Esse motorista pode ficar tranquilo, a Abrasel vai defender seus direitos
Depois de ir contra a Lei que proíbe o fumo em lugares fechados no Rio de Janeiro e outras cidades, eis que a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes resolveu perder a vergonha totalmente.
Hoje resolveu entrar com ação de inconstitucionalidade junto ao STF contra a lei que acaba com a tolerância contra os motoristas que são flagrados bêbados.
A argumentação é sinistra: os bares estão perdendo arrecadação com a venda de álcool, e isso está comprometendo a “saúde finaceira” destas empresas.
É como se proibissem de vender armas de fogo no meo da rua, e uma associação qualquer entrasse na justiça, argumentando que está prejudicando o negócio, esquecendo que o que vendem “mata”.
Sinceramente neste país algumas pessoas estão perdendo a vergonha na cara. Essa é a oportunidade que temos de reduzir drasticamente o número de vítimas fatais no trânsito, que no Brasil mata mais do que qualquer guerra no Oriente Médio.
Nos Estados Unidos é crime dirigir bêbado, e as pessoas realmente vão para a cadeia. Recentemente a socialite Paris Hilton passou algumas semanas atrás das grades.
As campanhas contra direção e bebida são muito agressivas, mostrando o que pode acontecer com aqueles que dirigem alcoolizados, e quem eles atingem, como a garota do comercial acima, que foi vítima de um acidente de trânsito.



Pierre, voce não acha que ao inves de diminuir o percentual de tolerancia de alcoolemia seria melhor aumentar a fiscaliação? Essa mudança na lei da a entender que quem dirigia com o nivel permitido pela lei anterior era quem estava provocando acidentes quando sabemos que na verdade os acidentes são causados por gente embriagada que não era fiscalizada. O x da questão não é o rigor da lei e sim o rigor da fiscalização. Ser preso por comer um bombom de licor chega a ser ridiculo.
Uma coisa não anula a outra: deve-se endurecer a lei e aumentar a fiscalização!
Quanto ao bombom de licuor, foi exibido na TV um teste no qual um jovem de 18 anos comeu 8 bombons de licuor e depois fez o teste do bafômetro: o teor de álcool nem foi detectado. Não há perigo de ser preso por causa de bombom.
Ah! Eu vi a entrevista dessa mossa no programa da Oprah há alguns anos. Foi emocionante.
Mossa, não. Moça!
Além da retirada da carteira e da prisão, ainda deveria dar-se uma surra com vara de bambu em que dirige alcoolizado.
Nunca haverá no Brasil fiscalização suficiente para nada, não podemos ficar sentados esperando que isso aconteça um dia. O bom dessa lei é que ela atemoriza a todos, mesmo sabendo que a fiscalização é frouxa, porque nós nunca sabemos quando seremos pegos.
Antes da lei, só os muito embriagados eram pegos, e olhe lá; agora todos estamos sujeitos ao enquadramento, independente da nossa condição. Eu acho até que essa lei tem um efeito até mais educativo do que a situação anterior. Pelo menos comigo, funcionou perfeitamente. Claro que já dirigi depois de tomar duas ou três caipirinhas, mas tinha certeza de que estava tudo bem, tudo sob controle; não sentia a menor culpa. Agora sei que sou culpada se dirigir dessa forma, mesmo sem causar acidentes; então não o faço, é simples. Felizmente nunca causei nenhuma desgraça para ninguém no trânsito.
Amanda, além dessa entrevistada, teve outro programa de Oprah no qual ela entrevistou um casal vítima de um motorista embriagado. A entrevistada contou que ficou sentada no acostamento da estrada segurando a cabeça de sua filha de 7 anos que tinha sido decepada no acidente. Depois de ouvir uma coisa dessas, é impossível discordar do rigor da lei.
Em alguns países o cara que estiver dirigindo bêbado atropelar e matar alguém responde por homicídio doloso. Falamos muito de violência urbana, e é verdade que temos um país violento, mas nada mata mais que o trânsito. Este movimento de endurecer as leis é uma vitória da sociedade, que há duas décadas pressiona os governos para penas mais rígidas contra os bêbados no volante. Falta pressão ainda sobre as montadoras. Se o limite de velocidade é de 100 km/h, por que são fabricados carros que chegam a 200 km/h?
Mais uma vez diversionismo legislativo. A diferença do limite anterior para o zero é simplesmente ridícula. A violação do princípio da não auto-incriminação é inconstitucional. Ninguém é obrigado a produzir prova contra si próprio.
Vai dar muita notícia de jornal e discussão boba quando isso chegar no stf.
É necessário civilizar o trânsito no Brasil e a única forma – assumindo-se a premissa de que carro não tem vontade própria – é civilizar os condutores.
A legislação deve ser rigorosa, mas também deve ser bem feita.
Acho uma palhaçada esse exagero da Lei Seca. A Abrasel tem uma certa razão. O tema já tornou-se obrigatório nas rodas com os amigos- todos falam. É por demais severa esta lei. Acho tb que deva-se aumentar a fiscalização. Uma fiscalização ordeira e preparada. Até prova em contrário, a verdade se presume com o cidadão.
A aplicabilidade de leis e normas dependem muito do nível cultural de cada nação. Temos uma lei de primeiro mundo, mais rigorosa ainda, para um país de terceiro mundo ainda.
Para à União exigir o cumprimento desta lei, é necessário tb que faça sua parte: transporte público de qualidade e segurança para os que irão fazer uso dos mesmos. O resto é balela.
Grato.
Sabemos que essa fiscalização mais rigorosa não durará muito, infelizmente. Certo é que se apenas o texto da lei fizer com que alguns motoristas não bebam, já seremos beneficiados. Torço muito para que essa lei seja cumprida como a que obrigou a utilização do cinto de segurança.
Essa história de que o governo tem tomar outras atitudes e tal não vale! Embora o problema de desreispeito a lei de Trânsito no Brasil seja profundo, qulaquer medida que vanha trazer melhoras deve ser parabenizada!
O comentário do auto-intitulado desempregado é a expressão do bom-senso.
Pudesse o sujeito que quer beber voltar para a casa caminhando – como se faz em qualque lugar relativamente civilizado – as coisas estariam bem acertadas. Experimente esse mesmo sujeito tentar proceder como se estivesse, por exemplo, em Portugal, e chegará ao necrotério, não à sua casa.
É diversionismo mesmo tornar o caso da lei um assunto dominante. Há centenas de leis proibindo quase tudo quanto é incivilidade cotidiana. Elas, todavia, acontecem. Não é problema da lei, é problema nosso.
Grito de guerra da Abrasel: “farinha pouca, meu pirão primeiro”
Quem costuma “visitar” virtualmente outras culturas, fica meio alienado e às vezes esquece que vive na República chamada de BRASIL.
E lá atrás, alguem disse compropriedade, que “não somos um país sério”.
Alguem ainda duvida?
Ai meu Deus, que susto!
Eu faria a proposição inversa àquela do Francisco Filho: quem vive o Brasil tão somente fica alienado do resto do mundo. E nos, brasileiros, somos seres muito estranhos, bipolares até. Enquanto uns sonham com Miami, outros pensam viver no centro do mundo. Duas tolices correspectivas.
Nesta maravilha banhada extensamente pelo mar, quase todo comportamento nocivo à vida coletiva tem punição prevista em alguma legislação. O resultado, pensaria um incauto, seria um lugar extremamente organizado e de poucos conflitos. Mas, não.
Temos regras porque achamos bonito tê-las ou achamos que regras são uma realidade em sí mesmas. Não achamos que devem ser obedecidas. Atire a primeira pedra quem nunca estacionou um carro em local proibido.
Daí que a inflação legislativa é diversionismo, jogo de cena.
Imagina se vc tem filhos:
Num inicio de noite, vc sai do trabalho depois de um dia cheio. Vc enfrenta uma dupla jornada, pois quer dá uma vida melhor a seus filhos, pois eles são o sonho realizado que vc alimenta desde criança.
As vezes vc se pega sonhando… ve seus filhos crescendo, estudando, se formando, tendo suas proprias vidas, netos…sua familia, seu tesouro.
Vc para antes de seguir para sua casa…é casa de sua mãe, avó de seus filhos. Um casal. O menino de 6, e a menina de 3…lindos, loucos de saudades! Não param de te beijar, e dizer o quanto esperaram o dia inteiro para dizer:
_Que saudade de vc mamãe!!
Que felicidade! Vc vai chegar em casa e brincar com eles, abraça-los, sentir seus cheirinhos de bebê. Meu DEUS! É tudo que alguem pode querer.
Um carro vem desgovernado em sua direção! Vc não pensa em nada. Só nos seus filhos. Numa manobra desesperada vc tenta sair de sua frente. Tarde demais. Aquele carro bate em vc, te jogando longe, virando e virando, despedaçando seu carro.
Vc olha para tras e so ve corpos dilacerados, ou o que sobrou deles.
Ainda td machucada vc sai do carro e ve um homem que mal se segura de pé. É obvio que ele estava bebado. Ele te olha e diz:
_Não foi nada! Estou bem!
Ele sorri:
__Eu sou foda! Bebi “pra caraca” e sai interinho!
Apenas por 1 minuto, imagine!
Eu vi a história dessa moça, deveria sim no Brasil haver puniçoes mais rigorosas, mais não terá infelismente esse é o Brasil.
Sou a favor a tal “Pena de Morte” dos EUA em certos casos a unica punição merecida é a morte, matar por pura imprudencia deveria ser 30 anos na cadeia no brasil….. No Estados Unidos é quase perpétua….. Precisamos de mais justiça nesse Brasil.
Passou hoje na Ana Maria Braga uma iniciativa de um rapaz que perdeu de uma só vez a mãe e a irmã em um acidente de carro causado por um motorista que apresentava sinais de embriagues.
Rafael Valestra criou um site “http://www.naofoiacidente.com.br” cujo objetivo é recolher assinatura para uma petição pública que pretende alterar as leis de transito que falam de embriagues ao volante. Rafael quer que a sociedade interfira e peça que as autoridades tenham seriedade na punição de quem bebe, dirige e mata. Para participar é simples, basta entrar no site e preencher os dados ,assim como, o titulo de eleitor pra provar que você é realmente um cidadão.
Para que esse projeto seja validado é preciso a assinatura de um milhão e trezentos mil assinaturas em cinco estados diferentes. É importante fazer valer os nossos direitos.
Dê sua opinião, não custa nada!