Estava demorando…

ago 5, 2015 by     30 Comentários    Postado em: Atualidades

Antes mesmo de chegar ao Recife, o Uber já virou alvo do atraso na Câmara Municipal do Recife. Aliás, não se estranha que isso aconteça em um espaço tão atrasado como este, mas chama a atenção os argumentos toscos em defesa de algo indefensável.

A vereadora Isabella de Roldão, que está encampando a defesa dos taxistas, através de sua assessoria veio com a desculpa de sempre: ”Valorizo o trabalho dos taxistas e não podemos permitir que sejam prejudicados por uma concorrência desleal.”

Vamos responder com perguntas.

1 – Táxi é uma concessão pública de serviço. Por que a vereadora não questiona o fato de que não é uma propriedade privada? Por que não fala do péssimo serviço prestado pelos táxis? Basta ver o carnaval para saber do que estamos falando.

2 – Não é uma concorrência desleal, mas a quebra de um oligopólio. Ressalto que não se vê ninguém falando do mercado negro de praças, que gira em Recife entre R$ 60 e R$ 80 mil. ALguém fala disso?

3 – A proibição do Uber, nada mais é do que a tentativa de ganhar apoio junto a uma base (que já teve até vereador) em prejuízo da população. Será isso?

4 – Por que ninguém fala das condições precárias que alguns taxistas trabalham, quando não são donos dos carros?

5 – A vereadora representa a população do Recife ou representa um grupo de taxistas?

A proibição do Uber nada mais é do que um atraso completo, ainda mais em uma cidade que busca soluções inteligentes como Recife. Um local que tem se esforçado por soluções de mobilidade, mesmo que pessoal, que saiam dos parâmetros delimitados pelo Poder Público, que via de regra atrapalham.

Deveríamos estar pensando em, no máximo, regular o aplicativo. Sinceramente acho que nem isso, já que não iria demorar a aparecer um concorrente no mercado.

Mas se quiserem fazer algo útil, lá vai uma dica: regule o uso de aplicativos e deste tipo de transporte, propondo a criação de um fundo para que atuais taxistas (que não são donos de carro) comprem carros e virem autônomos.

Ainda tenho esperança de que algum vereador de bom senso se pronuncie.

30 Comentários + Add Comentário

  • Em relação aos posicionamentos levantados no texto, um único adendo, as praças no recife giram em torno de R$ 200mil reais segundo 2 taxistas me confessaram na última semana. Se permissiva para rodar no aeroporto, chega a R$300mil.

    No mais, a Câmara Municipal pode ser resumida como um espaço de parasitas semianalfabetos, eleitos por uma população descompromissada com a coisa pública, salvo raras exceções. Quem dera tivéssemos uma população tão proativa como aquela que bateu às portas do legislativo municipal para exigir redução das imoralidades que recebem.

    • Conversa, nunca foi 200mil. Isso é preço de praça de SP.

  • Não se deve proibir, simplesmente. Mas regulamentar é fundamental. Afinal, trata-se do exercício de uma atividade profissional. Há questões a serem reguladas. Me parece que a UBER, que é uma empresa, se mostra incomodada com a submissão às regras.

  • O corporativismo entre os parlamentares em matérias de interesse mútuo é muito grande. Acho que o PL dessa vereadora de mente atrasada e oportunista deve passar pelas comissões e ser aprovada no plenário, infelizmente.

  • A solução é mais liberdade, portanto, desregulamentação. Quem tem frota de taxis, ou seja, várias concessões. Um parentese: só Deus sabe como esses caras conseguiram várias concessões. Voltando, um motorista que paga renda a um dono de frota tem liberdade? Com o Uber agora tem. Quem está em pânico são os donos de frotas que, com certeza, são parceiros dos políticos. Como eles conseguiram suas várias concessões??

    O que esperar do setor mais atrasado da sociedade: os políticos? Só o que for de pior. Precisamos acabar urgente com os malditos cargos de vereador.

    • Concordo. Esse negócio de vereador é a maior inutilidade que existe. Deviam extinguir também o senado e as assembleias estaduais.

      É mamação pública demais pro povo sustentar.

      A câmara de deputados em Brasília é demasiado suficiente.

      • Pois é, caro Edson. Se formos esperar que os políticos acabem com suas boquinhas isso nunca ocorrerá. Precisamos ser sujeitos dessas mudanças. Câmara de Vereadores é o programa primeiro emprego para os filhotes de políticos.

    • Os donos das concessões as obtiveram comprando as mesmas. Hoje quando um taxista tem uma concessão e morre a familia herda. Os empresários entram em contato com a familia para comprar, soube disso através de um taxista. Em outra oportunidade uma pessoa que conheço estava falando que tinha um dinheirovda venda de um imovel e ia investir em táxi. Que iria comprar duas concessões já tinha o cálculo de qto rendia em média por dia um táxi etc enfim acho q os maiores preocupados não são os taxistas mas os donos das concessões que se aproveitam da legislação errada para ganhar dinheiro em cima de um negócio que não poderia ser vendido.

      • Além disso, esse negócio de limitar o número de concessões é uma piada. Deixa livre. Quem quiser uma concessão que alugue uma à prefeitura e pronto. Deixa o mercado se auto-regular…

        Só no Brasil existe essas limitações e reservas de mercado. Capitalismo é livre mercado e liberdade para as pessoas trabalharem.

        Mas, felizmente as tecnologias não se submetem aos lobbys dos políticos. Ah, se o inventor do Uber fosse brasileiro, já estaria preso. ahahahhaha

  • Se a maioria dos taxistas pagam renda, não tem lógica eles serem contra.
    Acho que ela ta defendendo os donos de frota.

  • Engraçado. Ninguém mete o pau nos serviços pessimamente prestados pelos onibus. Vejo todo mundo dizendo que os motoristas auxiliares( que pagam renda ao dono do taxi) sao escravizados, que pagam diarias absurdas etc e tal…mas muito neguinho ficou puto da vida qd teve de assinar a carteira da sua empregada domewtica que era feita de escrava domestica e nem o salario minimo recebia…agora que eh obrigado a recolher todos os impostos feito qualquer trbalhador de carteira assinada, oq fizeram? Demissao das domesticas. O dono do taxi nao bota a faca no pescoco de ninguem pra ir rodar e pagar a diaria nao, ou bota? So vejo aqui os paladinos da moralidade que dividem ponto da sky querendo opinar sobre um assunto que nao tem o menor conhecimento…. botem um bem seu que custa em torno de 150 mil na mao de um desconhecido, onde TUDO que ocorrer com o veiculo eh de responsabilidade do proprietario( batida, roubo, manutencao, taxas, etc) e depois me digam se uma diaria de 100 reais eh um absurdo..

    • Quando você fala em bem se refere exclusivamente ao carro, né? Por que a praça não é propriedade, é permissão pública então não pode ser considerada bem. Imagino então que táxi seja esse de 150 mil que você tá falando…Só essa lógica de achar que a permissão tem dono já mostra o quão errado é o serviço de táxi no Recife.

      Num cenário desse um concorrente é notícia bem vinda, mas é preciso ter cuidado pra, na ânsia de criticar o modelo do serviço de táxi, não endeusar o Uber.

      Essa belezinha não investe um real em frota, não gera nenhum vínculo trabalhista pro motorista, não paga um real de taxa ao Estado pra ganhar dinheiro usando as vias públicas, se dá ao luxo de flutuar o preço das corridas e ainda leva 25% de toda viagem que o motorista faz só fazendo o papel de intermediário. Pode até ser bom pro usuário (em alguns casos, como horários inconvenientes/locais distantes com certeza não é), mas pro motorista talvez até seja retrocesso.

      O ideal seria quebrar esse esquema dos táxis, mas regulando esse tipo de serviço. Bronca é esperar uma regulação decente vinda da nossa gloriosa Câmara.

  • Assim como os donos de linhas telefônicas fixas alugadas esperniaram, os donos de frota também irão. Mas vcs vão conseguir se reinventar, com certeza.

  • O Uber não é nenhum santo. Existem problemas. Depois de sua proliferação aqui onde eu moro, eles frequentemente adotam preços de pico em horários que não são de pico, citando uma suposta alta demanda. Também existem questões sobre o vínculo empregatício entre o Uber e seus motoristas que têm consequência no arrecadamento de impostos: enquanto o Uber vê seus motoristas como prestadores terceirizados para evitar encargos trabalhistas, vários motoristas estão processando a empresa para que sejam considerados empregados, já que têm que usar a tecnologia imposta pela empresa. O Uber merece vir, mas tem que ser regulamentado.

    Mas esses problemas do Uber não fazem com que os táxis passem a ser santos; longe disso. Não há a menor padronizaçãoe controle de qualidade na frota de táxis no Recife. Alguns carros chegam a ser repugnantes e são inexplicavelmente velhos apesar de facilidades imensas na forma de isenção tributária na compra de novos veículos (e quantas vezes não vemos carros com placa vermelha sendo usados por motivos particulares?). O uso da bandeira dois no mês de dezembro é absurdo. Enfim, são dois diabos, e enquanto um incomoda ao outro, quem ganha é o consumidor.

  • @Pierre, basta olhar quem são os donos das maiores frotas de táxi da RMR e suas relações interessantes com nossas lideranças políticas para entendermos por que o lobby contra o Uber é mais forte.

  • O UBER IGNORA QUE EXISTE UM COEFICIENTE EM RELAÇÃO AO NÚMERO DA POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO QUE EXIGE POR LEI DETERMINAR O NÚMERO DE CONCESSÕES… OU SEJA, A UBER NÃO POSSUI NENHUMA RESPONSABILIDADE COM A VIABILIDADE ECONÔMICA DESSA MODALIDADE DE TRANSPORTE. E ELA NÃO DEIXA CLARO QUE NAS CIDADES EM QUE OBTEVE SUCESSO, ELA NÃO ACEITOU VEÍCULOS PARTICULARES E SIM VEÍCULOS QUE JÁ ERAM EXECUTIVOS (LIMOSINES, VANS E CARROS EXECUTIVOS) EM GRANDES CIDADES ONDE JÁ NÃO ERAM PERMITIDOS O TRAFEGO DE VEÍCULOS PARTICULARES DENTRO PERÍMETRO URBANO (NOVA YORQUE E LONDRES). ENTÃO COMO NÃO EXISTE NENHUMA CAPITAL EM TERRITÓRIO NACIONAL QUE OS VEÍCULOS PARTICULARES SÃO PROIBIDOS (APENAS NAS CAPITAIS ONDE APRESENTA RODÍZIO) O APLICATIVO PERMITE O INGRESSO DE VEÍCULOS PARTICULARES SEM LIMITES E SEM RESPEITO A NENHUM COEFICIENTE REGULATÓRIO E PROVAVELMENTE GARANTINDO O COLAPSO DO SISTEMA… A PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE VEM PADRONIZANDO A FROTA COM UMA VISTORIA ANUAL RIGOROSA, LIMITE DE VIDA ÚTIL DOS VEÍCULOS MAXIMO DE 5 ANOS, OBRIGATORIEDADE DO USO DE IMPRESSORAS NOS TÁXIS E UMA FISCALIZAÇÃO CONSTANTE VOLTADA PARA A MELHORIA DO SERVIÇO… ALÉM DE UM 0800 PARA RECLAMAÇÕES DE ABUSOS… MAS É CLARO QUE UM APLICATIVO QUE IGNORA A LEI VIGENTE, NÃO TERÁ RESPONSABILIDADE ALGUMA COM O SISTEMA…

    • “A UBER NÃO POSSUI NENHUMA RESPONSABILIDADE COM A VIABILIDADE ECONÔMICA DESSA MODALIDADE DE TRANSPORTE.”

      Ora, se o serviço prestado pelos táxis fosse de boa qualidade, com preço justo, e atendesse a demanda, muito provavelmente o Uber nem tentaria entrar no mercado de transporte. Viabilidade econômica é um conceito de oferta e procura, e o sistema de concessões adotado pela cidade suprime a oferta, que ao não atender a procura permite que serviços péssimos sejam oferecidos a preços elevados. Pense na viabilidade econômica do consumidor, e não dos taxistas, cujos carros geralmente tem muito mais do que cinco anos.

  • O povo quer resolver um problema criado pelo próprio Papai Estado com mais Papai Estado. Tá serto!

  • A função do Estado é proteger a sociedade, ou seja, tem que regular.

    • Tem que regular se necessário e não proibir.

    • Não. A função do Papai Estado brasileiro é extorquir a população com essa pífia alegação. A prova ? A Receita federal funciona que é uma beleza. O SUS é constituído de pocilgas que o Papai Estado insiste em chamar de hospitais! Será que o Papai Estado permitiria que um hospital privado acumulasse doentes nos corredores ?

  • Acho que deve ser regulado e a questão é que onde o estado mete a mão, começa a feder;

    Mas já repercutiu no mercado: a Taxi 99 tem o seu aplicativo e está dando 20% de desconto nas corridas

  • André Régis deve ter uma boa opinião sobre o assunto. Espero que ele se pronuncie, se ainda não fez isso.

  • Enquanto isso os comunistas querem mais estado e mais regulação. Só para manter as boquinhas e mamatas dos amigos, impedindo novos competidores e a livre iniciativa.

  • [...] Fonte:Acerto de Contas (function(d, s, id) { var js, fjs = d.getElementsByTagName(s)[0]; if (d.getElementById(id)) return; js = d.createElement(s); js.id = id; js.src = "//connect.facebook.net/pt_BR/sdk.js#xfbml=1&appId=331482807022588&version=v2.0"; fjs.parentNode.insertBefore(js, fjs); }(document, 'script', 'facebook-jssdk')); [...]

  • Sou a favor do UBER. Taxista muitas vezes abusa do monopólio que eles têm.

  • Proibição não seria o caso e sim regulamentação. atualmente utilizo muito o 99 taxi e é maravilhoso. Quem sabe assim esses motoristas de taxi de Recife passem a ter profissionalismo e educação. Ja peguei taxi com motoristas com cheiro de suor, carro sujo, mal educados. Na noite de Natal peguei um taxi para Casa Forte e porque nao tinha dinheiro trocado, na hora de pagar escutei tanto desaforo e grosseria q ao chegar na casa da familia para a festa, ao entrar todos notaram o meu semblante de chateação. Procurei esquecer, afinal era noite de Natal. Quem não se qualificar, vai dançar

  • Praça do Derby, 18 hs, tente pegar um táxi…tem um monte parado…

  • Mas falta táxi também……https://www.youtube.com/watch?v=GKSUnWalB5o

  • Só espero que apareça a UBER dos ônibus. Neguinho comprando ônibus e transportando os passageiros para todos os bairros. O cartel dos empresários de ônibus serão os primeiros a protestarem, ficarão loucos. E o governo atendendo às pressões deles. kkkkkk ônibus via aplicativo para onde quiserem ir…..massa a idéia.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).