Cordão de isolamento: a imagem da segregação

fev 20, 2012 by     82 Comentários    Postado em: Atualidades

brancos x negros

A imagem acima está sendo compartilhada nas redes sociais e retrata bem no que se transformou o Carnaval da Bahia: a festa da segregação. Do lado de dentro do bloco, os brancos. Do lado de fora: os negros.

Em Salvador você tem duas opções para brincar o Carnaval: ou se gasta uma fortuna para bancar a privatização da folia, ou se vive uma popcorn experience, sendo esmagado do lado de fora da avenida, onde a sensação é a mesma de se sentir um dejeto humano, apanhando da polícia e dos seguranças do cordão de isolamento.

O Carnaval de Salvador se apoia financeiramente em quatro pilares: a venda de abadás (que financia os trios), a venda de camarotes, a transmissão pela TV e o dinheiro público. Este último financia boa parte da festa, já que pagar a segurança e a limpeza não é brincadeira. Claro que a cidade arrecada com impostos, mas nem tudo é uma maravilha.

Na prática é feito um acordo com a classe média: esta paga os trios e em troca o Governo privatiza a rua para os ricos. No caso dos camarotes algo mais sinistro acontece, já que não há licitação para a cessão dos espaços. Tudo é arranjado com os “donos do carnaval”.

bell

Alguns dias atrás o cantor do Chiclete com Banana, Bell Marques, mostrou o que pensam os artistas que fazem parte deste mercado: “A corda sempre existiu. Na minha opinião, em vez de separar, ela acaba unindo. Porque grande parte do povão acaba vendo de graça algo pago por uma parcela.”

Depois da declaração, uma imagem com duplo sentido foi colocada na internet com a frase de Bell, mostrando bem que muita gente já não concorda com esse tipo de pensamento. Semana passada um debate no Terra Magazine com artistas e um professor da UFBA mostrou bem a divisão.

De um lado Daniela Mercury e Durval Lelys e do outro Luiz Caldas e um professor da UFBA. Em certo momento, em off, Daniela teria dito que o melhor seria ir embora se acabassem com os blocos, no que Caldas retrucou: “Duvido que você largue o osso”.

Uma participação no trio elétrico chega a render líquido às bandas algo como 1 milhão de reais, por apenas uma apresentação de algumas horas. Isso é quase o que o U2 recebe por um show.

Artistas de quinto time do mercado musical como Daniela Mercury, recebem no máximo  R$ 30 mil de cachê por uma apresentação, que anda cada vez mais rara. A apresentação do Carnaval sustenta sua falta de repertório que o mercado trata de precificar lá embaixo no resto do ano. Se ela precisasse ser bancada como nossos artistas, por patrocínios em trios, não receberia mais do que em outras épocas do ano.

Isto é o que chamamos de falha de mercado. O privado (no caso os artistas e donos de bloco) se apropriam da marca do Carnaval de Salvador, construída com dinheiro público ao longo de décadas, e ganham acima do que o próprio mercado precifica como justo.

Mas não são poucos os que começam a se rebelar contra este modelo de carnaval.

Carlinhos Brown, Moraes Moreira e Luiz Caldas já saem sem cordão de isolamento. O mesmo está acontecendo com o próprio Chiclete com Banana, que apresenta posição dúbia no assunto. Uma hora defende e na outra cria o motivo da discórdia.

Luiz Caldas ainda criou uma música sobre o tema, que retrata bem o que passa no Carnaval (vídeo acima):

Chuva de grana, carnaval com capilé
A festa acabou sendo o que é
Estica e puxa na fila pra desfilar
E a pipoca já não brinca sem gastar
No apartheid da alegria
O trio que passa traz a massa
E no camarote, segurança e muito mimo de graça
Dentro do bloco a beijação não traz pirraça
Do outro lado o Pitt Bull só quer brocar
Não se volta no tempo sem respeito à praça
Careta agora é só pra se enfezar
Agora é o abadá, mortalha nunca mais
Pois quando tudo é free sempre se quer mais
E atrás de espaço fica o nobre cidadão
Maluco pra tirar o pé do chão
Ei você aí do camarote, toma uma aí por mim
Porque aqui embaixo é bico seco, agora é assim (bis)
Ei você que tá nessa pipoca, pula um pouco aí por mim
Porque dessa mordomia eu só vou sair no fim

Em Recife tivemos uma tentativa de privatização semelhante, quando Cadoca dominava a organização do turismo da cidade. Na cabeça dele Recife deveria ser igual Salvador. Felizmente a história política foi implacável com esta figura, lhe relegando o máximo que a escumalha consegue: a aquisição de um mandato via poder econômico. Agora é apenas um cadáver político que respira às custas de alguém.

Algo que iremos investigar é como está funcionando os esquemas do Galo da Madrugada. O desfile está se tornando um cordão de isolamento de madeiras de camarote. Ao invés do cordão de isolamento, a opção foi pela “camarotização”.

De dois anos para cá, algo tem acontecido para reforçar a privatização do nosso carnaval. E isso precisa ser extirpado logo no início.

image
Camarote do Galo: semelhanças com Salvador?

Antes os camarotes eram apenas os edifícios ao longo do trajeto. Desde os prédios da Avenida Guararapes até os postos de gasolina da Rua da Concórdia. Mas agora estabeleceram-se nas ruas, em algo ainda nebuloso.

Ninguém explica como empresas privadas conseguem colocar os camarotes nas ruas. Até mesmo a Prefeitura e o Governo do Estado resolveram se estabelecer por ali para abrigar os políticos e seus asseclas. Tirando o camarote das TVs, nada justifica a subtração do espaço público.

Isso tem se acentuado na atual gestão da Prefeitura. Sendo justo o ex-prefeito JPLS sempre combateu isso, inclusive chegando a proibir o cordão de isolamento. Para quem não se lembra, teve uma época em que a rua no Galo da Madrugada era tomada por caminhões. Até que um dia perceberam que não tinha mais povo na rua, só nos carros.

Claro que sempre existirão diferenças entre ricos e pobres, especialmente no Carnaval. Mas um dos principais motivos de orgulho para Pernambuco era que nestes dias todo mundo brincava da mesma forma. Isso não pode ser perdido de forma alguma. É a principal razão de ser do nosso carnaval. O sucesso do Recife Antigo, que este ano está muito organizado, é um claro retrato disso. E se associar a atual diretoria do Galo da Madrugada para importar o que de pior existe no Carnaval de Salvador é um crime à cultura pernambucana.

Apenas relembrando, esta segregação descarada foi o principal motivo pelo fim da folia em Boa Viagem. Colocaram cordão de isolamento, e ao final só sobrou dois tipos de gente na avenida: aqueles que não estavam dispostos a nada, a não ser pagar pelo abadá, e os que estavam dispostos a tudo, que ficavam do lado de fora apenas para arrumar confusão e roubar. O povo mesmo preferiu ir para o Recife Antigo.

Mas isso será assunto de outro post, depois que descobrirmos como está sendo bancada esta folia pública.

O carnaval se tornou um grande business, disso ninguém tem dúvida. Mas curioso é que no Rio de Janeiro, justamente o lugar em que o carnaval sempre foi sinônimo de negócio, a festa está voltando às suas reais origens e crescendo a participação nas ruas.

Por essas e outras é que o Rec-Beat tem se tornado um dos melhores lugares para o Carnaval de Pernambuco. Lá todo mundo é igual.

Uma coisa que não podemos esquecer nunca: a rua é do povo.

82 Comentários + Add Comentário

  • Até parece que por aqui a elite local não fica segregada, em camarotes e em casas de 10.000 em Olinda!!!

    • São casa, apenas…..Se você possuísse uma casa lá certamente tentaria alugá-la a um módico preço…

      Agora a questão é: Quanto você paga para pisar na rua?

      Eu não alugo casa em Olinda e nunca deixe de brincar o carnaval de lá ou paguei além do que normalment se gasta para sair de casa.

      Até mais.

  • Pierre,
    O parágrafo final deste texto, que trata do Carnaval do RJ, retrata muito bem como essa festa é cíclica, isso que está ocorrendo lá é uma reação às festas realizadas em clubes e sobretudo aos desfiles das escolas de samba, o que provocou o povo a buscar uma festa com a sua cara, ressurgindo assim o carnaval de rua.

    Aqui em PE nós já vivemos algo muito parecido e parece que estamos entrando em uma outra etapa, explico: o carnaval nas ladeiras de Olinda, na magnitude que é hoje, é algo que ressurgiu há cerca de 40 anos atrás uma reação também aos bailes fechados que estavam predominando nessa festa, agora vivemos um outro momento financiado pelos grandes grupos ecônomicos, MPPE entre outras autoridades que se está iniciando na perseguição às prévias, sob a alegação de que estas prestavam um desserviço à sociedade, no fortalecimento dos camarotes e sem se esquecer do carnaval de Jaboatão que tem ganhado ares baianescos.

    Não podemos ser hipócritas e defender que apenas o carnaval de Salvador é segregacionista, temos(aqui em Recife) o nosso jeito de segregar, basta lembrar que no domingo de carnaval as passagens de ônibus foram cobradas no seu preço integral, e não como de costume onde todos os usuàrios pagam metade, essa medida é a famosa história dos dois coelhos em uma cajadada só, aumenta-se os lucros das empresas de onibus e retira-se os mais pobres dos maiores e melhores focos de folia, há que se pontuar também a questão dos polos descentralizados que também funciona como uma eficiente medida para retirar os mais humildes do principais palcos do carnaval, há quem discorde e só veja o lado bom dessa medida(que realmente existe), mas no fundo fica claro qual é o seu real objetivo.

    • Parabéns Luiz Tagore, sua resposta foi espetacular.

    • Luiz Tagore, não há comparação possível entre a segregação em Recife e Salvador. Por favor, não exagere. Aqui o Carnaval é sim aberto a todos, sem distinção.

      E os pólos de periferia, com as mesmas atrações do Marco Zero, não são feitos pra expulsar o povo do Bairro do Recife. São feitos para democratizar cada vez mais a folia. A pessoa escolhe se quer brincar perto de casa ou ir pro Centro.

      Ontem mesmo, só não fui pra Lulu Santos em Casa Amarela porque já tava muito cansado depois de Olinda e Recife Antigo.

      Isso não é segregação. É inclusão.

      • Os pólos descentralizados são uma forma de segregação criada para higienizar o Recife Antigo, isto é bem visível. Por sorte, coincidiu que esta medida beneficiou boa parcela da população menos favorecida do Recife, o que trouxe uma aura de inclusão.

    • Estranho, acho que o cobrador te enrolou cara. Eu paguei meia entrada ontem.

      • No domingo eu não utilizei o transporte coletivo, mas essa informação foi noticiada em varios meios de comunicação, inclusive no portal Leia Já em que o Acerto agora faz parte.

        “No domingo de carnaval, os usuários pagarão tarifas inteiras, diferente dos domingos normais quando é cobrada à metade do valor.”

        http://www.leiaja.com/carnaval-2012/2012/carnaval-tera-esquema-especial-de-linhas-de-onibus

        • Passou no NETV que a Grande Recife esclareceu o episódio dizendo que a cobrança
          da tarifa inteira no domingo de carnaval foi um mero engano.

        • Acho essa história de cordão de isolamento um absurdo total pois como diz o ditado “a rua é pública”. O GALO DA MADRUGADA saiu este ano, se não estou enganado, com 26 trio elétricos e não vi cordão de isolamento nehum. E olhe que o galo reúne cerca de 1 milhão de pessoas distribuídas em praticamente todo o centro do recife. A questão dos camarotes sem que haja licitação e sem que sejam colocados nas ruas de uma forma que dê ao povo um mínimo de direito de ir e vir também é preocupante e nesse caso, aqui no recife (inclusive e principalmente no galo) existe esse tipo de segregação sim. Pra mim, camarotes nas ruas deveriam ser banidos. Se o burguês quer camarote que vá para o carnaval em clubes fechados. Acho a descentralização do carnaval da região metropolitana do grande recife com polos alternativos muito bom pois permite aos que tem menos riquezas serem incluídos no carnaval à medida que podem assistir às mesmas apresentações que os que estão no centro da cidade. Em Olinda o carnaval é completamente do povo. Só não sabe disso quem nunca brincou o carnaval em olinda. A questão das prévias nas ruas é diferente pois no local moram famílias e nem todo mundo é obrigado a gostar do carnaval desde dezembro até a quarta-feira ingrata em fevereiro (geralmente). A questão de aluguel de casas é normal cobrarem caro afinal muita gente praticamente passa o ano inteiro (ou parte) vivendo do dinheiro do aluguel de suas casas na cidade alta de olinda. Paga quem tem dinheiro afinal vivemos num sistema capitalista. E pra terminar quero apenas dizer que no domingo fui pra olinda de ônibus (pego 2 ônibus para ir da minha casa para olinda) e paguei meia passagem. No mais, certos estão os flanelinhas que cobram 10,00 reais para a burguesada estacionar seus carrões nas ruas que são do povo.

    • Eu utilizei ônibus no domingo de carnaval e paguei meia tarifa. E não foi caso único. Nesse dia, eu peguei três ônibus e em todos paguei metade.

    • Concordo em algumas partes mas discordo quanto à segregação via descentralização: Brinquei meu carnaval inteiro, praticamente só com meu VEM. Quem me conhece sabe que não estou exagerando. Pude ver o carnaval no Alto José do Pinho, em Casa Amarela, em Olinda, em Jaboatão Centro e no Recife Antigo. Eu fiz uma escolha. Tem gente que não tem nem o VEM pra chegar aos pólos do centro e aí? Fica sem carnaval de qualidade, podendo contar só com os blocos onde tocam as novinhas, MC’s e imitações grotescas de bandas baianas?

      Claro que existem modos de segregar que precisam ser combatidos agora antes que cresçam, mas vou ter dar um dado: Em 2007 eu vim de São Paulo pra brincar carnaval aqui. Eu tinha reservado cerca de seiscentos reais pra brincar. Gastei duzentos reais entre o sábado à noite (perdi o Galo) e a quarta-feira de cinzas. E deixa eu te dizer: Quem mais brincou está aqui, viu? Bebi até cair, peguei táxi, dormi em hotel e tudo o mais! haushaushausa Posso ter perdido o Galo, mas fui todos os dias pras ladeiras de Olinda, vi o Homem da Meia-Noite e os shows do Marco Zero…

    • Eu andei de ônibus no domingo e paguei só meia passagem. Acho que vc está meio equivocado na sua resposta. É preciso coletar dados pra pode expressar. Quanto ao carnaval de Recife/Olinda, brincamos eu e meu esposo os 4 dias de carnaval e gastamos em torno de 150,00 (comendo e bebendo a vontade). Cada um se diverte da forma que quer e como quer. Ninguém pode querer esculachar outra pessoas pq tem mais ou menos dinheiro. Ter pouco dinheiro não é uma opção, pois muitos tem suas contas pra pagar e filho pra criar. Agora pobreza de espírito isso sim que é uma derrota. Hoje em dia as pessoas buscam ser melhores em tudo e realmente acham que uma cor de pulseira vai fazer parecer mais rico ou menos rico.

      É lastimável ver que certos seres humanos tem uma capacidade mental inferior ao dos animais!! O carnaval foi feito pra diversão e as pessoas usam disso para tirar proveito de alguma forma. Compra quem quer !! Tinha gente vendendo água à 3,00 ( quem é besta compra), pq mais na frente podia se comprar a mesma água por 1,00.

  • o que nao foi falado é que daniela mercury, sai em trio independente, sem cordas a mais de 10 anos. e faz o por do som, primeiro show do ano gratuito, em praça publica. a artista da elite se apresenta para o povo, pena que sua musica seja de qualidade, politizada. ah ia esquecendo que seu camarote para segregar, faz um baile infantil com crianças de lares e instituiçoes benificentes, como o irma dulce e o projeto axe. essa daniela toda errada!

  • o que nao foi falado é que daniela mercury, sai em trio independente, sem cordas a mais de 10 anos. e faz o por do som, primeiro show do ano gratuito, em praça publica.

    • Ela faz isso amigo apenas como pagamento de promessa ao Orixás dela. Ela é muito caridosa mesmo!

  • a artista da elite se apresenta para o povo, pena que sua musica seja de qualidade, politizada. ah ia esquecendo que seu camarote para segregar, faz um baile infantil com crianças de lares e instituiçoes benificentes, como o irma dulce e o projeto axe. essa daniela toda errada!

    • Praticamente uma Madre Teresa de Calcutá essa devota de ACM. Faça-me o favor, Daniela Mercury historicamente foi defensora de um conservadorismo que só fez bem À elite baiana, minha gente.

      Gosto de suas músicas, mas pintá-la de santa é PHo#$

  • É. Não deve haver camarote em espaço público.

    Mas isso tá acontecendo desde que o trajeto do Galo deixou de ser a apertadíssima Concórdia pra passar pela Dantas Barreto. Com isso, ficou muito mais espaçoso pra todo mundo, mesmo com os camarotes na rua.

    Pierre tem razão. Toda e qualquer tentativa de privatização do Carnaval tem que ser combatida antes que tome maiores proporções.

    • Pior é ter que pagar caro por um camarote sem segurança. Quantos camarotes já ruíram noutros carnavais e eventos congêneres ? Digo isso porque o quesito segurança é dos mais caros na montagem dessa infraestrutura, o que pode reduzir drasticamente a margem de lucratividade. Na cabeça dos empresários funciona mais ou menos assim:

      “Não estou construindo nenhum prédio que exiga durabilidade, então pra que gastar tanto com um troço que terei que desmanchar depois de 4 dias ?! Então é melhor comprar material mais barato, pagar uns trocados a uns peões, montar de qualquer jeito e, se der alguma merda, com uma parte do meu lucro, pago uma eventual indenização aos acidentados. Ainda assim, continuarei rico e enriquecendo a cada ano”.

  • Alguem me responde por que prefeito e governador tem que ter camarote? Por que dinheiro de imposto tem que pagar uisque e petiscos para estes grupos?

  • Pura balela de esquerdista radical de Botequim. Esse pensamento sempre foi responsável pelo atraso desta américa católica!!!

    • Concordo, Luis.
      Pierre, por um lado você defende a não privatização da festa, alegando justamente o fato de a rua ser do povo. Acho controverso. Se a rua é do povo, tinha que respeitar o povo, o direito de ir e vir, a segurança e etc. Carnaval tem que ser organizado para quem quer brincar carnaval, e não ser colocado guela abaixo para todos os cidadãos. Carnaval tem que ser uma festa privada, organizada em espaços privados, para aqueles que queiram brincar paguem o valor que dão a ela. Os que não tem nada a ver com isso (ou seja, os que não dão valor ao carnaval) devem ter seus direitos preservados e poder ficar em casa ou andar pela cidade em paz. Ridículo é todo mundo pagar pela festa de alguns.

      • O que Nicole diz é absurdo. O Carnaval é uma festa cultural que está entranhada na alma, na identidade, na própria definição do que é ser pernambucano. Tem que ser livre, gratuito e aberto pro povão. Se virar festa paga, perde sua essência.

        • Por minha percepção, é festa privada, e há muito mais tempo.

          Carnaval, como festa cultural, está sim bem ENTRANHADO na alma de alguém.
          Talvez na sua, com tamanha veemência na defesa, e certamente na desse “espetáculo”
          de mulher, uma promoter de mão cheia do carnaval baiano, que não ganha nada, nadica
          com o tipo de blocos que o Cadoca queria firmar por aqui:

          http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=iaTfRXgEubA#t=106s

          No mais, tchau e boa folia, martins. Eu prefiro descansar longe desse inferno.

  • Uma pena colocar Daniela no olho do furacão: ela, pelo menos poe um trio no Sábado para a pipoca. Já as outras “musas”, nem isso. Porém, elas não são citadas. Ainda coloca-se Daniela na escória da MPB, esquecendo-se do no mínimo bonito trabalho que ela vem fazendo na valorização da cultura popular. As outras, que são frutos da estratégia de gravadoras multinacionais, se quer são colocadas aqui; e no fundo, o problema colocado neste texto está principalmente na atuação destas gravadoras, com esses artistas que estão despreocupados com o espetáculo que é o carnaval e querem apenas o lucro. Lamento, novamente, colocar Daniela nesse meio: é óbvio que ela é mais uma a “morder o osso”, mas antes todos mordessem como ela, a educação seria diferente. Tendenciosos, infelimente.

  • Por que sempre tem de haver comparacöes?! Quem escolhe vir pro carnaval de Salvador, pro de Recife, de Ouro Preto ou do Rio, vai porque gosta, porque quer. Até agora eu saí 3 dias e gastei no total uns R$ 60,00. Curti, vi os blocos, acompanhei ao lado da corda, atrás entre um trio e outro, e näo fui esmagada nem espancada por policiais (até brincava com eles por causa da minha fantasia de policial). Este ano, o carnaval de Salvador está sendo muito divertido, com a volta das fantasias às ruas, com muitos blocos “comerciais” abrindo pelo menos um dia para a “pipoca”, ou seja, saindo sem cordas, e com muito mais policiais nos circuitos do carnaval. Marginal vai haver sempre em qualquer lugar. Curti o Pelourinho, que é mais “alternativo”, com o Bailinho de Quinta, curti o Campo Grande, que é o circuito tradicional, e o Barra-Ondina, o mais glamuroso. Pelo que eu contei, säo mais de 20 trios que saem sem corda ou estäo abrindo pelo menos um dia. Dos tradicionais, EVA abriu no ano passado e se estende a este ano, bem como Carlinhos Brown e Timbalada, que sempre prezaram pelo foliäo pipoca, seguidos, neste ano, por Chiclete, Jammil, Tuca Fernandes (que já näo faz mais parte do Jammil), dentre outros que sempre saíram sem corda e animam a folia com marchinhas de carnaval, e músicas tradicionais, como o Trio Armandinho e Dodô e Osmar (que pra quem näo sabe, foram os fundadores do carnaval de rua de Salvador), e outros mais, näo täo famosos fora daqui, mas que exprimem a cultura regional, a exemplo dos blocos Afro. Se queremos falar em milhöes de reais e um carnaval de “segregacäo”, o que falar do Rio e de Säo Paulo? Do glamour bilionário das Escolas de Samba e do acesso restrito ($$$) às arquibancadas e camarotes?! Nem por isso desmereco este carnaval. Pelo contrário: queria ter muita grana para poder ver este espetáculo de perto. Deve ser emocionante!! E o de Ouro Preto entäo?! Deve ser fantastico sair pelas ruas cantando marchinhas. E o de Recife? Ver aquela multidao pulando ao som do Frevo e Maracatu!! Dinheiro está envolvido em tudo… O mundo é capitalista e ainda näo temos como mudar isso! O que podemos falar da Copa, por exemplo? que se tem “gasto” trilhöes e as obras, além de näo estarem prontas e terem duplicado o orcamento, algumas estäo deixando à desejar. O Brasil é enorme, as culturas e o regionalismo säo muito fortes e fantásticos! Imagina se todos os carnavais fossem iguais!! Ninguém iria querer sair de seu lugar para conhecer algo que seria identico ao que já se tem. E viva a diversidade e as opcöes de carnaval!!

    • Concordo com vc Priscila. E mais o Carnaval do Rio é um show para quem não vive lá..pq p quem faz parte da escola é muita emoção…os ensaios, a confecção da fantasia…há muita coisa envolvida q não passa na TV. Acredito q aqui em PE precisamos respeitar mais os outros carnavais. E já ia esquecendo: Daniela Mercury a escória da MPB???? Em q mundo vc vive?

  • Concordo plenamente com o Pierre, o Galo esta se transformando
    Num evento de camarotes, tem trechos do trajeto que
    Parece ate o extinto Recifolia. Olinda ainda mantém sua democratização, isso a gente ver.
    O Carnaval de Salvador ta perdido e tem perdido muito seu glamour e grandiosidade, isso a gente
    Percebe nos sites da internet, nas transmissões de TV e nas radios tbm.
    Salvador já nao inova, nao cria novos ritmos e novos hits como na ultima década,
    Hoje tentando refazer seu carnaval criando novos circuitos alternativos, velhos carnavais, etc.
    Enquanto Salvador se perde, o Rio de Janeiro vem com tudo, com centenas de novos blocos
    Democráticos, e ainda mais ‘ sejamos realistas’ ostentando novos recordes e titulos Cordao
    Da Bola Preta Maior Bloco do Mundo ( só falta o Guiness Book reconhecer), E Maior Folia do
    Mundo, isso já e realidade! Olinda só se entope de turistas e foliões porque mantém as tradições
    E democracia no carnaval. Ou o Galo volta aos moldes antigos e democráticos ou vai virar
    Um novo Recifolia movido a Frevo e Hits comerciais! Carnaval somente democrático, vide Olinda e Rio! ps. Sou pernambucano!!

  • O galo segundo os números atrai perto de 2.000.000 de pessoas, se 100.000 !!! estiverem em camarotes o que acho muito difícil isto representa 5%. Realmente um perigo muito grande, muitas crianças e pessoas mais idosas tem no camarote uma forma segura de acompanhar o desfile. Isto é inclusão.

    • 100.000? Se tiver 10 mil é muito. Um percentual ínfimo. Mas temos que tomar cuidado sim, pra que os espertos não tomem conta.

  • Eu fico incrível como as coisas são tratadas em época de Carnaval. Tudo é discutido com paixão, debatido com engajamento. No resto do ano, que se fodam os segregados.

  • E por acaso aqui não tem “segregação”???
    É uma questão de ótica.

  • O cabra tem o direito de gastar o seu dinheiro como bem entender. O resto é paranóia de cachaceiro metido a doutor. Se o cabra quer fazer um consignado para ver Daniela Mercury, azar o dele.

  • Estão dizendo que o Governador viajou, no momento em que a tia chegou para acompanhar a noite dos tambores silenciosos. Será ?

  • Ano passado foi divulgado neste espaço um artigo sobre a tv e o carnaval de recife.
    Falava-se nele que o formato do carnaval daqui era impossível de ser transposto sem distorções para a televisão. Depois que li aquilo, não consigo dizer mais nada de novo sobre o carnaval. Recomendo a republicação.

  • Tô com o blog. Temos que estar vigilantes. O carnaval é de todos. Ao se permitir a privatização do carnaval, estaremos vendendo o último reduto de democracia(?).

  • Na minha opinião o comentário mais sensato até agora foi o de Priscila (20/02/2012 às 13:38). Por que comparações? Como assim segregação? Se ela mesma curtiu em 3 dias o carnaval de Salvador (principal foco da matéria) gastando R$60 e vendo trios, curtindo o pelourinho… Sou a favor sim das cordas, pois é uma forma segura de acompanhar uma determinada atração que tem seu público mais fiel e tal por todo o circuito. Quem não tá afim de pagar corda, pq quer ver mais de uma atração, fica na pipoca que pelo que vi, não é esse terrorismo todo que falam, existem locais mais e menos propícios a furtos e brigas sim, mas qual carnaval do Brasil isso não é possível de acontecer? Quanto ao Recife. O carnaval é espetacular em Olinda a “custo zero”. A tarde a festa é sem igual na praça do Arsenal, rua do Bom Jesus… A noite, atrações no marco zero “100% 0800″!!! Prá não dizer que tudo está as mil maravilhas, o Galo da Madrugada não pode se tornar um Recifolia. Lá fora quando se fala no carnaval daqui, a 1ª coisa que comentam é este bloco. Opa!!! BLOCO!!!! Não pode perder o lirismo e a essência!!! No mais, viva o carnaval do Brasil e qualquer comparação é tolice. Nunca o carnaval daqui vai ser igual ao de Ouro Preto, nem o de Ouro Preto igual ao RJ, nem este a Salvador, nem Salvador a SP e etc. Certo estão os gringos que cada ano passam numa cidade diferente. Viva é o BRASIL!!!

    • 100% de graça não. Dinheiro público financiando tudo amigo.

  • Segregação em Pernambuco também.

    Todo ano é a mesma ladainha. As pessoas gostam de ficar alimentando uma rixa entre Pernambuco e a Bahia, e um dos grandes combustíveis dessa rixa se chama o carnaval.

    Os pernambucanos vivem alardeando que o carnaval daqui é melhor que o carnaval de lá. Que o daqui é democrático, o de lá segregacionista. E por aí vai.

    O combustível do ódio contra o carnaval da Bahia foi iniciado quando proibiram eventos com música baiana em Recife. Vide semana-pré, Bloco da Parceria, Recifolia, dentre outros.

    No carnaval não se pode tocar axé da Bahia em Pernambuco, mas pode tocar o rock do Rio de Janeiro de Lulu Santos por exemplo.

    Os trios elétricos, invenção de uma parceria de um baiano com um pernambucano, só podem circular pelo Galo da Madrugada. Em outros lugares é proibido.

    Falam que na Bahia há o segregacionismo. Já fui duas vezes pra Salvador, saí em bloco e saí na pipoca. Nunca me senti humilhado nem desmerecido por isso. Afinal, alguém tem que pagar a conta para todos se divertirem. Garanto que se o cidadão não tiver dinheiro para sair nos blocos, se diverte do mesmo jeito fora da corda. Porque não é todo dia que artistas que cobram cachê de mais de R$ 300 mil estão disponíveis e de graça para o grande público.

    O carnaval daqui, por falta de apoio institucional e até mesmo por comodismo dos artistas, não é composto por artistas que cobram R$ 300 mil de cachê. Porque os artistas não estão nem aí para inovarem, criarem novas músicas, estourarem nas rádios. Se preocupam apenas com a boquinha institucional que a prefeitura do Recife e o governo de Pernambuco dão. Pra quê lançar músicas novas? Pra quê se preocupar em emplacar novos hits pro Brasil? Se todo ano a boquinha do governo vai estar lá firme e forte.

    Não bastasse essa conversa fiada de artistas e autoridades, ainda há uma clara segregação em Pernambuco, tão forte quanto a que propagam que existe na Bahia. Trata-se dos camarotes pagos com dinheiro público no Galo da Madrugada e no Recife Antigo. Não bastasse isso, ainda temos os cercadinhos na frente dos palcos que não são comercializados, mas só entram os ligadíssimos aos mandatários da prefeitura do Recife.

    Aqui em Pernambuco, o povo paga e a elite se diverte dentro dos camarotes regados a whisky importado, melhor buffet da cidade, etc.

    Está mais do que na hora de acabar com essa hipocrisia pernambucana. O carnaval daqui é tão segregacionista quanto o baiano. A diferença é que um fica na Bahia e o outro fica em Pernambuco. No mais, é tudo igual!

    http://edmarlyra.com/?p=230

    • “O carnaval daqui é tão segregacionista quanto o baiano.”

      HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

      Edmar-Chicleteiro se supera a cada ano!

    • Vamos continuar a discussão, Edmar-Rebolation.

      Você fala em “camarotes no Recife Antigo”. Quantos são e onde ficam?

      Tem o da PCR, que fica dentro do Armazém 14 e não tira espaço de ninguém, e a Casa da Skol, dentro da Associação Comercial, que também não atrapalha ninguém.

      Ponto. Acabou por aí. O resto são 200 mil pessoas brincando como iguais durante toda a tarde e toda a noite, sem nenhum sinal de segregação. O “cercadinho” em frente ao palco tem no máximo 3 metros de largura e recebe uma quantidade ínfima de pessoas. Conta outra, viu?

      E Olinda? Democracia total também. Todo mundo brinca igual. Nada de cordãozinho ridículo de isolamento, nada de abadazinho padronizado. É cada folião vivendo seu próprio personagem.

      Trio elétrico? Axé music? Tem também aqui, claro. Jaboatão faz a semana pré cheia de axé music e trio elétrico. As Virgens de Olinda saem cheio de trio elétrico e de artista baiano. O Olinda Beer é o reinado do axé.

      Filhos de Gandhy tocou no Recife Antigo na Semana Pré. Pepeu Gomes, grande gênio baiano da guitarra, também.

      Ou seja, no Carnaval de Pernambuco impera a diversidade e a democracia.

      Mas o Galo, realmente, tem dado sinais preocupantes de comercialização desde que o véio Enéas morreu. É o único possível problema que eu vejo.

      • Martins
        Não é verdade. O do Prefeito este ano se agigantou e está também na frente do palco nos principais shows. João da Costa e seus asseclas, que não eram poucos, resolveram pegar a frente do palco para fazer área VIP neste carnaval.
        Basta dar uma passadinha pelas colunas sociais que você verá.
        Quanto o da Skol, é uma casa privada, e ninguém tem nada com isso. Estou falando da frente do palco e do nababesco camarote do Prefeito este ano.
        Infelizmente este cidadão está tratando de fazer o que JPLS sempre evitou, que uns fossem mais povo do que outros.

        • O camarote do prefeito está maior sim. Notei isso e lamento. Mas não tira nem 0,1% do espaço do Bairro.

          Acho que você concorda comigo no geral.

        • Sim, só acho um absurdo usarem a frente do palco.
          Do jeito que era, ali no Armazém, tava de bom tamanho.
          Na verdade na gestao de João da Costa a camarotização aumentou. Isso é um fato que precisa ser extirpado imediatamente.

        • Concordo. Mas o camarote da PCR é o único que existe no Recife Antigo.

          Absurdo é dizerem, como Edmar-Psirico, que a segregação em Salvador é igual à de Recife.

          Não é de jeito nenhum. Nem se compara. Nem de longe!

          Mas é preciso ficar alerta mesmo.

        • Claro que não se compara, mas precisa ficar alerta. Só de montagem de camarote de João da Costa e Eduardo a PCR gastou mais de meio milhão de reais. Isso apenas no Galo

        • “Ai que saudade do Recifolia,
          Ai que saudade dos velhos carnavais
          O Leque-Moleque, o Nana-Banana
          Onde estarão?
          Dos tempos imortais que já não voltam mais

          Cadê pagode?
          Cadê mamãe-sacode?
          Os trios que saudavam o camarote de Cadoca
          Meu abadá caiu no esquecimento
          Que falta eu sinto do cordão de isolamento”.

        • O que eu vejo é a turma proibir música baiana durante o carnaval.

          Não estou falando de Jaboatão que é totalmente diferente. É outra cidade. Olinda idem.

          Estou falando do Recife.

          Simplesmente mataram Boa Viagem.

          Além do mais, fizeram uma camarotização do carnaval recifense. Tão segregacionista quanto o soteropolitano.

          A diferença é que dentro do cordão de isolamento as pessoas pagam pra ficar, dentro dos camarotes recifenses só entram os apaninguados do prefeito e do governador, regados a tudo do bom e do melhor, pagos com dinheiro do povo.

          Dar uma de democrático e plural agindo assim só pode se considerar proselitismo barato.

        • HAHAHAHAHA! De fato, é a mesma coisa, Edmar-Parangolé! Me diz aí quantos foliões em Pernambuco pagam abadá.

          Eu digo logo: NENHUM!

          O Carnaval aqui é aberto a todos. Os camarotes são poucos e não atrapalham nada. Só tem um Bairro do Recife inteiro. No Galo tem mais, e isso é um problema. Mesmo assim, todos os blocos desfilam sem corda e o povão brinca livremente.

          Em Salvador, há dezenas de camarotes e dezenas de trios circulando com cordãozinho. É uma tristeza. Ainda bem que a resistência a esse modelo absurdo está crescendo.

          Esse Edmar-Cadoquista é uma figura. Sente falta da antiga semana pré de Boa Viagem, que nada mais era do que uma cópia barata do Carnaval baiano, e não gosta do modelo atual do Carnaval de Recife, que é um sucesso total.

        • Um dos maiores diferencias do carnaval de Pernambuco, certamente, é a maior democratização. Contudo, existe, sim, segregação em Pernambuco: uma coisa é a pessoa brincar carnaval em Olinda sem casa, mas ,de outro modo, ter uma casa lá durante o carnaval é muito mais confortável, então não dá pra falar num carnaval 100 % democrático.

          Absurdo são os camarotes institucionais (prefeitura, governo do estado…), dinheiro público usado para o conforto dos políticos e seus agregados. Essas pessoas acham que o patrimônio público lhes pertence.

  • pagaria a mais para fugir disso

    http://www.youtube.com/watch?v=4siE7ptOO4Q

    • Cadê a polícia ?
      Não sou fã de carnaval e, mesmo que fosse, não torraria meu suado dinheiro para ficar em camarote .
      Sem contar o fato de que tenho medo da nova elite pernambucana, a começar por esses jovens de elite brigando aí em cima.

      • Santa inocência, Batman!!!!
        Alexsandro, tudo bem que hoje em dia está tudo “junto e misturado” (na verdade, tudo mal).
        Porém, ou você é muito tolo ou não sabe discernir: esse jovens, aí em cima, que vc qualifica como sendo de elite, não passam da canalha mais rasteira da população.
        Definitivamente não pertencem, nem de longe, à elite. Basta olhar os sinais.
        hehehehehe

        • Ora, e depois do advento da esquerda ao poder todos não estão ricos e incluídos ?
          Quem sabe meu texto não passa de uma ironia ? heheheheheh

  • O Chiclete com Banana tocando sem cordas para uma multidão no Campo Grande.

    [youtube http://www.youtube.com/watch?v=Qls85pQX6YY&w=560&h=315

    • Chiclete abriu o Carnaval na Quinta de graça, pra quem quisesse ir, o problema é que esse circuito é super apertado.

  • Excelente artigo, Pierre!

    • Concordo também, ótimo artigo, carnaval é para todos, porque o dinheiro público é de todos!

      • E se o camarote cair, ainda vai ser responsabilidade do poder público!

  • O PROBLEMA É QUE TODO MUNDO NO MEIO DO CARNAVAL, QUER GANHAR UM MONTÃO DE CACALZINHO. VAI QUEM QUER, SE NÃO QUER NÃO VAI, PARA PASSAR APERTO CALOR. O HOMEM NÃO VIVE APENAS DO PÃO, VIVE TAMBÉM DE SABEDORIA. FAZER SUOR PARA AUMENTAR A CONTA BANCÁRIA DE MEIA DÚZIA, OU PRODUZIR SORRISO OU ANIMAÇÃO PARA O BEM DE ALGUNS. VÁ AO CARNAVAL DE SALVADOR!

  • Bons tempos em que eu via todo o desfile do galo na Praça Sérgio Loreto. Tinha até uma bandinha de alemães turistas, que alegrava o povo.
    Depois pegava o metrô até Afogados, onde deixava meu carro, e voltava pra casa tranquilo. Neste meio tempo, os primeiros trios do desfile ainda estavam chegando na Guararapes.
    Ultimamente é só um corredor espremido entre os camarotes.

    Em tempo: A cara de “paisagem” do pessoal que vai pro camarote é impagável. Se for apenas pra ficar encostado, vendo o povo na rua, creio que seria mais vantajoso ficar em casa, curtindo pela TV.

    • Você acertou em cheio.

      Eu gosto de estar no meio do povo. Acho a melhor maneira de se curtir carnaval. Camarote pra mim não é brincar carnaval, é fazer o social.

      • Pra Edmar-Chicleteiro, “estar no meio do povo” é pagar um mamãe-sacode e ficar dentro das cordinhas!

  • Um dos maiores diferencias do carnaval de Pernambuco, certamente, é a maior democratização. Contudo, existe, sim, segregação em Pernambuco: uma coisa é a pessoa brincar carnaval em Olinda sem casa, mas ,de outro modo, ter uma casa lá durante o carnaval é muito mais confortável, então não dá pra falar num carnaval 100 % democrático.
    Absurdo são os camarotes institucionais (prefeitura, governo do estado…), dinheiro público usado para o conforto dos políticos e seus agregados. Essas pessoas acham que o patrimônio público lhes pertence.

    • Nada é 100%. Mas o aluguel de casas em Olinda não prejudica, de jeito nenhum, a democracia da festa. As casas são espaços privados e os donos fazem o que quiserem com elas. Nas RUAS o Carnaval é democrático sim, e muito.

      Concordo com você quanto aos camarotes de governo e prefeitura. Não deveriam existir.

  • Pierre

    Dentro do assunto ainda, mas em outro enfoque.

    A PCR, desde JPLS, verdade seja dita, acabou com a beleza do desfile dos blocos líricos no Recife Antigo.

    Antes, os blocos vinham desfilando pela Av. Guararapes, seguiam pela primeiro de Março, atravessam a ponte e chegavam radiantes pela Marquês de Olinda, indo para a “apoteose” no Marco Zero.

    Ainda na PCR antiga, enfiaram gelos baianos gigantes na entrada da Marquês de Olinda – blocos com as mulheres com saias largas ou, por exemplo, O Bonde, não podem mais ir em frente – e aí tudo acabou. Os blocos só pensam em desfilar no Marco Zero, onde têm 10 a 15 minutos de destaque, normalmente cantando os mesmos sucessos de todos os demais blocos que por ali passaram e vão passar, e pronto.

    Ontem, vi o Bloco das Ilusões literalmente correndo para o desfile no Marco Zero (integrantes de verdade em marcha atlética ou correndo) pela Marquês de Olinda.

    Ainda tinha um xeleléu da PCR mandando, ao bel prazer, blocos desviarem para a Madre de Deus, onde certamente encontrarão ruas com outros troças ou blocos ou maracatus, ou, pior, indo pela Rio Branco (apertada por conta das barracas de lanches) ou pela Rua do Apolo, obrigando-os a passar por um “camarote” de banheiros químicos e pelo aperto de cruzar a Bom Jesus.

    Para o folião que gostava de ver todos os blocos no dia deles, uma lástima. Vi o Bloco da Saudade entrando na Rua do Apolo, pegando os banheiros químicos e, salvo engano, dobrando na Rio Branco, onde as tendas de comidas davam os aplausos cheirosos também.

    É MUITA BURRICE. Algo que funcionava tão bem, agradava a todos, virou uma escrotice só. E não adianta dizer que, desse modo, os blocos líricos serão vistos por todos. Cansei de ver maracatus atropelando os blocos líricos com seus batuques.

    O que importa é que os blocos desfilem para a televisão e para os agora cada vez mais presentes camarotes vips!

    (ah, sim, não estou discutindo quem fez o carnaval ou não, apenas apontando falha e burrice gravíssimas)

    • Nunca vi nenhum bloco reclamar do formato do desfile.

      • Pelo visto, Martins, você não acompanha os blocos líricos no Recife Antigo há vários anos, ou tem parentes e amigos em vários deles, como eu tenho.

        Nem quando ainda tinha forças de ir para Olinda, eu deixava de ver os lindos blocos.

        O pessoal de O Bonde, por exemplo, ficou indignado ao ver, pela primeira vez, aqueles icebergs chamados de gelo baiano, impedindo a passagem do bloco. O Bonde, para quem não sabe, desfila com um “veículo” – o bonde!

        Deve ser maravilhoso para os integrantes desfilar pela fumaça de churrasquinho e gordura, além do aperto, pela Rio Branco, ao invés da espaçosa Marquês de Olinda. Que plateia maravilhosa deve ser um monte de banheiros químicos (olha a PCR aí sendo producente no quesito xixi e cocô, pelo menos) bem cheirosos ao final do dia…

        Lembre-se que a grande parte dos integrantes são pessoas mais velhas, que desfilam de graça, ou melhro ,fazem investimentos nas roupas e só têm o aplauso dos foliões como pagamento. Dificilmente é de se esperar que esse tipo de pessoa – a fim só de curtir, apesar das imensas dificuldades – vá criar problema.

        Agora, um bloco lírico que anda quilômetros para desfilar somente no palco do Marco Zero eu devo classificar como o que, exatamente?

        Só não vê que não quer.

        • Então tá, espero que os insatisfeitos reclamem.

          Mas talvez não reclamem porque sabem que a situação hoje é bem melhor do que nos tempos do Cadoquismo.

  • O povo é cúmplice pois se sujeita a tudo isso…

  • Esse martins é o que? Ghost writer de João da Costa? Ventríloco oficial da gestão JC? Ou xeleléu oficial do prefeito?

    • Tudo isso junto?

      Martins não é sério. Tudo que fala é movido por interesses partidários do PT.

  • Não concordo em todo como texto da segregação no carnaval, por outro lado não sou tolo de pensar que a segregação não existe em nossa sociedade, independente da cidade e ou região, festividade ou discurso político.
    Porém aproveito o espaço para criticar a falta de estrutura durante o desfile do galo para com aqueles que não podem ou não desejam brincar em camarotes.

    Acompanhando os trios percorri o trajeto da praça Sergio Loreto – Av. sul – retorno – Rua Imperial – Praça Sergio Loreto e durante todo este percurso não encontrei sanitários públicos, por outro lado observei várias lonas amarradas ao muro da RFFSA e cobrança de R$ 1,00 para uso, com o xixi escorrendo para o meio da rua.
    Gostei da criatividade e até usei os sanitarios privados. Conversando com o responsável ele informou que está fazendo isso pelo 2º ano e que no ano passado ele faturou R$ 500,00 e estava cobrando apenas R$ 0,50, considerando que o xixi ficou mais caro, ele pretendia fechar o dia com R$1.000,00 no bolso, deixar a lona no mesmo local apelar para que o Prefeito João da Costa continue tratando nossa cidade com o descaso e autoritarismo que lhe é peculiar, assim, pelo menos para aquele rapaz, a grana tá garantida.

    O rapaz ainda me informou que é eleitor de JC, pois não quer perder o espaço de empreendedor.
    ISSO É SEGREGAÇÃO DO PODER PÚBLICO – isso é o que JC sabe e faz bem.

  • Sou Pernambucano, e não estou defendendo Salvador. Estive lá esse ano, e vi Daniela, Psirico, Moraes Moreira, Netinho e Brown com Blocos gratuitos no Barra-Ondina. O problema dá pipoca é a violência que é demais, por causa de brigas de gangues dos bairros, no mais, isso aqui também tem, porque violência tem em todos os lugares. O carnaval em Salvador não é só de ricos, se vocês forem na feira do abadá, você consegue abadá a preços baixos, exemplo: R$ 30,00 um abadá do Araketu. Acho que cada Carnaval tem um modelo, aqui em Recife é um, em Salvador é outro, em Ouro Preto é outro, etc. Sobre camarotes: um camarote não serve somente pra esperar as atrações passarem, tem vários outros serviços agregados e que qualquer um que possa pagar um pouco mais, iria certamente. Infelizmente Carnaval é feito Futebol, não existe mais a inocência de antigamente, tudo é dinheiro.

    • Camarote é privatização dos espaços públicos pelos “donos do carnaval”.

      E o pior é quando a privatização dos espaços públicos é feita por políticos,
      usando do próprio dinheiro público!

      Quanto a Prefeitura do PT e o Governo de Dudu Campos gastaram do NOSSO dinheiro para “ELES”
      brincarem o carnaval dentro desses camarotes regados a Johnny Walker???????????

      • Boa pergunta!!

  • Agora ontem dia 09/02/2013 o BOLA PRETA fez a mesma coisa criou cercadinhos e só entrava quem comprasse a camisa no valor de R$ 20,00. Depois diz que não tem dinheiro para pagar R$ 64.000.00 de advogado e vai perder mais 4 salas em leilão judicial para pagar a divida.VARGONHOSO!!!!!!!!!!!!!!

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

XHTML: Você pdoe usar as tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Enquetes

Em relação às punições de corruptos...

Ver Resultado

Loading ... Loading ...

Frase do dia


  • “O homem de bem é um cadáver mal informado. Não sabe que morreu.”
    Nelson Rodrigues.

ARQUIVO

maio 2013
S T Q Q S S D
« abr    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).