Diretório Acadêmico do curso de Direito da UFPE lança campanha contra professores faltosos

set 19, 2008 by     39 Comentários    Postado em: Atualidades, Educação

Hoje pela manhã a coordenação de comunicação do Diretório Acadêmico Demócrito de Souza Filho (DADSF), da Faculdade de Direito da UFPE, enviou-nos um e-mail solicitando ao Acerto de Contas que publicasse uma nota pública contra os professores faltosos daquela Instituição.

Trata-se de uma campanha contra às constantes faltas sem justificativas dos professores da Faculdade de Direito da UFPE. Sabemos que esse problema não é exclusivo do curso de Direito, pois na maior parte dos Centros da UFPE, infelizmente, a falta de professores sem a menor justificativa é uma prática corriqueira.

Esse é um problema grave. A sociedade quer respostas convincentes das administrações dos Centros. A cobrança efetiva por parte dos alunos prejudicados também é muito importante.

Os responsáveis pela campanha CAÇAFANTASMAS solicitam providências urgentes às instâncias administrativas daquela Instituição.

A CAÇA AOS FANTASMAS COMEÇOU

Não é qualquer novidade o problema com professores faltosos e mesmo a existência de cadeiras fantasmas na Faculdade de Direito do Recife (CCJ-UFPE). Nós – estudantes de direito da Universidade Federal de Pernambuco – ao lado da população que, através dos seus impostos, paga pelo curso de Direito oferecido pela UFPE, merecemos respeito e exigimos nosso direito a ter, no mínimo, professores em sala de aula.

Foi com o intuito de expor à comunidade acadêmica o real nível de comprometimento dos docentes da nossa Faculdade para com os estudantes da graduação, e como forma de exigir daqueles o devido compromisso, que o DIRETÓRIO ACADÊMICO DEMÓCRITO DE SOUZA FILHO – DADSF criou a CAMPANHA CAÇAFANTASMAS, através da qual está sendo realizado o controle de freqüência dos professores em sala de aula, com a participação dos estudantes e representantes de turma.

Como parte da campanha, o DADSF entregou atas de controle de freqüência dos docentes aos representantes de turma. As atas servirão para que possamos observar o cumprimento por parte dos professores de sua carga horária nas turmas para as quais são designados e para termos, documentados, meios de cobrar da Coordenação e da Diretoria atitudes visando não à punição de qualquer professor, mas sim à solução para esta vergonhosa realidade. O que não podemos mais tolerar é o descaso diante dessa situação!

Compreendemos, é claro, que imprevistos acontecem e que outros compromissos também podem aparecer, muitas vezes dentro da própria Universidade, contudo sabemos também que as aulas perdidas devem ser repostas pelos professores numa data a ser acordada com a própria turma, ainda que a falta seja justificada (previamente avisada pelo professor ou com alguma justificativa posterior, desde que plausível).

Recentemente, uma equipe de reportagem da Rede Globo Nordeste visitou a Faculdade de Direito do Recife no intuito de conhecer a campanha Caça-Fantasmas.

Durante a visita vários estudantes e professores foram entrevistados e puderam falar sobre os diversos problemas que afligem nossa faculdade. A ata de controle pode ser obtida na sala ou no blog do DADSF (www.dadsfdireitoufpe.blogspot.com).

O DADSF convida a todos os estudantes a participarem da campanha e atuarem ao lado dos representantes no controle das faltas dos professores, pois a caça aos fantasmas já começou.

Recife, 18 de setembro de 2008.

DIRETÓRIO ACADÊMICO DEMÓCRITO DE SOUZA FILHO
GESTÃO: INTERATIVA – MOVIMENTE-SE 2008/2009

39 Comentários + Add Comentário

  • Pois é! Eles podem faltar o quanto quiser e nem se dão ao trabalho de justificar o porquê. Já virou rotina de alguns professores lá no CE também. Fora as “aulas-democráticas” (nem vou falar delas) quer são ótimas como faz-de-conta que eu ensino e tu aprende…. Juntando tudindo, acho que temos uns dois a três dias de aulas (efetivamente! SERÁ?)
    obs: claro, não são todos os professores!

    Neste semestre, por exemplo, ando sentido isto na pele. Tirando as 4 vezes que a professora já faltou (algumas vezes nem se deu ao luxo de nos justificar), mais os 30 a 40 minutos que ela chega atrasada e mais os 30 minutos que somos liberados mais cedo…..Aff….Cadê a aula?
    Ah, já tava esquecendo, o resto do tempo da aula vem servindo pra leitura de texto em sala de aula (que virou biblioteca).

  • Excelente atitude. Uma ação concreta no sentido de melhorar, ao menos, o comprometimento dos professores. Quem sabe, possa refletir numa melhoria do próprio ensino.

    Agora, o que irá acontecer com o professor que reprovar por falta?

  • ** PARA COMPLETAR O POST **

    Não faço parte do D.A. da FDR, mas sei que a gota d’água para o lançamento dessa campanha lá na faculdade foi o fato de o Prof. Janguiê Diniz (o mesmo da Maurício de Nassau) ter faltado 33 (trinta e três) dias consecutivos. Corre, inclusive, uma espécie de sindicância contra ele.

  • Até que enfim o movimento estudantil acordou para a realidade, deixam de lado os Fora FMI e o imperialismo americano e voltam sua luta para a real defesa do patrimônio público que é a UFPE. Parabéns pela iniciativa e boa sorte nos resultados.

  • Corajosa a atitude do D.A. em colocar a mão dentro da casa de marimbondo.

    Espero que colham resultados e não retaliações.

  • Em 7 de maio deste ano publiquei em meu blog (www.direitoecultura.blogspot.com) texto com o título “Obrigações docentes e discentes: entre obviedades e corporativismo”, com transcrição de outro lúcido texto do meu colega e tb. Prof. da FDR/UFPE, Luciano Oliveira. Para reflexão:

    “Os freqüentes problemas de assiduidade são dos que mais aborrecem os alunos das universidades públicas e não sem razão. Sem fulanizar a questão, a Faculdade de Direito do Recife não é exceção nesse particular.

    Há muitos dias pensava em escrever sobre a questão, contudo, me deparei com um texto escrito por Luciano Oliveira que, pela inteligência e precisão, reflete o que penso e ainda me poupará do trabalho de escrevê-lo.

    Para quem não sabe, Luciano Oliveira é Professor Adjunto da UFPE e integra nosso grupo de pesquisa sobre Direitos Humanos, Sociedade e Democracia da Pós-Graduação em Direito da mesma instituição. Foi meu Professor no Mestrado e possui quase 30 anos de experiência acadêmica, sendo um discípulo de Claude Lefort e da Escola jussociológica francesa, onde fez seu Doutorado.

    Eis o texto, recebido por e-mail:

    “Meus Caros (e por vezes queridos) Alunos da Faculdade de Direito do Recife,

    Fui convidado um dia desses por dois de seus colegas a assinar um abaixo-assinado contra o absenteísmo, crônico ou sazonal, de alguns professores da Casa de Tobias. Talvez eles tenham se sentido à vontade para me abordar por minhas opiniões francas contra tais práticas e por meu jeito muitas vezes desabusado de expor minhas opiniões.

    Mas a verdade é que, na frente do papel listado do abaixo-assinado, hesitei. Uma dessas hesitações comuns em situações desse tipo em que, depois de verberarmos alto e bom som contra as coisas erradas do mundo, arrefecemos o entusiasmo quando alguém nos pede nossa opinião por escrito… “Peraí”, é o que costumamos dizer nessas ocasiões.

    “Peraí”, disse mentalmente aos meus botões e percorri o documento procurando um jeito de me safar. Salvou-me um detalhe técnico: o abaixo-assinado começava com algo como “Nós, alunos da Faculdade de Direito…”, e me agarrei a essa preliminar para dizer que, nesse caso, eu não tinha competência para assinar o papel, pois não era aluno, e sim professor! Mas prometi aos alunos que iria pensar sobre o assunto e mesmo escrever um artigo a respeito. Pensei. Pensei e, embora tenha desistido da idéia do artigo, resolvi pôr minhas reflexões sobre o assunto no papel, que envio agora a vocês na forma desta carta aberta. Como convém a um professor, vou falar em tese. Até porque não será necessário mencionar nomes. Eles andam por aí na boca dos corredores.

    Começo com outra preliminar, essa bem conhecida numa instituição onde se ensina direito: não há o que discutir sobre a obrigação de professores cumprirem a sua obrigação (desculpem a tautologia): dar aula! É verdade que, como sempre, a lei geral pode ser derrogada por situações particulares, e não conheço os autos de cada caso de ausência para me pronunciar sobre os mesmos em concreto. Mas, falando genericamente, esse é o ponto de partida, uma espécie de norma fundamental que não necessita de argumentos a seu favor. Qualquer argumento nesse sentido, aliás, fragilizaria a premissa, de tal modo ela é de uma evidência solar ─ dessas que não exigem demonstração.

    Muito bem, posto isso, a questão com que temos de lidar é o que acontece com alguns professores da Faculdade de Direito do Recife que são contumazes ausentes. Segundo a voz dos corredores, repercutindo o que todo mundo comenta a boca pequena, nada! Ao que se segue uma questão embaraçosa: Por quê? É sobre isso que gostaria de fazer algumas considerações – inclusive e sobretudo (até por ser essa a minha identidade na Casa) de natureza sociológica.

    Meus caros alunos, não se iludam: toda corporação é corporativista! A nossa, a de vocês, a dos médicos, a da polícia, a dos juízes, a dos taxistas, todas! Embora essa afirmação não seja jurídica e mesmo moralmente defensável, é sociologicamente compreensível. Membros de uma corporação não são apenas funcionários regidos por um código de conduta acima de todos. São isso, mas são também colegas, amigos, pessoas que tomam cafezinho juntas, juntas falam mal dos alunos, dos outros professores, contam piadas e fofocam entre si. Naturalmente, desenvolve-se entre eles uma cumplicidade que torna difícil a aplicação, no seio do grupo, do princípio dura lex sed lex. Isso chega a ser humano, e isso é universal. Tanto que já foi intuído pelo velho e bom Montesquieu, quando lembrou, num clássico aforismo, que só o poder controla o poder. Ou seja: outro poder! Então, anotem: rigorosamente falando, só existe controle externo. Esse, aliás, que vocês agora estão legitimamente exercendo. O que posso dizer, aliás, senão isso? Exerçam-no! Exerçam-no na plenitude da sua autonomia e do impulso ético que o motiva. Como? Bem, vocês são mais juristas do que eu, que estudei direito há mais de trinta anos e, portanto, não me sinto em condições de ensinar reza a padre.

    Ao fazê-lo, entretanto, guardem consigo um pequeno lembrete. Processos desse tipo são de mão dupla. Exigir de professores que cumpram seus deveres significa lembrar que vocês também têm deveres a cumprir. Digo isso porque, nesse clima de relaxamento geral que vivemos hoje em dia na Faculdade de Direito (para não dizer na UFPE de um modo geral), não é raro que os alunos também se valham dessa situação para usá-la a seu favor. O absenteísmo não é só de professores. Sem pretender descobrir a origem do círculo (no caso, vicioso), a verdade é que muitos alunos também não estão ligando a mínima para as aulas, sobretudo aquelas que não lhes proporcionam um saber a ser utilizado num concurso de acesso a um posto muito bem remunerado. E isso contamina…

    Sei do que estou falando. Professor que sou de Sociologia Jurídica, e não me sentindo à vontade para fazer o controle de freqüência numa universidade em que o calendário vive de pernas por ar por causa das insensatas greves deflagradas ano sim, ano não, vejo-me freqüentemente diante de uma sala quase vazia na hora do início da aula. Com o passar do tempo, vão chegando os retardatários, fazendo barulho e perturbando o andamento da exposição. No fim da aula, às vezes tenho um razoável quorum… Isso, repito, contamina. Não é fácil, por exemplo, ser obrigado a ir à antiga Demec para dar uma aula noturna e ver-me numa sala barulhenta, velha e gasta parecendo uma borracharia, com três ou quatro leais gatos pingados numa turma onde estão inscritos mais de quarenta!

    Foi esperando um aula dessas, aliás, que fui abordado pelos dois alunos a quem esta carta é a princípio dirigida. A eles, especificamente, me dirijo no final.

    Façam desta carta o uso que acharem mais conveniente. Ela dá conta da posição que estou disposto a defender publicamente. Isso não significa que estou disposto a subir no meio-fio e fazer um discurso. Nada contra, mas não combina com meu temperamento. Acho que já faço alguma coisa ao declarar publicamente que estou com vocês. Não porque me sinta lisonjeado pela abordagem, mas porque vocês estão exigindo que a lei, numa casa onde ela é supostamente ensinada, seja simplesmente posta em prática!

    Era isso que queria dizer. Como tudo isso e suas nuances não cabem num abaixo-assinado, não o assinei de pronto. Assino agora!

    Cordialmente,

    Prof. Luciano Oliveira”

  • Os alunos são regulados sempre, para nós, há um numero de faltas admissíveis, caso o contrario, estamos reprovados. Pq não regular também os professores, de onde deveriam vir o exemplo. Professores são formadores de opiniões, e se eles não conseguem ser um exemplo para seus alunos também não teram moral alguma para cobrar e regular suas presença.

    Alguns professores, como funcionários públicos que são, agem como tal. do mesmo jeito que metade dos juizes pensam que são Deuses, alguns funcionários pensam que não tem trabalho.

    A outra metade dos juizes tem certeza que são Deuses, e a outra metade dos funcionários tem certeza que não tem trabalho.

    Com todo esse problema o Governo Federal ainda tem a cara de pau de criar o REUNI, não consegue nem regular o que tem, quanto mais com novos cursos, o pior é sermos chamados de “babacas” pelo Presidente de República.

    “ENTRE OUTRAS MIL ÉS TU BRASIL Ó PÁTRIA AMADA”, mas, será o Brasil, um país sério?

  • Gente isso não é novidade! Esses professores se valem do status, pois muitos são juizes, promotores, procuradores e avacalham geral. O raciocínio é esse: dou aulas nas universidades particulares, nos cursos preparatórios de concurso, palestras e o escambal, porque afinal de contas vou aparecer na UFPE…mas largar o osso eles não querem, pois ser professor da Casa de Tobias, da secular Faculdade de Direito do Recife é ótimo para o currículo deles. Quem vai denunciar, quem vai cobrar? Poder é poder!

  • Parabenizo a iniciativa da atual gestão do DADSF em promover importante iniciativa inovadora de controle de frequência dos professores. Certamente é um bom caminho para termos a melhoria da qualidade em nossas aulas na FDR.

  • Deste mal, a inassiduidade dos professores, os alunos de faculdades particulares não sofrem.

  • “Deste mal, a inassiduidade dos professores, os alunos de faculdades particulares não sofrem.”

    É verdade. Tristemente irônico é saber que o mesmo Diretor que cobra assiduidade dos professores em sua faculdade particular é o primeiro a abandonar seus alunos da faculdade pública.

  • Parabéns ao DADSF pela iniciativa! O sucesso da campanha depende da participação de todos os estudantes e dos representantes de turma no controle das faltas docentes, bem como do apoio dos grupos estudantis da nossa faculdade. Só assim, todos juntos, conseguiremos colocar os professores em sala de aula.

  • Como estudante da Faculdade de Direito da UFPE, sei muito bem os transtornos causados pelos chamados “professores fantasmas” e os prejuizos que causaram a minha turma. Parabenizo o DA pela iniciativa pioneira e corajosa de enfrentar o corporativismo dos ilustres mestres da Casa de Tobias que permite criaturas como o Dr. Janguiê Diniz ser (ou não ser) professor, faltar reiteradas vezes e não ser punido. E o cara ainda paga de bonzinho como paladino da educação e do ensino superior. Deve ser por isso que a IES teve um resultado tão ruim! Gostaria de saber o que ele faz quando um professor falta 33 dias sem justificativa na Maurício de Nassau. Mais uma vez, parabéns ao DADSF pela iniciativa e quero dizer que agora vou estar ao lado de quem movimenta e faz a Faculdade de Direito se movimentar.

  • Alexandre falou e disse!

  • Reitero as palavras de Alexandre e Aquino! Parabéns ao DA da Faculdade de Direito pela coragem!

  • Não sou da FDR, mas parabenizo o DADSF pela iniciativa como tantos estão fazendo aqui.

    Como falou o Alexandre, gostaria de saber o que ele faria se um professor faltar 33 dias de aula na pior faculdade de Pernambuco.

    Rafael, o Fórum dos Diretórios Acadêmicos de Direitos de Pernambuco se reunirá para analizarmos como poderemos ajudar o DADSF nessa luta tão importante para a qualidade do ensino jurídico na primeira Faculdade de Direito do Brasil. Não podemos deixar a nossa história ir por água abaixo pela irresponsabilidades daqueles que vivem pelo dinheiro.

  • Boa iniciativa!

    Que a moda pegue em outras universidades e escolas públicas.

    Professor fuleirage num procedeu, a tesoura comeu!

  • Janguiê faltar não é novidade. Exigir dele ética na Academia é quase uma “missão impossível”.
    Mas vergonhosa, inescrupulosa e nojenta foi a REUNIÃO QUE DEFERIU O PEDIDO DELE PARA SE AUSENTAR DEPOIS DE TER FALTADO UM MÊS SEGUIDO DE AULAS.
    A Direção deu um jeito de buscar argumentos (falsos e que não convenceram), pra prestigiar o coporativismo e o império financeiro que ele ostenta.
    Seu menino, tome cuidado, Janguiê vai dominar o mundo.

  • Parabenizo ao DADSF e em especial ao presidente Rafael Bezerra que sei estar se dedicando ao máximo em sua gestão. Bela iniciativa.

  • Há, neste momento, uma pesquisa em desenvolvimento na secretária estadual, investigando a relação entre as notas dos alunos e a frequência dos professores em cada disciplina. Trata-se apenas de um indicativo que pode ser bem esclarecedor.
    PS: pensei que era presencial o aprimoramento acadêmico?

  • ter coragem para começar um movimento dessa magnitude é fundamental. esta barreira já foi superada, agora é lutar pela sua concretização( que já ocorre) e colher os resultados, que certamente movimentarão a opinião pública do Brasil. o proselitismo existe no noso país, porém nem todos sabem como lutar. e esta campanha certamente será referência para todo o Brasil.

  • Como professor de Universidade pública, só posso bater palmas. Eu, que cumpro minhas obrigações, pago por aqueles que recebem e não trabalham.
    Este é o papel do movimento estudantil.
    Parabéns.

  • Parabéns ao DADSF pela ousada campanha, de fato, deveria-se criar um efeito cascata para todos os cursos da UFPE.

    Tantos querendo ensinar, tantos querendo aprender e alguns apenas “fazendo de conta”!

    Aguardamos para que se realizem alterações concretas e não meras promessas e corporativismo.

  • Este é um momento de grande relevância para o Movimento Estudantil em sua histórica atuação militante na luta por educação de qualidade e socialmente referenciada em nosso país. A leitura mais sensata que deve ser feita da repercussão e do reconhecimento da importância da Campanha “CAÇA-FANTASMAS”, realizada pelo DIRETÓRIO ACADÊMICO DEMÓCRITO DE SOUZA FILHO GESTÃO: INTERATIVA MOVIMENTE-SE, do Curso de Direito da UFPE, é a de que a sociedade, em todos os seus segmentos, não mais permitirá atitudes de descaso com um de seus mais importantes bens públicos: a Universidade Pública.

    A importância material e simbólica desta iniciativa é tamanha, pois ela tem como cerne ideológico a alteração da cultura de absenteísmo e apatia de grande parcela de nossa sociedade, e mais especificamente dos estudantes, diante de uma realidade, que, a priori, apresenta-se como de difícil resolução: a garantia do direito fundamental à educação. Educação que por previsão constitucional pressupõe a observância do tripé: ensino, pesquisa e extensão.

    Acreditamos que somente com a efetiva participação dos estudantes, na perspectiva de realizarmos o controle social da assiduidade dos docentes que são remunerados com nossos impostos, poderemos contribuir substantivamente para a melhoria da qualidade do Ensino Superior deste país.

    Ressalte-se que não temos “fome” apenas de professores em sala de aula, mas também de fomento à pesquisa científica, à extensão universitária (grande instrumento dialético de construção de conhecimento entre Academia e sociedade), à assistência estudantil como forma de garantir a manutenção de parcela considerável de estudantes de baixa renda nas universidades, além de tantas outras bandeiras importantes levantadas pelo Movimento Estudantil.

    Pelo resgate do compromisso dos docentes com os 181 anos de história da Faculdade de Direito do Recife. A caça aos fantasmas já começou! Estamos de olho!

    Rafael Bezerra de Souza – Presidente do DADSF

    DIRETÓRIO ACADÊMICO DEMÓCRITO DE SOUZA FILHO (DADSF)
    GESTÃO: INTERATIVA MOVIMENTE-SE!

    FÓRUM DE DIRETÓRIOS ACADÊMICOS DE DIREITO DE PERNAMBUCO

  • Bastante louvável a iniciativa do Diretório Acadêmico Demócrito de Souza Filho, da nossa Faculdade de Direito. Durante a minha vida acadêmica na graduação do curso de direito da UFPE também convivi com esta difícil realidade e, em minha juventude na militância estudantil, pude observar o quanto atitudes corajosas como esta são importantes para a garantia e reafirmação cotidiana do prestígio da Casa de Tobias.

    Parabéns ao Presidente Rafael Bezerra por mais esta importante iniciativa.

  • São atitudes como esta que otimizam um pouco mais minhas expectativas de presenciar uma Educação Pública de nível superior mais digna para os Brasileiros. “Ousadia” é a palavra chave para definir e ilustrar essa campanha, que é claramente um projeto louvável e que merece apoio não só dos alunos, mas sim de toda a sociedade, visto que é ela que financia, através dos impostos, toda a manutenção da FDR.
    Precisamos agir e não nos prender às suposições e teorias, pois só com ‘ação’ é que fazemos a diferença.

    “Fazer acontecer” caracteriza as mentes mais brilhantes e dignas de reconhecimento.
    Parabéns para o DADSF por esta iniciativa e que isto sirva de exemplo para toda a rede de ensino público do país.

    Estudantes, movimentem-se!

  • O problema do movimento estudantil é a memória curta. No meu tempo de freqüentador da Casa, lembro-me que o DADSF tomou uma atitude semelhante na a gestão de Rafael Dubeux, do Contestação.

    Acho que é uma atitude corretíssima, mas o excesso de elogios que vejo nos comentários deste blog me incomodam. Vocês não estão salvando o mundo, estão simplesmente lutando por melhores condições.

    O texto do professor Luciano Oliveira é bonitinha, mas não toca num ponto essencial. Os professores, como figuras de autoridade, têm mais responsabilidade que os alunos. Inclusive porque um único professor tem o poder direto de punir os alunos pela sua indisciplina. Mas os aluno não pode fazer nada.

    Por isso digo que a culpa e a responsabilidade maior é dos professores. Jogar a culpa nos alunos é um álibi fácil, mas também já dei aula (em cursos de inglês) e eu tinha que estar lá, mesmo que só houvesse um aluno em sala de aula. Esse pacto de mediocridade beneficia a muitos na faculdade, tanto alunos como professores. Muitos alunos se aproveitam da falta de aulas para se dedicarem a outras atividades. E muitos professores retribuem dando provas facílimas.

    Mas a responsabilidade principal continua sendo dos professores. Porque todos sabem quem são os mestres que dão aulas relevantes. Muito bem me lembro de Maria Regina Rosa e Silva. Ela dava aulas de Direito Internacional Público, uma matéria considerada sem importância pela maioria da faculdade obcecada com concursos públicos. Além disso, ela nunca sequer cobrou presença, queria simplesmente que os alunos que estavam em sala de aula deveriam respeitar a aula. Mesmo assim, as aulas delas sempre estavam cheias, mesmo em épocas de fim de semana prolongado. Sinto-me um privilegiado por ter sido aluno dela. Ela despertou meu interesse pelo Direito Internacional.

  • Esta ação deveria ser adotada por todos os DAs e CAs da UFPE. Bravo!

  • Que pena não estarmos na China para tratar dessa situação, talvez um excesso seria o melhor remédio para ver, estes predadores do ensino superior, sendo “bem” tratados.

  • O D.A DE DIREITO DA FDR ESTÁ DE PARABÉNS! ATÉ HOJE ME PERGUNTO COMO OS ALUNOS DA FACULDADE DE DIREITO DO RECIFE SUPORTAM ESSES ABUSOS POR PARTE DOS DITOS PROFESSORES QUE EU CHAMO DE “ESTRELAS DE PRIMEIRA GRANDEZA”, SÃO PESSOAS QUE EM SUA MAIORIA SE CONSIDERAM DEUSES. QUE USAM O TÍTULO DE PROFESSOR DA FDR COMO STATUS EM SEUS “CURRICULUMS VITAE”.
    SEM FALAR QUE OS “PROFESSORES ESTRELAS” EM MOMENTO ALGUM ABREM MÃO DE SEUS SALÁRIOS, QUE DIGA-SE DE PASSAGEM SÃO DESMERECIDOS.
    MAIS UMA VEZ, PARABÉNS D.A DE DIREITO DA FACULDADE DE DIREITO DO RECIFE.

  • Por que não divulgam a lista? É de interesse da sociedade!

  • Sou aluna de Adminsitração da UFPE,e em nosso centro nós passamos por situações semelhantes à estas citadas aqui, no entanto, lá no CCSA foi o nosso ilustre coordenador (Pierre Lucena – autor deste blog) quem iniciou brilhantemente as mudanças com relação aos professores que fazem…”fazem de conta que dão aulas; fazem de conta de estão preocupados com a formação acadêmica de seus alunos..”, e uma das atitudes mais marcante foi aquela em que ele expôs nos quadros de aviso a frequência, ou melhor, a ausência desse tipo de professor que finge estar em sala de aula quando na verdade apenas manda e-mail e diz: “façam uma análise crítica que valerá pontos para as avaliações”.
    Parabenizo a atitude dos alunos da FDR, mas aviso que vocês têm um longo e árduo caminho a seguir,pois muitas vezes o problema não se resume ao péssimo comportamento dos professores, mas também a uma gestão significativamente política que prefere, por exemplo, admitir 33 faltas consecutivas, á perder uma “estrela de primeira grandeza( por Efigênia) que tem uma enorme influência em nosso Estado.

  • Importante iniciativa do DADSF, pois diante de um quadro onde o coordenador do curso diz que: “não posso fazer nada, pois ela(a professora) é juíza federal” apenas com a mobilização dos estudantes poderemos ter professor em sala de aula

  • Quero ver se o Prof. José Janguiê vai trabalhar tanto na UFPE quanto lá na boquinha do Ministério Público do Trabalho…tem que fazer um caça-fantasmas em todos os lugares !!!

  • Caro André Régis: é
    É no mínimo lamentável ler você dizer que na sua época na Casa de Tobias Barreto, o mesmo expediente já era praticado. Como bem dizia um determinado professor de Direito Civil, que fumava em plena sala de aula feito uma caipora, se a FDR fosse uma instituição séria, ele já estaria na rua.
    Será que existe solução para essa triste realidade?

  • Olá pessoal! Parabéns pelo blog. Está muito legal.

    ATENÇÃO!

    Meu nome é Flávio Sacramento sou estudante de jornalismo e estou com um blog chamado papo acadêmico onde os estudantes de diversas disciplinas vão poder da a sua opinião sobre diversos temas acadêmico e logo depois poderão saber se a sua opinião está de acordo com a do mestre.

    Para que eu possa dar continuidade a esse trabalho preciso que vocês entre no http://www.papoacademico.wordpress.com e deixem nos comentários quais os temas que vocês gostariam que fossem abordados! Abraços.

    Aguado a sua participação!

  • meu comentário é eu tenho, muito desejo de fazer um curso de Direito gostaria de ter um oportunidade,é um sonho e creio que vai realizar

  • Parabéns ao Presidente Rafael Bezerra por mais esta importante iniciativa.

  • Solicito se possivel transferencia para a ufpe do curso de direito, estudei na fafire e fiz primeiro periodo de direito numa faculdade particular , mas não está certo para mim, pois estou com situação financeira dificil no momento
    aguardo respostas
    elaine

Tem algo a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!

XHTML: Você pdoe usar as tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Enquetes

Qual o próximo tuitaço da campanha do Devolva?

  • #DevolvaHumberto (31%, 143 Votos)
  • #DevolvaJP (69%, 324 Votos)

Total de Votos: 467

Carregando ... Carregando ...

Frase do dia

  • O desenhista, jornalista, dramaturgo e escritor Millôr Fernandes (2006)
    "Democracia é quando eu mando em você; ditadura é quando você manda em mim.",
    Millor Fernandes.

ARQUIVO

maio 2012
S T Q Q S S D
« abr    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).