Cobrar estacionamento de rua será um grande avanço na terra da carrocracia

nov 15, 2015 by     18 Comentários    Postado em: Atualidades

Esta semana a Prefeitura do Recife prometeu, mais uma vez, espalhar zona azul pela cidade. Além disso, que iria privatizar o serviço.

Se for mesmo implantada, a Zona Azul pode representar um grande avanço na desmobilização do transporte individual no Recife.

Por aqui a população acredita que estacionar na rua é um “direito sagrado”, como se o espaço público fosse propriedade particular. No mundo todo se cobra para estacionar nas ruas, já que o carro é propriedade particular.

Aliás, como o mercado se adapta com uma velocidade imensa, percebendo a “oportunidade” de mercado, os flanelinhas passaram a fazer o que o Poder Público já deveria estar fazendo: arrecadando pelo uso do espaço público.

Mas precisa fazer direito, o que já complica quando falamos de Estado.

Privatizar já é um bom começo, mas precisa ser algo transparente, preferencialmente revertendo 100% do que é arrecadado para a melhoria do transporte público. E também precisa cobrar de verdade, e não a mixaria de R$ 1,00 por 4 horas.

Cobrando o que é correto o flanelinha simplesmente desaparecerá, pois não sobrará oportunidade de mercado para ele.

É como se a extorsão fosse substituída pelo pagamento de um tributo pelo uso do automóvel (ou pelo aluguel do espaço púbico).

O instrumento de pagamento já existe, que é o aplicativo do Porto Digital de Zona Azul. Agora basta mudar a mentalidade.

Nunca é demais lembrar que a Prefeitura vai precisar começar a fazer tudo o que não conseguiu até hoje: colocar ordem na baderna nas ruas. Não consegue sequer organizar o Bairro do Recife, que é uma área limitada, imagine o restante. Distribuir isso pela cidade será um grande desafio para quem sequer consegue tirar os carros das calçadas.

Para quem deu crachá de flanelagem alguns meses atrás, este é um avanço muito grande.

18 Comentários + Add Comentário

  • 1 real é justo pois não existem garantias para o usuário, e com relação a privatização, posso apostar até o vencedor……a SERTTEL, que não sei qual a razão praticamente controla o trânsito no Estado e município. Radares, placas de trânsito, os orientadores, as bicicletas, etc, etc, etc. no minimo esquisita esse controle todo por apenas uma empresa.

  • Pierre disse, ” revertendo 100% do que é arrecadado em transporte público”. Ficaria como? Eles dariam o dinheiro para as empresas de ônibus ou para o metrô? Se for, não seria uma boa ideia.
    O melhor seria vincular o dinheiro arrecadado, a conservação da calçada ou das fachadas dos casarões próximos do ponto onde foi arrecadado o dinheiro, já que o aplicativo deve ser geolocalizado.

  • Cobrar mais imposto, Pierre? Sei não… vai ser mais dinheiro pra sustentar os parasitas que “trabalham” no governo. Nem sei o que é pior, sustentar a flanelagem ou a vagabundagem estatal.

    Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

  • Sou muito favorável ao aumento de imposto pra carros e tudo mais que iniba o uso desse meio de transporte, mas não entendi esse pensamento de cobrar pelo estacionamento nas ruas. O espaço é público e por isso mesmo não deveria ser livre pra que todos usassem temporariamente? Se tenho uma bicicleta, não posso acorrentá-la a um poste por dez minutos?

  • “Carrocracia” é um dos neo-verbetes mais bizarros que eu já vi na minha vida, sinceramente. Carrocracia em Recife? Não mesmo. O que há é uma percepção exagerada devido a densidade de carros, densidade essa que é exagerada pela falta e precariedade de vias, essa é a verdade. A malha viária da cidade é a mesma há incontaveis anos (via mangue não iria salvar ninguém, isso é óbvio). Então, “carrocracia” não é o termo certo, até por que a mudança de transporte individual para público é totalmente inviável em muitos casos, mesmo com força de vontade e ideologia alinhadas, visto que a precariedade da malha viária e letargia dos “governantes” proíbem esses meios de transporte coletivos de serem efetivos e realmente entregarem pessoas ao seu destino efetivamente. Então que não se fale em espaço de estacionamento falando-se primeiro em carrocracia, o que há é falta de espaço.

    • Os oligofrênicos acham que recife é estocolmo, meu chapa! Estão preocupados com donos de carros em uma cidade campeã nacional em sífilis e tuberculose.

      • Campeã em sífilis e tuberculose? Putz. Explica isso aí, Alexsandro?

  • Uma altíssima carga de tributos e taxas para um retorno pífio. Não há saúde, não há educação, não há segurança, não há vergonha… E haja parasitas e corruptos para serem sustentados pelos burros de carga e trabalham na indústria, no comércio e prestando serviços. Um Estado algoz, eficaz apenas em arrecadar e que não cumpre sua parte no pacto social. Fico imaginando até quando a corda vai aguentar. E ainda há quem defenda a cobrança de mais encargo. Não entendo. Porque será?

  • É bom que os estacionamentos públicos se organizem.

    Mas e o flanelinhas, vão fazer o quê?

    Assaltar?

    Outra coisa: dificultar os motoristas sem oferecer boas alternativas, é um logro!

    Mais ônibus climatizados e com obediência a horários, aí sim.

    No centro da cidade os estacionamentos particulares cobram R$5 pela primeira hora

    Roubo! E como a procura é maior do que a oferta….

    Quede a licitação para a construção de estacionamentos em Casa Amarela, Centro e Boa Viagem???

    No mais, vejo os defensores de bikes e transporte público andando de carro com ar condicionado sem o menor pejo: façam o que eu digo mas não façam o que eu faço.

  • Próxima etapa: privatização da rodovias e fim dos radares caça-niqueis. É melhor cobrar R$ 6,00 de cada veículo do que R$ 600,00, de 1 a cada 100 veículos. A arrecadação é a mesma, só muda que o pagamento é melhor distribuído, a rodovia fica bem pavimentada (privada: não tem essa de fazer e refazer indefinidamente), com segurança e o mais importante: fim dos impostos referente a carros, vias e etc.

    A solução para o Brasil é privatizar tudo e reduzir o estado a quase zero.

  • Meio bizarro o comentário, a matéria, o texto. É muita ingenuidade achar que o dinheiro será revertido pra melhorar algo, ou transporte público. Mais do mesmo.

  • Pierre, um texto do AC de 2011 foi publicado hoje no Blog do Nassif:

    Brasil tem mais faculdades de Direito que todos os outros países

    http://jornalggn.com.br/noticia/brasil-tem-mais-faculdades-de-direito-que-todos-os-outros-paises

    Conclusão: o AC estava, pelo menos, quatro anos a frente dos outros blogs. Isso mesmo. Pior, os blogs estão décadas à frente do Brasil. eheheheh

  • Por que Pierre elogia tudo que vem da gestão de Geraldo Júlio e Paulo Câmara?

    Não vejo uma só crítica neste blog; ouso imaginar que estamos nadando na melhor prefeitura e governo estadual da galáxia!

    O governo de PE está aos farrapos, operando em situação de pré-calamidade, sem dinheiro nem pra comprar papel higiênico…

    O que eles fazem? Aumentar impostos! A mesmíssima estratégia do PT em âmbito Federal, o PSB faz no estado (vide IPVA, taxação de cinquentinhas e etc…)

    Se vamos ser contra aumentar impostos, vamos! Mas ao menos parem com a indignação seletiva!

  • E só para derrubar este argumento falacioso de que “é certo cobrar para estacionar na rua”.

    Ok! Concordo em pagar, mas se estou pagando por algo, quero ao menor um serviço em troca. Se não for assim, a lógica é contrária, pois temos o estado “usurpando” a função do flanelinha… em suma: Não dê esmolas, ou seja extorquido pelo agente individual! Dê esmolas ou seja extorquido pelo poder público.

    Agora se a prefeitura disser: “Paguem a mim e em troca do seu dinheiro, te darei um seguro parcial em caso de furto.”

    Pagar pelo pagar, ainda prefiro os flanelinhas. Dou quando quiser, e não sei quem já testou, se botar bocão eles ficam pianinho…

  • Se a flanelagem não dominar, o poder público domina. São duas máfias, uma é particular, outra é estatal, não sei qual é pior.

  • Os verdadeiros donos do Recife Antigo e do Brasil são os chineses. Os petistas fizeram o favor de falir o país, os chineses estão aproveitando e comprando tudo a preço de banana.

  • Hoje, na falsa Black Friday, eu vi no comércio em geral o quanto estamos vivendo uma crise econômica sem precedentes.

    E olhe que a nossa Black Friday é de mentirinha, é tudo pelo mesmo preço! Imagina se fosse a vera?

  • Pierre,

    Acusar a população de ser “carrocrata” e fechar os olhos para os reais problemas de mobilidade é bem mais cômodo, né?

    Que tal começar a discutir o problema em sua causa raiz?

    Transporte público de péssima qualidade: ônibus que vivem superlotados, montados em chassi de caminhão, totalmente desconfortáveis e que não passam nos horários corretos; metrô arcaico e que não atende às áreas de maior densidade populacional e movimentação no dia a dia da cidade; rios que cortam as zonas urbanas e não são utilizados para auxiliar o transporte público; falta de ciclovias para atender deslocamentos curtos; governo refém da indústria automobilística que incentiva a venda de carros adoidado… enfim, dá pra perceber o poder público totalmente alheio a qualquer solução.

    E vc quer acusar a população que usa automóvel com esse “termo” esdrúxulo?
    Pelo amor de deus…

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).