A guerra do compartilhamento. De que lado você está?

fev 21, 2012 by     30 Comentários    Postado em: Atualidades

"O conhecimento é livre. Nós somos anônimos. Nós somos uma legião. Nós não perdoamos. Nós não esquecemos. Aguardem-nos"

 

É comum se escutar nos Estados Unidos, por parte daqueles que defendem o conteúdo livre na internet, que os Estúdios Disney bancam um caríssimo lóbi para que ninguém faça com eles a mesma coisa que seu fundador Walt Disney fez com os irmãos Grimm. Pois é. O rei do cinema infantil teria tomado para si e adaptado várias histórias dos contos de fada populares. E sem pagar nada por isso.

Da mesma forma, a “Meca do Cinema” surgiu quando um grupo de judeus (Daryl Zanuck, Samuel Bronston, Samuel Goldwyn etc) fugiu de Nova Iorque para um pequeno povoado da Costa Oeste dos EUA chamado Hollywoodland, fundando os primeiros estúdios (Fox, Universal, Paramount, Metro Goldwyn Meyer). E sabem por quê? Para não pagarem royalties a Thomas Edison, inventor e detentor da patente do cinetoscópio (posteriormente melhorado e rebatizado de cinematógrafo pelos irmãos Lumière).

Esse preâmbulo é apenas para mostrar que a indústria do cinema nasceu de uma imensa pirataria – industrial e intelectual.

Só que os estúdios estão provando do próprio veneno e passam hoje pela mesma crise por qual passou a indústria fonográfica há 10 anos: a crise do compartilhamento.

A música sofreu primeiro porque os arquivos digitais de áudio são muito mais “leves” que os arquivos de vídeo.  Mesmo quando a banda de internet não era tão larga assim era fácil compartilhar os mp3 da vida – o saudoso Napster não me deixar mentir.

Daí nasceram os sites de upload, com terabytes à vontade e velocidade de conexão decente para quem quisesse “subir” e “baixar” qualquer coisa. E os filmes se tornaram acessíveis a qualquer um por meio do compartilhamento.

Agora, é preciso definir o que é pirataria e o que não é.

Que jogue a primeira pedra aquele que nunca fez um download. Quem nunca escutou de graça uma música no Youtube. Quem nunca tirou xerox de um livro na faculdade.

Há ainda o farisaísmo dos que batem no peito para dizer que fazem questão de comprar os cds originais, mas que mandam destravar o PlayStation do filho porque, afinal de contas, a versão mais nova do Fifa e outros joguinhos nas lojas do ramo custam os olhos da cara… E isso é só brincadeira de criança, não é mesmo?!

Existe, contudo, uma grande diferença entre comprar um disco numa carrocinha e baixá-lo de um site qualquer. As carrocinhas alimentam uma rede internacional de pirataria. Um amigo que estuda o tema me chamou para ver uma cópia pirata de Wolverine. Para meu espanto, nas cenas de ação apareciam claramente os cabos que suspendem os atores e os prédios eram ainda maquetes digitais grosseiras. Ou seja, a cópia foi feita antes mesmo da finalização do filme – provavelmente, roubada de dentro do estúdio, coisa que só uma máfia poderia fazer.

Baixar um filme de um site é como o maconheiro que planta sua cannabis em casa para consumo próprio. Fica doidão do mesmo jeito, mas não financia o tráfico de drogas.

Já notaram que o esforço para se combater as carrocinhas e a máfia que está por trás delas é ínfimo? De vez em quando, uma apreensão aqui e acolá, levando para a cadeia apenas os peixes pequenos. E pronto.

Obviamente, os estúdios sabem que os consumidores dos filmes piratas de péssima qualidade não é seu público alvo. É um lascado que não vai gastar boa parte do seu suado salário mínimo para levar a mulher e os filhos a um cinema, que está saindo a quase 20 reais por cabeça. Comprando na rua a 3 contos, assiste todo mundo de casa e a vizinhança inteira.

O problema é a classe média. Essa está baixando os filmes no conforto do lar, com sua banda larguíssima, em DVDs ripados de boa qualidade. Mas também é essa de quem se espera as bilheterias astronômicas dos Titanics e similares, quem deve comprar os blue-rays e sustentar a vida nababesca de Hollywood.

É por isso que o alvo principal da indústria do cinema não são as carrocinhas e, sim, os sites de compartilhamento. Por isso que tentam impor (junto com setores conservadores da música e do mercado editorial) leis antipirataria no mundo todo para criminalizar quem compartilha na internet – como a tal SOPA (Stop Online Piracy Act) nos EUA, que retira o conteúdo do ar e fecha sites sem necessidade sequer de ordem judicial, uma aberração institucional.

No Brasil, a ministra Ana de Holanda (irmã de Chico Buarque) enviou proposta semelhante ao Congresso Nacional.

Japão, China e Korea afirmaram que, mesmo que as leis sejam aprovadas nos EUA, não se sobreporão à soberania de seus países. Mas a Europa já entregou os hosters de toda zona do euro para o FBI.

O FBI fechou o site Megaupload, prendeu seus donos e congelou seus bens, numa operação internacional que deve ter deixado o narcotráfico com dor-de-cotovelo. O site tinha cópia de filmes arquivados por muitos usuários? Tinha, claro. Mas também tinha arquivos pessoais de milhões de outros usuários, que perderam tudo de uma hora para outra – transformando o propagado ‘cloud computing’ num conto do vigário.

O Anonymous, famoso grupo internacional pela livre informação na internet, reagiu e derrubou o site do FBI, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, da Universal Music, da Associação de Filmes dos EUA e da Associação da Indústria Fonográfica do país, dentre outros endereços.

Artistas também saíram em defesa do Megaupload. Dentre eles, Chris Brown, Snoop Dogg, Mary J Blige, P Diddy, Will.i.am, Alicia Keys e Kanye West. Estes e outros já aprenderam que o compartilhamento de suas músicas ajuda a divulgar seus shows, onde realmente são remunerados por sua arte. Discos, desde que o mundo é mundo, só enriqueceram as gravadoras (perguntem a Lobão).

Vejam o vídeo:

 

 

Há uma guerra virtual em andamento e muita gente nem se toca. Uma guerra que vai muito além do download gratuito de filmes.

Numa trincheira está uma certa ingenuidade que ignora a necessidade de financiamento para bens culturais, que confunde propriedade intelectual com conhecimento, que sonha com uma internet sem regras e sem limites. Bonito, mas meio utópico.

Do outro lado, estão as megacorporações que querem resolver a perda de receita criando um estado totalitário, que vigia o que cada indivíduo do planeta faz circular pela web. Uma temeridade.

Na minha opinião, a indústria do cinema está cometendo o mesmo erro que a da música cometeu no começo da era do compartilhamento. Tentar proibir é o mesmo que enxugar gelo. Pois para cada porta que se fecha, duas janelas se abrem.

Não dá para se promover um estilo de vida e, paradoxalmente, negar-se o acesso a ele. Numa sociedade de consumo como a que vivemos hoje, bens e produtos (incluindo aí os culturais) mais que objetos de desejo são transformados em necessidade pelas mãos da publicidade e do marketing. E é por isso que vai ter sempre um adolescente disposto a matar e morrer por um tênis da Nike ou a vender um rim para comprar um iphone.

É preciso mudar o modelo de negócios para incluir mais gente e baratear o produto. Também é possível cobrar dos sites de compartilhamento que estão ganhando dinheiro com isso.

Setores modernos da música fizeram concessões ao compartilhamento e hoje já existe um volume considerável de venda pela internet. Ao invés de comprar o cd inteiro, pode-se baixar faixas e pagar uns dólares por elas (o que é muito mais racional, diga-se).

As gravadoras perderam dinheiro? Claro. A mídia igualmente, pois dos 30 reais cobrados num disco boa parte era para pagar o jabá das rádios e TVs da vida – o que não deixou de existir, registre-se, mas diminuiu.

Talvez, também seja o caso de reduzir a quantidade de Ferraris e Maseratis circulando no antigo povoado de Hollywoodland.

 

30 Comentários + Add Comentário

  • Muito bom o artigo! Parabéns.

    • Muito bom o artigo! Parabéns.[2]

  • E digo mais, acho que devem ser criados centros de compartilhamento, tenho até um nome “Espaço Livre”. A gente cria um espaço de compartilhamento num salão com uma rede local e através de bluetooths, pen-drives, cds, blu-ray, dvds, ondas de rádio e som ambiente. Se toparem avisem.

    • Meu amigo, tive uma ideia parecida ha pouco tempo, só que pretenderia melhorar os locais de torrents, alocando-os em servidores que não podem ser desativados pela SOPA ou PIPA. Eu sou totalmente a favor e continuo baixando via torrent ou em servidores que insistem na briga contra os EUA!

  • Em entrevista, Partido Pirata alerta para os perigos do controle global da internet pelos EUA:

    Dando continuidade à série de matérias e entrevistas a respeito dos projetos Sopa e Pipa, o Brasil de Fato entrevistou o Partido Pirata do Brasil (PPBr) sobre o tema…

    http://www.brasildefato.com.br/node/8766

  • O que me deixou mais triste foi o fim do Gigapedia. Para países como o brasil, em que simplesmente não há bibliotecas decentes, foi uma grande perda.

  • O lobista FDP da indústria do entretenimento, Lamar Smith, autor do SOPA, é o próprio fariseu .

    Autor do SOPA viola direitos autorais

    http://www.sempretops.com/tecnologia/autor-do-sopa-viola-direitos-autorais/

  • O congressista lobista FDP da indústria do entretenimento autor do SOPA é o próprio fariseu.

    Autor do SOPA viola direitos autorais

    http://www.sempretops.com/tecnologia/autor-do-sopa-viola-direitos-autorais/

  • MUITO BOM A INICIATIVA PENA QUE NÃO SOU SUFICIENTEMENTE INTELIGENTE NA INFORMATICA PARA AJUDA-LOS.

  • Só acrescentaria uma coisa: nessa cruzada do governo americano contra o Magaupload tem alguma coisa a mais… Não é só combate a pirataria.

  • Engraçado, em muitas das situações é a quantidade de ferrari que possibilita o investimento enorme nos filmes…ou a fonte só alimenta os donos?

  • Bahé

    Parabéns pelo texto. A questão é complexa.

    Ainda me lembro que, no surgimento dos CD’s de música, pesquisei para comprar um nova aparelho e existia a possibilidade de comprar um ainda com um toca-disco (LP’s).

    Foi uma surra: todo mundo decretava o fim dos LP’s, dizia que o som do CD era mais limpo, melhor, etc, o que, para mim, leigo, é verdade.

    Pois bem, modificada por completo a indústria da música, a moda agora é dizer que o som do LP é melhor, que é mais original, lançaram toca-discos caríssimos, etc. Duvido que a grande maioria saia da inteligência do CD, para investir milhares de reais em toca LP’s…

    O mesmo vai acontecer com a indústria cinematográfica, que tem de achar uma saída honrosa para o problema.

  • Parabéns pelo texto, Bahe! Esse assunto foi um dos temas de uma aula de sociologia que tive, recentemente, na faculdade. A professora o abordou de um ponto de vista que eu nunca havia analisado. Segundo ela, a sociedade brasileira tende a condenar, impiedosamente, o que é imoral (o que a nossa população entende como sendo imoral). Praticamente não se vê ponderações diante da imoralidade. Já o que é considerado ilegal está sujeito ao questionamento e pode ser, inclusive, combatido e revertido. A pirataria, seja ela de som ou imagem, não é tida como imoral pela sociedade brasileira (em sua maioria), apesar de ser ilegal. Talvez por isso a tentativa de proibir esbarre sempre numa força social contrária. Se a pirataria fosse vista como imoral, seria combatida ao extremo.

  • A minha posição sobre o assunto é intermediária:

    Já baixei muitos cds (e uns poucos filmes e livros), mas hoje, não o faço, por uma questão de consciência. Filmes, CDs e livros foram feitos para serem vendidos e gerarem renda. Se eu, simplesmente, baixo porque QUERO, sem gerar renda para quem produziu aquilo, considero como um tipo de ROUBO.

    A lição é simples, mas a geração atual a conhece cada vez menos: “A gente não pode fazer tudo o que quer. Não é só porque algo é fácil de fazer que esse algo torna-se certo”.

    No entanto, acho que a questão dos diretos autorais, em geral, merece sim ser discutida.

    Acho que também falta sabedoria ainda do lá de quem produz/comercializa. Por exemplo, as “soluções” apresentadas até agora de comércio de itens digitais (livros, cds, etc) são péssimas porque os preços são abusivos.

    Se a internet fosse o meio de comercialização de itens bem baratos (uma “sulanca” digital), ai sim haveria chance de acabar ou diminuir a pirataria (em especial, a indústria de pirataria). Acho que a solução passa por ai…

    • Concordo com o trecho em que se diz que “não é porque é fácil que se pode fazer”. Muitas pessoas justificam a pirataria falando mal da indústria, alegando preços abusivos, lucros astronômicos etc. Mas isso é pura desculpa. A verdade é que um produto pirata sempre será mais barato do que um original. Mas as pessoas devem ter consciência de que É ERRADO comprar pirata. É desonesto e criminoso.

      Quem deseja discutir seriamente a questão dos direitos autorais, deve levar em conta a necessadade de se assegurar a viabilidade financeira da indústria do entretenimento. No entretenimento ou em qualquer outra área da economia, a indústria e seus excedentes financiam a inovação e as mudanças. Ou alguém acha que o mundo inteiro conheceria “Elvis Presley”, “Michael Jackson” ou “The Beatles” sem os investimentos milionários da indústria fonográfica em produção, divulgação e distribuição de produtos?

  • Excelente texto Marco Bahé, conteúdo tem que ser livre, é nessas horas que a criatividade da indústria cinematográfica tem que aparecer!

  • Pirataria é um problema de serviço.

    Quais as vantagens de comprar pirata? Preço baixo (ou zero se forem baixados), lançamentos rápidos.

    Desvantagens? Baixa qualidade dos filmes recém-lançados, que geralmente são filmados dentro do cinema. Legendas porcas e/ou sem dublagem no caso de filmes ainda não lançados por aqui.

    Solução? Oferecer um serviço melhor. Disponibilizar os filmes online e em DVD logo após a saída dos cinemas, com alta qualidade de imagem, legendas e dublagem, e com extras, por um preço acessível. Ou melhor: oferecer tudo isso num sistema estilo Netflix, onde se cobra uma mensalidade por acesso ilimitado.

    Diminuiria MUITO esse problema.

    • Mas a própria indústria faz suas porcagens, Propagandalf.

      Registre-se que se você quiser COMPRAR, aos preços de hoje, DVDs ou Blu-rays dos principais sucessos comerciais de cinema, tem de garimpar MUITO, MAS MUITO MESMO, para achar um pacote que inclua, por exemplo, DUBLAGEM EM PORTUGUÊS (sim, pois o brasileiro que PAGA tem DIREITO à preguiça de ouvir o filme em português).

      Resultado: Acabei comprando, por exemplo, a coleção Matrix pelo preço e, quando fui ver, o primeiro filme NÃO TEM DUBLAGEM NACIONAL. Solução: baixar de novo a versão que circula na Web, pra ver se eu consigo fazer um remendo do áudio depois. Isso, tendo ajudado a pagar o carrão do VAGABUNDO dono do estúdio americano.

      • O seu comentário só reforça o que eu disse.

    • Foda-se o Blu-ray!
      Eu quero ver arte, não a qualidade infinita de pixels!
      Eu quero ver a delicadeza das emoções, questionamentos íntimos de filosofia!
      e não esrelas de cinema que circulam de mercedes por sua cidade mostrando garras de tigres
      nas mãos num filminho de aventura…
      Eu quero entender as entrelinhas do filme, que vão além dos diálagos verbais
      Foda-se a legenda!
      e Foda-se os aparelhos de toca discos de ouro!
      eu quero ver o show ao vivo, ver o cara tocar na minha frente, e sentir com ele o que ele sente quando
      toca uma música que ele inventou!! É orgasmático!!!

      • Fica bem mais fácil de ver a delicadeza das emoções e as entrelinhas quando a imagem é superior…

        No mais, parece que você vive em outro mundo.

  • Ótimo texto, Bahé! Show de bola.

    No mais, concordo com o comentário do Propagandalf.

  • Se eu tenho uma música no meu celular (comprada, baixada free ou ripada do meu CD original) e mando por bluetooth para um colega da faculdade, e ele resolve mandar para mais alguém, e a música se espalha assim de celular em celular, isso é pirataria?

    Se eu baixo um vídeo do youtube (nem precisa de programas especiais, basta o plugin do Real Player e depois o Free Nokia Video Converter) e coloco no celular, isso é pirataria?

    Tudo aquilo que meus olhos podem ver, minhas lentes também podem fotografar. Isso é pirataria?

    A regra é clara mas tem bom senso! Daqui a pouco eu vou num show de alguma celebridade qualquer e tiro uma foto com meu celular e o fulano vai me processar cobrando “direitos de imagem”.

    PQP.

  • muito bom o texto bahé

  • Artigo muito esclarecedor. Podemos ver que qualquer tipo de ação do Estado é apoiada por um elite que se sente prejudicada. Na verdade não são os artistas que estão tendo os seus direitos prejudicados, e sim grandes grupos econômicos que terão seus lucros minimizados.

  • Gostei do texto. Muito bem explicado e argumentado, pois também concordo as palavras do citado texto.

    Só para temperar mais um pouquinho o debate, eu digo que é possível sim baixar filmes com boa e muitas vezes excelente qualidade pela internet,
    E afirmo isto porque a pelo menos uns 3 (três) anos que não compro mais DVDs pirata, apenas baixo na net. Filmes, música, livros…

    A vista de muitos aqui “baixar” é tão pirataria quanto comprar DVD na corrocinha. Eu reforço o argumento do conteúdo livre ou pelo menos a baixo custo, o que definitivamente não é o caso e sobretudo aqui no nosso país onde simplesmente ir ao cinema é um absurdo de caro.

    Baixo, copio, pirateio, faço tudo isso e sem o menor pudor. Em alta qualidade definição inclusive, por links diretos de outros provedores, sim porque o megaupload não é o único, existem outros tantos por aí, é só pesquisar e por torrent que é a maneira mais eficiente e livre de possíveis falhar no arquivo. E como eu já citei faço isso a pelo menos uns 3 anos ou mais…kkk.

    Portanto, sou totalmente a favor do compartilhamento ou “pirataria virtual” como com alguns preferem chamar.

  • muito bom o texto

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).