CE aprova projeto que torna obrigatório ensino de música na educação básica
Como vários posts falam hoje (4) sobre educação pública, fiquei sabendo agora que o senado aprovou uma lei bastante positiva para o ensino nas escolas públicas do Ensino Fundamental. Até que enfim uma boa notícia vindo de nosso Senado. Mesmo que se ensine Brega, ao menos as crianças saberão distinguir o mínimo que seja de teoria musical. Já ensinei música (além de História) em uma escola pública no Ibura, e o nível de conhecimento dos menin@s era baixíssimo.
Bem, vejam a matéria abaixo e tirem suas conclusões:
da Agência Senado
A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (4), por unanimidade e em decisão terminativa, projeto de lei que torna obrigatório o ensino de música nas escolas da educação básica. A proposta, de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB (Lei 9.394/96) – para incluir a música como conteúdo do ensino de Artes. Na abertura da reunião, 80 músicos cantaram na sala da comissão. Eles representavam entidades musicais de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
De acordo com a proposta (PLS 330/06), o ensino de música deverá ser ministrado por professores com formação específica na área. As escolas, determina ainda o projeto, terão três anos letivos para se adaptarem às mudanças.
Os senadores petebistas Sérgio Zambiasi (RS) e Romeu Tuma (SP), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), juntamente com os então senadores Roberto Saturnino e Juvêncio da Fonseca, também haviam apresentado proposição com a mesma finalidade (PLS 343/06). O projeto tramitou em conjunto com a proposição de Roseana Sarney, apresentada seis dias antes da outra, conforme destacou o presidente da CE, Cristovam Buarque.
A relatora da matéria, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), ressaltou que a proposta aprovada não determina que a música seja ministrada de forma independente, mas que seja trabalhada de forma integrada às demais disciplinas da área de Artes. Ela disse esperar, no entanto, que brevemente a música se torne uma disciplina curricular.
A senadora lembrou que o projeto foi amplamente discutido em audiências públicas realizadas na Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social, que funciona no âmbito da CE, e que o ensino obrigatório é um consenso entre os profissionais da área. E ressaltou que a obrigatoriedade do ensino de música pode contribuir para que os estudantes gostem da escola, assim como poderá garantir um mercado de trabalho específico para os músicos brasileiros.
Na opinião de Romeu Tuma, a música deve também ser ministrada em presídios. Segundo o senador, a agressividade pode estar relacionada à falta de sensibilidade e a música pode despertar emoções que minimizam a violência.
As escolas que incluíram a música em seus currículos, informou o senador Valter Pereira (PMDB-MS), registram menos problemas comportamentais dos estudantes. O senador informou que muitas escolas do interior do Mato Grosso do Sul já trabalham com música, mesmo sem haver ainda determinação legal para isso.
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Em tese a notícia é boa, eu só me preocupo é onde serão arrumados professores de música para as cerca de 215 mil escolas. Não defendo que não se deva avançar num ponto (nesse caso, o ensino de música) sem que outros primordiais (o ensino de português e matemática) estejam resolvidos. Mas também não creio que o simples fato de se fazer uma lei irá modificar a realidade brasileira. Antes de tudo é preciso pagar salários pelo menos razoáveis aos professores e garantir que as escolas tenham uma estrutura mínima. Espero que essa iniciativa dê certo, mas sou totalmente descrente.
Márcio, também penso assim.
Um dos grandes problemas da nossa escola é que ela quer ser tudo(escola, conservatório, consultório de psicologia, formadora de lideranças sindicais etc.) e acaba não conseguindo cumprir nem mesmo a sua função primordial e inalienável: trabalhar o conhecimento científico sistematizado e considerado relevante em nossa sociedade, coisa que começa no aprender a ler, escrever e fazer cálculos.
Hoje, o senado deu mais uma “cagad…” quanto ao piso salarial dos profis. Contudo, arrumou tempo para embelezar teoricamente a grade curricular. Que tal um artigo a mais, obrigando os filhos dos senadores a estudarem em escola pública?
Prezados Márcio e Amanda,
Compreendo a descrença e relutância de vocês. Afinal, infelizmente há motivos legítimos, na sociedade e política brasileiras, para se descrer de novas iniciativas. E é muito possível que vocês estejam com a razão.
No entanto, fico muito alegre em pelo menos saber que as autoridades começam a compreender a importância do belo na formação humana. A música é um meio importantíssimo para o cultivo da apreciação estética e para o desenvolvimento do sentido de harmonia.
Realmente será um problema inicial contratar professores para todas as escolas nessa área. No entanto, mesmo com todos os professores já formados nas áreas de matemática, física e química, muitas e muitas escolas carecem de tais profissionais.
Não é possível discordar de vocês que, sem salário digno, não haverá jamais educação universal que valha pelo seu conceito. No entanto, essa medida específica é algo positivo.
Discordo só de Amanda no aspecto específico de que a função primordial da escola seja trabalhar o conhecimento científico sistematizado e considerado relevante. Para mim, a Educação (com “E” maiúsculo) é a ciência e o conjunto de práticas intencionadas para a Formação Humana. E a formação humana jamais será o que é sem a formação do sentido e do gosto da apreciação do belo, sem prejuízo de várias outras dimensões das quais não posso aqui tratar.
Pela liberdade sou Jaspion! Contra a crueldade sou Jaspion!
Caros Márcio Cabral de Moura, Amanda Costa e reci
… Já que vocês estão desacreditados na “pala” do governo dou lhes uma sugestão: acreditem no Jaspion!
Ora, como poderemos melhorar certas coisas com uma visão fatalista ou argumentos mamiguebis¹?. Além de um discurso revoltado contra a máquina governamental se faz necessário um pouco de inteligência em alguns momentos na vida.
É claro que a maior parte dos professores, além das péssimas condições de trabalho são mal remunerados pelo seu ofício.Isso é nítido, latente e revoltante. É indispensável lutar por melhores condições e salários.
Entretanto Jaspion lhes diz: é mais uma causa pra se lutar, outra nova via que pode possibilitar mais pessoas ao acesso de uma dimensão do conhecimento, devemos nos lastimar por isso? Jaspion diz: não… claro que não ora!
Jaspion explica: Podemos manter a luta pela melhoria ensino no formato que aí está (digo ensino abarcando toda sua estrutura humana e material, portanto, professores, salários, alunos, pessoas e condições humanas dignas de se conviver e trabalhar, ok?). Existem milhares de pessoas que possuem capacitação para fazer um bom trabalho com música nas escolas. Se o problema for certificação acredito que as pessoas podem estudar e conseguir diploma para preencher alguns dos possivéis espaços.
“Jaspion não quer que as pessoas sejam privadas do acesso ao ensino de música, Jaspion acredita ser legal! Música bom para seres e não afastar dos ideias importantes” rs
¹Mamiguebis= o mesmo que “bundão”
O problema dessas criações magníficas começa nos seus criadores, que ou são acadêmicos de gabinete ou são políticos inescrupulosos.
Só quero ver que disciplina terá sua carga horária reduzida para se ter aulas de música…
Teacher Policarpo,
“Discordo só de Amanda no aspecto específico de que a função primordial da escola seja trabalhar o conhecimento científico sistematizado e considerado relevante. Para mim, a Educação (com E maiúsculo) é a ciência e o conjunto de práticas intencionadas para a Formação Humana. E a formação humana jamais será o que é sem a formação do sentido e do gosto da apreciação do belo, sem prejuízo de várias outras dimensões das quais não posso aqui tratar.”
Talvez o meu comentário tenha sido um pouco… seco. Mas o que quero dizer não é que sou contra o ensino de música ou da apreciação do belo. O que saliento em minha fala é que nossas escolas não ensinam a ler, nem a escrever e nem a fazer as quatro operações. Diante disso, ela ainda vai dispender esforços pra tentar ensinar música? Qual a relevância, do ponto de vista da sobrevivência, ensinar música para analfabetos que estão na idade própria para se aprender a ler, escrever e fazer contas?
Eu seria totalmente favorável ao ensino da música, do teatro, da filosofia, da sociologia, da economia, da zoroastria até, desde que os nossos alunos estivessem sabendo ler, escrever e fazer contas. Se eu tivesse um filho na quarta série que não soubesse ler, escrever e nem fazer as quatro operações, certamente não o matricularia em um conservatório. Quantos músicos analfabetos conseguem sobreviver com dignidade no Brasil?
Assim, só me resta pedir às escolas que comecem pelo começo, e não pelo fim.
Outra coisa. Quando falo que o papel primordial da escola é “trabalhar o conhecimento científico sistematizado e considerado relevante”, estou falando justamente da função mais básica e elementar a ser cumprida pela escola, pois o ensino das artes pode ser feito na associação de moradores, no sindicato, na igreja, no conservatório, em vários outros lugares, mas quem vai ensinar o conhecimento científico a esses meninos? Em nossa sociedade só existe uma instituição legalmente habilitada a esse ensino, a escola. Se ela não fizer, ninguém vai fazer. Se o aluno não sair da escola lendo, escrevendo e fazendo contas, não será na rua que ele irá aprender, entende? Não se deve colocar a carroça na frente dos bois. Aliás, eu acho que o budismo deve ter algum provérbio que ensina que cada coisa tem o seu tempo e a sua hora, não?
Em suma, quando escola estiver cumprindo o básico para a sobrevivência profissional, intelectual e cidadã dos seus alunos, aí a gente amplia o leque.
É claro que esse é o “meu” ponto de vista. Há quem pense diferente, e eu respeito sempre.
Abraços, teacher!
Jaspion, eu não sou contra a iniciativa, apenas descrente.
Amanda, ao contrário do tema Venezuela, aqui nossas visões são bastante parecidas.
José Policarpo Jr., é importante que as escolas tenham aulas de música, de teatro, de pintura, dos mais diversos esportes, mas antes de mais nada, é importante que a escola forme alunos que saibam ler e entender o que leram, além de não terem medo de números. Garantindo esse básico, é possível garantir o resto. Sem isso, todo o resto é maquiagem para inglês ver. Ah, também é preciso garantir a escola em tempo integral! Não dá para começar a encher a grade curricular de matérias, e simplesmente reduzir o tempo das demais.
O negócio aqui está ficando tão esculhambado quanto escola pública, pois até um lunático apareceu, travestido de Jaspion. Ora, porque não diminuir a carga horária dedicada ao recreio (merenda) para as aulas de música?
Por certo os senadores, esses heróis da pátria, já estão pensando na economia advinda da supressão da “gororoba”.
Creio que todos os problemas apresentados aqui são reias e quem os apresentou têm razão para tal. O que falta mesmo é vontade e honestidade política para devolver à sociedade os benefícios resultantes dos impostos infinitos que ela tributa. Dinheiro para resolver todos os problemas de saúde, segurança e educação sabemos de-cor-e-salteado que tem demais. Falta “apenas” que essa minoria egoísta e gananciosa que concentra a renda em suas mão sujas de imoralidade, devolva o que nos pertence por direito. Aí sim, poderemos usurfruir do direito de aprender a ler, escrever, fazer cálculos e aprender a bela e necessária mãe das artes.
Viva!!!!! A sociedade está buscando melhora. Se não entra o Projeto, haveria reclamação de que são burros e não entende de educação. Se o Projeto entra, não vai dar certo porque tem pouco professor. Tem uma porrada de gente querendo se formar em Música. Sabe por que não se forma? Porque não tem onde trabalhar, não há emprego para músico nesse país de forma a especificar a música como característica científica da nossa sociedade (música é lazer para muitos). Vamos sim colocar música nas escolas, mas não deixemos nunca de lutar pela melhora da escola, pois há falta de muita coisa na Educação, mas não de vontade!!!!!
Pedagogo e Maestro And…
Tinha que ser pedagogo…
Sou professora de Educação Infantil e gostaria de manifestar a minha satisfação pela iclusão obrigatória da música na educação básica.
Esse fato representa certamente uma enorme conquista para a educação nacional.
Sou bacharel em Música e licenciada em Pedagogia.
Nos meus 10 anos de experiência em Educação Infantil, vivenciei a transformação das crianças com a educação musical.
Evidentemente, não teremos todos os problemas educacionais resolvidos com a inclusão da música, mas posso afirmar que teremos melhoras significativas na auto-estima e no desempenho escolar infantil, colaborando para a alegria na escola, reduzindo o fracasso e a evasão escolar.
Outra coisa: em relação a alguns comentários anteriores quero salientar que a educação musical colabora para a aprendizagem das mais diversas áreas.
A aprendizaagem da leitura e escrita e da Matemática pode ser muito bem trabalhada por meio da educação musical.
Na educação infantil, o aprendizado de um instrumento musical exige um bom desenvolvimento psicomotor- que constitui um elemento fundamental para a aquisição da leitura e escrita- tida como primordial em alguns comentários anteriores.
segundo platão “a música é o alimento da alma”.Deixem as crianças antes de morrer de fome ou pela violência experimentarem esse alimento por favor descrentes e viva o jaspion.
Muito bem.
É muito interessante falarmos de maneira teorica aqui.
Ficam todos se dizendo favoráveis, porém, com reservas…
Ora, temos que encarar a realidade.
Vamos colocar Música na grade curricular, vamos contratar milhares de professores de música (a lei diz formação específica) para atender a demanda criada pela lei, vamos incentivar o ensino da música em todos os sentidos.
Tá certo!!!
Agora, quero saber se teremos professor de música para todos os alunos lá nos confins do Acre, de Rondônia e Roraima, ou nas cidades limite do Amazonas, ou, ainda, no interior de nossas terras no Norte e Nordeste.
É muito bonito pensar em educação perfeita aqui no Sudeste e no Sul.
Existem cidades que não conseguem oferecer sequer a alfabetização de maneira adequada.
Agora, onde fica a igualdade de direitos?????
Outro fato é a metodologia a ser aplicada. Os alunos terão que optar por algum instrumento? E, se gostarem mais de teatro e não de música? Teremos uma lei obrigando a ministração de aulas de teatro em todas as escolas, com professores que possuam formação específica? E, para piorar, por que não teremos aulas de artes plásticas obrigatórias (não essas aulinhas de “educação artística”), com verdadeiros artistas plásticos ministrando a bela arte para nossos alunos de escola pública?
Sou frontalmente contrário ao ensino de música de maneira obrigatória.
O que precisamos é oferecer possibilidades aos alunos, para que possam escolher qual a forma de apreciar o belo que estão dispostos a desenvolver.
Penso que existem soluções mais viáveis.
A educação musical deve existir, porém, não de maneira compulsiva, mas de forma a completar o crescimento do alfabetizando que, se desejar, pode escolher a música como futura profissão.
É claro que queremos grandes Advogados, Engenheiros, Médicos, Motoristas, Pedreiros, e outros profissionais, todos com um grande conhecimento de música. Porém, antes, temos que possibilitar a existência desses profissionais, com escolas melhores, professores bem preparados e bem remunerados, etc…
Logicamente, os benefícios da educação musical são inégáveis. Eu mesmo sou vountário em um grande projeto de musicalização. Porém, a obrigatoriedade é uma grande farsa, mesmo porque as outras artes, tão importantes quanto a música não são aplicadas de maneira obrigatória.
Mesmo nossas universidades enfrentam grandes problemas nos cursos de música. Imaginem o que sofrerá uma escola das regiões mais longínquas de nosso país para implantar um curso de música.
É mais do que sonho, a Lei, como foi proposta, beira ao oportunismo. É apenas uma demonstração de demagogia e desconhecimento de nossos legisladores. Vai ser mais uma lei sem aplicabilidade.
E viva o “Pão e Circo”!!!!!!!
Olá a todos.. normalmente não posto em sites, mas gostei do assunto aqui proposto e do nível da interferência de cada um dos posts.
Primeiramente, gostaria de dizer que já estudei música por 10 anos em conservatório e sou realmente por ela.. mas do ponto de vista prático, social, cultural e principalmente democrático, também tenho minhas reservas quanto ao ensino obrigatório da música em detrimento a de outra manifestações artísticas. Também acho que “brindar” a sociedade com novas matérias na grade curricular, além de não resolver os problemas crônicos da educação em nosso país, pode até piorar, pois qual outra matéria será prejudicada para que essa aula se dê? Se alguém diz: “fora do horário’, talvez não perceba o quão difícil para alguns alunos deslocar-se até a escola, para ainda ter que fazer isso de novo.
Não gosto de citar países como exemplo, pois cada um com sua realidade, mas sinceramente me agrada o formato onde o aluno passa o dia todo na escola, pois além de dinamizar o ensino, pode-se incluir outras matérias que o tempo tratou de excluir, além de criar um senso que eu considero importantíssimo, que no Brasil não se valoriza.. o de independência.. no ensino médio e fundamental passa-se as 9:00 até às 16, 17:00h na escola, na faculdade mora-se nela.
Música na escola? importante instrumento de socialização, de melhoria de desempenho escolar, etc.. mas há que se atacar os problemas realmente importantes: professor.. quem quer ser? ^^
Olá a todos.. normalmente não posto em sites, mas gostei do assunto aqui proposto e do nível da interferência de cada um dos posts.
Primeiramente, gostaria de dizer que já estudei música por 10 anos em conservatório e sou realmente apaixonado por ela.. mas do ponto de vista prático, social, cultural e principalmente democrático, também tenho minhas reservas quanto ao ensino obrigatório da música em detrimento a de outra manifestações artísticas. Também acho que “brindar” a sociedade com novas matérias na grade curricular, além de não resolver os problemas crônicos da educação em nosso país, pode até piorar, pois qual outra matéria será prejudicada para que essa aula se dê? Se alguém diz: “fora do horário’, talvez não perceba o quão difícil é para alguns alunos deslocar-se até a escola, para ainda ter que fazer isso de novo.
Não gosto de citar países como exemplo, pois cada um com sua realidade, mas sinceramente me agrada o formato onde o aluno passa o dia todo na escola, pois além de dinamizar o ensino, pode-se incluir outras matérias que o tempo tratou de excluir, além de criar um senso que eu considero importantíssimo, que no Brasil não se valoriza.. o de independência.. no ensino médio e fundamental passa-se as 9:00 até às 16, 17:00h na escola, na faculdade mora-se nela.
Música na escola? importante instrumento de socialização, de melhoria de desempenho escolar, etc.. mas há que se atacar os problemas realmente importantes: professor.. quem quer ser? ^^
[...] do ano passado que sou plenamente de acordo com ela. Na ocasião que escrevi sobre o assunto (leia aqui) muitos se colocaram reticentes quanto à [...]
@ Krishnamurti
Só quero ver que disciplina terá sua carga horária reduzida para se ter aulas de música…
Camarada, se fosse eu ia reduzir ou eliminar as aulas de Filosofia, que sequer chegam perto de um arremedo da filosofia de Sócrates, Platão, Aristóteles e tantos outros. Os professores só promovem discussões chatas sobre “sexo, drogas e DST”, como se já não bastasse aprender sobre isso nas aulas de Ciências (que depois são separadas em Química, Física e Biologia) e de Ensino Religioso. Não que a informação não seja relevante, mas se temos várias matérias ensinando exatamente a mesma coisa, melhor colocar no lugar de uma ou duas delas alguma coisa mais útil, como é a música.
Também me parece que o Ensino Religioso é inútil. Primeiro, porque religião é escolha de cada um, e existem professores utilizando indevidamente essa matéria para propagar doutrinas “in nomine patris”. Já vi um professor que era evangélico discutindo acaloradamente com uma colega minha que era espírita. Segundo, porque muito pouco se discute a história da religião, as diferentes religiões do mundo, as semelhanças e diferenças entre elas. Em lugar disso, as perguntas das provas são todas de resposta pessoal. Toda criança que fizer um discurso açucarado – acreditando nele ou não – sobre o amor e a paz mundial, passará com nota 9 ou 10.
Só espero que na musicalização de crianças em idade escolar nenhum professor venha com créééééééu, vai serginhooo, cinco patinhos foram passear…
Colegas, quem sou eu para dar algum parecer significativo, a não ser dizer que tive aulas de música no primário. Sou muito grato por isso e feliz por saber que mesmo que não seja aprovada a lei existem escolas que ensinam música por opção própria.
Apesar de música ser definida como a arte de combinar os sons, eu não creio que seje, senão não seria chamada de mito.
Vale ressaltar que música é uma ciência.
Ao meu ver, música é uma vibração com poder influente ligada ao comportamento mutável de toda a matéria.
Talvez pela mesma compreensão disse Platão:
“Toda a matéria resume-se numa nota musical”
Ou seja, se o estilo musical em nosso país sair do periodo decadente, possivelmente o país saíra da miséria nos próximos 20 ou 30 anos. Pra isso essa obrigatoriedade curricular musical tem que ser pra hoje, deveria no máximo começar a ser aplicado no início do proximo ano, porque já estamos bem atrasados e subdesenvolvidos e a música trará luz a mente das crianças, que então por sua vez aprenderão a ler, escrever e desenvolver cálculos com mais destreza. Sinceramente, não tenho a mínima dúvida quanto a tudo que acabo de escrever e por incrível que pareça eu estava essa semana desenvolvendo um artigo justamente sobre essa necessidade de aprendizado e calhei de encontrar essa página. Fiquei muito feliz pela decisão, espero que meu filho comece a aprender a desenvolver inteligência musical a partir de 2010 quando completará 5 aninhos.
Qual a relação entre: música, matemática, física, geometria, histótia, geografia, biologia, química, etc? Pesquisem sobre isso e irão se surpreender porque no verdadeiro ensino musical, a música é exatamente tudo, tudo isso e um pouco mais que isso.
entre mil matérias e artigos escolhi esse e sugiro que leiam para reverem conceitos. É um texto de fácil de assimilar e Confúcio está dizendo algo explendido:
http://www.joselaerciodoegito.com.br/site_pm_0870.htm
Todos vcs tem razão no que dizem e eu também tenho e todos nós possuímos um conhecimento fragmentado das leis. Nunca iremos compreender o que é música. Quem sabe daqui há alguns séculos um povo mais evoluído use a música apenas como remédio caso consigam desenvolver uma nova fórmula para a mesma.
“Sem música a vida seria um erro”
Nietzsche (Filósofo, compositor, pianista)
“Creio que o planeta só poderá ser salvo através da música”
Nietzsche
Eu creio que as crianças de hoje aprendendo musica irão transformar a indústria do comércio musical em nosso país, mas para isso todas as crianças sem exceção precisariam desenvolver inteligência musical desde a idade pré-escolar.
Não deixem esse debater acabar.
Então quero aqui tambem colocar a minha enorme satisfação com essa aproação da Lei.
E quero aqui salientar que moro em Rondonia e temos aqui muitos professores que atuam nessa área com formção musical a nivel técnico, e tem muitos professores sem formaçao academica mas que domina muito bem tanto na parte teórica quanto pratica e desenvolve projetos lindos e enriquecedor na area da educação musical, teve um colega que colocou um comentario que em Rodonia não tem nem a educação basica pois, temos aqui uma população que ja chega a100 mil habitantes e 45% ja tem nível superior e ai na sua cidade no sul voce ja pesquisou sobre isso .. para estar falando mal da região norte?
Sou técnico em música e desenvolvo projetos de música junto à seríssima e competente equipe de profissionais que conduzem a Secretaria Municipal da Educação de Assis-SP. Respeito todas as opiniões aqui postadas pois cada um tem o direito de pensar o que quer. Porém gostaria de deixar bem claro que somos totalmente favoráveis à inclusão da matéria de música na grade curricular do ensino fundamental e não é porque somos idealistas ou simplesmente apaixonados por música: é porque estamos tendo resultados fantásticos com a implantação de projetos de música nas escolas de ensino fundamental. A música, além de despertar para o “belo” como foi banalmente citado aqui é sim um importantíssimo instrumento no auxílio ao processo de ensino-aprendizagem. Acredito sim que existem políticos sérios que acreditam na educação como forma de melhorar a vida do ser humano e para aqueles que desacreditam dessa medida, da nossa política de forma GERAL e vivem criticando o nosso País sem tomar uma atitude de melhora, dou um conselho: Vão embora, levem o seu pessimismo pra outro lugar e deixem trabalhar aqueles que tem coragem de tomar atitudes de mudança para melhorar o que não vem dando certo.
Professor Eder Godoi
e-mail: eder-godoi@hotmail.com
quero parabenizar as pessoas que fizeram e aprovaram a lei da música e arte nas escolas, porque a maior catástrofe que existe no nosso país desde sua história é sem dúvida a falta de cultura no nosso povão. E temos uma cultura nata muito rica, mas que precisa urgentissimo ser trabalhada e divulgada, pois o conhecimento, a capacidade, a produção cultural de nossa população é muito ruim.
Sou Educador musical formado pela UFMT em 1995, mas sou musico regente de coro misto e maestro de banda musical a mais de 20 anos e sei o qto a música auxilia na vida prática.
Melhor tarde do nunca. No início década de 70 estudei música na escola pública no interior de SP. Me diga quem tirou-a da sala de aula e por que? Porque a musicalidade esclarece, dá sentido à vida e os governos militares se incomodaram com a musica, pois a mesma tinha e tem o poder de denúncia, esclarecimento e de proposta. Ela incomodava os “mandatários” do poder.
Koday, um educador musical húngaro, em sua esperiência concluiu que uma criança desenvolve muito mais suas habilidades escolares estando estudando juntamente a musica do que uma que não estuda musica. Isso é fato. A música auxilia na auto-estima, ajuda a evitar o stress na sala de aula, melhora o raciocínio entre outros.
Se vamos encotrar dificuldades e até reistências de “Pedagogas leigas em música? Sim, vamos sim. vamos encontrar dificuldade de salas apropriadas? Sim, mas comprensa acreditar. Nós seremos os protagonistas das mudanças que serão sentidas e confirmadas la na frente.(se formos responsáveis para fazermos o melhor), vamos provar que somos?
“Os que reclamam antes de começar são os que não sentirão o sabor da vitória”. Vamos acreditar, a chance de provar isso chegou, e se chama Lei 11.769 (Música na Escoa Pública).
estou muito otimista,gosto muito de música.
quero me candidatar a uma vaga.
bom para as crianças,jovens ea te os adultos,que precisa.
a questão e as escolas ire se adapitando de vagar,muitos
terão problemas sim, não podemos decretar um fim se ter
no minimo comesado.
a muitas Ônges centro-culturais casa da sezinhos que estão
dado certo dentro de favelas paraisopoles o guri etc
tem tudo para dar certo depende de nós.