Brasil precisa de até 8 usinas nucleares até 2030

mai 17, 2007 by     2 Comentários    Postado em: Atualidades

 usina-nuclear.jpg
Vista aéra da Central Nuclear. Ao fundo, Angra I e II

de O Globo

O secretário de Desenvolvimento e Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Maurício Zimmermann disse nesta quarta-feira que o Brasil vai precisar de quatro a oito usinas nucleares para fornecimento de energia elétrica até o ano 2030. O secretário disse que os estudos de planejamento do cenário de consumo de energia até 2030 apontam para esta necessidade da construção das usinas, que teriam a capacidade cada uma de cerca de mil megawatts (MW), referindo-se ao Plano Decenal de Atendimento de Energia do governo, que está sendo atualmente revisado. Atualmente, o Brasil tem apenas duas usinas nucleares em funcionamento, Angra 1, com capacidade para 657MW e Angra II, com 1350 MW.

Zimmermann, que participa do XIX Fórum Nacional de Economia, no Rio, explicou que o custo médio de uma usina térmica a gás é da ordem de R$ 170 o megawatts-hora, enquanto uma usina nuclear do mesmo porte (1.000 MW) custaria em torno de R$ 150 o megawatts-hora, defendendo que a energia nuclear seria mais competitiva.

Ao falar sobre o impasse para as obras de construção das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, Zimmermann afirmou que o ministério espera uma definição do Ibama ainda este mês. Segundo ele, caso o órgão não conceda a autorização prévia das licenças ambientais para construir os empreendimentos, o ministério será obrigado a incluir outros projetos no próximo leilão de energia nova, para atendimento do mercado já a partir de 2012, dentre eles a usina nuclear de Angra 3.

No mês passado, o ministro de Minas de Energia, Silas Rondeau, já tinha dito se o impasse para a concessão de licenças ambientais no Rio madeira não fosse resolvido até este mês, o governo deveria ter buscar outras fontes de energia, que poderiam ser a nuclear ou termelétricas.

A situação da demora das licenças ainda pode ser agravada com a greve por tempo indeterminado dos funcionários do Ibama, iniciada na última segunda-feira.

Na semana passada, Rondeau voltou a falar sobre a necessidade de usinas nucleares, mas não deu números tão expressivos como Zimmermann. O ministro disse apenas que Angra 3 deverá mesmo ser construída, mas ainda não há prazo previsto. Segundo Rondeau, é possível que o BNDES financie a obra, já que a Constituição Federal determina que a produção de energia nuclear deve ser controlada pelo governo federal

- Angra 3 vai ser construída. A questão é quando vai ser construída – afirmou.

Segundo Rondeau, na época em que foram construídas as usinas de Angra 1 e 2, o Brasil tinha um modelo energético bem diferente do atual, que prevê venda de energia por meio de leilões. Por isso, será preciso adequar o sistema para construção da nova usina. Ele disse ainda que a energia de Angra 1 e 2 é comercializada por Furnas, que tem contratos antigos de venda de energia, antes do modelo de leilões.

2 Comentários + Add Comentário

  • Boa tarde! Gostaria de saber quanto tempo demora para ser feita uma usina nuclear. Estou fazendo um trabalho escolar e gostaria de ser respondido, desde ja agradeço a comprienção.

  • olá , eu gostaria de saber mais sobre as usinas nucleares , pois, eu vou fazer um trabalho da feira de conhecimentos e preciso de mais informações possível , se fosse possível gostaria que vcs me mandassem um site .

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

XHTML: Você pdoe usar as tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Enquetes

Em relação ao impeachment de Dilma Rousseff, qual sua posição?

Ver Resultado

Loading ... Loading ...

Frase do dia

  • A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes.”, Adam Smith.

ARQUIVO

novembro 2017
S T Q Q S S D
« mai    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  

Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).