Ex-mulher de Zé Dirceu reprova comparação em novela

out 5, 2007 by     2 Comentários    Postado em: Atualidades

Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo

da Folha

A ex-mulher do ex-deputado José Dirceu, Clara Becker, 66, decidiu tornar pública uma carta que pretende enviar a Aguinaldo Silva, autor da novela “Duas Caras”, da TV Globo. Em entrevista à Ilustrada, Aguinaldo disse que a história de Dirceu e Clara inspirou a criação do protagonista da novela, que se casa por interesse, foge com o dinheiro da mulher e faz plástica para mudar de vida: “Tenho horror”, afirmou Silva.

O ex-ministro viveu com a ex-mulher de 1975 a 1979, em Cruzeiro do Oeste, no Paraná. Os dois tiveram um filho, Zeca, que hoje é prefeito da cidade. Na época, vivendo na clandestinidade, ele escondeu a verdadeira identidade da mulher e do filho. Com a anistia, contou a verdade e mudou para SP.

Na carta, que Clara enviou à Folha, ela afirma que é “fã” de Aguinaldo, mas teve uma “enorme decepção”: “Que o sr. queira criar um ambiente de ficção em suas novelas, não é apenas direito seu, assim como merece todo aplauso. Mas que o sr. queira criar um universo paralelo à realidade em algo que pertence à minha vida (…), sinceramente, acho que o senhor deveria ter mais cuidado.” Abaixo, os principais trechos:

“É caluniosa a comparação, feita pelo autor da novela, entre José Dirceu e um personagem que se casa por interesse e foge com o dinheiro da esposa. Nos anos em que vivi com José Dirceu (…) era tudo anotado em um caderno e cada um pagava as suas contas. José Dirceu pagava a empregada e o aluguel, e eu pagava as despesas de casa e a comida. Ele nunca me roubou e nunca dependeu do meu dinheiro, pois tinha a sua loja e eu a tinha a minha (…).”

“Quanto à omissão da sua identidade na época, todos, agora, sabem que era uma necessidade, pois a vida de José Dirceu estava em perigo. Certa vez fui chamada pelo então prefeito para uma conversa. O prefeito e outras pessoas desconfiavam daquele homem recém-chegado à cidade e que tinha um estilo diferente. Em casa (…) perguntei se ele escondia alguma coisa (…) A resposta foi imediata: não era casado e nem era bandido, mas havia algo, sim, que não podia revelado naquele momento. Senti sinceridade. Ele era bom, vivíamos bem e continuamos juntos (…) Foi uma opção minha.”

“Não fui abandonada por José Dirceu. Com a anistia, ele pediu que eu e meu filho fossemos com ele para SP. Chegamos a viver algum tempo juntos na capital paulista, mas eu tinha aqui em Cruzeiro do Oeste família que dependia de mim (…) Eu tomei a iniciativa de voltar para Cruzeiro do Oeste.”

“José Dirceu foi um companheiro ideal. Mesmo depois de nossa separação mantém contato, preocupa-se com meu bem-estar e vem a Cruzeiro do Oeste, cidade hoje administrada por nosso filho.”

2 Comentários + Add Comentário

  • A tentativa de desconstruir Josè Dirceu continua. Até quando.

  • Meu amigo Antonio Lyra Filho,

    Gostaria de saber qual o tipo de perturbação que o senhor sofre. O que está sendo comentado no texto de Bahé é algo que ocorreu na vida particular de Dirceu, e não de sua passagem como Chefe da Casa Civil. É muito amor hein cara? Mas, cada um com suas opções (ou doenças).

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MARCO BAHÉJornalista
É formado em Jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea e História do Nordeste do Brasil. Foi repórter da Gazeta Mercantil para os estados de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. Também atuou como repórter do Jornal do Commercio, editor da Folha de Pernambuco e repórter especial do Diario de Pernambuco. É correspondente da revista Época no Nordeste desde 2003. Tamb´m atua com publicidade e marketing eleitoral desde 2004.
PIERRE LUCENADoutor em Finanças
É doutor em Finanças pela PUC-Rio e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. É professor adjunto de Finanças da UFPE e foi secretário-adjunto de Educação de Pernambuco. É autor de vários trabalhos publicados no Brasil e no exterior sobre o mercado financeiro, e participa como revisor de várias revistas acadêmicas na área. É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Finanças. Foi comentarista de Economia do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (TV Jornal e Rádio CBN). Atualmente é coordenador do curso de administração da UFPE, e Coordenador do Núcleo de Estudos em Finanças e Investimentos do Programa de Pós-graduação em Administração da UFPE (NEFI).