A morte de Chorão

mar 6, 2013 by     18 Comentários    Postado em: Atualidades

Foi encontrado morto na madrugada de hoje, o vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr.

Chorão foi um dos nomes mais importantes do Rock BR na década de 90, ao lado de Planet Hemp, Raimundos e CSNZ.

A polícia ainda não sabe a causa da morte. Segundo

Descanse em paz.

Segue texto do G1 sobre o assunto.

Do G1

O vocalista da banda Charlie Brown Jr, Alexandre Magno Abrão, o Chorão, foi encontrado morto em seu apartamento na Rua Morás, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (6). Ele tinha 42 anos.

Chorão foi encontrado desacordado pelo seu motorista, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A unidade de resgate constatou que ele já estava morto. A Polícia Militar disse ter recebido um chamado às 5h18 para “verificação de morte natural em um apartamento”. Chorão morava no oitavo andar do edifício.

No início da manhã, policiais civis e militares e peritos estavam no prédio do cantor. O delegado Luiz Romani, do 14º Distrito Policial, em Pinheiros, disse que ainda não é possível dizer a causa da morte do vocalista. A causa será determinada pela perícia. Romani disse apenas que Chorão estava sozinho em seu apartamento e que o caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A apresentadora Sônia Abrão, prima do cantor, chegou ao prédio por volta das 8h. A assessoria de imprensa da banda informou ao G1 que Chorão estava de férias e embarcaria para os Estados Unidos nos próximos dias. Ainda segundo a assessoria, o estado de saúde dele era bom.

Cantor foi encontrado morto em seu apartamento, em Pinheiros (Foto: Alex Falcão/ Futura Pressa/AE)
Cantor foi encontrado morto em seu apartamento,
em Pinheiros (Foto: Alex Falcão/ Futura Pressa/AE)

O cantor e letrista, que faria 43 anos em 9 de abril, liderava a banda fundada por ele na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, em 1992. Em 15 anos de carreira, oCharlie Brown Jr lançou nove álbuns de estúdio, dois discos ao vivo, duas coletâneas e seis DVDs. Ao todo, o grupo vendeu 5 milhões de cópias.

Além de vocalista, Chorão era responsável pelas letras do Charlie Brown Jr e pelo direcionamento artístico e executivo da banda. Em 2005, o trabalho “Tâmo aí na atividade” foi premiado com o Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro, o que se repetiu em 2010 com “Camisa 10 joga bola até na chuva”.

No ano passado, o Charlie Brown Jr. lançou “Música Popular Caiçara”, álbum ao vivo que marcou o retorno dos integrantes Marcão e Champignon à banda. Eles haviam deixado o grupo em 2005. As apresentações aconteceram em Curitiba e Santos. A produção do trabalho foi feita por Liminha e os shows contam com a participação de Falcão (O Rappa), Zeca Baleiro e Marcelo Nova. Das 15 faixas do CD, a única gravada em estúdio é “Céu azul”.

Chorão foi o único integrante do Charlie Brown Jr que permaneceu no grupo em todas as suas fases. Paulistano, Chorão adotou a cidade de Santos desde a juventude, onde criou a banda. Seu apelido foi dado ainda na adolescência, quando ele não sabia andar de skate e ficava apenas olhando os amigos. Um deles, então, pediu que o jovem não chorasse. Segundo a GloboNews, a infância e a adolescência de Chorão foram difíceis por conta da separação dos pais, que aconteceu quando ele tinha 11 anos. O músico largou a escola na sétima na série.

Carro do IML chega a prédio onde Chorão morava (Foto: Letícia Macedo/G1)
Carro do IML chega a prédio onde Chorão morava
(Foto: Letícia Macedo/G1)

O vocalista é também roteirista do filme “O magnata” (2007), do diretor Johnny Araújo, e do longa “O cobrador”, ainda em andamento. Como empresário, administrou marcas de skate, como a DO.CE, fundada por ele em 2009, e viabilizou a realização de grandes eventos de skate no Brasil, além de manter o espaço Chorão Skate Park na cidade de Santos desde 2006.

A estreia do Charlie Brown Jr aconteceu em 1997 com o lançamento do álbum “Transpiração contínua prolongada”. O trabalhou conseguiu o certificado de disco de platina ao vender mais de 250 mil cópias e tem como singles os sucessos “O coro vai comê”, “Proibida pra mim”, “Tudo que ela gosta de escutar”, “Quinta-feira” e “Gimme o anel”.

Sempre envolvido em polêmicas, Chorão deu uma bronca no baixista Champingnon em pleno show na cidade de Apucarana (PR) no final do ano passado. “Você voltou [para a banda] por causa de dinheiro”, disse, no palco. Poucos dias depois, Chorão compartilhou um vídeo ao lado do baixista comunicando que os dois já haviam feito as pazes.

Em 2004, Chorão agrediu Marcelo Camelo, do Los Hermanos, na sala de desembarque do Aeroporto de Fortaleza. Ele foi detido pela Polícia Federal e, mais tarde, processado por Camelo, sendo obrigado a pagar uma indenização por danos morais ao músico carioca.

O próximo show da banda estava marcado para o dia 22 de março, em Campo Grande, no Rio de Janeiro.

18 Comentários + Add Comentário

  • Um cara de 43 anos sabe o que está fazendo. Se ele estava nas drogas, ele já devia saber como seria o fim dele. Lamento sim por ele não ter aproveitado a vida de maneira mais saudável e também a dor da família dele, pois uma perda de alguém sempre é dolorosa.

  • Pierre, querido, abrimos o show do CBJr em Santos, 1996. A banda foi nos camarins falar com a gente, o show foi num lugar legal, etc. Houve cordialidade, etc. Mas ‘parceria’, isso não existiu em momento algum. Nem nas letras, em shows, nada. Parceria mesmo, em shows, 1996, somente com os Paralamas do Sucesso. E mais ninguém. Os caras do CBJr eram de Santos, nos convidaram, lembro de Chorão no corredor que dava acesso ao palco reverenciando o som de CSNZ. Assim ficou na minha memória. Devo ter alguma anotação a respeito. Abraços.

  • Segundo Paulo Andrē foi o contrário, eles abriram pra gente. O que não importa muito neste momento.

  • Parceiro de Chico Science? Como assim?

  • Se foram as drogas, é uma pena.

    O pessoal sabe que o fim do caminho das drogas é sempre o caixão. Se mete com essas porcarias por que quer.

    O cara quer viver a vida loucamente a mil Km por hora sem pensar nas consequências, a única certeza é a seguinte: um dia a vida cobra a conta com juros e correção monetária.

    Já diz o sábio provérbio: “Não há impunidade perante o destino”. Tá aí Chavez pra provar.

  • Porra! Minha idade! Meus pêsames aos familiares.
    Curti muito os caras nos anos 90.
    Fui pra um show no antigo circo, onde hj é o Bugaloo … antes era o Arreio de Prata … sei lá … Vije! Como o tempo passa!
    Enfim, show massa! Os caras cantaram e seguraram a onda por um tempão. Quando acabou o repertório, os caras voltaram pro palco e Chorão disse que tinham acabado as músicas. Então pediu pra galera sugerir algumas … E todo mundo gritando Rage! Rage! Rage!
    Foi épico!
    Me lembro de ter voltado pra casa “bêbo bosta” e minha esposa dirigindo, recém habilitada e morrendo de medo.
    Como diria Renato Teixeira: Êta mundo bão!

    O negócio é curtir cada dia como sendo o último. Um dia será …

    • Lembro bem desse dia!

      Me diverti muito indo pra os shows dos caras. E fui para vários no final dos anos 90. Tinham muito energia no palco.

  • É uma pena… Massa algumas faixas que ele gravou com o, também finado, Sabotage.

    A música fica…

  • A polícia encontrou uma susbstância branca aparentando ser cocaína na casa de Chorão:

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1241615-policia-encontrou-substancia-branca-aparentando-ser-cocaina-na-casa-de-chorao.shtml

  • A Sônia Abrao disse que ele estava se sentindo muito só apesar de fazer show pra milhares de pessoas.

    • Esse tipo de solidão é foda. Arrebata mesmo o juízo de qualquer um, artista ou não.

  • professor.. acho que alem do chorão.. oguitarrista marcão tb ficou em todas as fases da banda:)

  • Pra mim é novidade que ele e Chico Science eram parceiros…
    E mais novidade ainda que Charlie Brown Jr foi a banda mais importante do cenário rock brasileiro…
    Uma pena, pelo ser humano que se foi.
    Um alívio por não ter mais que ouvi-lo.

  • Pierre, essa frase ficou incompleta:
    “A polícia ainda não sabe a causa da morte. Segundo (…?)”

  • Hoje, a única banda que leva a bandeira do rock é Matanza.

  • Eu acho na minha opinião que a galera julga demais as pessoas. Cada um vive a vida que quer e somente Deus pode julgar alguém, a causa da morte de Chorão, e o que levou a isso é problema dele, e é ele quem vai resolver com Deus.

  • Descance me paz chorão. Enquanto não chega minha hora, vou sentindo sua falta.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).