A educação vai bem, obrigado

dez 3, 2007 by     20 Comentários    Postado em: Educação

o-apostrofo.jpg

Na falta de assunto e marasmo dos jornais de hoje, eu perambulando de site em site achei essa pérola no Jornal do Brasil.

do JB Online

Na imagem, lê-se:

04) Qual a função do apóstrofo?
Apóstrofos são os amigos de jesus, que se juntaram naquela jantinha que Michelângelo fotografou.

Depois desta resposta de um aluno numa prova, a Bíblia terá de ser reescrita, se ele virar um doutor em História e provar sua tese.

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  • Até o nome do pintor (o certo seria Leonardo Da Vinci) o menino errou!

    Se isto não for uma pegadinha, é mais um retrato da situação desprezível na qual se encontra nossa educação.

    Muito triste.

  • Prezado blogueiro, pense cá comigo, por favor. Você não acha que esse garoto tem um grande futuro no jornalismo tupiniquim…

  • Que a educação no Brasil vail mal, todo mundo já sabe. Agora, pescar um exemplo desse e atribuí-lo apenas ao sistema educacional, não faz muito a minha praia.

    Alguém sabe quem é esse aluno? Será que ele cumpre sua responsabilidade de estudar o suficiente, ou será que prefere estar com a galera, perambulando sem fazer nada útil? Sim, porque as escolas públicas e privadas estão cheias de preguiçosos e irresponsáveis que não são só professores e diretores, mas alunos. Eu já tive colegas como esse do exemplo na universidade. E o que vai fazer o professor de uma universidade numa situação dessas? Alfabetizar a criatura?

    Já estou um pouco cansada de responsabilizar apenas os sistemas pelos problemas de uma sociedade. As pessoas também são responsáveis por suas vidas. Não sou professora, mas se fosse não gostaria de ser culpada pela existência de alunos como esse. Já disse uma vez nesse blog e repito: nenhum sistema educacional e nenhum professor pode fazer pelo aluno algo que cabe só a ele: estudar.

  • Não me surpreende! A educação está em frangalhos. Outro dia uma aluna da 8º série me perguntou se a capital do Brasil é “distito federal” Quase tive um treco. Como a menina chegou à oitava série se nem ao menos sabe a capital do país e ainda diz “distito”. Outro da 6º colocou na prova que o nome do presidente da Bolívia é “cana di assucar” assassinou a gramática e destruiu a geografia. Mas, como em Jaboatão somos obrigados a passar os meninos a qualquer jeito, e estamos há 5 meses sem receber nossos salários, esse é o resultado.

  • Arthemísia, concordo em parte com seu comentário… mas a situação é tãooooooo complexa. Tenho alunos que são espancados, outros passam fome e a grande maioria vive à margem de saber o que é importante para suas vidas. Mesmo contra a orientação de muitos na escola, eu chamo os responsáveis para tratar de alguma debilidade dos meninos. Não raro eu escuto: professor, o que o senhor fizer está feito! se quiser meter o cacete pode meter! … ah professor, esse tem jeitcho naum….
    é complexo. Tenho 25 anos e entrei nessa neura da educação.

  • reci, seu comentário foi perfeito! :)

    Arthemísia, concordo com você, mas vou além: o grande problema é que esses alunos são aprovados e passam para a série seginte. E o que é pior, inclusive nas universidades.

    Berg, admiro-o pela sua abnegação, pois ser professor de escola pública no Brasil de hoje é um verdadeiro ato de abnegação. É verdade que as condições das crianças são péssimas e que sem estrutura em casa fica muito difícil ser um bom aluno. Mas também faltam bibliotecas e estrutura nas escolas, e isso é obrigação do poder público. O fato dos professores de Jaboatão estarem há cinco meses sem receber é ilustrativo do descaso que há em nosso país com a educação. E essa política da aprovação automática também é bastante nefasta, principalmente porque não vem acompanhada de outras políticas, como aulas de reforço e atividades complementares, que são necessárias para que tal procedimento possa ter alguma valia.

  • A QUEM INTEREESA TANTA IGNORÂNCIA E DEPREZO?
    Caro berg e Arthemísia

    Este problema é antigo, pois tenho uma irmã que já está aposentada há +/_ 06 anos e foi professoara pela “fundação Guararapes” e ensinou(digo sobreviveu) só em bairro pobre, peixinhos, coque, etc , já foi roubada, aluno já devolveu o que lhe levaram, viu tiroteios , já viu toque de recolher, aluna chegar e confessar que foi abusada sexualmente pelo padastro e por ai vai… isso quando ela lecionava , botem ai 15 anos atrás. A diferença é que as feridas estão mais expostas. Entretanto os males são antigos.
    Ainda querem ignorar a mi´seria e os seus males. Eitá cambada de politicos nojentos e parte da elite insensível.Hoje minha irmã tá arrasada e , será que valeu essa dedicação. Só ela contando prá vcs, imaginem o que ela não contou e os demais professores.Fiaca ai a reflexão, chega de hipocrisia e jogar olixo prá debaixo do tapete.

  • Arthemísia,

    Tem muito aluno vagabundo, sim. Mas o papel da escola é, justamente, o de tentar desenvolver nesses alunos o gosto pela aprendizagem. Não dá pra pensar que a escola está aí só pra ensinar a quem já vem predisposto e não há nada o que se fazer com quem não quer estudar.

    No caso do menino que escreveu sobre o apóstrofo, me parece sim mais um retrato da situação desprezível na qual se encontra a educação brasileira. É o retrato da escola que não consegue ensinar, seja por não ter condições materiais, seja pelo fato de os professores serem mal formados, seja pelo fato de o aluno ser vagabundo ou de uma família que pouco se importa com sua aprendizagem e escola não conseguir reverter o quadro, seja pela péssima remuneração dos docentes, seja por tudo isso junto.

  • Estou envergonhado com o que vou escrever agora. A sala de aula é um momento único, é aprendizagem pra todo lado! Aprendo com meus alunos e busco que eles aprendam comigo. Mas, estou me sentindo um derrotado. Passei num concurso da polícia do estado e vou abandonar a sala de aula! Não tenho condições financeiras de ser professor. É pouco, é sofrido, é luta! Alguns ainda dizem que pra ser professor tem q gostar. Gostar de sofrer? Acabei de receber a notícia que só vamos receber dia 31/12/2007, pode? Adoro dar aulas, mas quero ter uma família e sustentá-la dignamente. Tenho que me estabilizar financeiramente, e depois voltar a lecionar. Abaixo segue um comentário de uma aluna que deixou no meu orkut. Chorei ao ler, e chorei também quando li o comentário do Márcio.

    eitha professor bom
    ensina bm pra caranba cntigo eu apredi vise
    eu nunquinha vou te esquecer vc fez
    parte das coisas boas da minha vidinha q mal
    comecei a viver ne?to até cm saudades das
    broncas e pricipalmente desses sorrisos q so vc sabe dar
    quando chegava na fala de bom humor fazia muitos alunos felizes
    pelo menos eu vc pode ter certeza q eu
    ficava felisicima começava logo escrevendo etha q saudades hen
    menino deixase muita saudades vise vc sim merece ser muito feliz
    vc sim corre atraz dos teus sonhos e objetivos e consegui realizalos e vai
    consiguir muito mais se continuar desse jeitinho olha te cuida vise q Deus te guande
    xeruuuuuuuuuu bm gostosooooo te adoro vixeeeee!!!do seu bebe 2 na chamada
    da cardeneta kakakakakakakakakakaka

  • Estou envergonhado com o que vou escrever agora. A sala de aula é um momento único, é aprendizagem pra todo lado! Aprendo com meus alunos e busco que eles aprendam comigo. Mas, estou me sentindo um derrotado. Passei num concurso da polícia do estado e vou abandonar a sala de aula! Não tenho condições financeiras de ser professor. É pouco, é sofrido, é luta! Alguns ainda dizem que pra ser professor tem q gostar. Gostar de sofrer? Acabei de receber a notícia que só vamos receber dia 31/12/2007, pode? Adoro dar aulas, mas quero ter uma família e sustentá-la dignamente. Tenho que me estabilizar financeiramente, e depois voltar a lecionar. Não vou ficar num blá bla´blá dos meus colegas que estão comemorando o fundeb que promete elevar o salário pra 900 reais, e só em 2010! Adoro dar aula, mas vou pular fora. Estou cansado dessa aprovação automática, estou cansado da merenda que servem para os meninos (sopa de gordura), biscoito ( sem vitaminas), bolacha seca… isso machuca, fere, dói…

  • Por um erro, o comentário foi duplicado, perdoem… só pra constar, já acionei o ministério Público contra a prefeitura.

  • Berg,

    Você está coberto de razão ao mudar de profissão; ser professor não pode significar apenas abnegação, é uma profissão que exige condições de trabalho como qualquer outra. É muito mais honesto desistir dela como você está fazendo do que continuar e ficar enrolando, como muitos.

    Em nenhum momento ignorei ou ignoro a situação da educação, principalmente em Pernambuco, pois venho de uma famíia repleta de professores da rede estadual e tenho amigos professores. Por incrível que pareça, eles reclamam mais da perda de autoridade perante os alunos do que das condições e dos salários. E a perda de autoridade está vinculada ao processo de aprendizado, uma vez que professor é um dos modelos de vida para crianças e adolescentes. Se a sociedade não respeita os professores, como os alunos irão respeitar.

    Meu post inicial apenas chama a atenção para o outro lado da moeda. Nós não sabemos quem é o aluno que tentou escrever algo sobre os apóstrofos. E se ele for aluno de uma boa escola privada? Vocês acham que esses alunos são melhores do que os da escola pública? Existe aprovação compulsória também nas escolas privadas. Vou repetir: a universidade está cheia de alunos que escrevem tal e qual o do exemplo, e eu estou da falando da UFPE, não das faculdades que abrem todo dia.

    Sou assistente social e sei muito bem como as condições sociais podem afetar e até destruir vidas. Mas não caio mais no conto do determinismo das condições sociais, porque se for assim, não haverá saída para a maioria da população. Podemos analisar nossa própria realidade: há vinte anos atrás não existia saúde pública universal nem escola públca universal. Hoje temos as duas coisas e não conseguimos ver os resultados positivos delas. Por que? POr que temos mais crianças nas ruas hoje do que tínhamos quando não havia vagas para todos nas escolas?

    São muitas questões que precisam de respostas menos clichês e mais respostas concretas.

  • Berg,

    Que pena que a educação de Jaboatão vai perder um professor dedicado como você. Mas não posso censurá-lo, pois eu mesm estou me formando em Pedagogia mas não pretendo jamais ir para uma sala de aula de escola pública. Se eu sair da área de produção de material didático, onde já venho fazendo trabalhos, vou para outra área fora da educação. Assim que terminar a graduação, penso em emendar um mestrado em comunicação e, caso a educação continue sendo alvo do descaso brasileiro, saio da produção de material didático e vou pra comunicação, que vai me pagar muito mais pelo meu talento e esforço.

    Quando prestei vestibular todo mundo me dizia que era loucura fazer Pedagogia. Mas eu AMO educação. Amo saber que, de alguma forma, posso participar da formação (intelectual, profissional, ética) de outras pessoas, e ainda sair aprendendo no processo. Amo. Mas é uma indignidade ser educadora, aqui, neste nosso país e nesse nosso estado.

    Artemísia, perceba que ninguém aqui está com clichês. Ninguém está defendendo determinismos, e, mesmo que esse aluno seja do Marista, continua sendo um retrato do que as nossas escolas produzem, ou esse menino caiu de Marte aqui na Terra? Além disso, esse caso é só uma ilustração daquilo que todo mundo sabe que acontece nas escolas, pelos mais variados motivos.

    Eu sugeriria a todos a leitura de A Pedagogia do Sucesso, de João Bastista Oliveira. O livro é de 1999, mas traz um estudo extremamante atual sobre as razões dos problemas de nossas escolas, e não é aqui nestes comentários de blog que vamos dar conta de arredondar algo tão infinitamente complexo.

    Por fim, a UFPE tá cheia de gente que escreve mal, sim. Cometem erros que seriam inadmissíveis em um aluno de oitava série. E o problema não é só esse. Tenho colegas que se formam sem conseguir entender o sentido de um texto. Aliás, conheço um cara que se formou sem ler uma única xerox. Certamente é alguém que vai sair por aí reproduzindo mais falta de qualidade no ensino, enquanto pessoas dedicadas como o Berg, vai buscar dignidade profissional longe das bancas dos nossos estudantes.

  • Amanda,

    Não acho que educação seja algo tão infinitamente complexo. Algumas coisas são mais simples do que aparentam, mas alguns teóricos academicistas insistem em complicá-las, talvez para justificar suas próprias existências.

    A generalização também não é um bom caminho para analisar a situação. A aberração que ocorre em Jaboatão (em todas os sentidos, não só na educação) não se repete em Recife ou Olinda, sequer na rede estadual. Portanto, não são todos os espaços educativos que passam pelos mesmos problemas. Se continuarmos com essa postura generalista, nunca chegaremos a uma solução, pois os problemas têm diversas origens e demandam respostas diferentes.

    Recife tem boas escolas públicas, assim como tem várias que são péssimas; há que se identificar o que ocorre nas péssimas, além das condições de trabalho e salário, para que se ofereçam alternativas de melhorá-las.

    O que tento dizer, talvez não com muita propriedade e clareza, é que foi também por causa do discurso generalista e universalista que a educação chegou a tão baixo patamar. Num primeiro momento foi revolucionário oferecer escolas para todos no Brasil; agora precisamos avançar no discurso e na prática para garantir a qualidade dessas escolas. Uma coisa é certa, não vai ser dinheiro do estado que vai garantir escolas e universidade públicas, gratuitas e de qualidade para todos. Penso que temos que fazer opções e sermos mais responsáveis com nossos discursos, para alcançarmos os resultados que desejamos. Querer tudo é quase a mesma coisa de não querer nada.

  • Arthemísia,

    “A generalização também não é um bom caminho para analisar a situação.”

    E quem está generalizando?

    “não são todos os espaços educativos que passam pelos mesmos problemas. Se continuarmos com essa postura generalista, nunca chegaremos a uma solução, pois os problemas têm diversas origens e demandam respostas diferentes.”

    Mas é óbvio. Ninguém disse o contrário.

    “Recife tem boas escolas públicas, assim como tem várias que são péssimas; há que se identificar o que ocorre nas péssimas, além das condições de trabalho e salário, para que se ofereçam alternativas de melhorá-las.”

    E quem disse que não?

    “Num primeiro momento foi revolucionário oferecer escolas para todos no Brasil; agora precisamos avançar no discurso e na prática para garantir a qualidade dessas escolas.”

    Alguém duvida?

    “Uma coisa é certa, não vai ser dinheiro do estado que vai garantir escolas e universidade públicas, gratuitas e de qualidade para todos.”

    Aqui calma. Se os problemas são tantos e tão diferentes, muitos dos quais escapam às nossas análises, não podemos dizer que “certamente” não será o dinheiro do estado que vai garatir a qualidade. Em muitos casos pode ser, sim. Em outros, não. Não devemos generalizar, lembre-se.

    “Querer tudo é quase a mesma coisa de não querer nada.”

    Não. Querer tudo é querer tudo, e querer nada é querer nada.

    O que estou deduzindo do seu discurso é que você sugere que em vez de querermos escola pública de qualidade para todos, devemos querer escola pública de qualidade para alguns. E com isso eu não concordo. No dia em que provarem que o brasileiro é um ser humano de segunda categoria, tem DNA defeituoso, aí posso começar a acreditar que não poderemos nunca criar um sistema de ensino público de primeiro mundo. Até que me provem isso, acredito que somos seres humanos tão capazes como quaisquer outros e defendo sim educação pública de primeiro mundo universalizada no meu país.

  • “Mas o papel da escola é, justamente, o de tentar desenvolver nesses alunos o gosto pela aprendizagem.”

    Hein? Endoidou? Isso é o papel de psicólogos, psiquiatras, psicanalistas ou de umas boas chibatadas em casa.

    É cada uma viu….

  • “Prezado blogueiro, pense cá comigo, por favor. Você não acha que esse garoto tem um grande futuro no jornalismo tupiniquim…”

    eheheheheheheheheheheheh

  • Que disgraçaaaaaaaaaaa!!!!!
    passei um tempão procurando
    aperto nessa merda de site i ainda
    naum encontro o que eu quero…
    i esses nerdes idiotas ainda ficam ai
    teclando comuh si aq fosse o msn
    si toca pessoal…

  • Ola Arthemísia faz muito tempo que você publicou seu comentário aqui. Mas como eu vi ele num site de redação. Não vi nenhuma alternativa senão o responder na esperança de você pensar melhor sobre o seu comentário. Você falou que se fosse professora não aceitaria a culpa da educação estar o caos que estava e ainda está. Eu como aluno não posso aceitar a culpa por professores que não sabem nem mesmo o que é PG. Ou como usar números complexos para fazer raizes quadradas de segundo grau. Isso apesar de ser matématica reflete como nossos professores estão despreparados, culpa dos alunos? É será que todos os professores de português estão se empenhando para aprender as novas regras de ortografia?

  • Ultrajante.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).