do blog de Josias de Souza
Emparedado pelo noticiário, o governo decidiu fazer por pressão o que não fizera por obrigação. Montou-se em Brasília, a toque de caixa, uma operação para tentar arrancar a gestão Lula do córner em que se encontra desde que começaram a pipocar nas páginas dos jornais e revistas notícias sobre as malfeitorias escondidas nas dobras dos extratos dos cartões de crédito corporativos.
Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Jorge Hage (Controlador da União) anunciaram, em entrevista, mudanças nas regras que regulam o uso dos cartões. Restringiram-se, por exemplo, os saques em dinheiro. Antes, a CGU, órgão chefiado por Hage, divulgara um informe para tentar demonstrar que, sob FHC, gastava-se mais com cartões do que sob Lula.
O levantamento da CGU engloba apenas os gastos com suprimentos de fundos para as repartições públicas. Despesas que, na contabilidade oficial, são chamadas de “Tipo B”. Leva-se em conta que os cartões não são portados apenas por ministros de Estado. Há na administração pública 7.145 funcionários autorizados a utilizar cartões. Alguns deles manuseiam mais de um cartão. O número total de cartões é de 13.567.
O texto da CGU, veiculado no portal mantido pela repartição na Internet, diz o seguinte: “Enquanto em 2001 e 2002 os gastos do governo federal com suprimento de fundos foram de R$ 213,6 milhões e R$ 233,2 milhões respectivamente, a partir de 2003 esse tipo de gasto foi significativamente reduzido, mantendo-se, nos últimos cinco anos, a média anual de R$ 143,5 milhões”.
O documento traz o total das despesas realizadas na gestão Lula ano a ano: Em 2003, a conta de suprimento de fundos foi de R$ 145,1 milhões; em 2004, R$ 145,9 milhões; em 2005, R$ 125,4 milhões; em 2006, R$ 127,1 milhões; e em 2007, R$ 176,9 milhões. A despeito do aumento verificado no ano passado, a CGU preocupou-se em enfatizar que, “ainda assim”, as despesas estão “muito longe dos gastos registrados em 2001 e 2002″, últimos anos da gestão FHC.
Os cartões corporativos foram criados pelo governo tucano de FHC, em 2001. Destinavam-se justamente a substituir as chamadas contas do “Tipo B”. Antes, o servidor recebia dinheiro vivo, deposita em sua conta bancária e emitia cheques pessoais à medida que realizava os gastos.
Dizia-se ontem e repete-se hoje que os cartões dão mais transparência ao gasto público, facilitando a fiscalização. O problema é que a facilidade levou ao exagero. De 2006 para 2007, as despesas feitas por meio de cartões de crédito corporativos cresceu 129%, alçando à casa de impressionantes R$ 75,6 milhões.
De resto, alguns ministros levaram o exagero às fronteiras do paroxismo. É o caso de Matilde Ribeiro. A ministra da Integração Racial foi arrancada da obscuridade depois que se descobriu que ela gastara, em 2007, R$ 171.500. Sacara o cartão nos estabelecimentos mais improváveis: do Free Shop às choperias.



Esse ministro da CGU… sei não. Esse números estão errados. Me parece que ele inclui aí outros gastos que não o dos cartões. Vejam no blog no Reinaldo Azevedo. Como sempre, o cara denuncia a mentira na mosca.
Reinaldo Azevedo, nossa !!! da veja!!!! denunciando mentira!!!! só era o que faltava, um jornalista claramente ideológico, só com muita má-fé alguém pode achar que ele faz jornalismo isento, ele é doutrinário, por favor!!! aliás , ele tem que conhecer de orçamento público, que é algo técnico, se fosse algum especialista no assunto de orçamento público…
É mentira ou não é amigo? Argumento de autoridade comigo não cola. Só pq é de Veja não presta? Não precisa conhecer de finanças não, basta saber ler. a própria “reportagem” explica “nas entrelinhas” o que se deu. Os gastos com cartões aumentaram e muito no governo Lula. O PT como sempre quer negar o óbvio, e dizer que tudo já acontecia antes. esse argumento não é novo, já o ouvi no caso mensalão.
Na certa Carta Capital – o panfleto do PT – não é ideológica…
“suprimento de fundos” eis a chave da questão. Leia bem.
O mais irritante é ter que ouvir o governo dizer ‘ad eternum’:”a gente faz, mas o governo anterior também fazia!”
Putz! 25 anos de luta para chegarem no governo e dizerem que vão continuar fazendo tudo o que se fazia antes?!!
só quero ver quando os gastos da primeira dama forem divulgados (ela não é funcionária pública, ninguem votou nela, como é que pode ter cartão?).
Duvido que alguém consiga prejudicar mais a nação do que o governo de FHC.
Só na Vale, que valia US$ 1,3 trilhão, e foi doada por US$ 3 bilhões, o valor desviado pagaria o mensalão a todos os legisladores do país (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) por mais de 30.000 (trinta mil) anos.
Esses cartões são de valor insignificante diante do que nos foi tirado nas privatizações criminosas. O uso exagerado, porém, tem que ser corrigido.
E eu vivendo com 380 reais…………pra tudo. Sem comentários.
Ah esse papinho de privatização… Ainda bem que vendemos logo. Senão seria mais um cabide para os “companheiros”.
ESSE TAL DE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO NUNCA ME ENGANOU!!!
E A CHIFUDA DA RUTH COMPROU SABONETE INFANTIL PRA DAR BAINHO NO FILHO BASTARDO DO SEU MARIDINHO… E O POVO É QUE PAGA POR ESTES GASTOS. AHAHAHA!!!!!