Entidade critica tirinha de Angeli na Folha de S.Paulo

fev 11, 2010 by     75 Comentários    Postado em: Atualidades

Recebemos e repassamos aos nossos leitores um e-mail-protesto da Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG), que critica uma tirinha do cartunista Angeli, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo no final do mês passado. Segue abaixo.

“Violência contra a mulher, não tem graça nenhuma.”

Lastimável, inadequada e violenta a tirinha publicada pela Folha de São Paulo, no dia 26 de janeiro, de autoria de cartunista Angeli.

“Mário, há anos que você não me toca!” Porrada. “Pronto! Não tem do que reclamar!”

Nós da Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG) manifestamos nossa total repulsa a este tipo de humor (se é que é possível chamar isso de humor!), afinal, como diz material de nossa Campanha do Laço Branco, “Violência contra a mulher, não tem graça nenhuma!” (ver vídeo do post).

É preciso entender que a violência de gênero se produz também em palavras e imagens.

Manifestações como esta reforçam a importância e necessidade de dispositivos como a Lei Maria da Penha.

Homens pelo fim da violência contra a mulher
Website: www.lacobranco.org.br

75 Comentários + Add Comentário

  • O artista deve ter o direito de criar os personagens que quiser e os ongueiros de reclamarem do que desejarem. Assim é a liberdade de opinião.
    Nesse caso, entretanto, fico com o talento maravilhoso de Angeli que sempre retratou de forma magnífica os diversos personagens da sociedade, principalmente os de mentes perturbadas.
    Quanto aos ongueiros restam duas alternativas: 1. Caso tenham entendido o sentido da tirinha e resolveram aproveitar para conseguir publicidade são oportunistas e estão prejudicando o artista somente para defender seu pedaço, coisa de mal caráter; 2. Não entenderam o sentido dado pelo cartonista e assim não foram agraciados pelo criador com a inteligência necessária a apreciar a ironia de Angeli. Nesse caso estão perdoados pois infelizmente Deus distribuiu a burrice em doses generosas e a inteligência em doses homeopáticas.

    • Os ongueiros não sabem(ou fingem não saber) o que é sarcasmo.Esse protesto contra Angeli é a maior bobagem que li desde que outros ongueiros brigaram com João do Morro.Mas logo virão os defensores das mulheres,e o debate se fará.Ainda bem que estarei no Carnaval e não perderei tempo com isso….

      • Isso João, sarcasmo, eu terminei esquecendo a palavra exata.

    • É isso mesmo.
      Angeli faz a tira e os Ongueiros gritam.
      Humor é isso mesmo.

      • Não existe humor politicamente correto.
        Humor é isso mesmo.

        • Mas existe humor machista, sexista, homofobico, alias, a maioria dos humoristas se utilizam destes pricipios para construirem suas piadas grosseiras. Por isso ate criticar o Angeli, porque normalmente ele nao faz pare deste grupo majoritario. Mas claro, nao esta imune ao machismo. E isso nao tem nada a ver com o politicamente correto. Alias, os que defendem este tipo de humor so estao defendendo a sua forma de ver e estar no mundo. Persistentes os mocos, nao?

        • Adrualdo, a questão não é haver humor politicamente correto, a questão é que o humor pode e muitas vezes é machista, racista, homofóbico e por aí vai.
          É lamentável o que o Angeli fez, esse “humorista” se é que dá pra dizer assim a quem incita a vîolência contra as mulheres, isso porque, sim fazendo uma tirinha dessas ele está mostrando que pensa isso, por mais que ele ache que não, isso porque por mais que se brinque, as brincadeiras e palavras são carregadas de sentido e de ideologia, e isso está fora do nosso alcance.

    • “…ongueiros…”

      Sujeito entrega os preconceitos sem perceber.

    • Parabéns Claudio. Concordo contigo. Infelizmente esses hipócritas fazem não entender a mensagem do Angeli. Não sou a favor de qualquer tipo de violência, mas não podemos escondê-las. E essa foi a forma racional do autor de expô-la. Santa ignorância dos “ongueiros” que preferem “maquiar” uma realidade do que simplesmente aceitá-la e trabalhar de forma coerente para reduzi-las.

    • Pesquisando sobre o Angeli, que é um grande artista, acabei encontrando isto, pensei em tentar esclarecer as coisas as pessoas desprovidas de qualidades suficiebntes para enterder uma obra de arte, no caso, a tirinha. mas começei a ler os comentários e vi que o pessoal já fez isso. Ridícula é essa campanha, a tira critica a violência contra a mulher, tenham bom senso de não reclamar do que não entenderam, por favor.

  • Tudo indica que ainda existam carradas de seres humanos que acreditam que a mulher é um ser puro, embora gerada do mesmo barro que o homem. Não vou discutir com eles porque o assunto é assaz polêmico e prefiro acreditar que eles tenham carradas de razão. A lógica mais elementar nos levaria a pensar que, tanto um como o outro, são capazes de praticar o bem e o mal. Erick Fromm, em “O coração do homem”, diz mais ou menos isso: o homem (incluída aí a mulher) não é bom, nem ruim. “Ni ange, ni bête”, como no título do livro de André Maurois. Mas a pregação do politicamente correto está, dia a dia, buzinando em nossos ouvidos a tese da maldade congênita do homem (aqui não incluída a mulher). Sou propenso a acreditar (vejam bem, não estou afirmando) que homem e mulher podem praticar cotidianamente, em seu relacionamento, tanto o bem, quanto o mal. Em tese, para o homem é mais fácil, já que ele dispõe da força. A mulher, em contrapartida, tem a argúcia: pode manipular o varão da forma como, segundo FHC, Lula manipularia Dilma. O homem, tão varonil, pode ser tratado como um boneco desses teatros de marionetes. Por tudo isso, Henry Miller, em “Trópico de Capricórnio”, diz: “Se você vir um vizinho correndo atrás da esposa não fique preocupado. Se ele conseguir alcançá-la, ela saberá por que está apanhando.”

    • “Se você vir um vizinho correndo atrás da esposa não fique preocupado. Se ele conseguir alcançá-la, ela saberá por que está apanhando.”

      Deus do céu!

      • A que velocidade você consegue correr Amanda?

        • Desculpe, mas não entendi: o comentário acima foi uma ameaça à leitora Amanda? Isso é aceitável neste blog?

        • É incrível quanto hipocrisia. O IVan também fez uma piada sarcástica e a “politicamente correta” ana paula se intromete. Piadas boas são sim piadas de humor negro. Não gostou? Simples. Não leia mais obras do autor. Essa será sua forma de protesto.

    • “Se você vir um vizinho correndo atrás da esposa não fique preocupado. Se ele conseguir alcançá-la, ela saberá por que está apanhando.”

      Deus do céu [2]

      Um comentário desses numa sociedade machista como a nossa é complicado…

      Acredito que a ideia de ausência de maldade nas mulheres hoje em dia é fraca. Ambos envolvidos num relacionamento cometem erros. Porém, o grande problema da violência contra a mulher é a cultura machista tão presente em Pernambuco. Por isso temos o alto índice de mulheres assassinadas no estado.

      • É isso mesmo o machismo e o sexismo, sentimentos típicos da sociedade pernambucana, estão presentes desde as páginas dos periódicos policiais até, mesmo que subliminarmente, em muitos comentários deste blog.
        Não esqueço que dia desses, num post sobre o Sport, fiz um comentário no qual um cidadão inflamado respondeu se não seria melhor eu ir “esquentar minha barriga no fogão e esfriar num tanque”…pode parecer uma bobagem, mas eu nunca mais esqueci as palavras assim como o pseudônimo do “dito cujo” que não é digno sequer de ser mencionado…os homens de Pernambuco não aguentam nem uma mulher opinando diferentemente num blog…
        Começa assim: um comentário num blog, uma charge, um filme, até bobas brincadeiras infantis, musiquinhas de carnaval…é tudo tão inofensivo, afinal porque esses ongueiros se incomodam tanto né??
        Não é à toa que somos os campeões no assassinato de mulheres. Parabéns Pernambuco!!

        • Só confirmando o que já tinha sido avisado acima…

      • peloamordeDeus!

        vcds parecem não enteder patavinas!

        Os caras tão zoando!

    • Puro machismo
      Sofismático dizer que a mulher tem argúcia e pode manipular, vc por acaso já viu mulher violentada a socos e pontapés.
      Quanta asneira, vivemos numa sociedade machista e a mulher é culpada porque muitas das vezes se submete a vergonha, com simblismos deturpadores e tendenciosamente machista, vejam as musicas apeladoras que colocam a mulher em situação de serviçal do sexo, quem pratica o mal?Freud explica.
      Humor é Humor mas também machuca, já que é fruto da mente humana…

    • Quanta baboseira querendo ser erudita! Muitas citacoes meu rapaz, so para justificar que voce acha que as pessoas merecem apanhar, principalmente as mulheres. Ai ai, da para entender de qual e o barro que voce foi feito!

      • “Em mulé num si bati. Se dá uns corretivos” Filosofo pauiniense Urbano

  • O jornal The Guardian da Inglaterra esta encartando um livrinho “ensinando” linguas do seculo 21 e a edicao de hoje e’ sobre o Portugues. Eles estao “ensinado” o Brazilian Portuguese. Tem um texto do correspondente do jornal no Brasil, Alex Bellos, que ‘e fantastico falando da nossa lingua.
    Fiz uma “traducao/traicao” resumida e meia boca do texto original so’ para facilitar a vida de quem esta sem tempo ou saco para acessar a versao original. http://www.guardian.co.uk/travel/series/learn-portugese
    Se alguem se dispor a fazer uma melhor traducao/traicao , sinta-se a vontade.

    PS1.: meu teclado esta em ingles (boa desculap), entao muitas palavras nao estao acentuadas.
    PS2.: Vou aproveitar o livreto para aprender Portugues. Hahah

    Os Estados Unidos sao frequentemente acusados de serem os responsaveis pela deteriorizacao da lingua inglesa.
    Tal acusacao nao pode ser feita ao seu vizinho Latino- Americano, o Brasil, que tem sempre aperfeicoado a sua lingua mae, o portugues.
    O Brasil deu ao mundo a Bossa Nova, um cadencioso e sensual estilo musical que so poderia ser criado numa lingua que oferecesse a cadencia e sensualidade. E’ como se as consoantes fossem todas amaciadas para soarem como ondas quebrando nas praias.
    A cultura brasileira moldou a lingua portuguesa a sua propria imagem, introduzindo a informalidade, calor humano e aquela sensacao de fazer parte de alguma coisa. Todo mundo e’ conhecido por seus primeiros nomes, ate o presidente. Na verdade, o presidente e’ conhecido pela populacao por seu apelidio, Lula. Eu nao tenho a menor ideia se existe algo parecido em qualquer das outras principais linguas faladas no planeta. Falar portugues faz voce se sentir imediatamente entre amigos.
    O Brasil e’ um dos maiores caldeiroes de mistura de pessoas, consistindo principalmente de Europeus, Africanos e povos Indigenas, sem falar de um razoavel numero de japoneses.
    O Portugues brasileiro nao esta nem ai em incorporar palavras de outras linguas e da-lhes uma roupagem local. Tambem nao ha preocupacao em pronunciar palavras estrangeiras como em seus paises de origem. As regras para amaciar as consoantes sao sempre aplicadas. Entao “ rush hours” vira “ hora do rush” o que eu, particularmente, acho bem apropriado. A principio, o portugues parece dificil, devido principalmente a inesperada intonacao e pronuncia das palavras. Mas ha regras gramaticais muito claras e uma vez entendendidas, aprender o portugues se torna tao facil quanto aprender o frances e o espanhol.
    O que eu amei em aprender o portugues brasileiro foi perceber que a lingua falada e’ mais fundamental que a escrita. Meu aspecto preferido do portugues brasileiro e um importante passo para tornar-se fluente na lingua e’ a crucial habilidade de conhecer a regra dos sufixos –inho e ão.
    Nunca deixe de abusar do uso desses sufixos. O “inho”, alem de diminuitivo, tambem pode indicar amor, intimidade, beleza, irrelevancia e afeição. Ja o aumentativo “ão” indica medo, feiura ou maravilha. Um verdadeiro brasileiro sentira dificuldade em pronunciar uma frase sem utilizar o “inho” e o “ão”, pois o emprego deles significa que a conversa sera repleta de paixao, exageros e humor. O Brasil e’ uma terra de extremos em varios sentidos (geografico e riquesas por exemplo) e a lingua encoraja seus habitantes a falarem em extremos.
    Ao inves de exigir um extenso vocabulario, o portugues brasileiro e’ vasto em expressoes idiomaticas e bem versatil por causa da criatividade que a lingua permite.
    Afinal de contas, essa a lingua que a maior contribuicao para o vernaculo internacional e’ a exclamacao: “Gooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool.”

    • a ultima palavra e’ ” Goooooooooooooooooooolllllllll”

  • Bahe, Pierre, Raboni e Anisio,
    acho que esta na hora de voces criarem uma “area” feito o “fora de pauta ” que tem no blog do Nassif.
    As vezes queremos falar de algo que nao esta relacionado com o post e ficamos “sujando” a conversa com assuntos outros, vide o texto que enviei acima. Sei la, algo como ” Fura fila”, “Deixa eu te dizer uma coisa”, etc…

    • Teno,

      Isso pode ser feito nas seções de comentários das clipagens. Mas podemos ver se fazemos algo do tipo, pra ficar mais específico. Embora eu já tenha falado sobre isso aqui no blog, parece que os leitores nunca perceberam que as clipagens também têm esse propósito.

      • Entao mil desculpas Raboni, e’ que eu sou meio desligado mesmo.

    • Nossa tb tinha pensado nisso, seria uma ótima idéia.

  • Menos minha gente, bem menos…

    Cade o humor desse povo?
    Foi engraçado sim, eu ri! Pronto, virei um machista e preconceituoso agora??

    Tenha dó!

    • Claudio, talvez voce que e tao brilhante possa explicar a ironia do Angeli, neste caso, de forma educativa, para as pesoas que nao sao “capazes de compreender”. Realmente ele e inteligente, admirado, mas isso nao o coloca acima de criticas. Queria saber tambem o que voce chama de ongueiros? E qual e a critica que voce tem em relacao a eles. Se o “pedaco deles” e a defesa de direitos, da nao violencia contra as mulheres, o que voce tem contra?
      Que magnanimo da sua parte, que deve se considerar um daqueles a quem Deus distribuiu inteligencia, perdoar. Por certo voce pensa que isso te aproxima do Angeli! Inteligencia e outra coisa meu caro, e ela ficou em falta no seu comentario.

  • Uma sociedade de melindres…

    Lamentável. Humor é isso, pô!

  • Essa “era” do politicamente correto já passou dos limites! É difícil acreditar que alguém em sã consciência possa se deixar influenciar pelas “tiras” do humorista. Fico com o que foi dito nos comentários anteriores: isso é apenas humor minha gente!

  • Eu, particularmente, tb n achei nada demais a tirinha, não!
    quer dizer… absurdamente sem graça! Se fosse uma associação dos cartunistas/piadistas/comediantes protestando, eu até entenderia….

    • Nâo é nada demais, mais qual o limite do humor, como disse anteriormente, será que o humor dói?

  • o problema do humor politicamente correto é que ele não tem graça.

  • Eu não achei a menor graça…

    • aheuahueha

  • Acho que as ONGzinhas deviam fazer algo de concreto e não ficar chorando contra tirinhas. É só para justificar a “graninha” que recebem. Por que não fizeram nada para ajudar a cabeleireira fuzilada ? Será que tem alguma ONGzinha dando assistência à família ?

    • É porque fazer revolução na frente do computador é mais barato. Assim sobra mais dinheiro pra levar pra casa nas meias.

  • Respeito a opinião de todos, mas em relação à tirinha, eu não gostei! Acho que qualquer campanha pra evitar a violência é válida. Por pior que seja. Pior é não fazer campanha contra violência ou fazer apologia à violência.

  • O problema das piadas machistas, das homofóbicas, contra negros e contra todas as minorias e os grupos discriminados é que elas ofendem profundamente seus personagens principais, quais sejam, as mulheres que sofrem violência de qualquer tipo, os homossexuais, os negros, etc, e fazem rir (da desgraça aos outros) aqueles que nunca passaram por nenhum tipo de humilhação ou agressão simplesmente pelo fato de ser algo: gay, negro, mulher…

    É fácil, muito fácil, achar engraçado as piadas infames que afetam o orgulho de terceiros. É cômodo ser o homem que ri da violência doméstica, até porque não é ele quem apanha. Essa tirinha pode não estimular que um imbecil espanque sua esposa, mas ela ridiculariza uma situação extremamente grave. Ela joga na vala da piada um ato vexatório, que de tão vergonhoso, deveria constranger cartunistas a não desenharem sobre isso.

    E o politicamente correto… sempre volta-se à discussão de como o politicamente correto é chato, como é melindroso, como é sem-graça… Pois é. Sei que muitos não concordam com isso, mas acho preferível não rir nunca mais a ter de dar risada de uma situação na qual uma mulher sofre qualquer forma de violência, ainda que desenhada numa tirinha de um jornal de vigésima qualidade (só assim pra publicar esse tipo de barbaridade). Rir do próximo já é uma coisa extremamente humilhante. Para o próximo, claro, não para quem ri. Por isso que ele ri.

    Mas eis que esse tipo de porcaria pseudo-cômica, feita por um homem, logicamente, tem uma função social a cumprir. Os debates ensejados pela tirinha de Angeli explicitam como é raso a discussão sobre violência contra a mulher e como a nossa sociedade continua caindo de podre de tão machista, com grande necessidade de políticas públicas sobre o assunto.

    Que pelo menos para a reflexão sirva essa merda de tirinha. Ao menos para isso.

    • Leonardo, concordo plenamente contigo. Enfim, algo sensato nesta sala… e produzido por um um homem que também é contra manifestações de violência. Impressionante a fúria das palavras dos que aqui escreveram. Manifestação tipicamente machista!

    • Concordo categoricamente!

    • Parabéns, Leonardo e outr@s pouc@s, por instilarem lucidez e humanidade a esse conjunto detestável de opiniões patriarcais e atrasadas que, infelizmente, tão bem representam uma parcela da população de Pernambuco. É sempre enojante a incapacidade de empatia e reconhecimento d@ outr@ por parte desses homens. Mas não surpreende: no caso da violência contra as mulheres, são eles os que batem e matam, e o fazem por não reconhecerem na mulher uma semelhante.

    • Só não entendi em que sentido a tirinha incetiva a porcaria da violencia!

      Penso que ninguém em sã consciencia seja a favor da violencia, em qualquer das suas formas, notadamente contra crianças e contra mulheres!

      Também não vejo que tenha sido a intenção do autor em ridicularizar as vitimas da violencia.

      De qq forma, concordo que suscitou o debate, mas precisamos deixar de ser chatos com todo mundo!

      • É simples: Quem veio ao mundo dotado de um mínimo de inteligencia e decernimento vê uma tirinha engraçada, apenas uma tirinha engraçada com o intuito de divertir utilizando-se do sarcasmo… os de valores fracos ou facilmente influenciáveis vêm na tirinha uma opressão, um escárnio ou até, os mais sucetíveis a manipulação, um incentivo à violência.

        Não sou machista e por isso vejo piadas machistas e feministas com a mesma graça
        Não sou racista e rio tanto de piadas de negros quanto de branquelos
        Não sou gay, nem homofóbico e não vejo porque não rir de piadas com gays ou de piadas com heteros

        O cartunista consegue com poucas imagens chamar a atenção para um grave problema, tendo como resultado uma discução sobre o assunto. Se ele nunca tivesse publicado essa tirinha, todas as pessoas que visitaram esta pagina nem lembrariam do assunto “violência doméstica contra a mulher”.

        Os politicamente corretos acabam sendo politicamente errados em algumas situações e nem percebem.

  • Sou extremamente contra qualquer ato de agressão, principalmente contra a mulher e crianças.
    Prá mim, isto são ações de covardes.

  • Sou extremamente contra qualquer tipo de agressão, principalmente contra mulheres e crianças.
    Considero a isto, atos de covardes.

  • Sou extremamente contra qualquer tipo de agressão, principalmente contra mulheres e crianças.
    São atos de covardias.

  • Foi pensando como muitos desta sala (e como o personagem de Angeli) que perdi minha mãe…. assassinada por meu pai, numa cultura em que violência contra a mulher ainda é motivo de piada.

    • Profundamente lamentável, absurdo e inaceitável, o que ocorreu com sua familia, mas a cultura da violencia contra a mulher é milenar, quase genética, é o animal mais forte contra o mais fraco, algo que não se justifica em hipótese alguma nos dias de hoje, nem nunca.
      E dizer que uma obra de arte influencia alguém a ter esse tipo de atitude covarde é sofisma, pois duvido que algum assassino de mulheres tenha buscado inspiração nalgum livro, filme, peça de teatro ou tirinha de jornal.
      Crime é a agrssão, mostrá-la é só informação, e devemos combater com todas as forças tão sómente o crime, combater a crítica (com humor negro ou não) do crime é censura, e o mal não poderá ser combatido desse jeito, não acha?
      De qualquer forma, um abraço, lamento mesmo sobre o que você passou ( e passa, algo assim não se apaga nunca), mas siga firme…

  • Já que é para ser politicamente correto, que tal as ONGs criticarem isso aí :
    http://www.youtube.com/watch?v=3rNe_aB7kuE

    Misteriosamente se omitem. Por que ?

    • Alexsandro, porque voce mesmo nao faz a critica, cria algum tipo de mobilizacao? Talvez seja muito incomodo para voce que existam pessoas que, diante da sua indignacao, tenham buscado formas de transforma-la em uma forma de acao: criando uma organizacao para lutar contra o problema, mobilizando pessoas e recursos para isso; sem pretender no entanto dar conta de todos os problemas do mundo. Faca sua parte, se e que voce acha que tem uma alem de manter o seu status quo.

  • Povo cabuloso. Voltaremos a discussão sobre as músicas “preconceituosas” como, olha a cabeleira do zezé; nêga do cabelo duro, que não gosta de pentear; dentre outras???

    Vão trabalhar com a conscientização das pessoas onde devem, nas comunidades, e não reclamando de uma tirinha que faz chacota de algo que já existe há tempos, a questão da mulher feia casada cujo marido não quer mais nada.

    Pode ser que não seja bonito nem correto, mas justamente por isso é feito em tirinha de jornal, em tópcio de humor, e não na vida real.

    Só agride a mulher quem é desocntrolado e canalha, além de que se o fizer fará por causa do caráter e não em virtude de uma tirinha.

    • E como foi formado seu caráter? Decerto não numa “comunidade” onde existe violência doméstica… aiai, era só oq faltava. Tem uma novidade pra vc… isso não é um problema de pobres.
      O marido da velha feia casada tb é velho feio casado né, por isso que ela enche ele de pauladas… se a tirinha fosse essa, aí sim teríamos um sarcasmo dos bons.

  • [...] Objetivamente, é uma piada de humor negro bem executada e mal compreendida, como percebe-se pela reação ao caso.Cá entre nós, humor negro que não ofende ninguém é afrodescendente e não merece nosso [...]

  • Se só a violência contra a mulher é justificável e não tem graça, quer dizer então a violência contra o homem não é justificável e tem graça?

    Vocês deveriam estudar mais lógica para ver os sofismos e falácias que vocês contam, usando argumentos e contra-argumentos de tentar rebaixar a imagem social da pessoa.

    E não para: feministas e outros movimentos sociais que autojulgam minorias desfavoráveis, que à vezes não são, só pedem direitos. Nunca vi algum pedir deveres. O quê pode-se esperar de alguém só exige e não oferece?

    Mais ainda: Se falar que é feminista, não apenas discrimina mas também faz segregação em relação dos homens.

    Obs: Muito massa Angeli a tira!

    • Exatamente o que digo.

      Ao se criar tantas minorias e pulverizar cer5tos direitos a determinados grupos, termina por se constatar o obvio: o que era maioria finda sendo minoria!

      Embora a conclusão de tais grupos seja verdadeira, ela não se sustenta por partir de premissas equivocadas!

      Tenho dito!

  • RHEG? Tá de brincadera comigo que essa m*rda existe né?
    Abaixo moralistas, abaixo ignorantes, abaixo gente burra.

    É o fim do mundo, da liberdade e do bom senso.

    • Também estou com medo ._.

  • Ridícula toda esa celeuma provocada pela tirinha, que é bem engraçada e até crítica, pois mostra, com uma pitada de humor negro, uma realidade infelizmente bastante comum, que é a violência doméstica, a falta de dialogo, relacionamentos falidos, a solidão a dois (saudade do Cazuza…), etc.. Quer dizer, o artista tocou em uma porrada de assuntos, e meia duzia de babacas que não conseguem ver um palmo à frente se arvorando em “defensores” do politicamente correto…
    Sou negro, fui vitima de preconceito em várias situações, e superei todas com humor, ironia e jogo de cintura, e nem por isso deixo de achar graça em trabalhos artísticos sobre o tema racismo, tanto os que envolvem negros, judeus, árabes, orientais e outros, ou xenófobos (piadas de portugues, chines, argentino, brasileiro, turco, baiano, paraíba, mineiro…).
    Daqui há pouco não se poderá brincar com católicos, umbandistas, evangélicos, policiais, garçons, enfermeiras, advogados, jornalistas, gays, lésbicas, virgens, magrelos, gorduchos, baixinhos, fortões, louras, empresários, políticos, atletas, camelôs, etc. Será o fim das críticas, das alfinetadas, das análises contundentes/debochadas sobre a realidade quenos cerca, o fim do jornal, do livro, do cinema, da tv…
    Não se pode permitir que esse “ovo da serpente” cresça e se desenvolva, que esse xiitismo se estabeleça pois acabará revivendo o monstro odioso da censura, que tanto mal já fez em nossa e em outras sociedades.
    Abaixo a babaquice, Viva o humor, em todas as suas formas!!!

    • faça humor com sua classe social,com pessoas da mesma religião que vc,com mesma opção sexual que vc! Isos seria humor! Fazer humor contra grupos sociais oprimidos sendo que vc não faz parte de um,é agressão! é tão difícil entender isso?

      • Segundo sua lógica só posso rir de piadas de homens heterosexuais, brancos, ateus e de classe média… é, é difícil entender isso!

  • Aliás, afro descendente é o caralho, sou crioulo, pôrra!!

  • Também sou descendente de indios peruanos com libaneses, mistura doida que se ve apenas no Amazonas.

    Sou árabe-indio, ou indio-árabe, sei lá, e não tenho estigma algum em ser chamado de indio.

    Na faculdade, um colega galego dos olhos azuis, paraquedista da aeronautica, me chamou de “Juruna” de forma pejorativa. Dois dias depois, precisou antecipar prova porque ia pra missão na Africa e me pediu ajuda. Sarcasticamente, disse-lhe que o Juruna não sabia de tal assunto!

    No retorno, após seis meses, ele me pediu desculpa e eu afirmei que tinha orgulho de ser indio, bem do interior do Amazonas, e de estar em par de igualdade com ele em uma faculdade pública de Direito!

    Demos o assunto por encerrado e pronto! Se sou indio, não tenho porque querer ser chamado por neologismos!

  • Apenas tenho a dizer que essa critica foi aferida por analfabetos visuais, incapazes de “ler” e discernir através de imagens o que foi transmitido pelo cartunista.
    O curioso é que até recém nascidos entendem a linguagem visual pois não entendem a fala e não sabem ler!

  • Aff. Essa reação é totalmente desnecessária. Uma coisa é incentivar a violência, e outra, totalmente diferente, é ridicularizá-la.
    A tirinha, obviamente, não deixa implícito a apologia à violência contra a mulher, mas critica o comportamento agressivo do personagem fazendo uso do humor.

    Essa história de “politicamente correto” está passando dos limites.

    • Politicamente correto é o termo debochado criado por conservadores que partem da premícia de que tratar minorias oprimidas como seres humanos é alo muito difícil,que demanda muito esforço e portanto,ntem horas que é preciso “relaxar” e colocar as minorias no seu devido lugar,ou seja,ser “politicamente incorrreto”.Antes,ser politicamnete incorreto era engraçado porque se baseava no comportamento de vilões caricatos que tentavam vencer competições com trapaças,sendo que estas trapças voltavam contra eles mesmos.Hoje é sinônimo de machismo,homofobia,anti-semitismo,racismo,sendo que o machismo é o amis aceito dentre todos,e pior,é o mais defendido quando questionado.Não se esqueça que vc é uma mulher,pode perfeitamente sofre esta violência que vc julgou nada demais;é exatemnte assim que as autoridades reagem perante as queixas: “não é nada demais”.

  • “Aff. Essa reação é totalmente desnecessária. Uma coisa é incentivar a violência, e outra, totalmente diferente, é ridicularizá-la.”
    Perfeitamente colocado Lora, objetiva e sem frescura.
    Não se deve confundir apoligica com critica. Critica e humor caminham juntas, sim humor, Por que ? Porque é por ser totalmente bizarro e não esperado que um homem de verdade, tenha essa reação. Veja, o humor esta na situação desumana e não aceitavel da piada, você ri e nunca trara para sua realidade.
    E se tiver um minimo de ética, vai denunciar ou ajudar qualquer um em situação semelhante.
    Então se for realmente necessário deixar espaço para o “politicamente correto”, o “impoliticamente correto” deve receber o mesmo tratamento.
    Saudações a todos.

    • Se é assim,por que piadas racistas ofendem? Ninguém fica refletindo se piadas racistas são críticas ou não,são censuradas e ponto final…por que no caso de nós mulheres,ficamos nos perguntando se é nocivo ou não?

      E sim,isso reflete na realidade sim.No RJ,desde que começarem com funk,a violência contra mulher triplicou.Umas das frmas do machismo se manter é dizer que tudo não pasa de uma piada,que não faz mal algum…mas ofender outras minoris,sempre faz.Curioso,não?

  • Interessante estes comnetários…são a prova de como o Brasil é misógino,de como a violência contra mulher é banalizada e justificada,até mesmo por mulheres!

    Detalhe: quem mais achou que a tirinha não tinha nada de mais foram homens.País de homens desumamos que se acham com o direito de tratar mulheres com violência!

    E depois dizem que feminismo odeia homem….estas atrocidades aqui são declarações de amor por nós?

  • Será que vocês que criticaram a tira, não entenderam que a intenção do quadrinista foi justamente criticar a violência contra as mulheres. Angeli sempre criou “tipos” urbanos a partir da sua observação do cotidiano urbano. Essa situação retratada por ele só demonstra o quanto a violência ainda é algo presente em nossa sociedade e não que ele seja violento ou esteja incitando a violência. Se vocês realmente querem fazer algo para mudar isso, estão atirando no alvo errado.

    • É o que eu disse acima… é preciso um pouco de inteligencia para entender a tirinha, alguns infelizmente nãoa possuem e confundem critica sarcastica com ridicularização.

  • Angeli é genial! Faz humor que não é necessariamente para rir, mas para pensar.

  • Bom, sou mulher, sou esposa, saio todos os dias de casa para trabalhar e buscar o meu espaço na sociedade, não como mulher, mas como ser humano, este é o problema, nós é que nos dividimos e nos classificamos, o grupo dos homens, das mulheres, das crianças, dos idosos, dos negros, dos em situação de deficiência, dos pobres, dos(…) e a lista não pararia por aqui. Merecemos respeito pelo fato de existirmos, de fazermos parte de uma sociedade, todos merecemos ser respeitados, não só as mulheres que muitas vezes se colocam em situação de inferioridade por ela mesma, quando apanha do companheiro e dois dias depois esqueceu o ocorrido, mulheres estas que não pensam nos filhos, em buscar mesmo um abrigo e ir a luta em busca de um emprego, mesmo que seja vendendo alho na rua, mas com sua dignidade garantida. O problema da mulher é este, ela aceita a fragilidade e se conforma.
    Veste mesmo a carapuça, às vezes tenho vergonha!!!

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    Nelson Rodrigues.

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Informação com Humor

MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).