Como uma casa noturna sobrevive 15 anos no Recife?

mar 7, 2012 by     33 Comentários    Postado em: Atualidades

DOWNTOWN PUB - RECIFE ANTIGO 02 (2008)

Uma das coisas que tenho curiosidade de estudar é a pouca longevidade das casas noturnas no Recife. Como sempre gostei de sair à noite, sempre me questionei sobre os motivos que fazem com que a preferência das pessoas mudasse tão rápido, a ponto de esvaziar uma casa noturna.

Ao contrário dos restaurantes da cidade, que via de regra estão por aí há tempos, as casas noturnas nunca duraram muito tempo. E para uma cidade que se espera turística, a vida noturna é parte importante do mix oferecido aos visitantes.

Quando era estudante universitário (no início da década de 90), dois bares eram muito conhecidos na cidade: o Clube da Farra e o Depois do Escuro.

Um fato curioso sobre estes dois bares pode apontar uma possível resposta para minha pergunta: a recuperação do Bairro do Recife e a formação do cluster na Rua do Bom Jesus praticamente esvaziou estes dois bares. O Clube da Farra ainda se antecipou e transferiu suas atividades para a Praça do Arsenal. Na verdade o Clube da Farra foi o primeiro a abrir por ali. O Depois do Escuro também foi para lá, na Av. Rio Branco, mas também não durou muito.

Pouco depois disso surgiu o Downtown Pub, que é uma casa noturna ao estilo inglês, onde o rock sempre teve vez.

No sábado passado o Downtown completou 15 anos. Não é pouca coisa para uma cidade acostumada a abrir e fechar bares e boates. Desde esta época a cidade viu várias casas noturnas imensas abrirem e fecharem. primeiro foi a Fun House (que era excelente), depois a Fashion, Nox, UK Pub e por aí vai.

Mas voltando ao assunto, o que faz com que o Downtown dure 15 anos mesmo instalado em um local que vem passando por uma série de problemas, como o Bairro do Recife? Talvez a resposta para isso possa explicar um pouco da pouca longevidade das casas noturnas.

A primeira porque é uma casa média. Ao contrário de boates imensas para 3 mil pessoas, o Downtown está cheio mesmo sem multidões. E ninguém gosta de frequentar casa noturna vazia. Acho que isso explica em parte os motivos pelos quais o UK Pub também está se segurando há tempos.

O segundo ponto é que os bares se organizam em clusters. Esse fenômeno aconteceu no Pólo Pina, depois no Bairro do Recife e agora em Boa Viagem. Por algum motivo não explicado as pessoas gostam de frequentar bares próximos uns aos outros. No caso do Bairro do Recife o principal problema acredito que seja o fato de ninguém morar lá. E o Downtown, que foi o exemplo escolhido, não se enquadra desta forma. Inclusive o estebelecimento é um grande militante na recuperação do Recife Antigo, que melhorou bastante depois da instalação do posto da PM na Rua da Moeda.

Como terceiro ponto poderia citar o fato de que casas noturnas pequenas e médias funcionam melhor. Em outras palavras, é melhor ter 10 lugares pequenos do que um imenso. Como em Recife parece que todo mundo gosta de ir ao “lugar da moda”, é importante que este não seja uma casa noturna para 4 mil pessoas, já que o mercado consumidor para este serviço talvez não seja tão grande na nossa capital.

Por fim, acredito que o fato de ter uma concepção fixa da proposta ajuda. O Downtown sempre foi um lugar onde o rock teve vez. Apesar de uma ou outra noite com proposta diferente, o fato de sempre ter uma banda ao vivo agrada boa parte do público.

Difícil encontrar uma pessoa da minha idade, e até um pouco menos, que nunca frequentou o Downtown Pub. Na festa de sábado, onde convidaram Frejat, foi possível encontrar muita gente que não via há tempos se acotovelando entre as 3 mil pessoas que disputavam espaço na rua em frente ao pub. Sinal de que é possível ter uma proposta que agrade a todas as idades.

Mas aqui em Recife parece que depois dos 30 anos a pessoa está condenada a frequentar apenas restaurantes ou festas de conhecidos.

E neste cenário, nada melhor do que a sobrevivência de uma casa noturna que ainda luta pela revitalização do Bairro do Recife e que é responsável por uma parte da história de vida de cada um de nós.

33 Comentários + Add Comentário

  • O Dt eh sempre a última opção… mas nunca é ruim…

    • Aí é que está, mesmo sendo a última opção, sempre está entre elas, o que não acontece com as outras. É bom saber que na terra do frevo e forró ainda existe esse refúgio a quem aprecia o bom e velho rock.

  • Pierre, acho que não é um fenômeno exclusivo do Recife o fechamento das casas noturnas. O modismo é um fator social importante pra entender esse mercado. Dos lugares que eu ia em São Paulo na década passada, acho que nenhum persiste aberto. Em Nova York, lugares clássicos como o CBGB’s e o Max’s Kansas City, berços do punk, não existem mais, apesar da importância histórica.

    No caso do Downtown, acho que mais importante que a longevidade da casa são as perguntas: em 15 anos, que artistas e bandas a casa revelou? Como ela dialoga com a música produzida na cidade?

  • Adoro a downtown… sempre será minha casa noturna favorita!!!

  • Pierre, concordo especialmente na questão da “capacidade” e da “proposta” do lugar. O Downtown criou um público cativo utilizando uma proposta aceita pela grande massa de jovens da cidade “bandas de pop/rock”, e o mais importante é que se manteve fiel a isso durante todos esses anos, lógico que há dias onde se tem atrações diferentes, mas nada que mexa com a “essência” do lugar ou afaste o público mais “fiel”, e é difícil estabelecer um público fiel pro DT já que praticamente todas as “tribos” já frequentaram lá.

    Particularmente acho que isso é o grande problema das casas noturnas do Recife, a falta de uma proposta fixa, elas apostam em tudo querendo lucro fácil, o fundo do poço é quando se começam a fazer shows de forró, nada contra, mas há milhões de opções pra quem curte forró na cidade e uma casa noturna se prestar a isso é patético.

    E aqui vos escreve um fã de música eletrônica, totalmente refém das “grandes festas” que rolam nessa cidade, com seus djs repetidos, preços caros e organização quase sempre péssima.

    • E o Sala de Reboco então?? É o mesmo caso do Downtown!

  • Acho que parte do sucesso do Downtown se deve em parte a uma parcela do seu publico, conhecidos como alternativos. Esse grupo frequenta bastante o recife antigo e sao bem fieis. Outra coisa e o rock. Conta-se nos dedos os lugares onde um sujeito amante do bom e velho rock ‘n roll pode escutar boa musica. Hoje em dia as casas noturnas sempre estao cheias de bandas de samba, axe, brega e coisas que nao sei definir ao certo.
    ps: perdao pela falta de acentos graficos. teclado pitoresco.

  • Pierre, estes seus dois últimos parágrafos dizem tudo:

    “Difícil encontrar uma pessoa da minha idade, e até um pouco menos, que nunca frequentou o Downtown Pub.” – Se nunca foi ao Downtown nunca saiu de casa.

    “Mas aqui em Recife parece que depois dos 30 anos a pessoa está condenada a frequentar apenas restaurantes ou festas de conhecidos.” – Isso aí é lasca mesmo, é triste mas é verdade.

  • Pierre, voce perguntou e respondeu as questoes que todas as pessoas da nossa faixa etaria ja sabem!
    O Recife nao tem tradicao de bares, mas tem “bares da moda”, o que eh muito cansativo!
    Sinto muita saudade do Clube da Farra e Depois do Escuro, bares que marcaram nossas vidas e a de muitos amigos.
    O que esses lugares tinham em comum: o aconchego! Nao era espaco para multidoes, o que eh insuportavel e impessoal.
    Morando na Inglaterra, percebo que os Pubs sao seculares, por conservarem essa caracteristica: lugares pequenos e aconchegantes. Voce sempre se se te “bem vindo” em um Pub! Afinal, quem sai pra encontrar amigos, ter um bom papo e bebida de qualidade, nao precisa ir para estadios!
    E em Recife, onde todo mundo vai para o mesmo lugar ate cansar ( qdo abre-se outro e todos mudam de endereco), fica dificil manter uma tradicao.
    Parabens ao Downtown!

    • Cássia, Recife pode não ter boates com longevidade, mas bares temos vários.. cito: Bodega do Véio (Desde 1981), Bar Central, Balcão Centenário, e o mais recente Alphaiate (Desde 1994). Quanto aos Pubs ingleses, você que mora aí deve saber que eles são mais voltados para happy hour, almoços e jantares rápidos, ao contrário das casas noturnas daqui que chamamos de pubs. Além disso, nos últimos anos os pubs ingleses tem passado por graves problemas e parecem ter começado uma discreta melhora só no ano passado. Veja o link:http://thelondonpubcrawlco.com/blog/2011/05/14/how-many-london-and-uk-pubs-close-each-week/

    • Clube da Farra!!! bons tempos!!!

  • É Pierre, a idade chegou… agora tu vai ter que começar a frequentar o Manhatan.. Ao som de: Elymar Santos, Juca Chaves, Agnaldo Timóteo, Altemar Dutra Jr. entre outros.. Boa sorte! kkkkkkkkkk

  • “Mas aqui em Recife parece que depois dos 30 anos a pessoa está condenada a frequentar apenas restaurantes ou festas de conhecidos.”

    Parece não, Pierre! É Fato!

  • Sou tão suspeito em falar sobre a minha casa em qualquer lugar,mas como gosto de expor meus sentimentos,eu digo que embora tantos bons fatores foram citados eu acrescento mais um: FAZEMOS O DOWNTOWN COM AMOR,AMAMOS NOSSA FAMÍLIA,AMAMOS NOSSOS CLIENTES,tratamos aquilo ali com um carinho q só quem sabe é quem nos acompanha no nosso dia a dia,é difícil,mas é prazeroso e muito mais qdo temos incentivos das pessoas que nos conhecem,agradeço em nome de todos que fazem a casa.Valeu galeraaaaa !!!

    • LENE, QUERIDO! COMO SABE FUI FREQUENTADORA ASSÍDUA E APAIXONADA DA CASA E REALMENTE PERCEBO A DEDICAÇÃO DA EQUIPE! AINDA HOJE…UNS 14 ANOS DEPOIS… AINDA ESCOLHO O DOWNTOWN PARA ENCONTROS DE VELHOS AMIGOS TENDO A CERTEZA QUE, NO MÍNIMO ACONCHEGO E MÚSICA DE QUALIDADE ESTÃO GARANTIDOS! FORA A CERVEJA GELADA, É CLARO! PARABÉNS!!!!

  • Pierre, no ano de 2002 fiz uma pesquisa em grupo para a disciplina de MPA (ministrada à época por sua colega Maristela Melo) do curso de Administração de Empresas da UFPE, cujo tema chamava-se “Estratégia de Marketing das Boates do Recife”. As casas que pesquisamos foram Downtown Pub, Theatro (hoje no espaço do Dona Carolina), Fashion Club (que funcionava próximo ao Downtown) e mais outra que não me recordo. Entrevistando os idealizadores de cada projeto, ficou claro que os únicos que tinham interesse em aproveitar a oportunidade como um negócio a longo prazo eram os empresários do Downtown Pub, que viam o negócio não como uma “onda” ou modismo, mas como uma empresa de fato. Já os outros, deixaram claro que a intenção era ganhar dinheiro com o espaço aproveitando o momento, e depois fechá-los com recursos suficientes para partir para outro empreendimento, provavelmente no mesmo segmento, mas aproveitando outra “onda” que viesse a surgir. Portanto, a forma como a linha de frente encaram cada empreendimento também explica em parte a longevidade do Downtown Pub, que sempre preocupou-se com o contexto no qual estava inserido, criando um vínculo financeiro e ao mesmo tempo emocional com o negócio.

  • Ainda acrescento um fator para o Downtown resistir até hoje… A incansável dedicação e comprometimento dos seus atuais proprietários, que mesmo nos momentos de maior crise (lembrando da matéria no Jornal Nacional em 2011, que mostrava o comércio de Crack nas ruas ao lado da casa, além de inúmeras materias dos Jornais locais nos anos anteriores), nunca deixaram de acreditar neste empreendimento. O Downtown foi e ainda é um dos grandes precursores da noite de Recife. Não só para os recifenses, mas para milhares de turistas que conheceram a casa nestes 15 anos. Parabéns Downtown, Tito, Túlio e André Mesquita.

  • Como alguns já disseram anteriormente, as casas noturnas sempre tocam o que está na moda, depois a moda vai passando a casa vai tentando se adaptar mas nesse momento surge uma nova casa com algum cenário ou ritmo diferente e aquela da moda vai ficando pra trás. Downtown toca um estilo de música que nunca saiu de moda (como Uk pub) e as pessoas que normalmente apreciam o rock geralmente não gostam dos lugares “da moda”.

  • Eu acho que não dá pra comparar o que acontece em Recife com o que acontece em outros lugares em termos de “vida noturna”.

    Não se pode levar em conta somente a questão da qualidade da casa mas todo o “meio ambiente” ao redor. Recife é uma cidade perigosa e violenta, ou seja, tudo o que um lugar hostil deve ser. Eu acho que esses fatores externos terminam também atrapalhando muito a sobrevivência desses ambientes.

    Outro fator talvez seja a própria qualidade musical desses ambientes que pode ser bem discutível.

    Eu acho que não tem muito a ver com questão de idade. Tem mais a ver com questões mais triviais como dinheiro, segurança, etc. Tenho um tio de 62 que todo santo dia sai à noite, seja para o cinema, shopping, restaurante, bares, fora as viagens. Já tenho um amigo de 20 e poucos que detesta sair. É um somatório de personalidade e de condições externas.

    Acredito que para termos grandes casa de show temos que ter uma infra-estrutura pré-concebida que ajude esses lugares a sobreviver.

    • Concordo Edgar.

  • artista medíocre, público medíocre, preço medíocre.

    combinou.

    • copiei o texto no lugar errado!!!era o comentário do post sobre Chica do PT (vulgo Buarque), pai do governador.

      sou fã dos donos do Downtown… conseguem sobreviver ao sucateamento do Recife Antigo por essa corja do PT!!!

  • Acredito que o sucesso está diretamente ligado à fidelidade do estilo musical, nunca sendo influenciado por modas. Uma boate que quer acompanhar os “hits” musicais de Recife está fadada ao fim. Apoio o estilo rústico, adoro, porque eu acho que o rústico nunca te cansa, se você trabalha com o moderno ele cansa, porque o moderno esta sempre mudando, todo ano ele renova, sempre tem alguma coisa diferente, então eu acho que o moderno cansa, na minha visão. Então eu gosto muito do rústico, o rústico da aquele glamour, aquela sensação de aconchego.que o Downtown e outras casas em Recife trazem.

  • “A primeira porque é uma casa média. Ao contrário de boates imensas para 3 mil pessoas, o Downtown está cheio mesmo sem multidões. E ninguém gosta de frequentar casa noturna vazia. Acho que isso explica em parte os motivos pelos quais o UK Pub também está se segurando há tempos.”

    Concordo. Certa vez fui para a UK com minha namorada, e tivemos o azar do local estar vazio no dia. Por causa disso, ficamos com uma má impressão de lá e nunca mais quisermos voltar, independente da qualidade do ambiente, das atrações e do hamburguer de graça :p.

    _________________________________________________________________

    Quanto a questão da pouca longevidade das casas noturnas, certa vez ouvi de um conhecido que isto ocorre propositalmente, pois a ideia dos donos, é que a médio/longo prazo, estes estabelecimentos sai da moda; então eles fecham e abrem outra boate com um nome diferente, ambientação idem e com os mesmos preços salgados.

  • Já peguei altas gatas… Perdir a conta de qtas mulheres lindas beijei no Downtown. Já fiquei com 2 duas na mesma noite. Saudade da época de solteiro. Parabéns Pelo post.

  • Nesta mesma época existiram tantos outros bares INESQUECÍVEIS : No meio do mundo, Dois a dois , Camaleão, Bar sem nome, Sanatório, Última sessão, Tô em casa, Peixe frito, Água de beber, Encontro das águas,…Foi uma época muito boa !
    Mas o tempo passa e os valores mudam, agente cresce, …Jamais haverá bares como antigamente !

  • Realmente, morei estou morando fora de Recife há 16 anos e venho aqui nas férias às vezes. Observo que a night tem somente uma gurizada sinistra. Principalmente as que rolam rock e eletrônico. A turma dos 30 frequenta mais forro e sertanejo. 😕

  • De fato encontro-me num dilema insuportável, não temos vida noturna em Recife para as faixas-etárias pós 40……..Isso é horrível. Estava pesquisando opções para ver se eu poderia desopilar a mente, mas quem disse que tenho opções em Recife. No Rio de Janeiro pelo menos se tem as quadras de escolas de samba, boates, e bailes charmes, enquanto que aqui só nos restam os barzinhos de bairros…
    É triste a vida da meia idade em PE.

  • Moçada, sou bem mais velho que vocês, mas adorava os bares do Recife dos anos 80: Forró do Abacaxi, Azulzinho, Cavalo Dourado, Arrocho Bar, No Meio do Mundo, Depois do Escuro, No Fundo do Poço, Acochadinho, Yuppies e muito mais, saudades da minha juventude!!

    • Eu não sou tão velho assim mas cheguei a ir em algumas casas noturnas em Recife: A saudosa Danceteria das Águias (década de 80) na Av. Boa Viagem; a Moving Light, em Piedade (também à beira mar) e talvez a mais famosa de todas Pupy´s Discoteca. Quem lembra de mais?

  • Caramba Eduardo Moreira, você me lembrou tantos outros bons lugares daquela época! Pena que não sejam eternos! Uma pena!

  • Tinha a papagaio que ficava na cobertura do shopping boa viagem ao lado do mercado de boa viagem, e o sampa Night club.

  • A mistura onde é a atual metrópole, Centauro drinks show na avenida sul

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).