Sobre referências e mentiras: a classe média de R$ 291,00

jun 4, 2012 by     49 Comentários    Postado em: Artigos e Análises

Pequeno gigante
Um pequeno gigante ou um enorme anão?

Por Rodolfo Araújo
para o Acerto de Contas

Muitas vezes usamos certas palavras para fazer classificações subjetivas, comparando determinado objeto com padrões e gostos pessoais. Quando digo que fulana é bonita ou beltrano é alto, refiro-me aos meus padrões particulares de beleza e altura, respectivamente. Padrões estes que, em maior ou menor grau, sofrem influência do senso comum.

Estas classificações podem fazer alusão, também, a determinadas referências. Se eu digo, por exemplo, que fulana é mais bonita do que a Susan Boyle ou que beltrano é mais alto do que o Nelson Ned, nada de muito relevante foi dito.

Se você não souber que padrões eu estou utilizando, minhas comparações não servirão de muita coisa. De modo semelhante, se meus padrões forem muito baixos (ou muito altos), em relação àquilo que estou classificando, minha informação poderá ser igualmente irrelevante.

Esta breve introdução serve como base para explicar uma das maiores farsas do atual governo, cujas desastrosas consequências estão logo ali na esquina – e você só não está vendo porque tem se sentido seguro e confortável com os noticiários. Pois eu vou lhe dar uma péssima notícia.

Quase tudo o que temos lido nos jornais sobre a economia do país apoia-se sobre o espantoso crescimento da classe média brasileira.

Que ela é o maior sintoma da recuperação do país, que é reflexo de uma política econômica voltada aos menos favorecidos e que o seu consumo não deixará que o país embarque na crise mundial.

Os jornais só falam disso. Cada dia dão conta de mais empresas e mais investimentos indo atrás deste enorme contingente de consumidores e seu estrondoso potencial de compra. De TVs de LED a celulares último tipo,notebooks e tablets, toda sorte de quinquilharias começa a equipar as casas das Classes C, D e E.

Tudo parece lindo. Só que não.

No excelente Not Exactly: In Praise of Vagueness, (Oxford University Press, New York, 2010), Kees van Deemter explica que “quando eu digo que X é grande, estou dizendo que X está acima do meu limite de grande. Se você sabe algo sobre o meu limite, isso dirá algo sobre X; mas se você sabe algo sobre X, então isso dirá algo sobre o meu limite”1.

Um exemplo idiota seria dizer que eu acho que todo mundo acima de 99 centímetros é alto. Isto provavelmente classificaria mais de 95% da população adulta como alto – embora este não fosse o caso, definitivamente. Ninguém precisaria se espantar com isso, no entanto, porque a minha definição seria algo pessoal que, logicamente, não mudaria a opinião de ninguém.

Mas e se eu fosse um legislador com o poder de dizer, arbitrariamente, que medida deveria ser considerada como limite para que uma pessoa tivesse o status de alta? E que isso, de alguma forma, tivesse algum impacto em uma política pública?


Eu sou riiiicaaaaaaa

Pois o que o governo fez com a definição de classe média é exatamente a mesma coisa. Na semana passada, a Secretaria de Assuntos Estratégicos redefiniu os parâmetros para classificar a classe média.

Antes de prosseguir aviso-lhe, desde já, que se você não for um catador de papel, então você está na mesma classe social do Eike Batista. E, provavelmente, do seu porteiro.

No fantástico2 Porque conceituar a classe média (sic), a SAE estipula que pertence à classe média quem tiver renda entre R$ 291,00 e R$ 1.019,00. Para que você não ache que eu me enganei nos números, escreverei por extenso: entre Duzentos e Noventa e Um Reais e Um Mil e Dezenove Reais.

Isto engloba 54% da população brasileira. Isto engloba o mendigo que pede esmola no sinal na esquina da minha rua, porque se ele ganhar R$ 10,00 por dia, pode ter uma folga no mês e ainda será classe média.

É esta classe média – leia-se: de mendigos – que sustentará a pujante economia deste país durante uma grave recessão mundial? É esta classe média que deve encher-nos de orgulho por ter uma sociedade (teoricamente) mais justa? Estes valores indicam melhor distribuição de renda?

Claro que não. Mas com estes valores o governo diz que seus resultados são espetaculares. Com estes números o governo diz que nunca antes na história deste país a classe média cresceu tanto. Com estes valores, este governo vai se reeleger.

Porque para este governo, até a mentira é uma questão de referência.

_____________________
1. (…) by saying that X is large, I am saying that X is above my threshold for largeness: X > threshold. If you knew my threshold, this tells you something about X, but if you knew X, then it tells you something about my threshold – p 123.

2. Fantástico no sentido de ser algo criado pela imaginação, não por ser extraordinário.

49 Comentários + Add Comentário

  • “Estamos muito, mas MUITO, longe de um padrão aceitável de vida, tanto para quem Dilma considera de classe média, quanto pra quem ela considera rico. Experimente ganhar 3 mil reais (riquíssimo para os padrões do governo Lula/Dilma) e ter que colocar um filho em escola particular de qualidade, de idiomas, viver numa casa confortável, ter um carro, ter momentos de lazer… Não, simplesmente não dá.”

    http://www.tsavkko.com.br/2012/05/brasil-o-pais-da-classe-media-de-300.html

  • kkkkkk.. todo dia é uma piada novo desse (des)governo!

    • Um (des)governo com aprovação popular.

      Será verdade?

      • Aprovação popular tinha Julio Cesar, Hitler, Chavez, Lula, Kennedy..

        Aprovação popular vem em governos bons ou ruins.. nada a ver.

        Decisões ou medidas idiotas como esta.. continuam sendo idiotas.

        • Antônio.

          Complementando nosso amigo PG:

          ACM, Brizola, Maluf, Collor, Tiririca, Sarney, etc… foram todos eleitos com aprovação popular, isso quer dizer algo, meu nobre?

          Que argumento tacanho este seu (para não dizer ridículo)!

          Ainda dizem que o Brasil tem jeito….

      • ALFiel, não é porque você se contenta em viver num país que é a 6° economia do mundo mas ocupa a 84°posição no ranking do IDH que devemos nos contentar,também!!!

      • enquanto o favelado tiver emprego, o governo é bom

  • Rodolfo, a classificação da SAE é, sem dúvidas, ridícula. No entanto, a sua citação dessa definição está incompleta. Segundo a SAE, pertence à classe média quem tiver renda per capita entre R$ 291,00 e R$ 1.019,00.

    Esse “per capita” faz muita diferença, principalmente se a SAE estiver trabalhando com o “modelo padrão de família”: casal com dois filhos. Ou seja, seria de classe média as famílias com renda total entre R$ 1.164,00 e R$ 4.076,00; Claro que esses valores ainda são baixos. Na minha (irrelevante) definição, na melhor das hipóteses dever-se-ia considerar o dobro desse limite.

    De qualquer forma, por mais absurdo que possa parecer, é essa “classe média” que está fazendo a diferença no desempenho econômico do Brasil, sim, pois era um grupo que estava alijado de qualquer consumo, e atualmente passou a consumir alguma coisa. Por menor que seja essa alguma coisa, Mais de 100 milhões de pessoas consumido o mínimo que seja termina resultando em um consumo apreciável.

    De qualquer forma, para o Banco Mundial, a linha de pobreza situa-se em 1,25 dólares ao dia, ou R$ 2,50 ao dia, ou ainda, R$ 75,00 por mês.

    A título de comparação, o governo dos Estados Unidos considera a linha de pobreza como sendo de US$ 22.123,00 por ano, para uma “família padrão”. Ou seja, quase R$ 3.700,00 por mês.

    • Essa classe média só vai proporcionar um crescimento de mentirinha, um vôo de galinha…

      • Mais vôo de galinha na nossa história! A turma não aprende!

    • Márcio, vou complementar e comentar seu comentário porque me parece alguém querendo opinar com mais seriedade sobre o assunto.

      Sempre me senti incomodada com o fato de ser classificada pelo IBGE como classe alta ou A, como se pertencesse ao mesmo grupo seleto dos bilionários brasileiros. Acho esse tipo de classificação totalmente inadequada para o nosso país. Mas também reconheço que classificar a realidade socioeconômica dos brasileiros não é tarefa fácil. Por exemplo, no Brasil, não é difícil encontrarmos juízes, promotores, auditores fiscais, etc com patrimônios no valor de mais de um milhão de reais. Como classificar estes cidadãos? Assalariados ou milionários? Ainda que sejam excelentes salários, são salários e não renda. Neste caso, temos que admitir que aliar renda e patrimônio sempre foi uma estratégia de enganação?

      Quanto ao que foi dito pela SAE, acho bom considerarmos tudo o que está apresentado lá. Em primeiro lugar, não foi exatamente o “governo” quem criou esse novo parâmetro, mas um grupo técnico formado por gente da FGV, Data Popular, International Center for Inclusive Growth, e órgãos do governo como IPEA, Ministério da Fazenda, UFRJ, Ministério do Desenvolvimento social e IBGE. Este grupo seguiu recomendações de uma tal comissão de avaliação composta por outro tanto de instituições diferentes das que compunham o grupo técnico. Mas o mais importante disso tudo é observar o objetivo da coisa: que é criar banco de dados que orientem as políticas sociais que serão desenvolvidas para que esta frágil “classe média” não retorne aos patamares inferiores de renda. Ou seja, a SAE reconhece que esta é uma classe diferenciada, que não é miserável, mas também não é média e que precisa ser monitorada para que se mantenha nos níveis atuais ou que siga crescendo. O objetivo da coisa não é dizer que agora somos um país de classe média, embora saibamos muito bem que este será um discurso utilizado pelo governo em propagandas e, principalmente, em campanhas políticas, o que é uma lástima.

      Eu nunca ouvi falar em outras classificações ou estratificações que não utilizassem apenas três classes: baixa, média ou alta. Talvez o problema seja que nunca nossos economistas optaram por mudar essa classificação, posto que ela é padrão mundial. Honestamente falando, nunca a classe média brasileira poderia ser comparada às classes médias europeias ou estadunidenses (em hipótese alguma), mas sempre aceitamos a existência de classe média no Brasil e sempre aceitamos fazer parte dela, talvez até para nos diferenciarmos dos pobres né?

      Só para dar um exemplo da complicação que é a realidade brasileira, vou citar um caso de uma empregada doméstica que mora com o marido e duas filhas. Todos trabalham na casa, uma das filhas comprou um apartamento novo e colocou para aluguel, uma das filhas tem curso superior e recentemente fizeram plano de saúde privado. Qual a classe dessa família?

      Infelizmente não estamos acostumados a trabalhar com seriedade e, muitas vezes, estudos importantes são muito mal utilizados pelos governos. E nós, cidadãos não economistas ficamos muito incomodados com as padronizações. Óbvio que ninguém aceita que uma renda per capita de R$ 291,00 seja classificada como uma renda média, mas ela pode de fato ser a média de renda da população brasileira. Talvez o problema seja a transposição pura simples de verdades estatísticas para realidades econômicas e sociais.

      • Obrigado, Arthemísia. Impressionante não ter um debate sério, ou minimamente objetivo, sobre esse assunto. Fica essa indignaçãozinha difusa de gente que paga três salários mínimos só de faculdade, decide se e quando quer trabalhar na vida e ainda quer ser chamado de classe média. E nem pra refletir sobre o que esses números significam sobre onde está a população brasileira. No site da Economist, que esta semana deu uma cutucada nos funças brasileiros, tem uns praguejando que são classe trabalhadora com seus salários de 15 paus por mês porque fizeram uma prova aí uns anos atrás e estudaram muito na vida.

        Felizmente, temos um governo que entendeu que dar satisfação pra essa gente é inútil. E decidiu governar pra verdadeira classe média brasileira – os motoristas, caixas de banco, entregadores de pizza e agricultores que essa gente vem encher a boca pra chamar de pobre.

    • Márcio, olhei o critério da SAE e é isso mesmo, a definição é per capita e eles avaliaram com base na média de cada classe. Segundo o estudo deles:
      • classe E – média de 5 membros; >> Renda familiar até R$ 406,24
      • classe D – média de 5,3 membros; >> Renda familiar até R$ 848,96
      • classe C2 – média de 4,6 membros; >> Renda familiar até R$ 1.331,51
      —————————————- Classe média —————————————————
      • classe C1 – média de 4,3 membros; >> Renda familiar até R$ 1.875,48
      • classe B2 – média de 3,6 membros; >> Renda familiar até R$ 2.316,64
      • classe B1 – média de 3,5 membros; >> Renda familiar até R$ 3.571,48
      —————————————— Classe alta —————————————————-
      • classe A2 – média de 3,2 membros; >> Renda familiar até R$ 8.015,01
      • classe A1 – média de 2,9 membros; >> Renda familiar até a do Eike Batista kkkkkkkk

      Esse infográfico mostra bem a separação das classes.

  • Faltou complementar apenas, que a linha de pobreza dos EUA significa uma renda per capita de R$ 925,00 por mês. Mas lá eles também definem a linha de pobreza para quem mora sozinho, e é mais ou menos a metade (em termos absolutos ou o dobro em termos relativos) da linha de pobreza da família padrão de 4 pessoas, sendo 2 adultos e 2 crianças.

  • Quando eu vejo essas palhaçadas desse governo nem levo mais a sério.

    É tanta piada com a cara do povo que não dá nem pra ficar se irritando com isso.

    Toda essa mentirada tem o objetivo de enganar o povão e fazê-lo crer que vive numa potência de primeiro mundo.

    Esse governo malandro, pilantra, sem vergonha e mau caráter quer que o povo pense que está rico pra poder ir no shopping e torrar a miséria que ganha deixando os empresários ainda mais ricos. Esse governo é o mais manipulador, enganador, mentiroso e embusteiro da história.

    E o povo ainda dá 90 % de aprovação a esse circo.

    ACORDA, POVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • Lá vem as agressões.

      O povo já acordou e está se sentido feliz. Os que se acham infeliz, procurem aproveitar um dos melhores
      momentos do Brasil.

      O resultado nas pesquisas é o reflexo da opinião da população. Não tem nada de circo.

      • ALF, sabia que, se você ganha mais de R$ 2.480,00 por mês, o seu governo te considera um ricaço?

        Sabia que eu não inventei nada disso? Sabia que a definição da SAE para “alta classe alta” é essa mesmo?

        Diga-me, consegue sobreviver pagando escola pro filho, plano de saúde, alimentação, manter um veículo, aluguel/prestação do imóvel, vestuário comum do cotidiano (sem ser “de grife”), alguma diversão de vez em quando – FORA OS TRIBUTOS INTERMINÁVEIS -, com apenas R$ 2.480,00 por mês sem estourar cartão nem cheque especial?

        E aí, desafio aceito?

    • Viva ao PT, o partido que mudou a história do país. Não adianta reclamar, a situação só não melhorou para os incompetentes.

      • Comentário que não acrescenta em nada ao tema. Mero slogan de militante.

  • Dizer que uma família de 4 membros, vivendo com 1.164 dilmas é classe média é muita cara de pau desse governo. Além do mais, agora por essa classificação, posso me considerar realmente um magnata e me sentir membro da high society.

    E o pior é que a massa tá acreditando e danando-se a fazer dívidas.

  • A definição é ridícula mesmo.

    Mas NADA tem a ver com os resultados obtidos entre 2003 e 2012.

    Por um simples motivo: só foi adotada agora.

    • Mas Martins, 2012 pra frente não parece ter um bom prognóstico econômico nem no Brasil nem no mundo.

      Adotar isso agora é bem oportuno, não acha?

      • Vamos ficar atentos, portanto.

  • Aê, galera, ganho mil reau agora eu sô da crasse de aike batista.

    Vo ali comprá meu jatinho, minha ferrari e minha mansao na zuropa.

  • A vida toda Classe Média foram as famílias com renda de 8 a 10 salários-mínimos. Isto era cidado frequentemente pela imprensa. Abaixo disto era classe C – com nada de média no nome. A referencia foi sendo orquestradamente deixada de lado visando criar esta fantasia do PT e o que mais me preocupa é a conivencia da imprensa.

  • A vida toda Classe Média foram as famílias com renda de 8 a 10 salários-mínimos. Isto era citado frequentemente pela imprensa. Abaixo disto era classe C – com nada de média no nome. A referencia foi sendo orquestradamente deixada de lado visando criar esta fantasia do PT e o que mais me preocupa é a conivencia da imprensa.

    • Daniel, lembrando que um salário mínimo em 1994, por exemplo, equivalia a cerca de US$ 65,00 e durante muitos anos a grande briga foi a de obter um salário mínimo acima dos US$ 100,00. Hoje o salário mínimo está em torno de US$ 300,00.

      Pelo seu raciocínio, seria o mesmo que dizer que hoje classe média é quem ganha entre cerca de 570 a 650 dólares, ou cerca de 1.200 a 1.300 reais. Se você considerar isso como renda familiar, dá mais ou menos o que o governo está colocando agora como sendo o início da classe média. Vai ver o governo está utilizando essa sua linha de raciocínio – só que não atrelando ao número de salários mínimos, e sim ao valor do dólar.

      • Márcio, o problema é que, por essa classificação da SAE, um casal sem filhos que viva com um salário mínimo mensal já é “classe média”.

        Isso não existe, né?

        Ou então, a classificação foi divulgada de forma errada.

      • Marco, os 100 dólares daquela época é o mesmo que os 300 dólares atuais?

      • Não, prezado Márcio. Pelo meu raciocínio classe média é quem ganha em torno de 6.200,00. Não fiz nenhuma referência ao salário-mínimo de 100 dólares.

  • No Brasil, todo mundo agora é classe média. A questão é : qual o tipo de classe média.

    Um Eike Batista pertende a classe média, vip golden fodex express.

    Um jogador de futebol a classe média, top golden

    Um professor universitário, classe média se fudex

    Um profissional da saúde, classe média se arrombex

    O mendigo da esquina, classe média grand pedindex.

    E o governo botando com cerol no …… do povo, eternamente composto por oligóides!!!

    • Bastante criativo o texto de cima.

      Mostra bem a visão que ele tem do seu pais.

      Este faz parte dos insatisfeitos que nada serve para ele.

      Impera o pessimismo.

      • Minha visão é a seguinte :

        Brasil 84° no ranking do IDH.com 0,718.

        Pernambuco IDH de 0,718, só na frente de Alagoas, Piauí e Maranhão.

        • É isso aí Alexsandro.

          E ninguém respondeu ainda:

          O ricaço da alta classe alta (sic) consegue sobreviver pagando escola pro filho, plano de saúde, alimentação, manter um veículo, aluguel/prestação do imóvel, vestuário comum do cotidiano (sem ser “de grife”), alguma diversão de vez em quando – FORA OS TRIBUTOS INTERMINÁVEIS -, com apenas R$ 2.480,00 por mês sem estourar cartão nem cheque especial?

          E aí, desafio aceito?

  • Fazer a patuleia achar que faz parte da classe média é uma forma de manter aquecida a economia e sustentar o crédito. Bom para os fabricantes de produtos ditos duráveis que continuam a produzir e vender, e melhor ainda para os bancos que lucram bastante com os juros obscenos das compras parceladas.

    Ruim para o assalariado que está sempre atolado em dívidas, muitas das vezes sem conseguir honrá-las, fato que acaba prejudicando os bons pagadores, pois a inadimplência entra no cálculo do crédito mais caro.

  • Quando eu li essa notícia a primeira vez, eu ri demais. Apenas o melhor governo. HAHAHAHAHA. Que piada.

  • Não é possível, essa classificação é puro DEBOCHE com a cara do povo.

    Divulgar uma PALHAÇADA dessas deveria ser considerado crime, se essa birosca fosse um país minimamente sério. Essa classificação é ultrajante, praticamente um desaforo.

    Mas estamos no Brasil e o governo adora enganar o povo com números mentirosos. E o povo parece que acha bonito.

    Quer dizer que se eu ganhar míseros R$ 6 mil mensais eu estou no mesmo nível sócio-econômico de Eike Batista??????

    Isso é uma brincadeira de péssimo gosto do governo.

    Viver com R$ 10 mil numa cidade como São Paulo já é difícil, eu fico imaginando o cara ter que se virar com R$ 4 mil e ainda ser chamado de classe alta pelo governo.

    É muita cara de pau dessas “autoridades”. Já não bastasse o cara se acabar de trabalhar, ganhar pouco, pagar metade do ano de imposto e o governo acha pouco o massacre diário com o cidadão e ainda tira onda da cara do povo dizendo que todo mundo agora é classe média.

    É capaz de muita gente achar que Eike Batista ganha R$ 3 mil por mês. É esse mesmo povo que dá audiência a novela, futebol, BBB e dá 90% de aprovação a político malandro e é por isso que esses mesmos políticos pintam e bordam nesse país. Com uma população ajumentada dessas, dá pra deitar e rolar e ainda se dar bem.

    Manipulando descaradamente os números desse jeito que o governo faz fica fácil colocar 100 milhões de pessoas na classe média. O governo inventa o que quiser e transforma o Brasil numa verdadeira ilha da fantasia. Dá até pra dizer que o brasileiro já é o povo mais rico do planeta. E o que é mais impressionante é o povo acreditar nisso e sair correndo pra gastar o pouco que tem achando que tá rico. Por isso que o nível de endividamento e calote tá nas alturas.

    • Perfeito, Diogo!

  • Ou seja, qualquer estudante de mestrado ou doutorado é classe alta. Agora com esse aumento da bolsa então, ninguém segura.

    Só rindo mesmo da situação.

  • Agora faz sentido o slogan do governo “País rico é país sem pobreza”…

  • Essa classificação é PIADA né??

    Só pode !!

    • Antes fosse PG. Isso é uma grande jogada! Infelizmente o povo brasileiro, na sua maioria, não tem conhecimento… fica complicado combater com esse governo de esquerda… não pelo trabalho realizado… mas sim pela manipulação da massa!

      Por exemplo o Orçamento Participativo da PCR… quer maior controle da massa do que esse programa?
      Em números… o OP funcionou para o Recife da maneira correta?

      Eu ainda tento entender como os defensores da frente popular (os que não tem cargos) conseguem concordar com essa farsa!

  • Nada a ver com piadas ou a moral da população assalariada, tudo a ver com o escalonamento das faixas de imposto de renda do país.

  • É isso aí, nem acredito que to no mesmo nível do Eike….poxa….to emocionado
    Só falta mudar os parametros para dizer que o Brasil é primeiro mundo.

  • Impressionante o quanto de bobagem indignada se fala sobre o assunto.

    O critério da SAE é absurdo se usarmos a definição sociológica comum de classe média,ou seja, aqueles que não são proletários nem burgueses – pra usar o velho esquematismo marxista, só pra simplificar.

    Só que, e é interessante como ninguém parece prestar atenção nisso, essa classe média no Brasil é tão pequena que acaba sendo de pouca valia se o objetivo é servir de referência para as políticas públicas. Mesmo nas definições mais amplas defendidas nesta caixa de comentários, a “classe média real” não chega nem a 20% da população brasileira. Tem uma análise lúcida desse fenômeno aqui: http://sambadoaviao.blogspot.com.br/2012/06/o-tamanho-do-fosso.html

    O que a SAE fez, afinal, foi pensar em classe média em termo aritméticos mesmo. Assim, a classe média da SAE é aquela que se aproxima da média de renda no Brasil. Me parece bastante legítimo que seja o foco e a prioridade das políticas públicas.

    O que eu acho engraçado é que do jeito que a galera fala, parece embuste de marqueteiros petistas – enquanto na real essas definições foram pensadas pela equipe do Ricardo Paes de Barros, um cientista social respeitadíssimo, e por gente muito crítica do governo, como o Mansueto Almeida, do IPEA:

    http://mansueto.wordpress.com/2012/01/31/meritocracia-ricardo-paes-de-barros-pb/

    • É embuste.

      E é isso que Rodolfo alerta no texto.

      Ele simplesmente aponta que com a canetada se muda o entendimento de algo.
      Que é tudo uma questão de referencial.

      Classe média no entendimento clássico é aquela classe que consegue um padrão de vida MÉDIO E DIGNO.

      Não é porque a massa é pobre que se pode convencionar a mudança do conceito de classe média.

    • Obrigado, Diogo. É impressionante que mesmo nossa “elite pensante” se recuse a pensar para além dos próprios preconceitos. E todo mundo – esses nossos 10% mais ricos da população – indignadinho de o governo dizer pra eles Não, vocês não são a média: são os 10% mais ricos da população.

      E o sujeito ainda vem com toda uma teoria dizendo que basta dizer que todo mundo que é maior que o Nelson Ned é alto pra todo mundo ser alto. Exatamente, amigão. Acontece que você vive num país de Nelsons Neds. E fica aí, com seu metro e oitenta, tentando se convencer que a média mesmo é essa porque é assim que seus amigos são, uai, e o governo deveria considerar vocês a média, e alto só quem tem mais de dois metros. Só pra vocês não terem crise de consciência.

      Agora, que o trabalho da SAE podia ter tido melhor comunicação, podia. O texto é ruim e confuso. Nas mãos dos nossos excelentes jornalistas, só piorou.

  • “Os dados mostraram que no período de 2001 a 2009, houve uma migração considerável de pessoas da classe baixa para a classe média, o que comprovou a efetividade das políticas públicas voltadas para as classes mais baixas. Durante esse recorte do tempo, a classe baixa brasileira passou de 28% para 15%.”

    Que políticas públicas? Aumento do salário mínimo? Geração de empregos para o pessoal de baixa renda? Os auxílios-esmola do governo federal? Alguém poderia explicar? Acho que estou viajando…

    Fonte: http://www.sae.gov.br/site/?p=12069

  • [...] vem de dentro das próprias classes C e D (que segundo os números mágicos do Governo Federal, são cidadãos de classe média todos aqueles que têm renda per capta acima de míseros 291 Dilmas) como é que fica esse negócio aí de ostentação diante da [...]

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).