia.
Mas, o Wikipédia é imperdoável como fonte histórica. Vou apenas citar um exemplo: Wikipédia informa que o presidente Prudente de Morais teria morrido no dia 13 de dezembro de 1902. Mas, a edição do Jornal do Brasil do dia 03 de dezembro de 1902 traz em sua manchete o informe da morte do presidente. Essa é apenas uma demonstração mínima dos erros a que estão sujeitos os que confiarem na Wikipédia como fonte de pesquisa.
O rigor das fontes não está entre os méritos do livro em questão, somando a isso o fato de não trazer nenhuma contribuição para o desenvolvimento das pesquisas em História, além da ausência de boas análises. Em uma palavra, é um péssimo livro, se visto do ponto de vista historiográfico, e não vale a pena ser lido.
Por outro lado, se nos esforçamos a um olhar de vista grossa para essas ponderações (e outras, que nem fiz), pode-se até dizer que é um livro interessante. Possui excelente acabamento editorial, com boas ilustrações e linguagem simples.
Desta forma, digo que vale a pena ser lido, no sentido estrito de que não é perda total de tempo, e que existe um certo rigor, se diminuirmos alguns anacronismos e confusões entre nomes de grupos políticos e seus interesses. Muitos destes grupos e interesses, o autor fala livremente, quando, em verdade, tais idéias ou pensamentos são próprios de outras épocas da Monarquia, como por exemplo, o pensamento Abolicionista, que não deve ser confundido com Republicanismo e nem com Federalismo.
Para os que não estão preocupados com o rigor metódico das obras sérias e acadêmicas, artigos ou ensaios, etc., estes poderão ler o livro sem maiores preocupações, e engordar a conta bancária do autor.



Suspeitei desde o princípio. Quando vi esse título bombástico na livraraia, pensei: aí tem!! O título já mostra o caráter reducionista e senso comum de um acontecimento complexo. Não li e não gostei.
“Não li e não gostei.”
Eu hein. cada uma que aparece
Prezado André, a sensação que lhe causou tal obra é a mesma que sentem os geógrafos quando observam trabalhos feitos por arquitetos, engenheiros, economistas e biólogos, racionalmente falhos em seus métodos e princípios conceituais, sobre as questões espaciais que envolvem a nossa sociedade. Soube que alguns geógrafos fazem leituras destes “papelotes” com o intuíto de se divertir, afinal ainda dá para treinar “empostamento” litúrgico intelectual-acadêmico.
Parece, a primeira vista, que o autor Laurentino Gomes quer esnobar os historiadores. Como aluno do curso de graduação em História pela universidade Federal de Juiz de Fora eu percebi isto. Ele procura menosprezar sempre que pode o trabalho metódico dos historiadores e por diversas vezes (é só ler o livro) para percebermos que há vários erros de interpretação dos fatos históricos, bem como de obviedades corriqueiras. Por exemplo, em nenhum momento o autor menciona o Congresso de Viena de 1815, que foi um fator importantíssimo para que houvesse a pressão pelo retorno de D João VI a Portugal. Ele se resume em atacar um monarca que já foi por demais rebaixado pela mídia, principalmente pelo filme de Carla Camuratti – “Carlota Joaquina- Princesa do Brasil”. há detalhes sórdidos e sem importância e o que é pior: sem nenhuma comprovação como a de que determinada pessoa masturbava o rei. Isso é de uma baixeza sem limites. Se eu fosse membro da família real exigiria que fosse cortada essa infeliz narrativa do livro. mas enfim, o mundo é dos espertos e prevalece a lei de Gerson. Comprei o livro para criticar realmente, porque desde o princípio vi que não se trata de um livro sério. Gastou o último capítulo com uma bobagem, uma inutilidade que me deixou boquiaberto. Será que o autor pensa que somos crianças? Pois ele dedicou o último capítulo “O Segredo” a narrar e descrever como o Marrocos, um personagem eleito por Laurentino, como Marrocos teve uma filha ilegítima. Ora bolas! Que que interessa saber se o raio do homem teve uma filha fora do casamento? Aí ele veio citando um site da Igreja dos Mórmons para identificar de onde tinha se originado a menina… Enfim, uma viajem inútil, incautos leitores. Trabalho de amador coberto de muita malandragem.
A área mais segura de uma livraria é a seção de exatas, e mesmo assim ainda se corre o risco do teto desabar sobre nossas cabeças.
Insatisfação! Essa é a palavra que posso usá-la para descrever a obra de Laurentino Gomes depois de ler até a última página de 1808. Posso afirmar categoricamente que foi com muito custo que consegui terminá-lo de ler, pois a cada capítulo a decepção aumentava porque não consegui encontrar nada além do que eu já havia estudado em tempos de colégio, faculdade e outros livros que li apenas por curiosidade sobre a História do Brasil.
Como jornalista e leitora devo afirmar que 1808 não traz nenhuma contribuição para o desenvolvimento das pesquisas em História até porque o autor se baseia em dados/fontes não tão confiáveis como por exemplo a Wikipédia. Eu não usava dados da Wikipédia nem para fazer trabalhos de faculdade porque corria o risco de colocar uma informação errada em meu trabalho.
No entanto, o autor afirma em sua obra que mesmo as fontes não sendo seguras “elas não podem mais ser desprezadas, desde que suas informações sejam devidamente checadas nas fontes autorizadas”. Mas agora eu me pergunto: Por que há tantos erros de interpretação dos fatos históricos?
Bom, eu acredito que esse livro possa servir para quem não tem nenhuma idéia dos acontecimentos históricos ocorridos no Brasil porque, ao contrário disso, qualquer livro que você ler sobre a História do Brasil poderá agregar mais conhecimentos que 1808. Ultimamente tenho lido: “Chatô – O Rei do Brasil” de Fernando Morais, “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freire, “Os Donos do Poder” do autor Raymundo Faoro e “Raízes do Brasil” de Sérgio Buarque de Holanda e nenhum deixou a desejar.
Jornalista Sonia Potrich Scharf
Sobre o último parágrafo que escrevi no comentário anterior quando me referir que “1808 pode servir apenas para quem não tem nenhuma idéia dos acontecimentos históricos ocorridos no Brasil” é porque quando pergunto a algumas pessoas sobre a História do Brasil e Portugal ou quem era D. João VI, são poucas as pessoas que sabem responder e as poucas que sabem ainda se confundem ao tentar explicar. Uma amiga já graduada chegou a confundir a mãe de D. João, D. Maria I, com sua esposa – a princesa Carlota Joaquina.
1808 é um livro de fácil compreensão e para os preguiçosos é ótimo porque o espaçamento das entrelinhas não torna a leitura cansativa. Como minha colega diz: “odeio ler Chatô pelo simples fato do espaçamento das entrelinhas serem simples. Isso me cansa”! Não é de hoje que a população carece de leitura e cada vez está piorando porque a grande maioria só procura a internet como fonte de informação e não tem paciência para ler um livro.
Jornalista – Sonia Potrich Scharf
Caro André, me proponho a discordar de você em alguns pontos sobre o livro 1808. não sou historiador, por isso não tenho uma opinião abalizada sob essa perspectiva. Mas não me pareceu, pelo menos na primeira leitura do livro, que o autor quis trazer algo novo para a historiografia do assunto. Mesmo assim, nos últimos 2 últimos capítulos ele fala sobre o arquivista real, afirmando trazer detalhes inéditos sobre sua vida, como uma filha extraconjugal. se isso tem valor ou não, ou se é inédito não sei.
me parece que laurentino quis mesmo é divulgar um pouco da história do brasil, de forma simples. não julgo essa forma como sensacionalista. se ele utiliza de marketing, e concordo que o subtítulo da obra vai nessa direção, é porque quem lança um livro quer que ele venda, afinal estamos no capitalismo, nada mais natural.
como estudiooso da literatura portuguesa, posso afirmar a incrível semelhança entre o brasil de hoje e portugal de 500 anos atrás. se fizer um mergulho nos autores da época, verá isso. assim, endosso a teoria de que o brasil hoje é um reflexo, distorcido ou não, da colonia de 2 séculos atrás.
qualquer livro, de qualquer área, que segue a tendência de escrita acadêmica corre o risco de cair na chatice sim. e não são poucos os exemplos. é só voce ler os sertões, de euclides da cunha. há passagens descritivas extremamente entediantes.
acho que apesar das falhas, a missão de laurentino é nobre, pois qualquer esforço no intuito de jogar um pouco de conhecimento sobre a população em geral é digna de nota, num país como o nosso.
abraços,
parabéns pelo blog.
Estou lendo o livro 1808 e como meus colegas historiadores concordo com o fato de que o livro não traz nenhuma novidade ao historiadores, e que a fonte de pesquisa utilizada pelo o autor, me refiro ao Wikipédia, foi uma péssima escolha, mas penso que para o público que não tem base histórica acadêmica é algo que pode ser lido, sei que infelizmente esse tipo de leitor não vai saber fazer as críticas oportunas e tão pouco fazer críticas historiográficas. Mas concordo que a leitura de fácil acesso prende a atenção daqueles que não possuem o hábito da leitura, sei também que o livro tem seus erros históricos, mas para aqueles que desconhecem e muito a história do país acho que vai pelo menos ficar com alguns fatos históricos marcados na cabeça.
Infelizmente boa parte da população odeia história pelo fato de ter que se ler bastante e pelo valor do livro também não ser tão acessível a população. Mas penso que é por ai que se começa os estudos, quem sabe algum jovem lendo esse livro não se interesse por estudar história, assim aconteceu comigo, eu não tinha muita empatia pela matéria de história até que um dia uma boa professora fez despertar em mim a vontade de saber mais sobre história e hoje sou formada no curso de história.
“Um país se faz com homens e livros” (Monteiro Lobato)
O autor é um homem, que está fazendo seu livro, quer ganhar dinheiro, mas tem o mérito de levar algum livro a outros homens.
Não nos preocupemos, pois aqueles que tem senso mais apurado, maiores conhecimentos – julgarão o livro como ele merece. Os demais, terão acesso a algum conhecimento – melhor do que a besteirada da pretensa auto-ajuda e da ficção alienante.
Agora uma comparação, deveras pueril, mas que não posso resistir!
A maneira que a corôa portuguesa explorou a colônia antes da sua vinda, é mais digna do que a atitude mercenária do autor do livro?
Quando a Família Real Portuguesa aqui chegou, como estava o Brasil? Não éramos uma colônia para exploração? E nosso rei veio fugido. Desde sempre somos explorados, ao fornecer tantos recursos e termos de comprar a tecnologia dos países mais avançados. Continuamos colônia.
Historiadores sérios e gabaritados, unam-se!
Escrevam livros sobre “A Globalização e o novo ‘colonialismo’ – a mão de obra barata da Índia, a matéria prima barata do Brasil…”
Escrevam verdades sobre o Brasil! Por exemplo, que o modelo de EDUCAÇÃO implantado, não permitiu Universidades que desenvolvessem visão crítica, ou ligação entre as disciplinas. Era somente para suprir uma falta de mão de obra técnica. As Universidades foram influenciadas pelo modelo napoleônico!
Hoje, é o resultado de tudo isso aí! Salvo uma minoria, nada mudou na Educação.
De volta ao começo, um país se faz com homens e livros.
Desculpem o jornal!
Boa noite
Obrigado, André!!!
Acabei de adquirir o livro via internet, ainda que foi com boleto, já está cancelado. Quase cai numa armadilha.
Abraços
Fernando
Lamentavel critica a um livro, que, se não traz novidades ao tema, pelo menos compila, de maneira digestiva, acontecimentos importantes de uma época fundamental da história do Brasil.
Se somos preguiçosos como a nossa amiga afirmou, que os historiadores que vivem enclausurados em seus bancos escolares, façam algo para divulgar para o povo cultura e informação.
Criticar é fácil. Realizar é que me parece ser uma utopia aos nossos pseudos intelectuais brasileiros, que vivem dislumbrados com o seu próprio umbigo.
Grato pela atenção.
legal
Traduziu meu pensamento em palavras!
Não sou historiadora, mas concordo com as críticas sim!
“1808″ não traz nenhuma novidade, apenas faz uma compilação. Porém, o autor deveria cuidar mais quando se trata de uma compilação, afinal as fontes são muito importantes. E o que eu vejo no início do livro: nada mais nada menos que a inconfiável Wikipédia citada como fonte de pesquisa.
A internet traz muitas informações sim, mas nem todos os dados são confiáveis. E infelizmente a grande maioria prefere consultar a internet a ler um livro. Na minha experiência como professora posso afirmar que os alunos têm preguiça de ler, de estudar, preferem só o computador ao invés de ler um livro. Ctrl+C e Ctrl+V virou moda há muito tempo.
É só freqüentar uma biblioteca de um país europeu para ver o número de estudantes lendo, pesquisando, querendo saber da história de seu país. Tudo bem, sei que são países de primeiro mundo. Mas se continuarmos pensando assim nunca faremos nada! Nunca seremos ninguém!
No Brasil é raro ver alunos pesquisando apenas pelo prazer de ler e aprender. A maioria só entra numa biblioteca porque necessitam fazer os trabalhos ou são obrigados a ler os livros, pois há escolas que obrigam os alunos a lerem.
Atualmente é raríssimo encontrar um aluno crítico, ativo, que saiba debater sobre política, economia, história do Brasil, etc.
Por isso meus nobres colegas, eu tenho que discordar de alguns comentários, pois toda a crítica sempre é construtiva, mesmo que muitos considerem como negativa essa só vai enriquecer nosso aprendizado.
Como o nosso colega acima escreveu: “Criticar é fácil. [...] que vivem dEslumbrados com o seu próprio umbigo.” Ser crítico não é tão simples assim, ao contrário, para você criticar você precisa entender do assunto, você precisa estar por dentro, você precisa ler. Tomara que apareçam muitos críticos ainda porque de pessoas passivas e ignorantes o Brasil está cheio!
Sibeli Barbosa
“É só freqüentar uma biblioteca de um país europeu para ver o número de estudantes lendo, pesquisando, querendo saber da história de seu país.” O número realmente é maior, mas também vem caindo graças à internet. E o pior que isso, estão (também) perdendo a capacidade de fazer uma leitura crítica.
“A internet traz muitas informações sim, mas nem todos os dados são confiáveis”…
Me dei mal…
Vi uma entrevista na TV cultura com o Autor, e achei que seria interessante o livro.. Gosto de história do Brasil.
Agora vejo a visão de uns historiadores… que pena!!!
Comprei com cartão de crédito e já foi confirmada a compra…
Que pena!!! Achei que fosse uma publicação que me traria mais benefícios do que Malefícios!
Alguém tem sugestões de livros interessantes para que eu possa entender mais sobre o meu país, que possam me trazer informações úteis e confiáveis?
Mandem pro meu email esse tipo de obra interessante, caso tenham alguma sugestão!
Obrigado desde já;
Carlos
Caríssimo colega, tem uma sugestão que acredito piamente muito lhe interessará: o livro Tambores de São Luís, de josué montello.
Gostaria de esclarecer que a minha expressão “criticar é fácil” está ligada às criticas feitas por esse site e pelos seus leitores, e não pelas críticas construtivas.
Acredito que a sra. Sibeli, deixou de ler com atenção o início do livro, onde o autor coloca a seguinte questão com relação às fontes biográficas”… é o caso da Wikipédia, enciclopédia on-line produzida em regime de mutirão [...] Ao contrário dos livros e das fontes impressas tradicionais, essas fontes precisam ser CONSULTADAS COM CAUTELA. Elas oferecem PISTAS para o trabalho de pesquisa, mas NEM SEMPRE são inteiramente SEGURAS. Ainda assim, não podem mais ser desprezadas, desde que suas informações sejam devidamente checada nas fontes autorizadas. A Wikipédia tem quase tudo a respeito dos personagens e acontecimentos relatados neste livro, mas pode errar em coisas básicas, como, por exemplo, a data da partida da família real portuguesa de Lisboa para o Brasil…” (1808 – pag. 24)
O autor está consciente sobre os riscos de suas fontes e checou as informações. Por favor, indique uma informação errada no livro, oriunda de informações biográficas eletrônicas. O autor usou a Internet como REFERÊNCIA, e não como fonte primária.
Acho que a questão está clara, estando a milhões de anos luz do control c + control v que nossa amiga citou.
É por isso que eu disse que criticar é fácil. O difícil é realizar num país onde a elite intelectual ainda é composta por boa parte de intelectuóides e professores de almanaque.
Aos amigos que compraram o livro, leia. É muito bem escrito e não trará nenhum “malefício”. Ler uma obra e não gostar também faz parte de um aprendizado.
Parabéns ao Laurentino pela coragem, força para enfrentar as críticas e realizar novos projetos.
Um abraço a todos
Gilson Totti Dias
Só pelo fato de um livro que conta uma parte da história brasileira estar entre os mais vendidos, já tem seus méritos!!!
Melhor 1808 do que as bruxarias de Paulo Coelho, O Segredo ou qualquer biografia de cachorinhos.
Muitas vezes alguns críticos adoram destruir os trabalhos de autores, principalmente autores brasileiros, em contrapartida elogiam grandes engôdos produzidos por autores estrangeiros.
Acredito que a proposta do autor que é um JORNALISTA (assume isso claramente), não seja um compêndio historiográfico sobre o tema (ele mesmo menciona isso) e sim narrar esse momento da história brasileira na linguagem que qualquer leigo possa entender! E na minha opinião consegue! O que importa que muitas pessoas estão lendo e gostando! E concordo com o cidadão que comentou anteriormente: Laurentino nesse livro consegue jogar um pouco de conhecimento sobre a população!!!
….Ou então The secret e Marley e Eu e outras porcarias editorias vão ocupar esse papel!!!
UMA BELA OBRA, DE UM BELO ESCRITOR, ESSE LIVRO DESPERTOU EM MIM O DESEJO DE APROFUNDAR O CONHECIMENTO QUE TENHO SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL. UM LIVRO QUE AJUDO-ME A PREPARAR PARA O VESTIBULAR.
FOI UM INVESTIMENTO QUE NÃO ME ARREPENDO DE TER FEITO.
Que decepção, que feio. “Construir” um livro “desconstruindo” a imagem e a fabulosa história de Portugal. Através de citações pinceladas e fora de contexto de outros personagens , autores ou cineastas, até do lixo de filme da Carla Camuratti, esse senhor coloca toda o seu duplo complexo para fora. Primeiro o complexo de colonizado e o segundo o que inclusive está mais na moda que é o que em “inglês é tudo melhor”.
Ele só não disse se a cerveja servida a bordo dos navios ingleses era estupidamenta gelada, e se era servida pele Juliana Pais.
Só para lembrar,no Império Portugês o Sol também nunca se punha quanto a isso não era um previlégio dos Britânicos.
Para remate final desse sarapatel histórico/mental, o sr. Laurentino ainda confessa, ainda que tardiamente, à base do “Portugal meuu avozinho”, que viveu algum tempo em Portugal, que foi muito bem tratado – não tanto como seria na Inglaterra se ele tivesse sido colonizado pela velha Albion, presume-se – tudo dentro da velha cartilha – “os portugueses até que são simpáticos, pena que não sejam tão estrangeiros assim para serem os nossos colonizadores”. Ah, o seu livro, Laurentino, não é um libertino, é de um jornalista apressado e pouco fino. Só.
Eu li, percebi que tinha erros, que tinha interpretações equivocadas, que o autor olha séculos atrás com olhos de hoje, mas achei muito bom que um livro sobre história do Brasil esteja vendendo tanto, também acho bom que use uma linguagem acessível á maioria da população. E, para finalizar, fiquei com vontade de reler Faoro. Acho que só por isto o livro tem seu lugar. Mas é claro que um jornalista da Veja deve ser lido com muita cautela!
“… interpretações equivocadas…”
Acho o mais correto colocar “interpretações as quais não concordo”.
A interpretação é de cada um – você pode concordar ou não. Dizer que está equivocada, com erros, é querer se assumir o dono da verdade.
Parece que os estudiosos em História no Brasil ainda não se depararam com a diferença entre Versões e Fatos.
Ainda bem que ainda estamos numa democracia.
Gilson,
uma coisa: “Parece que os estudiosos em História no Brasil ainda não se depararam com a diferença entre Versões e Fatos.”
Desconheço o seu método para fazer tal avaliação. Seria isso uma “verdade?” Ou só mais uma interpretação?
Olá.
EU sou português, a minha lingua é portuguesa e no brasil falam português tal como em Angola e moçambique , guiné e restantes países lusófonos.
È assim e sempre será até que a morte nos separe.
Nao interessa o começo, se começou bem ou mal mas sim que após a vossa independencia só fizeram asneiras com ela e reflecte se na actual sociedade “linda” e “alegre”brasileira.
Quando falarem mal de portugal em terras Lusas peguem na porcaria do avião e voltem para o país onde falam português e nao brasileiro como pensam e tanto gritam solenemente.
E o complexo de inferioridade é uma realidade gritante e por vezes chega a ser rídicula de muitos muitos muitos e muitos de vós.
Seremos sempre colonizadores e vocês colonizados.Passem essa fase e andem para a frente.
Mundo livre já…
kkkkkkkk
Que comentário mais… desnecessário.
Eu estava acompanhando com entusiasmo os comentários a respeito do livro e me deparo com isso.
Lamentável.
Oi.
Estava procurando comentários sobre o livro 1808 e por acaso achei este blog com várias opiniões e criticas construtivas e também interpretações diferents sobre o livro. Após leituras dos comentários, despertou-me ainda mais o desejo de ler o livro de Laurentino Gomes.
Sou recém-formada em Pedagogia e há algum tempo comento com minha filha que gostaria de ler este livro. Acho muito interessante a história do Brasil e de tudo que se fala ou comenta sobre a Família Real .
Existem muito estudantes que não têm interesse algum sobre isso e não se importam nem com leitura!!! Com este livro, pelo menos, acredito que de certa forma (por ter uma linguagem simples) poderia estimular esses estudantes a ter o hábito inicial de leitura. Seria muito bom que jovens começassem a ler sobre a nossa história e não somente ficção ou livro de auto-ajuda e até mesmo o famoso Harry Porter…rs.. Mesmo que o livro tenha alguns erros, mas já seria um bom começo por ser uma leitura, enquanto aos fatos, cabe a cada leitor ter o interesse de averiguar fazendo novas pesquisas, o que seria maravilhoso também o “despertar” para a pesquisa.
Vou comprar o livro porque despertou-me ainda mais o intreresse e vou analisar os fatos que lá estão descritos. Obrigada pelas dicas e sei que não me arrependerei por ler o livro, acredito que farei uma boa interpretação da versão que ora o livro tenta repassar aos leitores.
Márcia Canivello
o livro é otimo, relembra a historia da epoca escolar, assim como os pseudointelectuais que nao conseguem escrever nem uma redaçao de quinta serie mas continuam a atacar o livro. suas bestas, qual o titulo do livro? por acaso é “”REVELAÇOES INEDITAS DA CORTE FUGITIVA”"??? lAurentino apenas reconta essa passagem historica. vao ler auto ajuda, cambada de tontos.
que ridículo, eu faço o curso de jornalilsmo, e sinceramente tem “gente grande” que não sabe dar alguma opnião. Não adianta falar que o livro conspira pra um lado em que o autor mostra sua opnião daquela época, porque realmente não é isso que Laurentino mostra à seus leitores. Quem REALMENTE leu o livro vê que não possui opnião alguma do autor e sim de OUTROS autores. Não adianta só ler comentários, cada um pensa , age de um jeito quando lê um livro diferente, convenhamos “não li e não gostei” é um absurdo, se não leu não conclua precipitadamente.
“Parece que os estudiosos em História no Brasil ainda não se depararam com a diferença entre Versões e Fatos.”
A palavra parece já dá a conotação de possibilidade, interpretação e não de definição. Acredito porém, que o amigo, além de se identificar corretamente, deveria parar de procurar pelo em ovo e focar na discussão principal do blog.
Estou feliz com a leitura da obra “1808”. Essa rica compilação apresenta texto agradável, com citações de muitos historiadores do passado como o Oliveira Lima – os quais estou estudando superficialmente a fim de conhecer um pouco mais sobre essa época.
Dentre centenas de fatos, aprendi sobre a rua do Valongo, no Rio, onde eram comercializado os cativos trazidos da África. Esse mercados negreiros foi o maior das Américas, passaram por ali milhões de africanos – informação que me fez refletir sobre essa mancha na nossa história do Brasil que imagino ter sido um dos maiores holocaustos da humanidade.
O autor apresenta estatísticas e valores que vão aos poucos moldando uma esboço repleto de detalhes e variedades sobre o Brasil do século XIX.
Incluídas nas citações encontram-se relatos da passagem de importantes naturalistas da época como Darwin, Saint Hilaire e Langsdorff, mestres das ciêncisa que deixaram um legado incomparável sobre nossa natureza e sobre o modo peculiar dos brasileiros. Nesse capitulo aprendi que muitas expedições cientificas eram mal vistas por autoridades políticas daqueles tempos. Não e difícil relacionar porque os britânicos, americanos e alemães desenvolveram tanto as pesquisas enquanto o Brasil permaneceu estagnado.
E por ai vai, esta sendo uma boa referência literária. A obra faz refletir.
E claro, que as fofocas da Francesa Rose Marie sobre a indumentária da corte e demais frivolidades devem ser deglutidas com as devidas restrições e o devido bom senso.
Recomendo a leitura de “1808”.
Parabéns ao autor do Blog e ao alto nível de alguns depoimentos.
Salve leitores, eu sou professor de História e ganhei o livro de presente então eu vou ler. Na minha opinião a leitura é importante, pois nos dá oportunidade de testar os nossos conhecimentos e colocar em prática aquilo que aprendemos em nossa vida escolar. A questão é a seguinte a intelectualidade brasileira vive um faz de conta imperdoável, principalmente os historiadores que tem um discurso pronto para todas as questões. Então me respondam o que vocês fazem pra trazer o que foi produzido de mais recente na historiografia mundial para as salas de aula das escolas públicas. O que vocês fazem com as teses de mestrado e doutorado pago pelo estado e só servem pra encher o ego de gente que nunca pisou num verdadeiro campo de prova que é a realidade escolar que nós míseros mortais vivenciamos todo dia. Portanto todo conhecimento ampliado para um grande público tem a sua importância. Cabe a vocês oportunizar, democratizar o conhecimento e fazer da disciplina da História um conhecimento de todos, só dessa forma poderemos ser sujeitos de nossa própria história. Obrigado.
Grato André!
Por isso que o livro está na promoção 19,90.
Abs
Caríssimo Gilson Totti Dias
Acabei de ler todos os comentários desse blog e achei estranho a maneira como você apresenta seus comentários! Alfinetar tudo e todos parece fazer parte do seu dia-a-dia! Você quer mostrar que sabe tudo, que é um grande conhecedor da história do nosso país, mas na verdade não sabe nada além do seu trabalho fracassado como ator de teatro.
Desculpa, mas tinha que escrever isso porque você deixa transparecer esse seu “ar de superioridade e sabedoria” que na verdade não existe. Você deveria tentar, pelo menos, comentar, refletir sobre as questões tratadas no livro e não querer que o blog pegue fogo com comentários inúteis.
Eu li o livro e gostei! Achei que apresenta uma leitura simples, porém, para a maioria da população brasileira é bom porque se o livro vem com um vocabulário mais difícil as pessoas não entendem. E para quem nunca leu sobre a História do Brasil já pode ficar por dentro de alguns fatos e se por acaso quiser se aprofundar mais sobre o assunto, o ideal é buscar outros autores.
Att.
Suyane Silva
Pra quem não leu a introdução do livro vou passar essa informação: ” Um segundo objetivo desse livro é tornar esse pedaço da historia brasileira mais acessível para os leitores que se interessam pelos acontecimentos do passado, mas não estão habituados nem dispostos a decifrar a rebuscada linguagem academica que permeia toda a bibliografia sobre 1808 e seus desdobramentos”.
Concluindo: este livro nao é academico.. É para leitura direcionado a leitores comuns.
Não tiro as criticas dos historiadores. Mas é um livro que, por mais que não traga nenhuma novidade bombástica e não diferente de assuntos dos livros de historia do ensino fundamental ou medio, é prático para ler. Sem falar que os livros didaticos estudados ja estao a muito tempo guardado nas caixas.
Isso ai Paulo Camargo!!!
Viva la revolucionnnnn
Viva la livroo
Vilaaaa la buesta de criticos de mierdaaa
Sou portuguesa, licenciada em História e sócia da Sociedade Portuguesa de Estudos do séc. XVIII e tenho escrito sobre a o séc. XVIII português.
O livro é francamente fraco e não diz nada de novo.
Tem frases totalmente despropositadas de modo a rebaixar a família real e os portugueses. As imprecisões são tantas que dava para escerver um livro sobre isso. Começa logo por afirmar que o mármore do Convento de Mafra veio de Itália quando TODO o mármore de Mafra) excluíndo a estaturária) é de Pero Pinheiro na zona de Mafra. O autor nunca esteve em Mafra, depois diz que o convento é uma «mistura de palácio e igreja» e não sabe que é basílica, é convento, é palácio e é biblioteca e nem se preocupou em saber exactamente quantos metros tem a fachada.
Se dá´essa informação então que seja a correcta não são 264 m, mas sim 232 m e não são 5200 portas e janelas, mas sim 4500.
Se nos pormenores falha no resto é melhor nem falar. Vai buscar informações ao tal O’Neil que está totalmente desarcreditado e que foi o «culpado» dos números astronómicos dos que partiram com a família real. Nunca poderiam ter sido 10000 ou 20 000. Ele que leia o Nireu Cavalcanti com atenção.
(Continuarei a critica consoante puder)
Obrigada por este blog importante.
Continuando a critica ao livro só mesmo um brasileiro emproado pode afirmar que em 1808 «E sem o Brasil Portugal não seria nada» Já é prosápia e o compleco de colonizados já podia ter terminado, admiro muitos aspectos do Brasil de hoje, mas os brasileiros menos cultos não sabem lidar com o colonizador. Eram os tempos ea escravatura também, etc.
Ora Portugal em 1808 tinha Angola. Moçambique, São Tomé e Principe, Cabo Verde, Macau, Índia (Goa, Dmão e Diu) etc, etc. Se o Brasil tivesse tomado o rumo das colónias espanholas teriamos desaparecido do mapa?? Francamente é preciso não saber nada de história da Europa já não digo história de Portugal.
(continua)
Fui atacado gratuitamente nesse blog e apesar de sair do foco da discussão, acredito que tenho o direito de resposta:
Prezada Suyane Silva,
Eu não te conheço. Pelo menos não por esse nome.
Portanto você não deve conhecer o meu trabalho para me caracterizar como “ator fracassado”. Isso já demonstra a sua falta de ética, desviando o foco do blog. Não preciso me defender dessa questão, pois a quem me interessa, o meu trabalho é muito bem recomendado e admirado.
Se você está usando algum pseudônimo, algo que não creio (não tenho em mente alguém que gostaria de me agredir), demonstra o quanto você é pequena e insignificante para usar uma bancada para me difamar.
Enfim, qualquer uma das possibilidades demonstra que o que você fez foi um ato covarde.
Minha crítica é contundente sim, porém nunca pessoal. Se sentir “alfinetado” vai de cada um. Não sei onde você viu “ar de sabedoria”. Pode ficar tranquila. Se é isso que te preocupa, sei muito pouco dessa vida, prezada amiga, muito menos de história. Sou apenas um aprendiz. Meus alunos – crianças de 4 até 17 anos – me ensinam mais do que eu ensino a eles – essa sempre foi minha máxima.
O máximo que fiz foi responder a uma critica de uma leitora do blog. Argumentei, com veemência sim, mas só argumentei. Tenho sérias criticas à maneira como a disciplina História é passada aos alunos, de forma desinteressante e com tendências marxistas – apesar de achar muita coisa boa em Marx.
Esse “ator fracasso” pede desculpas se importunou a mais alguém e apenas repete: Graças a Deus estamos numa democracia, onde temos o poder de criticar e ser criticado. Como eu fiz, você fez.
Abraço a todos!
O livro é excelente! Em nenhum momento percebi pretensão do autor em apresentar um trabalhao acadêmico, “algo de novo”, como foi repetido aqui. Na verdade é um compilação feita a partir de estudos de obras mais profundas, traduzidas em um liguagem simples, direta, envolvente e muito instigante e que serve como estímulo para a leitura de outros trabalhos relativos ao tema.
discordo de todos ,menos do autor
[...] Setembro 29, 2008 · Nenhum Comentário Sobre o livro “1808″, do jornalista Laurentino Gomes [...]
É um livro excelente, de fácil leitura, porém infelizmente existem muitos profissionais que não publicam nada de interessante e acham melhor criticar … lamentável. Se o autor publicou para vender e ganhar dinehiro o que tem de mal? A História assim como muitas outras ciências deve ser mostrada sim! E por que nao divulgá-la? O mesmo se dá com as revistas de História …
Que os Historiadores (eu eu me incluo pois faço Historia) sigam o exemplo de Laurentino e parem de fazer artiguinhos idiotas que não acrescentam em nada a cultura de um pais!
Leiam 1808!!!
Rs. To gostando muito da discussão, excluindo as brigas de egos e o comentário desnecessário do Português, pois todos sabemos que sem o Brasil, Portugal não seria nada, como não é, mas isso por causa da péssima administração de seus antepassados, diferentemente da Inglaterra. Como aqui no Brasil dizem, “o Mundo é dos Espertos, Viva os Ingleses, rsrsr”.
Mas voltando ao assunto, ganharei o livro e lerei, mas concordo com o ponto de vista sobre a escrita dos historiadores, pois se a função da academia é produzir conhecimento, esse conhecimento deve circular, pois somente assim a sua função maior que é passar o conhecimento é completa. Já existem historiadores que produzem livros com fácil escrita e nem por isso deixam de serem bom ou de ter lá a sua contribuição, mesmo não sendo produtor direto de conhecimento, mas sim reprodutor, pois alguém tem que faze-lo. (Os Paradidáticos, como Pinsky e Funari.)
O Brasil necessita desses escritores e livros como esse para introduzir a leitura na vivencia da sociedade, pois é um absurdo cobrarem de um aluno que sempre trabalhou com leituras de alfabetização passe de repente a ler Machado de Assis, entre outros. Não dá, fica um vácuo entre essas escritas, as fáceis e as complexas, aonde entram 1808, mesmo acreditando que se deve ter como já foi salientado, mas cuidado com as informações divulgadas.
E Sobre a Wikipédia, até parece que vocês nunca a utilizaram, e se não, podem ter certeza que os seus alunos sim, pois o problema não é consulta-la e sim simplesmente reproduzir, sem nenhum ganho maior.
É um livro lusófobo, como analiso aqui:http://arthurdelacerda.spaces.live.com/blog/cns!754449FAEB345E0A!263
Já que neste blog tem tantos sábios estudiosos, por quê não temos mais livros de história, fiéis aos fatos de nosso passado? Por favor quem tiver algum escrito divulgue!!!
Laurentino Gomes resolveu compilar obras de ótimos historiadores(e que ninguém ouse discordar) e adaptou para uma linguagem publica, que abriga as massas, ótima para a geração de escolas públicas, ou mesmo as particulares que fazem pouco caso da história brasileira.
O livro não é de cunho acadêmico, por isso não podemos cobrar do autor certo tipo de linguagem ou de comprometimento histórico.
Sou estudante de Pedagogia.
Preciso fazer um trabalho sobre a chegada da família Real no Brasil.
Me indicaram.”1808″.
E agora,vcs me surgeriam outro?
Se alguem puder me ajudar agradeço.
Irani.
É melhor ler um livro que ficar lendo A veja ou outras revistas sem norção.
“”"”Noção”"”"
Paguei R$8,50 no Sumbarino.com…
Valeu o preço mas não a madrugada…
Eu esperava mais.
Sou pesquisadora, estudante de história. Ontem eum festa de aniversário alguem seugeriu a leitura deste livro.
E agora, devo ou não ler?
Esta polemica aqui gerada fez aguçar minha curiosidade. Vou ler, volto depois com minha opinião.
Não vou julgar o livro sem antes ver o que está escrito.
Que bom que cai justo neste blog interessante.
Convido a todos que visitem meu site. http://www.santacruzdegoias.net
Olha aí, sou analfabites, só construi o site para aguçar o interesse de meus conterraneios pela sua própria história.
E ainda tem gente chamando o povo brasileiro de burro, qdo diz que se vier com vocabulário mais difícil, o povo não entende.
Êta povinho culto!!!
Olha… “Espectadora da crítica”… Não vejo o povo brasileiro como indivíduos burros, como você está afirmando no comentário acima. Mas é só entregar um livro com um vocabulário mais “refinado” e você verá que a grande maioria não vai entender nada.
Digo isso porque sou professora há 8 anos e percebo que os alunos estão cada vez mais fechados para a leitura. Quando recomendo uma obra literária eles não gostam e desistem de ler nas primeiras páginas porque não conseguem entender.
Mas voltando ao assunto do blog: 1808 é bom!
Vocês, alunos, que pedem uma opinião se devem ler ou não: Por favor, leiam! É um livro de fácil entendimento pelo vocabulário simples.
Acabei de ler “1808″. E conheci esse blog justamente porque fui atras de criticas sobre o livro.
Não sou uma historiadora, apenas uma amante da historia.
Não conhecia o “passado” do autor, apenas conhecia uns textos dele publicados na revista Historia da qual sou assinante. E so descobri isso depois que comecei a ler o livro.
Tambem tive a impressao de ter sido enganada quando terminei de ler o livro. Ele é bastante repetitivo, acaba por não salvar a imagem de D. Joao VI e da corte (quando li o prefácio, tive a impressão de que ele ia lançar argumentos baseados na historia que mudariam a imagem negativa que temos), promete um grande segredo que no final se mostra fofoca de comadres, tras um erro bobo, mas que de tão primario chega a incomodar (ele repete 3 vezes no mesmo capítulo que havia um segredo em 1814 que 200 anos depois continuava não revelado).
O livro tem seu valor como curiosidades. Se as fontes forem asseguradas pra nao nos fazer propagar historias falsas por aí.
Mas como já foi dito antes, não é uma leitura chata. Pelo formato do livro e porque quem o lê tem a impressão de estar diante de uma revista sobre curiosidades historicas. Agora, se são verdadeiras aí já são outros 500…
falei do erro do bobo do autor e acabei por fazer um erro gigantesco. “Traz” se escreve com Z e nao como S como havia escrito no texto. Desculpem-me.
tóin!!
Penso que é bom que haja uma critica, apesar do livro não ser dos melhores, o autor não é um historiador e sim jornalista, mas esse conseguiu passar a história numa linguagem que muitos podem entender melhor.
Estou lendo o livro, tenho 18 anos e tenho coisas a dizer, úteis ou não, direi mesmo assim!
Esta critica foi feita por um historiador. Historiadores em geral, trabalham, lêem e criticam demasiadamente. Mas, sem dúvidas, fazem um trabalho incrível.
Entretanto, por ter um conhecimento além da média, não conseguem ver o livro de uma perspectiva mais “brasileira”. Eu explico.
Nós com uma cultura menos abastada que a de vocês, temos muito mais dificuldade de ler livros antigos, que normalmente possuem uma linguagem rebuscada que nem todos entendem.
Ao meu ver, o que o Laurentino Gomes fez, foi compilar vários livros de difícil acesso e compreendimento em um só, de uma forma que o público em geral pudesse consumi-lo.
Se difundir conhecimento de uma forma prática e acessível a REALIDADE BRASILEIRA (porque, por mais que os senhores tenham esquecido, estamos no Brasil) é ser marketeiro, então posso dizer que o autor é.
E quanto ao fato de ganhar dinheiro, faz muito bem. Até onde sei é permitido ganhar dinheiro no Brasil. E em um país onde o público consome qualquer lixo empurrado pela mídia (tal como a “Dança do Quadrado”), não vejo mal algum em ler um livro de compilações, já que a maioria dos brasileiros jamais terão acesso a tais livros.
Se um dia todos os brasileiros tiverem acesso a metade da cultura que os senhores tem, aí sim, acharei justa esta crítica. Até lá, por que não difundir cultura facilmente? Tentem ver o Brasil, com os olhos do povo.
Desde já agradeço por desculparem minha franqueza.
Estou lendo o livro e estou gostando muito. Não sou historiadora apenas uma leitora que procura uma distração e um pouco de conheciemnto com a leitura não só deste, mas dos inúemros livros que já li. Acho que para o leitor mais leigo no assunto ele é ótimo!
NAO GOSTEI DAS CRITICAS AO INCRIVEL LIVRO´´1808´´ DO INCRIVEL JORNALISTA LAURENTINO GOMES.´´1808´´ESCLARECE OS FATOS DA EPOCA DA FUGA DE D.JOAO[UM PRINCIPE COVARDE]´´´1808´´FOI O LIVRO DEFINITIVO PARA OS ESTUDIOSOS DA HISTORIA BRASILEIRA.
Comecei a ler vi, que era mais desses livros onde a estória da família real é contada a parti de uma visão preconceituosa. Dom João VI um tolo e etc.Quando iremos tratar a HISTÓRIA com o respeito que ela merece?