A dura vida do pedestre nas privatizadas calçadas do Recife

jun 9, 2012 by     54 Comentários    Postado em: Atualidades

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Rua José Aderval Chaves, Boa Viagem

Desde que me mudei para a Boa Vista, retomei minha vida de pedestre. Sair de Boa Viagem para perto do Centro da Cidade melhorou sensivelmente minha qualidade de vida.

Hoje passo menos da metade do tempo de antes dentro de um carro, e parte dos meus deslocamentos faço a pé, seja indo ao Centro, à Ilha do Leite ou ao Bairro do Recife.

E desde então comecei a perceber a completa falta de respeito com o pedestre em Recife.

É o tipo de coisa: sabemos que existe, mas vivendo o fato a revolta é maior.

A cultura anti-pedestre em Recife é absurda. Isso vai desde a completa falta de compromisso do setor público com a infraestrutura até a arrogância dos proprietários de automóveis.

Tudo isso passando pela absoluta desordem urbana.

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Av. Domingos Ferreira, proximo ao Clinical Center do Pina

No caso do Poder Público, a ir(responsabilidade) com os passeios públicos/calçadas.

Sob a lógica de que isso é responsabilidade dos donos de imóveis, vários prefeitos passaram e nada foi feito. No Rio de Janeiro o então Prefeito Cesar Maia, em sua primeira gestão, chamou para si o problema e resolveu.

Isso precisa ser de responsabilidade da gestão, até porque é preciso uniformidade nas calçadas. Não pode ser cada uma feita a gosto do proprietário, até porque é o público que passa por ela.

Já no caso da obstrução dos passeios, aí a festa é completa.

Donos de automóveis, camelôs, estabelecimentos comerciais, construtoras, todo mundo acha que a calçada é seu espaço. A privatização das calçadas não tem classe social. A bagunça é geral. Como o ordenamento e a fiscalização não existem, a anarquia é completa, e cada um se acha dono do espaço.

Durante alguns dias tirei algumas fotos, recebi algumas de leitores e também coletei algumas no Facebook (a maioria no grupo Tá Errado, Recife), apenas para mostrar o desrespeito completo ao cidadão.

Se o parâmetro respeito ao pedestre e qualidade das calçadas for parâmetro para avaliar a vida na cidade, estamos muito mal.

E olhe que nem falei em acessibilidade para portadores de necessidades especiais.

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Parnamirim (enviada por Katia Betmann)

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Av. Domingos Ferreira

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Iputinga

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Camelôs viram donos das calçadas

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Rua Henrique Capitulino, esquina com a Av. Boa Viagem

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Rua Dr. João Asfora, Ilha do leite

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Em frente ao Sport, agência de veículos privatiza a rua

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Rua Mamede Simões, por trás da Assembleia Legislativa

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Rua Tomé Gibson, quase esquina com a Domings Ferreira- Pina

54 Comentários + Add Comentário

  • ali na rua do principe é fogo, todos os dias milhares de estudantes volta da catolica, além de trabalhadores que trabalham ali no comercio a redondeza. já torci meu pé duas vezes por conta dos buraco de lá. absurdo.

  • Dircon e sua bela gestão.
    Fiscalizam tuuuuuudo, os garotos!!!

  • Eu trabalho no bairro dos Aflitos e acho complicado andar pelas calçadas principalmente porque sempre tem uma “cagada” dos cachorros das madames que residem por ali. Além de outras fatores, como mau estado da calçada, esgoto vazando, etc..

  • Tenho vergonha do meu Estado; tenho vergonha de minha cidade. Nosso povo tem vocação pra boi. É todo mundo num cercado mugindo e caminhando para o matadouro, e só! Ação que é bom, nada! É gente castrada, sem forças para reagir, é o cidadão-boi. Os administradores prometem muito e não cumprem nada e fica tudo por isso mesmo.

    • Mary, Seu desabafo procede.
      Infelizmente, há falta de visão dos nossos administradores públicos.
      Há uns oito anos, publiquei no Diário um artigo intitulado “Recife: O Lugar onde Tudo Pode”.
      Houve ligeiras melhoras, mas no geral, tudo como antes.
      Um abraço, Jacques.

    • Mary, acho seu comentário uma afronta aos bois. Os bois têm uma noção de que vão se fuder, quando estão indo pro abate. O povo recifense não. Se fode diariamente e ainda se prostra e fica de quatro diante de seus abatedores, especialmente daqueles que dizem estar salvando recife do sudeste malvado ou que Recife é a cidade que mais cresce na via láctea. Duvido que um boi, indo pro abate, se prostraria ou ficaria de quatro se seu abatedor dissesse que os bois estão crescendo, estão felizes, que os bois da fazenda são os mais bens tratados da via láctea e que a fazenda estava crescendo economicamente.

  • O princípio disto tudo começa na educação do cidadão. Quando isso não existe, não tem fiscalização, nem multa, que resolva o problema. É preciso que haja consciência, antes de tudo.

    O brasileiro por si só, já é um exemplo nato de falta de respeito para com o próximo.

  • Muito bom o post. Essa historia de falar que a calçada é responsabilidade do dono do imóvel não procede, mas isto tudo é o retrato da falta de educação de boa parte dos moradores.

    • A manutenção da calçada é sim, de acordo com lei municipal, responsabilidade do dono do imóvel em frente.

    • Pois é, a lei municipal determina que o proprietario cuide da calçada. So

    • So que essa lei esta mt errada. Seria mt mais correto o poder publico exercer essas obras, ate pq calçadas, como diz o post, precisam ser harmonicas e atender a padroes de construcao, como distancia, acessibilidade, etc. E economicamente tb é preferivel q uma so pessoa compre os mesmos materiais e faça a obra e a manutencao, inclusive qt a questao de arvores.

      Fora isso, td se diz q é questao de educacao, mas o post mostra fotos de bairros nobres da cidade, de pessoas q nao cuidam das calçadas. Sera q esse pessoal q mora na av. boa viagem nao tem educacao? claro q tem. Problema é essa mentalidade de casa grande q ainda existe. Quem anda a pe é povao, q nao merece luxo mesmo.

      • Martins,

        Mas se o proprietário aumenta a sua construção, invadindo a calçada em frente ao seu imóvel, aí a Prefeitura tem a obrigação de intervir sim, inclusive multá-lo e, se necessário for, derrubar aquela parte do imóvel que está invadindo o espaço público, pois o invasor da calçada está desrespeitando em primeiro lugar as leis que regulamentam a construção de imóveis na cidade e que estabelecem limites à construção, como área construída, recuo etc.

        E é atribuição da DIRCON essa fiscalização…

        • Andarilho,
          É exatamente assim como você descreveu. A prefeitura faz a autuação e caso ele nao reverta a infração em tempo hábil é gerado um auto de infração, a multa. E a prefeitura que vai lá demolir a cosntrução no logradouro. O imenso problema é a velocidade que esses processos tramitam. Entre a autuação e a demolição da construção no passeio podem levar anos.

      • Quem bota o carro na calçada, independente do bairro ser rico, tem sim falhas de educação. Infelizmente educação formal e bons ambientes não garantem que muitas dessas pessoas passem por cima de regras básicas de como conviver em sociedade.

  • O problema é que Recife é uma cidade “pensada” (se é que alguém pensa nessa merda) pra quem tem carro.

    Quem não tem carro aqui, mesmo que seja por pura opção como o caso de Pierre, termina se fudendo.

    É como se Recife fosse um inferno e o pedestre tivesse que pagar pelo “pecado” de não ter um carro. Assim, o prefeito, na condição de demônio-mor, deixa a cidade bem esculhambada para que o pedestre se lasque o máximo possível. Talvez depois de algumas fraturas de tornozelo ou de joelho, o pedestre aprende a lição e compra um carro.

    Recife está simplesmente cada dia mais terrível de se ter uma vida minimamente agradável. Cada dia que passa isso aqui consegue piorar ainda mais e ficar mais insuportável. É o verdadeiro inferno na terra, graças também às “queridas” construtoras que mandam na prefeitura e ajudam a piorar ainda mais a já debilitada qualidade de vida da cidade construindo selvas de pedra.

    • Discordo da afirmação de que Recife é uma cidade pensada para os carros. Brasília é assim, Recife não é pensada para nada, é a quintessência da irracionalidade pública e todos pagam por isso, pedestres e motoristas, cada qual com sua conta.

    • Não é bem assim. Eu não tenho carro, mas nem por isso concordo que Recife beneficia os carros. Quem tem carro também sofre. Seja pelas buraqueiras, trânsito infernal, flanelinhas-assaltantes, chuvas que alagam as ruas, entre outros.. Tá todo mundo na mesma merda.

    • Recife é uma sucessão de erros administrativos. Tanto que as obras cujos gestores atuais enchem a boca para dizer que estão fazendo já deveriam estar prontas há 30 anos.

  • Ali do lado do GGE na Abdias praticamente não tem calçada. Só, literalmente, um meio fio. Ali só passa se andar na rua mesmo, porque não tem como se equiligrar em 10 cm te calçada. Não é exagero, é isso mesmo.

  • Apenas um reflexo da Casa grande e senzala. Infelizmente é isso, não desvencilhou-se desse pensamento retrógrado. Quem tem menos dinheiro (apto, carro) vale menos e ponto final. Uma grande maioria endinheirada está se enclausurando em edifícios e carros e fica completamente alienada no que se passa na cidade, da calçada à prefeitura. E ainda por cima, a falta de educação é generalizada.

    O que prejudica e impede o desenvolvimento social do Recife é o próprio recifense.

  • Faltou apenas uma foto do calçadão de Boa VIagem no “fim de festa”, já a partir das 14 horas, que fica uma imundice só,

  • Compartilho da mesma revolta. Também ando muito pela cidade e a falta de respeito é muito grande! As calçadas já não são largas, são esburacadas e como se não bastasse colocam muitos obstáculos no meio (de camelô a entulho). Tem rua que calçada já virou sinônimo de estacionamento.

  • Recife tá uma verdadeira zona.

  • Como alguém já disse, é questão de educação mesmo. De cultura.
    Nossa cidade é suja e desorganizada e o povo faz questão de mantê-la assim.
    Vi uma entrevista onde o gari disse que varria 7 vezes a mesma rua no centrão e ao terminar, já estava suja.

    E para ilustrar que, como o Pierre disse, não tem classe social, cito um evento que participei como palestrante em uma empresa de refrigerantes. Creio que a maior do mundo.
    O evento foi voltado para gestores, líderes de setor e pessoal envolvido em projetos.
    Ao terminar as palestras, observei que a sala estava totalmente suja. Tomada por latinhas de refrigerante, guardanapos e outras coisas pelo chão. Também observei que haviam 3 cestos de lixo na sala, próximos ao local onde estava a mesa do lanche.
    Então fiquei imaginando comigo, como deve ser difícil e criterioso passar numa seleção para aquela empresa. Quão capacitada a pessoa deveria ser, para assumir uma chefia naquela indústria. Quantos testes, provas e entrevistas a pessoa não passou até ser efetivada. Quão atrativo não deve ser o salário.
    Mas em nenhum momento, alguém perguntou: vc tem educação? vc joga lixo no chão de sua casa?
    Ali, no caso, teria alguém da limpeza para fazer o serviço.

    Então, trazendo para a realidade da coletividade, das ruas, da cidade … Melhor deixa pra lá.

    • Boa ilustração! Sequer a educação doméstica é valorizada. E dai para os abusos é um pulo. Tenho pena, porque sei que existem muitas, daquelas pessoas educadas que tentam mostrar esses problemas às pessoas que tem esse mau comportamento.

      Tai um problema que deveria ser combatido a nível estadual. Com campanhas e/ou multas: A educação doméstica como valor básico para desenvolvimento humano no estado.

    • É a educação colonialista. Ele joga no chão porque sempre deve ter um “colonizado” para limpar.

  • Trata-se a privatização e abandono das calçadas por parte do poder público no Recife de um absurdo inominável. A calçada é o primeiro degrau da cidadania urbana. Se ela não for respeitada, não se pode esperar respeito por mais nada.

  • Desrespeito não apenas aos pedestres, mas a qualquer forma de vida não-motorizada. Experimente subir numa bicicleta e sair pelas ruas de Recife pra ver o que te acontece!

  • Excelente post, Pierre.

    Tema bastante relevante. É um abuso o que é feito na nossa cidade.

    Tem uma empresa localizada em uma esquina no bairro da Torre (esquina da Rua Padre Anchieta com Rua José Bonifácio) que invadiu totalmente a calçada.

    De vez em quando passo por lá e fico indignado com o absurdo.

    Os pedestres são obrigados a caminhar pela rua. Se alguém puder tirar a foto seria uma boa…

    CADÊ A DIRCONNNNNNNNNNNNN?

    Será que a DIRCON não conhece essa esquina da Rua Padre Anchieta com a Rua José Bonifácio na Torre?

    CADÊ A DIRCONNNNNNNNNNNNN?

    Vou repetir, Dircon: Esquina das ruas PADRE ANCHIETA com JOSÉ BONIFÁCIO.

    Vamos aguardar…

    • Moro num edifício em frente a essa esquina que foi citada. Já fiz um boletim de reclamações sobre essa esquina e enviei a prefeitura. A resposta que tive foi que a minha reclamação foi enviada ao órgão competente e me pediram para avaliar o procedimento deles. Ou seja, o procedimento burocrático de repassar a informação. Achei ridículo, pois ate hoje isso não foi resolvido.Já faz mais de um ano. E por sinal, fica a uns cem metros do edifício onde mora o prefeito. Ele necessariamente passa nesta esquina quando sai da sua residência. Será que nunca percebeu?

  • Complementando: essa calçada invadida (PADRE ANCHIETA com JOSÉ BONIFÁCIO) fica no mesmo cruzamento da Padaria Massa Nobre, só que do outro lado da rua.

  • As prefeituras não cuidam nem das ruas, que são sua obrigação, que dirá sobre cuidar das calçadas, que é obrigação dos outros.

  • Para ver desrespeito aos pedestres basta ir à Unicap no período de aula no turno da noite, há dezenas de carros em cima da calçada.

  • O problema não é a NÃO fiscalização da Dircon, pois acreditem, ela existe mesmo com a condições precárias de trabalho, o problema é o NÃO andamento das autuações feitas.
    Uma vez feita a autuação (seja por calçada em mau estado, seja por obstrução do passeio com rampas entre outros outros) esta autuação sai da mão do fiscal e vai ser feito o auto de infração, gerar a multa, e a entrega ao infrator que quando recebe a multa nem sempre ele comparece a Dircon pra pelo menos saber como reverter a infração e como recuperar a calçada… e daí sabe Deus a qual velocidade que vai caminhar este processo… É feita a autuação e pronto, o fiscal não tem o poder de ir lá demolir a rampa que está obstruindo o passeio ou embargar a obra que está usando a calçada como canteiro de obras, ou ainda tirar todas as cadeiras e mesas de bares que usam o espaço público como extensão do seu espaço privado. E um parenteses aí nesse caso dos bares pois se este bar for um muquifo qualquer é pra tirar dos espaço público mas se for um bar de phynos e phofos a confusão está instalada pois movimenta economia, é ponto turistico e blá blá blá. E pau que bate em Chico tem que bater em Francisco também.

    E o tópico trata das calçadas mas pode ser por qualquer outra coisa tais como construções ilegais, descaracterização do patrimônio, falta de alvará. Com algumas exceções não há uma velocidade satisfatória na continuidade do processo depois de feita a autuação.

    Na minha humilde opinião eu penso que não é para tirar a responsabilidade da manutenção das calçadas do proprietário mas o projeto e execução acho que deveria ser responsabilidade do do poder público – Acho que seria a maneira criar uma unidade no passeio. Da forma que está, quando temos calçadas, ela é uma colcha de retalhos com todo tipo de texturas e inclinações e cá pra nós não são todos os proprietários que vão entender “II – longitudinalmente, serão paralelos ao grade do logradouro projetado pela Prefeitura;” ou ainda “III – transversalmente, terão uma inclinação, do alinhamento para o meio-fio, de 2% (dois por cento).”

  • Sinal de país pobre e baixa educação!

    Se as prefeituras cobram iptu desta área que serve ao público, ela terá obrigação de cuidar ou obrigar a cuidar!

  • Só faltou a foto campeã: as calçadas (inexistentes) do CFCH, que foram transformadas na primeira favela em calçadas do mundo.

    Aqui em Casa Amarela não é diferente do resto da cidade, claro, principalmente porque é um bairro que tem muitas casas e os proprietários não cuidam das calçadas além de, muitas vezes, invadirem as mesmas com comércios. Na Estrada do Encanamento tem uma casa que vende feijoada nos finais de semana e invade a calçada descaradamente com sua barraca e suas mesas. E o pior é que tem quem consuma nesse local.

    Mas uma coisa tem que ser dita: as únicas calçadas decentes são as dos edifícios, principalmente os novos.

    • Arthemísia,

      Até hoje nem a Prefeita da cidade universitária e nem seu criador o Reitor da UFPE, decidiram devolver a única calçada que ligava o HC ao departamento de farmácia, que tem aberto ao público uma farmácia que atende principalmente os já tão sofridos pacientes do HC, especialmente, pois já não possuem o direito usarem a calçada do entorno da UFPE, simplesmente por não existirem ou estarem ocupadas por barracas, que não são incomodadas pela UFPE e nem pela DIRCOM.

  • Desde que me onheço como gente, sempre sob que o Recife era uma cidade com grande problemas.

    O aumento do números de carros nas ruas é fator que atrapalha a vida de todos nós, não só aqui como em outra cidades. Me parece que ultimamente todos os problemas da cidade aparecem, e muitos que
    só olham o negativo, deixado o posito de lado.

    Seja eleito um candidato do PT ou da oposição os problemas vão continuar, pois a cidades tem uma convergência de problemas de difícil solução.

    Os problemas da cidade, foram dimencionados para pior, quando o atual Prefeito disse que iria concorrer
    a releição. Este blog tomou partido de imediato e até continua com a sua campanha de detratação
    da nossa cidade.

    Quem não lembra a recente campanha feita contra o Parque D. Lindú? Aqueles que esbravejavam, hoje
    estão calados, pois o Parque passou a ser um ponto de lazer e cultura da população. Não se ler
    ninguém falando mal da obra.

    E assim o Recife vai vivendo. Os contras se calam quando a realidade aparece.

    • O cara defender gastos em uma obra faraônica que foi esse parque Lindu em detrimento aos gastos em necessidades básicas, realmente, vc ta muito certo.

      • Não defendo gastos.

        A obra só foi tida com preconceito devido ao nome. D. Lindú.
        Teve na época da sua construção ,que dois ou três cidadões tentaram se eleger a vereadores e
        foram derrotados usando a obra como bandeira.

        As verbas públicas são para serem usadas em várias obras. Estradas, hospitais, iluminação e
        Parques. O amigo deveria ir na Câmara dos Vereadores proibir que qualquer Prefeito faça
        parques temáticos com fins culturais e de lazer para a população.

        Mesmo em Paulista, tenho noticias que o Parque tem sido muito usado pelos moradores
        e a agenda cultural tem sido das melhores.

        Tenho uma filha que mora próximo e leva os meus netos para brincar no Parque. Eu mesmo já
        os levei e achei uma obra a altura da nossa cidade.

        O resto é preconceito e pessimismo.

    • Cara, o “parque” dona lindu é uma piada!

      Duvido que voce utilize aquele local com frequencia. Ja ha varios relatos de assaltos e roubos de carro. Fora algumas “galeras” que estao agindo no local.

      Ainda Da pra ir de manha.. Mas é MUITO quente (concreto!!!!)

      Acorda!

      • Minha sobrinha foi assaltada no Parque da Jaqueira. Ladrão tem em todos os cantos onde exitam
        agrumeração de público.

        No Brasil 90% das construções são com concreto. Já estive no Parque e não vi nada de quente,
        pois fica próximo ao mar. Por falta de assunto vem falar de calor em um cidade tropical.

        • Sr “agrumeração”, passa lá no diretório e pega o vale-tubaína e a cesta básica.

    • PQP, sr. ALF. Tem que politizar tudo?

      1. Se eu resolver criticar os problemas que a cidade tem, eu estou necessariamente querendo detonar o prefeito?

      2. Reconhecer o que está bom é justo e necessário. Mas para isso precisa ignorar o que está ruim?

      3. Se o prefeito fosse um tucano que fizesse boas obras e realizações, mas ficasse devendo outras tantas coisas, o senhor agiria da mesma maneira, exaltando os bons feitos e ignorando os problemas?

  • Já disse alguém que não me lembro agora que um dos mais simples e maiores exemplos de cidadania e de respeito ao povo é o tratamento que o Estado dá as calçadas…ou seja, a calçada é um dos medidores do nível de cidadania de um país…no caso do Brasil, esse exemplo não é falacioso, mas é uma verdade.

  • As calçadas devem ser vistas como vias de mobilidade urbana.
    A prefeitura “cuida” do asfalto (via pra automóvel) mas deixa na mão do povo o dever de cuidar das calçadas!
    Um verdadeiro absurdo!!!! um crime contra a população! um crime contra os deficientes físicos!
    Nas cidades desenvolvidas vê-se claramente os deficientes exercendo o direito de ir e vir.

    ate quando meu recife?

  • Pierre, faltaram as fotos aqui da Arthur de Sá (UFPE. As pessoas andam LITERALMENTE na av. pois calçada foi particularizada: perto das Clinicas as barracas tomam conta e do outro lado são os restaurantes e afins . Onde nao há comercio, é impossivel andar devido ao chao irregular.
    Realmente, só andando todo dia por toda sua extensao, como eu, para sentir na pele o drama.

  • Roberto Chaves,

    Até hoje nem a Prefeita da cidade universitária e nem seu criador o Reitor da UFPE, decidiram devolver a única calçada que ligava o HC ao departamento de farmácia, que tem aberto ao público uma farmácia que atende principalmente os já tão sofridos pacientes do HC, especialmente, pois já não possuem o direito usarem a calçada do entorno da UFPE, simplesmente por não existirem ou estarem ocupadas por barracas, que não são incomodadas pela UFPE e nem pela DIRCOM.
    Anísio está pau-a-pau com João do poste em matéria de (des)cuidados com mobilidade urbana. O descaso e a filiação ao PT são pontos em comum entre eles.

  • ESSA MATÉRIA, RETRATA RECIFE OU PAULISTA? NUNCA VI SITUAÇÕES TÃO IDÊNTICAS!!!

  • Onde se gasta 5 bilhoes de reais todo ano no Recife?

    Saúde e educação? Brincadeira, Recife tem areas que crescem todo ano, ou só se gastam com comissionados para sustentar o partido, espero que agora Jcosta demita mais da metade que foram indicados pelo partido, já o degolaram, prefeito dê o trôco, demitindo quem apoiou e o levou a guilhotina, não adianta manter arrecadação ao partido stalinista!

  • Prefeito apoie outro candidato, garanta a secretaria do OP, e saia candidato a dep estadual ou federal em 2014!

  • O Recife é sem dúvida a cidade que mais desrespeita os direitos do cidadão. A cidadania aqui é lixo. E fico puto quando ouço propaganda do prefeitinho falando em cuidar das pessoas. Deboche escrachado. Faltou citar na sua lista as placas e os postes fincados nas calçadas pela própria Prefeitura.

  • Raimundo Monteiro

    BRASIL PAÍS DA CORRUPÇAO COM IMPUNIDADE!

    VEJAM COMO A MATEMÁTICA PODE SER CRUEL… .

    Há uma semana, o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.

    Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre , uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso so br e o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhões.

    Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto númerico resumido no quadro abaixo:

    Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a ponte seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.

    Corruptos existem nos dois países, mas só o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer na China uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento daria graças aos deuses se o castigo se limitasse à demissão.

    Dia 19/07/11, o Tribunal chinês sentenciou a execução de dois prefeitos que estavam envolvidos em desvio de verba pública.

    (Adotada esta prática no Brasil, teríamos que eleger um Congresso por ano)

    Vamos fazer esta mensagem chegar a todos os Brasileiros

  • Felizmente, O FEDOR das ruas ainda não pode ser transmitido pela internet!

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  • A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.”, Adam Smith.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).