Relatos de quem acompanha por dentro a invasão de estudantes à reitoria da UFPE dizem que, neste momento, dezenas dos ocupantes estão abandonando o prédio com medo da ação da Polícia Federal, que deve cumprir o mandado de reintegração a qualquer momento. Segundo boato que teria circulado entre os participantes, a ordem é de deter cada um que estiver dentro do prédio para indiciamento pelos prejuízos causados.
Os estudantes que ficaram (alguns poucos) dizem que não vão resistir à ação policial. Segundo contou um integrante, dos mais de 200 estudantes que ocupavam a reitoria, menos de 50 estariam na Assembléia no início da noite.
Para quem não acompanhou a polêmica, os estudantes invadiram a reitoria em protesto à adesão da UFPE ao Reuni. Escreva a palavra Reuni no campo de busca do blog. Há vários posts sobre o assunto.



Eis todo o despreparo desse movimento!
Fosse de fato um movimento sério, fundamentado e de fato politizado, os estudantes não fugiriam agora diante da força da lei.
Por isso mesmo, Gandhi (o maior mestre da desobediência civil em todos os tempos) dizia que aquele que combate uma lei ou dispositivo legal injusto, tem que estar disposto a aceitar a consequência de ter descumprido a lei vigente, de tal modo a demonstrar cabalmente a injustiça desta última, e a proclamar com seu ato a necessidade da mudança da referida lei. Continuava ele seu argumento dizendo que aquele que diz combater uma lei determinada mas já quer se comportar como se a lei a ser combatida não existisse, isto é, não quer pagar o preço de ser considerado infrator da lei atual, este é na verdade um aventureiro e irresponsável e nenhuma transformação séria e humana pode daí surgir, pois este quer de fato um estado anárquico e não uma lei justa.
Ficam, portanto, muito claros o aventureirismo, irresponsabilidade e falta de fundamento desse movimento.
Pena que o reitor tenha hesitado tanto tempo em agir com a firmeza e a ponderação que o cargo que exerce requer. Demonstrou fraqueza e falta de discernimento para saber o que fazer desde o início.
Quanto às entidades que deram apoio político a um movimento desse tipo, a própria fragilidade deste último desnuda a natureza das primeiras.
O texto dos estudantes sobre o Reuni mostra que havia gente lá dentro que entendia de fato os problemas do programa. Mas a atitude de fuga na hora de arcar com as conseqüências da autoritária ocupação, revela o já tão falado despreparo do grupo, ou da maior parte dele.
Quando começaram a surgir aqueles comentários falando de festas no gabinete do reitor, logo deu para se perceber que a coisa havia descambado pra balbúrdia.
Anyway… bem que já se sabia que cedo ou tarde o reitor, legitimamente, faria valer o mandado de reintegração. A novidade foi também solicitar o indiciamento dos alunos pelos danos causados. Outra atitude legítima, doa a quem doer.
Ah! Meus cumprimentos aos gatos pingados que eventualmente venham a permanecer na reitoria até a chedada da polícia. Embora eu seja contrária à ocupação, por motivos já expostos, respeito a atitude e não fugir na hora da prestação de contas.
Realmente, não sei o que dizer de vocês.
Primeiramente, ao senhor Pierre, não tem nenhuma deliberação proibindo o sexo. Explico: o sexo é, em si, algo que é feito as escondidas, intimamente, particularmente; ou seja, mesmo que fosse proibido, casais fariam as escondidas, da mesma forma que sendo permitido, como de fato é!
Segundo, em relação a festinha no gabinete do reitor: MENTIRA! Quero que provem quem disse que teve festinha no gabinete do reitor!
Terceiro, não está tendo fuga em massa de estudantes de forma alguma. Estudantes saem e voltam o tempo todo, mas é pelo fato de que temos afazeres acadêmicos. Mas, em suma, não está havendo fuga em massa da reitoria!
Quarto, que nos condenem pelos danos causados, pois não há danos causados, muito pelo contrário, a comissão de limpeza tratou, inclusive, de limpar alguns banheiros que se encontravam sujos (irônico não?) !!!
Quinto, desobediência civil de Gandhi, a quem admiro de forma irrestrita, não cabe aqui, são outras circunstâncias, outras condições, outros problemas, outro contexto sócio/cultural/político/econômico; inclusive este é o problema dos partidários que ~estão no movimento, PSTU e PSOL, acham que temos que fazer revoluções comunistas, se baseando em eventos históricos completamente diferente.
sexto, puta q´pariu, parem de falar sobre o que não sabem, parem de mentir, caluniar!!!!!! São vocês que se dizem culto é????? Puta merda, você precisa rever seus conceitos Amanda, porque se aqui você é culta, muito obrigado, com muito prazer eu sou burro!
Felipe, meu amigo, se eu acesso um veículo de comunicação no qual confio e vejo a notícia de que vocês estão debandando, só posso achar que estão falando sério. Ainda mais sabendo que Pierre é professor da nossa Uni. Isso, APARENTEMENTE, dá ainda mais credibilidade.
Agora, se de fato foi uma notícia inverídica publicada pelo Acerto, devo admitir que vou começar a desconfiar bastante da credibilidade que tenho dado aos meus blogueiros preferidos.
Em relação às “festinhas”… vc diz que não há, mas outros comentadores estão dizendo que sim. Se eu não posso confiar nos meninos que confirmam as festas, porque vou confiar em você?
A partir de agora, só comento novamente depois que o episódio estiver, DE FATO, concluído.
Abraços
Felipe,
Diariamente, participantes da ocupação na reitoria passam relatos sobre o que está acontecendo por lá. Não publicaríamos a informação se não fosse de fonte confiável.
Segundo essa fonte (que obviamente não vou revelar para não sujeitá-la a qualquer reação inesperada por outros ocupantes), dos 200 estudantes que estavam na reitoria até ontem apenas uns 50 permaneceriam.
Por último, como Amanda falou, não fomos nós que divulgamos a tal festa na sala do reitor. Isso foi feito por comentaristas que se identificam como participantes da ocupação.
Abraços.
Meu irmão é impresionante a decadencia dos veiculos de informação… ainda é mais triste saber que um professora da UFPE, universidade a qual eu faço parte perde tempo com comentários tão infantis e sem nexo.
Rafinha, mocinha, vai estudar um pouco de português…
Você, “universitária”, deveria dar exemplo e escrever um pouco melhor, não acha?
Pergunte a sua mamãe…
Marcos Bahe,
Sinto te dizer mas, de fato, suas fontes não são confiáveis! Começarei inclusive por dizer: em momento nenhum teve 200 estudantes fixos na reitoria; esse número, tal como o de 300 so foi alcançado em circulação! Ou seja, sua fonte ja está mentindo aí. Outra, tinha sim mais que 50 estudantes na reitoria, o mesmo número de sempre, apenas com uma margem de erro por conta da circulação!
Em relação às “festinhas”; Nem sequer me lembro se o blog divulgou isso, acho que não, mas me refiro a pessoas que comentam aqui no blog. Prestem atenção, pois, por exemplo, o pessoal do PCR/correnteza saiu e eles são muito bem capazes de inventar coisas para nos ferir. E digo mais, se as fontes confiáveis de vocês são esses comentadores mentirosos, de onde vocês nem sabem que eles vêem, revejam suas investidas jornalísticas.
Marcos Bahe, você põe na manchete do artigo “estudantes fogem para não serem indiciados”. Você só pode estar de brincadeira. Isso não existe, não é verdade. Fico na dúvida se suas fontes de fato estão presentes na reitoria, pois que se essa fuga está ocorrendo, não é na reitoria!
Fiquei grato por você ter comentado também respondendo nossos comentários. Se puder, faça isso sempre.
Abraços.
Obs: Amanda, espero que você realmente não comente mais em relação a este assunto, do qual você não sabe nada. É um favor que a senhorita faz ao bom senso e às cabeças tão “cultas” dos que frequentam este blog
Prezados comentaristas:
Em primeiro lugar, cercear a palavra das pessoas nunca foi considerada uma atitude democrática; creio que esta é a tarefa mais árdua da democracia, ninguém quer desacreditado, desafiado, desconsiderado.
Em segundo lugar, todos que de alguma forma convivem com os movimentos sociais no BR sabem que há muitas verdades nas suas histórias, nunca uma verdade só, principalmente quando essa história vem de um movimento que se nega a interagir com a mídia, corporativista ou não, e com outros atores da cena, mesmo que tenham seus motivos para isso; quem decide viver tão isoladamente tem que aceitar quando os outros procuram outras fontes.
Finalmente, independente de todas as versões, um fato é inegável:os estudantes invadiram um prédio público e impediram o acesso ao mesmo, e isso, para mim, não é a forma aceitável de viver a democracia. A universidade não pertence a 200 estudantes, mesmo que eles tenham razão quanto ao REUNI. E se o Reitor resolvesse agora transformar a reitoria num quartel, a título de querer defendê-la? Estaria ele correto? Não e vcs estudantes não aceitariam e diriam que isso é golpe, é ditadura e otras cositas mas. E se alguém insistisse em entrar e trabalhar durante a ocupação? Os estudantes iriam bater na pessoa para evitar? Essa ocupação só demonstrou que nem estudantes nem reitoria estão prontos para a democracia, para a defesa do interesse público porque isso pressupõe abrir mão do interesse privado, momentâneo. O fim não justifica os meios, duela a quem duela. Além disso, como podem 200 ou 300 pessoas arrogarem o direto de defender os interesses de uma comunidade da qual fazem parte, pelo menos, 30 mil pessoas? Eles estavam ali representando apenas a opinião das 200 ou 300 pessoas sobre o REUNI, ou serão eles os iluminados?
respirando fundo e,
Vê, não nos fechamos à imprensa corporativista não; nosso blog está aberto a todos! Só não queira que aceitemos as deturpações da imprensa sem fazermos nada: por três vezes publicaram em jornais entrevistas onde forjaram completamente o nome dos estudantes; quando nós demos entrevista, através da comissão de comunicação, dois jornais editaram completamente a entrevista, inclusive mudando o sentido da mesma; nossa comissão passou duas horas inteiras conversando com uma repórter do jornal do commercio, para no outro dia sair toda uma reportagem defendendo o reuni, e sem ao menos dizer nossa opinião. Ué, me diga amigo, isso é democracia? Nossa imprensa corporativista é democrática?
Cercear: assolar, desprezar e reprimir????? é isso? Restringir, impedir???
Opa, vamos lá, creio que Millôr disse pensando em você: “democracia é quando eu mando em você, e ditadura é quando você manda em mim.” Veja só, fazemos isso todo dia, inclusive você. Por exemplo: “ou serão eles os iluminados?” Você ironizou, você desprezou… você nos cerceou!
Não me venha com pseudos fatos, pseudo democracias e pseudo opiniões. Democrático você é até que a sua ditadurazinha seja posta em cheque, seu civil! Que dizer, precedendo a toda esta discurssão: o que é democracia hein rapaz? O que é ser democrático?
Continuemos, “um fato é inegável:os estudantes invadiram um prédio público e impediram o acesso ao mesmo, e isso, para mim, não é a forma aceitável de viver a democracia.” Muito bom isso. Qual é a forma aceitável de se viver a democracia? Ué, investimentos privados invadiram áreas públicas, e estamos ai hoje utilizando escolas e hospitais privados… isso é viver aceitavelmente em democracia? Outra, o reitor com o REUNI vai sucatear nossa universidade e o ensino PÚBLICA irá piorar ainda mais, isso é viver aceitavelmente a democracia?
Historicamente, meu caro, so conseguimos formar, mesmo que seja apenas conceitualmente, a democracia, “ocupando reitorias”. Nos juntando para, simplesmente, pensar! Democracia é sim ocupar reitorias também! E segundo alguns, acima disso, é queimá-las também. Até onde eu sabia, estávamos lutando exatamente pelo forma não-democrática do reitor de aprovar o reuni. Como poderíamos ser ouvidos? Ocupando a reitoria. Espero que isso tenha se aproximado bastante de democracia: querer ser ouvido!
Em frente: “Além disso, como podem 200 ou 300 pessoas arrogarem o direto de defender os interesses de uma comunidade da qual fazem parte, pelo menos, 30 mil pessoas?”
Em momento algum falamos pelos que lá não estavam. Falamos por nós, pela ocupação e não queremos opinar pelos outros. Veja bem, queremos um plebiscito exatamente para que todos possam dar suas opiniões, e se também não quiserem dar, não muda nada. E mesmo falando por nós, essas 300 pessoas as quais você se referiu não tiveram seus direitos “democráticos” respeitados, logo, elas exigem-no!
E para finalizar, fica aqui o convite para pensarmos um pouco mais sobre o que é democracia! Desde Clístenes, passando por Péricles, passando pela democracia religiosa/social que a igreja o fazia na idade média. Ou a democracia norte-americana tão adimirada, ou o governo ditatorial/CIVIL do nosso país após o golpe de 64; a democracia supra-estatal do nosso mundo.
A democracia que você reclama a existência entre os estudantes e o reitor, é a democracia que você conceitua. Nada mais do que isso. E foi por isso que coloquei a frase de Millor, porque ela quer dizer que essa democracia aí sobre a qual você fala, é de uso exclusivo SEU (e olhe lá)!!!
Refletindo mais um pouco. Albert Camus, escritor argelino do séc. XX costumava dizer que “o mundo é muito mais absurdo do que democrático; que dizer, talvez as duas coisas se confundam.”
Qualquer coisa, se você quiser, depois explico melhor, pois ja me cansei!
abraço.
Felipe,
Pois é, exercitar a democracia cansa mesmo, principalmente no Brasil, cuja experiência democrática é muito recente. Estamos todos aprendendo essa arte. Parece-me que alguns, como você, pensam que já sabem tudo sobre ela. Entretanto, para mim, a ocupação da reitoria indica um caminho contrário.
Ironizar não é cercear; ironizar é uma forma diferente, às vezes inteligente, de se expressar. Cercear é tentar impedir a fala ou expressão do outro, provavelmente porque dele discorda. Foi exatamente isso o que você fez quando se dirigiu à comentarista Amanda e ainda utilizou um argumento não muito elegante de considerá-la ignorante do assunto.
Em nenhum momento fiz isso, mas critiquei sim o posicionamento dos estudantes que invadiram a reitoria porque eu tenho esse direito, queira você ou não. Este é um aspecto da democracia que conheço e concebo.
E, veja bem, não é meu conceito, porque tenho humildade suficiente e inteligência também para saber que este é um conceito que perpassa a historia da humanidade, que é fruto do estudo e da experiência de muitas pessoas, não de uma só.
É um sistema democrático que permite que eu discorde do encaminhamento dos estudantes invasores, mesmo sendo tão contra o REUNI quanto eles. Eu não consigo conceber que, ao me sentir usurpada em meu direito, vou lá e tomo de volta à força. Veja bem, felizmente a ditadura no Brasil acabou há mais de 20 anos e os brasileiros ainda precisam trilhar um longo caminho para fortalecer a democracia. Não podemos continuar agindo como se estivéssemos numa ditadura. A decisão pró-REUNI foi uma decisão colegiada do Conselho Universitário; o reitor não baixou nenhum “ato institucional”. Você há de convir que uma parte da universidade está interessada no REUNI, uma vez que muitos departamentos enviaram propostas de novos cursos. Estou dizendo isso só para demonstrar que não existe uma opinião única e fechada sobre o assunto e, certamente, não deve haver só uma forma de enfrentá-lo.
Por fim, só um esclarecimento: antes do SUS não havia saúde pública e universal no Brasil. Só existiam atendimentos privados e caridades. Não houve ìnvestimento privado invadindo hospital público; houve sim, ampliação do atendimento na saúde pública para toda a população. Antes do SUS, só contribuintes poderiam utilizar a rede pública. Processo similar ocorreu na educação; as escolas públicas atendiam apenas a elite, agora atendem toda a população. Podemos discutir a qualidade dos serviços, mas não podemos negar que houve publicização e não privatização.
Só mais uma coisinha: Arthemísia é nome de mulher tá? Me pareceu que você se dirigiu ao meu comentário como se eu fosse homem, tô errada?
Sem a desobediência civil ainda estariamos sob a jurisdição do código de Hamurabi.
Tudo bem Arthemísia, desculpa pelo erro em relação ao nome! Como não estou disposto a escrever muito pois estou com sono, veja só: a senhorita poderia me definir o que é democracia então? Essa democracia ai que você falou que foi fruto do estudo e da experiência de várias pessoas no decorrer da história!
Outra, a grande maioria das pessoas na universidade nem sequer sabem o que é o REUNI. Além do mais, você vem me dizer que a ditadura no Brasil acabou e que foi democratica a aceitação do REUNI. Pois bem, para a sua informação, o estatuto do conselho da reitoria, foi, por incrível que pareça, feito durante a ditadura, por seus militares ojerizados à democracia. Foi exatamente através desse estatuto que o senhor Amaro aprovou o REUNI. Estranho não?
Cercear quer dizer muito mais do que simplesmente tentar “impedir” a fala do outro. E ironizar, se por vezes pode ser uma forma inteligente de se expressar, pode também, muito bem, ser uma forma de desprezo (que também é cercear) pela fala do outro!
Em relação à educação e saúde públçica, desculpa. Mas fiquei com desgosto de discutir. Se a senhorita crer que nelas existe “democracia”, tudo bem, deixa estar. Democracia é isto mesmo.
Depois quando estiver menos cansado, continuo.
Abraço.