É preciso esclarecer o Caso Estelitão

out 4, 2015 by     3 Comentários    Postado em: Atualidades

Esta semana a Polícia Federal resolveu fazer uma operação que trouxe à tona algo que muitos desconfiavam: o processo de venda do terreno do Cais José Estelita.

Neste momento está aquele jogo de empurra: o ex-Prefeito João Paulo falando que nada tem com isso, que é com a União. Já os responsáveis pela Secretaria de Patrimônio da União, cujo titular era indicado pelo ex-prefeito, falou que era com a CEF. Na verdade a CEF apenas promove a venda, como uma “empresa” terceirizada.

A Polícia Federal falou que o problema está no processo do leilão, cujo terreno teria sido adquirido por R$ 10 milhões a menos. Mas a informação de que isso não inviabilizaria o projeto não procede, pois não bastaria ao Consórcio apenas o ressarcimento aos cofres públicos a diferença.

Não é bem assim.

Se o processo de venda foi ilegal, este precisa ser definitivamente cancelado e os responsáveis punidos.

Poderia aproveitar e puxar o fio deste novelo. Pode acabar encontrando a origem de muitas fortunas nesta cidade, já que terreno em solo urbano hoje é como ouro.

Aliás, cabe perguntar se alguém acredita que a origem disso tudo não foi a construção das duas torres no Cais de Santa Rita. É óbvio que o projeto completo foi concebido ali, ou não teriam subido aqueles dois pesadelos no Centro da Cidade.

E poderia aproveitar também e desvendar o que se passa pela Ilha do Zeca. Em artigo publicado no Acerto de Contas, o deputado Raul Jungmann acusou grileiros urbanos de atuarem na Ilha do Zeca.

Não resta dúvidas de que o melhor neste momento é parar o processo até que seja concluída a parte policial.

Apesar de que o claudicante mercado imobiliário praticamente suspendeu qualquer investimento neste sentido.

Se nacionalmente temos o Mensalão, o Petrolão e o Eletrolão, por aqui temos o Estelitão. O desenrolar desta história pode mostrar como funciona a Casa Alta desta cidade e como se desenrolou este misterioso caso de parceria.

3 Comentários + Add Comentário

  • O consórcio Novo Recife é a formalização descarada do cartel de empreiteiras que já existia, como você bem disse, desde a venda do terrenos das duas torres.

  • O que ocorreu no episódio das torres gêmeas do Cais de Santa Rita, foi uma aberração. Na verdade o local era feio, estava abandonado e os entes públicos sem dinheiro para investir ali.

    As torres não me incomodam a geram um contraste arquitetônico interessante e o problema é a forma como o leilão e a licença da obra foram efetuados, algo que parece ter se repetido no Estelita.

    Nesse último caso, considero que a reforma do projeto o deixou aceitável para aproveitar aquela área e existe um movimento radical contrário à obra e não sei se compactuo inteiramente com essa idéia.

    A cidade precisa crescer e evoluir e fazer isso preservando parte do acervo histórico, além de evitar queda na qualidade de vida nos bairros, é uma meta louvável mas implicar com o progresso e com algumas construtoras, não é um bom caminho, principalmente quando existe uma veia política envolvida.

    Os descalabros ocorreram na gestão petista da prefeitura e foram aceitos pela atual gestão.

    Machado de Assis diria que “ao vencedor, as batatas”. E o caso recomenda “aos corruptos, a cadeia”.

    O que não sei é se devemos ser radicais e manter os feios armazéns em toda a extensão do Estelita e sem legar pelo menos uma parte da área para ser aproveitada como hotéis ou moradia.

    Dá para conciliar o melhor dos dois mundos.

    E investir na recuperação do centro da cidade, como a Rua da Concórdia, Palma, etc.

  • O que espero desse caso ? Que os palhaços do movimento ocupe estelita tenham a grana em mãos para arrematarem o terreno e doarem à cidade caso haja novo leilão!

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).