Estelita: Indo buscar os culpados que se fazem de santo

set 30, 2015 by     17 Comentários    Postado em: Atualidades

Hoje a Polícia Federal deu início a uma operação que busca averiguar fraude na compra do terreno do Cais José Estelita. Para quem não se lembra, este terreno foi a leilão em 2008.

Já falamos muito aqui sobre a importância de direcionamento do Poder Público na obra a ser construída naquele terreno, pois é a última chance de recuperação do bairro de São José. Em abril de 2012 escrevi um artigo neste mesmo espaço, falando do perigo do desenvolvimento de uma Bagdami, que seria uma mistura de Bagdá com Miami.

Este é o projeto que deseja o consórcio: um emaranhado de empresariais de vidro, à semelhança de projetos como o Conjunto Empresarial das Nações Unidas em São Paulo (ou mesmo os empresariais ao lado do Shopping Recife), sem um pé de gente no térreo. A diferença neste caso é a necessidade de incorporação da Rua Imperial e do conjunto do Bairro de São José.

Em relação à operação da Polícia Federal, não é novidade….na verdade vem até tarde.

A empresa líder do consórcio é “useira” do expediente em que é acusada. Basta lembrar do leilão das duas torres, denunciado aqui no Acerto de Contas.

E a operação vem a calhar para irmos até a origem desta uruca chamada Projeto Novo Recife. O projeto piloto (inclusive no modus operandi) foi o projeto das Duas Torres, coincidentemente na mesma gestão municipal petista. Mais curioso ainda é que o cidadão que irá aparecer como o organizador disso tudo no Governo Federal era uma apadrinhado do mesmo gestor municipal.

Percorrendo o caminho deste escabroso projeto iremos encontrar muita coisa pelo caminho, e muita gente que posou de bom moço na hora que o movimento popular pressionou vai aparecer no processo.

Vamos assistir de camarote.

17 Comentários + Add Comentário

  • Há quem considere que, João Paulo, nobre representante da esquerda caviar, não resida por um mero acaso, num daqueles espigões da Moura Dubeax situados por aquela área.

  • Em 2012, Recife era uma mistura de Bagdá com Miami.

    Hoje é uma mistura de Bagdá com Etiópia.

  • Essa operação da “puliça” federal é mais uma daquelas que não vai dar em nada, muita pirotecnia, muita palhaçada pra pouco ou nenhum resultado. A puliça prende, o juiz solta, o teatro faz de conta é sempre o mesmo pro povão pensar que o Brasil é um país sério.

  • “A Polícia Federal em Pernambuco não tem dúvidas: o leilão do terreno de 100 mil metros quadrados do Cais José Estelita, área central da capital pernambucana e que dará lugar ao Projeto Novo Recife, foi fraudado em 2008.”

    “A investigação federal, entretanto, não impede que o processo de construção do Novo Recife tenha continuidade, segundo explicou a PF.”

    Li essa aberração no JC Online. É isso mesmo? Fortes indícios (pra não dizer certeza) de fraude na realização de um empreendimento e ainda assim o negócio não pára?
    Não sei se é um conto de terror ou ficção científica…

    • Crime do colarinho branco, tem até uma opinião do procurador da lava jato sobre isso, divulgada hoje, e que todo mundo já sabe. Aqui no Brasil compensa, as penas são ridículas.

    • Tal qual a MD fez na construção das Torres Gêmeas. Houve denúncia, investigação e mandado de suspensão das obras. A MD correu com o cronograma e fez a construção à revelia. Deu no que deu.

      • A diferença, Karol, é que hoje a sociedade civil já está mais organizada e consegue fazer pressão para que os desmandos não sigam em frente, como foi naquela época. Hoje há os “maconheiros desocupados” pra lutar pela cidade. Antes havia só o sentimento de insatisfação, mas sem organização.

        Apesar de toda a campanha contrária da mídia e paga pelo Novo Recife, do Poder Público agindo por procuração dos interesses dos empresários (sem falar da desinformação e preconceito da nossa classe média), o #OcupeEstelista conseguiu muitas vitórias nesse processo. Temos que continuar atentos e fazendo pressão em prol de nossa cidade.

  • Tinha que deixar a iniciativa privada tomar conta logo dali. Só serve para maconheiro e ladrões.

    • Os ladrões estão na própria iniciativa privada. Essa operação da Polícia Federal só comprova isso.

      • Perfeito, mas pelo menos esses ladrões da inciativa privada criam empregos. Enquanto os que ocupavam aquela área antes não.

        • Linha de raciocínio da profundidade de uma gilete deitada.

          Os caras fraudam o leilão de uma área pública,propõem um projeto excludente, que traria enormes prejuízos pra cidade em questões urbanísticas, usam de meios escusos pra provar esse projeto ao arrepio da lei, mas, não. Vai gerar empregos! Então pode tudo. Como se a única forma de gerar empregos fosse fazendo as coisas na ilegalidade.

          Pior que deve ser esse mesmo tipo de gente que reclama da CORRUPSAUM do governo. Vai entender…

        • Meu amigo, prejuízos urbanísticos maiores do que aquela área representa hoje não pode haver.
          Certamente você nunca teve uma aventura naquela área alem da ciclofaixa ou de quando havia os milicos lá durante o ocupe Estelita.
          Se fosse um projeto publico, haveria os mesmo problemas que vc levantou, com o agravante que nunca ficaria pronto e seria com o nosso dinheiro.
          Hoje, ali, é um nada. E se virar um “grande equipamento sociocultural urbanístico xxxxxx”, em 1 ano, terá o impacto do Memorial Arcoverde, ou seja, nada novamente.

        • Você continua querendo fazer crer que só há duas formas de manter aquela área: ou com o abandono que se encontra atualmente (ou abandono público, como o exemplo que você citou do Memorial Arcoverde) ou com o mondrongo chamado Novo Recife. Não é assim.

          Existe uma infinidade de outras formas de aproveitar aquela área, até pela iniciativa privada, desde que discuta-se com a sociedade e se pense o projeto de forma que toda a cidade possa usufruir de seus benefícios, não apenas a meia dúzia que terá condições financeiras de se encastelar nas torres, tal qual é hoje em dia com as famigeradas torres gêmeas (quantos empregos aquele trambolho gerou? Qual foi a revitalização daquela área?).

        • Eu vejo o Parque do Ibirapura, em São Paulo, que tem 1,584 km², um auditório, uma galeria para exposição cultura, plyagrunds, pistas de corrida, de skate e bike, quadras esportivas, enfim… equipamentos de lazer para a população, como um espaço público de lazer deve oferecer. Não consigo entender porque não se consegue fazer um projeto misto nessa área. Uma área nobre, com vista pro mar, com área verde, área construída (propícia pra fazer praça de alimentação), patrimônio histórico para estimular o turismo… Mas não, bom mesmo é vender para a iniciativa privada a preço de banana, com lobby e corrupção, favorecendo os grandes poderosos da província e excluindo a população das áreas públicas e nobres da cidade.

        • O grande problema se chama: CRISE.
          Ninguém da iniciativa privada ta disposto a gastar dinheiro em uma área cercada por favelas se não tiver o minimo de controle e possibilidades de ganhos altíssimos. Ou seja, baixo risco e alto retorno.

  • Se essa apuração der em algo, o mínimo que podemos esperar é que os esquerdinhas da palhaça Ocupe Estelita tenham em mãos a grana para arrematar a área em um possível leilão. Daí veremos se são sérios ou se não passam de uns socialistazinhos de merda que apenas vivem a fazer planos com a grana alheia!

    • Se voltar para a mão do Estado, corremos o risco de manter o abandono pela falta de verbas e uma crise braba pela frente. Ou de se gastar os tubos para se ter uma bost@ como o Memorial Arcoverde, como bem citou o Ugiette.

      Que se faça um projeto mais legal mas deixe com a iniciativa privada.

      Caso contrário, acabaremos pagando o pato.

      Outra coisa: todos os que conheço que são radicais contrários ao empreendimento, fumam maconha. E me desculpem os cannabianos mas maconheiro não merece confiança.

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).