Alunos da UFPE fazem protesto contra fogueiras

jun 21, 2007 by     23 Comentários    Postado em: Atualidades, Meio Ambiente

Os alunos do curso de Ciências Ambientais resolveram fazer um protesto bem-humorado e oportuno, agora no início da tarde, na entrada da UFPE.

O protesto é contra as fogueiras de São João, que apesar de parecer uma coisa bacana, é um potencial destruidor de florestas nesta época do ano.

A idéia lançada pelos alunos é para que as pessoas façam fogueiras comunitárias, ou mesmo menores.

Basta passar pela Avenida Recife e ver a quantidade de madeira à venda nas calçadas, e chegar à conclusão que os alunos têm razão.

23 Comentários + Add Comentário

  • Bela iniciativa. Fogueiras só geram desmatamento e poluição. E agridem gente alérgica (como eu).

  • Quanta besteira!

    Acender uma fogueira não é uma “coisa bacana”. A fogueira de São João é a afirmação de nossa cultura ibérica/católica. Acender a fogueira para mim é muito mais que um costume religioso, é um elo que me liga às minhas raízes culturais. Assim fez meu avó, meu pai e eu farei com meus filhos e netos nem que seja somente com a madeira de um tamburete velho.
    Para mim “coisa bacana” é preservar a identidade cultural.
    Quem estiver com peso de consciência que plante uma árvore que é muito mais produtivo.

  • Quando eu morava na capital ( Recife ) detestava fogueira, agora estou definitivamente morando no Sertão e pasmen passei a adora fogueira, no sertão ou melhor fora da capital São João sem fogeira não e São João, A gente fica na beira da fogueira assando o milho, conversando e tão bom. emfim . em fim fogueira na capital não combina sei disso.Dai a acabar , então vamos tira a cruz da costa de JESUS.

  • Que afirmação de cultura o que. Acender fogueira na escala que esse estado faz é um ato predatório que atesta o nosso desrespeito à saúde das pessoas e da natureza. Uma coisa era acender fogueira no século 19. Outra é fazê-lo no século 21, numa cidade como Recife. Isso me lembra tradições como a “farra do boi” e coisas do gênero. Que se toque fogo na zona rural, bem longe da concentração humana de megálopes desestruturadas como Recife. Se essa tradição bairrista é o supra-sumo da expressão cultural, é preciso que a sociedade revise seus valores.

  • É o fim da picada apelar para justificativas baseadas pretensamente em nossa identidade cultural para aceitar que os piromaníacos possam se deleitar nesta época do ano. Já assistimos esse filme quando os fogueteiros anônimos clamavam contra proibirem soltar balões. Outrossim, deveria ser proibido também no interior queimar fogueiras, posto que estamos tratando de preservação ambiental antes de tudo.

  • Acender fogueira nas festas de junho é sim um costume de nosso povo. E espero que a histeria de alguns não tente apagar algo que é tão belo, como bela é nossa cultura. O que deve ser condenado é o uso irregular da lenha, que inclusive é crime ambiental.

  • Caríssimas e caríssimos,

    Este artigo é de seu interesse, fiz para a população da Paraíba, particularmente de Campina Grande. Favor divulgar com familiares e amigos. Agradeço e que Deus os abençoe.

    Ramiro Pinto

    Fogueira – Apague essa “tradição” do São João

    Ramiro Manoel Pinto Gomes Pereira *

    Ao escrever este artigo, tive apenas o objetivo de tentar sensibilizar você leitor, ou leitora, a questionar, a meditar (ou ajudar a desqualificar) sobre o uso/costume/tradição de acender as fogueiras na época junina. Existem algumas justificativas: a religiosa, a celebração da fartura agrícola e a de usos, costumes e tradições. De repente veio a minha mente o ditado: “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, pois sem querer ser o dono da verdade, estou apenas tentando, nestes vinte anos de trabalhos ambientais, sensibilizar, aos nossos irmãos e irmãs, de mais este grave problema ambiental.

    A grande maioria da população, principalmente a nordestina, desconhece hoje as razões e/ou os motivos que os levam a acender fogueiras na época de São João. Alega-se que, para os católicos, a fogueira, que é o maior símbolo das comemorações juninas, tem sua origem em um trato feito pelas primas Isabel (mãe de São João Batista) e Maria (Nossa Senhora, mãe de Jesus Cristo), que estavam grávidas e moravam um pouco distante. O acordo seria que Isabel mandaria acender uma fogueira no alto do monte para avisar à Maria do nascimento de seu filho João Batista e com isto poder ter o auxílio pós-parto. Consta que Isabel cumpriu a promessa.

    Observa-se neste acordo, quando do nascimento de João Batista, a fogueira serviu como “meio de comunicação” entre as primas. Se fosse hoje, com o avanço da tecnologia de comunicação, Isabel daria um telefonema (até mesmo por celular), ou pediria que passassem um fax, ou um e-mail, ou pediria que fizesse uma página no Orkut sobre o acontecimento, ou mesmo passaria as imagens pelo MSN. Percebe-se que Isabel teria diversas opções de se comunicar com Maria sobre o nascimento de João Batista, relativando-se as suas condições de posse, é claro. Este é um dos fatores que justificam apagar as fogueiras na época das festividades juninas, hipótese deste artigo.

    Ao citar os fatos anteriores, desejo somente ajudar a desmistificar a “justificativa” de “homenagear” São João (Batista), pois o fato de usar o “meio de comunicação” utilizado por Isabel para transmitir o nascimento do rebento para Maria se traduz como um processo arcaico e ultrapassado, principalmente, com relação às questões ambientais: aquecimento global, devastação das florestas, crescimento demográfico da população, poluição dos rios, extinção de animais, doenças endêmicas, dentre outros.

    O impacto causado pelo uso indiscriminado da vegetação para fazer a fogueira de São João é extremamente preocupante, pois colabora, sobremaneira, para a devastação e, consequentemente, para a desertificação do Semi-Árido, sem mencionar o volume de lenha utilizado diariamente para alimentar os fornos das padarias, aquecer os fornos das olarias, as caldeiras das indústrias e de práticas errôneas de agricultura como a coivara (queima para plantio). O solo vai perdendo a cobertura fértil, e, aos poucos, torna-se estéril.

    A desertificação ocorre em mais de 100 países do mundo. Observe que contra-senso, no dia 17 de junho é comemorado o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca e não presenciamos a comunidade se mobilizar para plantar árvores no semi-árido, ou em qualquer outro lugar que seja, mas após apenas uma semana, no dia 24 de junho “homenageamos” São João com a queima de milhares de fogueiras, de diversos tamanhos, espalhadas pelo país, especialmente, no Nordeste praticamente em todas as cidades. E não é só isto, acende-se fogueiras também no dia de Santo Antônio (12 e 13 de junho), no dia de São José (18 e 19 março) e no dia de Sant`Ana (em julho).

    É um fato atual. A desertificação do Semi-Árido já atinge mais 40.000 km2 dos seus 980.711 km2. No geral, os processos de desertificação são muitos dinâmicos e geram maior impacto nas regiões semi-áridas e áridas, por natureza, mais frágeis e instáveis do que as regiões úmidas e temperadas. Um dado importante é que nas áreas desertificadas tornam-se impossível a recuperação das terras.

    Uma grande maioria de cientistas e estudiosos coincidem em enquadrar as regiões semi-áridas, as que têm menos de 650 mm de precipitação de chuvas anuais, e as regiões áridas, inferior a 500 mm. Nos dois casos, as precipitações se apresentam concentradas em uma estação do ano, com grande variedade e irregularidade, frequentes secas, estiagens, como também impactos como o fenômeno El Niño.

    Grande parte do semi-árido se encontra numa situação de marginalidade, inferioridade ou de dependência em relação ao centro de gravidade político-econômico, persiste com um sistema de baixo valor produtivo, com severos desequilíbrios regionais, atraso tecnológico, falta de planejamento familiar, dentre outros problemas e mazelas. A Paraíba tem 70% de seu território nessa região geográfica, abrangendo cariri, curimataú, sertão e agreste. Dos 223 municípios paraibanos, 162 encontram-se no semi-árido, segundo dados do BNB, apenas a faixa da zona litorânea fica de fora.

    As causas, portanto, desse processo de desertificação são os seguintes: o ser humano é o principal fator desencadeador dos processos de degradação e deterioração dos recursos renováveis, na ânsia de satisfazer crescentes necessidades (ou tradições como a fogueira!), e intensifica mais pressão sobre a natureza, muitas vezes com critérios equivocados ou tecnologias erradas, ignorando alterações ecológicas sérias, com implicações não somente no meio ambiente, como também no social, econômico e político.

    As principais causas de desertificação nas regiões semi-áridas, inclusive na Paraíba, que podemos mencionar, são: a retirada irracional da vegetação nativa, o sobrepastoreio, práticas equivocadas de irrigação, mineração e a utilização do fogo para desenvolver atividades agropecuárias. A medida que o processo de desertificação avança, a vegetação se deteriora, o pastoreio se degrada, aumenta a proporção de solos danificados, ocorre maior erosão, desequilibra a fauna e provoca o êxodo rural.

    Outro fator que justifica apagar as fogueiras de São João, é o impacto do crescimento demográfico da população na comemoração das festas juninas. Fazendo uma comparação em apenas cem anos. Segundo dados do censo do IBGE, no ano de 1900, Campina Grande tinha pouco mais de 20.000 habitantes, a Paraíba quase 500.000 habitantes, o Nordeste 6.749.507 habitantes, o Brasil 17.438.434 habitantes. Hoje, porém, no censo de 2000, Campina Grande tem 379.871 habitantes, a Paraíba tem 3.443.825 habitantes, o Nordeste 47.741.711 habitantes e o Brasil 169.799.170.

    Vamos supor que apenas 20% da população costume acender fogueiras juninas. Em 1900, em Campina Grande teria 4.000 fogueiras, na Paraíba 100.000 fogueiras e no Nordeste 1.349.901 fogueiras. Hoje, com dados do censo de 2000, em Campina Grande teria 7.974 fogueiras, na Paraíba 688.765 fogueiras e no Nordeste 9.548.342 fogueiras. Sem comentar que não existiu nestes cem anos qualquer projeto de reflorestamento da cobertura vegetal da caatinga, com espécies nativas ou exóticas.

    Outro fator que justifica apagar as fogueiras de São João, é o impacto na saúde da população com problemas respiratórios e queimaduras. Segundo dados do IBGE, no ano de 1999, o valor custeado das hospitalizações, paga pelo SUS com doenças do aparelho respiratório no Brasil foi de R$ 612.581.691,00. Só no Estado da Paraíba foi gasto R$ 15.590.573,00. Note-se que o valor ainda é maior, pois não entrou neste somatório os gastos dos planos privados e gastos particulares, nem problemas relacionados as queimaduras causadas pelas fogueiras.

    Agora cabe a você, minha irmã e meu irmão, perceber se vale a pena continuar com esta “tradição” de acender a fogueira para “homenagear” São João. Rezo para Deus, e nosso Senhor Jesus Cristo, tocar em seu coração, nos dos seus familiares e amigos, e faça mudar esta “tradição” que só empobrece a cobertura vegetal de nossa região, de nossa economia, impacta o meio ambiente e afeta a saúde de milhares de pessoas, colocando em cheque o futuro da região semi-árida nordestina.

    * Carinhosamente conhecido por RAMIRO PINTO, filho de Seu Gercino e Dona Joriéte, irmão de Fred Ozanan, Gercino Júnior, Jógerson e Jordânio, marido de Mary Roberta e pai de Matheus (coração) e Rafael (sangue), ambientalista, administrador, mestre em Engenharia de Produção, Professor da Facisa, Analista da Embrapa.

    prof.ramiropinto@gmail.com

    http://ramiropinto.spaces.live.com

    Bibliografica consultada

    Francisco de Assis Souza Filho e Antônio Divino Moura (Orgs.). Memórias do Fórum Natureza e Sociedade nos Semi-Áridos. Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil; Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, 2006.

    ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/tematicos/recursos_hidricos/regionais/PB_hidrogeologia.pdf , acesso em 1º de maio de 2007.

    http://desertificacao.cnrh-srh.gov.br/noticia//not.php?id=39, acesso em 1º de maio de 2007.

    http://www.ambientebrasil.com.br, acesso em 1º de maio de 2007.

    http://www.arteducacao.pro.br/Cultura/junina.htm, acesso em 1º de maio de 2007.

    http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Investir_no_Nordeste_eng/Mapa_do_Semi_Arido/gerados/pb_apresentacao.asp , acesso em 1º de maio de 2007.

    http://www.corujando.com.br/arquivo/saojoao.htm, acesso em 1º de maio de 2007.

    http://www.embrapa.gov.br/noticias/banco_de_noticias/1997/abril/bn.2004-11-25.8425384557/mostra_noticia , acesso em 1º de maio de 2007.

    http://www.ibge.gov.br, acesso em 1º de maio de 2007.

    http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/popul/default.asp?t=3&z=t&o=21&u1=1&u2=1&u3=1&u4=1&u5=1&u6=1 , acesso em 1º de maio de 2007.

    http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=17449, acesso em 1º de maio de 2007.

    http://www2.uol.com.br/JC/_1999/especial/de1411a.htm, acesso em 1º de maio de 2007.

    Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Anuário Estatístico do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2002.

    Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/CNE. Anuário Estatístico do Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 1947.

  • Em certo lugar do oriente médio (não me cabe dizer local ou religião) é de ato cultural os homens mais velhos cortarem uma parte da órgão genital da mulher, quando ela chega em média aos 13 anos, para que ela sinta prazer no ato sexual – pois o prazer feminino no ato sexual é visto como falta de respeito, como vulgaridade. Tradições culturais devem ser repensadas caso não sejam benéficas às pessoas, ao meio ambiente. O São João não vai perder sua beleza pelo fato de não acenderem mais fogueiras. paradigmas podem ser quebradas. SOU CONTRA A MORTE DAS ÁRVORES EM QUALQUER CASO, PRINCIPALMENTE PARA FAZER A “ALEGRIA” DE MAIS ALGUMAS GERAÇÕES, UMA VEZ QUE AS PRÓXIMAS GERAÇÕES ESTÃO CONDENADAS

  • CORREÇÃO

    Em certo lugar do oriente médio (não me cabe dizer local ou religião) é de ato cultural os homens mais velhos cortarem uma parte da órgão genital da mulher, quando ela chega em média aos 13 anos, para que ela NÃO sinta prazer no ato sexual – pois o prazer feminino no ato sexual é visto como falta de respeito, como vulgaridade. Tradições culturais devem ser repensadas caso não sejam benéficas às pessoas, ao meio ambiente. O São João não vai perder sua beleza pelo fato de não acenderem mais fogueiras. paradigmas podem ser quebradas. SOU CONTRA A MORTE DAS ÁRVORES EM QUALQUER CASO, PRINCIPALMENTE PARA FAZER A “ALEGRIA” DE MAIS ALGUMAS GERAÇÕES, UMA VEZ QUE AS PRÓXIMAS GERAÇÕES ESTÃO CONDENADAS

  • Existe uma comunidade no Orkut dedicada à causa das Fogueiras

    ajude a divulgar

    http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=35971807

    Abraços

  • Algumas tradições culturais atendem apenas interesses de oportunistas… Alimentar certas tradições significa manter povos presos em currais, onde se destaca a ignorancia, a miseria – EM TODOS OS SENTIDOS – que favorecem àqueles que destacam fronteiras como instrumento de um poder perverso. ESSAS TRADIÇÕES TAMBÉM PERPETUAM A MISÉRIA DE UM POVO QUE SE ACOMODA DIANTE DE ARGUMENTOS PRODUZIDOS QUE ATRIBUEM À SECA, POR EXEMPLO, A RESPONSABILIDADE POR UM FLAGELO CUJOS CULPADOS ESTÃO OCULTOS NA PRESERVAÇÃO DE MENTIRAS.
    Fogueira, para mim, álém de outras contradições, também é símbolo de inquisição – movimento que em nome da verdade absoluta levou milhares de inocentes à morte, da forma mais cruel já documentada… E quase fez arder Galileu, se ele não tivesse – em tempo – abnegado de teorias que hoje são verdades científicas, também teria trilhado o mesmo triste destino.Inquisição que, apesar de mais branda, ainda se manifesta através de confissões e penitencias, como se o homem atual também não fosse vitima daquilo que criaram e usam como forma de torturar e impedir que a raça humana, além da razão, prossiga com um processo que não depende de ilusões…
    O objetivo da Humanidade é o de avançar diante do próprio caos e assim cumprir com aquilo que determina o processo evolutivo – assim como cumpre o universo ao avançar e revelar seu caos. Ser prisioneiro de lendas e tradições iniciadas antes mesmo do homem ter conhecimento sobre a forma do proprio planeta, apenas contribui com a perpetuação da ignorancia, estupidez e apenas favorece oportunistas que se deliciam com o que está podre – tal como os vermes!
    Um dia, certamente, entenderemos que essa guerra toda por divisas, fronteiras, fogueiras e outras idiotices que perimitem determinados seres acharem que podem destruir omitindo-se de responsabilidades baseando-se, muitas vezes, em mentiras produzidas e perpetuadas como verdade absoluta, faz parte de um momento de irracionalismo alimentado por tradições como a que mantem viva a fogueira de São João: O obscurantismo não permite alguns enxergarem a crueldade que se pratica contra as espécies… Se usassemos um pouco mais aquilo que nos diferencia de outras espécies: A Razão! certamente não estariámos discutindo, em pleno século XXI, tais bobagens e o nordeste, PROVAVELMENTE, estaria livre de sermões que enaltecem o sofrimento como única alternativa de salvação da alma. Coisas que abrem brechas e tornam parte do povo prisioneiro da ignorancia e, portanto, de contradições que ora causam polemicas.É preciso, portando, rever conceitos e romper elos que apenas maltratam o corpo e o espirito humano.
    Francisco

    • ESTOU TOTALMENTE A FAVOR DO FIM AS QUEIMADAS DAS FOGUEIRAS,NÃO ESTAMOS,NO SECULO XXI PARA CONDENAR AS GERAÇÕES QUE SERAM VIVIDOS POR NOSSOS FILHOS NETOS,ENFIM FAMILIARES FUTUROS.
      ENTÃO CONSCIENTIZAR É O MELHOR REMÉDIO,HOJE MESMO SEM PENSAR ME VEIO ESTE TEM NA MENTE E DESENVOLVI COM MEUS ALUNOS EM RODA DE DIÁLOGO
      E A PRIMEIRA COISA A CITAREM FOI A QUESTÃO DA SAÚDE,ONDE OS MESMO EM TODAS AS FESTIVIDADES JUNINAS SOFRM COM O CANSAÇO E TERMINAM EM LEITOS DE HOSPITAIS,QUER DIZER DEGRADAÇÃO TOTAL.

  • Desde 2004, na qualidade de Promotor de Defesa do Meio Ambiente de Campina Grande, que atuo no combate à poluição provocada pelas fogueiras juninas, que afetam especialmente 32 mil pessoas alérgicas, o pouso das aeronaves no aeroporto da cidade, em razão dos riscos oferecidos pela cortina de fumaça que cobre a cidade. Segundo a Associação Campinense de Pneumologia aumenta em 50% os internamentos de pessoas com problemas respiratórios, sendo afetados especialmente crianças e idosos que muitas vezes são intubados e chegam até a óbito. Nem isso sensibiliza a população que insiste em quimar. Em 2004, eram mais de 50 mil fogueiras em Campina Grande, havia ruas como a Vigário Calixto, por exemplo, com 103, fogueiras. O ano passado teve somente quatro. Este ano, recomendamos aos órgãos ambientais a apreensão da lenha disponibilizada para as fogueiras na cidade. Já foram apreendidos vários caminhões e o pátio do Ibama já está cheio. Em Campina Grande temos aproximadamente 124 mil residências, sendo que seus moradores competiam pela fogueira maior, era um verdadeiro inferno, até a acessibilidade do Corpo de Bombeiros para atender chamados estava prejudicada em razão das ruas estarem tomadas por fogueiras. Em 2004, quase me crucificaram, hoje a pressão já diminuiu, contudo através dos endereços eletrônicos ainda se nota a antipatia pela medida, vejam: http://www.http://vitrinedocariri.com/index.php?+com , www. matracas.com.br/paraíba1502.html, http://www.onorte.com.br/noticias/?84438, http://www.paraiba.com.br/noticia.shtml?12938, http://www.paraibaonline.com.br/noticia.php?id=353676.

  • A fogueira antigamente tinha função cooperativa os vizinhos se reuniam em torno de uma única fogueira para enfrentar o frio da noite brincando, assando milho, dançando se divertindo. Hoje cada casa faz uma, um verdaeira farol em homenagem ao nosso egoísmo. Se para alguns manter isto distorção é de grande importancia, que continuem fazendo. Cabe ao governo fiscalizar, exigir que toda a madeira seja certificada e aplicar multas não só aos vendedores como também as residências que não comprovem a procedencia da madeira utilizada.

  • Refletindo sobre a tragédia ambiental que atinge o planeta,a humanidade deveria imaginar que daqui a 70 anos, talvez não tenhamos as matas, aquíferos, rios que fazem o bem estar das pessoas que agora habitam em nossa querida Terra.Que sombra, água fresca ,não sabemos” QUANDO “no futuro poderá ser apenas lembranças, fotos, historias de um passado distante…
    A queima indiscriminada da madeira, deveria ser controlada em alguns casos e proibida em fogueiras, queimadas…

  • Prezados alunos

    É louvável a atitude de vocês. Todavia, vamos preservar a nossa cultura, queimando fogueiras de reflorestamento. Aqui em Vitória da Conquista na Bahia, existe uma campanha para substituir a lenha queimada na fogueira, de nativa para lenha de eucalipto.

    Saudações

  • Como é dificil lutar contra o fanatismo. Queimar fogueira é a maior babaquise. Não tras nenhum beneficio, só malefícios.
    Mas ainda tem muita gente com resquicios do Nenderthal religioso dentro de sí, que pena.
    Os que praticam e são a favor da queima de milhares de arvores, são como “cegos que conduzem cegos” e, sem eufemismos diriamos que “são idiotas que conduzem imbecis”
    Meus pesames ao meio ambiente.
    Marcos André.

  • aqui no parana nos temos a maior fogueira do mundo toda alenha que e usada e de area de reflorestamento feito e mantido pela prefeitura todo o lucro e revertido para a igreja que usa em projetos sociais este ano teve mais de 25 mil pessoas . portanto senhores defensores do meio ambiente vcs deveriam estar mais informados antes de falarem tantas bobagens e se preocuparem com coisas mais importantes e revoltante a ignorancia e a ipocrisia de algumas pessoas.

  • Acho uma palha o povo deve cuidas matas

  • Antes mesmo de acessar este site , eu também ja era contra qualquer depredanação da natureza. Não podemos pregar ontra a destruição do meio ambinete e agir ao contrário. Isso é o que a igreja prega conforme vários Temas da Campanha da Fraternidade e atua de outra forma. A igreja é uma instituição que deve dar exemplo na prática e ssim deixar de queimar fogueiras com lenha nativa, e sm de eucalípito. Agindo assim não vai comprometer a fé e nem a cultura dos fieis. precisamos dar exemplo, pois a igreja é adiministrada por inúmeras pessoas que tem o compromisso de passar uma imagem possitiva. Nosso planeta pede socorro, e não podemos estender nossos olhares na Amazônia e esquecer que devemos agir em nossa região.

  • Morro do Ferro, 04 de abril de 2010.

    Exmo.sr.:
    Padre xxxxxxxxxxxxxxx
    DD. Vigário da Paróquia de S. João Batista.
    Morro do Ferro/MG.

    Cordiais Saudações!

    É com muito carinho que nós, batistanos, o acolhemos em nossa paróquia, a fim de continuar os trabalhos na evangelização do povo desta comunidade, e, estamos certos que terá bom êxito nesta louvável missão.
    Sou um profundo defensor de Morro do Ferro e, é claro, de nossa tradicional Festa de Junho, que é, sem dúvida, uma das maiores manifestações religiosas do Estado Mineiro. Tal amor me fez dedicar, a ela, grande parte no documentário “Memórias de um Povo – Morro do Ferro conta sua História”, no qual espero poder contar com o apoio do querido padre no que se refere ao capítulo religioso.
    As procissões, os fogos, as missas solenes, ladainhas, levantamento dos mastros, banda, leilões, barracas, shows, tudo em harmonia e fé, forma a maravilhosa festa junina, que é motivo de orgulho de todos nós morroferrenses.
    Recordemos os Temas das Campanhas da Fraternidade pleiteados pela Igreja, dando ênfase ao meio ambiente, tais como: “Por um Mundo mais Humano (1979)”, “Fraternidade e Terra (1986)”, “Fraternidade e Povos Indígenas (2002)”, “Fraternidade e Água, (2004)”, “Fraternidade e Amazônia (2007)”. Baseados nestes Temas e nas previsões catastróficas dos cientistas, precisamos unir, embora atrasados, nossas forças e dar nossa contribuição, em prol da vida em nosso planeta.
    Como ambientalista de coração, constatei nesta busca de informações, para o referido documentário, que nessa citada celebração (Festa de Junho) as tradicionais fogueiras são construídas de lenha nativa, desde os primórdios. Até o fim do século XX, a madeira era cortada nas matas da região da Batalha, que após se esgotar, passaram a retirar em outros lugares e atualmente extraem na Serra da Manteiga.
    Então me pergunto: e no futuro, de onde virá a madeira? Ficaremos sem matas nativas e sem fogueira? Ou…, pois afinal quem pensa no Meio Ambiente é a minoria e agir então…, são pouquíssimas pessoas e estas são duramente criticadas.
    Gostaria, portanto, de sugerir outra alternativa, que só contribuirá para a preservação das matas e em nada prejudicará a grande festa, pois, em hipótese alguma, as fogueiras deverão ser construídas de lenha nativa, seja seca ou verde; autorizada ou não pelo órgão responsável (IEF). O ideal seria que elas fossem erguidas de eucalipto, pois, estas sim, são árvores plantadas para serem exploradas e não mais extraídas das raras florestas ainda existentes.
    É necessário que demos exemplo do bom convívio e respeito para com a natureza. Essa é sem dúvida uma das formas de preservar o que nos resta e também já se passa da hora de recuperar o que já destruímos.
    Atendendo a esta solicitação, o que não vai prejudicar a fé e a cultura de nossa gente, as fogueiras custarão aos cofres desta igreja no máximo R$ 1.200,00 (Mil e Duzentos Reais) e a melhor parte é que será acesa e queimada uma fogueira dita “Ecologicamente Correta”.
    Esta atitude mostrará que essa conceituada organização religiosa é consciente na preservação da natureza e servirá de espelho para todos e assim as novas gerações assumirão esta nobre missão de organizar essa prodigiosa festa, continuando a seguir os exemplos e assim vão se aquecendo nas chamas da fé e da responsabilidade ambiental.
    Peço-lhe encarecidamente, que este pedido seja repassado também às demais capelas rurais, que mantém esta tradição.
    Aproveitando o momento, gostaria ainda de sugerir, que se peça ao poder Público Municipal a instalação de lixeiras em vários pontos de nossas ruas e praças, principalmente nos dias de festas, seja ela urbana ou rural, bem como sua coleta e destino adequado.
    Como no inicio deste texto, disse que sou “Ambientalista de Coração”, talvez possa eu, estar equivocado, pois, não sou o senhor da verdade, somos todos passivos de erros. Então, caso ache necessário, leve esta carta a pessoas que estudaram temas ambientais, tais como: gestão ambiental, agronomia, biologia, engenharia florestal, geografia, geologia, dentre outros a fim de opinar.
    Espero que esse pedido não venha a ser mal interpretado e que o senhor, jovem vigário, em conjunto com os Membros dos Conselhos, se sensibilizem com esta causa, após avaliarem minhas sugestões, ponto a ponto, e, por favor, me dê retorno, algo que não ocorreu no ano passado, quando encaminhei impresso semelhante.
    Desejo que o senhor seja o pioneiro a determinar tais mudanças e assim tenhamos a partir desse ano (2010) as fogueiras menos prejudiciais à natureza, onde alternativas sejam tomadas, em prol do bem estar de toda humanidade e assim vá para a história como: “o Padre Ecológico”, afinal nosso planeta grita por socorro.
    Agradeço pela atenção e coloco-me à disposição.

    Atenciosamente:

    Ildeano Sebastião Silva
    Rua Bento Gonçalves, nº. 470
    Fone (37) 9954 – 5908
    Morro do Ferro – MG.

  • ola Ildeano, gostei muito do seu primeiro texto, é com atitudes como está de publicar sobre nossa opinão como ambientalistas diante dos problemas enfrentados com a queima de lenha nativa, que despertaremos nos outros a importância de se preservar as árvores pioneiras acredito eu que não seja dificil de resolver esse problema como voce mesmo mencionou a lenha de eucalipito e uma otima opção pois é destinada a ser explorada legalmente.
    Desde já agradeço pela confiança de me indicar para ler seu artigo
    Ariane

  • ola Ildeano, gostei muito do seu primeiro texto, é com atitudes como está de publicar sobre nossa opinão como ambientalistas diante dos problemas enfrentados com a queima de lenha nativa, que despertaremos nos outros a importância de se preservar as árvores pioneiras acredito eu que não seja dificil de resolver esse problema como voce mesmo mencionou a lenha de eucalipto e uma otima opção pois é destinada a ser explorada legalmente.
    Desde já agradeço pela confiança de me indicar para ler seu artigo
    Ariane

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).