Sobre o livro “1808″, do jornalista Laurentino Gomes

dez 28, 2007 by     153 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

1808.jpg

Lançado este ano na Bienal Internacional do Rio de Janeiro, o livro “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil“, pela Editora Planeta, o livro do jornalista Laurentino Gomes, está em primeiro colocado na lista dos mais vendidos na Livraria Saraiva e na Livraria Cultura, no quesito não-ficção, desta semana.

Como fui presenteado justamente com este livro no Natal, achei por bem fazer uma breve crítica do livro, que ainda estou terminando de ler.

Bem, de início deixo claro que minhas ponderações serão feitas a partir de um duplo olhar: falarei como historiador e, na medida do possível, como curioso leitor.

Primeiramente, vejamos quem é o autor, bem como o lugar social de onde fala. Na internet, achei uma seguinte descrição: “Laurentino Gomes trabalha na Editora Abril há 20 anos, 15 dos quais foi repórter da revista Veja. Ao examinar a trajetória da revista Contigo!, ele começou a se interessar por marketing. Isso porque ela começou como uma revista de foto novela, passou a tratar de celebridades, em seguida se tornou popularesca e cobria a ficção, as novelas, e, em 2004, foi reposicionada, voltou a tratar de celebridades e se tornou mais elitizada, destinada agora às classes A e B. Esse é um exemplo de que o produto deve acompanhar o mercado e os consumidores e se adaptar de acordo com eles.”

Passemos ao livro. Como historiador, posso dizer que ele não traz nenhuma contribuição às pesquisas historiográficas, e que não passa de um engôdo de venda, em outras palavras, é uma publicação mercenária que visa apenas ganhar dinheiro. Como bom marketeiro, o autor inicia o livro dando ares da importância à sua obra – se é que podemos chamar assim… – como a “adaptação” em uma linguagem acessível.

Mais uma jogada de marketing, o autor propaga a idéia errada de que a linguagem dos historiadores é uma linguagem inacessível, o que reforça, por sua vez, o potencial de vendas de livros de história escritos por jornalistas (o que tem sido prática corrente nos últimos anos – e que não tenho muitas coisas contra, desde que se faça um trabalho sério, como o fez o jornalista Elio Gaspari, com sua série de obras em 4 ricos volumes sobre a Ditadura Militar no Brasil).

O livro não passa de uma compilação de outros livros de melhor gabarito e especializados sobre o assunto, sobretudo da obra de Manuel de Oliveira Lima (D.João VI no Brasil – de 1908) sendo telegráfico quase que na totalidade de suas páginas (ao menos até onde li; mas, não espero nenhuma surpresa até o final).

Do ponto de vista do conteúdo da obra, posso dizer que, afora o tom descritivo do autor, está implícito na escrita os traços de um autor moralista que busca transpor erroneamente para dois séculos atrás suas impressões particulares sobre comportamentos típicos do tempo e do lugar em questão. Na página 158, ele diz: “Sob o calor único dos trópicos, imperavam a preguiça e a falta de elegância no modo de se vestir e se comportar.” Ora, essa foi a impressão do austríaco Emanuel Pohl, médico e botânico, que integrou a Missão Astríaca no Brasil, e que Laurentino reproduz sem o menor cuidado, mantendo a velha visão eurocêntrica da História do Brasil.

Vamos do início. Já na primeira frase do livro, o autor ergue a sua própria forca, quando diz: “Este livro é o resultado de dez anos de investigação jornalística.” Um livro de História, de acordo com o rigor que me foi ensinado por ilustres e bons professores que tive na universidade, deve trazer em si contribuições documentais colhidas a partir de métodos rigorosos, e não de pesquisas jornalísticas (não falo do uso de jornais como fontes, essa é outra história, e os jornais e periódicos trazem informações indispensáveis às pesquisas).

Um dos absurdos cometidos pelo autor é a utilização do Wikipédia como fonte de pesquisa. Mesmo admitindo a insegurança de tal fonte, Laurentino Gomes acredita que com cautela, esta enciclopédia on-line pode ser útil. Não acredito nisso. A Wikipédia, eu penso, é um manual do que costumo chamar de “Geração Google”. Uma geração onde todos sabem nada sobre tudo. Em uma pesquisa doméstica é até salutar o uso do Wikipédia, mas não em um livro de História do Brasil.

Outras fontes eletrônicas usadas pelo autor são de confiança bem maior, como o serviço de audiolivros em inglês, o www.audible.com, que fornece em seus arquivos mais de 20.000 livros, bem como o uso de podcasts no site do iTunes, que oferece muitas aulas do curso de graduação da Universidade de Berkeley, na Califórnia.

Mas, o Wikipédia é imperdoável como fonte histórica. Vou apenas citar um exemplo: Wikipédia informa que o presidente Prudente de Morais teria morrido no dia 13 de dezembro de 1902. Mas, a edição do Jornal do Brasil do dia 03 de dezembro de 1902 traz em sua manchete o informe da morte do presidente. Essa é apenas uma demonstração mínima dos erros a que estão sujeitos os que confiarem na Wikipédia como fonte de pesquisa.

O rigor das fontes não está entre os méritos do livro em questão, somando a isso o fato de não trazer nenhuma contribuição para o desenvolvimento das pesquisas em História, além da ausência de boas análises. Em uma palavra, é um péssimo livro, se visto do ponto de vista historiográfico, e não vale a pena ser lido.

Por outro lado, se nos esforçamos a um olhar de vista grossa para essas ponderações (e outras, que nem fiz), pode-se até dizer que é um livro interessante. Possui excelente acabamento editorial, com boas ilustrações e linguagem simples.

Desta forma, digo que vale a pena ser lido, no sentido estrito de que não é perda total de tempo, e que existe um certo rigor, se diminuirmos alguns anacronismos e confusões entre nomes de grupos políticos e seus interesses. Muitos destes grupos e interesses, o autor fala livremente, quando, em verdade, tais idéias ou pensamentos são próprios de outras épocas da Monarquia, como por exemplo, o pensamento Abolicionista, que não deve ser confundido com Republicanismo e nem com Federalismo.

Para os que não estão preocupados com o rigor metódico das obras sérias e acadêmicas, artigos ou ensaios, etc., estes poderão ler o livro sem maiores preocupações, e engordar a conta bancária do autor.

153 Comentários + Add Comentário

  • Suspeitei desde o princípio. Quando vi esse título bombástico na livraraia, pensei: aí tem!! O título já mostra o caráter reducionista e senso comum de um acontecimento complexo. Não li e não gostei.

    • “Não li e não gostei.”
      Eu hein. cada uma que aparece

      • Pois é, Luis. Parece que o Sérgio Mendonça não está tão errado assim. Afinal, basta ler o sub-titulo do livro, para concluir que talvez não valha a pena ler, porque é bem provável que não vai gostar. Pois eu li o livro, e não gostei. É um livro que repete inverdades e reforça preconceitos. Mas como conclui autor do texto, André Raboni, se você não está preocupado com a verdade, então vá em frente e engorde a conta bancária do sr. José Laurentino Gomes.

    • Quem ficou boquiaberto agora, fui eu!!!

      Sou estudante de matemática e apelei pelo livro 1808 pela ânsia tenho sentido em aprender um pouco da história a que não dei importância na época de escola.

      Confesso que achei o livro muito empolgante. Não conseguia parar de lê-lo.

      Entretanto, concordo que há algumas passagens infelizes, como principalmente o capítulo final que, de fato, parece irrelevante e não passa qualquer credibilidade.

      Não me pareceu, ao contrário de alguns comentários postados aqui, que o autor tenha diminuído ou menosprezado o trabalho dos historiadores. Pareceu-me, na verdade, que ele até os engrandeceu, fazendo citações de vários historiadores bem credenciados, apesar de outras citações desastrosas, como a do site wikipédia.

      Enfim, discordo do ponto de vista do crítico, quando diz que o livro não merece ser lido. Acho que me acrescentou muito.

      Agora – eu acho – o que devemos ter sempre em mente é que nunca devemos confiar totalmente numa obra, qualquer que seja esta. As fontes se completam e acabam nos fazendo refletir sobre o assunto. E neste ponto eu agradeço ao crítico!!!

    • Evidente que não gostou, pois não leu. Você é um brasileiro medíocre, pois se lesse teria passado a média de livros lidos no País. Que pena, só lamento!

    • Sérgio Mendonça, você não perdeu nada. Nada. Só levou vantagem. Não perdeu seu tempo. E você teve razão, porque logo, a partir do título e sub-título, percebeu as maracutaias do autor. Mas eu sou professor, e me intrigou a popularidade do livro. Precisava conhecer o livro. Então li. E não gostei. Porque ele explora inverdades e reforça preconceitos. Primeira falsidade: o sub-título do livro, onde o sr. José Laurentino Gomes indica que pretende ensinar ao leitor “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”. Ora, como é que uma “rainha louca” pode enganar alguém ou mudar a História? Frase de efeito, só isso, sem compromisso com a verdade, como aliás acontece ao longo de todo o livro.
      Qual o segredo da popularidade do livro? Creio que é simples: 1) a qualidade editorial primorosa, com belas figuras, 2) a linguagem atraente e descompromissada com a verdade, 3) a divulgação de supostos fatos negativos, 4) a “avacalhação” de D. João VI e da corte portuguesa, 5) o reforço dos preconceitos contra a colonização e nossa herança portuguesa, 6) a falta de senso crítico dos leitores, 7) O preço atraente do livro, permanentemente em promoção.

  • Prezado André, a sensação que lhe causou tal obra é a mesma que sentem os geógrafos quando observam trabalhos feitos por arquitetos, engenheiros, economistas e biólogos, racionalmente falhos em seus métodos e princípios conceituais, sobre as questões espaciais que envolvem a nossa sociedade. Soube que alguns geógrafos fazem leituras destes “papelotes” com o intuíto de se divertir, afinal ainda dá para treinar “empostamento” litúrgico intelectual-acadêmico.

    • Quer dizer que só historiadores devem ler (ou saber) sobre história? Engenheiros sobre engenharia? E etc, achei esse um comentário, bem egomaniáco. Nesse caso nunca leia um livro sobre tecnologia, já que essa é não é a sua área e é a minha e você não pode opinar sobre o foi lido, pois sua opinião não terá valor.

  • Parece, a primeira vista, que o autor Laurentino Gomes quer esnobar os historiadores. Como aluno do curso de graduação em História pela universidade Federal de Juiz de Fora eu percebi isto. Ele procura menosprezar sempre que pode o trabalho metódico dos historiadores e por diversas vezes (é só ler o livro) para percebermos que há vários erros de interpretação dos fatos históricos, bem como de obviedades corriqueiras. Por exemplo, em nenhum momento o autor menciona o Congresso de Viena de 1815, que foi um fator importantíssimo para que houvesse a pressão pelo retorno de D João VI a Portugal. Ele se resume em atacar um monarca que já foi por demais rebaixado pela mídia, principalmente pelo filme de Carla Camuratti – “Carlota Joaquina- Princesa do Brasil”. há detalhes sórdidos e sem importância e o que é pior: sem nenhuma comprovação como a de que determinada pessoa masturbava o rei. Isso é de uma baixeza sem limites. Se eu fosse membro da família real exigiria que fosse cortada essa infeliz narrativa do livro. mas enfim, o mundo é dos espertos e prevalece a lei de Gerson. Comprei o livro para criticar realmente, porque desde o princípio vi que não se trata de um livro sério. Gastou o último capítulo com uma bobagem, uma inutilidade que me deixou boquiaberto. Será que o autor pensa que somos crianças? Pois ele dedicou o último capítulo “O Segredo” a narrar e descrever como o Marrocos, um personagem eleito por Laurentino, como Marrocos teve uma filha ilegítima. Ora bolas! Que que interessa saber se o raio do homem teve uma filha fora do casamento? Aí ele veio citando um site da Igreja dos Mórmons para identificar de onde tinha se originado a menina… Enfim, uma viajem inútil, incautos leitores. Trabalho de amador coberto de muita malandragem.

    • Não vou comentar a sua critica di livro, que isso não interessa, mas que é você pra dizer “os mórmons”, é A Igreja de Jesus Cristo do Santos dos Últimos dias, isso só mostra a sua ignorância, quando escrever algo busque a informação correta.

      • “do livro”

    • Colocações perfeitas, Jefferson Dantas. Esclarecedoras. Obrigado.

  • A área mais segura de uma livraria é a seção de exatas, e mesmo assim ainda se corre o risco do teto desabar sobre nossas cabeças.

    • o comentário mais sensato.

    • De acordo, o comentário mais sensato! Valeu Krishnamurti

    • Adorei! Melhor comentário!

    • O melhor comentário! Parabéns!

  • Insatisfação! Essa é a palavra que posso usá-la para descrever a obra de Laurentino Gomes depois de ler até a última página de 1808. Posso afirmar categoricamente que foi com muito custo que consegui terminá-lo de ler, pois a cada capítulo a decepção aumentava porque não consegui encontrar nada além do que eu já havia estudado em tempos de colégio, faculdade e outros livros que li apenas por curiosidade sobre a História do Brasil.

    Como jornalista e leitora devo afirmar que 1808 não traz nenhuma contribuição para o desenvolvimento das pesquisas em História até porque o autor se baseia em dados/fontes não tão confiáveis como por exemplo a Wikipédia. Eu não usava dados da Wikipédia nem para fazer trabalhos de faculdade porque corria o risco de colocar uma informação errada em meu trabalho.

    No entanto, o autor afirma em sua obra que mesmo as fontes não sendo seguras “elas não podem mais ser desprezadas, desde que suas informações sejam devidamente checadas nas fontes autorizadas”. Mas agora eu me pergunto: Por que há tantos erros de interpretação dos fatos históricos?

    Bom, eu acredito que esse livro possa servir para quem não tem nenhuma idéia dos acontecimentos históricos ocorridos no Brasil porque, ao contrário disso, qualquer livro que você ler sobre a História do Brasil poderá agregar mais conhecimentos que 1808. Ultimamente tenho lido: “Chatô – O Rei do Brasil” de Fernando Morais, “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freire, “Os Donos do Poder” do autor Raymundo Faoro e “Raízes do Brasil” de Sérgio Buarque de Holanda e nenhum deixou a desejar.

    Jornalista Sonia Potrich Scharf

    • Queria um livro de Historia agradavel de se ler, não livro de ficção… Agora ja estou ficando em duvida se comprar ou não?
      No geral, comentários me convencem cada vez mais a comprar e ler pelo menos 1808, ideal para mim e tantos que tiveram sua formação básica em escas públicas, onde nada era ensinado em Historia. Mesmo na escola particular, onde meus filhos hoje estudam, o ensino deixa muito a desejar.
      Se não esta obra, qual os ilustres Historiadores MW indicariam, dentro do básico que busco?????

  • Sobre o último parágrafo que escrevi no comentário anterior quando me referir que “1808 pode servir apenas para quem não tem nenhuma idéia dos acontecimentos históricos ocorridos no Brasil” é porque quando pergunto a algumas pessoas sobre a História do Brasil e Portugal ou quem era D. João VI, são poucas as pessoas que sabem responder e as poucas que sabem ainda se confundem ao tentar explicar. Uma amiga já graduada chegou a confundir a mãe de D. João, D. Maria I, com sua esposa – a princesa Carlota Joaquina.

    1808 é um livro de fácil compreensão e para os preguiçosos é ótimo porque o espaçamento das entrelinhas não torna a leitura cansativa. Como minha colega diz: “odeio ler Chatô pelo simples fato do espaçamento das entrelinhas serem simples. Isso me cansa”! Não é de hoje que a população carece de leitura e cada vez está piorando porque a grande maioria só procura a internet como fonte de informação e não tem paciência para ler um livro.

    Jornalista – Sonia Potrich Scharf

    • Chatô é um livro pobre, típica bibliografia-fofoca, fácil de ler para os preguiçosos pq. se assemelha a uma telenovela. O escritor já escreveu sobre a vida de Olga Benário (que virou novela da Globo para o cinema) a Paulo Coelho e os fundadores da agência de publicidade W/Brasil em sua sanha de contar sobre a vida de famosos com o tom de novela da Globo, com muitas curiosidades e fofocas….

    • prefiro a leitura deliciosa de Sérgio Buarque em Raizes do Brasil como vc citou e de Darcy Ribeiro, muito melhor

  • Caro André, me proponho a discordar de você em alguns pontos sobre o livro 1808. não sou historiador, por isso não tenho uma opinião abalizada sob essa perspectiva. Mas não me pareceu, pelo menos na primeira leitura do livro, que o autor quis trazer algo novo para a historiografia do assunto. Mesmo assim, nos últimos 2 últimos capítulos ele fala sobre o arquivista real, afirmando trazer detalhes inéditos sobre sua vida, como uma filha extraconjugal. se isso tem valor ou não, ou se é inédito não sei.
    me parece que laurentino quis mesmo é divulgar um pouco da história do brasil, de forma simples. não julgo essa forma como sensacionalista. se ele utiliza de marketing, e concordo que o subtítulo da obra vai nessa direção, é porque quem lança um livro quer que ele venda, afinal estamos no capitalismo, nada mais natural.

    como estudiooso da literatura portuguesa, posso afirmar a incrível semelhança entre o brasil de hoje e portugal de 500 anos atrás. se fizer um mergulho nos autores da época, verá isso. assim, endosso a teoria de que o brasil hoje é um reflexo, distorcido ou não, da colonia de 2 séculos atrás.

    qualquer livro, de qualquer área, que segue a tendência de escrita acadêmica corre o risco de cair na chatice sim. e não são poucos os exemplos. é só voce ler os sertões, de euclides da cunha. há passagens descritivas extremamente entediantes.

    acho que apesar das falhas, a missão de laurentino é nobre, pois qualquer esforço no intuito de jogar um pouco de conhecimento sobre a população em geral é digna de nota, num país como o nosso.

    abraços,

    parabéns pelo blog.

  • Estou lendo o livro 1808 e como meus colegas historiadores concordo com o fato de que o livro não traz nenhuma novidade ao historiadores, e que a fonte de pesquisa utilizada pelo o autor, me refiro ao Wikipédia, foi uma péssima escolha, mas penso que para o público que não tem base histórica acadêmica é algo que pode ser lido, sei que infelizmente esse tipo de leitor não vai saber fazer as críticas oportunas e tão pouco fazer críticas historiográficas. Mas concordo que a leitura de fácil acesso prende a atenção daqueles que não possuem o hábito da leitura, sei também que o livro tem seus erros históricos, mas para aqueles que desconhecem e muito a história do país acho que vai pelo menos ficar com alguns fatos históricos marcados na cabeça.
    Infelizmente boa parte da população odeia história pelo fato de ter que se ler bastante e pelo valor do livro também não ser tão acessível a população. Mas penso que é por ai que se começa os estudos, quem sabe algum jovem lendo esse livro não se interesse por estudar história, assim aconteceu comigo, eu não tinha muita empatia pela matéria de história até que um dia uma boa professora fez despertar em mim a vontade de saber mais sobre história e hoje sou formada no curso de história.

    • Emanuela, me desculpe mas eu tenho que dizer, VOCÊ É MUITO PEDANTE. Dizer que o livro só prende a atenção de quem não tem o hábito da leitura foi o cúmulo da arrogância. Eu fico imaginando quantas pessoas não leram e gostaram deste livro e ficam criticando só para parecerem superiores aos outros, (entende-se todo o resto da humanidade que não é formado em história).
      Você tem que entender que este llivro não foi escrito para historiadores, mas para as simples pessoas leigas que não tem um diploma de história e que buscam entretenimento e não informações para escrever uma tese de doutorado.
      (Ps: sei que o post é antigo mas não podia deixar de comentar

      • Olha, acho que me encaixo exatamente nas suas descrições, Emanuella. Sempre fui um mal aluno em história na escola o que evidentemente acontecia pela minha preferência pelas ciências exatas.
        Entretanto, nos últimos anos, tenho me interessado em (re)aprender aquelas coisas de que não gostava na época da escola e ler o livro 1808 me motivou a buscar informações e ler outros.
        Por isso recomendo o livro e sou obrigado a discordar de você sobre vários comentários.
        O livro obviamente é destinado a não historiadores. Leigos no assunto.

        Uma comparação poderia ser feita usando os livros do famoso físico teórico Stephen Hawking (aquele que usa uma cadeira de rodas e se comunica por meio de um equipamento eletrônico) cuja credibilidade está acima de qualquer suspeita. Livros estes que tratam sobre a origem e a evolução do universo e são em sua maioria destinadas a completos leigos em física.

      • Parabéns Agamenon pelas colocações sensatas! mim não me pareceu que o Laurentino tenha querido tomar o lugar de hsitoriador, em momento algum me pareceu ser seu proósito mas sim o de desmistificar a hsitória, em esmpecial a hsitória escrita da forma como é, de forma acadêmica! Por que o Laurentino não pode escrever a partir de pesquisa jornalística? Quem definiu que não deve? Que culpa tem ele se escreveu, desmstificou e agradou?? Eu gostei!! Milhares gostaram e nem Jesus agradou a famigerada humanidade!!! Parabéna a você pelas colocações lúcidas, inclusive sobre marketing, era pra lançar o livro e não usá-lo não era??? Que graça!!

    • Olha, acho que me encaixo exatamente nas suas descrições. Sempre fui um mal aluno em história na escola o que evidentemente acontecia pela minha preferência pelas ciências exatas.
      Entretanto, nos últimos anos, tenho me interessado em (re)aprender aquelas coisas de que não gostava na época da escola e ler o livro 1808 me motivou a buscar informações e ler outros.
      Por isso recomendo o livro.

    • Quais erros históricos o livrocontém? Vivem dizendo isso e eu, realmente gostaria de saber quais seriam esses erros que chegam a invalidar a obra. Como já disse em meu post anterior, tenho o hábito da leitura e gostei bastante do livro. Acho que a arrogância e inveja de algumas pessoas não permitem que se veja o valor de um livro sobre um período histórico importante, com fontes (não, não falo de wikipedia, falo das centenas de citações que o autor faz a outros livros e relatos históricos, que foram ignorados).

      • Parabéns Cospirador pelas suas palavras sensatas!! Quem disse que o livro foi escrito pra agradar aos historiadores? E porque o autor fez tanto sucesso ele deve pedir desculpa aos historiadores que não tiveram a mesma capacidade de escrever com tanta maestria??? ora bolas!!! Amei o livro, milhares amaram ele é um sucesso e todo sucesso incomoda aos recalcados!!!

      • Veja, por favor, meu comentário, onde indico três erros históricos.

    • Mais uma doutora em sei lá o quê, com um nobel de cozinha dando opinião sobre o que os outros leem ou não leem. Leio muito, gostei do livro, ele não é feito pra dar novas informações sobre o grande pequeno Portugal e sua grande pequena colônia de bananeira e cana-de-açúcar. Ele é feito para quebrar a ditadura de quem acha que sabe muito e dita a verdade, como por exemplo…VOCÊ!

  • “Um país se faz com homens e livros” (Monteiro Lobato)

    O autor é um homem, que está fazendo seu livro, quer ganhar dinheiro, mas tem o mérito de levar algum livro a outros homens.
    Não nos preocupemos, pois aqueles que tem senso mais apurado, maiores conhecimentos – julgarão o livro como ele merece. Os demais, terão acesso a algum conhecimento – melhor do que a besteirada da pretensa auto-ajuda e da ficção alienante.

    Agora uma comparação, deveras pueril, mas que não posso resistir!
    A maneira que a corôa portuguesa explorou a colônia antes da sua vinda, é mais digna do que a atitude mercenária do autor do livro?

    Quando a Família Real Portuguesa aqui chegou, como estava o Brasil? Não éramos uma colônia para exploração? E nosso rei veio fugido. Desde sempre somos explorados, ao fornecer tantos recursos e termos de comprar a tecnologia dos países mais avançados. Continuamos colônia.

    Historiadores sérios e gabaritados, unam-se!
    Escrevam livros sobre “A Globalização e o novo ‘colonialismo’ – a mão de obra barata da Índia, a matéria prima barata do Brasil…”
    Escrevam verdades sobre o Brasil! Por exemplo, que o modelo de EDUCAÇÃO implantado, não permitiu Universidades que desenvolvessem visão crítica, ou ligação entre as disciplinas. Era somente para suprir uma falta de mão de obra técnica. As Universidades foram influenciadas pelo modelo napoleônico!
    Hoje, é o resultado de tudo isso aí! Salvo uma minoria, nada mudou na Educação.
    De volta ao começo, um país se faz com homens e livros.

    Desculpem o jornal!
    Boa noite

  • Obrigado, André!!!

    Acabei de adquirir o livro via internet, ainda que foi com boleto, já está cancelado. Quase cai numa armadilha.

    Abraços

    Fernando

  • Lamentavel critica a um livro, que, se não traz novidades ao tema, pelo menos compila, de maneira digestiva, acontecimentos importantes de uma época fundamental da história do Brasil.

    Se somos preguiçosos como a nossa amiga afirmou, que os historiadores que vivem enclausurados em seus bancos escolares, façam algo para divulgar para o povo cultura e informação.

    Criticar é fácil. Realizar é que me parece ser uma utopia aos nossos pseudos intelectuais brasileiros, que vivem dislumbrados com o seu próprio umbigo.

    Grato pela atenção.

    • legal

    • Traduziu meu pensamento em palavras!

  • Não sou historiadora, mas concordo com as críticas sim!
    “1808″ não traz nenhuma novidade, apenas faz uma compilação. Porém, o autor deveria cuidar mais quando se trata de uma compilação, afinal as fontes são muito importantes. E o que eu vejo no início do livro: nada mais nada menos que a inconfiável Wikipédia citada como fonte de pesquisa.
    A internet traz muitas informações sim, mas nem todos os dados são confiáveis. E infelizmente a grande maioria prefere consultar a internet a ler um livro. Na minha experiência como professora posso afirmar que os alunos têm preguiça de ler, de estudar, preferem só o computador ao invés de ler um livro. Ctrl+C e Ctrl+V virou moda há muito tempo.
    É só freqüentar uma biblioteca de um país europeu para ver o número de estudantes lendo, pesquisando, querendo saber da história de seu país. Tudo bem, sei que são países de primeiro mundo. Mas se continuarmos pensando assim nunca faremos nada! Nunca seremos ninguém!
    No Brasil é raro ver alunos pesquisando apenas pelo prazer de ler e aprender. A maioria só entra numa biblioteca porque necessitam fazer os trabalhos ou são obrigados a ler os livros, pois há escolas que obrigam os alunos a lerem.
    Atualmente é raríssimo encontrar um aluno crítico, ativo, que saiba debater sobre política, economia, história do Brasil, etc.
    Por isso meus nobres colegas, eu tenho que discordar de alguns comentários, pois toda a crítica sempre é construtiva, mesmo que muitos considerem como negativa essa só vai enriquecer nosso aprendizado.
    Como o nosso colega acima escreveu: “Criticar é fácil. [...] que vivem dEslumbrados com o seu próprio umbigo.” Ser crítico não é tão simples assim, ao contrário, para você criticar você precisa entender do assunto, você precisa estar por dentro, você precisa ler. Tomara que apareçam muitos críticos ainda porque de pessoas passivas e ignorantes o Brasil está cheio!

    Sibeli Barbosa

    • “É só freqüentar uma biblioteca de um país europeu para ver o número de estudantes lendo, pesquisando, querendo saber da história de seu país.” O número realmente é maior, mas também vem caindo graças à internet. E o pior que isso, estão (também) perdendo a capacidade de fazer uma leitura crítica.
      “A internet traz muitas informações sim, mas nem todos os dados são confiáveis”…

  • Me dei mal…
    Vi uma entrevista na TV cultura com o Autor, e achei que seria interessante o livro.. Gosto de história do Brasil.
    Agora vejo a visão de uns historiadores… que pena!!!
    Comprei com cartão de crédito e já foi confirmada a compra…
    Que pena!!! Achei que fosse uma publicação que me traria mais benefícios do que Malefícios!
    Alguém tem sugestões de livros interessantes para que eu possa entender mais sobre o meu país, que possam me trazer informações úteis e confiáveis?
    Mandem pro meu email esse tipo de obra interessante, caso tenham alguma sugestão!
    Obrigado desde já;
    Carlos

    • Caríssimo colega, tem uma sugestão que acredito piamente muito lhe interessará: o livro Tambores de São Luís, de josué montello.

    • Carlos, boa noite.

      Comprei o livro e estou lendo, o grande mérito desta obra para mim foi trazer de volta o gosto pela leitura e de alguma forma contribuír para melhorar meus conhecimentos sobre a nossa história. Se vc permite que eu lhe dê uma sugestão procure escolher vc mesmo seus próprios livros e a sua opinão sobre o que está escrito é tão importante quanto a dos outros, mesmo que sejam historiadores. Não deixe de lêr por causa da opnião dos outros. Só vc perderá.
      Abraço.

      • Excelente, Pedro!

        Leiam e tenham seu próprio senso crítico das coisas.Podemos deixar de ler bons livros simplesmente pq demos importância a opinião dos outros.

  • Gostaria de esclarecer que a minha expressão “criticar é fácil” está ligada às criticas feitas por esse site e pelos seus leitores, e não pelas críticas construtivas.

    Acredito que a sra. Sibeli, deixou de ler com atenção o início do livro, onde o autor coloca a seguinte questão com relação às fontes biográficas”… é o caso da Wikipédia, enciclopédia on-line produzida em regime de mutirão [...] Ao contrário dos livros e das fontes impressas tradicionais, essas fontes precisam ser CONSULTADAS COM CAUTELA. Elas oferecem PISTAS para o trabalho de pesquisa, mas NEM SEMPRE são inteiramente SEGURAS. Ainda assim, não podem mais ser desprezadas, desde que suas informações sejam devidamente checada nas fontes autorizadas. A Wikipédia tem quase tudo a respeito dos personagens e acontecimentos relatados neste livro, mas pode errar em coisas básicas, como, por exemplo, a data da partida da família real portuguesa de Lisboa para o Brasil…” (1808 – pag. 24)

    O autor está consciente sobre os riscos de suas fontes e checou as informações. Por favor, indique uma informação errada no livro, oriunda de informações biográficas eletrônicas. O autor usou a Internet como REFERÊNCIA, e não como fonte primária.

    Acho que a questão está clara, estando a milhões de anos luz do control c + control v que nossa amiga citou.

    É por isso que eu disse que criticar é fácil. O difícil é realizar num país onde a elite intelectual ainda é composta por boa parte de intelectuóides e professores de almanaque.

    Aos amigos que compraram o livro, leia. É muito bem escrito e não trará nenhum “malefício”. Ler uma obra e não gostar também faz parte de um aprendizado.

    Parabéns ao Laurentino pela coragem, força para enfrentar as críticas e realizar novos projetos.

    Um abraço a todos

    Gilson Totti Dias

    • Gilson, você simplesmente desmantelou o principal argumento dos Excelentíssimos Historiadores críticos do livro com a própria base do argumento deles. rs
      Quem perde é quem deixa de ler por causa da opinião baseada em sofisma de certos frustrados.

  • Só pelo fato de um livro que conta uma parte da história brasileira estar entre os mais vendidos, já tem seus méritos!!!
    Melhor 1808 do que as bruxarias de Paulo Coelho, O Segredo ou qualquer biografia de cachorinhos.
    Muitas vezes alguns críticos adoram destruir os trabalhos de autores, principalmente autores brasileiros, em contrapartida elogiam grandes engôdos produzidos por autores estrangeiros.

    Acredito que a proposta do autor que é um JORNALISTA (assume isso claramente), não seja um compêndio historiográfico sobre o tema (ele mesmo menciona isso) e sim narrar esse momento da história brasileira na linguagem que qualquer leigo possa entender! E na minha opinião consegue! O que importa que muitas pessoas estão lendo e gostando! E concordo com o cidadão que comentou anteriormente: Laurentino nesse livro consegue jogar um pouco de conhecimento sobre a população!!!

    ….Ou então The secret e Marley e Eu e outras porcarias editorias vão ocupar esse papel!!!

    • Concordo contigo, Luciano. É muito cartaz para essas estorinhas de magia e ficção, apesar de ter lido “Marley e eu” e ficado muito emocionada – até porque eu adoro cachorros – e, inclusive, visto o filme – não tão bom quanto o livro. Eu ainda não li o “1808″, mas confesso que estou muito curiosa. Pensei, ao ver entrevistas com o autor, que ele fosse desmascar fatos que são relatados nos livros de história dando a impressão que Portugal só fez mal ao país virgem e primitivo. Pelo que estou vendo, nos comentários, ele só apresentou uma forma mais light de conhecer esses fatos.

  • UMA BELA OBRA, DE UM BELO ESCRITOR, ESSE LIVRO DESPERTOU EM MIM O DESEJO DE APROFUNDAR O CONHECIMENTO QUE TENHO SOBRE A HISTÓRIA DO BRASIL. UM LIVRO QUE AJUDO-ME A PREPARAR PARA O VESTIBULAR.
    FOI UM INVESTIMENTO QUE NÃO ME ARREPENDO DE TER FEITO.

  • Que decepção, que feio. “Construir” um livro “desconstruindo” a imagem e a fabulosa história de Portugal. Através de citações pinceladas e fora de contexto de outros personagens , autores ou cineastas, até do lixo de filme da Carla Camuratti, esse senhor coloca toda o seu duplo complexo para fora. Primeiro o complexo de colonizado e o segundo o que inclusive está mais na moda que é o que em “inglês é tudo melhor”.
    Ele só não disse se a cerveja servida a bordo dos navios ingleses era estupidamenta gelada, e se era servida pele Juliana Pais.
    Só para lembrar,no Império Portugês o Sol também nunca se punha quanto a isso não era um previlégio dos Britânicos.
    Para remate final desse sarapatel histórico/mental, o sr. Laurentino ainda confessa, ainda que tardiamente, à base do “Portugal meuu avozinho”, que viveu algum tempo em Portugal, que foi muito bem tratado – não tanto como seria na Inglaterra se ele tivesse sido colonizado pela velha Albion, presume-se – tudo dentro da velha cartilha – “os portugueses até que são simpáticos, pena que não sejam tão estrangeiros assim para serem os nossos colonizadores”. Ah, o seu livro, Laurentino, não é um libertino, é de um jornalista apressado e pouco fino. Só.

  • Eu li, percebi que tinha erros, que tinha interpretações equivocadas, que o autor olha séculos atrás com olhos de hoje, mas achei muito bom que um livro sobre história do Brasil esteja vendendo tanto, também acho bom que use uma linguagem acessível á maioria da população. E, para finalizar, fiquei com vontade de reler Faoro. Acho que só por isto o livro tem seu lugar. Mas é claro que um jornalista da Veja deve ser lido com muita cautela!

  • “… interpretações equivocadas…”

    Acho o mais correto colocar “interpretações as quais não concordo”.

    A interpretação é de cada um – você pode concordar ou não. Dizer que está equivocada, com erros, é querer se assumir o dono da verdade.

    Parece que os estudiosos em História no Brasil ainda não se depararam com a diferença entre Versões e Fatos.

    Ainda bem que ainda estamos numa democracia.

  • Gilson,

    uma coisa: “Parece que os estudiosos em História no Brasil ainda não se depararam com a diferença entre Versões e Fatos.”

    Desconheço o seu método para fazer tal avaliação. Seria isso uma “verdade?” Ou só mais uma interpretação?

  • Olá.
    EU sou português, a minha lingua é portuguesa e no brasil falam português tal como em Angola e moçambique , guiné e restantes países lusófonos.
    È assim e sempre será até que a morte nos separe.
    Nao interessa o começo, se começou bem ou mal mas sim que após a vossa independencia só fizeram asneiras com ela e reflecte se na actual sociedade “linda” e “alegre”brasileira.
    Quando falarem mal de portugal em terras Lusas peguem na porcaria do avião e voltem para o país onde falam português e nao brasileiro como pensam e tanto gritam solenemente.
    E o complexo de inferioridade é uma realidade gritante e por vezes chega a ser rídicula de muitos muitos muitos e muitos de vós.
    Seremos sempre colonizadores e vocês colonizados.Passem essa fase e andem para a frente.
    Mundo livre já…

    • kkkkkkkk

    • Que comentário mais… desnecessário.
      Eu estava acompanhando com entusiasmo os comentários a respeito do livro e me deparo com isso.
      Lamentável.

    • Pelo jeito quem tem complexo de inferioridade é você, pois aqui ninguém falou mal de Portugal. E atualmente quem coloniza somos nós e quem é colonizados são vocês, que consomem todo o nosso lixo cultural (Laurentino Gomes inclusive) enquanto aqui Portugal só sobrevive nas anedotas e nos botecos malcheirosos

    • Tinha que ser português.

    • Eu não tenho nada contra português. Mas esse comentário foi muito infeliz.

    • Este português não entendeu nadica de nada. Mas creiam: os portugueses não são tão idiotas quanto esta cavalgadura….ora pois pois!!!

    • Já se passaram mais de 9 anos desde que André escreveu o comentário dele. Então pode ser que ele tenha mudado de opinião. Mas, o comentário que ele publicou aqui demonstra idiotice e ignorância ao se julgar superior e pretenso dono da Língua que falamos. Nem ele nem os portugueses como um todo são os donos da Língua Portuguesa.Os donos da Língua somos todos nós falantes do Português, na America, na África, na Europa, na Oceania, onde quer que se fale português. Como também os britânicos não são os donos da Língua inglesa, mas todos os anglófonos ao redor do mundo. Infelizmente existem muitos preconceitos, não só no Brasil, mas também do outro lado do Atlântico, em Portugal.

  • Oi.
    Estava procurando comentários sobre o livro 1808 e por acaso achei este blog com várias opiniões e criticas construtivas e também interpretações diferents sobre o livro. Após leituras dos comentários, despertou-me ainda mais o desejo de ler o livro de Laurentino Gomes.
    Sou recém-formada em Pedagogia e há algum tempo comento com minha filha que gostaria de ler este livro. Acho muito interessante a história do Brasil e de tudo que se fala ou comenta sobre a Família Real .
    Existem muito estudantes que não têm interesse algum sobre isso e não se importam nem com leitura!!! Com este livro, pelo menos, acredito que de certa forma (por ter uma linguagem simples) poderia estimular esses estudantes a ter o hábito inicial de leitura. Seria muito bom que jovens começassem a ler sobre a nossa história e não somente ficção ou livro de auto-ajuda e até mesmo o famoso Harry Porter…rs.. Mesmo que o livro tenha alguns erros, mas já seria um bom começo por ser uma leitura, enquanto aos fatos, cabe a cada leitor ter o interesse de averiguar fazendo novas pesquisas, o que seria maravilhoso também o “despertar” para a pesquisa.
    Vou comprar o livro porque despertou-me ainda mais o intreresse e vou analisar os fatos que lá estão descritos. Obrigada pelas dicas e sei que não me arrependerei por ler o livro, acredito que farei uma boa interpretação da versão que ora o livro tenta repassar aos leitores.
    Márcia Canivello

  • o livro é otimo, relembra a historia da epoca escolar, assim como os pseudointelectuais que nao conseguem escrever nem uma redaçao de quinta serie mas continuam a atacar o livro. suas bestas, qual o titulo do livro? por acaso é “”REVELAÇOES INEDITAS DA CORTE FUGITIVA”"??? lAurentino apenas reconta essa passagem historica. vao ler auto ajuda, cambada de tontos.

    • kkkkkkkkkkkk

  • que ridículo, eu faço o curso de jornalilsmo, e sinceramente tem “gente grande” que não sabe dar alguma opnião. Não adianta falar que o livro conspira pra um lado em que o autor mostra sua opnião daquela época, porque realmente não é isso que Laurentino mostra à seus leitores. Quem REALMENTE leu o livro vê que não possui opnião alguma do autor e sim de OUTROS autores. Não adianta só ler comentários, cada um pensa , age de um jeito quando lê um livro diferente, convenhamos “não li e não gostei” é um absurdo, se não leu não conclua precipitadamente.

  • “Parece que os estudiosos em História no Brasil ainda não se depararam com a diferença entre Versões e Fatos.”

    A palavra parece já dá a conotação de possibilidade, interpretação e não de definição. Acredito porém, que o amigo, além de se identificar corretamente, deveria parar de procurar pelo em ovo e focar na discussão principal do blog.

  • Estou feliz com a leitura da obra “1808”. Essa rica compilação apresenta texto agradável, com citações de muitos historiadores do passado como o Oliveira Lima – os quais estou estudando superficialmente a fim de conhecer um pouco mais sobre essa época.

    Dentre centenas de fatos, aprendi sobre a rua do Valongo, no Rio, onde eram comercializado os cativos trazidos da África. Esse mercados negreiros foi o maior das Américas, passaram por ali milhões de africanos – informação que me fez refletir sobre essa mancha na nossa história do Brasil que imagino ter sido um dos maiores holocaustos da humanidade.
    O autor apresenta estatísticas e valores que vão aos poucos moldando uma esboço repleto de detalhes e variedades sobre o Brasil do século XIX.
    Incluídas nas citações encontram-se relatos da passagem de importantes naturalistas da época como Darwin, Saint Hilaire e Langsdorff, mestres das ciêncisa que deixaram um legado incomparável sobre nossa natureza e sobre o modo peculiar dos brasileiros. Nesse capitulo aprendi que muitas expedições cientificas eram mal vistas por autoridades políticas daqueles tempos. Não e difícil relacionar porque os britânicos, americanos e alemães desenvolveram tanto as pesquisas enquanto o Brasil permaneceu estagnado.
    E por ai vai, esta sendo uma boa referência literária. A obra faz refletir.

    E claro, que as fofocas da Francesa Rose Marie sobre a indumentária da corte e demais frivolidades devem ser deglutidas com as devidas restrições e o devido bom senso.

    Recomendo a leitura de “1808”.
    Parabéns ao autor do Blog e ao alto nível de alguns depoimentos.

  • Salve leitores, eu sou professor de História e ganhei o livro de presente então eu vou ler. Na minha opinião a leitura é importante, pois nos dá oportunidade de testar os nossos conhecimentos e colocar em prática aquilo que aprendemos em nossa vida escolar. A questão é a seguinte a intelectualidade brasileira vive um faz de conta imperdoável, principalmente os historiadores que tem um discurso pronto para todas as questões. Então me respondam o que vocês fazem pra trazer o que foi produzido de mais recente na historiografia mundial para as salas de aula das escolas públicas. O que vocês fazem com as teses de mestrado e doutorado pago pelo estado e só servem pra encher o ego de gente que nunca pisou num verdadeiro campo de prova que é a realidade escolar que nós míseros mortais vivenciamos todo dia. Portanto todo conhecimento ampliado para um grande público tem a sua importância. Cabe a vocês oportunizar, democratizar o conhecimento e fazer da disciplina da História um conhecimento de todos, só dessa forma poderemos ser sujeitos de nossa própria história. Obrigado.

  • Grato André!

    Por isso que o livro está na promoção 19,90.

    Abs

  • Caríssimo Gilson Totti Dias

    Acabei de ler todos os comentários desse blog e achei estranho a maneira como você apresenta seus comentários! Alfinetar tudo e todos parece fazer parte do seu dia-a-dia! Você quer mostrar que sabe tudo, que é um grande conhecedor da história do nosso país, mas na verdade não sabe nada além do seu trabalho fracassado como ator de teatro.

    Desculpa, mas tinha que escrever isso porque você deixa transparecer esse seu “ar de superioridade e sabedoria” que na verdade não existe. Você deveria tentar, pelo menos, comentar, refletir sobre as questões tratadas no livro e não querer que o blog pegue fogo com comentários inúteis.

    Eu li o livro e gostei! Achei que apresenta uma leitura simples, porém, para a maioria da população brasileira é bom porque se o livro vem com um vocabulário mais difícil as pessoas não entendem. E para quem nunca leu sobre a História do Brasil já pode ficar por dentro de alguns fatos e se por acaso quiser se aprofundar mais sobre o assunto, o ideal é buscar outros autores.

    Att.
    Suyane Silva

  • Pra quem não leu a introdução do livro vou passar essa informação: ” Um segundo objetivo desse livro é tornar esse pedaço da historia brasileira mais acessível para os leitores que se interessam pelos acontecimentos do passado, mas não estão habituados nem dispostos a decifrar a rebuscada linguagem academica que permeia toda a bibliografia sobre 1808 e seus desdobramentos”.

    Concluindo: este livro nao é academico.. É para leitura direcionado a leitores comuns.
    Não tiro as criticas dos historiadores. Mas é um livro que, por mais que não traga nenhuma novidade bombástica e não diferente de assuntos dos livros de historia do ensino fundamental ou medio, é prático para ler. Sem falar que os livros didaticos estudados ja estao a muito tempo guardado nas caixas.

  • Isso ai Paulo Camargo!!!

  • Viva la revolucionnnnn
    Viva la livroo
    Vilaaaa la buesta de criticos de mierdaaa

  • Sou portuguesa, licenciada em História e sócia da Sociedade Portuguesa de Estudos do séc. XVIII e tenho escrito sobre a o séc. XVIII português.
    O livro é francamente fraco e não diz nada de novo.
    Tem frases totalmente despropositadas de modo a rebaixar a família real e os portugueses. As imprecisões são tantas que dava para escerver um livro sobre isso. Começa logo por afirmar que o mármore do Convento de Mafra veio de Itália quando TODO o mármore de Mafra) excluíndo a estaturária) é de Pero Pinheiro na zona de Mafra. O autor nunca esteve em Mafra, depois diz que o convento é uma «mistura de palácio e igreja» e não sabe que é basílica, é convento, é palácio e é biblioteca e nem se preocupou em saber exactamente quantos metros tem a fachada.
    Se dá´essa informação então que seja a correcta não são 264 m, mas sim 232 m e não são 5200 portas e janelas, mas sim 4500.
    Se nos pormenores falha no resto é melhor nem falar. Vai buscar informações ao tal O’Neil que está totalmente desarcreditado e que foi o «culpado» dos números astronómicos dos que partiram com a família real. Nunca poderiam ter sido 10000 ou 20 000. Ele que leia o Nireu Cavalcanti com atenção.
    (Continuarei a critica consoante puder)
    Obrigada por este blog importante.

    • mil vezes Darcy ribeiro, Sérgio Buarque do que esse Laurentino

  • Continuando a critica ao livro só mesmo um brasileiro emproado pode afirmar que em 1808 «E sem o Brasil Portugal não seria nada» Já é prosápia e o compleco de colonizados já podia ter terminado, admiro muitos aspectos do Brasil de hoje, mas os brasileiros menos cultos não sabem lidar com o colonizador. Eram os tempos ea escravatura também, etc.
    Ora Portugal em 1808 tinha Angola. Moçambique, São Tomé e Principe, Cabo Verde, Macau, Índia (Goa, Dmão e Diu) etc, etc. Se o Brasil tivesse tomado o rumo das colónias espanholas teriamos desaparecido do mapa?? Francamente é preciso não saber nada de história da Europa já não digo história de Portugal.
    (continua)

  • Fui atacado gratuitamente nesse blog e apesar de sair do foco da discussão, acredito que tenho o direito de resposta:

    Prezada Suyane Silva,

    Eu não te conheço. Pelo menos não por esse nome.

    Portanto você não deve conhecer o meu trabalho para me caracterizar como “ator fracassado”. Isso já demonstra a sua falta de ética, desviando o foco do blog. Não preciso me defender dessa questão, pois a quem me interessa, o meu trabalho é muito bem recomendado e admirado.

    Se você está usando algum pseudônimo, algo que não creio (não tenho em mente alguém que gostaria de me agredir), demonstra o quanto você é pequena e insignificante para usar uma bancada para me difamar.

    Enfim, qualquer uma das possibilidades demonstra que o que você fez foi um ato covarde.

    Minha crítica é contundente sim, porém nunca pessoal. Se sentir “alfinetado” vai de cada um. Não sei onde você viu “ar de sabedoria”. Pode ficar tranquila. Se é isso que te preocupa, sei muito pouco dessa vida, prezada amiga, muito menos de história. Sou apenas um aprendiz. Meus alunos – crianças de 4 até 17 anos – me ensinam mais do que eu ensino a eles – essa sempre foi minha máxima.

    O máximo que fiz foi responder a uma critica de uma leitora do blog. Argumentei, com veemência sim, mas só argumentei. Tenho sérias criticas à maneira como a disciplina História é passada aos alunos, de forma desinteressante e com tendências marxistas – apesar de achar muita coisa boa em Marx.

    Esse “ator fracasso” pede desculpas se importunou a mais alguém e apenas repete: Graças a Deus estamos numa democracia, onde temos o poder de criticar e ser criticado. Como eu fiz, você fez.

    Abraço a todos!

  • O livro é excelente! Em nenhum momento percebi pretensão do autor em apresentar um trabalhao acadêmico, “algo de novo”, como foi repetido aqui. Na verdade é um compilação feita a partir de estudos de obras mais profundas, traduzidas em um liguagem simples, direta, envolvente e muito instigante e que serve como estímulo para a leitura de outros trabalhos relativos ao tema.

  • discordo de todos ,menos do autor

  • [...] Setembro 29, 2008 · Nenhum Comentário Sobre o livro “1808″, do jornalista Laurentino Gomes [...]

  • É um livro excelente, de fácil leitura, porém infelizmente existem muitos profissionais que não publicam nada de interessante e acham melhor criticar … lamentável. Se o autor publicou para vender e ganhar dinehiro o que tem de mal? A História assim como muitas outras ciências deve ser mostrada sim! E por que nao divulgá-la? O mesmo se dá com as revistas de História …
    Que os Historiadores (eu eu me incluo pois faço Historia) sigam o exemplo de Laurentino e parem de fazer artiguinhos idiotas que não acrescentam em nada a cultura de um pais!

    Leiam 1808!!!

  • Rs. To gostando muito da discussão, excluindo as brigas de egos e o comentário desnecessário do Português, pois todos sabemos que sem o Brasil, Portugal não seria nada, como não é, mas isso por causa da péssima administração de seus antepassados, diferentemente da Inglaterra. Como aqui no Brasil dizem, “o Mundo é dos Espertos, Viva os Ingleses, rsrsr”.
    Mas voltando ao assunto, ganharei o livro e lerei, mas concordo com o ponto de vista sobre a escrita dos historiadores, pois se a função da academia é produzir conhecimento, esse conhecimento deve circular, pois somente assim a sua função maior que é passar o conhecimento é completa. Já existem historiadores que produzem livros com fácil escrita e nem por isso deixam de serem bom ou de ter lá a sua contribuição, mesmo não sendo produtor direto de conhecimento, mas sim reprodutor, pois alguém tem que faze-lo. (Os Paradidáticos, como Pinsky e Funari.)
    O Brasil necessita desses escritores e livros como esse para introduzir a leitura na vivencia da sociedade, pois é um absurdo cobrarem de um aluno que sempre trabalhou com leituras de alfabetização passe de repente a ler Machado de Assis, entre outros. Não dá, fica um vácuo entre essas escritas, as fáceis e as complexas, aonde entram 1808, mesmo acreditando que se deve ter como já foi salientado, mas cuidado com as informações divulgadas.
    E Sobre a Wikipédia, até parece que vocês nunca a utilizaram, e se não, podem ter certeza que os seus alunos sim, pois o problema não é consulta-la e sim simplesmente reproduzir, sem nenhum ganho maior.

  • Já que neste blog tem tantos sábios estudiosos, por quê não temos mais livros de história, fiéis aos fatos de nosso passado? Por favor quem tiver algum escrito divulgue!!!

  • Laurentino Gomes resolveu compilar obras de ótimos historiadores(e que ninguém ouse discordar) e adaptou para uma linguagem publica, que abriga as massas, ótima para a geração de escolas públicas, ou mesmo as particulares que fazem pouco caso da história brasileira.
    O livro não é de cunho acadêmico, por isso não podemos cobrar do autor certo tipo de linguagem ou de comprometimento histórico.

  • Sou estudante de Pedagogia.
    Preciso fazer um trabalho sobre a chegada da família Real no Brasil.
    Me indicaram.”1808″.
    E agora,vcs me surgeriam outro?
    Se alguem puder me ajudar agradeço.
    Irani.

  • É melhor ler um livro que ficar lendo A veja ou outras revistas sem norção.

  • “”"”Noção”"”"

  • Paguei R$8,50 no Sumbarino.com…
    Valeu o preço mas não a madrugada…
    Eu esperava mais.

    • Então vá ler Crepúsculo!!!

  • Sou pesquisadora, estudante de história. Ontem eum festa de aniversário alguem seugeriu a leitura deste livro.
    E agora, devo ou não ler?
    Esta polemica aqui gerada fez aguçar minha curiosidade. Vou ler, volto depois com minha opinião.
    Não vou julgar o livro sem antes ver o que está escrito.
    Que bom que cai justo neste blog interessante.
    Convido a todos que visitem meu site. http://www.santacruzdegoias.net
    Olha aí, sou analfabites, só construi o site para aguçar o interesse de meus conterraneios pela sua própria história.

  • E ainda tem gente chamando o povo brasileiro de burro, qdo diz que se vier com vocabulário mais difícil, o povo não entende.
    Êta povinho culto!!!

  • Olha… “Espectadora da crítica”… Não vejo o povo brasileiro como indivíduos burros, como você está afirmando no comentário acima. Mas é só entregar um livro com um vocabulário mais “refinado” e você verá que a grande maioria não vai entender nada.
    Digo isso porque sou professora há 8 anos e percebo que os alunos estão cada vez mais fechados para a leitura. Quando recomendo uma obra literária eles não gostam e desistem de ler nas primeiras páginas porque não conseguem entender.
    Mas voltando ao assunto do blog: 1808 é bom!
    Vocês, alunos, que pedem uma opinião se devem ler ou não: Por favor, leiam! É um livro de fácil entendimento pelo vocabulário simples.

    • Como essas pessoas arrogantes generalizam. “Vocabulário refinado”…
      Lendo isso, concluo que o problema é da prosessora.

  • Acabei de ler “1808″. E conheci esse blog justamente porque fui atras de criticas sobre o livro.
    Não sou uma historiadora, apenas uma amante da historia.
    Não conhecia o “passado” do autor, apenas conhecia uns textos dele publicados na revista Historia da qual sou assinante. E so descobri isso depois que comecei a ler o livro.
    Tambem tive a impressao de ter sido enganada quando terminei de ler o livro. Ele é bastante repetitivo, acaba por não salvar a imagem de D. Joao VI e da corte (quando li o prefácio, tive a impressão de que ele ia lançar argumentos baseados na historia que mudariam a imagem negativa que temos), promete um grande segredo que no final se mostra fofoca de comadres, tras um erro bobo, mas que de tão primario chega a incomodar (ele repete 3 vezes no mesmo capítulo que havia um segredo em 1814 que 200 anos depois continuava não revelado).
    O livro tem seu valor como curiosidades. Se as fontes forem asseguradas pra nao nos fazer propagar historias falsas por aí.
    Mas como já foi dito antes, não é uma leitura chata. Pelo formato do livro e porque quem o lê tem a impressão de estar diante de uma revista sobre curiosidades historicas. Agora, se são verdadeiras aí já são outros 500…

  • falei do erro do bobo do autor e acabei por fazer um erro gigantesco. “Traz” se escreve com Z e nao como S como havia escrito no texto. Desculpem-me.

  • Penso que é bom que haja uma critica, apesar do livro não ser dos melhores, o autor não é um historiador e sim jornalista, mas esse conseguiu passar a história numa linguagem que muitos podem entender melhor.

  • Estou lendo o livro, tenho 18 anos e tenho coisas a dizer, úteis ou não, direi mesmo assim!
    Esta critica foi feita por um historiador. Historiadores em geral, trabalham, lêem e criticam demasiadamente. Mas, sem dúvidas, fazem um trabalho incrível.
    Entretanto, por ter um conhecimento além da média, não conseguem ver o livro de uma perspectiva mais “brasileira”. Eu explico.
    Nós com uma cultura menos abastada que a de vocês, temos muito mais dificuldade de ler livros antigos, que normalmente possuem uma linguagem rebuscada que nem todos entendem.
    Ao meu ver, o que o Laurentino Gomes fez, foi compilar vários livros de difícil acesso e compreendimento em um só, de uma forma que o público em geral pudesse consumi-lo.
    Se difundir conhecimento de uma forma prática e acessível a REALIDADE BRASILEIRA (porque, por mais que os senhores tenham esquecido, estamos no Brasil) é ser marketeiro, então posso dizer que o autor é.
    E quanto ao fato de ganhar dinheiro, faz muito bem. Até onde sei é permitido ganhar dinheiro no Brasil. E em um país onde o público consome qualquer lixo empurrado pela mídia (tal como a “Dança do Quadrado”), não vejo mal algum em ler um livro de compilações, já que a maioria dos brasileiros jamais terão acesso a tais livros.
    Se um dia todos os brasileiros tiverem acesso a metade da cultura que os senhores tem, aí sim, acharei justa esta crítica. Até lá, por que não difundir cultura facilmente? Tentem ver o Brasil, com os olhos do povo.

    Desde já agradeço por desculparem minha franqueza.

  • Estou lendo o livro e estou gostando muito. Não sou historiadora apenas uma leitora que procura uma distração e um pouco de conheciemnto com a leitura não só deste, mas dos inúemros livros que já li. Acho que para o leitor mais leigo no assunto ele é ótimo!

  • NAO GOSTEI DAS CRITICAS AO INCRIVEL LIVRO´´1808´´ DO INCRIVEL JORNALISTA LAURENTINO GOMES.´´1808´´ESCLARECE OS FATOS DA EPOCA DA FUGA DE D.JOAO[UM PRINCIPE COVARDE]´´´1808´´FOI O LIVRO DEFINITIVO PARA OS ESTUDIOSOS DA HISTORIA BRASILEIRA.

    • Eu não sei em quê as particularidades e a intimidade dos membros da família real podem influenciar a história do Brasil…

  • Comecei a ler vi, que era mais desses livros onde a estória da família real é contada a parti de uma visão preconceituosa. Dom João VI um tolo e etc.Quando iremos tratar a HISTÓRIA com o respeito que ela merece?

  • ta mais para um livro de humor chegando a ser por insistencia um assunto deprimido principalmente as condições do povo da epoca a parte em que me interessava o historico o lado bom das pessoas é pouco abordado nao é um livro enrriquecedor pois se fosse valorizaria o lado positivo que com certeza este povo sempre provou ao longo da historia que tem com uma ressalva que valoriza a riqueza da natureza nacional. (podia ser melhor seu lado historico sem abordar vida pessoal)

  • Concordo com a maioria das críticas contra o livro. De fato ele é patético em se tratando de rigor e responsabilidade pela “verdade histórica”. De fato também ele ser como ponto de partida para o conhecimento da história do Brasil. Mas gostaria de dizer que existem sim, Historiadores escrevendo ótimos livros de história do Brasil. O grande problema é que eles não possuem por traz, uma boa propaganda de marketing. Só para citar existe um livro chamado “na sensala, uma flor” é um livro emocionante escrito por um historiador chamado Robert Slenes. Tenho certeza de que quem lesse este livro ficaria abismado como pode ser prazerosa e ao mesmo tempo confiante a leitura de um livro de história escrito por historiador. Ainda cito Sergio Buarque de Holanda, que em Raízes do Brasil, um livro “antigo” que como se falou acima geralmente é chato, caso que não cabe a Holanda porque ele também escreve muito bem. Então, existe o lado bom e ruim de livros como o de Laurentino. Minha opinião é que ele é muito mais um romance do que livro de história.

  • Olha, li a maioria dos comentários e penso que se os livros de história, escritos por historiadores fossem menos maçantes, mais pessoas como eu, que gostam muito de ler, os leriam com prazer. Infelizmente, a leitura para quem já não está na escola tem que ser “meio” fascinante, se não fica difícil trocar qualquer atividade pra ficar lendo por horas. A maioria das críticas negativas ao livro são de profissionais muito exigentes. Eu penso como outros, ou seja, se o livro conseguiu angariar leitores, já é um grande avanço para um povo que tem média baixa em livros lidos por ano.

  • Que pena! Tenho 53 anos e gostaria de rever nossa história e achei que seria um bom livro.
    Pelos comentários não vou nem me arriscar a comprar o 1822 que só na Band Campinas rádio e TV virou celebridade.

    Pergunto aos missivistas, o que posso ler para realmente aprender algo da nossa história desde o império?
    Obrigado
    Arlindo – aloyolla@pop.com.br

    • Arlindo,

      Recomendo os livros de Evaldo Cabral de Mello (sugiro “Rubro Veio – o imaginário da restauração pernambucana” e “O Negócio do Brasil – Portugal, os Países Baixos e o Nordeste, 1641-1669“) e de Jose Murilo de Carvalho (“Os bestializados – o Rio de Janeiro e a República que não foi” e “A formação das almas: O imaginário da República no Brasil“). São livros muito bons e interessantes.

      Grande abraço!

  • Um livro bom, não é cansativo, bem feito e não é um livro para estudantes de historia é u livro para a população entender mais nossa historia.

  • Pessoal,

    Qual a diferença para quem não é historiador se o presidente Prudente de Morais morreu no dia 03 ou 13 de dezembro de 1902. Isso é uma coisa que vc lê agora e daqui a meia hora já se esqueceu. Não tenho tempo para ficar me preocupando com isso. Quero ler sobre a história do Brasil e detalhes são meros detalhes. Até mesmo a versão “oficial” pode não ser verdadeira.

    Isso é inveja! Só porque o cara que escreveu deve estar ganhando a maior nota com esse “livro pouco confiável”.

  • Olá Pessoal,

    Pelo que li neste blog posso perceber que o livro recebeu uma grande carga de críticas negativas, em especial por seu caráter não acadêmico e as vezes “apelativo”.

    No entanto, gostaria de discordar da maioria dessas críticas. Eu sou da área de exatas e nunca fui um grande estudioso de história. Logo, quando comecei a ler este livro, tinha poucas pretensões. Com o passar do tempo fui me entretendo com o livro ao ponto de nao conseguir parar de lê-lo. Ao final do livro, eu sabia mais sobre a história do Brasil do que o que eu havia aprendido na escola.

    Em suma, acredito que para os historiadores e acadêmicos ligados ao estudo da história e economia do Brasil, este livro não será de bom agrado. Contudo, ele tem o grande diferencial de estimular a leitura e divulgar a história do Brasil para públicos que dificilmente seriam atingidos, não fosse pelo estilo jornalístico de Laurentino Gomes. A leitura deste livro me estimulou a buscar novos títulos sobre a história do Brasil, algo que eu dificilmente faria em circustancias normais.

    Portanto, acho que devemos aprender a separar o que é acadêmico do que é destinado ao público geral. Mais autores deveriam se dedicar à comunicação com as grandes massas para tirar o povo brasileiro da ignorância total quanto a sua própria história. Certamente irei comprar o 1822 e acredito que alguma coisa nova vou aprender.

    Abraço a todos!

    • Olá Rafael.
      Faço minhas as suas palavras. Eu também sou professora da área de exatas e me interessei em ler o livro porque, apesar de sempre ter achado história e por achar que este livro poderia despertar mais o meu interesse pelas leituras desta área. E foi o que aconteceu.
      Para mim sinceramente não interessa neste momento a troca da data de um evento, pois como já foi dito, essas datas serão esquecidas logo em seguida. O que ficará é um pouco mais de conhecimento sobre como tudo começou no nosso país e de repente, uma melhor análise e compreensão de como se deu o desenrolar dos fatos que acontecem nos dias atuais.
      A verdade é que o livro aumentou sim o meu interesse pela história, não só do nosso país, mas de outros também, ou seja, aumentou o meu interesse pela história em geral.
      Já comprei o 1822 e ainda não tive tempo de ler, mas em breve o farei e comprarei quando puder outros livros cujos nomes anotei por meio das discussões acima mesmo. E no final das contas, até esses comentários polêmicos de “concorda” ou “não concorda” estão ajudando, pq é por meio deles que estou obtendo os nomes de outras obras interessantes.
      Abraços
      Jianne

  • Eu quero agradecer a todos que aqui escreveram, pois me incentivaram ainda mais a ler o livro que ainda irei receber da livraria. Não sou historiadora, nem muito menos “intelectual” (graças a Deus).

    Luiz Antônio Maiolo, você escreveu os meus pensamentos (ao ler todos os comentários) no seguinte texto:

    “…a intelectualidade brasileira vive um faz de conta imperdoável, principalmente os historiadores que tem um discurso pronto para todas as questões. Então me respondam: o que vocês fazem pra trazer o que foi produzido de mais recente na historiografia mundial para as salas de aula das escolas públicas? O que vocês fazem com as teses de mestrado e doutorado pago pelo estado e só servem pra encher o ego de gente que nunca pisou num verdadeiro campo de prova que é a realidade escolar que nós míseros mortais vivenciamos todo dia? Portanto todo conhecimento ampliado para um grande público tem a sua importância. Cabe a vocês oportunizar, democratizar o conhecimento e fazer da disciplina da História um conhecimento de todos, só dessa forma poderemos ser sujeitos de nossa própria história.”

    Excelente comentário!!!!!

    Intelectuais brasileiros insatisfeitos façam alguma coisa, ao invés de criticarem quem já está fazendo.

    Ponto para Laurentino (o autor)!!!

  • Nunca li tanta bobagem arrogante em minha vida… Para começar é sintomático que o autor da crítica nem tenah terminado de ler o livro e que tenha, ao tentar deturpar a verdade dos fatos, dizer que a ´simples´ pesquisa jornalística invalida as informações históricas trazidas a baila… Aliás diz mesmo que deve haver fontes documentais.. Se tivesse terminado o livro veria que as fontes documentais estão lá, e que o autor fez uma pesquisa jornalística sobre o assunto histórico, o que é plenamente possível. Esse livro não têm qualquer objetivo de ser um livro de história, com pesquisas historiográficas e sim um apanhado geral e mais palatável sobre um período histórico importante, focado em curiosidades mais populares. Acho que os historiadores devem descer dos seus pedestais… Li aqui uma leitora que diz que esse livro é bom pra quem não têm o hábito da leitura… Bom, eutenho o hábito da leitura, estudei 5 anos (não 3) Direito, li grandes obras, tanto em português como em inglês, e achei o livro divertido e em nenhum momento o encarei como uma obra acadêmica. Talvez o livro de Boris Fausto (que eu também li, e li trechos esparços na faculdade de Direito como parte da disciplina de Ciências Políticas, como depois li por inteiro, por puro prazer) seja considerado pelo senhor como uma obra acadêmica de maior valor que o livro ´1808´, se é ou não, não entrarei aqui nesse mérito, mas o fato é que o foco é diferente e os senhores, ao invés de se sentirem ameaçados por um jornalista que vende bem sobre um assunto histórico, deveriam é gostar disso acontecer, num país que não têm o hábito da leitura, ainda mais em se tratando de assunto histórico. Volto a afirmar; a intenção do autor de ´1808´ não me pareceu ser uma obra acadêmica, e sim uma obra comercial, com seu valor cultural agregado e inegável, ainda que colocado sob o mando de uma leitura rápida, divertida sobre poucos pontos. Não é um livro de história, é um livro sobre história.

  • Olá Sr do blog, eu ia comprar esse livro 1808… Essa semana o autor Laurentino Gomes estava no programa “sempre um papo” e em outro programa no dia seguinte “prazer em conhecê-lo (Laurentino Gomes)”, creio que deva ser esse o nome do programa… Gostei muito dos programas bem como das palavras do entrevistado. Mas, depois de ler essa sua crítica, vou pensar mais um pouco se compro ou não esses livros…sim pq agora são 03, Uma trilogia…Por enquanto vou continuar a ler “A Cabana”.

  • Li o livro 1808 a pouco tempo. Não sou historiador. Meus conhecimentos da História do Brasil é o que ví na escola e alguns livros que lí por interesse. Discordo de muitos no que diz respeito a inutilidade do livro quanto a não acrescentar nada de novo. Quando comecei a ler sabia que não apresentaria nenhum fato novo, pois pelo que entendí, não é o objetivo da obra. Portanto, acho que não é fonte de pesquisa para trabalhos escolares ou pesquisas. E também não se trata de nenhuma obra prima para pesquisa de estudantes de história. Porém achei interessante a descrição dos fatos, e realmente, discordo dos historiadores de plantão. Livros técnicos de qualquer profissão, inclusive de história são um tédio. Uma linguagem chata e desestimulante para qualquer pessoa que não exerça o ofício. Concordo com alguns que disseram que há méritos no livro que, embora traga visões pessoais (que também existem em documentos analisados pelos historiadores, até porque métodos científicos variam de acordo com a época em que estamos) do autor, o que acontece sempre, pois livros e documentos são feitos por homens e estão sujeitos a sua interpretação particular (até nas ciências exatas vemos isso), é um bom livro para pessoas que não possuem conhecimento sobre o assunto, ou mesmo quem já viu algo sobre isso, ver um resumo com uma escrita mais leve.
    Assim, acho que cada um no seu quadrado: quem tem conhecimento profundo sobre o assunto, deve procurar obras em bibliotecas, principalmente as mais completas, atrás de documentos de época para levantar algum fato inédito, ou trabalhos em universidades pois alí estarão conteúdos apresentados de forma científica. Quem não tem um conhecimento profundo para gerar uma massa crítica suficiente para criticar de forma sustentada um certo assunto, busca livros de resumo, com o sassunto apresentado de forma mais leve, divertida e superficial.
    O problema das críticas aquí, que tenho visto, é uma indignação sem sentido da classe dos historiadores por um livro reportagem (que não tem objetivo de descobrir nenhum fato novo), direcionado a pessoas sem muito embasamento teórico do assunto.
    Não vejo o autor depreciar qualquer profissão, muito pelo contrário ele cita diversas fontes (inclusive mencionadas por historadores aqui críticos) que podem ser lidas por leitores que busquem um conhecimento maior da nossa origem.

    • Uau!!!! esta ae o que eu precisava saber do livro… Não sou e não pretendo ser uma historiadora, mas sim estar ao par da história que constituiu meu País.

  • Bom, primeiramente tenho 15 anos e não tenho idade para ficar criticando ninguém, pois ainda tenho muita coisa para aprender. Porém, tenho que fazer algumas observações aos dignissimos leitores !
    No meu ponto de vista, todos devem expressar seus pontos de vista. Mas, isso não quer dizer que estaram certos e muito menos estaram errados. O conjunto de visões diferentes perante um mesmo assunto nos mostra como o mundo é grande e cheio de diversidade, essa diversidade de pensamentos e de pontos de vista nos ensina algo básico na vida : ” Nos ensina que existe opiniões diferentes, e que TODAS devem ser respeitadas “.
    Pelo que notei apesar de todos terem deixado suas opiniões neste site, esqueceram disso …
    Para finalizar quero deixar minha opinião : ” Achei o título do livro muito interessante e foi esse título que me motivou a ler. Perante alguns coméntarios acima queria lembrar que TODO LIVRO É DIGNO DE SER LIDO !!! MESMO QUE NÃO NOS ACRESCENTE NADA, É PRECISO RESPEITAR O OUTRO, NO CASO O AUTOR DA OBRA !!! PORÉM ESTÁ É A MINHA OPINIÃO. “

  • pô, acho que uma versão muito nerd não é bem o que se aplica ao mundo real de pessoas leigas não historiadoras, e acho que isso deveria ser considerado na sua crítica. A idéia do autor quando ao livro talvez tenha sido essa mesmo: popularizar, possibilitar a leitura da história pelo povo!

  • Parabéns a adolescente Ana Marx em seu comentário de 26/06/11.
    O Sr. André Raboni e adeptos destilou frustrações sobre o livro 1808 e sobre o seu autor Laurentino Gomes.
    Talvez, o livro não atenda as necessidades e conhecimentos de um historiador, porém, inicia um adolescente na leitura básica sobre a história do Brasil.
    Caso necessite de maior aprofundamento, cabe ao leitor interessado, começar a ler Darci Ribeiro em O Povo Brasileiro.

    • Que “frustração” que nada Alberto…
      O autor do texto apenas escreveu uma crítica ao livro, como historiador, qual o problema???
      Afinal, vivemos numa democracia, não é?, e cada um tem o direito de emitir a sua opinião (assim como você, neste comentário).

  • Bom, eu tenho 18 anos e estou reamente muito interesada em ler algo para leitores leigos no assunto como o da Historia do Brasil, pensei que esse livro poderia ter caido do céu, já preparada pra ler 1822, mas sempre prezo para ler a crítica do livro do qual determinei a ler. Agora minha pergunta é: em que posso confiar para saber mais sobre a História do Brasil em uma linguagem acessivel ? Já que fuji das pesquisas da internet , corri o refúgio dos livros e mesmo assim nao posso confiar? por favor um help aquii….

  • A erudição é uma odisséia!!

  • Não tenho nada contra os portugueses. Mas esse comentário foi muito infeliz.

  • Inveja mata.

  • Não sou historiador nem mesmo um aficionado por história. Pra falar a verdade, fui muito, muito mal nessa disciplina em toda minha vida acadêmica. Falta de interesse, professores ruins, sistema educacional ultrapassado, bla bla bla, culpem quem quiserem.

    Entre indas e vindas no trânsito, por curiosidade, ouvi o audiolivro de 1808.

    Ouvi, gostei e recomendo.

    Claro que em diversos momentos fiquei com a pulga atrás da orelha, tanto é que, terminado o audiolivro, corri para a internet para procurar críticas de experts acerca do conteúdo – e foi assim que cheguei aqui.

    Gostei da crítica, mas achei realmente engraçado como muitos historiadores/estudantes de história se posicionaram nos comentários. Parecem jornalistas gritando exigências de diploma para escrever em blog :D

  • Há muito tempo queria comprar o livro e hoje é que me dei conta de que foi escrito por um jornalista e não um historiador.
    Minha dissertação de Mestrado foi exatamente sobre como os jornalistas, que não são formados em Letras, querem dar “pitacos” e, sem critério científico, estabelecer as normas da língua.

    Os estudos linguístico têm método e são submetidos a críticas de especialistas da área em todo o mundo.

    Já a linguagem que um jornal vai utilizar é determinada por seus Manuais de Redação e Estilo, que, muitas vezes são colocados à venda.

    Um jornalista, como qualquer outro cidadão, tem o direito de escrever sobre o que quiser. Mas é importante que se estabeleça uma clara distinção entre o que é pesquisa histórica e o que é uma obra “de fácil leitura”.

    Honestamente, entre ler um livro de História escrito por um historiador e outro escrito por um jornalista, prefiro os primeiros.

    E quanto à linguagem, estou lendo um excelente livro, escrito por um historiador, Dennison de Oliveira, e de facílima leitura, chamado “Os soldados alemães de Vargas”.

  • Para uma sociedade onde a maioria não sabe nem que foi D João VI, e que passam todos os dias perto do paço Imperial sem saber da sua importância, ler o livro 1808 é uma enorme fonte de conhecimento.
    Estudei historia no colégio, depois disso nunca mais… Pode ser que esse livro não seja o Maximo para os outros estudiosos, porém para mim me ensinou muita coisa.
    Não consegui para de ler o livro.
    Parabéns Laurentino Gomes.

  • Pessoal,

    Eu estou lendo o livro e achando EXCELENTE!

    Muita gente aqui falou em erros nos fatos históricos, mas ninguém citou quais são os erros. Porque vocês não apresentam os erros aqui, já que sabem TUDO e leram o livro???

    Tenho CERTEZA que MUITAS pessoas gostaram e gostam do livro. MUITAS pessoas passaram a procurar mais informações da história do Brasil por causa dele, tenho CERTEZA. Eu sou mais um nessa estatística positiva.

    Imagino que os livros tem essa finalidade, incentivar a leitura, buscar novos conhecimento, com variados temas.

    Muito, muito fácil mesmo vir aqui criticar. Vi pouquíssimas sugestões de livros e duvido que tenham uma leitura tão agradável. Duvido que os críticos aqui consigam publicar um livro com leitura tão agradável e que consigam transmitir tanto conhecimento.

    Mesmo que seja um “ctrl+C e ctrl+V” é uma obra que prende o leitor.

    Na minha opinião o livro é uma GRANDE contribuição para os autores citados, uma propaganda positiva para todos eles. Não percebi demérito em momento algum.

    A inveja é terrivelmente sórdida.

    PARABÉNS LAURENTINO GOMES, SEU LIVRO É EXCELENTE!

  • Este livro do jornalista Laurentino Gomes já pode ser considerado um clássico popular da historiografia brasileira. Foi exatamente essa a intenção do autor, alcançar um público mais amplo, não necessariamente integrante do meio acadêmico, para que cada brasileiro possa ter a oportunidade de conhecer melhor um determinado período histórico de seu país.

    Nesta obra, de fácil leitura, linguagem simples e texto cativante, o leitor tem sua atenção focada desde o primeiro momento, e não tem a intenção de deixar o livro até que o desvende até a última linha. Por esta razão ele pode ser facilmente indicado por professores de História a seus alunos e, ao mesmo tempo, contemplar o público infanto-juvenil.

    Desfilam pelas páginas de 1808 uma rainha enlouquecida, um príncipe covarde e uma nobreza corrompida; este elenco inusitado, porém, iludiu Napoleão Bonaparte e transformou radicalmente a História do povo português e a do Brasil. Lançado em 2006, o enredo enfoca a transferência da família real para o território brasileiro no ano abordado neste livro.

    Este fato histórico foi um evento inédito na trajetória de Portugal e na de outras nações do continente europeu. Certamente muitos monarcas e inúmeras soberanas fugiram de confrontos anteriores, exilando-se em outros países, mas jamais um destes nobres tinha ousado atravessar os mares para se instalar na outra face do mundo ocidental.

    Era comum, nesta época, a realeza europeia cultivar domínios coloniais além-mar, mas nenhum rei, até então, tinha sequer se disposto a visitá-los, quanto mais residir nestas terras e geri-las. Os brasileiros também foram surpreendidos com esta súbita decisão da Família Real, pois estavam adaptados a sua condição colonial servil.

    Em alguns momentos o leitor pode achar que está diante de figuras incrivelmente burlescas, mas este é um atributo típico de todos os governantes, inclusive de alguns estadistas mais recentes. Porém, se alguém acredita que só encontrará cenas repletas de humor nesta obra, está enganado. O reinado de D. João VI no Brasil, a partir da cidade do Rio de Janeiro, transcorreu em um momento fascinante da história brasileira, em meio às guerras de Napoleão, às revoltas de caráter republicano e ao trabalho escravo.

    Depois de dez anos de pesquisa jornalística, o autor conseguiu recuperar e narrar de forma compreensível a trajetória da corte de Portugal em território brasileiro, procurando inserir seus personagens no cenário mais preciso, depois de tantas histórias falseadas, e na exata performance que cumpriram naquele período.

    Laurentino Gomes situa toda a história no real enquadramento dos acontecimentos que se desenrolavam no nosso país, em Portugal, na França e na Inglaterra da época, tanto no plano político, quanto no sócio-econômico. Fica bem claro, também, que D. João VI foi o único rei da Europa a pisar em território americano em pelo menos quatro séculos, além de contribuir para converter a então colônia em uma nação autônoma.

  • O livro é muito bom, sim. Li e recomendo, mostra os fatos históricos de maneira simples. Sinto sim um pouco de inveja pelo sucesso do livro.

  • Tal livro apela para fatores já acentuados exaustivamente pela historiografia tradicional. O autor se utiliza de elementos factuais que ressaltam seu desconhecimento em principios básicos neste campo do conhecimento. Factóides exacerbados e fontes secundárias norteiam este trabalho. A historiografia não necessita de profissionais de outras áreas que denigram e comprometam seu trabalho com textos sem conteúdo e sem crédibilidade.
    Não estou sendo corporativista, porém cabe destacar que a análise da História do Brasil possui ótimos profissionais e não carece de free-lancers que se ocupam de banalizar e empobrecer este campo de atuação com trabalhos de baixo nível intelectual e de cunho meramente ficcional e mercadológico.

  • esse livro ensina muita historia

  • OOOOlaa, eu sou o Igor, meu nickname é macumba sarava…eu solto um peido e sai fubá!!! :) beijos do goooordo!!! agr eu fiquei feio igual o capeta, to tirando onda no inferno de lambreta!!!:) satanas e vc beijooooos do gordo

  • Olá meu nome é cááááá´´aáá´´aáá´´a´rlos eduardo demitrow e mai0s 0uma coisa caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrloooooooooooooooooooooos

  • oi eu so o reto do porco vomito muita merda

  • aiii meu deus como é bom ser vida lokaa!! satanaaas e vccc!!uhuull

  • como é bom ser vida loca

  • Gostei e recomendo!!! Doa a quem doer…essa é a história,percebo que ainda hoje muita coisa continua igual!!! As propinas(luvas,como chamam os portugueses)continuam à solta no governo… de monarquia à republica muitos comportamentos se repetem!! Parabéns ao autor,belo trabalho de pesquisa!

  • Estava entusiasmada antes de botar as mãos no livro, mas meu entusiasmo apagou-se logo que o autor mencionou a Wikipédia com fonte de pesquisa. Fique tão decepcionada que ainda não folheei o restante do livro.

  • Até o momento os que criticaram o ensaio não apresentaram os erros históricos do livro de Laurentino.

    Daí que os que criticam a obra caem num erro muito pior do que aquilo em que criticam o autor.

    É muito blá, blá, blá.

    Os que criticam os erros históricos autor para mim estão em total descrédito. Contudo minha opinião pode mudar, desde que apontem os erros históricos.

    No lugar desses ”críticos” ficaria com vergonha!

    Mostrem os erros históricos e deixem de blá, blá, blá!

  • Parece-me que os historiadores que aqui deixaram seus comentários, não perceberam que os não historiadores adoraram o livro. Algo para se pensar. A história é só para os estudiosos ou deve ser palatável a todos?

  • Críticas corretas em certos pontos, exageradas, burras e sectaristas em outros. Argumentarei em mais detalhes em breve.

  • Para experts, realmente o livro pode não trazer tanto interesse. Mas para quem (como eu) não dispensou o interesse devido e/ou não recebeu a devida orientação a respeito dessa fase histórica brasileira, creio que o livro ajuda bastante, sobretudo para extrair alguns mitos cultivados pela história contada nos bancos da escola (época que internet nem se cogitava).

    De modo, na medida em que o livro não apresenta erros históricos, ao revés, ao que parece referenciado (aliás a todo o parágrafo há crédito) considerei uma ótima ferramenta para quem não é expert no assunto e deseja senão conhecer um tema concebido com outra feição (muito mais heroica)

    Agora, o sucesso financeiro do autor isso – ao meu sentir – não merece as censuras veladas que vi no decorrer das publicações. O cara ganhou dinheiro vendendo livro…… sei lá…me cheira a dor de cotovelo..

    Mas enfim, DO LIVRO, para um iniciante, foi muito proveitoso.

    Juliano Maciel Abrão

  • Mal iniciei a leitura percebi a falta de rigor e pior o facciosismo do autor, que deveria apenas relatar factos e chega a raiar o xenofobismo com as suas opiniões. Se pensarmos que a maioria do povo brasileiro descende de portugueses e das suas miscigenações, soa até estranho.
    Desde criança que viajo e aprendi a respeitar e aceitar outras culturas.Penso até que é nessa diversidade que evoluímos, sem supremacia de povos e com todos os nossos defeitos.
    Por isso quando quero aprender história procuro livros de historiadores e referenciados pelos mesmos, assim como aprendi fotografia com fotógrafos, ou matemática em livros de matemáticos. É uma regra que tenho com a certeza que o meu tempo será bem empregue e o conhecimento adquirido mais sólido e rigoroso.

  • Mal iniciei a leitura percebi a falta de rigor e pior o facciosismo do autor, que deveria apenas relatar factos e chega a raiar o xenofobismo com as suas opiniões. Se pensarmos que a maioria do povo brasileiro descende de portugueses e das suas miscigenações, soa até estranho.
    Desde criança que viajo e aprendi a respeitar e aceitar outras culturas.Penso até que é nessa diversidade que evoluímos, sem supremacia de povos e com todos os nossos defeitos.
    Por isso quando quero aprender história procuro livros de historiadores e referenciados pelos mesmos, assim como aprendi fotografia com fotógrafos, ou matemática em livros de matemáticos. É uma regra que tenho com a certeza que o meu tempo será bem empregue e o conhecimento adquirido mais sólido e rigoroso.

  • Convoca-me o rigor, sempre indispensável no nosso destino colectivo. Exactamente em defesa do rigor, sustento que nenhum autor tem o direito de escrever sem o acautelar, pela meridiana razão de estar induzindo em erro os leitores que pretende informar e quiçá formar. Qualquer autor que despreze ou ignore o rigor presta um mau serviço à Sociedade.
    Como português, pouco me afecta quem não aprecie o meu país; cada um é livre de optar por quanto melhor lhe parece; mas já me afecta a distorção. Portugal tem quase novecentos anos de história. Para o bem e para o mal, reivindica quanto fez, errado ou certo. Ninguém pode reescrever a História.
    De memória, citando Brecht: Vocês, os que vieram depois, quando nos criticarem, não esqueçam os tempos escuros a que escaparam.
    Alente, Portugal.

  • Este jornalista deveria ser obrigado a devolver todo o dinheiro fruto de 3 livros injuriosos.Não ajuda ninguém, pelo contrário baralha e contribui para a ignorância.Distorce e opina sempre com injúrias. Se este senhor nao é afrodescente nem índio esteve nestes livros a escrever dos seus antepassados.Quem não tem respeito pela família tem por quem ?Comeu o vosso dinheiró… foi mais explorador do que o rei, já que grande ou pequena o Rei deixou um império. Cabe aos brasileiros corrigir os erros e fazer história. A coroa já deixou o Brasil há 200 anos e uma Revolução leva 10 anos a fazer.Mexam se, não critiquem.Venham aprender como se faz aqui em Portugal.Venham ver para nao falar mais besteira . Boa sorte!

  • Não me arrependi de ter lido “1808”. O livro é informativo e entretém.

    Entretanto, me deixou irritado em vários momentos, por afirmações simplistas, erros históricos, erros de português e outros. Vejamos:

    - Na página 8 (edição portuguesa da Leya), o autor diz que a França adotou o sistema decimal de pesos e medidas em 1790. Na página 35, diz que a adoção do sistema métrico decimal foi uma das realizações do governo de Napoleão (o que é verdade e ocorreu em 1799).

    - Na página 54, diz, erroneamente, que D. Henrique, o Navegador, era o príncipe-herdeiro do rei D. João I de Portugal.

    - Na página 72, diz que “1808 foi o primeiro ano em que a jovem marinha dos Estados Unidos começou a distribuir doses de vitamina C às suas tripulações”… Ora, segundo entendo, a vitamina C só foi descoberta mais de cem anos depois!

    - Na nota 7 do capítulo 2, na página 289, achou relevante e fidedigno mencionar que um áudio-livro afirma serem 300 mil os livros em que Napoleão é o assunto principal. Pergunto: quem contou?

    - A nota 1 do capítulo 5, à página 292, começa assim: “A descrição do tempo em Lisboa no dia da partida são do tenente da Marinha britânica…” (sublinhado meu).

  • Achei a crítica um pouco fraca. Na introdução o autor deixa bem claro que seu objetivo com o livro é difundir a história da vinda da família real ao Brasil, através de uma linguagem mais acessível ao público em geral. E esse objetivo foi alcançado completamente, tanto que ficou um bom período na lista dos mais vendidos. Isso só prova que as pessoas tem interesse em saber mais sobre a história do Brasil, só que devido à linguagem mais rebuscada de tal literatura não o fazem.
    O único ponto negativo do livro é que o autor lança informações sem contextualizá-las. Um exemplo são os diversos relatos de viajantes que comparam o que viam no Brasil com o que acontecia na Inglaterra. Só que o autor não deixou bem claro que a Inglaterra era uma das maiores potências econômicas da época e que a anos já iniciara um processo de investimentos na educação, cultura e artes. Já o Brasil fora até o momento um simples fornecedor de matérias primas para Portugal.
    Outro ponto um tanto negativo da obra é que parece que o autor procura sempre evidenciar o lado negativo das pessoas e dos processos que ocorreram na época. Isso fica bem claro no capítulo D. João, em que o autor inicia destacando os três principais medos do príncipe regente, inclusive contando situações constrangedoras que esses medos provocaram. Apenas depois ele diz o nome completo de D. João e o ano em que nasceu.
    Apesar disso o livro é muito bom. Pelo menos uma parte da população sabe algo sobre a nossa história. Devemos considerar que isso é muito melhor do que não saber nada, e espero que mais iniciativas como esta surjam, para que a história do nosso país seja conhecida e discutida pela população em geral, e não apenas nas salas de aula.

  • Curti bastante o texto :)

    Espero ter maturidade para fazer resenhas críticas assim um dia.

  • Acho que a leitura é valida.É possivel obter conhecimento descritos pelo autor a respeito de nossa historia de uma forma mais clara. Nao sou historiador, caso o fosse, poderia ter minhas discordancias quanto ao conteudo desta obra. A critica tem o seu valor ? Sim. ,. J Guimaraes Rosa foi alvo de criticas, mesmo assim nao o deixe de ler. rs

  • Concordo com você em parte, pois a obra é muito rica em informações mesmo sendo fruto de uma pesquisa bibliográfica. Todo acontecimento trás várias possibilidades historiográficas, respostas, explicações e visões que podem ser revistas seja por um jornalista, cientista, filósofo, sociólogo, etc. O passado não é um lugar exclusivo do historiador, pois se assim fosse não existiria em nossa História, várias personalidades que contribuíram para a escrita da História do Brasil e não possuem nenhuma formação em História.

  • Todas as vezes que leio alguma crítica de historiadores existe este viés de inveja, ciúmes justo por ele não ser um Historiadore e produziu uma obra fantástica que NENHUM historiados jamais fez.

    O Lívro do Laurentino é um apanhado de impressões de estrangeiros que por esta país passou naquele período e por isto possui um distanciamento DE EGO que a maioria dos historiadores colocam neste período de nossa história…. bem, em um fato o Laurentino demonstra muito bem: SOMOS O QUE SOMOS justamente por termos sidos colonizados por uma corte CORRUPTA E SUPERSTICIOSA que aqui chegou e CRIOU UM ESTADO DO NADA SOMENTE PARA SERVI LOS…. soa familiar????? ou seja, Dom João e sua corte corrupta chegou aqui fugindo DAS LUZES, DA NOVA ORDEM que varria a Europa, o mesmo ideário que construiu a América a França e muitos outros grandes povos e nações… veja o que nos tornamos com a “herança” desgraçada , corrupta e arcaica que herdamos…. esta ai! É fato, somos o que somos, temos as elites que temos e os historiadores que temos por isto, a família real portuguesa INFELIZMENTE para cá veio em 1808.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).